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	Comentários sobre: Nós precisamos de mártires: as origens do movimento antifraude e do fascismo brasileiro (4)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Igor		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Feb 2023 11:43:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Agradeço a leitura e os comentários de todos, e a oportunidade de publicar aqui.
De fato, não me aprofundei, no texto, sobre a Ucrânia - há somente um parágrafo sobre o país, que, na minha opinião, de modo algum permite conclusões como &quot;a Ucrânia invadiu a Rússia&quot;. É evidente que o governo russo é culpado pela guerra, o que não muda o fato de que grupos de extrema direita ucranianos se beneficiam desse contexto. Sobre seu papel ao longo do Maidan, indico o estudo de 2018 feito por Volodymyr Ishchenko, que consta no corpo do texto. Recomendo, também, uma entrevista de Ishchenko do ano passado, quando ele comentou, dentre outras coisas, sobre a instrumentalização do caos feita por esses grupos após a invasão russa:
&quot;Em caso de guerra prolongada, haveria uma destruição progressiva do Estado e das instituições militares ucranianas, o que daria mais oportunidades para que grupos radicais tomassem as rédeas. Quanto mais mortos e feridos entre a população, e quanto mais destruição, causados pela invasão russa, maior será também o ódio. E os movimentos que centram sua retórica no ódio e capitalizam o ódio com mais facilidade, certamente crescerão nesse cenário. Aqueles que falam de fazer da Ucrânia um novo Afeganistão para as tropas russas [em referência à derrota soviética de 1989 e americana de 2021], aqueles que dizem que é preciso preparar-se para resistir a uma guerra de longa duração, estão abrindo a porta pela qual as forças de extrema-direita entrarão para assumir o controlo. Vai acontecer exatamente como aconteceu no Oriente Médio: o colapso das instituições estatais causado pela invasão estrangeira no Iraque, e o colapso institucional na Líbia e na Síria, criaram o espaço para que grupos extremistas tomassem o poder em vastas zonas desses países, com consequências funestas.&quot; (Volodymyr Ishchenko: “Esta guerra não era inevitável”. https://esquerdaonline.com.br/2022/04/04/volodymyr-ishchenko-esta-guerra-nao-era-inevitavel/).
Meu ponto é: existe uma vertente política de atuação global cujo principal projeto é a normalização da violência extrema para fins reacionários. Esse projeto se constrói processualmente, e, nas últimas duas décadas, alegações de fraude eleitoral tornaram-se uma forma usual de colocá-lo ou mantê-lo em movimento. Trouxe o exemplo ucraniano pois, além de apontar algumas das referências e conexões transnacionais dos fascistas brasileiros, ele ilustra algo que argumentei ao longo da série para o caso do Brasil: as mais radicais agremiações e atores da direita estiveram no nascimento e no centro das crises políticas (com o tempo, transformadas em disrupções) que eclodiram recentemente em seus países. Isso não quer dizer que eles foram os únicos responsáveis por tais processos, mas julgo ser importante discutir seu papel, convenientemente ignorado por muitos. Como diz Ishchenko (na pesquisa que referenciei), em relação a membros do mais violento dentre os grupos que atuaram na Ucrânia em 2013 e 2014, &quot;os líderes do Setor Direito nunca esconderam que exploraram conscientemente uma oportunidade política aberta pela mobilização de massas contra Yanukovych e a escalada da repressão, a fim de radicalizar o Maidan para que ele perseguisse sua agenda da &quot;revolução nacional&quot;.&quot;
Enfatizo que, até onde sei, a mobilização da pauta antifraude tem uma ligação bastante marginal com o Maidan, muito diferente do que ocorreu durante a Revolução Laranja. Nos anos 2010, podemos considerá-la uma nota de rodapé da longa história da crise ucraniana. Ainda assim, acho interessante &quot;recuperar&quot; essa nota, já que ela nos permite enxergar o caráter processual do avanço da extrema direita e da oposição, cada vez mais violenta, ao antigo governo da Ucrânia.  ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agradeço a leitura e os comentários de todos, e a oportunidade de publicar aqui.<br />
De fato, não me aprofundei, no texto, sobre a Ucrânia &#8211; há somente um parágrafo sobre o país, que, na minha opinião, de modo algum permite conclusões como &#8220;a Ucrânia invadiu a Rússia&#8221;. É evidente que o governo russo é culpado pela guerra, o que não muda o fato de que grupos de extrema direita ucranianos se beneficiam desse contexto. Sobre seu papel ao longo do Maidan, indico o estudo de 2018 feito por Volodymyr Ishchenko, que consta no corpo do texto. Recomendo, também, uma entrevista de Ishchenko do ano passado, quando ele comentou, dentre outras coisas, sobre a instrumentalização do caos feita por esses grupos após a invasão russa:<br />
&#8220;Em caso de guerra prolongada, haveria uma destruição progressiva do Estado e das instituições militares ucranianas, o que daria mais oportunidades para que grupos radicais tomassem as rédeas. Quanto mais mortos e feridos entre a população, e quanto mais destruição, causados pela invasão russa, maior será também o ódio. E os movimentos que centram sua retórica no ódio e capitalizam o ódio com mais facilidade, certamente crescerão nesse cenário. Aqueles que falam de fazer da Ucrânia um novo Afeganistão para as tropas russas [em referência à derrota soviética de 1989 e americana de 2021], aqueles que dizem que é preciso preparar-se para resistir a uma guerra de longa duração, estão abrindo a porta pela qual as forças de extrema-direita entrarão para assumir o controlo. Vai acontecer exatamente como aconteceu no Oriente Médio: o colapso das instituições estatais causado pela invasão estrangeira no Iraque, e o colapso institucional na Líbia e na Síria, criaram o espaço para que grupos extremistas tomassem o poder em vastas zonas desses países, com consequências funestas.&#8221; (Volodymyr Ishchenko: “Esta guerra não era inevitável”. <a href="https://esquerdaonline.com.br/2022/04/04/volodymyr-ishchenko-esta-guerra-nao-era-inevitavel/" rel="nofollow ugc">https://esquerdaonline.com.br/2022/04/04/volodymyr-ishchenko-esta-guerra-nao-era-inevitavel/</a>).<br />
Meu ponto é: existe uma vertente política de atuação global cujo principal projeto é a normalização da violência extrema para fins reacionários. Esse projeto se constrói processualmente, e, nas últimas duas décadas, alegações de fraude eleitoral tornaram-se uma forma usual de colocá-lo ou mantê-lo em movimento. Trouxe o exemplo ucraniano pois, além de apontar algumas das referências e conexões transnacionais dos fascistas brasileiros, ele ilustra algo que argumentei ao longo da série para o caso do Brasil: as mais radicais agremiações e atores da direita estiveram no nascimento e no centro das crises políticas (com o tempo, transformadas em disrupções) que eclodiram recentemente em seus países. Isso não quer dizer que eles foram os únicos responsáveis por tais processos, mas julgo ser importante discutir seu papel, convenientemente ignorado por muitos. Como diz Ishchenko (na pesquisa que referenciei), em relação a membros do mais violento dentre os grupos que atuaram na Ucrânia em 2013 e 2014, &#8220;os líderes do Setor Direito nunca esconderam que exploraram conscientemente uma oportunidade política aberta pela mobilização de massas contra Yanukovych e a escalada da repressão, a fim de radicalizar o Maidan para que ele perseguisse sua agenda da &#8220;revolução nacional&#8221;.&#8221;<br />
Enfatizo que, até onde sei, a mobilização da pauta antifraude tem uma ligação bastante marginal com o Maidan, muito diferente do que ocorreu durante a Revolução Laranja. Nos anos 2010, podemos considerá-la uma nota de rodapé da longa história da crise ucraniana. Ainda assim, acho interessante &#8220;recuperar&#8221; essa nota, já que ela nos permite enxergar o caráter processual do avanço da extrema direita e da oposição, cada vez mais violenta, ao antigo governo da Ucrânia.  </p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: LL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/02/147643/#comment-882172</link>

		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Feb 2023 10:52:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Infelizmente em relação à Ucrânia o autor não teve o mesmo cuidado de consulta de materiais e fontes que teve em relação ao movimento brasileiro.
Um bom repertório sobre as organizações de direita na Ucrânia está presente nesta série: https://passapalavra.info/2022/04/142974/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Infelizmente em relação à Ucrânia o autor não teve o mesmo cuidado de consulta de materiais e fontes que teve em relação ao movimento brasileiro.<br />
Um bom repertório sobre as organizações de direita na Ucrânia está presente nesta série: <a href="https://passapalavra.info/2022/04/142974/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2022/04/142974/</a></p>
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		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/02/147643/#comment-882049</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2023 12:34:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nem mesmo a narrativa putinista padrão corrobora com o que foi dito neste artigo, só se a OTAN for de extrema-direita fascista. Fica a impressão - lembrou o Leo V no comentário acima - de que a Ucrânia tenha invadido a Rússia, mas foi o contrário. Salvo esse lapso do autor na última parte, parabenizo o autor pela série.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem mesmo a narrativa putinista padrão corrobora com o que foi dito neste artigo, só se a OTAN for de extrema-direita fascista. Fica a impressão &#8211; lembrou o Leo V no comentário acima &#8211; de que a Ucrânia tenha invadido a Rússia, mas foi o contrário. Salvo esse lapso do autor na última parte, parabenizo o autor pela série.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/02/147643/#comment-881971</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2023 20:50:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os artigos que compõem essa série são excelentes, porém, quem ler essa quarta e última parte,  vai ter uma ideia equivocada do que aconteceu na Ucrânia. Ficou parecendo que a violência partiu de manifestantes de extrema direita que estavam organizados para derrubar um governo eleito, quando as manifestações contra o governo eram muito maiores que a extrema direita, participando dela militantes e grupos de esquerda também. E a violência dos manifestantes (de fato protagonizada aí sim por grupos de extrema direita que estavam melhor organizados para isso) foi uma reação à violência estatal. Pelo que está escrito fica parecendo também que a invasão da Rússia na Ucrânia tem algum relação com grupos de extrema direita na Ucrânia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os artigos que compõem essa série são excelentes, porém, quem ler essa quarta e última parte,  vai ter uma ideia equivocada do que aconteceu na Ucrânia. Ficou parecendo que a violência partiu de manifestantes de extrema direita que estavam organizados para derrubar um governo eleito, quando as manifestações contra o governo eram muito maiores que a extrema direita, participando dela militantes e grupos de esquerda também. E a violência dos manifestantes (de fato protagonizada aí sim por grupos de extrema direita que estavam melhor organizados para isso) foi uma reação à violência estatal. Pelo que está escrito fica parecendo também que a invasão da Rússia na Ucrânia tem algum relação com grupos de extrema direita na Ucrânia.</p>
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