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	Comentários sobre: Espaços virtuais, espaços de luta	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Tecnotoupeira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137656/#comment-736815</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tecnotoupeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Apr 2021 03:05:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De tempos para cá venho insistindo junto de outros camaradas de que uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. Não há empecilho para que aqueles que possuem acordos estratégicos tomem providências para manter suas conversas em segurança. Não é recomendável, por motivos óbvios, salvar atas de reuniões em Drives do Google, armazenamento do celular, etc. Eu recomendo o uso do ferramentas do Riseup para estes fins. Fóruns fechados são essenciais para organizações e movimentos conseguirem organizar os assuntos conforme as demandas que aparecem e sem embolar tudo. As vantagens são muitas. Quem é acostumado a se organizar em WhatsApp, sabe muito bem que as Atas &quot;se perdem&quot;; as discussões importantes são atropeladas por algum relato de última hora; algum informe importante sempre se perde, etc. Utilizar plataformas que permitam caracterizar as discussões de um dado coletivo pode prolongar a vida útil de um grupo de camaradas. 

Então saímos do WhatsApp? 
--- Sim e não. 

Como bem colocado neste artigo aqui: https://passapalavra.info/2019/12/129375/ a fé (não na segurança, mas) na praticidade do zap vem dissolvendo coletivos aos montes. Devemos refletir, sim, sobre o momento em que as lutas se apresentam de tal maneira que devemos intervir de forma dinâmica, rápida. Mas para isso já existe o Signal. Eu não acho que a &quot;classe trabalhadora não entende o uso de aplicativos criptografados&quot;, eu acho que os militantes na maioria das vezes são paternalistas demais e acham que vai pegar mal sugerir a camaradas o uso de aplicativos seguros para comunicação. Mas mesmo o Signal está suscetível aos &quot;voyeurs das lutas&quot;, os &quot;de saco cheio&quot; e os &quot;ingênuos&quot;. É preciso coordenar o compromisso com a manutenção e organização de um coletivo com o dinamismo necessário para se conseguir intervir nas lutas. 

Agora remetendo ao texto, acho que o problema vai acabar chegando no trato dos militantes com estas redes. Se antes os militantes usavam o presencial + zap, hoje só usam o zap. Viraram todos voyeurs das lutas. Aqueles que acostumaram-se apenas ao presencial e não deixavam nada registrado em lugar nenhum podem ter sofrido duras lições da pandemia do coronavírus. Enfim, o próprio conteúdo das conversas também deve ser um termômetro para pensar em quais meios transmitir determinada ideia. O que precisamos agora é trazer a conspiração contra os patrões para o século 21.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De tempos para cá venho insistindo junto de outros camaradas de que uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. Não há empecilho para que aqueles que possuem acordos estratégicos tomem providências para manter suas conversas em segurança. Não é recomendável, por motivos óbvios, salvar atas de reuniões em Drives do Google, armazenamento do celular, etc. Eu recomendo o uso do ferramentas do Riseup para estes fins. Fóruns fechados são essenciais para organizações e movimentos conseguirem organizar os assuntos conforme as demandas que aparecem e sem embolar tudo. As vantagens são muitas. Quem é acostumado a se organizar em WhatsApp, sabe muito bem que as Atas &#8220;se perdem&#8221;; as discussões importantes são atropeladas por algum relato de última hora; algum informe importante sempre se perde, etc. Utilizar plataformas que permitam caracterizar as discussões de um dado coletivo pode prolongar a vida útil de um grupo de camaradas. </p>
<p>Então saímos do WhatsApp?<br />
&#8212; Sim e não. </p>
<p>Como bem colocado neste artigo aqui: <a href="https://passapalavra.info/2019/12/129375/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2019/12/129375/</a> a fé (não na segurança, mas) na praticidade do zap vem dissolvendo coletivos aos montes. Devemos refletir, sim, sobre o momento em que as lutas se apresentam de tal maneira que devemos intervir de forma dinâmica, rápida. Mas para isso já existe o Signal. Eu não acho que a &#8220;classe trabalhadora não entende o uso de aplicativos criptografados&#8221;, eu acho que os militantes na maioria das vezes são paternalistas demais e acham que vai pegar mal sugerir a camaradas o uso de aplicativos seguros para comunicação. Mas mesmo o Signal está suscetível aos &#8220;voyeurs das lutas&#8221;, os &#8220;de saco cheio&#8221; e os &#8220;ingênuos&#8221;. É preciso coordenar o compromisso com a manutenção e organização de um coletivo com o dinamismo necessário para se conseguir intervir nas lutas. </p>
<p>Agora remetendo ao texto, acho que o problema vai acabar chegando no trato dos militantes com estas redes. Se antes os militantes usavam o presencial + zap, hoje só usam o zap. Viraram todos voyeurs das lutas. Aqueles que acostumaram-se apenas ao presencial e não deixavam nada registrado em lugar nenhum podem ter sofrido duras lições da pandemia do coronavírus. Enfim, o próprio conteúdo das conversas também deve ser um termômetro para pensar em quais meios transmitir determinada ideia. O que precisamos agora é trazer a conspiração contra os patrões para o século 21.</p>
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		<title>
		Por: SPL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137656/#comment-736813</link>

		<dc:creator><![CDATA[SPL]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Apr 2021 02:03:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[é mais um testemunho que uma crítica: participei de uma organização revolucionária na qual eu e mais um outro camarada vivíamos a insistir na questão da segurança dentro das redes - éramos contra a utilização do whatsapp como meio de debate e discussão central das células, sugerindo outros aplicativos, por exemplo. um dos dirigentes (mais novo que o outro camarada) vivia fazendo piada de nosso &quot;secretismo&quot;. acho de uma ingenuidade (ou burocratismo preguiçoso) uma organização que se pretende revolucionária ignorar esses aspectos mínimos, mas fica aí o mau exemplo.  saí logo depois do grupo.

paradoxalmente, à mesma época, atuava junto a um coletivo (mal poderia se chamar assim na verdade mas enfim). além do progressismo, nada unia as pessoas do grupo, mas havia maior preocupação quanto às políticas de segurança – inclusive com a implementação de recomendações que apareceram depois aqui no passapalavra. nem sempre a vanguarda está lá pra frente…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>é mais um testemunho que uma crítica: participei de uma organização revolucionária na qual eu e mais um outro camarada vivíamos a insistir na questão da segurança dentro das redes &#8211; éramos contra a utilização do whatsapp como meio de debate e discussão central das células, sugerindo outros aplicativos, por exemplo. um dos dirigentes (mais novo que o outro camarada) vivia fazendo piada de nosso &#8220;secretismo&#8221;. acho de uma ingenuidade (ou burocratismo preguiçoso) uma organização que se pretende revolucionária ignorar esses aspectos mínimos, mas fica aí o mau exemplo.  saí logo depois do grupo.</p>
<p>paradoxalmente, à mesma época, atuava junto a um coletivo (mal poderia se chamar assim na verdade mas enfim). além do progressismo, nada unia as pessoas do grupo, mas havia maior preocupação quanto às políticas de segurança – inclusive com a implementação de recomendações que apareceram depois aqui no passapalavra. nem sempre a vanguarda está lá pra frente…</p>
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		<title>
		Por: Curioso		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137656/#comment-736808</link>

		<dc:creator><![CDATA[Curioso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Apr 2021 23:46:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=137656#comment-736808</guid>

					<description><![CDATA[Não há comentários aqui porque todos concordam, ou é porque não sabem o que dizer? O artigo mexe em problemas importantes, ninguém vai dizer nada? Não tem ninguém mexendo com ensino remoto para falar? Não tem ninguém de saúde para dar uma palavrinha só?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há comentários aqui porque todos concordam, ou é porque não sabem o que dizer? O artigo mexe em problemas importantes, ninguém vai dizer nada? Não tem ninguém mexendo com ensino remoto para falar? Não tem ninguém de saúde para dar uma palavrinha só?</p>
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