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	Comentários sobre: Anticapitalismo. Anti o quê? 4. O sistema da vaca leiteira	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127867/#comment-996964</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 11:08:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[limites da analogia ou
nêmesis da homologia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>limites da analogia ou<br />
nêmesis da homologia</p>
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		<title>
		Por: Paulo Luiz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127867/#comment-996886</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Luiz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 01:21:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lendo o texto acima em 2025, parece que se está tratando da Argentina de Kirchner. Mas aquilo tudo deu em Milei, um anarco-capitalista. Era a tendencia? E o se dará essa Argentina pós-Kirchner?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo o texto acima em 2025, parece que se está tratando da Argentina de Kirchner. Mas aquilo tudo deu em Milei, um anarco-capitalista. Era a tendencia? E o se dará essa Argentina pós-Kirchner?</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127867/#comment-486579</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2019 21:09:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Paulo Henrique,
Sobre a Bolívia não tenho competência para me pronunciar. Mas, por favor, repare no título desta série de artigos. No Brasil, os governos do PT nunca se pretenderam anticapitalistas e na prática procederam a uma indispensável modernização do capitalismo brasileiro. Este artigo visa casos como o da Venezuela e, com outras especificidades, do Zimbabwe. E visa, além dos apoiantes latino-americanos da Venezuela de Maduro, partidos europeus que pretendem apresentar-se como anticapitalistas, por exemplo o Bloco de Esquerda em Portugal e os seus similares noutros países. São esses que confundem socialismo com capitalismo disfuncional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Henrique,<br />
Sobre a Bolívia não tenho competência para me pronunciar. Mas, por favor, repare no título desta série de artigos. No Brasil, os governos do PT nunca se pretenderam anticapitalistas e na prática procederam a uma indispensável modernização do capitalismo brasileiro. Este artigo visa casos como o da Venezuela e, com outras especificidades, do Zimbabwe. E visa, além dos apoiantes latino-americanos da Venezuela de Maduro, partidos europeus que pretendem apresentar-se como anticapitalistas, por exemplo o Bloco de Esquerda em Portugal e os seus similares noutros países. São esses que confundem socialismo com capitalismo disfuncional.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127867/#comment-485909</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2019 12:06:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo, isso se aplica aos casos brasileiro e boliviano? Até onde pude acompanhar, durante o governo Evo houve um forte crescimento econômico e de renda dos mais pobres, o mesmo ocorrendo no Brasil, embora aqui a crise tenha chegado antes do impeachment e com certeza o influenciou. Como explicar isso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo, isso se aplica aos casos brasileiro e boliviano? Até onde pude acompanhar, durante o governo Evo houve um forte crescimento econômico e de renda dos mais pobres, o mesmo ocorrendo no Brasil, embora aqui a crise tenha chegado antes do impeachment e com certeza o influenciou. Como explicar isso?</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127867/#comment-478975</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2019 15:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Irado,

Uma muito grande poetisa da língua portuguesa, Sophia de Mello Breyner, no livro &lt;em&gt;O Nome das Coisas&lt;/em&gt;, publicado em 1977, incluiu este poema:

Com fúria e raiva acuso o demagogo / E o seu capitalismo das palavras // Pois é preciso saber que a palavra é sagrada / Que de longe muito longe um povo a trouxe / E nela pôs sua alma confiada // De longe muito longe desde o início / O homem soube de si pela palavra / E nomeou a pedra a flor a água / E tudo emergiu porque ele disse // Com fúria e raiva acuso o demagogo / Que se promove à sombra da palavra / E da palavra faz poder e jogo / E transforma as palavras em moeda / Como se fez com o trigo e com a terra. 

Também é com fúria e raiva que eu acuso quem estragou as palavras. Mas agora, que estão estragadas, para que me ater a elas? Não vivo nas paisagens desaparecidas. No início da célebre peça de Goethe, quando Fausto hesita na tradução de «No começo era o Verbo», ele interpreta como significando que «No começo era o Sentido», mas ainda não satisfeito prossegue e traduz «No começo era a força», para afinal concluir «No começo era a acção». Mas se passarmos da palavra para a acção, decerto da acção hão-de resultar novas palavras.

Foi simplesmente isto que eu pretendi dizer nesta série de artigos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Irado,</p>
<p>Uma muito grande poetisa da língua portuguesa, Sophia de Mello Breyner, no livro <em>O Nome das Coisas</em>, publicado em 1977, incluiu este poema:</p>
<p>Com fúria e raiva acuso o demagogo / E o seu capitalismo das palavras // Pois é preciso saber que a palavra é sagrada / Que de longe muito longe um povo a trouxe / E nela pôs sua alma confiada // De longe muito longe desde o início / O homem soube de si pela palavra / E nomeou a pedra a flor a água / E tudo emergiu porque ele disse // Com fúria e raiva acuso o demagogo / Que se promove à sombra da palavra / E da palavra faz poder e jogo / E transforma as palavras em moeda / Como se fez com o trigo e com a terra. </p>
<p>Também é com fúria e raiva que eu acuso quem estragou as palavras. Mas agora, que estão estragadas, para que me ater a elas? Não vivo nas paisagens desaparecidas. No início da célebre peça de Goethe, quando Fausto hesita na tradução de «No começo era o Verbo», ele interpreta como significando que «No começo era o Sentido», mas ainda não satisfeito prossegue e traduz «No começo era a força», para afinal concluir «No começo era a acção». Mas se passarmos da palavra para a acção, decerto da acção hão-de resultar novas palavras.</p>
<p>Foi simplesmente isto que eu pretendi dizer nesta série de artigos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127867/#comment-478971</link>

		<dc:creator><![CDATA[irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2019 13:50:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, por que insistir em chamar de &quot;comunismo&quot; aquilo que tão bem se conhece por capitalismo de Estado. Não quero ensinar o pai nosso ao vigário, mas &quot;comunismo&quot; aqui é apenas um uso ideológico de um termo histórico da luta proletária, recuperado pelos gestores. A esquerda do capital se coloca como viúva desse &quot;comunismo&quot;, enquanto a direita delirante o demoniza. Compreendo seus argumentos linguísticos sobre o uso ou não de certos termos devido ao seu desgaste político, conceitual etc. Mas, insistir em chamar os bolcheviques e a rede mundial de partidos ligados ao PCUS de &quot;comunistas&quot; me parece estranho. Não estaríamos recaindo na tão surrada tática identitária de aceitar como verdade os processos de autoidentificação? Se alguém se diz homem ou mulher, negro ou branco, o é e ponto. Sei que é um costume em Portugal se referir aos membros deste ou daquele partido como &quot;comunistas&quot; ou &quot;socialistas&quot;, de acordo com sua legenda. Mas, isso ocorre em noticiários televisivos. Devemos seguir esse &quot;método&quot;? A distorção histórica do comunismo apresentado como capitalismo de Estado não justifica, para mim, reforçarmos em nossas análises tais formas de recuperação. Entendo seu argumento de que certas palavras não tem significado sócio-histórico restrito a pequenos grupos, mas discordo que isto seja suficiente para que chamemos uma coisa pelo outro nome, assim como o fazem os nossos inimigos, da &quot;esquerda&quot; e da direita. Assim, ajudamos a esvaziar de sentido termos tão caros à luta histórica proletária. Sinceramente, o termo &quot;socialismo&quot; pela sua polissemia e pelo conjunto de práticas políticas históricas que o informam é bem mais dispensável que o comunismo. Assim como &quot;anticapitalismo&quot; trás uma negatividade, mas não uma positividade, um projeto de sociedade futura, como se propõe o termo &quot;comunismo&quot;. Em Para uma Teoria do Modo de Produção Comunista, de sua autoria, era utilizado o termo &quot;sistema de conselhos&quot; (comunismo de conselhos) para dar forma à sociedade futura. Por que você abandonou essa perspectiva, por puro pessimismo? Uma posição minoritária hoje não pode se transformar em majoritária amanhã? Abandonamos a dialética? O que os &quot;anticapitalistas&quot; (legítimos?) precisam é de inventar novas palavras e esquecer o acúmulo histórico das lutas? Você mesmo valoriza aqueles que não se tornaram gestores e se mantiveram no campo de base das lutas. Seria correto entregar seu esforço histórico assim de bandeja, jogando fora suas &quot;palavras&quot; de ordem? Fica a reflexão...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, por que insistir em chamar de &#8220;comunismo&#8221; aquilo que tão bem se conhece por capitalismo de Estado. Não quero ensinar o pai nosso ao vigário, mas &#8220;comunismo&#8221; aqui é apenas um uso ideológico de um termo histórico da luta proletária, recuperado pelos gestores. A esquerda do capital se coloca como viúva desse &#8220;comunismo&#8221;, enquanto a direita delirante o demoniza. Compreendo seus argumentos linguísticos sobre o uso ou não de certos termos devido ao seu desgaste político, conceitual etc. Mas, insistir em chamar os bolcheviques e a rede mundial de partidos ligados ao PCUS de &#8220;comunistas&#8221; me parece estranho. Não estaríamos recaindo na tão surrada tática identitária de aceitar como verdade os processos de autoidentificação? Se alguém se diz homem ou mulher, negro ou branco, o é e ponto. Sei que é um costume em Portugal se referir aos membros deste ou daquele partido como &#8220;comunistas&#8221; ou &#8220;socialistas&#8221;, de acordo com sua legenda. Mas, isso ocorre em noticiários televisivos. Devemos seguir esse &#8220;método&#8221;? A distorção histórica do comunismo apresentado como capitalismo de Estado não justifica, para mim, reforçarmos em nossas análises tais formas de recuperação. Entendo seu argumento de que certas palavras não tem significado sócio-histórico restrito a pequenos grupos, mas discordo que isto seja suficiente para que chamemos uma coisa pelo outro nome, assim como o fazem os nossos inimigos, da &#8220;esquerda&#8221; e da direita. Assim, ajudamos a esvaziar de sentido termos tão caros à luta histórica proletária. Sinceramente, o termo &#8220;socialismo&#8221; pela sua polissemia e pelo conjunto de práticas políticas históricas que o informam é bem mais dispensável que o comunismo. Assim como &#8220;anticapitalismo&#8221; trás uma negatividade, mas não uma positividade, um projeto de sociedade futura, como se propõe o termo &#8220;comunismo&#8221;. Em Para uma Teoria do Modo de Produção Comunista, de sua autoria, era utilizado o termo &#8220;sistema de conselhos&#8221; (comunismo de conselhos) para dar forma à sociedade futura. Por que você abandonou essa perspectiva, por puro pessimismo? Uma posição minoritária hoje não pode se transformar em majoritária amanhã? Abandonamos a dialética? O que os &#8220;anticapitalistas&#8221; (legítimos?) precisam é de inventar novas palavras e esquecer o acúmulo histórico das lutas? Você mesmo valoriza aqueles que não se tornaram gestores e se mantiveram no campo de base das lutas. Seria correto entregar seu esforço histórico assim de bandeja, jogando fora suas &#8220;palavras&#8221; de ordem? Fica a reflexão&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127867/#comment-473523</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2019 21:04:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Marcos,

Temos aqui mais um caso daquela confusão terminológica que mencionei &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2019/08/127807/&quot;&gt;no primeiro artigo&lt;/a&gt; desta série. Tentando evitar equívocos, neste quarto artigo eu especifiquei desde o início que me refiro à «esquerda anticapitalista» ou «esquerda com pretensões anticapitalistas». Ora, a descrição que faço da orientação económica proposta por este tipo de esquerda, que ela aplica nos casos — felizmente raros — em que chega ao poder, deve bastar para distingui-la do que no Brasil foram os governos do PT e do que na Europa são a social-democracia e o centro-direita. O Passa Palavra dedicou ao Programa Bolsa Família &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/04/21593/&quot;&gt;uma série de artigos&lt;/a&gt;, na qual eu colaborei com &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/04/21194/&quot;&gt;um artigo&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/04/21281/&quot;&gt;outro artigo&lt;/a&gt;, e você poderá ver aí que, para empregar as suas palavras, considero a Bolsa Família como um mecanismo redistributivo muito bem pensado, que favorece a funcionalidade do capitalismo e combate parcialmente a exclusão. Aliás, foi nestes termos que o Programa recebeu os elogios dos órgãos mais lúcidos do capitalismo mundial. E nos outros artigos que publiquei neste site, em que analiso a economia brasileira, sempre considerei os governos do PT como governos eficazes, que procederam a uma modernização do capitalismo brasileiro. Para regressar ao tema deste artigo, enquanto a esquerda com pretensões anticapitalistas, que aqui refiro, pretende aplicar uma orientação que incapacita o funcionamento da mais-valia relativa, os governos do PT, tal como os governos do centro-esquerda e do centro-direita na Europa, são governos puramente capitalistas que se esforçam por melhorar o funcionamento da mais-valia relativa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Marcos,</p>
<p>Temos aqui mais um caso daquela confusão terminológica que mencionei <a href="https://passapalavra.info/2019/08/127807/">no primeiro artigo</a> desta série. Tentando evitar equívocos, neste quarto artigo eu especifiquei desde o início que me refiro à «esquerda anticapitalista» ou «esquerda com pretensões anticapitalistas». Ora, a descrição que faço da orientação económica proposta por este tipo de esquerda, que ela aplica nos casos — felizmente raros — em que chega ao poder, deve bastar para distingui-la do que no Brasil foram os governos do PT e do que na Europa são a social-democracia e o centro-direita. O Passa Palavra dedicou ao Programa Bolsa Família <a href="https://passapalavra.info/2010/04/21593/">uma série de artigos</a>, na qual eu colaborei com <a href="https://passapalavra.info/2010/04/21194/">um artigo</a> e <a href="https://passapalavra.info/2010/04/21281/">outro artigo</a>, e você poderá ver aí que, para empregar as suas palavras, considero a Bolsa Família como um mecanismo redistributivo muito bem pensado, que favorece a funcionalidade do capitalismo e combate parcialmente a exclusão. Aliás, foi nestes termos que o Programa recebeu os elogios dos órgãos mais lúcidos do capitalismo mundial. E nos outros artigos que publiquei neste site, em que analiso a economia brasileira, sempre considerei os governos do PT como governos eficazes, que procederam a uma modernização do capitalismo brasileiro. Para regressar ao tema deste artigo, enquanto a esquerda com pretensões anticapitalistas, que aqui refiro, pretende aplicar uma orientação que incapacita o funcionamento da mais-valia relativa, os governos do PT, tal como os governos do centro-esquerda e do centro-direita na Europa, são governos puramente capitalistas que se esforçam por melhorar o funcionamento da mais-valia relativa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127867/#comment-473483</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2019 18:32:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo, essa esquerda que às vezes governa e enfatiza programas sociais, ela sempre promove essa disfuncionalidade no capitalismo? Os programas sociais e mecanismos redistributivos (ainda que na esfera da circulação, que nada mudam na esfera das relações sociais de produção) não acabam favorecendo certa funcionalidade do capitalismo, combatendo muito parcialmente a exclusão? Abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo, essa esquerda que às vezes governa e enfatiza programas sociais, ela sempre promove essa disfuncionalidade no capitalismo? Os programas sociais e mecanismos redistributivos (ainda que na esfera da circulação, que nada mudam na esfera das relações sociais de produção) não acabam favorecendo certa funcionalidade do capitalismo, combatendo muito parcialmente a exclusão? Abraço.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jamilly Rodrigues		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127867/#comment-472801</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jamilly Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Sep 2019 12:52:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sobre o sistema da vaca leiteira, a esquerda que ainda aposta nesse tipo de solução deveria ler essa notícia: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/09/sem-cpmf-guedes-quer-fim-de-privilegios-nos-impostos.shtml. Nos livros infantojuvenis da série Harry Potter, há um espelho que te mostra ao lado daquilo que você mais deseja no mundo. Lendo essa notícia, a esquerda da vaca leiteira se verá ao lado de quem menos deseja, abraçada com Paulo Guedes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o sistema da vaca leiteira, a esquerda que ainda aposta nesse tipo de solução deveria ler essa notícia: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/09/sem-cpmf-guedes-quer-fim-de-privilegios-nos-impostos.shtml" rel="nofollow ugc">https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/09/sem-cpmf-guedes-quer-fim-de-privilegios-nos-impostos.shtml</a>. Nos livros infantojuvenis da série Harry Potter, há um espelho que te mostra ao lado daquilo que você mais deseja no mundo. Lendo essa notícia, a esquerda da vaca leiteira se verá ao lado de quem menos deseja, abraçada com Paulo Guedes.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127867/#comment-472790</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Sep 2019 12:05:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Essa era a tese de Makhaisky, o fundador da teoria de uma classe dos gestores, que denominava &lt;em&gt;intelligentsia&lt;/em&gt;. Ele considerava que o socialismo marxista era a teoria da &lt;em&gt;intelligentsia&lt;/em&gt;. Mas esta visão parece-me equivocada, porque unilateral. Por um lado, o marxismo, tal como foi formulado pelos seus dois criadores, é ambíguo e em alguns aspectos é contraditório, deixando um espaço entre uma teoria dos gestores e uma teoria da emancipação. Por outro lado, a historiografia interessa-se muito mais pelos vencedores do que pelos vencidos. Conhecemos o nome e o percurso daqueles trabalhadores revolucionários que, mediante a burocratização das formas de luta, se converteram em gestores capitalistas. Conhecemos os mecanismos do capitalismo sindical. Mas permanecem obscuros os nomes daqueles trabalhadores que não quiseram ascender e continuaram a lutar na base. Mais importante ainda, numerosíssimas lutas foram vencidas sem terem degenerado internamente. Reproduzo o que escrevi no &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2019/08/127821/&quot;&gt;segundo artigo&lt;/a&gt; desta série:

«Pode argumentar-se que na dimensão do tempo histórico as lutas activas e colectivas que permitam aos trabalhadores ocupar as empresas e iniciar a remodelação das relações sociais de produção não só são muito raras como de extrema brevidade. Mas esta é uma abordagem enganadora. Nos mais potentes aceleradores de partículas os cientistas produzem e detectam partículas impossíveis de observar no mundo habitual, e a sua duração é tão ínfima que não conseguimos percebê-la mentalmente, embora visualizemos o número de zeros e operemos matematicamente com eles. No entanto, são essas partículas que nos permitem entender a estrutura daquilo a que, por hábito, ainda chamamos matéria. Passa-se o mesmo com as lutas activas e colectivas dos trabalhadores. Apesar da sua escassez e da sua curta duração, são elas que nos permitem entender os fundamentos da estrutura social do capitalismo. Essas lutas revelam-nos directamente o carácter das relações sociais de produção.»]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa era a tese de Makhaisky, o fundador da teoria de uma classe dos gestores, que denominava <em>intelligentsia</em>. Ele considerava que o socialismo marxista era a teoria da <em>intelligentsia</em>. Mas esta visão parece-me equivocada, porque unilateral. Por um lado, o marxismo, tal como foi formulado pelos seus dois criadores, é ambíguo e em alguns aspectos é contraditório, deixando um espaço entre uma teoria dos gestores e uma teoria da emancipação. Por outro lado, a historiografia interessa-se muito mais pelos vencedores do que pelos vencidos. Conhecemos o nome e o percurso daqueles trabalhadores revolucionários que, mediante a burocratização das formas de luta, se converteram em gestores capitalistas. Conhecemos os mecanismos do capitalismo sindical. Mas permanecem obscuros os nomes daqueles trabalhadores que não quiseram ascender e continuaram a lutar na base. Mais importante ainda, numerosíssimas lutas foram vencidas sem terem degenerado internamente. Reproduzo o que escrevi no <a href="https://passapalavra.info/2019/08/127821/">segundo artigo</a> desta série:</p>
<p>«Pode argumentar-se que na dimensão do tempo histórico as lutas activas e colectivas que permitam aos trabalhadores ocupar as empresas e iniciar a remodelação das relações sociais de produção não só são muito raras como de extrema brevidade. Mas esta é uma abordagem enganadora. Nos mais potentes aceleradores de partículas os cientistas produzem e detectam partículas impossíveis de observar no mundo habitual, e a sua duração é tão ínfima que não conseguimos percebê-la mentalmente, embora visualizemos o número de zeros e operemos matematicamente com eles. No entanto, são essas partículas que nos permitem entender a estrutura daquilo a que, por hábito, ainda chamamos matéria. Passa-se o mesmo com as lutas activas e colectivas dos trabalhadores. Apesar da sua escassez e da sua curta duração, são elas que nos permitem entender os fundamentos da estrutura social do capitalismo. Essas lutas revelam-nos directamente o carácter das relações sociais de produção.»</p>
]]></content:encoded>
		
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