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	Comentários sobre: Teoria da revolução de Álvaro García Linera: Centralização estatal e elogio da derrota	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Juliana		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119817/#comment-333705</link>

		<dc:creator><![CDATA[Juliana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jun 2018 08:00:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O autor do texto poderia ser mais dialético e materialista, como o próprio Linera está tentando ser. Garcia Linera como teórico do processo boliviano, identificou um impasse real e deu seu encaminhamento político a ele. Este encaminhamento político pode ter certo fôlego mas não determina completamente as forças sociais, não é capaz de docilizar a realidade. Os movimentos sociais de base, que se afastam do MAS, por sua vez, precisam elaborar sua crítica e seu encaminhamento da situação, também. Se não concordamos com o encaminhamento do Linera, precisamos do nosso. O impasse de como fortalecer um processo democratizador e pluralista, sem ser derrotado pelas forças econômicas dominantes, permanece. No final, esboça uma alternativa de aliança com as formas comunais, mas - voilá! - essa foi a própria alternativa esboçada pelo Linera durante seus anos de luta e que foi abandonada por ele uma vez no Estado. Resta só uma condenação moral do vice-presidente, mas se fizermos um esforço reflexivo, ainda nos falta uma solução para o problema que ele está tentando enfrentar, o do Estado e de como lidar com a lei do valor capitalista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O autor do texto poderia ser mais dialético e materialista, como o próprio Linera está tentando ser. Garcia Linera como teórico do processo boliviano, identificou um impasse real e deu seu encaminhamento político a ele. Este encaminhamento político pode ter certo fôlego mas não determina completamente as forças sociais, não é capaz de docilizar a realidade. Os movimentos sociais de base, que se afastam do MAS, por sua vez, precisam elaborar sua crítica e seu encaminhamento da situação, também. Se não concordamos com o encaminhamento do Linera, precisamos do nosso. O impasse de como fortalecer um processo democratizador e pluralista, sem ser derrotado pelas forças econômicas dominantes, permanece. No final, esboça uma alternativa de aliança com as formas comunais, mas &#8211; voilá! &#8211; essa foi a própria alternativa esboçada pelo Linera durante seus anos de luta e que foi abandonada por ele uma vez no Estado. Resta só uma condenação moral do vice-presidente, mas se fizermos um esforço reflexivo, ainda nos falta uma solução para o problema que ele está tentando enfrentar, o do Estado e de como lidar com a lei do valor capitalista.</p>
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		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119817/#comment-332756</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 May 2018 13:59:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Mas o conselhismo,o autonomismo e o Luxemburguismo não conseguiram segurar a Revolução de 1919 na Alemanha. E deixaram caminho aberto pro Nazis nadarem de braçada&quot;.

Pular da revolução alemã derrotada para o nazismo, sem dizer uma palavra sobre a socialdemocracia é ignorância ou má fé, não sei o que é pior. E entre a socialdemocracia e o bolchevismo a diferença é apenas de meios, não de fins. Sobre o heroísmo bolchevique na I Guerra e sobre o seu antinazismo da II,  poderíamos discutir o Tratado de Brest-Litovski e o Pacto Molotov-Ribbentrop, então depois falar sobre vias abertas para o nazismo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mas o conselhismo,o autonomismo e o Luxemburguismo não conseguiram segurar a Revolução de 1919 na Alemanha. E deixaram caminho aberto pro Nazis nadarem de braçada&#8221;.</p>
<p>Pular da revolução alemã derrotada para o nazismo, sem dizer uma palavra sobre a socialdemocracia é ignorância ou má fé, não sei o que é pior. E entre a socialdemocracia e o bolchevismo a diferença é apenas de meios, não de fins. Sobre o heroísmo bolchevique na I Guerra e sobre o seu antinazismo da II,  poderíamos discutir o Tratado de Brest-Litovski e o Pacto Molotov-Ribbentrop, então depois falar sobre vias abertas para o nazismo&#8230;</p>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119817/#comment-332739</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 May 2018 03:00:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2018/05/119817/#comment-332737&quot;&gt;Lucas Spin&lt;/a&gt;.

Sem armas, concordo que revolução não se sustenta. Sem Estado, veja a autogestão espanhola, a república de Shimin, a comuna de Paris etc.. Afinal, em última instância, nem o socialismo de Estado de matriz soviética foi vitorioso, pois o socialismo não se espraiou globalmente e o capitalismo foi, historicamente, o vitorioso. Ao menos até o momento. Mas enfim, falamos de pontos de vista completamente opostos. Te interessam os vencedores, pouco importa a que custo. Já eu penso o contrário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2018/05/119817/#comment-332737">Lucas Spin</a>.</p>
<p>Sem armas, concordo que revolução não se sustenta. Sem Estado, veja a autogestão espanhola, a república de Shimin, a comuna de Paris etc.. Afinal, em última instância, nem o socialismo de Estado de matriz soviética foi vitorioso, pois o socialismo não se espraiou globalmente e o capitalismo foi, historicamente, o vitorioso. Ao menos até o momento. Mas enfim, falamos de pontos de vista completamente opostos. Te interessam os vencedores, pouco importa a que custo. Já eu penso o contrário.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Lucas Spin		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119817/#comment-332737</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas Spin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 May 2018 02:48:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, nunca ouvi falar da greve exitosa durante a ocupação nazista na Holanda. Legal que tenha existido isso. Mas pelo que eu saiba, a Holanda não virou socialista. E quem segurou os nazistas foi o &quot;Socialismo num só país&quot; da URSS que moeu milhões de seus soldados pra segurar a máquina de guerra Nazi. Podemos somar aí os partisans da Iuguslávia, Itália, etc... Mas o conselhismo,o autonomismo e o Luxemburguismo não conseguiram segurar a Revolução de 1919 na Alemanha. E deixaram caminho aberto pro Nazis nadarem de braçada. Não é possível segurar revolução sem Estado e Armas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, nunca ouvi falar da greve exitosa durante a ocupação nazista na Holanda. Legal que tenha existido isso. Mas pelo que eu saiba, a Holanda não virou socialista. E quem segurou os nazistas foi o &#8220;Socialismo num só país&#8221; da URSS que moeu milhões de seus soldados pra segurar a máquina de guerra Nazi. Podemos somar aí os partisans da Iuguslávia, Itália, etc&#8230; Mas o conselhismo,o autonomismo e o Luxemburguismo não conseguiram segurar a Revolução de 1919 na Alemanha. E deixaram caminho aberto pro Nazis nadarem de braçada. Não é possível segurar revolução sem Estado e Armas.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119817/#comment-332710</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2018 15:26:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2018/05/119817/#comment-332702&quot;&gt;Lucas Spin&lt;/a&gt;.

Seria assim &quot;mais fácil&quot; ser autonomista e conselhista em tempos de prosperidade? Ou tem uma geração inteira acostumada com a vida mole? Sobre o assunto, cabe lembrar de Henk Sneevliet, que quem não conhece poderia conhecer. Há algo sobre a vida dele no final deste artigo: http://passapalavra.info/2017/12/117069. Basta dizer que ele fez parte de um grupo que, entre outras coisas, articulou uma greve geral exitosa sob a ocupação nazista, e que era comum fazerem propaganda antibélica e internacionalista junto aos soldados alemães que então ocupavam a Holanda. E o cara era um simples ferroviário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2018/05/119817/#comment-332702">Lucas Spin</a>.</p>
<p>Seria assim &#8220;mais fácil&#8221; ser autonomista e conselhista em tempos de prosperidade? Ou tem uma geração inteira acostumada com a vida mole? Sobre o assunto, cabe lembrar de Henk Sneevliet, que quem não conhece poderia conhecer. Há algo sobre a vida dele no final deste artigo: <a href="http://passapalavra.info/2017/12/117069" rel="ugc">http://passapalavra.info/2017/12/117069</a>. Basta dizer que ele fez parte de um grupo que, entre outras coisas, articulou uma greve geral exitosa sob a ocupação nazista, e que era comum fazerem propaganda antibélica e internacionalista junto aos soldados alemães que então ocupavam a Holanda. E o cara era um simples ferroviário.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas Spin		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119817/#comment-332702</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas Spin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2018 10:45:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=119817#comment-332702</guid>

					<description><![CDATA[Caros, eu li  texto ao ongo de 4 dias e pode ser que tenha passado desapercebido em alguma passagem. Mas aqui vai uma consideração. Acho que a conclusão é muito boa. Mas o autor se esquece do cotexto em que Garcia Linera escreve o livro: A Bolívia, o Equador e a Venezuela eram os países mais avançados em termos de mobilização social  popular na América Latina. Mas dos 3, a Bolívia foi aquele que esteve mais próximo de uma guerra civil ainda na época da Nova Constituinte (episódio de Massacre de camponeses em Pando, 2008, separatismo da Meia Lua, apoiado por latifundiários do Brasil e pró-Brasil). Além disso é um país primário-exportador, sem saída pro Mar, obrigado a conviver com o subimperialismo do Brasil, a política externa pró-EUA do Chile (mesmo quando a presidente era a socialista Michelle Bachelet) e as flutuações de humor político da Argentina e do Paraguai (esse sim acossado por um golpe de estado em 2012 muito antes de todos os outros países da América do SUl). A Bolívia compunha um dos países da ALBA, todos membros do eixo do Mal do George W. Bush (virou até filme do diretor Oliver Stone). POr fim, só para lembrar, a crise do Gás, quando Evo decide nacionalizar uma estação de produção de gás da Petrobrás na Bolívia (2006) e toma plantas da EBX (do safado do Eike Batista) é um episódio exemplar da condição subalterna do país, mesmo dentro da &quot;onda progressista nacional-desenvolvimentista&quot; que durou as duas primeiras décadas no continente. A situação foi contornada via diplomacia de LULA, MArco Aurélio Garcia e Celso Amorim, que, com todos os problemas, garantiram a chegada de gás ao Brasil e a geração de renda pro estado Bolíviano.
Ou seja, o autor desse texto enche a mão pra atacar a posição teórica de Garcia Linera, mas se esquece que nenhuma revolução do mundo com média duração de décadas, conseguiu se manter sem a base das forças armadas mobilizadas e em estado de atenção e resistência contínua contra países vizinhos estrangeiros. Do contrário da Venezuela, a Bolívia, o Equador não tinham essa força. Seria necessário criar poder popular armado e auto-organizado. A consciência política não vence sozinha. Não é questão de debate racional e teórico. E sim de possibilidades práticas. Por fim, lembremos que ainda é um país que corre o risco de perder um governo progressista e ligar a marcha ré da História, no mesmo sentido que países em situação &quot;revolucionária&quot; enfrentam hoje: Egito, Síria, Argélia, Ucrania e o Brasil. Pra Não falar em outros. Era mais fácil ser autonomista e conselhista, em contexto progressista de acumulação de forças produtivas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros, eu li  texto ao ongo de 4 dias e pode ser que tenha passado desapercebido em alguma passagem. Mas aqui vai uma consideração. Acho que a conclusão é muito boa. Mas o autor se esquece do cotexto em que Garcia Linera escreve o livro: A Bolívia, o Equador e a Venezuela eram os países mais avançados em termos de mobilização social  popular na América Latina. Mas dos 3, a Bolívia foi aquele que esteve mais próximo de uma guerra civil ainda na época da Nova Constituinte (episódio de Massacre de camponeses em Pando, 2008, separatismo da Meia Lua, apoiado por latifundiários do Brasil e pró-Brasil). Além disso é um país primário-exportador, sem saída pro Mar, obrigado a conviver com o subimperialismo do Brasil, a política externa pró-EUA do Chile (mesmo quando a presidente era a socialista Michelle Bachelet) e as flutuações de humor político da Argentina e do Paraguai (esse sim acossado por um golpe de estado em 2012 muito antes de todos os outros países da América do SUl). A Bolívia compunha um dos países da ALBA, todos membros do eixo do Mal do George W. Bush (virou até filme do diretor Oliver Stone). POr fim, só para lembrar, a crise do Gás, quando Evo decide nacionalizar uma estação de produção de gás da Petrobrás na Bolívia (2006) e toma plantas da EBX (do safado do Eike Batista) é um episódio exemplar da condição subalterna do país, mesmo dentro da &#8220;onda progressista nacional-desenvolvimentista&#8221; que durou as duas primeiras décadas no continente. A situação foi contornada via diplomacia de LULA, MArco Aurélio Garcia e Celso Amorim, que, com todos os problemas, garantiram a chegada de gás ao Brasil e a geração de renda pro estado Bolíviano.<br />
Ou seja, o autor desse texto enche a mão pra atacar a posição teórica de Garcia Linera, mas se esquece que nenhuma revolução do mundo com média duração de décadas, conseguiu se manter sem a base das forças armadas mobilizadas e em estado de atenção e resistência contínua contra países vizinhos estrangeiros. Do contrário da Venezuela, a Bolívia, o Equador não tinham essa força. Seria necessário criar poder popular armado e auto-organizado. A consciência política não vence sozinha. Não é questão de debate racional e teórico. E sim de possibilidades práticas. Por fim, lembremos que ainda é um país que corre o risco de perder um governo progressista e ligar a marcha ré da História, no mesmo sentido que países em situação &#8220;revolucionária&#8221; enfrentam hoje: Egito, Síria, Argélia, Ucrania e o Brasil. Pra Não falar em outros. Era mais fácil ser autonomista e conselhista, em contexto progressista de acumulação de forças produtivas.</p>
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