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	Comentários sobre: &#8220;Me diz que sou ridículo&#8221; – mas não fique em silêncio!	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/12/117367/#comment-321720</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jan 2018 16:44:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;The only race is the rat race.&quot;
-Wall graffiti, London rioters, 1981]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;The only race is the rat race.&#8221;<br />
-Wall graffiti, London rioters, 1981</p>
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		<title>
		Por: Mestiço		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/12/117367/#comment-321617</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mestiço]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jan 2018 15:04:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em que pese o artigo fazer críticas que devem ser feitas a setores do movimento negro que beiram ou pregam o racismo (como o escracho daqueles que se relacionam com brancos como &quot;palmiteiros&quot;), senti falta de algo na narrativa tanto daqui quanto no artigo de Risério : o papel do imperialismo em fomentar esse tipo de discurso por aqui. Ora, é sabido que fundações estrangeiras como as de Rockfeller e Ford promoveram e promovem suas próprias agendas aqui no diz respeito às questões raciais, por exemplo. Bordieu e Wacquant abordaram esse problema no artigo &quot;Sobre as artimanhas da Razão Imperialista&quot; (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0101-546X2002000100002) - muito embora eu também seja relativamente crítico à noção de imperialismo cultural, como se não pudesse haver intercâmbios culturais entre periferias e centros, entendo que é cabível falar disso quando se trata da promoção de pautas de forma determinada e direcionada por grupos detentores de capital de forma acentuadamente assimétrica, como é o caso das referidas fundações frente ao público acadêmico brasileiro.

O que os membros do coletivo pensam sobre esse aspecto do problema que levantam?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em que pese o artigo fazer críticas que devem ser feitas a setores do movimento negro que beiram ou pregam o racismo (como o escracho daqueles que se relacionam com brancos como &#8220;palmiteiros&#8221;), senti falta de algo na narrativa tanto daqui quanto no artigo de Risério : o papel do imperialismo em fomentar esse tipo de discurso por aqui. Ora, é sabido que fundações estrangeiras como as de Rockfeller e Ford promoveram e promovem suas próprias agendas aqui no diz respeito às questões raciais, por exemplo. Bordieu e Wacquant abordaram esse problema no artigo &#8220;Sobre as artimanhas da Razão Imperialista&#8221; (<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0101-546X2002000100002" rel="nofollow ugc">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0101-546X2002000100002</a>) &#8211; muito embora eu também seja relativamente crítico à noção de imperialismo cultural, como se não pudesse haver intercâmbios culturais entre periferias e centros, entendo que é cabível falar disso quando se trata da promoção de pautas de forma determinada e direcionada por grupos detentores de capital de forma acentuadamente assimétrica, como é o caso das referidas fundações frente ao público acadêmico brasileiro.</p>
<p>O que os membros do coletivo pensam sobre esse aspecto do problema que levantam?</p>
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		<title>
		Por: Legume		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/12/117367/#comment-321153</link>

		<dc:creator><![CDATA[Legume]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Dec 2017 14:18:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Me parece indiferente se a postura anti-miscigenação de Abdias derive de sua atuação no integralismo, o que interessa é perceber os traços em comum de setores considerados de esquerda e o fascismo. Compreender essa proximidade nos permite avaliar de maneira crítica as posições que defendemos.
Em relação a miscigenção ser defendida como uma forma de &quot;purificar o país&quot; penso que nem o Passa Palavra, tampouco o próprio Risério negaram que assim acreditavam certos eugenistas do século passado. O problema, a meu ver, é setores do movimento negro levantarem isso com os sinais trocados. Como se uma simples troca de sinais alterasse a substância de um fênomeno social.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me parece indiferente se a postura anti-miscigenação de Abdias derive de sua atuação no integralismo, o que interessa é perceber os traços em comum de setores considerados de esquerda e o fascismo. Compreender essa proximidade nos permite avaliar de maneira crítica as posições que defendemos.<br />
Em relação a miscigenção ser defendida como uma forma de &#8220;purificar o país&#8221; penso que nem o Passa Palavra, tampouco o próprio Risério negaram que assim acreditavam certos eugenistas do século passado. O problema, a meu ver, é setores do movimento negro levantarem isso com os sinais trocados. Como se uma simples troca de sinais alterasse a substância de um fênomeno social.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/12/117367/#comment-321087</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Dec 2017 17:18:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2017/12/117367/#comment-321078&quot;&gt;João Melato&lt;/a&gt;.

Quem se interessar pelo quadro &lt;strong&gt;A redenção de Cam&lt;/strong&gt;, de Modesto Brocos, poderá vê-lo &lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Reden%C3%A7%C3%A3o.jpg#/media/File:Reden%C3%A7%C3%A3o.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. E a tese de João Baptista Lacerda pode ser lida &lt;a href=&quot;https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/247540/mod_resource/content/1/Sobre%20os%20mesti%C3%A7os%20do%20Brasil.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2017/12/117367/#comment-321078">João Melato</a>.</p>
<p>Quem se interessar pelo quadro <strong>A redenção de Cam</strong>, de Modesto Brocos, poderá vê-lo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Reden%C3%A7%C3%A3o.jpg#/media/File:Reden%C3%A7%C3%A3o.jpg" target="_blank" rel="noopener nofollow">aqui</a>. E a tese de João Baptista Lacerda pode ser lida <a href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/247540/mod_resource/content/1/Sobre%20os%20mesti%C3%A7os%20do%20Brasil.pdf" target="_blank" rel="noopener nofollow">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: João Melato		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/12/117367/#comment-321078</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Melato]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Dec 2017 05:16:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto é interessante no sentido de contextualizar a polêmica histórica em torno da corrente &quot;miscigenista&quot; e sua ligação umbilical com as classes dominantes no Brasil, colocando, assim, o texto do tal Ribério em seu devido lugar. Algumas considerações, no entanto, ainda se fazem necessárias:

A-) O texto parece sugerir que a posição crítica de Abdias do Nascimento em relação à miscigenação deriva diretamente do tempo em que ele militou na Ação Integralista Brasileira. Isso até pode ser verdade, mas se a reflexão parar por aí, estaremos reproduzindo em relação a Abdias a mesma atitude que o texto critica em relação a Ribério: não dar uma resposta altura. 

B-) No contexto da abolição da escravatura, as principais redes de formulação da ideologia burguesa (as universidades de Direito, de Biologia, etc) passaram a desejar um Brasil &quot;civilizado&quot;. Para tal, seria necessário embranquecer o Brasil. E isso se daria através de dois modos: subsidiando a vinda de imigrantes brancos para cá + miscigenação. Em relação ao segundo ponto, a teoria era de que o neto de um casal interracial seria, necessariamente, branco. A tese foi amplamente aceita pela classe dominante. Pintaram-se quadros em louvor à &quot;redenção de Caim na terceira geração&quot; e durante o I Congresso Internacional das Raças (Londres, 1911), o médico brasileiro João Batista Lacerda apresentou sua tese &quot;Os mestiços do Brasil&quot;, na qual garantia que em 100 anos não haveriam mais negros no país. É estritamente necessário visualizar esse contexto para entender de onde vem a faixa &quot;Miscigenação também é genocídio!&quot;. Sabemos que miscigenação não é genocídio: a previsão falhou, e em 2011 ainda éramos um país de maioria negra. Mas que ela tentou ser utilizada como ferramenta para o extermínio da população negra e o embranquecimento do país, isso não pode jamais ser apagado. 

C-) O ideário &quot;progressista&quot; de Gilberto Freyre soa, para mim, como uma nostalgia em relação ao tempo do escravismo. O tempo onde negros e brancos conviveriam &quot;harmoniosamente&quot;, cada um completamente ciente de suas obrigações, quando os negros obedeciam os brancos e, em contrapartida, os brancos não tentavam exterminar os negros. Não á toa, Gilberto Freyre se associaria com a ditadura de Salazar e o colonialismo português, realizando assim seu sonho nostálgico em relação à escravidão.

No mais, um ótimo fim de ano e um voto de que os companheiros continuem seu bom trabalho, noticiando as lutas, apoiando-as e pensando sobre elas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto é interessante no sentido de contextualizar a polêmica histórica em torno da corrente &#8220;miscigenista&#8221; e sua ligação umbilical com as classes dominantes no Brasil, colocando, assim, o texto do tal Ribério em seu devido lugar. Algumas considerações, no entanto, ainda se fazem necessárias:</p>
<p>A-) O texto parece sugerir que a posição crítica de Abdias do Nascimento em relação à miscigenação deriva diretamente do tempo em que ele militou na Ação Integralista Brasileira. Isso até pode ser verdade, mas se a reflexão parar por aí, estaremos reproduzindo em relação a Abdias a mesma atitude que o texto critica em relação a Ribério: não dar uma resposta altura. </p>
<p>B-) No contexto da abolição da escravatura, as principais redes de formulação da ideologia burguesa (as universidades de Direito, de Biologia, etc) passaram a desejar um Brasil &#8220;civilizado&#8221;. Para tal, seria necessário embranquecer o Brasil. E isso se daria através de dois modos: subsidiando a vinda de imigrantes brancos para cá + miscigenação. Em relação ao segundo ponto, a teoria era de que o neto de um casal interracial seria, necessariamente, branco. A tese foi amplamente aceita pela classe dominante. Pintaram-se quadros em louvor à &#8220;redenção de Caim na terceira geração&#8221; e durante o I Congresso Internacional das Raças (Londres, 1911), o médico brasileiro João Batista Lacerda apresentou sua tese &#8220;Os mestiços do Brasil&#8221;, na qual garantia que em 100 anos não haveriam mais negros no país. É estritamente necessário visualizar esse contexto para entender de onde vem a faixa &#8220;Miscigenação também é genocídio!&#8221;. Sabemos que miscigenação não é genocídio: a previsão falhou, e em 2011 ainda éramos um país de maioria negra. Mas que ela tentou ser utilizada como ferramenta para o extermínio da população negra e o embranquecimento do país, isso não pode jamais ser apagado. </p>
<p>C-) O ideário &#8220;progressista&#8221; de Gilberto Freyre soa, para mim, como uma nostalgia em relação ao tempo do escravismo. O tempo onde negros e brancos conviveriam &#8220;harmoniosamente&#8221;, cada um completamente ciente de suas obrigações, quando os negros obedeciam os brancos e, em contrapartida, os brancos não tentavam exterminar os negros. Não á toa, Gilberto Freyre se associaria com a ditadura de Salazar e o colonialismo português, realizando assim seu sonho nostálgico em relação à escravidão.</p>
<p>No mais, um ótimo fim de ano e um voto de que os companheiros continuem seu bom trabalho, noticiando as lutas, apoiando-as e pensando sobre elas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/12/117367/#comment-321066</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Dec 2017 18:10:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boas questões, Emerson. Mas acho que há um aspecto que suas questões contornam: que movimento social é um &quot;bloco monolítico&quot;? Será que não nos deixamos viciar demais pelo debate público com as organizações estruturadas com base no centralismo dito &quot;democrático&quot;, em que há &quot;total liberdade&quot; para debate interno, mas unidade na ação externa?

Com isto, quero dizer o seguinte: não existe movimento social &quot;monolítico&quot;, apesar do que desejam algumas cabeças ansiosas. Todos são diversos, como diversa é a própria humanidade. Da mesma forma, há diversas formas de se ser identitarista, da esquerda à direita (p. ex., na zona do euro o &quot;identitarismo&quot; é um disfarce para o ultranacionalismo e a xenofobia), o que significa dizer que há setores de movimentos pautados por identidades sociais dispostos a ultrapassar os particularismos ao tempo em que há outros dispostos a exacerbá-los.

Quanto ao que tem a dizer o movimento negro de um lado ou de outro, eu, que não posso ser negro sem negar-me a mim próprio nem posso ser branco sem igualmente negar-me a mim próprio, também tenho interesse de saber.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boas questões, Emerson. Mas acho que há um aspecto que suas questões contornam: que movimento social é um &#8220;bloco monolítico&#8221;? Será que não nos deixamos viciar demais pelo debate público com as organizações estruturadas com base no centralismo dito &#8220;democrático&#8221;, em que há &#8220;total liberdade&#8221; para debate interno, mas unidade na ação externa?</p>
<p>Com isto, quero dizer o seguinte: não existe movimento social &#8220;monolítico&#8221;, apesar do que desejam algumas cabeças ansiosas. Todos são diversos, como diversa é a própria humanidade. Da mesma forma, há diversas formas de se ser identitarista, da esquerda à direita (p. ex., na zona do euro o &#8220;identitarismo&#8221; é um disfarce para o ultranacionalismo e a xenofobia), o que significa dizer que há setores de movimentos pautados por identidades sociais dispostos a ultrapassar os particularismos ao tempo em que há outros dispostos a exacerbá-los.</p>
<p>Quanto ao que tem a dizer o movimento negro de um lado ou de outro, eu, que não posso ser negro sem negar-me a mim próprio nem posso ser branco sem igualmente negar-me a mim próprio, também tenho interesse de saber.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Emerson Martins		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/12/117367/#comment-321063</link>

		<dc:creator><![CDATA[Emerson Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Dec 2017 16:40:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostei muito do texto, mas acho que ele acaba fazendo uma confusão justamente num ponto que me parece crucial: confundir os movimentos identitários com as suas pautas. Se num primeiro momento o texto aponta, corretamente, que o movimento negro não é um bloco monolítico, no final ele se refere aos &quot;movimentos identitários&quot; como se todo o movimento negro se enquadrasse nessa categoria. Ao fazer isso perde-se de vista a distinção fundamental entre a pauta antirracista, que é inquestionável quanto a sua importância, e a abordagem identitária que se faz dessa pauta, que deve ser combatida. Na prática isso é um passo atrás na crítica ao identitarismo. Além disso, nao toca na questão mais intrigante: por que o setor não-identitário do movimento negro - aquele que está disposto a construir laços de solidariedade com outros movimentos - também não consegue se colocar no debate público, igualmente se entrincheirando?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei muito do texto, mas acho que ele acaba fazendo uma confusão justamente num ponto que me parece crucial: confundir os movimentos identitários com as suas pautas. Se num primeiro momento o texto aponta, corretamente, que o movimento negro não é um bloco monolítico, no final ele se refere aos &#8220;movimentos identitários&#8221; como se todo o movimento negro se enquadrasse nessa categoria. Ao fazer isso perde-se de vista a distinção fundamental entre a pauta antirracista, que é inquestionável quanto a sua importância, e a abordagem identitária que se faz dessa pauta, que deve ser combatida. Na prática isso é um passo atrás na crítica ao identitarismo. Além disso, nao toca na questão mais intrigante: por que o setor não-identitário do movimento negro &#8211; aquele que está disposto a construir laços de solidariedade com outros movimentos &#8211; também não consegue se colocar no debate público, igualmente se entrincheirando?</p>
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