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	Comentários sobre: Anticapitalismo. Anti o quê? 3. Dois lugares-comuns do nosso tempo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127832/#comment-471174</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Sep 2019 20:11:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sobre a questão da tecnologia e luta dos trabalhadores também saiu um artigo interessante no Guardian sobre a subversão da tecnologia de gestão da força de trabalho na luta dos trabalhadores de aplicativos:  https://www.theguardian.com/books/2019/aug/31/the-new-resistance-how-gig-economy-workers-are-fighting-back]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a questão da tecnologia e luta dos trabalhadores também saiu um artigo interessante no Guardian sobre a subversão da tecnologia de gestão da força de trabalho na luta dos trabalhadores de aplicativos:  <a href="https://www.theguardian.com/books/2019/aug/31/the-new-resistance-how-gig-economy-workers-are-fighting-back" rel="nofollow ugc">https://www.theguardian.com/books/2019/aug/31/the-new-resistance-how-gig-economy-workers-are-fighting-back</a></p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127832/#comment-470805</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2019 09:57:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tal como &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2019/08/127821/&quot;&gt;no artigo anterior desta série&lt;/a&gt; escrevi que «só na imprensa ligada ao grande capital e preocupada com a administração de empresa se encontra a noção de relações sociais de produção, ou ocupa mesmo aí um lugar central», também agora posso escrever que só na imprensa ligada ao grande capital e preocupada com a administração de empresa se encontra a noção de que as lutas dos trabalhadores possam materializar-se em esboços de uma nova tecnologia. Nesta perspectiva, o comentador anterior chamou a atenção para um artigo muito interessante da Bloomberg. Cito agora outro, «&lt;a href=&quot;https://www.economist.com/briefing/2018/11/15/technology-may-help-to-revive-organised-labour&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Workers of the world, log on! Technology may help to revive organised labour&lt;/a&gt;», publicado em &lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt; a 15 de Novembro de 2018.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tal como <a href="https://passapalavra.info/2019/08/127821/">no artigo anterior desta série</a> escrevi que «só na imprensa ligada ao grande capital e preocupada com a administração de empresa se encontra a noção de relações sociais de produção, ou ocupa mesmo aí um lugar central», também agora posso escrever que só na imprensa ligada ao grande capital e preocupada com a administração de empresa se encontra a noção de que as lutas dos trabalhadores possam materializar-se em esboços de uma nova tecnologia. Nesta perspectiva, o comentador anterior chamou a atenção para um artigo muito interessante da Bloomberg. Cito agora outro, «<a href="https://www.economist.com/briefing/2018/11/15/technology-may-help-to-revive-organised-labour" rel="nofollow">Workers of the world, log on! Technology may help to revive organised labour</a>», publicado em <em>The Economist</em> a 15 de Novembro de 2018.</p>
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		<title>
		Por: Tecnologias revolucionárias		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127832/#comment-470737</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tecnologias revolucionárias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2019 01:15:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O articulista ficará decerto feliz em saber que sua tese sobre os novos usos da tecnologia na luta contra o Estado e os patrões segue firme e forte: https://www.bloomberg.com/news/articles/2019-08-23/protesters-are-using-old-tools-in-new-ways]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O articulista ficará decerto feliz em saber que sua tese sobre os novos usos da tecnologia na luta contra o Estado e os patrões segue firme e forte: <a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2019-08-23/protesters-are-using-old-tools-in-new-ways" rel="nofollow ugc">https://www.bloomberg.com/news/articles/2019-08-23/protesters-are-using-old-tools-in-new-ways</a></p>
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		<title>
		Por: Dialética Aleatória		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127832/#comment-470658</link>

		<dc:creator><![CDATA[Dialética Aleatória]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2019 18:30:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A classe trabalhadora somente aparece no plano sociológico quando cria e expande mecanismos gerais (cunhando novas relações sociais horizontais) que possibilitem a revolução das atuais condições de produção e reprodução da vida material. Contudo, não basta apenas afirmar-se enquanto classe, mas também negar-se enquanto classe. Aí surge o tema da &quot;transição&quot;, que seria o lapso temporal em que a classe trabalhadora se nega enquanto classe, visando superar a lógica hierárquica/antagônica da divisão societária em classes.
Diante do caráter contraditório inerentes às relações e lutas sociais, o identitarismo pode ser entendido como uma fase de transição para o encontro dessa possibilidade de “negação”, ainda que sirva exclusivamente como mecanismo social de afastá-la (já que contribui para o não surgimento da classe trabalhadora no plano sociológico). Os mecanismos recuperatórios das lutas sociais servem principalmente para isso: obstar o aparecimento da “classe no plano sociológico”, pois o seu desenvolvimento seria a própria extinção das classes e, portanto, do capitalismo. 
A revolução social acontece por meio de um processo ininterrupto de encontro e desenvolvimento da próxima lógica societária que irá vigorar.  Considerando que a classe trabalhadora seria aquela que encontraria a lógica de superação da divisão da sociedade em classes, o principal objetivo da recuperação das contestações sociais pelo capital seria inserir a lógica da superação da sociedade em classes dentro de seu próprio sistema de produção das condições de reprodução das classes, assimilando-a. (O fascismo e o identitarismo também se confluem nesse sentido, pois “negam” as relações de classe para mantê-las. São as pertinentes respostas capitalistas para tornar mais complexas as possibilidades de sua superação).  
Diante disso, a classe trabalhadora está falhando em encontrar uma lógica de produção e reprodução da vida social que possibilite a superação do capitalismo, mormente em razão dos mecanismos extremamente efetivos de recuperação capitalista. A esquerda, por sua vez, pretende a manutenção desse sistema expandindo a lógica identitária, pois sua forma organizativa já está amoldada à lógica sistêmica recuperatória do capital, reproduzindo suas condições de existência.
Quanto à pergunta “Haverá um anticapitalismo que consiga aprofundar essa globalização, desenvolvendo-a como humanidade?” sabe-se que não há resposta a ser dada no momento, pois aparecerá quando já tiver sido produzida. Enquanto isso, luta-se e analisa-se, ou seja, exerce-se a práxis. E, considerando que a assimilação da práxis da classe trabalhadora pelo capital é um padrão histórico, temos muito caminho a frente até produzirmos a resposta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A classe trabalhadora somente aparece no plano sociológico quando cria e expande mecanismos gerais (cunhando novas relações sociais horizontais) que possibilitem a revolução das atuais condições de produção e reprodução da vida material. Contudo, não basta apenas afirmar-se enquanto classe, mas também negar-se enquanto classe. Aí surge o tema da &#8220;transição&#8221;, que seria o lapso temporal em que a classe trabalhadora se nega enquanto classe, visando superar a lógica hierárquica/antagônica da divisão societária em classes.<br />
Diante do caráter contraditório inerentes às relações e lutas sociais, o identitarismo pode ser entendido como uma fase de transição para o encontro dessa possibilidade de “negação”, ainda que sirva exclusivamente como mecanismo social de afastá-la (já que contribui para o não surgimento da classe trabalhadora no plano sociológico). Os mecanismos recuperatórios das lutas sociais servem principalmente para isso: obstar o aparecimento da “classe no plano sociológico”, pois o seu desenvolvimento seria a própria extinção das classes e, portanto, do capitalismo.<br />
A revolução social acontece por meio de um processo ininterrupto de encontro e desenvolvimento da próxima lógica societária que irá vigorar.  Considerando que a classe trabalhadora seria aquela que encontraria a lógica de superação da divisão da sociedade em classes, o principal objetivo da recuperação das contestações sociais pelo capital seria inserir a lógica da superação da sociedade em classes dentro de seu próprio sistema de produção das condições de reprodução das classes, assimilando-a. (O fascismo e o identitarismo também se confluem nesse sentido, pois “negam” as relações de classe para mantê-las. São as pertinentes respostas capitalistas para tornar mais complexas as possibilidades de sua superação).<br />
Diante disso, a classe trabalhadora está falhando em encontrar uma lógica de produção e reprodução da vida social que possibilite a superação do capitalismo, mormente em razão dos mecanismos extremamente efetivos de recuperação capitalista. A esquerda, por sua vez, pretende a manutenção desse sistema expandindo a lógica identitária, pois sua forma organizativa já está amoldada à lógica sistêmica recuperatória do capital, reproduzindo suas condições de existência.<br />
Quanto à pergunta “Haverá um anticapitalismo que consiga aprofundar essa globalização, desenvolvendo-a como humanidade?” sabe-se que não há resposta a ser dada no momento, pois aparecerá quando já tiver sido produzida. Enquanto isso, luta-se e analisa-se, ou seja, exerce-se a práxis. E, considerando que a assimilação da práxis da classe trabalhadora pelo capital é um padrão histórico, temos muito caminho a frente até produzirmos a resposta.</p>
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