<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Em busca do Não	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2022/06/143972/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2022/06/143972/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Jun 2022 07:07:18 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/06/143972/#comment-846753</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jun 2022 14:33:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143972#comment-846753</guid>

					<description><![CDATA[O que medeia o hiato entre a possibilidade e a efetividade é a ação. Sem a ação, tudo é possibilidade. Enquanto um aviâo não me cai na cabeça, isto é uma possibilidade. Mas, evidentemente, existem possibilidades mais prováveis que outras: é mais provável que eu seja alvo de bala “perdida” ao sair de casa que um avião me cair na cabeça. Se a maior ou menor probabilidade de certo curso de eventos é determinada pela “lógica interna” da alternativa efetivada pela ação, isso ainda é uma forma abrandada de determinismo &lt;em&gt;a posteriori&lt;/em&gt;, pois as probabilidades são atualizadas a cada nova efetivação e é necessário, também, circunscrever a um mínimo razoável os fatos que se afirma interferirem no evento em causa.

Este determinismo &lt;em&gt;a posteriori&lt;/em&gt;, a meu ver, é inescapável no estudo da História. Ao escolher os fatos relevantes em torno de certo evento e, também, escolher quais deles abririam novas alternativas possíveis se efetivados, o que se está a fazer é determinar, &lt;em&gt;a posteriori&lt;/em&gt;, a natureza dos &lt;em&gt;Nãos&lt;/em&gt; e, consequentemente, quais &lt;em&gt;Nãos&lt;/em&gt; se deve perscrutar, e quais não. 

Um exemplo: no estudo das muitas possibilidades de guerra nuclear, &lt;em&gt;onde se deve procurar os nãos? Na guerra do Sinai em 1953, na crise dos mísseis de 1962, na guerra do Yom Kippur em 1973, nos exercícios Able Archer da OTAN em 1983, na guerra do Golfo em 1991? Estes seriam os eventos com maior probabilidade de desencadear guerras nucleares. Certamente um historiador estará condicionado, pelo porte de tais eventos, a procurar aí tanto o &lt;em&gt;Sim&lt;/em&gt; quanto os rastros do &lt;em&gt;Não&lt;/em&gt;. Mas estaria ele condicionado a perscrutar eventos “aleatórios”, como o incidente de Thule em 1960, o acidente de Goldsboro em 1961, a falha de um relê nos sistemas de comunicação do Comando Aéreo Estratégico dos EUA em 1961, o apagão elétrico no nordeste dos EUA em 1965, a erupção solar que interferiu nas comunicações do NORAD em 1967, os bugs nos computadores do NORAD em 1979… ? Teria havido catátrofes nucleares nestes casos, alguns deles com grandes chances de iniciar guerras nucleares. E os casos em que a interrupção se deveu a casos singulares de inteferência humana, como os eventos nucleares impedidos em 27 de outubro de 1962 por Vasily Arkhipov e pelos pilotos dos F-102A que escoltaram um avião-espião U-2 que invadira o espaço aéreo soviético por um erro de navegação? Ou, exagerando esta linha, quando Henry Kissinger impediu um Richard Nixon bêbado de ordenar um ataque nuclear à Coreia do Norte, em 15 de abril de 1969? (Em linha semelhante, veja-se a nova moda, inaugurada pelo livro &lt;em&gt;Der totale Rausch: Drogen im Dritten Reich de Norman Ohler&lt;/em&gt;, de investigar a influência do uso de metanfetamina e outros psicoativos como um dos fatores determinantes tanto do sucesso da Blitzkrieg quanto das decisões erráticas de Hitler nos últimos anos da guerra. Esta interpretação, aliás, conta com o apoio de Anthony Beevor, Ian Kershaw e Hans Mommsen.)

Meu argumento, aliás bastante óbvio, é de que as ações do passado condicionam seu próprio estudo no futuro. A primeira consequência desta obviedade também é óbvia: condicionada pelo passado, a mentalidade dos historiadores é assim condicionada a buscar preferencialmente no campo do altamente provável tanto o estudo do &lt;em&gt;Sim&lt;/em&gt; (porque foi, efetivamente, o que aconteceu) quanto do &lt;em&gt;Não&lt;/em&gt; (porque é o que tinha maiores chances de acontecer), excluindo das agendas de pesquisa o altamente improvável. Tiro daí uma consequência menos óbvia: o próprio curso da História evidencia que, pelo fato de uma alternativa ser altamente improvável, isto não quer dizer que ela seja impossível; verificado o altamente improvável, ele deve, necessariamente, alargar o campo de busca do &lt;em&gt;Não&lt;/em&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que medeia o hiato entre a possibilidade e a efetividade é a ação. Sem a ação, tudo é possibilidade. Enquanto um aviâo não me cai na cabeça, isto é uma possibilidade. Mas, evidentemente, existem possibilidades mais prováveis que outras: é mais provável que eu seja alvo de bala “perdida” ao sair de casa que um avião me cair na cabeça. Se a maior ou menor probabilidade de certo curso de eventos é determinada pela “lógica interna” da alternativa efetivada pela ação, isso ainda é uma forma abrandada de determinismo <em>a posteriori</em>, pois as probabilidades são atualizadas a cada nova efetivação e é necessário, também, circunscrever a um mínimo razoável os fatos que se afirma interferirem no evento em causa.</p>
<p>Este determinismo <em>a posteriori</em>, a meu ver, é inescapável no estudo da História. Ao escolher os fatos relevantes em torno de certo evento e, também, escolher quais deles abririam novas alternativas possíveis se efetivados, o que se está a fazer é determinar, <em>a posteriori</em>, a natureza dos <em>Nãos</em> e, consequentemente, quais <em>Nãos</em> se deve perscrutar, e quais não. </p>
<p>Um exemplo: no estudo das muitas possibilidades de guerra nuclear, <em>onde se deve procurar os nãos? Na guerra do Sinai em 1953, na crise dos mísseis de 1962, na guerra do Yom Kippur em 1973, nos exercícios Able Archer da OTAN em 1983, na guerra do Golfo em 1991? Estes seriam os eventos com maior probabilidade de desencadear guerras nucleares. Certamente um historiador estará condicionado, pelo porte de tais eventos, a procurar aí tanto o </em><em>Sim</em> quanto os rastros do <em>Não</em>. Mas estaria ele condicionado a perscrutar eventos “aleatórios”, como o incidente de Thule em 1960, o acidente de Goldsboro em 1961, a falha de um relê nos sistemas de comunicação do Comando Aéreo Estratégico dos EUA em 1961, o apagão elétrico no nordeste dos EUA em 1965, a erupção solar que interferiu nas comunicações do NORAD em 1967, os bugs nos computadores do NORAD em 1979… ? Teria havido catátrofes nucleares nestes casos, alguns deles com grandes chances de iniciar guerras nucleares. E os casos em que a interrupção se deveu a casos singulares de inteferência humana, como os eventos nucleares impedidos em 27 de outubro de 1962 por Vasily Arkhipov e pelos pilotos dos F-102A que escoltaram um avião-espião U-2 que invadira o espaço aéreo soviético por um erro de navegação? Ou, exagerando esta linha, quando Henry Kissinger impediu um Richard Nixon bêbado de ordenar um ataque nuclear à Coreia do Norte, em 15 de abril de 1969? (Em linha semelhante, veja-se a nova moda, inaugurada pelo livro <em>Der totale Rausch: Drogen im Dritten Reich de Norman Ohler</em>, de investigar a influência do uso de metanfetamina e outros psicoativos como um dos fatores determinantes tanto do sucesso da Blitzkrieg quanto das decisões erráticas de Hitler nos últimos anos da guerra. Esta interpretação, aliás, conta com o apoio de Anthony Beevor, Ian Kershaw e Hans Mommsen.)</p>
<p>Meu argumento, aliás bastante óbvio, é de que as ações do passado condicionam seu próprio estudo no futuro. A primeira consequência desta obviedade também é óbvia: condicionada pelo passado, a mentalidade dos historiadores é assim condicionada a buscar preferencialmente no campo do altamente provável tanto o estudo do <em>Sim</em> (porque foi, efetivamente, o que aconteceu) quanto do <em>Não</em> (porque é o que tinha maiores chances de acontecer), excluindo das agendas de pesquisa o altamente improvável. Tiro daí uma consequência menos óbvia: o próprio curso da História evidencia que, pelo fato de uma alternativa ser altamente improvável, isto não quer dizer que ela seja impossível; verificado o altamente improvável, ele deve, necessariamente, alargar o campo de busca do <em>Não</em>.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/06/143972/#comment-846667</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jun 2022 09:08:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143972#comment-846667</guid>

					<description><![CDATA[Talvez,

Eu sou um historiador pedestre, um empirista, estabeleço factos, um grande número de factos, e comparo-os. Dessa comparação resulta a formação de um quadro. Note que tanto o &lt;em&gt;Poder e Dinheiro&lt;/em&gt; como o &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt; começam pela enumeração e descrição de variantes, para que eu possa então delimitar um quadro. Tudo o que cabe dentro desse quadro, tanto os Sim como os Não, são variantes. Por isso escrevi, no &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2022/05/143354/&quot; rel=&quot;noopener&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;artigo precedente&lt;/a&gt;: «Os limites do possível são determinados. Isto significa que pode definir-se exactamente o impossível, podendo portanto definir-se os contornos do possível, mas dentro desses contornos o número de possibilidades é ilimitado». Nesta perspectiva eu posso ser ao mesmo tempo determinista e admitir a aleatoriedade. As determinações dizem respeito aos quadros gerais, mas no interior de cada um desses quadros há um sem número de possibilidades de realização das determinações. A imaginação é indispensável em história para concebermos essas possibilidades de realização, ou melhor, para concebermos as potencialidades que cabem em cada possibilidade. Mas imaginar o que aconteceria se as impossibilidades fossem possíveis, isso parece-me um exercício gratuito. A grande história imaginária que eu analisei, em &lt;em&gt;A Sociedade Burguesa de Um e Outro Lado do Espelho&lt;/em&gt;, não resulta da imaginação de impossibilidades. Pelo contrário, Balzac criou os seus personagens no interior do estrito quadro de determinações definido naquela época e naquele lugar. Ele não inventou um quadro geral de determinações, mas gerou novas possibilidades de realização dessas determinações. Escrevi &lt;em&gt;novas&lt;/em&gt;, mas devia ter escrito &lt;em&gt;precursoras&lt;/em&gt;, porque houve personagens de carne e osso a seguir mais tarde os passos dos personagens de &lt;em&gt;La Comédie humaine&lt;/em&gt;, o que mostra que uns foram tão reais como os outros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez,</p>
<p>Eu sou um historiador pedestre, um empirista, estabeleço factos, um grande número de factos, e comparo-os. Dessa comparação resulta a formação de um quadro. Note que tanto o <em>Poder e Dinheiro</em> como o <em>Labirintos do Fascismo</em> começam pela enumeração e descrição de variantes, para que eu possa então delimitar um quadro. Tudo o que cabe dentro desse quadro, tanto os Sim como os Não, são variantes. Por isso escrevi, no <a href="https://passapalavra.info/2022/05/143354/" rel="noopener" target="_blank">artigo precedente</a>: «Os limites do possível são determinados. Isto significa que pode definir-se exactamente o impossível, podendo portanto definir-se os contornos do possível, mas dentro desses contornos o número de possibilidades é ilimitado». Nesta perspectiva eu posso ser ao mesmo tempo determinista e admitir a aleatoriedade. As determinações dizem respeito aos quadros gerais, mas no interior de cada um desses quadros há um sem número de possibilidades de realização das determinações. A imaginação é indispensável em história para concebermos essas possibilidades de realização, ou melhor, para concebermos as potencialidades que cabem em cada possibilidade. Mas imaginar o que aconteceria se as impossibilidades fossem possíveis, isso parece-me um exercício gratuito. A grande história imaginária que eu analisei, em <em>A Sociedade Burguesa de Um e Outro Lado do Espelho</em>, não resulta da imaginação de impossibilidades. Pelo contrário, Balzac criou os seus personagens no interior do estrito quadro de determinações definido naquela época e naquele lugar. Ele não inventou um quadro geral de determinações, mas gerou novas possibilidades de realização dessas determinações. Escrevi <em>novas</em>, mas devia ter escrito <em>precursoras</em>, porque houve personagens de carne e osso a seguir mais tarde os passos dos personagens de <em>La Comédie humaine</em>, o que mostra que uns foram tão reais como os outros.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Talvez		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/06/143972/#comment-846608</link>

		<dc:creator><![CDATA[Talvez]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jun 2022 14:18:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143972#comment-846608</guid>

					<description><![CDATA[João Bernardo, no que a &quot;Historiografia do Não&quot; se diferencia da história contrafactual?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo, no que a &#8220;Historiografia do Não&#8221; se diferencia da história contrafactual?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/06/143972/#comment-846534</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jun 2022 09:56:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143972#comment-846534</guid>

					<description><![CDATA[Emerson,

Há aqui uma diferença de tempos. Os Não duram pouco, porque foram possibilidades que não se efectivaram. Pelo contrário, o Sim é, por natureza, durável. O movimento revolucionário que alastrou pela Europa na sequência das insurreições nas trincheiras, e do qual o processo revolucionário russo foi um episódio, abriu um grande leque de possibilidades. Mas depois deste movimento se ter esgotado na Itália, na Alemanha e na Hungria, depois de Lenin ter selado em Brest-Litovsk o carácter nacional da revolução russa e de o último alento revolucionário se ter extinguido em Kronstadt, ficaram definidos os Não e o Sim. A partir de então ficou definido um tempo de longa duração, no interior do qual o stalinismo foi inevitável. O processo já não podia ser mudado por dentro.

Você tem razão quando evoca Spinoza, porque eu sou também um spinozista, um determinista, ao mesmo tempo que sou um leibniziano das possibilidades que têm «pretensão à existência». A conjugação destes horizontes contraditórios resulta das perspectivas que se adoptam e do ritmo de tempo em que nos situamos. Veja uma peça de Sófocles. O coro enuncia a decisão dos deuses, o destino dos personagens, as grandes determinações. E os personagens procuram sair da armadilha, iludir o destino, abrir novas possibilidades. A tragédia resulta desse choque. Em dois mil e quinhentos anos, ninguém avançou mais do que Sófocles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Emerson,</p>
<p>Há aqui uma diferença de tempos. Os Não duram pouco, porque foram possibilidades que não se efectivaram. Pelo contrário, o Sim é, por natureza, durável. O movimento revolucionário que alastrou pela Europa na sequência das insurreições nas trincheiras, e do qual o processo revolucionário russo foi um episódio, abriu um grande leque de possibilidades. Mas depois deste movimento se ter esgotado na Itália, na Alemanha e na Hungria, depois de Lenin ter selado em Brest-Litovsk o carácter nacional da revolução russa e de o último alento revolucionário se ter extinguido em Kronstadt, ficaram definidos os Não e o Sim. A partir de então ficou definido um tempo de longa duração, no interior do qual o stalinismo foi inevitável. O processo já não podia ser mudado por dentro.</p>
<p>Você tem razão quando evoca Spinoza, porque eu sou também um spinozista, um determinista, ao mesmo tempo que sou um leibniziano das possibilidades que têm «pretensão à existência». A conjugação destes horizontes contraditórios resulta das perspectivas que se adoptam e do ritmo de tempo em que nos situamos. Veja uma peça de Sófocles. O coro enuncia a decisão dos deuses, o destino dos personagens, as grandes determinações. E os personagens procuram sair da armadilha, iludir o destino, abrir novas possibilidades. A tragédia resulta desse choque. Em dois mil e quinhentos anos, ninguém avançou mais do que Sófocles.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Emerson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/06/143972/#comment-846454</link>

		<dc:creator><![CDATA[Emerson]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jun 2022 11:51:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143972#comment-846454</guid>

					<description><![CDATA[João, vou fazer uma história do Não, também, e evocar um livro não mencionado no artigo: “Crise da economia soviética”, onde você parece partir de uma perspectiva diferente para defender que “o stalinismo (…) não se deveu a qualquer evitável conjunto de circunstâncias” afirmando, contra aqueles que pretendem que a história poderia ter sido diferente, que “a história é a prova suficiente e única da sua necessidade”. Sei que aqui não há contradição alguma, pois como aprendemos com Espinosa, omnis determinatio est negatio, negação e determinação são duas faces da mesma moeda. Mas, em se tratando de um balanço da sua atividade como historiador, senti falta desse aspecto mais “determinista”, por assim dizer, presente no seu trabalho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, vou fazer uma história do Não, também, e evocar um livro não mencionado no artigo: “Crise da economia soviética”, onde você parece partir de uma perspectiva diferente para defender que “o stalinismo (…) não se deveu a qualquer evitável conjunto de circunstâncias” afirmando, contra aqueles que pretendem que a história poderia ter sido diferente, que “a história é a prova suficiente e única da sua necessidade”. Sei que aqui não há contradição alguma, pois como aprendemos com Espinosa, omnis determinatio est negatio, negação e determinação são duas faces da mesma moeda. Mas, em se tratando de um balanço da sua atividade como historiador, senti falta desse aspecto mais “determinista”, por assim dizer, presente no seu trabalho.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
