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	Comentários sobre: Classe / identidades	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125676/#comment-746284</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 May 2021 22:14:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mulheres são mais votadas no Chile, mas lei as obriga a ceder lugares

As candidatas mulheres foram as mais votadas nas eleições chilenas para a Assembleia Constituinte, mas a lei de igualdade de gênero, criada para evitar um predomínio masculino, obrigou-as a ceder vagas aos homens, segundo o Serviço Eleitoral chileno.

Pela primeira vez na história, uma Constituição no mundo será escrita por homens e mulheres em igual proporção. Quando se previa que a iniciativa beneficiasse as mulheres, o resultado surpreendeu: 11 mulheres tiveram de ceder seus lugares a homens e cinco candidatos precisaram ceder suas vagas a mulheres. No resultado final, dos 155 constituintes, os homens serão 78 e as mulheres 77.

O mecanismo de &quot;correção de resultados por sexo&quot; das eleições de domingo (16) acabou por favorecer os homens quando o seu espírito, embora visasse à paridade, foi pensado para beneficiar as mulheres num dos países mais conservadores da América Latina.

&quot;O movimento feminista chileno é um dos mais relevantes da região. A onda feminista propiciou uma nova geração de políticas mulheres, com grande interesse por parte do eleitorado. Hoje, as mulheres chilenas não precisam de ações afirmativas de gênero porque demonstraram nas ruas e nas urnas que são maioria&quot;, disse o cientista político Carlos Meléndez, da Universidade chilena Diego Portales.

O sistema de paridade chileno funciona por distrito eleitoral, prevendo-se que, se a paridade entre homens e mulheres não acontecesse de forma natural, o gênero que superasse o outro em quantidade de votos deveria ceder lugar para corrigir a disparidade.

Assim, em determinados distritos os homens cederam, enquanto em outros, na maioria das vezes, foram as mulheres.

No total, 699 mulheres e 674 homens foram candidatos à Assembleia Constituinte chilena que, durante o próximo ano, vai redigir uma nova Constituição, que substituirá a da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

A Constituição de 1980 é considerada modelo de desigualdade social. Para fazer correções, a lei de igualdade de gênero procurou que os homens não fossem maioria no novo pacto entre o Estado e a população.

Dos 155 constituintes, 17 lugares foram reservados aos índios, que compõem 12,8% da população chilena. Pela primeira vez, uma Constituição vai reconhecer a população indígena do Chile.

Também nesse universo de 17 representantes, a lei de igualdade beneficiou os homens: das 11 mulheres que cederam lugares aos homens, quatro foram indígenas.

A cientista política Marcela Ríos, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), ressalta que, apesar das correções por sexo, a lei não beneficiou os homens porque o resultado é consequência do sucesso do critério de paridade.

&quot;Sem o critério de paridade, as mulheres não seriam metade das opções de candidaturas. Afirmar que, sem a paridade, teríamos tido mais mulheres eleitas é uma suposição porque, sem o critério, as mulheres não seriam tantas candidatas&quot;, afirma.

Além de constituintes, no domingo os chilenos elegeram vereadores, prefeitos municipais e governadores em eleições nas quais a regra de paridade não existiu. Nesses casos, as candidatas mulheres foram apenas 39% para os cargos de vereadoras, 23% no caso de prefeitas e 16% para governadoras.

Não só no caso das mulheres os eleitores chilenos surpreenderam. Os grandes vitoriosos das eleições constituintes foram os candidatos independentes sem filiação partidária, mas de esquerda, que ficaram com 48 das 155 vagas.

Os candidatos dos partidos de esquerda juntos ficaram com 53 vagas. Os representantes indígenas, também à esquerda, com 17 lugares.

A direita, embora unida na lista Chile Vamos, obteve 37 vagas, insuficientes para vetar ou mesmo influenciar no resultado das votações, garantindo o fim dos últimos vestígios da Constituição neoliberal de Pinochet.

https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2021-05/mulheres-sao-mais-votadas-no-chile-mas-lei-obriga-ceder-lugares]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mulheres são mais votadas no Chile, mas lei as obriga a ceder lugares</p>
<p>As candidatas mulheres foram as mais votadas nas eleições chilenas para a Assembleia Constituinte, mas a lei de igualdade de gênero, criada para evitar um predomínio masculino, obrigou-as a ceder vagas aos homens, segundo o Serviço Eleitoral chileno.</p>
<p>Pela primeira vez na história, uma Constituição no mundo será escrita por homens e mulheres em igual proporção. Quando se previa que a iniciativa beneficiasse as mulheres, o resultado surpreendeu: 11 mulheres tiveram de ceder seus lugares a homens e cinco candidatos precisaram ceder suas vagas a mulheres. No resultado final, dos 155 constituintes, os homens serão 78 e as mulheres 77.</p>
<p>O mecanismo de &#8220;correção de resultados por sexo&#8221; das eleições de domingo (16) acabou por favorecer os homens quando o seu espírito, embora visasse à paridade, foi pensado para beneficiar as mulheres num dos países mais conservadores da América Latina.</p>
<p>&#8220;O movimento feminista chileno é um dos mais relevantes da região. A onda feminista propiciou uma nova geração de políticas mulheres, com grande interesse por parte do eleitorado. Hoje, as mulheres chilenas não precisam de ações afirmativas de gênero porque demonstraram nas ruas e nas urnas que são maioria&#8221;, disse o cientista político Carlos Meléndez, da Universidade chilena Diego Portales.</p>
<p>O sistema de paridade chileno funciona por distrito eleitoral, prevendo-se que, se a paridade entre homens e mulheres não acontecesse de forma natural, o gênero que superasse o outro em quantidade de votos deveria ceder lugar para corrigir a disparidade.</p>
<p>Assim, em determinados distritos os homens cederam, enquanto em outros, na maioria das vezes, foram as mulheres.</p>
<p>No total, 699 mulheres e 674 homens foram candidatos à Assembleia Constituinte chilena que, durante o próximo ano, vai redigir uma nova Constituição, que substituirá a da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).</p>
<p>A Constituição de 1980 é considerada modelo de desigualdade social. Para fazer correções, a lei de igualdade de gênero procurou que os homens não fossem maioria no novo pacto entre o Estado e a população.</p>
<p>Dos 155 constituintes, 17 lugares foram reservados aos índios, que compõem 12,8% da população chilena. Pela primeira vez, uma Constituição vai reconhecer a população indígena do Chile.</p>
<p>Também nesse universo de 17 representantes, a lei de igualdade beneficiou os homens: das 11 mulheres que cederam lugares aos homens, quatro foram indígenas.</p>
<p>A cientista política Marcela Ríos, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), ressalta que, apesar das correções por sexo, a lei não beneficiou os homens porque o resultado é consequência do sucesso do critério de paridade.</p>
<p>&#8220;Sem o critério de paridade, as mulheres não seriam metade das opções de candidaturas. Afirmar que, sem a paridade, teríamos tido mais mulheres eleitas é uma suposição porque, sem o critério, as mulheres não seriam tantas candidatas&#8221;, afirma.</p>
<p>Além de constituintes, no domingo os chilenos elegeram vereadores, prefeitos municipais e governadores em eleições nas quais a regra de paridade não existiu. Nesses casos, as candidatas mulheres foram apenas 39% para os cargos de vereadoras, 23% no caso de prefeitas e 16% para governadoras.</p>
<p>Não só no caso das mulheres os eleitores chilenos surpreenderam. Os grandes vitoriosos das eleições constituintes foram os candidatos independentes sem filiação partidária, mas de esquerda, que ficaram com 48 das 155 vagas.</p>
<p>Os candidatos dos partidos de esquerda juntos ficaram com 53 vagas. Os representantes indígenas, também à esquerda, com 17 lugares.</p>
<p>A direita, embora unida na lista Chile Vamos, obteve 37 vagas, insuficientes para vetar ou mesmo influenciar no resultado das votações, garantindo o fim dos últimos vestígios da Constituição neoliberal de Pinochet.</p>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2021-05/mulheres-sao-mais-votadas-no-chile-mas-lei-obriga-ceder-lugares" rel="nofollow ugc">https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2021-05/mulheres-sao-mais-votadas-no-chile-mas-lei-obriga-ceder-lugares</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Elie		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125676/#comment-549343</link>

		<dc:creator><![CDATA[Elie]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2020 16:25:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Français, 
Egalement disponible sur le site mondialisme.org (http://www.mondialisme.org/spip.php?rubrique168) où l&#039;on peut retrouver d&#039;autres articles de João Bernardo traduit en français. 
Cordialement

(Tradução de Passa Palavra: Também disponível no site mondialisme.org -- http://www.mondialisme.org/spip.php?rubrique168 -- onde é possível encontrar outros artigos de João Bernardo traduzidos para francês.)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Français,<br />
Egalement disponible sur le site mondialisme.org (<a href="http://www.mondialisme.org/spip.php?rubrique168" rel="nofollow ugc">http://www.mondialisme.org/spip.php?rubrique168</a>) où l&#8217;on peut retrouver d&#8217;autres articles de João Bernardo traduit en français.<br />
Cordialement</p>
<p>(Tradução de Passa Palavra: Também disponível no site mondialisme.org &#8212; <a href="http://www.mondialisme.org/spip.php?rubrique168" rel="nofollow ugc">http://www.mondialisme.org/spip.php?rubrique168</a> &#8212; onde é possível encontrar outros artigos de João Bernardo traduzidos para francês.)</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125676/#comment-549184</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2020 10:09:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cher Francês:
Nous en avons publié la traduction ici: https://passapalavra.info/2019/07/127342/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cher Francês:<br />
Nous en avons publié la traduction ici: <a href="https://passapalavra.info/2019/07/127342/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2019/07/127342/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: FRANCES		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125676/#comment-549154</link>

		<dc:creator><![CDATA[FRANCES]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2020 08:48:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[UNE TRADUCTION DE CE TEXTE EN FRANÇAIS, S&#039;IL VOUS PLAÎT !

MERCI

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>UNE TRADUCTION DE CE TEXTE EN FRANÇAIS, S&#8217;IL VOUS PLAÎT !</p>
<p>MERCI</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125676/#comment-495348</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Dec 2019 14:24:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Recentemente, em uma entrevista sobre seu novo livro, a filosofa e ativista Djamila Ribeiro assim respondeu a uma pergunta sobre o papel dos homens negros na luta das mulheres negras: &quot;Eu acho que é fundamental, porque, para nós, mulheres negras, não tem como separar o homem negro do debate, porque ele também é discriminado. No feminismo hegemônico, às vezes é mais fácil a mulher branca separar o homem branco, porque ele está no topo da pirâmide social no Brasil. Nela, a &quot;escadinha&quot; é a seguinte: homem branco, mulher branca, homem negro, mulher negra. O homem negro está mais próximo de nós em termos de condições socioeconômicas. Nós parimos homens negros. Eles são assassinados cotidianamente. São as mães negras enterrando seus filhos. Então não tem como, para a gente, desvincular. Claro que tem a questão do machismo, que a gente denuncia sempre, mas a questão racial acaba nos unindo. Nós pensamos que o homem negro tem um papel fundamental nesse debate porque a questão racial é estruturante de todas as relações sociais.&quot;. Assim, de acordo com a filosofa, a &quot;pirâmide&quot; socioeconômica se define exclusivamente em termos identitários, com a primazia da &quot;raça&quot; sobre o gênero.

***

Esqueci de colocar a fonte: https://oglobo.globo.com/celina/djamila-ribeiro-falta-aos-brancos-ler-os-autores-negros-1-24060939]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, em uma entrevista sobre seu novo livro, a filosofa e ativista Djamila Ribeiro assim respondeu a uma pergunta sobre o papel dos homens negros na luta das mulheres negras: &#8220;Eu acho que é fundamental, porque, para nós, mulheres negras, não tem como separar o homem negro do debate, porque ele também é discriminado. No feminismo hegemônico, às vezes é mais fácil a mulher branca separar o homem branco, porque ele está no topo da pirâmide social no Brasil. Nela, a &#8220;escadinha&#8221; é a seguinte: homem branco, mulher branca, homem negro, mulher negra. O homem negro está mais próximo de nós em termos de condições socioeconômicas. Nós parimos homens negros. Eles são assassinados cotidianamente. São as mães negras enterrando seus filhos. Então não tem como, para a gente, desvincular. Claro que tem a questão do machismo, que a gente denuncia sempre, mas a questão racial acaba nos unindo. Nós pensamos que o homem negro tem um papel fundamental nesse debate porque a questão racial é estruturante de todas as relações sociais.&#8221;. Assim, de acordo com a filosofa, a &#8220;pirâmide&#8221; socioeconômica se define exclusivamente em termos identitários, com a primazia da &#8220;raça&#8221; sobre o gênero.</p>
<p>***</p>
<p>Esqueci de colocar a fonte: <a href="https://oglobo.globo.com/celina/djamila-ribeiro-falta-aos-brancos-ler-os-autores-negros-1-24060939" rel="nofollow ugc">https://oglobo.globo.com/celina/djamila-ribeiro-falta-aos-brancos-ler-os-autores-negros-1-24060939</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125676/#comment-435921</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2019 14:41:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=125676#comment-435921</guid>

					<description><![CDATA[1) Caro Pedro Irio,

Agradeço-lhe ter-me indicado esse link, que eu não conhecia, e aproveito para acrescentar algumas observações ao que você escreveu.

Seria muito importante, e atravessaria em diagonal quase todas as correntes políticas, uma obra que analisasse como o conceito de exploração deixou de se referir à extorsão de mais-valia pelos capitalistas aos trabalhadores e passou a ser usado para indicar a desigualdade na distribuição da mais-valia entre grupos de capitalistas definidos por países. Esta ambiguidade no uso do conceito de exploração constitui o mecanismo ideológico central graças ao qual o grande tema da direita (o nacionalismo) foi renovado pelo grande tema da esquerda (a exploração dos trabalhadores).

O primeiro passo neste sentido foi dado entre 1908 e 1910 quando um dos criadores do fascismo, Enrico Corradini, começou a apresentar a Itália como uma «nação proletária». Todo o fascismo se pretendeu uma dramaturgia em que as «nações proletárias» enfrentavam as «nações plutocráticas». Mihail Manoilescu, um dos principais economistas e teóricos políticos do fascismo, concebeu um roteiro político-económico que permitiria às «nações proletárias» prosseguirem uma estratégia de industrialização e deixarem de ser «exploradas» pelas «nações plutocráticas». Ora, as ideias de Manoilescu exerceram uma perceptível influência no Brasil, na Argentina e no Chile, e a partir daí surgiu o desenvolvimentismo da CEPAL, que marcou profunda e definitivamente o marxismo latino-americano.

Entretanto, um segundo passo havia já sido dado na Alemanha na década de 1920 e nos primeiros anos da década seguinte, quando a Internacional Comunista passou a orientar o Partido Comunista Alemão no sentido de encabeçar uma luta de carácter nacional, considerando que toda a Alemanha, globalmente, era explorada pelas potências vencedoras na guerra, graças às cláusulas do Tratado de Versailles. E isto não se pode varrer para debaixo do tapete, porque o Partido Comunista Alemão era, logo depois do soviético, o segundo maior no mundo. Tanto os comunistas como a extrema-direita e os fascistas estavam de acordo em conceber a «nação proletária» e a divergência consistia apenas em saber quem a conduziria contra as «nações plutocráticas», se os trabalhadores ou a burguesia.

Um terceiro passo foi dado na década de 1960, quando a influência de Paul Sweezy e Paul Baran contribuiu decisivamente para transferir o conceito marxista de exploração da relação entre capitalistas e trabalhadores para a relação entre grupos de capitalistas. Nesta perspectiva o conceito de imperialismo tornou-se alheio à noção de exploração da classe trabalhadora e passou a designar apenas a desigualdade económica entre países. Do plano da luta de classes passou-se para o plano da geopolítica. A partir de então, e até hoje, o marxismo apresenta-se sobretudo como uma versão de esquerda do nacionalismo.

No Brasil, bem como noutros países da América Latina, a situação é pior ainda, já que o inimigo ficou definitivamente — quase racialmente — assimilado aos Estados Unidos e aos americanos. A esquerda latino-americana parece-me incapaz de se aperceber do declínio económico dos Estados Unidos. É este declínio que leva hoje à política isolacionista da administração Trump, a qual, por sua vez, contribui para o agravar. De igual miopia padece a esquerda marxista perante o crescimento acelerado do capitalismo chinês. A rede de infra-estruturas designada em inglês como «One Belt, One Road» e em português como «Nova Rota da Seda» é uma colossal estratégia imperialista que, pela maneira metódica como é planejada e pela escala em que é realizada, não tem precedentes na história do capitalismo. Assistimos hoje no âmbito mundial a uma reorganização das classes dominantes, tanto gestores como burgueses, e da relação entre ambos. As transformações geopolíticas, nomeadamente o declínio dos Estados Unidos e a ascensão da China, são uma expressão dessa reorganização.

Quanto à Rússia, embora a sua importância económica se mantenha secundária, a sua intervenção diplomática e a sua influência ideológica são ímpares, porque Putin desempenha um papel relevante na convergência entre a extrema-direita, o fascismo e o que resta do comunismo staliniano em torno de programas nacionalistas. É aqui que um renovado conceito de populismo se torna indispensável.

Afinal não saí do tema deste artigo — a oposição entre, por um lado, a divisão em classes sociais e, por outro, os identitarismos, que têm o nacionalismo como forma originária.

2) Caro Reino de Deus (sem que isto implique qualquer familiaridade com o Altíssimo),

No Labirintos do Fascismo aproximei-me do tema do ocultismo ou, mais exactamente, abri o caminho para esse tema no capítulo sobre o fascínio da morte (na 3ª versão, nas págs. 1169-1236, aqui: https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n1167/mode/2up ).

Não devemos, no entanto, generalizar, porque nem todo o fascismo teve simpatia pelo ocultismo. Em regra, parece-me que o ocultismo se difundiu sobretudo nas vertentes radicais do fascismo, mas ainda aqui devemos evitar as generalizações apressadas, porque, por exemplo, não encontrei nenhuma propensão pelo ocultismo num fascista socialmente radical como Maurice Bardèche, e o radicalismo de Julius Evola era de carácter estritamente elitista e não plebeu. Se você quiser avançar no estudo do problema, penso que deve ler antes de mais as obras de Evola, até porque exercem uma grande influência sobre os fascistas que rodeiam Putin. Outra pista interessante é Georges Soulès, um fascista radical durante a ocupação da França pelas tropas do Reich e que, perseguido e condenado depois da Libertação, tornou-se romancista de propensão metafísica e ocultista sob o nome de Raymond Abellio. Aliás, se você quiser aprofundar a questão, veja a constelação de escritores e figuras políticas, de variados quadrantes, em torno da obra de René Guénon. Aqui, para se manter num plano elevado. Num plano rasteiro basta consultar a Caras.

Finalmente, para regressar ao tema deste artigo, não creio que a aura intelectual e universitária com que o movimento negro brasileiro apresenta hoje o candomblé, a umbanda e outros rituais do mesmo tipo seja possível sem o ambiente propício formado pela New Age (Nova Era).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1) Caro Pedro Irio,</p>
<p>Agradeço-lhe ter-me indicado esse link, que eu não conhecia, e aproveito para acrescentar algumas observações ao que você escreveu.</p>
<p>Seria muito importante, e atravessaria em diagonal quase todas as correntes políticas, uma obra que analisasse como o conceito de exploração deixou de se referir à extorsão de mais-valia pelos capitalistas aos trabalhadores e passou a ser usado para indicar a desigualdade na distribuição da mais-valia entre grupos de capitalistas definidos por países. Esta ambiguidade no uso do conceito de exploração constitui o mecanismo ideológico central graças ao qual o grande tema da direita (o nacionalismo) foi renovado pelo grande tema da esquerda (a exploração dos trabalhadores).</p>
<p>O primeiro passo neste sentido foi dado entre 1908 e 1910 quando um dos criadores do fascismo, Enrico Corradini, começou a apresentar a Itália como uma «nação proletária». Todo o fascismo se pretendeu uma dramaturgia em que as «nações proletárias» enfrentavam as «nações plutocráticas». Mihail Manoilescu, um dos principais economistas e teóricos políticos do fascismo, concebeu um roteiro político-económico que permitiria às «nações proletárias» prosseguirem uma estratégia de industrialização e deixarem de ser «exploradas» pelas «nações plutocráticas». Ora, as ideias de Manoilescu exerceram uma perceptível influência no Brasil, na Argentina e no Chile, e a partir daí surgiu o desenvolvimentismo da CEPAL, que marcou profunda e definitivamente o marxismo latino-americano.</p>
<p>Entretanto, um segundo passo havia já sido dado na Alemanha na década de 1920 e nos primeiros anos da década seguinte, quando a Internacional Comunista passou a orientar o Partido Comunista Alemão no sentido de encabeçar uma luta de carácter nacional, considerando que toda a Alemanha, globalmente, era explorada pelas potências vencedoras na guerra, graças às cláusulas do Tratado de Versailles. E isto não se pode varrer para debaixo do tapete, porque o Partido Comunista Alemão era, logo depois do soviético, o segundo maior no mundo. Tanto os comunistas como a extrema-direita e os fascistas estavam de acordo em conceber a «nação proletária» e a divergência consistia apenas em saber quem a conduziria contra as «nações plutocráticas», se os trabalhadores ou a burguesia.</p>
<p>Um terceiro passo foi dado na década de 1960, quando a influência de Paul Sweezy e Paul Baran contribuiu decisivamente para transferir o conceito marxista de exploração da relação entre capitalistas e trabalhadores para a relação entre grupos de capitalistas. Nesta perspectiva o conceito de imperialismo tornou-se alheio à noção de exploração da classe trabalhadora e passou a designar apenas a desigualdade económica entre países. Do plano da luta de classes passou-se para o plano da geopolítica. A partir de então, e até hoje, o marxismo apresenta-se sobretudo como uma versão de esquerda do nacionalismo.</p>
<p>No Brasil, bem como noutros países da América Latina, a situação é pior ainda, já que o inimigo ficou definitivamente — quase racialmente — assimilado aos Estados Unidos e aos americanos. A esquerda latino-americana parece-me incapaz de se aperceber do declínio económico dos Estados Unidos. É este declínio que leva hoje à política isolacionista da administração Trump, a qual, por sua vez, contribui para o agravar. De igual miopia padece a esquerda marxista perante o crescimento acelerado do capitalismo chinês. A rede de infra-estruturas designada em inglês como «One Belt, One Road» e em português como «Nova Rota da Seda» é uma colossal estratégia imperialista que, pela maneira metódica como é planejada e pela escala em que é realizada, não tem precedentes na história do capitalismo. Assistimos hoje no âmbito mundial a uma reorganização das classes dominantes, tanto gestores como burgueses, e da relação entre ambos. As transformações geopolíticas, nomeadamente o declínio dos Estados Unidos e a ascensão da China, são uma expressão dessa reorganização.</p>
<p>Quanto à Rússia, embora a sua importância económica se mantenha secundária, a sua intervenção diplomática e a sua influência ideológica são ímpares, porque Putin desempenha um papel relevante na convergência entre a extrema-direita, o fascismo e o que resta do comunismo staliniano em torno de programas nacionalistas. É aqui que um renovado conceito de populismo se torna indispensável.</p>
<p>Afinal não saí do tema deste artigo — a oposição entre, por um lado, a divisão em classes sociais e, por outro, os identitarismos, que têm o nacionalismo como forma originária.</p>
<p>2) Caro Reino de Deus (sem que isto implique qualquer familiaridade com o Altíssimo),</p>
<p>No Labirintos do Fascismo aproximei-me do tema do ocultismo ou, mais exactamente, abri o caminho para esse tema no capítulo sobre o fascínio da morte (na 3ª versão, nas págs. 1169-1236, aqui: <a href="https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n1167/mode/2up" rel="nofollow ugc">https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n1167/mode/2up</a> ).</p>
<p>Não devemos, no entanto, generalizar, porque nem todo o fascismo teve simpatia pelo ocultismo. Em regra, parece-me que o ocultismo se difundiu sobretudo nas vertentes radicais do fascismo, mas ainda aqui devemos evitar as generalizações apressadas, porque, por exemplo, não encontrei nenhuma propensão pelo ocultismo num fascista socialmente radical como Maurice Bardèche, e o radicalismo de Julius Evola era de carácter estritamente elitista e não plebeu. Se você quiser avançar no estudo do problema, penso que deve ler antes de mais as obras de Evola, até porque exercem uma grande influência sobre os fascistas que rodeiam Putin. Outra pista interessante é Georges Soulès, um fascista radical durante a ocupação da França pelas tropas do Reich e que, perseguido e condenado depois da Libertação, tornou-se romancista de propensão metafísica e ocultista sob o nome de Raymond Abellio. Aliás, se você quiser aprofundar a questão, veja a constelação de escritores e figuras políticas, de variados quadrantes, em torno da obra de René Guénon. Aqui, para se manter num plano elevado. Num plano rasteiro basta consultar a Caras.</p>
<p>Finalmente, para regressar ao tema deste artigo, não creio que a aura intelectual e universitária com que o movimento negro brasileiro apresenta hoje o candomblé, a umbanda e outros rituais do mesmo tipo seja possível sem o ambiente propício formado pela New Age (Nova Era).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: O reino de Deus está em vós		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125676/#comment-435794</link>

		<dc:creator><![CDATA[O reino de Deus está em vós]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2019 05:57:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, uma coisa que acho impressionante na turma da Nova Era é que você passa a viver num mundo paralelo. Há comunidades e ecovilas mas há todo um circuito. A esquerda identitaria é muito conectada com a religiosidade Nova Era. Mas aí você vai estudar, e todo aquele ocultismo esteve na base do nazismo e do fascismo. E a nova era vem com toda aquela coisa: muita tecnologia e apologia do primitivismo, culto à ecologia, ancestralidade...

Eu li alguma coisa que achei do Codreanu na net e é fantástico! A começar pelo nome: LEGIAO DE SÃO MIGUEL ARCANJO. Ele via aquilo tudo como uma batalha mística, considerava que os espíritos dos mortos estavam juntos nas batalhas. É impressionante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, uma coisa que acho impressionante na turma da Nova Era é que você passa a viver num mundo paralelo. Há comunidades e ecovilas mas há todo um circuito. A esquerda identitaria é muito conectada com a religiosidade Nova Era. Mas aí você vai estudar, e todo aquele ocultismo esteve na base do nazismo e do fascismo. E a nova era vem com toda aquela coisa: muita tecnologia e apologia do primitivismo, culto à ecologia, ancestralidade&#8230;</p>
<p>Eu li alguma coisa que achei do Codreanu na net e é fantástico! A começar pelo nome: LEGIAO DE SÃO MIGUEL ARCANJO. Ele via aquilo tudo como uma batalha mística, considerava que os espíritos dos mortos estavam juntos nas batalhas. É impressionante.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pedro Irio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125676/#comment-435093</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Irio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2019 14:38:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Querido João Bernardo!

Voltei aqui apenas para lhe recomendar um blog de um professor de economia argentino Rolando Astarita. 
Lendo os seus textos em alguns aspectos me lembrou de você e dê sua postura e defesa da classe trabalhadora. Rolando Astarita entrou em polêmica com o pessoal da Teoria da Dependência (TD), principalmente com o assunto da Venezuela, pois o pessoal da TD com seu programa nacionalista defende que A Venezuela e demais países da América Latina são explorados pelos EUA, Europa etc, mas no caso da Rússia  e China não há exploração. Diante disto, Astarita defende que principalmente nesta época de mundialização do capital, não é a Venezuela que é explorada, quem são explorados são os trabalhadores e não o &quot;país&quot;. 
Essa pequena definição me lembrou de você.
Chega de escrever e segue o link caso o senhor tem interesse. 
Conheci o blog por esse link.
https://rolandoastarita.blog/2019/04/07/la-izquierda-y-lenin-sobre-imperialismo-y-explotacion-de-paises/

Segue o link do blog direto. 
https://rolandoastarita.blog/

Abraços]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querido João Bernardo!</p>
<p>Voltei aqui apenas para lhe recomendar um blog de um professor de economia argentino Rolando Astarita.<br />
Lendo os seus textos em alguns aspectos me lembrou de você e dê sua postura e defesa da classe trabalhadora. Rolando Astarita entrou em polêmica com o pessoal da Teoria da Dependência (TD), principalmente com o assunto da Venezuela, pois o pessoal da TD com seu programa nacionalista defende que A Venezuela e demais países da América Latina são explorados pelos EUA, Europa etc, mas no caso da Rússia  e China não há exploração. Diante disto, Astarita defende que principalmente nesta época de mundialização do capital, não é a Venezuela que é explorada, quem são explorados são os trabalhadores e não o &#8220;país&#8221;.<br />
Essa pequena definição me lembrou de você.<br />
Chega de escrever e segue o link caso o senhor tem interesse.<br />
Conheci o blog por esse link.<br />
<a href="https://rolandoastarita.blog/2019/04/07/la-izquierda-y-lenin-sobre-imperialismo-y-explotacion-de-paises/" rel="nofollow ugc">https://rolandoastarita.blog/2019/04/07/la-izquierda-y-lenin-sobre-imperialismo-y-explotacion-de-paises/</a></p>
<p>Segue o link do blog direto.<br />
<a href="https://rolandoastarita.blog/" rel="nofollow ugc">https://rolandoastarita.blog/</a></p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125676/#comment-433401</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2019 14:56:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=125676#comment-433401</guid>

					<description><![CDATA[O link para a notícia mencionada acima: https://elpais.com/internacional/2019/05/07/actualidad/1557255102_329432.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O link para a notícia mencionada acima: <a href="https://elpais.com/internacional/2019/05/07/actualidad/1557255102_329432.html" rel="nofollow ugc">https://elpais.com/internacional/2019/05/07/actualidad/1557255102_329432.html</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125676/#comment-433400</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2019 14:54:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=125676#comment-433400</guid>

					<description><![CDATA[Uma notícia publicada no El País hoje ilustra muito bem as armadilhas da política de identidade:

&quot;La generación conocida como los luchadores por la libertad ya no puede vivir más de su pasado. 25 años después de la erradicación de las leyes que dividían los derechos por razas, la radiografía de uno de los países más complejos del mundo es aún segregada, dividida y desigual. Es la sociedad con mayor desigualdad en el mundo, según el Banco Mundial, y sigue siendo la población negra la que registra los índices más altos de pobreza. La mitad de la población sudafricana —el 55,5%—, vive bajo el umbral de la pobreza, pero las cifras por razas varían radicalmente, entre los blancos son solo el 1%, entre los negros, el 64% (según la oficina de estadísticas del país). A pesar de las políticas de igualdad racial llevadas a cabo por el Gobierno —el llamado BEE, Black Economic Empowerment, Empoderamiento Económico Negro—, la población blanca sigue en la cumbre económica de la República de Sudáfrica, el país más industrializado del continente. Los negros ocupan solo un 14% de los puestos de dirección —a pesar de ser el 80% de la población activa— y solo el 3% de las grandes compañías son propiedad de ciudadanos de raza negra, según el Fondo de Empoderamiento Nacional. El desempleo asciende al 27%.&quot;

A elite negra, que ascendeu na África do Sul junto com o CNA, alegando representar a população negra em geral e prometendo promover seu &quot;empoderamento&quot;, representa, na verdade, a si mesma, e &quot;empodera&quot; apenas ou principalmente a si mesma, em prejuízo da grande maioria dos negros do país. A farsa é clara, é evidente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma notícia publicada no El País hoje ilustra muito bem as armadilhas da política de identidade:</p>
<p>&#8220;La generación conocida como los luchadores por la libertad ya no puede vivir más de su pasado. 25 años después de la erradicación de las leyes que dividían los derechos por razas, la radiografía de uno de los países más complejos del mundo es aún segregada, dividida y desigual. Es la sociedad con mayor desigualdad en el mundo, según el Banco Mundial, y sigue siendo la población negra la que registra los índices más altos de pobreza. La mitad de la población sudafricana —el 55,5%—, vive bajo el umbral de la pobreza, pero las cifras por razas varían radicalmente, entre los blancos son solo el 1%, entre los negros, el 64% (según la oficina de estadísticas del país). A pesar de las políticas de igualdad racial llevadas a cabo por el Gobierno —el llamado BEE, Black Economic Empowerment, Empoderamiento Económico Negro—, la población blanca sigue en la cumbre económica de la República de Sudáfrica, el país más industrializado del continente. Los negros ocupan solo un 14% de los puestos de dirección —a pesar de ser el 80% de la población activa— y solo el 3% de las grandes compañías son propiedad de ciudadanos de raza negra, según el Fondo de Empoderamiento Nacional. El desempleo asciende al 27%.&#8221;</p>
<p>A elite negra, que ascendeu na África do Sul junto com o CNA, alegando representar a população negra em geral e prometendo promover seu &#8220;empoderamento&#8221;, representa, na verdade, a si mesma, e &#8220;empodera&#8221; apenas ou principalmente a si mesma, em prejuízo da grande maioria dos negros do país. A farsa é clara, é evidente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
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