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	Comentários sobre: O domínio territorial por grupos armados na Grande Rio: Entrevista com Daniel Hirata (GENI-UFF)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Isadora Guerreiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/09/145800/#comment-862567</link>

		<dc:creator><![CDATA[Isadora Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Sep 2022 21:35:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[LL,
Sobre suas duas primeiras questões, deixo para o entrevistado responder, que entendo serem questões de metodologia da pesquisa, que não domino. Repassarei a ele. Sobre a terceira questão, sem dúvida este cenário não é uma má notícia apenas para as lutas urbanas, mas para a mobilização de classe no geral. Tenho tentado desde o início das minhas colunas aqui no PP demonstrar que lutas urbanas não são um mundo à parte em relação às demais lutas, em particular às lutas relacionadas ao mundo do trabalho. Inclusive, as dinâmicas do mundo do trabalho estão cada vez mais orgânicas às dinâmicas urbanas, com o avanço da crise da forma “clássica” de trabalho e suas transformações recentes num mundo de dominância financeira cada vez maior, onde formas de rentismo se combinam com formas simples de assalariamento. Isso se mostra também nas lutas: as mais recentes mobilizações de trabalhadores de aplicativo demonstram que as dinâmicas urbanas estão muito mais presentes dentro das articulações políticas dos Breques do que, muitas vezes, dinâmicas sindicais ou de luta por salário (como desenvolvi aqui: https://passapalavra.info/2021/09/140312/ ). Quando falamos de ascensão de um “neofascismo”, como comenta Leo V aqui, não se trata apenas de modificações dentro do mundo do trabalho e, neste sentido, as dinâmicas urbanas são fundamentais para entender e incidir sobre esse cenário.

Uma Toupeira,
As questões que você coloca são centrais e a falta de mais estudos sobre este fenômeno – da relação entre igrejas evangélicas e grupos armados – por parte da esquerda só demonstra o quanto estamos afastados das dinâmicas populares que estão dando boa parte do direcionamento da dinâmica de poder no país. Sobre sua hipótese, ela é válida não apenas porque há, por parte das forças “progressistas”, uma “reprovação das influências religiosas locais”, mas principalmente porque as novas dinâmicas populares dos territórios da classe trabalhadora no geral são ignoradas por estas “atuações progressistas”, via de regra associadas a uma luta por direitos sociais deslocada da realidade da população – que consegue emprego, acesso à educação e à moradia não pelo Estado, mas pelos agenciamentos locais entre mundo do crime, igrejas, mercado informal e ativismo empresarial. Se na esfera de cima as políticas públicas se transformam em Parcerias Público-Privadas, na esfera de baixo os direitos são serviços prestados por uma enorme rede de forças variadas, de caráter privado e privatista, muitas vezes armado, o que dificulta e muito a mobilização coletiva. Ou, melhor dizendo: altera as formas de sua mobilização, com a necessidade de novas estratégias para lidar com uma realidade reconfigurada. As igrejas evangélicas e sua ideologia da prosperidade estão dentro desta conjuntura, e sua articulação com grupos paramilitares armados configura um cenário proto-fascista – como comenta aqui Leo V – que não será a eleição presidencial que redimirá. Precisamos urgentemente caracterizar este “neofascismo” que Leo V cita, pois se há nele características dos “fascismos históricos”, há especificidades determinantes para começar a construir um enfrentamento sério, que se capilarize nos territórios.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>LL,<br />
Sobre suas duas primeiras questões, deixo para o entrevistado responder, que entendo serem questões de metodologia da pesquisa, que não domino. Repassarei a ele. Sobre a terceira questão, sem dúvida este cenário não é uma má notícia apenas para as lutas urbanas, mas para a mobilização de classe no geral. Tenho tentado desde o início das minhas colunas aqui no PP demonstrar que lutas urbanas não são um mundo à parte em relação às demais lutas, em particular às lutas relacionadas ao mundo do trabalho. Inclusive, as dinâmicas do mundo do trabalho estão cada vez mais orgânicas às dinâmicas urbanas, com o avanço da crise da forma “clássica” de trabalho e suas transformações recentes num mundo de dominância financeira cada vez maior, onde formas de rentismo se combinam com formas simples de assalariamento. Isso se mostra também nas lutas: as mais recentes mobilizações de trabalhadores de aplicativo demonstram que as dinâmicas urbanas estão muito mais presentes dentro das articulações políticas dos Breques do que, muitas vezes, dinâmicas sindicais ou de luta por salário (como desenvolvi aqui: <a href="https://passapalavra.info/2021/09/140312/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2021/09/140312/</a> ). Quando falamos de ascensão de um “neofascismo”, como comenta Leo V aqui, não se trata apenas de modificações dentro do mundo do trabalho e, neste sentido, as dinâmicas urbanas são fundamentais para entender e incidir sobre esse cenário.</p>
<p>Uma Toupeira,<br />
As questões que você coloca são centrais e a falta de mais estudos sobre este fenômeno – da relação entre igrejas evangélicas e grupos armados – por parte da esquerda só demonstra o quanto estamos afastados das dinâmicas populares que estão dando boa parte do direcionamento da dinâmica de poder no país. Sobre sua hipótese, ela é válida não apenas porque há, por parte das forças “progressistas”, uma “reprovação das influências religiosas locais”, mas principalmente porque as novas dinâmicas populares dos territórios da classe trabalhadora no geral são ignoradas por estas “atuações progressistas”, via de regra associadas a uma luta por direitos sociais deslocada da realidade da população – que consegue emprego, acesso à educação e à moradia não pelo Estado, mas pelos agenciamentos locais entre mundo do crime, igrejas, mercado informal e ativismo empresarial. Se na esfera de cima as políticas públicas se transformam em Parcerias Público-Privadas, na esfera de baixo os direitos são serviços prestados por uma enorme rede de forças variadas, de caráter privado e privatista, muitas vezes armado, o que dificulta e muito a mobilização coletiva. Ou, melhor dizendo: altera as formas de sua mobilização, com a necessidade de novas estratégias para lidar com uma realidade reconfigurada. As igrejas evangélicas e sua ideologia da prosperidade estão dentro desta conjuntura, e sua articulação com grupos paramilitares armados configura um cenário proto-fascista – como comenta aqui Leo V – que não será a eleição presidencial que redimirá. Precisamos urgentemente caracterizar este “neofascismo” que Leo V cita, pois se há nele características dos “fascismos históricos”, há especificidades determinantes para começar a construir um enfrentamento sério, que se capilarize nos territórios.</p>
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		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/09/145800/#comment-862315</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Sep 2022 20:36:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma toupeira traçou o quadro da base material (social) do futuro do Brasil: sistema jagunço e fundamentalismo religioso controlando a massa proletária urbana. E essa base social/material está atrelada à ascensão do neofascismo no Brasil. E a tendência tem sido de aprofundamento nessa direção. Mais milícias urbanas, mais fundamentalismo religioso. As expectativas de futuro são as piores possíveis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma toupeira traçou o quadro da base material (social) do futuro do Brasil: sistema jagunço e fundamentalismo religioso controlando a massa proletária urbana. E essa base social/material está atrelada à ascensão do neofascismo no Brasil. E a tendência tem sido de aprofundamento nessa direção. Mais milícias urbanas, mais fundamentalismo religioso. As expectativas de futuro são as piores possíveis.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Uma toupeira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/09/145800/#comment-862281</link>

		<dc:creator><![CDATA[Uma toupeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Sep 2022 15:48:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cara Isadora, considero esta entrevista um patrimônio da esquerda. Algo com o qual devemos refletir profundamente. Perdoe-me o anonimato, deve entender que esse debate exige certa discrição, mas gostaria de saber sua opinião ou considerações acerca do avanço das facções atreladas ao fundamentalismo religioso. Há pouco tempo, deixou de ser uma mera caricatura no discurso dos traficantes o fator religioso e passou-se a fazer da fé políticas de controle. No Morro do Dendê, no Rio de Janeiro, há poucos anos atrás o chefe de uma facção criminosa mandou depredar um terreiro de candomblé e atitudes como essa se prolongaram e expandiram para outras regiões. Em uma favela em que convivi era proibido comemorar o dia de São Cosme e Damião, pois o chefe da facção que comandava a região era evangélico. A nova moda agora é a política pela provação: o Complexo de Israel(https://extra.globo.com/casos-de-policia/traficantes-evangelicos-fecham-pacto-com-milicia-para-expandir-complexo-de-israel-24821015.html e https://revistaforum.com.br/brasil/2021/1/3/traficantes-evangelicos-do-complexo-de-israel-no-rio-proibem-religies-afro-brasileiras-88852.html) promete aliar domínio territorial com extensão dos limites da fé. Somado a isso podemos lembrar que o último censo do IBGE(2010) registrou que no Brasil o número de católicos é 3x maior do que o de evangélicos, mas no Rio de Janeiro, o número de evangélicos é de mais de 4 milhões, enquanto pouco mais de 7 milhões se identificam como católicos. Foram ignoradas aqui as outras religiosidades cristãs, porque se está considerando o público evangélico-católico como identidade. Quanto aos extratos da classe trabalhadora, nota-se que entre os entrevistados (ou registrados por terceiros) a maioria absoluta da população fluminense recebe entre meio e 2 salários mínimos. Se cheguei até aqui com esses dados (extraidos daqui: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/pesquisa/23/22107) foi porque a suposição que faço é que essa tendência de as facções buscarem no ímpeto religioso, seja como desculpa ou como mérito, sua legitimação de domínio, isso pode ditar os limites de atuações progressistas nesses territórios, visto a reprovação das influências religiosas locais e a adesão destas influências pela classe trabalhadora situada majoritariamente abaixo de dois salários mínimos, ou seja, compondo desde o grande proletariado de serviços, os microempresários da economia informal e os trabalhadores just-in-time. Não vivemos em um paraíso onde as igrejas de toda esquina professam a teologia da libertação, então fica tudo muito confuso sobre o caos em que estaremos pisando nas lutas por território em diante. A entrevistadora, o entrevistado, os editores ou os comentadores teriam alguma consideração sobre esse assunto?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Isadora, considero esta entrevista um patrimônio da esquerda. Algo com o qual devemos refletir profundamente. Perdoe-me o anonimato, deve entender que esse debate exige certa discrição, mas gostaria de saber sua opinião ou considerações acerca do avanço das facções atreladas ao fundamentalismo religioso. Há pouco tempo, deixou de ser uma mera caricatura no discurso dos traficantes o fator religioso e passou-se a fazer da fé políticas de controle. No Morro do Dendê, no Rio de Janeiro, há poucos anos atrás o chefe de uma facção criminosa mandou depredar um terreiro de candomblé e atitudes como essa se prolongaram e expandiram para outras regiões. Em uma favela em que convivi era proibido comemorar o dia de São Cosme e Damião, pois o chefe da facção que comandava a região era evangélico. A nova moda agora é a política pela provação: o Complexo de Israel(<a href="https://extra.globo.com/casos-de-policia/traficantes-evangelicos-fecham-pacto-com-milicia-para-expandir-complexo-de-israel-24821015.html" rel="nofollow ugc">https://extra.globo.com/casos-de-policia/traficantes-evangelicos-fecham-pacto-com-milicia-para-expandir-complexo-de-israel-24821015.html</a> e <a href="https://revistaforum.com.br/brasil/2021/1/3/traficantes-evangelicos-do-complexo-de-israel-no-rio-proibem-religies-afro-brasileiras-88852.html" rel="nofollow ugc">https://revistaforum.com.br/brasil/2021/1/3/traficantes-evangelicos-do-complexo-de-israel-no-rio-proibem-religies-afro-brasileiras-88852.html</a>) promete aliar domínio territorial com extensão dos limites da fé. Somado a isso podemos lembrar que o último censo do IBGE(2010) registrou que no Brasil o número de católicos é 3x maior do que o de evangélicos, mas no Rio de Janeiro, o número de evangélicos é de mais de 4 milhões, enquanto pouco mais de 7 milhões se identificam como católicos. Foram ignoradas aqui as outras religiosidades cristãs, porque se está considerando o público evangélico-católico como identidade. Quanto aos extratos da classe trabalhadora, nota-se que entre os entrevistados (ou registrados por terceiros) a maioria absoluta da população fluminense recebe entre meio e 2 salários mínimos. Se cheguei até aqui com esses dados (extraidos daqui: <a href="https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/pesquisa/23/22107" rel="nofollow ugc">https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/pesquisa/23/22107</a>) foi porque a suposição que faço é que essa tendência de as facções buscarem no ímpeto religioso, seja como desculpa ou como mérito, sua legitimação de domínio, isso pode ditar os limites de atuações progressistas nesses territórios, visto a reprovação das influências religiosas locais e a adesão destas influências pela classe trabalhadora situada majoritariamente abaixo de dois salários mínimos, ou seja, compondo desde o grande proletariado de serviços, os microempresários da economia informal e os trabalhadores just-in-time. Não vivemos em um paraíso onde as igrejas de toda esquina professam a teologia da libertação, então fica tudo muito confuso sobre o caos em que estaremos pisando nas lutas por território em diante. A entrevistadora, o entrevistado, os editores ou os comentadores teriam alguma consideração sobre esse assunto?</p>
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		<title>
		Por: LL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/09/145800/#comment-862259</link>

		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Sep 2022 13:31:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente entrevista!
Fiquei com três questões.
A primeira é sobre a agregação das milícias como um bloco e a desagregação do tráfico em organizações específicas. Isso ocorre pois sabe-se melhor as diferenças entre os comandos e menos entre as milícias? Ou do ponto de vista da disputa territorial isso se justifica? Os grupos milicianos não disputam entre si, ou ainda a forma de ocupação que eles exercem é muito semelhante, enquanto a do tráfico varia de acordo com grupo?
A segunda questão é o critério para considerar uma área sobre domínio. As seguranças privadas com ligações ao aparato estatal são muito atuantes no centro e na zona sula carioca, isso ganhou um destaque maior agora com o recente caso do roubo encomendado na Lapa, mas não é de hoje que comerciantes são extorquidos em Ipanema ou Copacabana para pagar taxas como essas. Isso entraria como área controlado, ou esse domínio ainda é considerado incipiente?
Por fim a terceira questão tem a ver com parte de uma entrevista recente do Raúl Zibechi, em que ele fala da importância dos espaços de convivência da classe trabalhadora para sua organização política, que não se daria apenas no espaço sindical, mas a partir da construção desses laços nos territórios. Seguindo esse raciocínio cabe se pensar em que medida o domínio armado de setores da cidade não seria apenas desmobilizador de mobilizações da assim chamada luta urbana, mas também produziria um efeito na desorganização de demais mobilizações da classe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente entrevista!<br />
Fiquei com três questões.<br />
A primeira é sobre a agregação das milícias como um bloco e a desagregação do tráfico em organizações específicas. Isso ocorre pois sabe-se melhor as diferenças entre os comandos e menos entre as milícias? Ou do ponto de vista da disputa territorial isso se justifica? Os grupos milicianos não disputam entre si, ou ainda a forma de ocupação que eles exercem é muito semelhante, enquanto a do tráfico varia de acordo com grupo?<br />
A segunda questão é o critério para considerar uma área sobre domínio. As seguranças privadas com ligações ao aparato estatal são muito atuantes no centro e na zona sula carioca, isso ganhou um destaque maior agora com o recente caso do roubo encomendado na Lapa, mas não é de hoje que comerciantes são extorquidos em Ipanema ou Copacabana para pagar taxas como essas. Isso entraria como área controlado, ou esse domínio ainda é considerado incipiente?<br />
Por fim a terceira questão tem a ver com parte de uma entrevista recente do Raúl Zibechi, em que ele fala da importância dos espaços de convivência da classe trabalhadora para sua organização política, que não se daria apenas no espaço sindical, mas a partir da construção desses laços nos territórios. Seguindo esse raciocínio cabe se pensar em que medida o domínio armado de setores da cidade não seria apenas desmobilizador de mobilizações da assim chamada luta urbana, mas também produziria um efeito na desorganização de demais mobilizações da classe.</p>
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