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Emancipação ao contrário: relatos de dois ex-trotskistas (1)

4 de junho de 2013  
Categoria: Ideias & Debates

Minha teoria é que o sonho de todo partido de esquerda é ser o PT e ter um Lula. Por V.V.

Ouvi dezenas de vezes da minha mãe a frase: “Você ainda vai se arrepender muito disso.” Mas só compreendi o sentido da frase quando a ouvi de um amigo trabalhador em 2007. Doei dois anos da minha vida em nome do ideal revolucionário trotskista, apesar de não fazer ideia de onde ficava a Rússia. Em nome do messias socialista abdiquei da instituição familiar burguesa; da TV burguesa; do jornal burguês e da vida burguesa que eu nunca tive.

Cresci em um bairro operário pobre, cheio de vida e energia, e obviamente toda essa energia tinha que ser canalizada por alguém, tentei a Igreja, o bar, a associação de bairro, mas por fim descarreguei minha inquietude na política(gem). Dentro dos partidos aprendi quem foi Lênin, Trotsky, Stalin e descobri o que era o PT, o PV, PMDB, PSDB, Pseiláoquê, mas enfim consegui. Graduei-me com louvor na escola primária de formação política, deixei de ser base e me dei conta de que retórica e demagogia são as principais qualidades de um líder revolucionário. Confesso que aprendi mais de história no partido do que em toda a minha vida escolar, mas assim como na escola saí sem conhecer nada sobre a minha própria história, nunca li o  Povo Brasileiro, mas aprendi o necessário das passagens bíblicas marxistas, enriqueci o meu vocabulário com dialéticas, social-democracia, materialismos, patriarquismos e tantos ismos que me faltam recordismos, mas me tornei convincente. Assustei-me  quando me dei conta de que quanto mais me politizava menos políticos eram os meus atos e fugi da realidade. O esgoto a céu aberto do meu bairro, minha falta de grana, minha ignorância, assim como todo tipo de problema seria resolvido com o fim do capitalismo, e como todo ideal a ser conquistado requer sacrifício, paradoxalmente me fizeram crer que o sacrifício mais glorioso é o de doar suas finanças ao partido (para acabar com o capital), mas antes mesmo de aprender a ler aprendi com minha mãe que “amigos são amigos, negócios à parte”.

Depois de adquirir o manual prático militante, a camisa do Lênin e alguns livros do Engels, me senti pronta para revolucionar, já podia atuar no meu bairro, na minha casa e no meu trabalho, mas compreendendo a globalidade dos meus problemas o bairro para mim já era pouco, eu queria o mundo e de tanto querer, tudo perdi. Saí da fábrica e entrei na universidade e lá descobri a podridão da família, do Estado e da propriedade privada, tive novamente de pensar como destruir tudo aquilo que me construiu. Sozinha e sem referencial não sabia a quem recorrer, porque até Deus eu matei depois de Nietzsche, deixei a militância quando já não me senti operária, não mais era mulher, não mais era estudante e não mais era nada, mas desgraçadamente não deixei de ser a máquina revolucionária, pronta para dar a vida em prol da classe à qual deixei de pertencer. Minha relação com o partido sempre se pareceu com minha relação com a Igreja, em ambos eu frequentava mas não contribuía ($) e ouvia todo sermão sem questionar, apesar de não entender porra nenhuma do que diziam, mas nunca deixei de cumprir minha obrigação revolucionária de votar “sim” nas deliberações da direção. Mas se existe algo que eu possa me vangloriar é o fato de nunca me esconder, desde sempre assumi minhas posições políticas e ideológicas, e hoje consigo entender como isso é corajoso e foi no momento que tiraram isso de mim que eu deixei o partido, passei a temer minhas atitudes com receio de que elas denegrissem a imagem do partido, deixei de dizer o que pensava e passei a discursar o que me era deliberado, acreditei que ao deixar de ser célula e me tornasse organismo teríamos mais força, só esqueci que o todo só existe porque cada parte mantém sua individualidade. Num estalar de dedos aprendi a identificar e condenar os racistas, os machistas, os homofóbicos e os capitalistas e neste trabalho intelectual não tive tempo de lavar minha roupa, mas observava admirada o sacrifício involuntário de minha mãe.

“O militante deve sempre estar preparado para dirigir a revolução.” Por acreditarmos nesta frase vi vários militantes abrirem mão dos seus laços sociais e afetivos para atuar politicamente em outras frentes. Confesso, no fundo admirava tal prática, mesmo sem entender o porquê de destruirmos os vínculos que tínhamos construído ao longo da vida para construirmos outros. Foi nesse momento que me dei conta de que não somente eu queria o mundo, todos queríamos. Fui batizada, catequizada, crismada e ao final matei Deus, o mesmo fim que dei ao partido. Aprendi na Igreja o que era religião tal como aprendi no partido o que não era a política e, como dizia a minha mãe, “o mau exemplo por vezes ensina mais do que o bom exemplo”. Eu sempre me questionava se continuariam rindo de mim com o fim do capitalismo,  se eu teria que esconder o meu corpo e se o socialismo era realmente a solução. As respostas não tardaram, observei que o respeito às minorias era algo mais relacionado com o compromisso moral partidário do que fruto de uma autoavaliação, esquecemos o resto, o objetivo é socializar os meios de produção, mas me desculpem, hoje, sinceramente, me reservo ao direito de negar. A única coisa que o homem conseguiu dividir foi sua autodestruição, porque o amor se dá. Mas tanto a minha mãe quanto o meu amigo da fábrica estavam errados, nunca me arrependi, aprendi muito sobre mim neste período, nunca imaginei que nascer negra, pobre, mulher e lésbica seria tão valorizado, o partido foi o espaço em que me senti no topo da estratificação social, neste curto espaço de tempo vivi numa pirâmide invertida, a lógica era do quanto mais fodido melhor. Demorei para entender o porquê, mas minha teoria é que o sonho de todo partido de esquerda é ser o PT e ter um Lula.

De todas as frases que eu ouvi na vida aquela que eu mais odiava era o “veja bem”. Toda vez que eu queria alguma coisa a frase que sempre me desmotivava era essa.

— Por que não vamos às ruas? Veja bem, falta massa….
— Por que não vamos às massas? Veja bem, falta formação…
— Por que não revolucionamos? Veja bem…

Quando questionei sobre a função das disputas eleitorais parlamentares a resposta que se seguiu era alguma coisa: “Veja bem…”, depois desta frase já não ouvia nada, porque nada depois dela faz sentido para mim.

Mas se me perguntarem se valeu a pena, diria com toda certeza que sim, mas deixaria cinco conselhos àqueles que pensam ingressar em qualquer instituição, seja ela qual for:
1. Absorva tudo que puder.
2. Nunca se sacrifique.
3. Fale o que pensa, doa a quem doer, mas não torne o seu Natal um inferno.
4. Não deixe nunca de comer brigadeiro com seus amigos.
5. E por último e não menos importante, leia e estude principalmente aquilo que te disserem que não vale a pena.

Os leitores encontrarão aqui um glossário de gíria e de expressões idiomáticas,
tanto do Brasil como de Portugal.

Ilustrações: desenhos para Aventuras de Alice no País das Maravilhas, o primeiro e o terceiro de John Tenniel e o segundo de Arthur Rackham.

Leia aqui o segundo relato.

Comentários

15 Comentários on "Emancipação ao contrário: relatos de dois ex-trotskistas (1)"

  1. Bruno em 4 de junho de 2013 15:12 

    interessante como os partidos revolucionários requerem uma “alienação” da vida privada. engraçado como buscamos um mundo onde as relações de poder se tornem menos assimétricas criando organizações espantosamente verticalizadas. importante lutarmos por uma menor jornada de trabalho, mas será que vale à pena fazer isso dedicando todo o tempo livre ao trabalho militante? trago sempre um pé atrás (na ginga da capoeira)em relação às pessoas que vêm me falar da luta de classes sem nunca ter trabalhado, não que, mas…

    estar consciente de si, ou “ser-para-si enquanto sujeito e classe” não significa alienar-se das afetividades e das relações externas ao partido em detrimento de um projeto de “libertação”, se o fosse, o próprio projeto de libertação estaria desde já encerrado numa gaiola, cujos passarinhos nem mesmo saberiam cantar suas lamúrias…

  2. Johnattan em 4 de junho de 2013 17:39 

    O texto me fez lembrar amigas minhas da faculdade que viravam a noite panfletando na porta de fábricas em bairros nos quais nunca pisavam durante sua vida “normal”, e bombavam ao menos 2 ou 3 matérias por semestre por faltas e dificuldade em acompanhar as aulas. Num curso com alunos altamente despolitizados (e até anti-politizados, eu diria), elas pareciam não entender o porque da enorme antipatia que a grande maioria dos estudantes tinha por seus discursos a respeito de como o autoritarismo da Reitoria afetava o dia a dia dos estudantes, sobre a importância de nosso centro acadêmico integrar a ANEL, etc.

  3. Júlio em 4 de junho de 2013 18:19 

    Gostei das dicas!

  4. Pré-condição absoluta em 4 de junho de 2013 21:49 

    A questão do comunismo é uma questão de próprio interesse, de nos livrar da pobreza crescente que nos ameaça e da miséria generalizada que nos assola que o processo de reprodução do capital implica nos dias atuais.

    A abnegação e o “espiríto de sacríficio” são contra revolucionários.

    O processo histórico de constituição do comunismo “é o movimento real que abole o atual estado das coisas”, que está implicado no modo como se configura o atual estado das coisas. Foi dentro desse estado de coisas que nos fizemos quem somos, foi esse estado que proporciona possibilidades e desejos cuja realização são por ele entravadas. A subversão implica algo que seja “subversível” e um novo estado de vida possível a partir dela mesma.

    Ter consciência “teórica” de uma coisa, por si só, não faz com que haja um conhecimento mais rigoroso dessa coisa, de nós mesmos ou que tenhamos necessariamente uma atuação mais eficaz em relação a ela. Diz simplesmente que temos uma teoria, o que é um indicativo do nível de nossa pŕatica. Uma teoria só é revolucionária na medida a que serve a propósitos revolucionários, na medida em que é uma reinterpretação que transforma o mundo e a nós mesmos de forma radical.

    De modo análogo, estar dentro de uma organização “revolucionária” e cumprindo/fazendo certas tarefas/atividades que podem qualificá-lo como militante não fazem um indivíduo “mais revolucionário”. Não há garantia nenhuma que a revolução fique mais próxima por causa dessas tarefas/atividades.

    Acreditar que uma posição dentro de organização X ou Y, e uma atuação correspondente, por si só já o aproximam da Revolução, tem uma significação semelhante a achar que uma devoção à crença X ou Y o aproxima de Deus; pelo menos, segue a mesma lógica.

    Achar que essa posição o qualifica acima de qualquer outra pessoa é um erro perigoso, que curiosamente pode levar a “atividade revolucionária” a cumprir o papel que antes era reservado à religião, a de ser:

    “(…) de um lado, a expressão da miséria real e, de outro, o protesto contra ela; o soluço da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de uma situação carente de espirito; o ópio do povo.”

    O que faz com que o militante e o líder político cumpram a função dos sacerdotes, a de especialistas da miséria, mesmo que inconscientemente. Esse fato não faz com que toda a prática e teoria desses especialistas seja sem valor, do mesmo modo que o caráter burguês de Adam Smith ou Ricardo não impediram suas teorias de terem valor. Ele apenas indica os seus limites reais e a sua finalidade conservadora.

    A própria materialização dessa crítica indica que a superação desse papel já está engendrada nas atuais formas de vida e resistência; e pode-se dizer que é assim faz mais de quarenta anos, na época em que os situacionistas fizeram uma crítica semelhante.

    A crítica do militante não interessa só pelo que ela explicita mas principalmente pelo que ela implica. Como diz Marx:

    “A exigência de abandonar as ilusões sobre sua condição é a exigência de abandonar uma condição que necessita de ilusões. Por conseguinte, a crítica da religião é o germe da critica do vale de lágrimas que a religião envolve numa auréola de santidade.”

    O ataque a condição do militante é um ataque as condições e instituições que necessitam dele, que o geram e alimentam. É deste ponto de vista que partimos para a análise dessa figura.

    Para um militante, a crítica da militância é a pré-condição absoluta de toda crítica.

  5. Sugestões de um niilisto-comunista em 4 de junho de 2013 21:54 

    1. Você não tem que “entrar” em nada – coloque os seus próprios termos de compromisso com o grupo.

    2 .Só dê aquilo que você se sente confortável dando.

    3. Nunca tolere pressão moral para participar em “ações”.

    4. A revolução não depende da sua conformidade à uma ou outra forma de consciência, então não se sinta preso à ortodoxias ou as exija dos outros.

    5. Todos os grupos geralmente sobrevivem do trabalho de um ou dois indivíduos, então se você realmente contribui de alguma forma você está fazendo mais do que a maioria – e sempre fale por você mesmo e não pelo grupo.

    6. Se tentar “viver” a sua política você vai se separar ainda mais de outras pessoas, limitando dessa forma as experiências e perspectivas que você compartilha.

    7. Tente se comprometer ao longo termo mas com um baixo nível de intensidade, entenda que o entusiasmo inicial vai acabar à medida que tudo que você faz cai em ouvidos surdos e termina em fracasso.

    8. Só porque no futuro você vai se desiludir e esgotar-se, e pensar que revolucionários são masturbadores intelectuais, não prossegue que a revolução é impossível.

    9. Lembre que a revolução não canoniza os revolucionários, ela os abole.

    10. Comece criticando todas as camarilhas. Se você está numa manifestação e, olhando em volta, percebe que todo mundo se veste da mesma forma e tem a mesma idade que você, há algo errado – espere que hajam agendas secretas e “feudos”.

    11. Grupos só devem existir para atingir um propósito declarado a curto prazo. Todos os grupos que existiram por mais de 5 anos já sobreviveram à sua utilidade.

    12. Não se deixe levar por campanhas de questão única a não ser que você especificamente queira uma reforma em particular; a revolução não vai sair de direitos animais, legalização da maconha, paz, etc.

    13. Há uma tendência cíclica em grupos para “construir” grandes eventos anti-capitalistas – resista a isso, avalie porque grupos gostam tanto de um espetáculo, então pense no dia após o Primeiro de Maio.

    14. Quando alguém faz uma declaração, pense pra você mesmo: quem está falando, o que eles realmente querem dizer – o que eles querem de mim?

    15. Muitos pró-revolucionários tem empregos razoáveis, levam origem comfortáveis e depois mentem sobre isso/adotam sotaques de “proletários”, etc. Eles tem uma rede de segurança, e você? Não entregue demais.

    16. Não procure pureza ideológica, isso não existe. Se lhe apetece, se você tem alguma razão, então participe o quanto você quiser de qualquer grupo político reformista ou instituição, enquanto você não taxá-lo de alguma importância “revolucionária”

    17. Não há necessidade de sair procurando “acontecimentos” – eles te encontrarão. Desse modo a sua efetividade vai ser multiplicada porque você estará pronto e agirá de um certo modo com o qual as pessoas em volta poderão aprender, por exemplo, perspectivas de solidariedade, de “nós contra eles”, de “tudo ou nada”, etc.

  6. Luis Pereira em 5 de junho de 2013 02:12 

    “Vejam bem, que não há só gaivotas em terra quando um homem se poe a pensar……..”J.A.

  7. Passa Palavra em 5 de junho de 2013 09:17 

    O comentário de Luís Pereira cita dois versos de uma composição de José Afonso, o Zeca Afonso, um dos grandes cantores da luta contra o fascismo e o capitalismo em Portugal, autor de «Grândola Vila Morena», que se transformou no hino do 25 de Abril, a Revolução dos Cravos. Como aquela composição é familiar aos portugueses que lêem este site, mas não aos brasileiros, fica aqui o link para a ínterpretação original, com o poema
    http://www.youtube.com/watch?v=Io_RidA1mlI
    Mas pensamos que o «Vejam bem» do Zeca Afonso e o «Veja bem» que V.V. ouvia aos seus chefes políticos têm sentidos e valores opostos.

  8. Neco em 5 de junho de 2013 12:36 

    Certa vez um militante do Levante Popular da Juventude me disse:

    “Aqui sobe quem dá mais de seu tempo [ao movimento]”.

  9. ulisses em 5 de junho de 2013 14:46 

    Se alguém pensa que viu ou leu tudo, não perde por esperar. Evacuação ao contrário: relatos de dois ex-sodomitas é a próxima atração, cujos autores, além de xifópagos, são politicamente incorretos…

  10. nilo walter em 6 de junho de 2013 21:20 

    Teoria equivocada . O desejo do verdadeiro partido é estar organizado em todos os segmentos da sociedade, direção única- caso contrário constitui-se um partido dentro de outro – amplo debate interno, com os derrotados acatando aas decisões dos vencedores pois a decisão é coletiva e não individual, muito estudo para formação ideológica e lutar pelo poder que não virá pela via eleitoral.

  11. reversal russa em 7 de junho de 2013 01:51 

    O desejo de todas as empresas é verticalizar os mercados e governos, de preferência com um conselho de gestão único — caso contrário constitui-se uma empresa dentro da outra –, com ampla cooperação dos trabalhadores, mas os subjugados têm que aceitar as decisões das esferas superiores pois a decisão é tomada por quem é de direito e não na base da anarquia. Tem que ser feito muito trabalho [de base] pelo departamento de pessoal e a luta é pelo domínio total da sociedade, que não virá através do simples monopólio dos mercados.

  12. Zé em 9 de abril de 2014 23:43 

    Olha…eu também já fiz parte de uma organização pretensamente revolucionaria..me iludi, mergulhei de cabeça, me afastei de pessoas “normais”(família, amigos não militantes, vizinhos,etc)e no “final” me desiludi muito.

    Hoje vivo alguns dilemas mentais sobre algumas questões,como´pensar que realmente as estruturas centralizadas reproduzem ,inerentemente, todos os tipos de vícios(na verticalização das decisões, no cupulismo, na formação direcionada,que induz mais a formação de propagadores da linha ideológica do que pensadores livres e críticos,etc); mas fico me perguntando: num mundo onde as superestruturas do capital(dominantes),junto a outros fatores mais, geram uma distorção tão grande entre as sbjetivdades das massas quanto a capacidade de sermos críticos, é possível sair do dilema de construir partidos-grupos-coletivo que saiam dessa contradição(interrogação)

    e se for possível, tomando como parâmetro minha sombra leninista,seri possível fazer desse partido-grupo-coletivo um fator Real para contribuir com alguma mudaça efetivana sociedade(int)

  13. ulisses em 10 de abril de 2014 09:20 

    …poisZé…

  14. ulisses em 10 de abril de 2014 11:42 

    Senso comum ou tumba do pensamento. Lugar – idem comum – da desconversa que não é ginga nem mandinga: boi com abóbora do ativismo.

  15. Zé em 12 de abril de 2014 10:19 

    ai…sou senso comum mesmo…e isso que tenho a oferecer no momento…Não precisamos ter um senso aprofundado pra começar questionar…me aprofundo em movimento

    Ass:boi com abóbora do ativismo(vulgo zé)