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	Comentários sobre: Da autonomia operária ao movimento autônomo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Nicolas Lorca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128488/#comment-480237</link>

		<dc:creator><![CDATA[Nicolas Lorca]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2019 22:04:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro, Lucas

Compartilho da mesma problemática, afinal me parece demasiadamente difícil compreender algo tão complexo.  Acho que em grande medida ficamos presos ao conceito de &quot;movimento social&quot; e tentamos enquadrar diversas coisas como se fossem as mesmas (e olha quem nem falo sobre movimentos sociais de esquerda ou direita). Para além disso, encontra-se a questão prática. Lembro-me que no alto da minha juventude, todos os que tornavam-se &quot;militantes&quot; eram por causa do anarquismo. Estava na moda ser &quot;anarquista&quot;, ser contra o estado e a ação direta. Atualmente, com o MPL, com as Ocupações secundaristas e universitárias, a moda é ser autônomo. Entre o primeiro e o segundo exemplo, essa prática existe com base nos métodos de luta largamente ultrapassados, na construção de narrativas que observam muito mais os pouco avanços, do que os inúmeros retrocessos. Por outro lado, existe a prática que surge no dia-a-dia, nas experiências cotidianas, nos avanços e retrocessos. Uma prática que se constrói fora das disputas por hegemonia política. Esta última é que me toma e me assombra, pois como conseguimos apoiar e se solidarizar sem romper a barreira da burocracia?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro, Lucas</p>
<p>Compartilho da mesma problemática, afinal me parece demasiadamente difícil compreender algo tão complexo.  Acho que em grande medida ficamos presos ao conceito de &#8220;movimento social&#8221; e tentamos enquadrar diversas coisas como se fossem as mesmas (e olha quem nem falo sobre movimentos sociais de esquerda ou direita). Para além disso, encontra-se a questão prática. Lembro-me que no alto da minha juventude, todos os que tornavam-se &#8220;militantes&#8221; eram por causa do anarquismo. Estava na moda ser &#8220;anarquista&#8221;, ser contra o estado e a ação direta. Atualmente, com o MPL, com as Ocupações secundaristas e universitárias, a moda é ser autônomo. Entre o primeiro e o segundo exemplo, essa prática existe com base nos métodos de luta largamente ultrapassados, na construção de narrativas que observam muito mais os pouco avanços, do que os inúmeros retrocessos. Por outro lado, existe a prática que surge no dia-a-dia, nas experiências cotidianas, nos avanços e retrocessos. Uma prática que se constrói fora das disputas por hegemonia política. Esta última é que me toma e me assombra, pois como conseguimos apoiar e se solidarizar sem romper a barreira da burocracia?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128488/#comment-480193</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2019 17:52:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[FRACASSANDO MELHOR

Eis (abaixo) um link -último moicano?- para a Biblioteca Virtual Revolucionária:  

http://www.oocities.org/autonomiabvr/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FRACASSANDO MELHOR</p>
<p>Eis (abaixo) um link -último moicano?- para a Biblioteca Virtual Revolucionária:  </p>
<p><a href="http://www.oocities.org/autonomiabvr/" rel="nofollow ugc">http://www.oocities.org/autonomiabvr/</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128488/#comment-479960</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2019 17:48:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nicolas, o debate que você propõe me faz lembrar algo que nunca foi saldado na minha cabeça, mas que é também parte de uma bagagem histórica difícil de definir. O que é um &quot;movimento&quot;?
Recentemente li a novela &quot;Os Invisíveis&quot;, de Nanni Balestrini, e parecia haver uma compreensão quase espontânea de que se estava no meio de um movimento que se entendia assim, mesmo sem contar com uma identidade fixa, com órgãos de centralização, etc. Era a prática comum, os lugares de encontro, um sentimento de momento, na minha interpretação desta e de outras obras sobre esta época, o que dava a estas pessoas uma noção de participar em um mesmo &quot;movimento&quot;.
A questão da organização sempre cria problemas de delimitação; isso ocorre até na hora de organizar uma festa de aniversário. Não é eludindo esse problema que se avança, mas é claro que não há respostas prontas.
Então, como entender a prática? Se se trata de encarar as práticas comuns como fator de aglutinação, contra a tradição ideologista dos programas, das bandeiras e dos &quot;blocos&quot;, acho que existe uma tarefa dupla de nossa parte: por um lado, identificar práticas comuns, entender quais delas são mais potentes, em que contextos, etc; em segundo lugar, criar e propor novas práticas. Se ficamos apenas na primeira tarefa, nos tornamos simples antropólogos analisando e admirando a classe trabalhadora. Se ficamos apenas na segunda, nos tornamos seita ou um clube de amigos. Mas como não somos apenas militantes nem apenas proletários, é necessário criar coisas novas a partir do material bruto de nossa própria existência. Pesquisa e criação. Como um compositor popular.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nicolas, o debate que você propõe me faz lembrar algo que nunca foi saldado na minha cabeça, mas que é também parte de uma bagagem histórica difícil de definir. O que é um &#8220;movimento&#8221;?<br />
Recentemente li a novela &#8220;Os Invisíveis&#8221;, de Nanni Balestrini, e parecia haver uma compreensão quase espontânea de que se estava no meio de um movimento que se entendia assim, mesmo sem contar com uma identidade fixa, com órgãos de centralização, etc. Era a prática comum, os lugares de encontro, um sentimento de momento, na minha interpretação desta e de outras obras sobre esta época, o que dava a estas pessoas uma noção de participar em um mesmo &#8220;movimento&#8221;.<br />
A questão da organização sempre cria problemas de delimitação; isso ocorre até na hora de organizar uma festa de aniversário. Não é eludindo esse problema que se avança, mas é claro que não há respostas prontas.<br />
Então, como entender a prática? Se se trata de encarar as práticas comuns como fator de aglutinação, contra a tradição ideologista dos programas, das bandeiras e dos &#8220;blocos&#8221;, acho que existe uma tarefa dupla de nossa parte: por um lado, identificar práticas comuns, entender quais delas são mais potentes, em que contextos, etc; em segundo lugar, criar e propor novas práticas. Se ficamos apenas na primeira tarefa, nos tornamos simples antropólogos analisando e admirando a classe trabalhadora. Se ficamos apenas na segunda, nos tornamos seita ou um clube de amigos. Mas como não somos apenas militantes nem apenas proletários, é necessário criar coisas novas a partir do material bruto de nossa própria existência. Pesquisa e criação. Como um compositor popular.</p>
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		<title>
		Por: Nicolas Lorca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128488/#comment-479759</link>

		<dc:creator><![CDATA[Nicolas Lorca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Oct 2019 20:58:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro, Eddie!

As respostas práticas surgem no dia-a-dia, infelizmente não posso prever ou apresentar respostas prontas. Como já foi discutido nesse texto aqui https://passapalavra.info/2019/04/125920/ o movimento autônomo, ou aquilo que se reivindica enquanto tal, reproduz as mesmas dinâmicas burocráticas. 

O objetivo deste texto era retornar a este debate, tentando pensar esse tal &quot;movimento autônomo&quot;. Agora, sobre a segunda parte do seu comentário, acho que esta ai para observarmos que o pretenso movimento autônomo foi tragado pelo identitarismo e que flerta em grande medida com o fascismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro, Eddie!</p>
<p>As respostas práticas surgem no dia-a-dia, infelizmente não posso prever ou apresentar respostas prontas. Como já foi discutido nesse texto aqui <a href="https://passapalavra.info/2019/04/125920/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2019/04/125920/</a> o movimento autônomo, ou aquilo que se reivindica enquanto tal, reproduz as mesmas dinâmicas burocráticas. </p>
<p>O objetivo deste texto era retornar a este debate, tentando pensar esse tal &#8220;movimento autônomo&#8221;. Agora, sobre a segunda parte do seu comentário, acho que esta ai para observarmos que o pretenso movimento autônomo foi tragado pelo identitarismo e que flerta em grande medida com o fascismo.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128488/#comment-479724</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Oct 2019 18:04:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quantidade das perguntas e qualidade das perguntas, &#039;tantas e boas&#039;, eis uma questão pessoal e intransferível. Dialeticamente, boa pergunta é a que está grávida de sua resposta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quantidade das perguntas e qualidade das perguntas, &#8216;tantas e boas&#8217;, eis uma questão pessoal e intransferível. Dialeticamente, boa pergunta é a que está grávida de sua resposta.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eddie		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128488/#comment-479689</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eddie]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Oct 2019 12:55:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tantas e boas perguntas para poucas respostas e nenhuma resposta prática.

Aqueles que se autodenominam revolucionários já são uma fração residual na esquerda e entre os trabalhadores. Dentro dessa fração, os que se aproximam de alguma ideia de autonomia chegam próximo a 0.

Tenho a impressão de que numa eventual aventura fascista seriam todos varridos do mapa sem grande esforço do lado de lá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tantas e boas perguntas para poucas respostas e nenhuma resposta prática.</p>
<p>Aqueles que se autodenominam revolucionários já são uma fração residual na esquerda e entre os trabalhadores. Dentro dessa fração, os que se aproximam de alguma ideia de autonomia chegam próximo a 0.</p>
<p>Tenho a impressão de que numa eventual aventura fascista seriam todos varridos do mapa sem grande esforço do lado de lá.</p>
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		<title>
		Por: Nicolas Lorca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128488/#comment-479483</link>

		<dc:creator><![CDATA[Nicolas Lorca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Oct 2019 13:28:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro/cara, até a ocasião de escrita deste texto a Biblioteca Virtual Revolucionária continuava operando no finado Geocities. No entanto, acabo de confirmar que o site saiu do ar e com isso perdemos um importante espaço de formação política. 

Por outro lado, os arquivos da biblioteca podem ser encontrados através deste link &lt;a href=&quot;https://libcom.org/library/arquivo-com-o-conteúdo-completo-da-biblioteca-virtual-revolucionária&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro/cara, até a ocasião de escrita deste texto a Biblioteca Virtual Revolucionária continuava operando no finado Geocities. No entanto, acabo de confirmar que o site saiu do ar e com isso perdemos um importante espaço de formação política. </p>
<p>Por outro lado, os arquivos da biblioteca podem ser encontrados através deste link <a href="https://libcom.org/library/arquivo-com-o-conteúdo-completo-da-biblioteca-virtual-revolucionária" rel="nofollow">aqui</a></p>
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		<item>
		<title>
		Por: Curioso		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128488/#comment-479256</link>

		<dc:creator><![CDATA[Curioso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Oct 2019 14:50:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O link para a biblioteca virtual revolucionária não está funcionando. Teria outra forma de disponibilizar os textos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O link para a biblioteca virtual revolucionária não está funcionando. Teria outra forma de disponibilizar os textos?</p>
]]></content:encoded>
		
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