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	Comentários sobre: Nosso adeus ao Diabo da Economia	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leonada		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143498/#comment-1079921</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leonada]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Jan 2026 14:34:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[( ) se dispor a assumir a coluna e escrever.
(x) não fazer nada e, quatro anos depois, reclamar nos comentários.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>( ) se dispor a assumir a coluna e escrever.<br />
(x) não fazer nada e, quatro anos depois, reclamar nos comentários.</p>
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		<title>
		Por: Leo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143498/#comment-1079424</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 04:08:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(  ) abrir chamada para novos colunistas, estimular, algo assim
(x) lamentar em uma crítica da conjuntura da esquerda]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(  ) abrir chamada para novos colunistas, estimular, algo assim<br />
(x) lamentar em uma crítica da conjuntura da esquerda</p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143498/#comment-894693</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jun 2023 12:18:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em 4 comentários, 2 são assinados (heteronimicamente?) por Giovanni Souza Martinelli e João Martinez. Coincidências acontecem, diria um ocasionalista ingênuo.
E o Souza? Presume-se que seja um comborço dichavado, como na estória da refrega entre o Pigmeu Sentão e o Fantasma Cagão…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 4 comentários, 2 são assinados (heteronimicamente?) por Giovanni Souza Martinelli e João Martinez. Coincidências acontecem, diria um ocasionalista ingênuo.<br />
E o Souza? Presume-se que seja um comborço dichavado, como na estória da refrega entre o Pigmeu Sentão e o Fantasma Cagão…</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: João Martinez		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143498/#comment-894604</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Martinez]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jun 2023 03:38:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não sou (era) um frequentador assíduo do Passa Palavra, algo que pretendo mudar hoje. Entretanto, entrar aqui e já ver a morte de uma proposta dessas é aterrador.

Não sou especialista em economia. A bem da verdade sou apenas certificado pelo mercado CEA, CFP, CFG e CGA. Certificações que se somam a uma perspectiva que se chocam com os caminhos da esquerda ortodoxa.

Mas se me permitem, meus caros, posso me comprometer a pensar em novas perspectivas , através de uma matemática e uma lógica social derivadas do que sei pela minha prática enquanto agente do mercado financeiro e leitor dessas novas e intrigantes filosofias sociais como a ANT e etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou (era) um frequentador assíduo do Passa Palavra, algo que pretendo mudar hoje. Entretanto, entrar aqui e já ver a morte de uma proposta dessas é aterrador.</p>
<p>Não sou especialista em economia. A bem da verdade sou apenas certificado pelo mercado CEA, CFP, CFG e CGA. Certificações que se somam a uma perspectiva que se chocam com os caminhos da esquerda ortodoxa.</p>
<p>Mas se me permitem, meus caros, posso me comprometer a pensar em novas perspectivas , através de uma matemática e uma lógica social derivadas do que sei pela minha prática enquanto agente do mercado financeiro e leitor dessas novas e intrigantes filosofias sociais como a ANT e etc.</p>
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		<title>
		Por: Bruno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143498/#comment-842737</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bruno]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 May 2022 14:56:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[existem vários economistas ou autodidatas que &quot;dominem o conhecimento nessa área e saibam trabalhar com dados econômicos, tratem a economia como uma ciência e fujam aos lugares-comuns e à reiteração de “leis” de funcionamento do capitalismo enunciadas há mais de 150 anos.&quot;, eles  só não fazem parte do Passa Palavra.

aqui um exemplo: https://criticadaeconomia.com/2022/04/netflix-banho-de-sangue-em-wall-street/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>existem vários economistas ou autodidatas que &#8220;dominem o conhecimento nessa área e saibam trabalhar com dados econômicos, tratem a economia como uma ciência e fujam aos lugares-comuns e à reiteração de “leis” de funcionamento do capitalismo enunciadas há mais de 150 anos.&#8221;, eles  só não fazem parte do Passa Palavra.</p>
<p>aqui um exemplo: <a href="https://criticadaeconomia.com/2022/04/netflix-banho-de-sangue-em-wall-street/" rel="nofollow ugc">https://criticadaeconomia.com/2022/04/netflix-banho-de-sangue-em-wall-street/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143498/#comment-842210</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Apr 2022 17:49:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esse final de semana o próprio Passa Palavra publicou um artigo mais que importante que trata das relações de produção: https://passapalavra.info/2022/04/143449/

Tratar da remodelação das relações de produção é tratar das lutas sociais, se a perspectiva é anticapitalista.

Além de um chamado para apoiar uma importante luta em andamento, ele serve como alerta aos economistas e afins na esquerda que normalmente fazem uma associação bastante mecânica entre indústria e &quot;emprego de qualidade&quot;. Se esquecem que se por um período histórico a industrialização se relacionou a melhores empregos isso se deveu às lutas dos trabalhadores. Sem uma classe trabalhadora com força nem benzendo uma fábrica com água benta de São Bakunin ela vai gerar &quot;empregos de qualidade&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse final de semana o próprio Passa Palavra publicou um artigo mais que importante que trata das relações de produção: <a href="https://passapalavra.info/2022/04/143449/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2022/04/143449/</a></p>
<p>Tratar da remodelação das relações de produção é tratar das lutas sociais, se a perspectiva é anticapitalista.</p>
<p>Além de um chamado para apoiar uma importante luta em andamento, ele serve como alerta aos economistas e afins na esquerda que normalmente fazem uma associação bastante mecânica entre indústria e &#8220;emprego de qualidade&#8221;. Se esquecem que se por um período histórico a industrialização se relacionou a melhores empregos isso se deveu às lutas dos trabalhadores. Sem uma classe trabalhadora com força nem benzendo uma fábrica com água benta de São Bakunin ela vai gerar &#8220;empregos de qualidade&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Giovanni Souza Martinelli		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143498/#comment-842188</link>

		<dc:creator><![CDATA[Giovanni Souza Martinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Apr 2022 12:48:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Saluti!

Dedicarei-me aos  fatores elencados pelo Passa Palavra em relação ao fracasso do Diabo da Economia.

1 - O objetivo da esquerda era a remodelação das relações de produção? Isto depende de como: a) compreende-se o que é a esquerda e; b) o que é remodelar as relações de produção. Eu discordo da sentença da qual afirma que remodelar as relações de produção era objetivo comum de toda &quot;esquerda&quot;, mas, pelo contrário, acredito que apenas os marxistas e os anarquistas revolucionários tinham em comum este objetivo. O próprio conceito de &quot;relações de produção&quot; sempre foi utilizado por estas duas tendências do movimento revolucionário e era negado pela quase totalidade da esquerda. Desde sempre, compreender as relações de produção para, assim, ter a capacidade de transformá-las foi sempre um esforço de alguns poucos militantes se enxergarmos essa questão de um ponto de vista histórico: poucos indivíduos na história se dedicaram a este empreendimento e poucos deles conseguiram efetivamente avançar nesta discussão. Marx, Labriola, Anton Pannekoek, Paul Mattick, João Bernardo, Tragtenberg e Nildo Viana foram alguns dos poucos que conseguiram apreender tanto a essência quanto a manifestação concreta das relações de produção capitalistas. O que ocorreu, em minha opinião, foi que, após Marx, os pensadores vindouros dedicaram-se a avançar naquilo que Marx não avançou, o que significa estender a compreensão para além do modo de produção e se dedicar também ao Estado, Sociedade Civil, Organizações Revolucionárias (comunistas de conselhos), a cultura, dentre outros temas. Concluíram, então, que as relações de produção exerciam grande determinação sobre as demais relações sociais, ou seja, as lutas de classes se generalizavam para além das relações de produção, o que torna necessário também compreender a essência de como isto se efetiva. Vejo que o problema não foi a focalização dos revolucionários nos fenômenos que estão além das relações de produção, mas sim o esquecimento da conexão indissolúvel entre as relações de produção e os fenômenos dos quais agora focalizam. Marx compreendeu a essência das relações de produção capitalistas, mas não escreveu muito sobre sua manifestação concreta, que se altera ao longo da história capitalista. Os revolucionários passaram a se preocupar com os fenômenos além das relações de produção, mas não realizaram o caminho inverso: como a manifestação concreta das lutas de classes determinam o restante das relações sociais. Enxergar o modo de produção capitalista atualmente tal-qual como Marx ilustrou em O Capital é enxergar o modo de produção capitalista de forma petrificada, como se a essência dele se manifestasse igualmente em qualquer período histórico. ESSE É O REAL PROBLEMA COM O DIABO DA ECONOMIA!!!!!!!!!!!

 2- O &quot;terceiro-mundismo&quot; realmente foi aquilo que fez com que se substituísse a economia por jogos de poder e temas geopolíticos? Também devo discordar disso. Podemos perceber que mesmo antes do terceiro-mundismo, a geopolítica e os jogos de poder eram de interesse dos Lassallianos, Kautiskistas, Leninistas, etc. Desde o primórdio da esquerda houve a tentativa de substituir as relações de produção por relações econômicas entre os países. Acredito que o Passa Palavra pinta com cores róseas a antiga esquerda/esquerda originária e esquece que o problema do diabo da economia sempre foi um problema, e que este problema se manifesta de diferentes formas ao longo da história do capitalismo.

3 - Atualmente, o identitarismo reina sobre o capitalismo contemporâneo. E, devo concordar com o Passa Palavra, o identitarismo é o principal obstáculo atual do qual impede a dedicação dos revolucionários ao diabo da economia. Mas, por qual razão isto ocorre? Com certeza o identitarismo coloca questões frente aos revolucionários que devem ser respondidas. Para combater a hegemonia do identitarismo no interior da sociedade, deve-se combater o identitarismo também em seu próprio terreno. Isto impõe aos revolucionários dedicarem sua caneta à crítica das lutas identitárias. Essa é uma imposição de focalização dos identitários sobre os revolucionários. No entanto, devemos nos atentar que a crítica, apesar de ter como ponto de partida o terreno dos identitários, deve-se ir além e retornar sempre para o objetivo de remodelar as relações de produção. Este é o principal desafio colocado em frente àquele que visa contribuir para com o Diabo da Economia. Por qual razão os revolucionários, contudo, ficam no terreno dos identitários e não se dedicam às relações de produção? Exatamente por conta da luta dos próprios identitários contra os revolucionários: acusações de &quot;economicismo&quot; e que a teoria e a verdade estão a serviço do poder é uma das formas de marginalizar o Diabo da Economia. Vejo que, até então, os identitários estão conseguindo uma vitória sobre os revolucionários. Mas, para isso se alterar, não vejo como ponto positivo o fim do Diabo da Economia. Por isso, defendo a continuidade, mesmo que ainda não encontramos alguém disposto a enfrentar estes obstáculos, que são realmente difíceis de superar e que persiste desde o início da esquerda. Em minha visão, a própria existência do Diabo da Economia, mesmo que sem contribuições, é um protesto contra essa situação deplorável que se encontra a compreensão das relações de produção. Pelo menos, a existência do Diabo da Economia nos coloca diariamente o desafio de pensar sobre essa nossa limitação, pois nossa limitação é colocada em evidência com ela. A inexistência dessa seção, significará, talvez, uma falta de incentivo, desafio, etc., para os revolucionários voltarem a se dedicar às relações de produção. A própria discussão que agora temos é produto da existência do Diabo da Economia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saluti!</p>
<p>Dedicarei-me aos  fatores elencados pelo Passa Palavra em relação ao fracasso do Diabo da Economia.</p>
<p>1 &#8211; O objetivo da esquerda era a remodelação das relações de produção? Isto depende de como: a) compreende-se o que é a esquerda e; b) o que é remodelar as relações de produção. Eu discordo da sentença da qual afirma que remodelar as relações de produção era objetivo comum de toda &#8220;esquerda&#8221;, mas, pelo contrário, acredito que apenas os marxistas e os anarquistas revolucionários tinham em comum este objetivo. O próprio conceito de &#8220;relações de produção&#8221; sempre foi utilizado por estas duas tendências do movimento revolucionário e era negado pela quase totalidade da esquerda. Desde sempre, compreender as relações de produção para, assim, ter a capacidade de transformá-las foi sempre um esforço de alguns poucos militantes se enxergarmos essa questão de um ponto de vista histórico: poucos indivíduos na história se dedicaram a este empreendimento e poucos deles conseguiram efetivamente avançar nesta discussão. Marx, Labriola, Anton Pannekoek, Paul Mattick, João Bernardo, Tragtenberg e Nildo Viana foram alguns dos poucos que conseguiram apreender tanto a essência quanto a manifestação concreta das relações de produção capitalistas. O que ocorreu, em minha opinião, foi que, após Marx, os pensadores vindouros dedicaram-se a avançar naquilo que Marx não avançou, o que significa estender a compreensão para além do modo de produção e se dedicar também ao Estado, Sociedade Civil, Organizações Revolucionárias (comunistas de conselhos), a cultura, dentre outros temas. Concluíram, então, que as relações de produção exerciam grande determinação sobre as demais relações sociais, ou seja, as lutas de classes se generalizavam para além das relações de produção, o que torna necessário também compreender a essência de como isto se efetiva. Vejo que o problema não foi a focalização dos revolucionários nos fenômenos que estão além das relações de produção, mas sim o esquecimento da conexão indissolúvel entre as relações de produção e os fenômenos dos quais agora focalizam. Marx compreendeu a essência das relações de produção capitalistas, mas não escreveu muito sobre sua manifestação concreta, que se altera ao longo da história capitalista. Os revolucionários passaram a se preocupar com os fenômenos além das relações de produção, mas não realizaram o caminho inverso: como a manifestação concreta das lutas de classes determinam o restante das relações sociais. Enxergar o modo de produção capitalista atualmente tal-qual como Marx ilustrou em O Capital é enxergar o modo de produção capitalista de forma petrificada, como se a essência dele se manifestasse igualmente em qualquer período histórico. ESSE É O REAL PROBLEMA COM O DIABO DA ECONOMIA!!!!!!!!!!!</p>
<p> 2- O &#8220;terceiro-mundismo&#8221; realmente foi aquilo que fez com que se substituísse a economia por jogos de poder e temas geopolíticos? Também devo discordar disso. Podemos perceber que mesmo antes do terceiro-mundismo, a geopolítica e os jogos de poder eram de interesse dos Lassallianos, Kautiskistas, Leninistas, etc. Desde o primórdio da esquerda houve a tentativa de substituir as relações de produção por relações econômicas entre os países. Acredito que o Passa Palavra pinta com cores róseas a antiga esquerda/esquerda originária e esquece que o problema do diabo da economia sempre foi um problema, e que este problema se manifesta de diferentes formas ao longo da história do capitalismo.</p>
<p>3 &#8211; Atualmente, o identitarismo reina sobre o capitalismo contemporâneo. E, devo concordar com o Passa Palavra, o identitarismo é o principal obstáculo atual do qual impede a dedicação dos revolucionários ao diabo da economia. Mas, por qual razão isto ocorre? Com certeza o identitarismo coloca questões frente aos revolucionários que devem ser respondidas. Para combater a hegemonia do identitarismo no interior da sociedade, deve-se combater o identitarismo também em seu próprio terreno. Isto impõe aos revolucionários dedicarem sua caneta à crítica das lutas identitárias. Essa é uma imposição de focalização dos identitários sobre os revolucionários. No entanto, devemos nos atentar que a crítica, apesar de ter como ponto de partida o terreno dos identitários, deve-se ir além e retornar sempre para o objetivo de remodelar as relações de produção. Este é o principal desafio colocado em frente àquele que visa contribuir para com o Diabo da Economia. Por qual razão os revolucionários, contudo, ficam no terreno dos identitários e não se dedicam às relações de produção? Exatamente por conta da luta dos próprios identitários contra os revolucionários: acusações de &#8220;economicismo&#8221; e que a teoria e a verdade estão a serviço do poder é uma das formas de marginalizar o Diabo da Economia. Vejo que, até então, os identitários estão conseguindo uma vitória sobre os revolucionários. Mas, para isso se alterar, não vejo como ponto positivo o fim do Diabo da Economia. Por isso, defendo a continuidade, mesmo que ainda não encontramos alguém disposto a enfrentar estes obstáculos, que são realmente difíceis de superar e que persiste desde o início da esquerda. Em minha visão, a própria existência do Diabo da Economia, mesmo que sem contribuições, é um protesto contra essa situação deplorável que se encontra a compreensão das relações de produção. Pelo menos, a existência do Diabo da Economia nos coloca diariamente o desafio de pensar sobre essa nossa limitação, pois nossa limitação é colocada em evidência com ela. A inexistência dessa seção, significará, talvez, uma falta de incentivo, desafio, etc., para os revolucionários voltarem a se dedicar às relações de produção. A própria discussão que agora temos é produto da existência do Diabo da Economia.</p>
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