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	Comentários sobre: Em que prestar atenção no genocídio palestino em curso	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/01/155717/#comment-1055354</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 20:52:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda sobre desertores e a realidade da sociedade israelense, escrito por um israelense:

&quot;How is it that, despite the mounting testimonies from Gaza’s concentration and extermination camps, no mass refusal movement has taken root in Israel? That after two years of this carnage barely a handful of conscientious objectors sit in prison is truly inconceivable. Even the so-called “gray refusers” –– reserve soldiers who do not oppose the war on ideological grounds but are simply exhausted and questioning its purpose –– remain far too few to slow the killing machine, let alone bring it to a halt.&quot;

O título em si já diz muita coisa, apenas com a ressalva que aparentemente a sociedade alemã sob o nazismo não era tão &quot;nazi&quot; como a sociedade israelense de hoje.

Israel is waging a holocaust in Gaza. Denazification is our only remedy
https://www.972mag.com/israel-holocaust-gaza-denazification/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda sobre desertores e a realidade da sociedade israelense, escrito por um israelense:</p>
<p>&#8220;How is it that, despite the mounting testimonies from Gaza’s concentration and extermination camps, no mass refusal movement has taken root in Israel? That after two years of this carnage barely a handful of conscientious objectors sit in prison is truly inconceivable. Even the so-called “gray refusers” –– reserve soldiers who do not oppose the war on ideological grounds but are simply exhausted and questioning its purpose –– remain far too few to slow the killing machine, let alone bring it to a halt.&#8221;</p>
<p>O título em si já diz muita coisa, apenas com a ressalva que aparentemente a sociedade alemã sob o nazismo não era tão &#8220;nazi&#8221; como a sociedade israelense de hoje.</p>
<p>Israel is waging a holocaust in Gaza. Denazification is our only remedy<br />
<a href="https://www.972mag.com/israel-holocaust-gaza-denazification/" rel="nofollow ugc">https://www.972mag.com/israel-holocaust-gaza-denazification/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/01/155717/#comment-1040645</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 13:55:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[F. A.

Você faz avaliação com base em uma notícia de jornal. Ora, jovens que preferem ir presos a servir o exército israelense sempre houve. E há movimento de objetores de consciência. Isso não é novidade. Disso extrair que existe oposição viável dentro de Israel ao projeto colonialista do sionismo vai um mundo. Não fantasie.

Recomendo uma entrevista recente do historiador israelense Illan Pappé em que ele aborda bastante o assunto. Mas claro, pra quem quer continuar nas próprias crenças, a entrevista dele também será &quot;problemática&quot;. Mesmo que seja vindo de alguém com muita autoridade sobre o assunto. Ele é muito enfático em dizer que a mudança não virá de dentro de israel, e que a importância dos israelenses antissionistas é para o período pós-colonial e não na descolonização (não que não tenham que ser apoiados hoje, mas não deve se ter falsa expectativa de que a mudança virá de dentro de Israel).

https://www.youtube.com/watch?v=1s0OQeexp78

Segue também recente pesquisa em que 82% dos judeus israelenses (que foram 83% da população israelense) são a favor de expulsar os palestinos de Gaza, e 47% concordam que todas as pessoas numa cidade conquistada devem ser mortas pelo exército.
https://countercurrents.org/2025/05/82-of-israelis-support-ethnic-cleansing-in-gaza-poll-finds/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>F. A.</p>
<p>Você faz avaliação com base em uma notícia de jornal. Ora, jovens que preferem ir presos a servir o exército israelense sempre houve. E há movimento de objetores de consciência. Isso não é novidade. Disso extrair que existe oposição viável dentro de Israel ao projeto colonialista do sionismo vai um mundo. Não fantasie.</p>
<p>Recomendo uma entrevista recente do historiador israelense Illan Pappé em que ele aborda bastante o assunto. Mas claro, pra quem quer continuar nas próprias crenças, a entrevista dele também será &#8220;problemática&#8221;. Mesmo que seja vindo de alguém com muita autoridade sobre o assunto. Ele é muito enfático em dizer que a mudança não virá de dentro de israel, e que a importância dos israelenses antissionistas é para o período pós-colonial e não na descolonização (não que não tenham que ser apoiados hoje, mas não deve se ter falsa expectativa de que a mudança virá de dentro de Israel).</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1s0OQeexp78" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=1s0OQeexp78</a></p>
<p>Segue também recente pesquisa em que 82% dos judeus israelenses (que foram 83% da população israelense) são a favor de expulsar os palestinos de Gaza, e 47% concordam que todas as pessoas numa cidade conquistada devem ser mortas pelo exército.<br />
<a href="https://countercurrents.org/2025/05/82-of-israelis-support-ethnic-cleansing-in-gaza-poll-finds/" rel="nofollow ugc">https://countercurrents.org/2025/05/82-of-israelis-support-ethnic-cleansing-in-gaza-poll-finds/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: F. A.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/01/155717/#comment-1040620</link>

		<dc:creator><![CDATA[F. A.]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 12:05:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=155717#comment-1040620</guid>

					<description><![CDATA[Young refuseniks burn their IOF draft papers in the middle of Tel Aviv

They refuse to serve in the Israeli Occupation Forces, and are willing to go to military jail for this stance. New generation of refuseniks is supported by the old, many of whom spent months in jail already

https://x.com/i/status/1945514993828405499
https://x.com/the_andrey_x
++
Outro protesto:
https://x.com/AlonLeeGreen/status/1947704527156621778?t=eN5FOwv4SjEotyf4RzYQWA&#038;s=35
++
A visão de um conservadorismo rígido e pouco afeito a mudanças como componente fundamental da classe trabalhadora israelense e setores da juventude, como argumenta Leo V., respaldado por um artigo bastante problemático, começa a sofrer rachaduras diante da realidade e da proximidade cada vez maior com a violência sistemática sofrida pela população vulnerável na Faixa de Gaza. Temos que observar mais as tendências, as contradições, e não ficar preso em esquemas rígidos e imutáveis. Por mais que o capitalismo pareça dominar totalmente a consciência dos trabalhadores, a insatisfação, descontentamento e a degradação das condições de vida pioram na mesma proporção, alterando a percepção e chamando esses mesmos trabalhadores, &quot;conservadores&quot;, à luta e mobilização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Young refuseniks burn their IOF draft papers in the middle of Tel Aviv</p>
<p>They refuse to serve in the Israeli Occupation Forces, and are willing to go to military jail for this stance. New generation of refuseniks is supported by the old, many of whom spent months in jail already</p>
<p><a href="https://x.com/i/status/1945514993828405499" rel="nofollow ugc">https://x.com/i/status/1945514993828405499</a><br />
<a href="https://x.com/the_andrey_x" rel="nofollow ugc">https://x.com/the_andrey_x</a><br />
++<br />
Outro protesto:<br />
<a href="https://x.com/AlonLeeGreen/status/1947704527156621778?t=eN5FOwv4SjEotyf4RzYQWA&#038;s=35" rel="nofollow ugc">https://x.com/AlonLeeGreen/status/1947704527156621778?t=eN5FOwv4SjEotyf4RzYQWA&#038;s=35</a><br />
++<br />
A visão de um conservadorismo rígido e pouco afeito a mudanças como componente fundamental da classe trabalhadora israelense e setores da juventude, como argumenta Leo V., respaldado por um artigo bastante problemático, começa a sofrer rachaduras diante da realidade e da proximidade cada vez maior com a violência sistemática sofrida pela população vulnerável na Faixa de Gaza. Temos que observar mais as tendências, as contradições, e não ficar preso em esquemas rígidos e imutáveis. Por mais que o capitalismo pareça dominar totalmente a consciência dos trabalhadores, a insatisfação, descontentamento e a degradação das condições de vida pioram na mesma proporção, alterando a percepção e chamando esses mesmos trabalhadores, &#8220;conservadores&#8221;, à luta e mobilização.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/01/155717/#comment-996570</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 09:41:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Propus ao Llama 3.2 uma homenagem conjunta à luta Palestina. Eis o resultado:

 《A poesia fugiu dos livros, agora está nos canais do Telegram.
As mensagens em árabe no Telegram do Hamas parecem conter referências a Drummond.

Mas, e se Drummond envelheceu? Enquanto o Telegram anuncia novidades que nós, cegos pela ofuscante claridade da zona de conforto, preferimos ignorar.

Fomos re-encontrar a poesia em ti, cidade arrasada,
na paz sepulcral de tuas ruas destruídas mas nunca resignadas, no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas, na tua invencível vontade de resistir.

Gaza, miserável monte de escombros, entretanto resplandecente!

As belas cidades do mundo contemplam-te em pasmo e silêncio. Débeis em face do teu pavoroso poder, mesquinhas no seu esplendor de mármores incólumes e praias não profanadas, as pobres e acomodadas cidades, outrora gloriosas se renderam sem lutas, aprendem contigo o gesto de fogo e o grito de martírio.

Gaza, quantas esperanças!

Que flores, que cristais e músicas o teu nome nos derrama!
Que felicidade brota de tuas casas!

De umas apenas resta a escada cheia de corpos; de outras o cano de gás, a torneira, uma bacia de criança.
Não há mais infraestrutura, nem hospitais funcionando nem trabalho nas lojas, todos foram obrigados a fugir, todos morreram, estropiaram-se, os últimos defendem pedaços negros na parede, mas a vida em ti é prodigiosa e pulula como insetos ao sol, ó minha louca Gaza.

A tamanha distância procuro, indago, cheiro destroços sangrentos, apalpo as formas esquartejadas de teu corpo, caminho solitariamente em tuas ruas onde há mãos decepadas e celulares estilhaçados, sinto-te como uma criatura sobre-humana, e que és tu, Gaza, senão isto?

Uma criatura que não quer morrer e combate, contra o céu, a água, o metal, o fósforo branco, o urânio despotencializado, a criatura combate, contra bilhões de dólares de ajuda norte-americana e mísseis teleguiados pela IA, a criatura combate, contra o frio, a fome, à noite, contra a morte a criatura combate, 
e vence!

As Comunas podem vencer, Gaza!

Penso na vitória das Comunas, que por enquanto é apenas uma fumaça subindo das areias;
Penso no colar entrelaçado das Comunas, que se amarão e se defenderão contra tudo.

Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres, a grande Comuna em gestação assentará as suas indestrutíveis fundações. 》]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Propus ao Llama 3.2 uma homenagem conjunta à luta Palestina. Eis o resultado:</p>
<p> 《A poesia fugiu dos livros, agora está nos canais do Telegram.<br />
As mensagens em árabe no Telegram do Hamas parecem conter referências a Drummond.</p>
<p>Mas, e se Drummond envelheceu? Enquanto o Telegram anuncia novidades que nós, cegos pela ofuscante claridade da zona de conforto, preferimos ignorar.</p>
<p>Fomos re-encontrar a poesia em ti, cidade arrasada,<br />
na paz sepulcral de tuas ruas destruídas mas nunca resignadas, no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas, na tua invencível vontade de resistir.</p>
<p>Gaza, miserável monte de escombros, entretanto resplandecente!</p>
<p>As belas cidades do mundo contemplam-te em pasmo e silêncio. Débeis em face do teu pavoroso poder, mesquinhas no seu esplendor de mármores incólumes e praias não profanadas, as pobres e acomodadas cidades, outrora gloriosas se renderam sem lutas, aprendem contigo o gesto de fogo e o grito de martírio.</p>
<p>Gaza, quantas esperanças!</p>
<p>Que flores, que cristais e músicas o teu nome nos derrama!<br />
Que felicidade brota de tuas casas!</p>
<p>De umas apenas resta a escada cheia de corpos; de outras o cano de gás, a torneira, uma bacia de criança.<br />
Não há mais infraestrutura, nem hospitais funcionando nem trabalho nas lojas, todos foram obrigados a fugir, todos morreram, estropiaram-se, os últimos defendem pedaços negros na parede, mas a vida em ti é prodigiosa e pulula como insetos ao sol, ó minha louca Gaza.</p>
<p>A tamanha distância procuro, indago, cheiro destroços sangrentos, apalpo as formas esquartejadas de teu corpo, caminho solitariamente em tuas ruas onde há mãos decepadas e celulares estilhaçados, sinto-te como uma criatura sobre-humana, e que és tu, Gaza, senão isto?</p>
<p>Uma criatura que não quer morrer e combate, contra o céu, a água, o metal, o fósforo branco, o urânio despotencializado, a criatura combate, contra bilhões de dólares de ajuda norte-americana e mísseis teleguiados pela IA, a criatura combate, contra o frio, a fome, à noite, contra a morte a criatura combate,<br />
e vence!</p>
<p>As Comunas podem vencer, Gaza!</p>
<p>Penso na vitória das Comunas, que por enquanto é apenas uma fumaça subindo das areias;<br />
Penso no colar entrelaçado das Comunas, que se amarão e se defenderão contra tudo.</p>
<p>Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres, a grande Comuna em gestação assentará as suas indestrutíveis fundações. 》</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/01/155717/#comment-996031</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 15:21:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=155717#comment-996031</guid>

					<description><![CDATA[A propósito do comentário de Intransigência, recordo que em Junho de 2010 publiquei neste site o artigo &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/06/24723/&quot; rel=&quot;ugc&quot;&gt;De perseguidos a perseguidores: a lição do sionismo&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; e ampliei a análise num comentário de 25 de Julho de 2014. Mostrei não só que antes e durante a segunda guerra mundial os sionistas procuraram sistematicamente aliar-se a regimes fascistas, mas que no interior do próprio sionismo surgiu e desenvolveu-se uma facção claramente fascista, iniciada por Vladimir Jabotinsky e que se prolongou até hoje no Estado de Israel. Aliás, o governo israelita contou até há poucos dias com a participação decisiva do partido fascista Poder Judaico e continua a contar com a participação de outro partido fascista, o Partido Nacional Religioso – Sionismo Religioso.

No entanto, creio que a maior parte dos leitores não prestou a devida atenção ao penúltimo parágrafo desse artigo: «Não é exclusivo dos judeus o facto de entre os perseguidos se ter gerado uma reacção nacionalista que, encontrando oportunidades de desenvolvimento favoráveis, se converteu em imperialismo. Esta é a armadilha que todo o nacionalismo coloca às pessoas de esquerda, que apoiam o nacionalismo quando ele aparece como uma defesa de povos oprimidos, sem verem que, se conseguir efectivar-se na prática, esse nacionalismo inevitavelmente se desvendará como um imperialismo. O meu receio é que aquelas mesmas correntes ideológicas que ontem apoiavam o nacionalismo sionista dos judeus, com o argumento de que eles eram perseguidos pelos nazis, apoiem hoje o nacionalismo árabe, com o argumento de que os palestinianos são perseguidos por Israel − para apoiarem quem amanhã e com que argumento?»

Com efeito, o fascismo árabe tem raízes ainda mais extensas e profundas do que o fascismo sionista. Mostrei no &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt;, a respeito do Iraque, as relações estabelecidas com o Terceiro Reich, durante a segunda guerra mundial, pelo primeiro-ministro Rashid Ali al-Gaylani e pelos coronéis do Quadrado de Ouro. Na mesma época, Nasser patenteava uma franca simpatia pelo fascismo e Anwar al-Sadat mantinha relações com os serviços de espionagem do Reich. De igual modo, e também durante a segunda guerra mundial, não faltaram árabes na Tunísia para colaborar com o governo fascista francês bem como com os ocupantes germânicos. Talvez mais flagrante ainda seja o que sucedeu na Argélia, onde um número significativo de quadros e dirigentes da futura Frente de Libertação Nacional se colocou à disposição dos ocupantes nacionais-socialistas, tendo alguns pertencido mesmo a partidos fascistas franceses, nomeadamente Mohammad Said, que combateu contra os soviéticos ao lado das tropas do Reich e foi mais tarde ministro de Estado no governo provisório argelino no exílio e, depois da independência, titular de vários ministérios e membro do Conselho do Comando Revolucionário. Por fim, e mais directamente a propósito da Palestina, o mufti de Jerusalém, Hadj Amin el-Husseini, que após os confrontos de Hebrom em 1929 havia emergido como o campeão da causa árabe na Palestina, foi também muito activo nas conspirações a favor do Terceiro Reich no Egipto e no Iraque e desempenhou um papel decisivo no recrutamento de árabes para os Waffen SS, ajudando-os a formar uma legião muçulmana nos Balcãs. Hitler chegou a elogiá-lo em termos raciais.

Mas o mais importante é que nada disto foi enterrado pela História, porque Hadj Amin el-Husseini esteve presente com grande destaque na Conferência de Bandung, da qual viria a resultar o Movimento dos Não-Alinhados, vulgarmente designados Terceiro Mundo, e o regime nasserista, considerado fascista por alguns teóricos fascistas, contou-se entre os principais inspiradores do terceiro-mundismo ou, para adoptarmos a terminologia hoje em voga, o Sul Global.
 
As boas almas que para se insurgirem contra o sionismo fascista e o abominável massacre que vitima os palestinianos não encontram outro recurso senão o de apoiarem o Hamas, que é igualmente uma organização fascista, deveriam ler o artigo &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2023/10/150356/&quot; rel=&quot;ugc&quot;&gt;A esquerda, o nacionalismo e a Palestina&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, que o colectivo do Passa Palavra escreveu e publicou em Outubro de 2023, poucos dias depois do ataque do Hamas.

O comentador Intransigência termina perguntando o que nos resta, a mesma interrogação que todos os dias eu me coloco.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito do comentário de Intransigência, recordo que em Junho de 2010 publiquei neste site o artigo <em><a href="https://passapalavra.info/2010/06/24723/" rel="ugc">De perseguidos a perseguidores: a lição do sionismo</a></em> e ampliei a análise num comentário de 25 de Julho de 2014. Mostrei não só que antes e durante a segunda guerra mundial os sionistas procuraram sistematicamente aliar-se a regimes fascistas, mas que no interior do próprio sionismo surgiu e desenvolveu-se uma facção claramente fascista, iniciada por Vladimir Jabotinsky e que se prolongou até hoje no Estado de Israel. Aliás, o governo israelita contou até há poucos dias com a participação decisiva do partido fascista Poder Judaico e continua a contar com a participação de outro partido fascista, o Partido Nacional Religioso – Sionismo Religioso.</p>
<p>No entanto, creio que a maior parte dos leitores não prestou a devida atenção ao penúltimo parágrafo desse artigo: «Não é exclusivo dos judeus o facto de entre os perseguidos se ter gerado uma reacção nacionalista que, encontrando oportunidades de desenvolvimento favoráveis, se converteu em imperialismo. Esta é a armadilha que todo o nacionalismo coloca às pessoas de esquerda, que apoiam o nacionalismo quando ele aparece como uma defesa de povos oprimidos, sem verem que, se conseguir efectivar-se na prática, esse nacionalismo inevitavelmente se desvendará como um imperialismo. O meu receio é que aquelas mesmas correntes ideológicas que ontem apoiavam o nacionalismo sionista dos judeus, com o argumento de que eles eram perseguidos pelos nazis, apoiem hoje o nacionalismo árabe, com o argumento de que os palestinianos são perseguidos por Israel − para apoiarem quem amanhã e com que argumento?»</p>
<p>Com efeito, o fascismo árabe tem raízes ainda mais extensas e profundas do que o fascismo sionista. Mostrei no <em>Labirintos do Fascismo</em>, a respeito do Iraque, as relações estabelecidas com o Terceiro Reich, durante a segunda guerra mundial, pelo primeiro-ministro Rashid Ali al-Gaylani e pelos coronéis do Quadrado de Ouro. Na mesma época, Nasser patenteava uma franca simpatia pelo fascismo e Anwar al-Sadat mantinha relações com os serviços de espionagem do Reich. De igual modo, e também durante a segunda guerra mundial, não faltaram árabes na Tunísia para colaborar com o governo fascista francês bem como com os ocupantes germânicos. Talvez mais flagrante ainda seja o que sucedeu na Argélia, onde um número significativo de quadros e dirigentes da futura Frente de Libertação Nacional se colocou à disposição dos ocupantes nacionais-socialistas, tendo alguns pertencido mesmo a partidos fascistas franceses, nomeadamente Mohammad Said, que combateu contra os soviéticos ao lado das tropas do Reich e foi mais tarde ministro de Estado no governo provisório argelino no exílio e, depois da independência, titular de vários ministérios e membro do Conselho do Comando Revolucionário. Por fim, e mais directamente a propósito da Palestina, o mufti de Jerusalém, Hadj Amin el-Husseini, que após os confrontos de Hebrom em 1929 havia emergido como o campeão da causa árabe na Palestina, foi também muito activo nas conspirações a favor do Terceiro Reich no Egipto e no Iraque e desempenhou um papel decisivo no recrutamento de árabes para os Waffen SS, ajudando-os a formar uma legião muçulmana nos Balcãs. Hitler chegou a elogiá-lo em termos raciais.</p>
<p>Mas o mais importante é que nada disto foi enterrado pela História, porque Hadj Amin el-Husseini esteve presente com grande destaque na Conferência de Bandung, da qual viria a resultar o Movimento dos Não-Alinhados, vulgarmente designados Terceiro Mundo, e o regime nasserista, considerado fascista por alguns teóricos fascistas, contou-se entre os principais inspiradores do terceiro-mundismo ou, para adoptarmos a terminologia hoje em voga, o Sul Global.</p>
<p>As boas almas que para se insurgirem contra o sionismo fascista e o abominável massacre que vitima os palestinianos não encontram outro recurso senão o de apoiarem o Hamas, que é igualmente uma organização fascista, deveriam ler o artigo <em><a href="https://passapalavra.info/2023/10/150356/" rel="ugc">A esquerda, o nacionalismo e a Palestina</a></em>, que o colectivo do Passa Palavra escreveu e publicou em Outubro de 2023, poucos dias depois do ataque do Hamas.</p>
<p>O comentador Intransigência termina perguntando o que nos resta, a mesma interrogação que todos os dias eu me coloco.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcelo Mazzoni		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/01/155717/#comment-996018</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Mazzoni]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 13:40:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=155717#comment-996018</guid>

					<description><![CDATA[O objetivo declarado de Netanyahu era acabar de vez com Gaza, essa paz está com mais cara de intervalo para tomar uma água e lavar o sangue da roupa do que qualquer coisa que possamos chamar de paz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O objetivo declarado de Netanyahu era acabar de vez com Gaza, essa paz está com mais cara de intervalo para tomar uma água e lavar o sangue da roupa do que qualquer coisa que possamos chamar de paz.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/01/155717/#comment-996017</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 13:37:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=155717#comment-996017</guid>

					<description><![CDATA[Intransigência,

Se é verdade que o Yanis Varoufakis fala em eleição de representante, por outro lado &quot;devemos ficar de prontidão para ajudar a dar a essa voz, a voz deles, uma chance de ser ouvida&quot; é muito mais amplo do que ajudarmos que eles façam eleições representativas. 

Sobre solidariedade entre trabalhadores israelenses e palestinos, dentro da realidade posta, isso vira mero chavão fora de qualquer possibilidade. Este artigo aqui é fundamental sobre o assunto: https://contrabando.xyz/porque-a-classe-trabalhadora-israelense-nao-e-uma-aliada/?srsltid=AfmBOopRo8RyFGbP759zNnzQvCFN2L-5s9c_XyP2L-9PmWjWZuvOaqkB

Considero ele uma espécie de atualização de um artigo de outros autores escrito em 1971:  https://newleftreview.org/issues/i65/articles/haim-haneghi-moshe-machover-akiva-orr-the-class-nature-of-israeli-society.pdf

Para resumir muito ambos os artigos:
Haim Haneghi, Moshe Machover e Akiva Orr procuram mostrar, basicamente, que a classe trabalhadora israelense tem seus interesses atrelados ao colonialismo do Estado, o que tem tornado improvável, como mostra a história, o antagonismo à política sionista e uma aliança de classe com o proletariado palestino. Daphna Tier aponta que, com o neoliberalismo e o rebaixamento das condições econômicas dos trabalhadores israelenses, e com a mudança do Estado de bem-estar social para uma economia de guerra, a dependência dos trabalhadores israelenses em relação à ocupação aumentou. A conclusão em forma de analogia é de que “tal como o presidiário, é improvável que os palestinos encontrem aliados nos guardas e nas comunidades, cujos sustentos dependem da prisão. A negação da liberdade para uns é a pré-condição da subsistência de outros”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Intransigência,</p>
<p>Se é verdade que o Yanis Varoufakis fala em eleição de representante, por outro lado &#8220;devemos ficar de prontidão para ajudar a dar a essa voz, a voz deles, uma chance de ser ouvida&#8221; é muito mais amplo do que ajudarmos que eles façam eleições representativas. </p>
<p>Sobre solidariedade entre trabalhadores israelenses e palestinos, dentro da realidade posta, isso vira mero chavão fora de qualquer possibilidade. Este artigo aqui é fundamental sobre o assunto: <a href="https://contrabando.xyz/porque-a-classe-trabalhadora-israelense-nao-e-uma-aliada/?srsltid=AfmBOopRo8RyFGbP759zNnzQvCFN2L-5s9c_XyP2L-9PmWjWZuvOaqkB" rel="nofollow ugc">https://contrabando.xyz/porque-a-classe-trabalhadora-israelense-nao-e-uma-aliada/?srsltid=AfmBOopRo8RyFGbP759zNnzQvCFN2L-5s9c_XyP2L-9PmWjWZuvOaqkB</a></p>
<p>Considero ele uma espécie de atualização de um artigo de outros autores escrito em 1971:  <a href="https://newleftreview.org/issues/i65/articles/haim-haneghi-moshe-machover-akiva-orr-the-class-nature-of-israeli-society.pdf" rel="nofollow ugc">https://newleftreview.org/issues/i65/articles/haim-haneghi-moshe-machover-akiva-orr-the-class-nature-of-israeli-society.pdf</a></p>
<p>Para resumir muito ambos os artigos:<br />
Haim Haneghi, Moshe Machover e Akiva Orr procuram mostrar, basicamente, que a classe trabalhadora israelense tem seus interesses atrelados ao colonialismo do Estado, o que tem tornado improvável, como mostra a história, o antagonismo à política sionista e uma aliança de classe com o proletariado palestino. Daphna Tier aponta que, com o neoliberalismo e o rebaixamento das condições econômicas dos trabalhadores israelenses, e com a mudança do Estado de bem-estar social para uma economia de guerra, a dependência dos trabalhadores israelenses em relação à ocupação aumentou. A conclusão em forma de analogia é de que “tal como o presidiário, é improvável que os palestinos encontrem aliados nos guardas e nas comunidades, cujos sustentos dependem da prisão. A negação da liberdade para uns é a pré-condição da subsistência de outros”</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: intransigência		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/01/155717/#comment-995995</link>

		<dc:creator><![CDATA[intransigência]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 10:29:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=155717#comment-995995</guid>

					<description><![CDATA[5. O Passa Palavra está aberto à publicação de textos enviados por colaboradores não pertencentes ao coletivo, tanto relatos de lutas como artigos de reflexão, desde que
a) obedeçam a um padrão de qualidade que consideramos o mínimo aceitável;
b) adotem perspectivas anticapitalistas;
c) não defendam os nacionalismos nem os identitarismos.

Ao meu ver esse artigo fere dois dos três pontos levantados acima.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>5. O Passa Palavra está aberto à publicação de textos enviados por colaboradores não pertencentes ao coletivo, tanto relatos de lutas como artigos de reflexão, desde que<br />
a) obedeçam a um padrão de qualidade que consideramos o mínimo aceitável;<br />
b) adotem perspectivas anticapitalistas;<br />
c) não defendam os nacionalismos nem os identitarismos.</p>
<p>Ao meu ver esse artigo fere dois dos três pontos levantados acima.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: intransigência		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/01/155717/#comment-995805</link>

		<dc:creator><![CDATA[intransigência]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 15:29:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=155717#comment-995805</guid>

					<description><![CDATA[Vejo que há um grande problema ao tratar da questão Palestina. A saída, a solução, é apresentada sempre na perspectiva democrática-liberal, e manter uma posição classista, revolucionária, é algo que é desqualificado até pelos que se dizem revolucionários. Entramos então em uma contradição: precisamos defender a ordem do dia, a solução &quot;possível&quot;, pois é questão de urgência. O problema é que a questão de urgência funciona também para nós, em nosso país, em nossa cidade, na nossa rua, etc, com a pobreza e a destruição que nos assolam. Recuar em posições radicais nessas situações extremas, parece abrir uma fresta para um abandono de posições radicais e revolucionárias. &quot;Quanto ao resto de nós, devemos ficar de prontidão para ajudar a dar a essa voz, a voz deles, uma chance de ser ouvida.&quot; - cada um no seu quadrado. Não deveríamos nós também recuar e nos preparar para as próximas eleições para fazer nossa voz ser ouvida?

Li em um comentário aqui certa vez - e creio ter sido do João Bernardo - em que ele criticava o uso da bandeira Palestina nas recentes manifestações. A questão é simples: se somos internacionalistas, por que a bandeira Palestina? Não estaríamos aí nos confundindo com perspectivas nacionalistas, mesmo considerando que é um &quot;nacionalismo oprimido&quot; - e aí João Bernardo certamente teria bagagem para nos falar do quando &quot;nações oprimidas&quot; puderam se tornar em um momento seguinte &quot;nações opressoras&quot; e que tal confusão mais nos atrapalha (nós, os que defendem a necessidade de uma revolução e ruptura com os valores e as instituições burguesas) do que nos ajuda. Deveríamos mesmo nos deixar ser confundidos com esse nacionalismo, ou seria possível demonstrar solidariedade e sermos sensíveis à vida dos palestinos sem a necessidade de cedermos ao ímpeto nacionalista? Porque o texto, do começo ao fim, parece ceder.

Quando li a frase abaixo do título, pensei que o texto fosse tratar de possíveis ações de solidariedade entre trabalhadores israelenses e palestinos, talvez alguns casos interessantes de deserção que pudessem demonstrar de fato uma &quot;possibilidade de libertação&quot;. Mas não encontramos nada nisso no texto (talvez porque de fato essas ações não existiram), apenas a comemoração de uma derrota de Israel (justa por sinal, embora a comemoração seja muito seletiva) e uma certa mistificação e apoio à &quot;Resistência&quot;, com um desejo de solução democrática para, aí sim, a concretização da &quot;possibilidade de libertação e de uma paz justa&quot;. Propaganda liberal pura e simples. É isso que nos resta?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejo que há um grande problema ao tratar da questão Palestina. A saída, a solução, é apresentada sempre na perspectiva democrática-liberal, e manter uma posição classista, revolucionária, é algo que é desqualificado até pelos que se dizem revolucionários. Entramos então em uma contradição: precisamos defender a ordem do dia, a solução &#8220;possível&#8221;, pois é questão de urgência. O problema é que a questão de urgência funciona também para nós, em nosso país, em nossa cidade, na nossa rua, etc, com a pobreza e a destruição que nos assolam. Recuar em posições radicais nessas situações extremas, parece abrir uma fresta para um abandono de posições radicais e revolucionárias. &#8220;Quanto ao resto de nós, devemos ficar de prontidão para ajudar a dar a essa voz, a voz deles, uma chance de ser ouvida.&#8221; &#8211; cada um no seu quadrado. Não deveríamos nós também recuar e nos preparar para as próximas eleições para fazer nossa voz ser ouvida?</p>
<p>Li em um comentário aqui certa vez &#8211; e creio ter sido do João Bernardo &#8211; em que ele criticava o uso da bandeira Palestina nas recentes manifestações. A questão é simples: se somos internacionalistas, por que a bandeira Palestina? Não estaríamos aí nos confundindo com perspectivas nacionalistas, mesmo considerando que é um &#8220;nacionalismo oprimido&#8221; &#8211; e aí João Bernardo certamente teria bagagem para nos falar do quando &#8220;nações oprimidas&#8221; puderam se tornar em um momento seguinte &#8220;nações opressoras&#8221; e que tal confusão mais nos atrapalha (nós, os que defendem a necessidade de uma revolução e ruptura com os valores e as instituições burguesas) do que nos ajuda. Deveríamos mesmo nos deixar ser confundidos com esse nacionalismo, ou seria possível demonstrar solidariedade e sermos sensíveis à vida dos palestinos sem a necessidade de cedermos ao ímpeto nacionalista? Porque o texto, do começo ao fim, parece ceder.</p>
<p>Quando li a frase abaixo do título, pensei que o texto fosse tratar de possíveis ações de solidariedade entre trabalhadores israelenses e palestinos, talvez alguns casos interessantes de deserção que pudessem demonstrar de fato uma &#8220;possibilidade de libertação&#8221;. Mas não encontramos nada nisso no texto (talvez porque de fato essas ações não existiram), apenas a comemoração de uma derrota de Israel (justa por sinal, embora a comemoração seja muito seletiva) e uma certa mistificação e apoio à &#8220;Resistência&#8221;, com um desejo de solução democrática para, aí sim, a concretização da &#8220;possibilidade de libertação e de uma paz justa&#8221;. Propaganda liberal pura e simples. É isso que nos resta?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/01/155717/#comment-995562</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 21:48:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=155717#comment-995562</guid>

					<description><![CDATA[doxa X episteme
matança e genocídio não se equivalem
descontada a banalização linguageira:
quem almeja explicar
deveria ser capaz de compreender]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>doxa X episteme<br />
matança e genocídio não se equivalem<br />
descontada a banalização linguageira:<br />
quem almeja explicar<br />
deveria ser capaz de compreender</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
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