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	Comentários sobre: Outra face do racismo: 2) o ressentimento substituiu a história	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/08/133573/#comment-910912</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Nov 2023 21:30:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma Ministra de Estado afirma que &quot;buraco negro&quot; é uma expressão racista: https://www.poder360.com.br/governo/termo-buraco-negro-e-racista-diz-anielle-franco/

A projeção de raças nos objetos astronômicos. O objeto que é da cor preta terá que ser chamado do que pelos físicos? E a anã branca poderá continuar com esse nome? Ou poderá ficar com o branca mas não com o talvez capacitista &#039;anã&#039;?

Um nível de irracionalidade que depõe contra a luta antirracista e, por tabela, contra a esquerda, já que esse discurso vem de pessoas identificadas como tal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma Ministra de Estado afirma que &#8220;buraco negro&#8221; é uma expressão racista: <a href="https://www.poder360.com.br/governo/termo-buraco-negro-e-racista-diz-anielle-franco/" rel="nofollow ugc">https://www.poder360.com.br/governo/termo-buraco-negro-e-racista-diz-anielle-franco/</a></p>
<p>A projeção de raças nos objetos astronômicos. O objeto que é da cor preta terá que ser chamado do que pelos físicos? E a anã branca poderá continuar com esse nome? Ou poderá ficar com o branca mas não com o talvez capacitista &#8216;anã&#8217;?</p>
<p>Um nível de irracionalidade que depõe contra a luta antirracista e, por tabela, contra a esquerda, já que esse discurso vem de pessoas identificadas como tal.</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/08/133573/#comment-829172</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Dec 2021 17:32:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu sei que não é a argumentar e a demonstrar que se convence quem quer que seja, sobretudo pessoas movidas pelo ressentimento e que necessitam de ideias feitas apenas para justificar interesses. Mas, apesar de tudo, existe uma meia-dúzia que gosta de raciocinar. Ora, neste texto evoquei «quem nem pestaneja sequer quando as tropas czaristas na guerra civil russa são &lt;em&gt;brancas&lt;/em&gt;», e lembrei-me agora que esses exércitos brancos, quando a derrota já se afigurava iminente, criaram unidades especiais, comandadas por oficiais fardados de negro. «Envergavam uniformes negros como símbolo de desprezo pelos bens terrenos e eram de uma religiosidade intransigente», escrevem Andrei SOLDATOV e Irina BOROGAN, &lt;em&gt;The New Nobility. The Restoration of Russia’s Security State and the Enduring Legacy of the KGB&lt;/em&gt;, Nova Iorque: Public Affairs, 2010, pág. 6.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei que não é a argumentar e a demonstrar que se convence quem quer que seja, sobretudo pessoas movidas pelo ressentimento e que necessitam de ideias feitas apenas para justificar interesses. Mas, apesar de tudo, existe uma meia-dúzia que gosta de raciocinar. Ora, neste texto evoquei «quem nem pestaneja sequer quando as tropas czaristas na guerra civil russa são <em>brancas</em>», e lembrei-me agora que esses exércitos brancos, quando a derrota já se afigurava iminente, criaram unidades especiais, comandadas por oficiais fardados de negro. «Envergavam uniformes negros como símbolo de desprezo pelos bens terrenos e eram de uma religiosidade intransigente», escrevem Andrei SOLDATOV e Irina BOROGAN, <em>The New Nobility. The Restoration of Russia’s Security State and the Enduring Legacy of the KGB</em>, Nova Iorque: Public Affairs, 2010, pág. 6.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ricardo Araújo Pereira na Folha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/08/133573/#comment-818365</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Araújo Pereira na Folha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Dec 2021 01:34:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Abolir termos sem verificar etimologia é enforcar os dicionários à cautela
https://outline.com/s8LgWn
December 04, 2021

Enquanto percorre o país das maravilhas, Alice espanta-se várias vezes: &quot;how queer&quot;! Que estranho, quer ela dizer. Ou até mesmo: que anormal. Era esse o sentido que a palavra tinha no século 19. E foi com esse sentido que o termo serviu para designar depreciativamente os homossexuais, mais tarde.

Acontece que os homossexuais desse tempo sabiam que nós não controlamos o que os outros dizem. Mas controlamos o que dizemos. E, com isso, podemos mudar qualquer coisa, incluindo o discurso dos outros.

Podemos até esvaziar uma agressão. Foi o que a comunidade homossexual fez com a palavra &quot;queer&quot;. Era um insulto. Hoje é um brasão. Designa, por exemplo, uma área de estudos: queer studies. Os homofóbicos até podiam continuar a usar a palavra com más intenções. Mas ela já não agredia. Tinha sido descarregada, como se faz com uma arma.

Às vezes, é o tempo que retira a munição à palavra. Por exemplo, se eu disser que determinado acontecimento é sinistro, nenhum canhoto se ofende. E, no entanto, etimologicamente o vocábulo remete para a esquerda, para a mão esquerda, e significa funesto, desgraçado, pérfido.

Curiosamente, muito longe dos tempos em que os canhotos eram perseguidos e identificados com o diabo, hoje a palavra sinistro até pode significar, no Brasil, excelente. Investigar a origem etimológica das palavras é interessante; fazê-lo com a intenção de as recarregar com a munição que em tempos tiveram mas foram perdendo é um pouco absurdo. Ninguém recusa treinar numa esteira, na academia, apesar de o objeto ter começado por ser um instrumento de tortura, nas prisões.

Há dias, a Defensoria Pública da Bahia resolveu lançar um glossário de &quot;expressões racistas do cotidiano&quot;, sugerindo que fossem abolidas da linguagem de todos os dias várias palavras que têm uma conotação racista devido à sua origem. Era o caso de &quot;criado-mudo&quot;, &quot;a dar com pau&quot;, ou &quot;meia tigela&quot;.

O problema é que nenhuma daquelas expressões tem, segundo quem estuda etimologia, a origem iníqua indicada pela Defensoria. Há uma tal volúpia em exibir superioridade moral fiscalizando o discurso dos outros que até se inventam motivos para patrulhar.

Como se não houvesse já racismo suficiente no mundo, alguém ainda se dá ao trabalho de forjar racismo semântico imaginário. Receio que acabemos enforcando os dicionários todos, à cautela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abolir termos sem verificar etimologia é enforcar os dicionários à cautela<br />
<a href="https://outline.com/s8LgWn" rel="nofollow ugc">https://outline.com/s8LgWn</a><br />
December 04, 2021</p>
<p>Enquanto percorre o país das maravilhas, Alice espanta-se várias vezes: &#8220;how queer&#8221;! Que estranho, quer ela dizer. Ou até mesmo: que anormal. Era esse o sentido que a palavra tinha no século 19. E foi com esse sentido que o termo serviu para designar depreciativamente os homossexuais, mais tarde.</p>
<p>Acontece que os homossexuais desse tempo sabiam que nós não controlamos o que os outros dizem. Mas controlamos o que dizemos. E, com isso, podemos mudar qualquer coisa, incluindo o discurso dos outros.</p>
<p>Podemos até esvaziar uma agressão. Foi o que a comunidade homossexual fez com a palavra &#8220;queer&#8221;. Era um insulto. Hoje é um brasão. Designa, por exemplo, uma área de estudos: queer studies. Os homofóbicos até podiam continuar a usar a palavra com más intenções. Mas ela já não agredia. Tinha sido descarregada, como se faz com uma arma.</p>
<p>Às vezes, é o tempo que retira a munição à palavra. Por exemplo, se eu disser que determinado acontecimento é sinistro, nenhum canhoto se ofende. E, no entanto, etimologicamente o vocábulo remete para a esquerda, para a mão esquerda, e significa funesto, desgraçado, pérfido.</p>
<p>Curiosamente, muito longe dos tempos em que os canhotos eram perseguidos e identificados com o diabo, hoje a palavra sinistro até pode significar, no Brasil, excelente. Investigar a origem etimológica das palavras é interessante; fazê-lo com a intenção de as recarregar com a munição que em tempos tiveram mas foram perdendo é um pouco absurdo. Ninguém recusa treinar numa esteira, na academia, apesar de o objeto ter começado por ser um instrumento de tortura, nas prisões.</p>
<p>Há dias, a Defensoria Pública da Bahia resolveu lançar um glossário de &#8220;expressões racistas do cotidiano&#8221;, sugerindo que fossem abolidas da linguagem de todos os dias várias palavras que têm uma conotação racista devido à sua origem. Era o caso de &#8220;criado-mudo&#8221;, &#8220;a dar com pau&#8221;, ou &#8220;meia tigela&#8221;.</p>
<p>O problema é que nenhuma daquelas expressões tem, segundo quem estuda etimologia, a origem iníqua indicada pela Defensoria. Há uma tal volúpia em exibir superioridade moral fiscalizando o discurso dos outros que até se inventam motivos para patrulhar.</p>
<p>Como se não houvesse já racismo suficiente no mundo, alguém ainda se dá ao trabalho de forjar racismo semântico imaginário. Receio que acabemos enforcando os dicionários todos, à cautela.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/08/133573/#comment-667217</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2020 21:50:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não sei por que motivo deixei escapar sem referência o primeiro comentário, que termina exclamando «Mudemos sim o passado!». Na mais célebre das suas obras, &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt;, George Orwell imaginou um Ministério da Verdade, que tinha precisamente como fim uma permanente reconstrução do passado, ditada pelas necessidades do presente. Na verdade, Orwell não precisou de inventar nada, porque era essa a prática do stalinismo, não só proibindo obras, mas apagando das fotografias os personagens incómodos e eliminando-lhes as menções nos textos, vedando o uso de certas palavras e substituindo-as por outras, adulterando a história do passado na convicção de que, tal como aquele comentador, estavam a mudar o passado. Esse gulag das palavras chegou ao extremo de retirar de circulação todos os volumes de uma das edições da colossal &lt;em&gt;Enciclopédia Soviética&lt;/em&gt; pouco depois de ela ter sido publicada, só porque uma nova vaga repressiva obrigava urgentemente a mudar, mais uma vez, o passado. Posso contar — não sei se isto está registado nalgum livro, mas garanto a autenticidade — que Boris Souvarine, que tinha em seu poder documentos inéditos de Lenin, nomeadamente uma carta que lhe havia sido dirigida, só aceitou cedê-los à embaixada da URSS em Paris a troco dessa edição raríssima da &lt;em&gt;Enciclopédia Soviética&lt;/em&gt;. Alguns gramas de papel a troco de muitos quilos. Mas o &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt; é uma obra literariamente deficiente, e a reconstrução permanente do passado foi tratada muitíssimo melhor por Augusto Roa Bastos num livro genial, &lt;em&gt;Yo el Supremo&lt;/em&gt;. Se algum leitor aqui gostar do &lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt; (refiro-me ao &lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt; do James Joyce, não ao do Passa Palavra), talvez concorde comigo achando superior aquela obra de Roa Bastos, onde a circularidade tem uma dimensão exterior e histórica. «Mudemos sim o passado!». Com que candura aquele comentador coloca os identitarismos na linhagem das grandes abjecções da história. Mas — e é isto o principal — nem as destruições de estátuas, nem os escrachos nas universidades, nem os boicotes na internet, nem as censuras resultantes de etimologias delirantes conseguirão mudar o passado. Os factos estão em nós, nós resultamos deles, por isso são factos. E enquanto houver quem mantenha a consciência desses factos, os conheça e transmita, a cultura não morre. O futuro não se muda, porque ainda não existe. E o passado não se muda, porque já existiu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei por que motivo deixei escapar sem referência o primeiro comentário, que termina exclamando «Mudemos sim o passado!». Na mais célebre das suas obras, <em>1984</em>, George Orwell imaginou um Ministério da Verdade, que tinha precisamente como fim uma permanente reconstrução do passado, ditada pelas necessidades do presente. Na verdade, Orwell não precisou de inventar nada, porque era essa a prática do stalinismo, não só proibindo obras, mas apagando das fotografias os personagens incómodos e eliminando-lhes as menções nos textos, vedando o uso de certas palavras e substituindo-as por outras, adulterando a história do passado na convicção de que, tal como aquele comentador, estavam a mudar o passado. Esse gulag das palavras chegou ao extremo de retirar de circulação todos os volumes de uma das edições da colossal <em>Enciclopédia Soviética</em> pouco depois de ela ter sido publicada, só porque uma nova vaga repressiva obrigava urgentemente a mudar, mais uma vez, o passado. Posso contar — não sei se isto está registado nalgum livro, mas garanto a autenticidade — que Boris Souvarine, que tinha em seu poder documentos inéditos de Lenin, nomeadamente uma carta que lhe havia sido dirigida, só aceitou cedê-los à embaixada da URSS em Paris a troco dessa edição raríssima da <em>Enciclopédia Soviética</em>. Alguns gramas de papel a troco de muitos quilos. Mas o <em>1984</em> é uma obra literariamente deficiente, e a reconstrução permanente do passado foi tratada muitíssimo melhor por Augusto Roa Bastos num livro genial, <em>Yo el Supremo</em>. Se algum leitor aqui gostar do <em>Ulisses</em> (refiro-me ao <em>Ulisses</em> do James Joyce, não ao do Passa Palavra), talvez concorde comigo achando superior aquela obra de Roa Bastos, onde a circularidade tem uma dimensão exterior e histórica. «Mudemos sim o passado!». Com que candura aquele comentador coloca os identitarismos na linhagem das grandes abjecções da história. Mas — e é isto o principal — nem as destruições de estátuas, nem os escrachos nas universidades, nem os boicotes na internet, nem as censuras resultantes de etimologias delirantes conseguirão mudar o passado. Os factos estão em nós, nós resultamos deles, por isso são factos. E enquanto houver quem mantenha a consciência desses factos, os conheça e transmita, a cultura não morre. O futuro não se muda, porque ainda não existe. E o passado não se muda, porque já existiu.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antonio de Odilon Brito		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/08/133573/#comment-664153</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antonio de Odilon Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 13:46:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Alan Fernandes,

Não havia lido esse Fragante Delito ainda. Mas na minha opinião é preciso confrontar, rebater essa Newspeak dos Derrotados (algo que o próprio João Bernardo já mencionou aqui: http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/2122), mesmo que no processo colhamos xingamentos advindos dessa parte da esquerda. Se é que alguns desses grupos se dizem de esquerda também, é preciso atentar para isso. São pessoas que fazem um ótimo trabalho em ajudar a destruir a esquerda, de dentro para fora.

Abraços e bom domingo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Alan Fernandes,</p>
<p>Não havia lido esse Fragante Delito ainda. Mas na minha opinião é preciso confrontar, rebater essa Newspeak dos Derrotados (algo que o próprio João Bernardo já mencionou aqui: <a href="http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/2122" rel="nofollow ugc">http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/2122</a>), mesmo que no processo colhamos xingamentos advindos dessa parte da esquerda. Se é que alguns desses grupos se dizem de esquerda também, é preciso atentar para isso. São pessoas que fazem um ótimo trabalho em ajudar a destruir a esquerda, de dentro para fora.</p>
<p>Abraços e bom domingo</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/08/133573/#comment-664099</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2020 23:29:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=133573#comment-664099</guid>

					<description><![CDATA[Ótimo texto, João Bernardo. 

Há alguns meses o Passa Palavra tomou a liberdade de &quot;escurecer as coisas&quot; https://passapalavra.info/2020/05/132015 em um Flagrante Delito. Talvez interesse aos leitores do site.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ótimo texto, João Bernardo. </p>
<p>Há alguns meses o Passa Palavra tomou a liberdade de &#8220;escurecer as coisas&#8221; <a href="https://passapalavra.info/2020/05/132015" rel="ugc">https://passapalavra.info/2020/05/132015</a> em um Flagrante Delito. Talvez interesse aos leitores do site.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antonio de Odilon Brito		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/08/133573/#comment-663785</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antonio de Odilon Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2020 11:49:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=133573#comment-663785</guid>

					<description><![CDATA[Caro João,

Não tenho muito o que comentar acerca deste seu novo artigo, apenas parabenizar. Tal qual a primeira parte, esta segunda também ficou muito boa! Pelos títulos dos próximos artigos, tenho a impressão que terei mais coisas a comentar acerca dos próximos do que neste.

**

Caro Fagner Henrique,

Obrigado pela indicação do artigo. De fato parece muito interessante. Estou intrigado!

Um abraço a todos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João,</p>
<p>Não tenho muito o que comentar acerca deste seu novo artigo, apenas parabenizar. Tal qual a primeira parte, esta segunda também ficou muito boa! Pelos títulos dos próximos artigos, tenho a impressão que terei mais coisas a comentar acerca dos próximos do que neste.</p>
<p>**</p>
<p>Caro Fagner Henrique,</p>
<p>Obrigado pela indicação do artigo. De fato parece muito interessante. Estou intrigado!</p>
<p>Um abraço a todos</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/08/133573/#comment-663463</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2020 22:08:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os leitores e comentadores do Passa Palavra podem gostar de ler este artigo (ou não): https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/08/escritores-africanos-veem-queda-de-estatuas-como-uma-reacao-violenta-a-violencia.shtml

É muito interessante o seguinte trecho:

Alain Mabanckou, professor de literatura da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, afirma que confrontar regimes visuais e narrativos pode ser mais eficiente do que os almejar destruir.

“A descolonização aconteceu apenas no papel porque boa parte da África continua ligada a seus antigos colonizadores”, diz ele, que acaba de lançar “Black Bazar” no Brasil.

“Na descolonização, ficamos felizes, dançamos, cantamos e pensamos que seríamos livres e usaríamos nossas riquezas. Mas há novas lideranças envolvidas com a exploração dos territórios.”

Segundo Mabanckou, a colonização segue presente. “Enquanto a África tiver regimes ditatoriais, a colonização será um dos principais tópicos da literatura produzida por escritores africanos”, diz.

“A literatura denuncia e explica o colonialismo, mas também ajuda a reescrever a história contada pelos europeus, agora contada pelos africanos para os libertar dessas amarras”, diz Mabanckou, que deve falar do tema em sua conferência aos brasileiros.

“Precisamos reescrever nossa história de modo pacífico, e não com raiva. Confrontar, e não destruir, porque a história precisa de dois lados para explicar o mundo”, diz. “Não podemos cair na tentação de adoçar nosso lado da história para que se pareça melhor, porque foi isso o que o mundo Ocidental fez.”

Boa leitura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os leitores e comentadores do Passa Palavra podem gostar de ler este artigo (ou não): <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/08/escritores-africanos-veem-queda-de-estatuas-como-uma-reacao-violenta-a-violencia.shtml" rel="nofollow ugc">https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/08/escritores-africanos-veem-queda-de-estatuas-como-uma-reacao-violenta-a-violencia.shtml</a></p>
<p>É muito interessante o seguinte trecho:</p>
<p>Alain Mabanckou, professor de literatura da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, afirma que confrontar regimes visuais e narrativos pode ser mais eficiente do que os almejar destruir.</p>
<p>“A descolonização aconteceu apenas no papel porque boa parte da África continua ligada a seus antigos colonizadores”, diz ele, que acaba de lançar “Black Bazar” no Brasil.</p>
<p>“Na descolonização, ficamos felizes, dançamos, cantamos e pensamos que seríamos livres e usaríamos nossas riquezas. Mas há novas lideranças envolvidas com a exploração dos territórios.”</p>
<p>Segundo Mabanckou, a colonização segue presente. “Enquanto a África tiver regimes ditatoriais, a colonização será um dos principais tópicos da literatura produzida por escritores africanos”, diz.</p>
<p>“A literatura denuncia e explica o colonialismo, mas também ajuda a reescrever a história contada pelos europeus, agora contada pelos africanos para os libertar dessas amarras”, diz Mabanckou, que deve falar do tema em sua conferência aos brasileiros.</p>
<p>“Precisamos reescrever nossa história de modo pacífico, e não com raiva. Confrontar, e não destruir, porque a história precisa de dois lados para explicar o mundo”, diz. “Não podemos cair na tentação de adoçar nosso lado da história para que se pareça melhor, porque foi isso o que o mundo Ocidental fez.”</p>
<p>Boa leitura.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Renan Oliveira (Dito dos) Santos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/08/133573/#comment-663286</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renan Oliveira (Dito dos) Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2020 15:38:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=133573#comment-663286</guid>

					<description><![CDATA[Ressentimento se exprime no discurso que agora defende estátuas e a cultura no afã de responder uma bobagem ou outra criada pelos &quot;movimentos identitarios&quot;. Se é boa e viva a cultura, precisa-se aceitar que não é nada mais que cultural o fato de andarem por aí questionando palavras e estátuas. Raça não é pra simplificar a vida de ninguém, enquanto ela existir, o que não for sangue será contradição. Respondendo a brancos no fim do século passado, Milton Santos dizia que o ressentimento negro, se existe, não é eficaz porque não detém o poder. Recomendo-o pois é mais um negro que faz crítica aos movimentoS negros sem desconsiderar a importância dos símbolos (religiosos ou não) que estes valorizam na construção da autoestima tão natural aos brancos que não precisam jamais pensar se sua raça existe ou não, se é boa ou ruim, se é da paleta tal ou tal. 

De resto não conheço os atalhos intelectuais da boa crítica, escrevo aqui só um incômodo com a exaltação do passado presente no texto. Mudemos sim o passado!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ressentimento se exprime no discurso que agora defende estátuas e a cultura no afã de responder uma bobagem ou outra criada pelos &#8220;movimentos identitarios&#8221;. Se é boa e viva a cultura, precisa-se aceitar que não é nada mais que cultural o fato de andarem por aí questionando palavras e estátuas. Raça não é pra simplificar a vida de ninguém, enquanto ela existir, o que não for sangue será contradição. Respondendo a brancos no fim do século passado, Milton Santos dizia que o ressentimento negro, se existe, não é eficaz porque não detém o poder. Recomendo-o pois é mais um negro que faz crítica aos movimentoS negros sem desconsiderar a importância dos símbolos (religiosos ou não) que estes valorizam na construção da autoestima tão natural aos brancos que não precisam jamais pensar se sua raça existe ou não, se é boa ou ruim, se é da paleta tal ou tal. </p>
<p>De resto não conheço os atalhos intelectuais da boa crítica, escrevo aqui só um incômodo com a exaltação do passado presente no texto. Mudemos sim o passado!</p>
]]></content:encoded>
		
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