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	Comentários sobre: Que venha Bolsonaro	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Ricardo Ronaldo Pinto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123251/#comment-343765</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Ronaldo Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Oct 2018 10:05:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Me deu uma preguiça ver um texto de disputa de espaço na &quot;esquerda&quot; (aspas só para frisar evitar a redundância de dizer &quot;esquerda do capital&quot;). Comunistas/anarquistas não são de &quot;esquerda&quot;. 
Não sou de esquerda, sou comunista, mas voto na esquerda, e vou votar em Haddad, que vai fazer o jogo do capital da forma que é melhor para mim no momento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me deu uma preguiça ver um texto de disputa de espaço na &#8220;esquerda&#8221; (aspas só para frisar evitar a redundância de dizer &#8220;esquerda do capital&#8221;). Comunistas/anarquistas não são de &#8220;esquerda&#8221;.<br />
Não sou de esquerda, sou comunista, mas voto na esquerda, e vou votar em Haddad, que vai fazer o jogo do capital da forma que é melhor para mim no momento.</p>
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		<title>
		Por: Tomas Lokainda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123251/#comment-342010</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tomas Lokainda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Oct 2018 22:26:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“O direito civil é um ramo do direito, que trata de um conjunto de normas que regulam os direitos e obrigações no âmbito privado”. Por sua vez,  “Código civil é o diploma legal que agrupa de forma sistemática as normas concernentes às relações jurídicas de ordem privada”.  Os partidos políticos estão disciplinados no Código Civil:

Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado: (…) Inciso V - os partidos políticos.

Diante desta brevíssima exposição, temos que, usando as palavras de João Bernardo, “a circulação de gestores entre os altos cargos políticos e os cargos directivos nas grandes empresas” está mesmo inscrita na genética da política no modo de produção capitalista. 

No Brasil, a maior parte dos recursos dos partidos vem do fundo especial de assistência financeira aos partidos políticos, oriundo de multas e penalidades eleitorais, recursos financeiros destinados por lei, doações de pessoas físicas ou jurídicas, efetuadas por intermédio de depósitos bancários diretamente na conta do fundo partidário, e  dotações orçamentárias do governo federal. É aqui que o partido “trabalha” como verdadeira empresa. As doações de pessoas físicas ou jurídicas muito se assemelham às aplicações em bolsas de valores realizadas por investidores. Investidores em bolsa podem investir tanto em ações do Bradesco como do Itaú, ou em ambas, o que lhes importa e que suas ações se valorizem. Ora, os doadores, especialmente os grandes doadores, esperam o quê de suas doações? 

Entra então, literalmente,  a concorrência entre os partidos, mas em um aspecto muito mais amplo que a simples busca por recursos partidários.  A concorrência é sobre o um poder de controle muito maior, que são os recursos destinados às “condições gerais de produção”.   Por isso o termo “partido”, seja disso ou daquilo, de esquerda, de direita, é impróprio… Na verdade, seja qual for o partido, a gestão sobre os recursos destinados às “condições gerais de produção” pouco ou nada se distanciarão dos rumos exigidos pelos capitalistas no desenvolvimento das forças produtivas. Mesmo quando em crise, ou seja, mesmo quando a tendência à maior produção por extração da mais valia absoluta, as exigências que estarão em primeiro plano serão a dos capitalistas.

Todavia, como nos diz João Bernardo, se os “fascismos foram a revolta no interior da ordem, não contra a ordem”, e que surge “o fascismo como via para superar uma economia bloqueada”, não só o “fenômeno” Bolsonaro deve ser considerado, mas também o “fenômeno” Lula (e conseguintes), sem os quais não entenderemos, enquanto classe – classe trabalhadora e ponto! - quais foram e quais serão os caminhos daqui para frente. O cenário político é muito importante, desde que consideradas as condições gerais de produção e o desenvolvimento das forças produtivas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“O direito civil é um ramo do direito, que trata de um conjunto de normas que regulam os direitos e obrigações no âmbito privado”. Por sua vez,  “Código civil é o diploma legal que agrupa de forma sistemática as normas concernentes às relações jurídicas de ordem privada”.  Os partidos políticos estão disciplinados no Código Civil:</p>
<p>Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado: (…) Inciso V &#8211; os partidos políticos.</p>
<p>Diante desta brevíssima exposição, temos que, usando as palavras de João Bernardo, “a circulação de gestores entre os altos cargos políticos e os cargos directivos nas grandes empresas” está mesmo inscrita na genética da política no modo de produção capitalista. </p>
<p>No Brasil, a maior parte dos recursos dos partidos vem do fundo especial de assistência financeira aos partidos políticos, oriundo de multas e penalidades eleitorais, recursos financeiros destinados por lei, doações de pessoas físicas ou jurídicas, efetuadas por intermédio de depósitos bancários diretamente na conta do fundo partidário, e  dotações orçamentárias do governo federal. É aqui que o partido “trabalha” como verdadeira empresa. As doações de pessoas físicas ou jurídicas muito se assemelham às aplicações em bolsas de valores realizadas por investidores. Investidores em bolsa podem investir tanto em ações do Bradesco como do Itaú, ou em ambas, o que lhes importa e que suas ações se valorizem. Ora, os doadores, especialmente os grandes doadores, esperam o quê de suas doações? </p>
<p>Entra então, literalmente,  a concorrência entre os partidos, mas em um aspecto muito mais amplo que a simples busca por recursos partidários.  A concorrência é sobre o um poder de controle muito maior, que são os recursos destinados às “condições gerais de produção”.   Por isso o termo “partido”, seja disso ou daquilo, de esquerda, de direita, é impróprio… Na verdade, seja qual for o partido, a gestão sobre os recursos destinados às “condições gerais de produção” pouco ou nada se distanciarão dos rumos exigidos pelos capitalistas no desenvolvimento das forças produtivas. Mesmo quando em crise, ou seja, mesmo quando a tendência à maior produção por extração da mais valia absoluta, as exigências que estarão em primeiro plano serão a dos capitalistas.</p>
<p>Todavia, como nos diz João Bernardo, se os “fascismos foram a revolta no interior da ordem, não contra a ordem”, e que surge “o fascismo como via para superar uma economia bloqueada”, não só o “fenômeno” Bolsonaro deve ser considerado, mas também o “fenômeno” Lula (e conseguintes), sem os quais não entenderemos, enquanto classe – classe trabalhadora e ponto! &#8211; quais foram e quais serão os caminhos daqui para frente. O cenário político é muito importante, desde que consideradas as condições gerais de produção e o desenvolvimento das forças produtivas&#8230;</p>
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		<title>
		Por: Vinícius de Rezende		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123251/#comment-341976</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vinícius de Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Oct 2018 21:20:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O argumento central do Fagner Enrique me parece bastante relevante. Há tempos eu considerava que o PT tinha total interesse no crescimento de uma figura como Jair Bolsonaro visando reconquistar o poder por meio da sua velha e desgastada tática de polarização eleitoral. Nessa eleição, especificamente, isso se fazia ainda mais urgente, pois o antipetismo atingiu níveis inéditos e a velha polarização com o PSDB não seria capaz de reconduzir o partido ao poder. Daí apostar na polarização entre civilização e barbárie, mas ao que tudo indica, nem mesmo o risco da barbárie foi suficiente para possibilitar a vitória eleitoral dos petistas. Assim, considero que o Fagner captou outro aspecto de grande relevância: mesmo derrotado na disputa presidencial, o PT poderá manter sua hegemonia dentro das esquerdas. O discurso dos militantes petistas sobre o golpe e sobre a eleição sem Lula ser uma fraude será reforçado; bem como, a vitimização do partido que tanto teria feito pelos mais pobres.
Nesse mesmo sentido, concordo que as maiores vítimas da truculência bolsonarista será a extrema esquerda, em especial a apartidária. Vislumbro várias formas de perseguições políticas (como, por exemplo, processos administrativos contra professores de esquerda), prisões e eliminação física dos verdadeiros vermelhos. MST e MTST, ainda que possamos discutir o quanto foram aparelhados e se burocratizaram, já são publicamente ameaçados de serem enquadrados como terroristas. Por outro lado, tenho sérias dúvidas de que os parlamentares ditos de esquerda (para mim, o PT é um partido de centro, no máximo centro esquerda) sofrerão a mesma sorte.
Concordo com o João Bernardo a respeito do potencial que a utilização do conceito de capitalismo sindical traz para se analisar a estrutura dos partidos políticos e o papel que desempenham no sistema capitalista, tal como propõe Thomas Luko. Assim como os sindicalistas, os políticos profissionais deixam de viver do próprio trabalho e passam a viver da divisão da mais-valia. Não por acaso, uma trajetória comum de vários personagens foi o afastamento do trabalho para o exercício do cargo sindical, seguido do lançamento da candidatura a algum cargo político (vereador, prefeito, deputado etc.) e a conseqüente transformação da política em profissão. Voltar a ser operário? Apenas para aqueles que nunca conseguiram ascender hierarquicamente nos sindicatos e/ou partidos. Mesmo quando perdem uma eleição, esses profissionais da política têm algum cargo assegurado ou alguma assessoria para lhes garantir a sobrevivência. Aqueles que ocuparam os postos de comando mais elevados no executivo tornaram-se inclusive consultores de grandes empresas com vultosas remunerações após serem alijados do poder. Além disso, tal como os sindicalistas, esses políticos têm como principal função conter a luta de classes dentro dos limites institucionais. Luta anticapitalista via partidos políticos? Só no campo discursivo.
A respeito da atuação da extrema esquerda nessa conjuntura de hegemonia petista no campo progressista focado na política formal e de crescimento do fascismo, o relato do trabalhador do Uber reproduzido pelo João Bernardo demonstra um elemento central da luta de classes: a formação dos laços de solidariedade a partir da vivência em comum das mesmas condições de exploração e opressão e as formas de organização informais e horizontais que podem resultar desses laços. Nesse mesmo sentido, já ouvi relatos desses trabalhadores a respeito de diversas formas de resistência como a preferência por passageiros que pagam em dinheiro, já que assim conseguem contornar durante algum tempo o repasse da porcentagem da empresa; motoristas que fazem corridas por fora do aplicativo com o mesmo intuito etc.
As variadas formas de resistência passiva ou ativa, individual ou coletiva e o potencial que carregam para a construção de formas de organização autônomas são intrínsecos às relações capitalistas de produção. Mesmo que o pior cenário por nós imaginado venha a se concretizar sob um governo do Bolsonaro e da “velha turma”, com um aparelho de Estado altamente repressivo, com a criminalização dos movimentos sociais, com a atuação de milícias fascistas e a conseqüente eliminação física de militantes de extrema esquerda, as múltiplas formas de resistência e luta anticapitalista continuarão a existir nos subterrâneos. Disso eu não tenho a menor dúvida, mas creio que o questionamento a respeito da nossa atuação e da nossa inserção em tais lutas continua a nos inquietar. Em outras palavras, o fascismo não será capaz de eliminar completamente essas variadas ações que escavam o subterrâneo, mas como os militantes de extrema esquerda, os jovens bem intencionados das universidades e todos aqueles que não se curvarão ao autoritarismo e à repressão se organizarão para lutar? Como o João Bernardo bem sabe, essa é uma velha questão que sempre me inquietou (junto com aquela outra: como ultrapassar os limites/ir além das resistências cotidianas nos processos de trabalho?). A única certeza que tenho no momento é que a resposta certamente não se encontra na nossa incorporação ao PT ou a qualquer outro partido político dito de esquerda ou de extrema esquerda.

PS: não resisti à tentação de escrever que a autora do último texto citado por Fagner Enrique votou contra a deflagração da greve dos professores das universidades federais em 2015 e que atuou com imensa dedicação pelo fim do movimento durante os cinco meses pelos quais se estendeu. Nada mais natural, não é mesmo? Greve de professores num governo da “companheira Dilma”?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O argumento central do Fagner Enrique me parece bastante relevante. Há tempos eu considerava que o PT tinha total interesse no crescimento de uma figura como Jair Bolsonaro visando reconquistar o poder por meio da sua velha e desgastada tática de polarização eleitoral. Nessa eleição, especificamente, isso se fazia ainda mais urgente, pois o antipetismo atingiu níveis inéditos e a velha polarização com o PSDB não seria capaz de reconduzir o partido ao poder. Daí apostar na polarização entre civilização e barbárie, mas ao que tudo indica, nem mesmo o risco da barbárie foi suficiente para possibilitar a vitória eleitoral dos petistas. Assim, considero que o Fagner captou outro aspecto de grande relevância: mesmo derrotado na disputa presidencial, o PT poderá manter sua hegemonia dentro das esquerdas. O discurso dos militantes petistas sobre o golpe e sobre a eleição sem Lula ser uma fraude será reforçado; bem como, a vitimização do partido que tanto teria feito pelos mais pobres.<br />
Nesse mesmo sentido, concordo que as maiores vítimas da truculência bolsonarista será a extrema esquerda, em especial a apartidária. Vislumbro várias formas de perseguições políticas (como, por exemplo, processos administrativos contra professores de esquerda), prisões e eliminação física dos verdadeiros vermelhos. MST e MTST, ainda que possamos discutir o quanto foram aparelhados e se burocratizaram, já são publicamente ameaçados de serem enquadrados como terroristas. Por outro lado, tenho sérias dúvidas de que os parlamentares ditos de esquerda (para mim, o PT é um partido de centro, no máximo centro esquerda) sofrerão a mesma sorte.<br />
Concordo com o João Bernardo a respeito do potencial que a utilização do conceito de capitalismo sindical traz para se analisar a estrutura dos partidos políticos e o papel que desempenham no sistema capitalista, tal como propõe Thomas Luko. Assim como os sindicalistas, os políticos profissionais deixam de viver do próprio trabalho e passam a viver da divisão da mais-valia. Não por acaso, uma trajetória comum de vários personagens foi o afastamento do trabalho para o exercício do cargo sindical, seguido do lançamento da candidatura a algum cargo político (vereador, prefeito, deputado etc.) e a conseqüente transformação da política em profissão. Voltar a ser operário? Apenas para aqueles que nunca conseguiram ascender hierarquicamente nos sindicatos e/ou partidos. Mesmo quando perdem uma eleição, esses profissionais da política têm algum cargo assegurado ou alguma assessoria para lhes garantir a sobrevivência. Aqueles que ocuparam os postos de comando mais elevados no executivo tornaram-se inclusive consultores de grandes empresas com vultosas remunerações após serem alijados do poder. Além disso, tal como os sindicalistas, esses políticos têm como principal função conter a luta de classes dentro dos limites institucionais. Luta anticapitalista via partidos políticos? Só no campo discursivo.<br />
A respeito da atuação da extrema esquerda nessa conjuntura de hegemonia petista no campo progressista focado na política formal e de crescimento do fascismo, o relato do trabalhador do Uber reproduzido pelo João Bernardo demonstra um elemento central da luta de classes: a formação dos laços de solidariedade a partir da vivência em comum das mesmas condições de exploração e opressão e as formas de organização informais e horizontais que podem resultar desses laços. Nesse mesmo sentido, já ouvi relatos desses trabalhadores a respeito de diversas formas de resistência como a preferência por passageiros que pagam em dinheiro, já que assim conseguem contornar durante algum tempo o repasse da porcentagem da empresa; motoristas que fazem corridas por fora do aplicativo com o mesmo intuito etc.<br />
As variadas formas de resistência passiva ou ativa, individual ou coletiva e o potencial que carregam para a construção de formas de organização autônomas são intrínsecos às relações capitalistas de produção. Mesmo que o pior cenário por nós imaginado venha a se concretizar sob um governo do Bolsonaro e da “velha turma”, com um aparelho de Estado altamente repressivo, com a criminalização dos movimentos sociais, com a atuação de milícias fascistas e a conseqüente eliminação física de militantes de extrema esquerda, as múltiplas formas de resistência e luta anticapitalista continuarão a existir nos subterrâneos. Disso eu não tenho a menor dúvida, mas creio que o questionamento a respeito da nossa atuação e da nossa inserção em tais lutas continua a nos inquietar. Em outras palavras, o fascismo não será capaz de eliminar completamente essas variadas ações que escavam o subterrâneo, mas como os militantes de extrema esquerda, os jovens bem intencionados das universidades e todos aqueles que não se curvarão ao autoritarismo e à repressão se organizarão para lutar? Como o João Bernardo bem sabe, essa é uma velha questão que sempre me inquietou (junto com aquela outra: como ultrapassar os limites/ir além das resistências cotidianas nos processos de trabalho?). A única certeza que tenho no momento é que a resposta certamente não se encontra na nossa incorporação ao PT ou a qualquer outro partido político dito de esquerda ou de extrema esquerda.</p>
<p>PS: não resisti à tentação de escrever que a autora do último texto citado por Fagner Enrique votou contra a deflagração da greve dos professores das universidades federais em 2015 e que atuou com imensa dedicação pelo fim do movimento durante os cinco meses pelos quais se estendeu. Nada mais natural, não é mesmo? Greve de professores num governo da “companheira Dilma”?</p>
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		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123251/#comment-341896</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Oct 2018 18:14:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Enquanto debatemos aqui os impasses e armadilhas do lulismo, parte da esquerda o elege como o verdadeiro foco da “resistência ao processo de fascistização no Brasil” e o associa a um Estado “firmado na complementaridade entre as democracias representativa e participativa; modo de produção menos assente na propriedade estatal dos meios de produção do que na associação de produtores; regime misto de propriedade onde coexistem a propriedade privada, estatal e coletiva (cooperativa) […] que saiba competir com o capitalismo na geração de riqueza e lhe seja superior no respeito pela natureza e na justiça distributiva; nova forma de Estado experimental, mais descentralizada e transparente, de modo a facilitar o controle público do Estado e a criação de espaços públicos não estatais; reconhecimento da interculturalidade e da plurinacionalidade (onde for caso disso); luta permanente contra a corrupção e os privilégios decorrentes da burocracia ou da lealdade partidária; promoção da educação, dos conhecimentos (científicos e outros) e do fim das discriminações sexuais, raciais e religiosas como prioridades governativas”.

Além disso, a região nordeste é vista como o “cinturão progressista” do Brasil, de tal modo que as manifestações de Junho de 2013 ter-se-iam centrado na luta contra o aumento da tarifa no nordeste, num contraponto à pauta do “Fora Todos” nas demais regiões. A polarização, ao invés de social e política, seria geográfica (étnica?). Será que a pessoa que escreveu tais asneiras não percebe que os próprios apoiadores de Bolsonaro estão difundindo preconceitos e palavras de ódio nas redes sociais contra os nordestinos, devido ao resultado do primeiro turno das eleições no nordeste? Será que essa pessoa julga que é realmente prudente reforçar, só que pela via da esquerda, o mesmo tipo de discurso? Desse jeito não espanta a situação em que estamos agora.

Para quem quiser conferir: https://www.brasildefato.com.br/2018/10/11/o-cinturao-progressista-no-nordeste-e-o-lulismo-como-oposicao-ao-fascismo/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto debatemos aqui os impasses e armadilhas do lulismo, parte da esquerda o elege como o verdadeiro foco da “resistência ao processo de fascistização no Brasil” e o associa a um Estado “firmado na complementaridade entre as democracias representativa e participativa; modo de produção menos assente na propriedade estatal dos meios de produção do que na associação de produtores; regime misto de propriedade onde coexistem a propriedade privada, estatal e coletiva (cooperativa) […] que saiba competir com o capitalismo na geração de riqueza e lhe seja superior no respeito pela natureza e na justiça distributiva; nova forma de Estado experimental, mais descentralizada e transparente, de modo a facilitar o controle público do Estado e a criação de espaços públicos não estatais; reconhecimento da interculturalidade e da plurinacionalidade (onde for caso disso); luta permanente contra a corrupção e os privilégios decorrentes da burocracia ou da lealdade partidária; promoção da educação, dos conhecimentos (científicos e outros) e do fim das discriminações sexuais, raciais e religiosas como prioridades governativas”.</p>
<p>Além disso, a região nordeste é vista como o “cinturão progressista” do Brasil, de tal modo que as manifestações de Junho de 2013 ter-se-iam centrado na luta contra o aumento da tarifa no nordeste, num contraponto à pauta do “Fora Todos” nas demais regiões. A polarização, ao invés de social e política, seria geográfica (étnica?). Será que a pessoa que escreveu tais asneiras não percebe que os próprios apoiadores de Bolsonaro estão difundindo preconceitos e palavras de ódio nas redes sociais contra os nordestinos, devido ao resultado do primeiro turno das eleições no nordeste? Será que essa pessoa julga que é realmente prudente reforçar, só que pela via da esquerda, o mesmo tipo de discurso? Desse jeito não espanta a situação em que estamos agora.</p>
<p>Para quem quiser conferir: <a href="https://www.brasildefato.com.br/2018/10/11/o-cinturao-progressista-no-nordeste-e-o-lulismo-como-oposicao-ao-fascismo/" rel="nofollow ugc">https://www.brasildefato.com.br/2018/10/11/o-cinturao-progressista-no-nordeste-e-o-lulismo-como-oposicao-ao-fascismo/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123251/#comment-341449</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Oct 2018 20:50:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[SÓ RINDO DE TODA ESSA MERDA...
Agradeço ao bom e velho Irado, pela gargalhada com que nos presenteou.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SÓ RINDO DE TODA ESSA MERDA&#8230;<br />
Agradeço ao bom e velho Irado, pela gargalhada com que nos presenteou.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123251/#comment-341422</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Oct 2018 20:07:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[1) Parece-me útil a pista de análise proposta por Thomas LuKo, considerando que os próprios partidos políticos possuem uma dinâmica empresarial capitalista. Pode lançar-se assim uma nova luz sobre a evolução dos sistemas de governo, sobretudo precipitada, na Europa e nos Estados Unidos, pelo esforço económico exigido pela primeira guerra mundial. A noção de capitalismo de Estado adquire outro relevo nesta perspectiva.

Ainda sem sair deste quadro convém observar a circulação de gestores entre os altos cargos políticos e os cargos directivos nas grandes empresas. Esta teia social reforça a dinâmica empresarial capitalista do aparelho de Estado, e em função dela podemos tecer uma outra crítica à dicotomia correntemente estabelecida entre nacionalizações e privatizações. Por um lado, a nacionalidade dos patrões deve ser indiferente aos trabalhadores, já que o processo de extorsão da mais-valia não se altera. É este o aspecto principal. Além disso, e por outro lado, o facto de os gestores circularem regularmente entre as empresas e as instituições políticas dilui as fronteiras que separariam as empresas estatais e as empresas privadas.

2) Outro comentador, Johnnie, chamou a atenção para o último parágrafo do artigo de Fagner Enrique, e concordo com ele. Mas, reflectindo melhor, será que não existem hoje no Brasil conflitos sociais significativos ou será que permanecem invisíveis? E não será essa invisibilidade uma condição para se protegerem dos ataques dos patrões e da vigilância dos órgãos repressivos? No ano passado recebi algumas mensagens que transcrevo aqui parcialmente:

«[...] estou trabalhando cerca de 1 mês e dez dias lá [na Uber] (é a alternativa que arrumei além de uns bicos) [...] A cada viagem que fazemos 25% fica com a Uber, se fizermos uma viagem de 100 reais eles ficam com 25 reais, além disso gastamos uns 30% em média de gasolina, sobra uns 45% pra nós, é claro que tem outros gastos na manutenção do carro (alinhamento / balanceamento de pneus, troca de óleo, lâmpadas de farol, pacotes de internet, limpeza do carro, pastilhas de freio, enfim várias coisas que podem surgir), eles fornecem passageiros através do aplicativo, nós entramos com o carro e a gasolina, e a relação é essa. Vejo diversas características, me parece que somos uma mistura de pequenos proprietários com trabalhador produtivo [...] para ganhar algo que compense é bom trabalhar pelo menos umas 10 horas, com sorte se o dia for bom uns encerram mais cedo, mas muita gente faz o dia todo 24 horas, enfim várias jornadas, mas acho que deu pra dar uma idéia [...] Neste pouco tempo ainda de trabalho na Uber, vejo que os motoristas tem várias visões, uns vêem claramente como uma exploração, outros dão graças a Deus por existir a Uber (são pessoas que saíram de empregos com baixíssimos salários ou eram desempregados), eu me incluo nessas duas visões também, claro que não dou graças a Deus, mas já estava muito tempo desempregado e os juros das contas não esperam, o foda é que nesse desemprego aceita-se muita coisa, reclama-se mas é num tom baixinho. Nós nos comunicamos muito por grupos de whatts zap, são uns 250 motoristas quase por grupo, e reunimos em um estacionamento na ... ( que chamamos de &quot;sindicato&quot; hahaha), esses grupos são importantes tanto pra sabermos os melhores pontos, quanto para pedidos de ajuda, vejo como algo mutualista, a galera inclusive chama de &quot;ajuda mútua&quot;, se o seu carro quebrar, ou se roubarem seu carro seu celular ou sua grana, o pessoal te socorre, tem até aplicativo pra monitorar alguns motoristas que vão fazer uma corrida em algum lugar mais perigoso aqui, enfim tem muita solidariedade também, mas não chega ao nível de reivindicação sindical mais diretamente [...].»

É esta a tal Velha Toupeira, que vai escavando as suas galerias subterrâneas, longe da gritaria. Mas será que por isso não existe?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1) Parece-me útil a pista de análise proposta por Thomas LuKo, considerando que os próprios partidos políticos possuem uma dinâmica empresarial capitalista. Pode lançar-se assim uma nova luz sobre a evolução dos sistemas de governo, sobretudo precipitada, na Europa e nos Estados Unidos, pelo esforço económico exigido pela primeira guerra mundial. A noção de capitalismo de Estado adquire outro relevo nesta perspectiva.</p>
<p>Ainda sem sair deste quadro convém observar a circulação de gestores entre os altos cargos políticos e os cargos directivos nas grandes empresas. Esta teia social reforça a dinâmica empresarial capitalista do aparelho de Estado, e em função dela podemos tecer uma outra crítica à dicotomia correntemente estabelecida entre nacionalizações e privatizações. Por um lado, a nacionalidade dos patrões deve ser indiferente aos trabalhadores, já que o processo de extorsão da mais-valia não se altera. É este o aspecto principal. Além disso, e por outro lado, o facto de os gestores circularem regularmente entre as empresas e as instituições políticas dilui as fronteiras que separariam as empresas estatais e as empresas privadas.</p>
<p>2) Outro comentador, Johnnie, chamou a atenção para o último parágrafo do artigo de Fagner Enrique, e concordo com ele. Mas, reflectindo melhor, será que não existem hoje no Brasil conflitos sociais significativos ou será que permanecem invisíveis? E não será essa invisibilidade uma condição para se protegerem dos ataques dos patrões e da vigilância dos órgãos repressivos? No ano passado recebi algumas mensagens que transcrevo aqui parcialmente:</p>
<p>«[&#8230;] estou trabalhando cerca de 1 mês e dez dias lá [na Uber] (é a alternativa que arrumei além de uns bicos) [&#8230;] A cada viagem que fazemos 25% fica com a Uber, se fizermos uma viagem de 100 reais eles ficam com 25 reais, além disso gastamos uns 30% em média de gasolina, sobra uns 45% pra nós, é claro que tem outros gastos na manutenção do carro (alinhamento / balanceamento de pneus, troca de óleo, lâmpadas de farol, pacotes de internet, limpeza do carro, pastilhas de freio, enfim várias coisas que podem surgir), eles fornecem passageiros através do aplicativo, nós entramos com o carro e a gasolina, e a relação é essa. Vejo diversas características, me parece que somos uma mistura de pequenos proprietários com trabalhador produtivo [&#8230;] para ganhar algo que compense é bom trabalhar pelo menos umas 10 horas, com sorte se o dia for bom uns encerram mais cedo, mas muita gente faz o dia todo 24 horas, enfim várias jornadas, mas acho que deu pra dar uma idéia [&#8230;] Neste pouco tempo ainda de trabalho na Uber, vejo que os motoristas tem várias visões, uns vêem claramente como uma exploração, outros dão graças a Deus por existir a Uber (são pessoas que saíram de empregos com baixíssimos salários ou eram desempregados), eu me incluo nessas duas visões também, claro que não dou graças a Deus, mas já estava muito tempo desempregado e os juros das contas não esperam, o foda é que nesse desemprego aceita-se muita coisa, reclama-se mas é num tom baixinho. Nós nos comunicamos muito por grupos de whatts zap, são uns 250 motoristas quase por grupo, e reunimos em um estacionamento na &#8230; ( que chamamos de &#8220;sindicato&#8221; hahaha), esses grupos são importantes tanto pra sabermos os melhores pontos, quanto para pedidos de ajuda, vejo como algo mutualista, a galera inclusive chama de &#8220;ajuda mútua&#8221;, se o seu carro quebrar, ou se roubarem seu carro seu celular ou sua grana, o pessoal te socorre, tem até aplicativo pra monitorar alguns motoristas que vão fazer uma corrida em algum lugar mais perigoso aqui, enfim tem muita solidariedade também, mas não chega ao nível de reivindicação sindical mais diretamente [&#8230;].»</p>
<p>É esta a tal Velha Toupeira, que vai escavando as suas galerias subterrâneas, longe da gritaria. Mas será que por isso não existe?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123251/#comment-341303</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Oct 2018 15:35:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se eu fosse traduzir está excelente reflexão do Fagner numa música, representando o aparente &quot;mais improvável dos casamentos&quot;, seria assim...

https://youtu.be/8jJY-Og9-m4]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se eu fosse traduzir está excelente reflexão do Fagner numa música, representando o aparente &#8220;mais improvável dos casamentos&#8221;, seria assim&#8230;</p>
<p><a href="https://youtu.be/8jJY-Og9-m4" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/8jJY-Og9-m4</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Thomas LuKo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123251/#comment-340935</link>

		<dc:creator><![CDATA[Thomas LuKo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Oct 2018 23:57:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Texto interessante. Mas assim como outros aqui no Passa Palavra, atentam-se muito mais para o aspecto político e esquecem-se de uma dinâmica fundamental  de todos, absolutamente todos, os partidos políticos, que é a sua dinâmica empresarial capitalista, muito semelhante ao que o João Bernardo chama de capitalismo sindical, só que ao invés de sindicatos, teríamos partidos, mas que ao invés de operar com o dinheiro oriundo do &quot;mundo&quot; sindical, operaria com o dinheiro do &quot;mundo&quot; político. 

Resumidamente falando, partidos políticos, de direita ou esquerda (assim como no mundo sindical há sindicato de trabalhadores, também há sindicatos de patrões, portanto, penso eu, que o capitalismo sindical ocorre em ambas as classes, em ambos casos através das mãos de gestores...), na dita democracia burguesa, se estruturam e funcionam como verdadeiras empresas capitalistas, desde os quadros políticos - presidência, secretaria, tesouraria ou quadros que lhes valham -  aos quadros da administração interna, todos visando capitalizar, acima de tudo recursos financeiros diretos ou recurso financeiros indiretos, que se realizam justamente a partir do poder político de cada partido, sendo que a competição sobra a repartição destes recursos se dá de modo muito semelhante ao que ocorre dentre de uma empresa. Por isso quando o dinheiro vem sempre é bem-vindo, seja ele oriundo de doações de empresas, de contribuições dos filiados, ou mesmo do fundo partidário do governo, que até mesmo o PSTU recebe e, até onde sei, nunca devolveu...

Aliás, assim como no meio sindical, o menor dos sindicatos pode trazer algum lucro para a burocracia, nem que seja um afastamento do trabalho para exercício de cargo sindical, vê-se que um partido, por mais nanico que seja, sempre pode render um extra a algum burocrata ou demagogo... (ver &quot;Emancipação ao contrário: relatos de dois ex-trotskistas&quot; - http://passapalavra.info/2013/06/78276). O pior é encontrar partidos de esquerda (ou organizações ditas libertárias, anarquistas, etc) tal qual blocos carnavalescos a vender abadás, fantasias e acessórios (afinal, livros, jornais, revistas quantas vezes não são mais que acessórios a complementar a fantasia de revolucionário...)... Enfim, &quot;Pequenas Empresas Grandes Negócios&quot;...

Por isso, minha maior dúvida não é saber o que temos, mas sim quem somos... O PT será que de fato é de esquerda? Os petistas são anticapitalistas? Daquilo que se chama esquerda, PT, PSOL, PSB, PDT, PC do B, o que há neles, de fato, ou pelo menos em teoria, de anticapitalista?
Se tirarmos os abadás políticos (ou sindicais...), quantos serão os anticapitalistas de verdade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto interessante. Mas assim como outros aqui no Passa Palavra, atentam-se muito mais para o aspecto político e esquecem-se de uma dinâmica fundamental  de todos, absolutamente todos, os partidos políticos, que é a sua dinâmica empresarial capitalista, muito semelhante ao que o João Bernardo chama de capitalismo sindical, só que ao invés de sindicatos, teríamos partidos, mas que ao invés de operar com o dinheiro oriundo do &#8220;mundo&#8221; sindical, operaria com o dinheiro do &#8220;mundo&#8221; político. </p>
<p>Resumidamente falando, partidos políticos, de direita ou esquerda (assim como no mundo sindical há sindicato de trabalhadores, também há sindicatos de patrões, portanto, penso eu, que o capitalismo sindical ocorre em ambas as classes, em ambos casos através das mãos de gestores&#8230;), na dita democracia burguesa, se estruturam e funcionam como verdadeiras empresas capitalistas, desde os quadros políticos &#8211; presidência, secretaria, tesouraria ou quadros que lhes valham &#8211;  aos quadros da administração interna, todos visando capitalizar, acima de tudo recursos financeiros diretos ou recurso financeiros indiretos, que se realizam justamente a partir do poder político de cada partido, sendo que a competição sobra a repartição destes recursos se dá de modo muito semelhante ao que ocorre dentre de uma empresa. Por isso quando o dinheiro vem sempre é bem-vindo, seja ele oriundo de doações de empresas, de contribuições dos filiados, ou mesmo do fundo partidário do governo, que até mesmo o PSTU recebe e, até onde sei, nunca devolveu&#8230;</p>
<p>Aliás, assim como no meio sindical, o menor dos sindicatos pode trazer algum lucro para a burocracia, nem que seja um afastamento do trabalho para exercício de cargo sindical, vê-se que um partido, por mais nanico que seja, sempre pode render um extra a algum burocrata ou demagogo&#8230; (ver &#8220;Emancipação ao contrário: relatos de dois ex-trotskistas&#8221; &#8211; <a href="http://passapalavra.info/2013/06/78276" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/06/78276</a>). O pior é encontrar partidos de esquerda (ou organizações ditas libertárias, anarquistas, etc) tal qual blocos carnavalescos a vender abadás, fantasias e acessórios (afinal, livros, jornais, revistas quantas vezes não são mais que acessórios a complementar a fantasia de revolucionário&#8230;)&#8230; Enfim, &#8220;Pequenas Empresas Grandes Negócios&#8221;&#8230;</p>
<p>Por isso, minha maior dúvida não é saber o que temos, mas sim quem somos&#8230; O PT será que de fato é de esquerda? Os petistas são anticapitalistas? Daquilo que se chama esquerda, PT, PSOL, PSB, PDT, PC do B, o que há neles, de fato, ou pelo menos em teoria, de anticapitalista?<br />
Se tirarmos os abadás políticos (ou sindicais&#8230;), quantos serão os anticapitalistas de verdade?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcelo de Marchi Mazzoni		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123251/#comment-340876</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo de Marchi Mazzoni]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Oct 2018 21:17:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boa tarde John, duas coisas sobre seu desabafo:
1° vc se diz um esquerdista menospiorista e por isso abraçou o petismo. Vc não entendeu, camarada, que o pt está apostando no caos, ou seja, no quanto pior melhor? O jogo de cena da candidatura Haddad é só a antessala da escatologismo que está por vir.
2° o pt não faz tudo o que pode pelo poder, ele só faz o que pode pelo acórdão e pelo carguinho.

Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa tarde John, duas coisas sobre seu desabafo:<br />
1° vc se diz um esquerdista menospiorista e por isso abraçou o petismo. Vc não entendeu, camarada, que o pt está apostando no caos, ou seja, no quanto pior melhor? O jogo de cena da candidatura Haddad é só a antessala da escatologismo que está por vir.<br />
2° o pt não faz tudo o que pode pelo poder, ele só faz o que pode pelo acórdão e pelo carguinho.</p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jhon		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123251/#comment-340769</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jhon]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Oct 2018 17:50:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Li todo o texto, eu ate 2014 era um esquerdista antipetista. Hoje estou mais para um esquerdista, menospiorista. Fato, não eh Lula ou o PT quem subjuga maldosamente as esquerdas, mas as próprias esquerdas que se submetem livremente ao petismo, pois são ridículas cheias de pós-modernismos, ou estão encapsulas nas faculdades ou espaçadas em poucos movimentos sindicais anacrônicos. PCB e PSTU são dois dos partidos mais fracassados no que tange em conquistar as massas. O PT faz oque todo partido decente tem que fazer, ou seja, lutar pelo poder e manter posição, custe oque custar. A ideia de que um candidato precisa que seu adversário desista pra ele ganhar eh patética, falo do Ciro. Veja o Psol, suavizou muito seus discurso, mas aumentou sua bancada, pois contou justamente com o voto de muitos petistas/lulistas. O PDT não se mantem critico ao petismo por achar que pt falha como esquerda, mas porque o PDT eh mais de direita que o PT, vide candidatos ao governo pelo PDT apoiando publicamente o Bolsonaro, pesquise o candidato ao governo de ms Juiz Odilon do PDT que faz juras de amor ao bolsonaro. Outra coisa o tal antipestismo que cola nas esquerdas eh justo, pois de fato os antipestistas odeiam os resquícios de esquerda que sobram no PT, ou seja, a oposição midiática dos últimos 20 anos ao partido eh motivado por tracos esquerdistas que o partido apresenta e não por outras coisas (a corrupção eh só usada, por conveniência, mas antes diziam que o lula colocaria mendigos nas casa das pessoas, isso eh um traco esquerdista). Gostei da observação sobre o Ciro, mas o Ciro eh um saltador de partido, se ele tivesse feito como o Lula e trabalhado na construção de um partido forte com capilaridade, teria se saído melhor. Ele tem tudo para reforçar o PDT, fortalecer suas bases guiar a garotada cirista da internet para o mundo real e em 04 anos enfrentar um Bolsjegue ou um Haddad, mas aposto meu mindinho que ele vai sumir, vai voltar a seu personalismo isolacionista e deixar o partido nas mãos do Lupi e em 04 anos sera candidato de novo com boas ideias, mas sem base social.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li todo o texto, eu ate 2014 era um esquerdista antipetista. Hoje estou mais para um esquerdista, menospiorista. Fato, não eh Lula ou o PT quem subjuga maldosamente as esquerdas, mas as próprias esquerdas que se submetem livremente ao petismo, pois são ridículas cheias de pós-modernismos, ou estão encapsulas nas faculdades ou espaçadas em poucos movimentos sindicais anacrônicos. PCB e PSTU são dois dos partidos mais fracassados no que tange em conquistar as massas. O PT faz oque todo partido decente tem que fazer, ou seja, lutar pelo poder e manter posição, custe oque custar. A ideia de que um candidato precisa que seu adversário desista pra ele ganhar eh patética, falo do Ciro. Veja o Psol, suavizou muito seus discurso, mas aumentou sua bancada, pois contou justamente com o voto de muitos petistas/lulistas. O PDT não se mantem critico ao petismo por achar que pt falha como esquerda, mas porque o PDT eh mais de direita que o PT, vide candidatos ao governo pelo PDT apoiando publicamente o Bolsonaro, pesquise o candidato ao governo de ms Juiz Odilon do PDT que faz juras de amor ao bolsonaro. Outra coisa o tal antipestismo que cola nas esquerdas eh justo, pois de fato os antipestistas odeiam os resquícios de esquerda que sobram no PT, ou seja, a oposição midiática dos últimos 20 anos ao partido eh motivado por tracos esquerdistas que o partido apresenta e não por outras coisas (a corrupção eh só usada, por conveniência, mas antes diziam que o lula colocaria mendigos nas casa das pessoas, isso eh um traco esquerdista). Gostei da observação sobre o Ciro, mas o Ciro eh um saltador de partido, se ele tivesse feito como o Lula e trabalhado na construção de um partido forte com capilaridade, teria se saído melhor. Ele tem tudo para reforçar o PDT, fortalecer suas bases guiar a garotada cirista da internet para o mundo real e em 04 anos enfrentar um Bolsjegue ou um Haddad, mas aposto meu mindinho que ele vai sumir, vai voltar a seu personalismo isolacionista e deixar o partido nas mãos do Lupi e em 04 anos sera candidato de novo com boas ideias, mas sem base social.</p>
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