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	Comentários sobre: Ecologia. 2) Uma resposta desagradável?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: natureza consciente		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158770/#comment-1093776</link>

		<dc:creator><![CDATA[natureza consciente]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 19:48:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acredito que a questão filosofica que se coloca são os diferentes modos de ser ver a natureza. O marxismo logicamente se apresenta como progressista, na ideia de que o desenvolvimento das forças produtivas, da tecnologia por si só nos leva as condições melhores. Isso nao seria um determinismo tecnologico ? 
A visão dualista da natureza é utilizada muito por esse ecologia que JB comenta, mais tambem o capitalismo se utiliza dessa separação para o dominio da natureza....o quanto o marxismo carrega dessa visao puramente utilitarista com relação a natureza.... nessa crença mitica da tecnologia? 

Se existe uma visao puramente biocentrica ( ecofascismo ) , o antrocentrismo puro peca em colocar uma centralidade na sociedade, na historia da natureza, que sim é socialmente produzida.  Porem isso parece negar os processos geobiofisicos que sim nos impoem limites de varias ordens.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acredito que a questão filosofica que se coloca são os diferentes modos de ser ver a natureza. O marxismo logicamente se apresenta como progressista, na ideia de que o desenvolvimento das forças produtivas, da tecnologia por si só nos leva as condições melhores. Isso nao seria um determinismo tecnologico ?<br />
A visão dualista da natureza é utilizada muito por esse ecologia que JB comenta, mais tambem o capitalismo se utiliza dessa separação para o dominio da natureza&#8230;.o quanto o marxismo carrega dessa visao puramente utilitarista com relação a natureza&#8230;. nessa crença mitica da tecnologia? </p>
<p>Se existe uma visao puramente biocentrica ( ecofascismo ) , o antrocentrismo puro peca em colocar uma centralidade na sociedade, na historia da natureza, que sim é socialmente produzida.  Porem isso parece negar os processos geobiofisicos que sim nos impoem limites de varias ordens.</p>
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		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158770/#comment-1093545</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 19:00:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acho que muitas vezes se mistura ecologista com conservacionista, talvez por conveniência. Hoje já é bem sabido que a maior obra humana existente é a floresta Amazônia. Ela se aproxima ao que se chama hoje de agrofloresta.

Mas enfim, escrevo para indicar um livro, que acho o mais importante livro de esquerda da última década: Comunismo de Luxo Totalmente Automatizado, do britânico Aaron Bastani (no Brasil foi publicado pela Autonomia Literária se não me engano).

Cada capítulo apresenta uma crise, um problema, alguns dos quais seriam categorizados como problemas ecológicos ou ambientais. O autor procura mostrar que cada um dos problemas pode ser resolvido com o desenvolvimento de tecnologias que em alguma medida já estão em desenvolvimento. Poder-se-ia dizer que ele mostra como o &quot;desenvolvimento das forças produtivas&quot; já estariam, potencialmente, em vias de resolver esses problemas. Porém, e isso é essencial, a propriedade privada, as relações de produção capitalista, impedem essas soluções, ou esse pleno desenvolvimento.

Escrevendo assim parece um livro banal. Mas ele se baseia das tecnologias em desenvolvimento e como os seres humanos pode resolver os problemas de forma progressista (e não regressiva). Dessa forma a esquerda voltar a ter um discurso que dê perspectiva de uma vida melhor e &quot;de luxo&quot; para as massas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que muitas vezes se mistura ecologista com conservacionista, talvez por conveniência. Hoje já é bem sabido que a maior obra humana existente é a floresta Amazônia. Ela se aproxima ao que se chama hoje de agrofloresta.</p>
<p>Mas enfim, escrevo para indicar um livro, que acho o mais importante livro de esquerda da última década: Comunismo de Luxo Totalmente Automatizado, do britânico Aaron Bastani (no Brasil foi publicado pela Autonomia Literária se não me engano).</p>
<p>Cada capítulo apresenta uma crise, um problema, alguns dos quais seriam categorizados como problemas ecológicos ou ambientais. O autor procura mostrar que cada um dos problemas pode ser resolvido com o desenvolvimento de tecnologias que em alguma medida já estão em desenvolvimento. Poder-se-ia dizer que ele mostra como o &#8220;desenvolvimento das forças produtivas&#8221; já estariam, potencialmente, em vias de resolver esses problemas. Porém, e isso é essencial, a propriedade privada, as relações de produção capitalista, impedem essas soluções, ou esse pleno desenvolvimento.</p>
<p>Escrevendo assim parece um livro banal. Mas ele se baseia das tecnologias em desenvolvimento e como os seres humanos pode resolver os problemas de forma progressista (e não regressiva). Dessa forma a esquerda voltar a ter um discurso que dê perspectiva de uma vida melhor e &#8220;de luxo&#8221; para as massas.</p>
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		<title>
		Por: Espírito Animal		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158770/#comment-1093377</link>

		<dc:creator><![CDATA[Espírito Animal]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 17:33:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O que é alarmante é o reducionismo no tempo de leitura e na capacidade de compreensão, e não há dúvidas de que são devidas à atividade humana.

Existe um paralelo entre a questão do clima e das vacinas no que diz respeito à polarização entre a postura &quot;antropocêntrica&quot; e o conservadorismo de corte religioso. Para estes últimos é difícil acreditar que o ser humano possa interferir em dinâmicas telúricas pois estas estão mais próximas de Deus do que do homem, e também com relação à saúde, a vida e a morte das pessoas devido à doenças e pragas que surgem na sociedade humana são coisas que estão na mão de Deus. Já o antropocentrismo acredita na intervenção humana no planeta, para o mal mas também para o bem, e também na prevenção de pandemias e pragas por meio de soluções epidemiológicas como as vacinas. 
O ecologismo faz uma síntese interessante destas posturas, pois acusa a decadência humana como responsável pelos efeitos negativos no clima. Ou seja, o ser humano efetivamente consegue afetar o planeta, mas apenas de maneira negativa. A ação política aponta a renovar a direção do modo de produção humano para reestabelecer um equilibrio perdido e evitar assim a decadência da civilização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que é alarmante é o reducionismo no tempo de leitura e na capacidade de compreensão, e não há dúvidas de que são devidas à atividade humana.</p>
<p>Existe um paralelo entre a questão do clima e das vacinas no que diz respeito à polarização entre a postura &#8220;antropocêntrica&#8221; e o conservadorismo de corte religioso. Para estes últimos é difícil acreditar que o ser humano possa interferir em dinâmicas telúricas pois estas estão mais próximas de Deus do que do homem, e também com relação à saúde, a vida e a morte das pessoas devido à doenças e pragas que surgem na sociedade humana são coisas que estão na mão de Deus. Já o antropocentrismo acredita na intervenção humana no planeta, para o mal mas também para o bem, e também na prevenção de pandemias e pragas por meio de soluções epidemiológicas como as vacinas.<br />
O ecologismo faz uma síntese interessante destas posturas, pois acusa a decadência humana como responsável pelos efeitos negativos no clima. Ou seja, o ser humano efetivamente consegue afetar o planeta, mas apenas de maneira negativa. A ação política aponta a renovar a direção do modo de produção humano para reestabelecer um equilibrio perdido e evitar assim a decadência da civilização.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Après la pluie, le beau temps		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158770/#comment-1093292</link>

		<dc:creator><![CDATA[Après la pluie, le beau temps]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 03:06:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A crítica que João Bernardo faz ao movimento ecológico poderia ser estendida a diversos movimentos sociais, tais como o movimento estudantil, movimento feminino, movimento pacifista, etc. Todos estes, em alguma medida, tem a capacidade de ser tanto de esquerda quanto direita. Bem como podem, em certos momentos históricos, ser uma convergência criada a partir do chamado &quot;gestores&quot;. Isso é o suficiente para demonstrar o reducionismo da luta de classes na concepção de João Bernardo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crítica que João Bernardo faz ao movimento ecológico poderia ser estendida a diversos movimentos sociais, tais como o movimento estudantil, movimento feminino, movimento pacifista, etc. Todos estes, em alguma medida, tem a capacidade de ser tanto de esquerda quanto direita. Bem como podem, em certos momentos históricos, ser uma convergência criada a partir do chamado &#8220;gestores&#8221;. Isso é o suficiente para demonstrar o reducionismo da luta de classes na concepção de João Bernardo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: No frio já é quente		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158770/#comment-1093268</link>

		<dc:creator><![CDATA[No frio já é quente]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 00:54:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Saudações,
Base do argumento, há algumas décadas, dos teóricos aqui presentes, é que as camadas burocráticas e gestoras se beneficiariam da desaceleração da economia, elemento que decorreria da crítica &quot;ecológica&quot;.

Tentando ligar os pontos, seguindo o mesmo malabarismo, não seriam tais teóricos intelectuais orgânicos da burguesia de ventiladores e arcondicionados? Afinal, direta ou indiretamente, estão na vanguarda ventiladorzista e arcondicionada. Pois, se está esquentando naturalmente, é só ter mais inovações para deixar tudo geladinho e nós irmos comprando os produtos.
Tenho até uma sugestão para palavra de ordem dos nossos intelectuais:
&quot;In AC we Trust!&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saudações,<br />
Base do argumento, há algumas décadas, dos teóricos aqui presentes, é que as camadas burocráticas e gestoras se beneficiariam da desaceleração da economia, elemento que decorreria da crítica &#8220;ecológica&#8221;.</p>
<p>Tentando ligar os pontos, seguindo o mesmo malabarismo, não seriam tais teóricos intelectuais orgânicos da burguesia de ventiladores e arcondicionados? Afinal, direta ou indiretamente, estão na vanguarda ventiladorzista e arcondicionada. Pois, se está esquentando naturalmente, é só ter mais inovações para deixar tudo geladinho e nós irmos comprando os produtos.<br />
Tenho até uma sugestão para palavra de ordem dos nossos intelectuais:<br />
&#8220;In AC we Trust!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gogol		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158770/#comment-1093251</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gogol]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 22:52:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo V,

Talvez seja um erro minimizar as ações humanas sobre as mudanças climáticas, mas as incertezas fazem parte do processo científico, ainda mais, quando se trata de projeções futuras ou quando essas projeções assume contornos catastróficos. Não faltará exemplos de previsões descabidas que nunca se cumpriram. Discordo quando trata ceticismo como mero negacionismo, nem todos os climatólogos, estatísticos, cientistas de dados, geógrafos, etc, estão de acordo com o consenso. 

Não sou conhecedor do assunto, ainda estou, aos poucos, me familiarizando com o assunto. Não afirmei nada, posso ter me equivocado ao reduzir os cientistas do clima a ideologos ecologistas, mas o conceito negacionismo dentro de uma ciência delicada que tem por finalidade projetar um futuro que não sabem o que irá acontecer, tem um efeito reducionista no debate científico. Incerteza não é ignorância e nem má fé, a questão não é camuflar mas tensionar o debate, que nas fileiras da militância é imprescindível. E como vc disse, &quot;não vamos seguir a manada...&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo V,</p>
<p>Talvez seja um erro minimizar as ações humanas sobre as mudanças climáticas, mas as incertezas fazem parte do processo científico, ainda mais, quando se trata de projeções futuras ou quando essas projeções assume contornos catastróficos. Não faltará exemplos de previsões descabidas que nunca se cumpriram. Discordo quando trata ceticismo como mero negacionismo, nem todos os climatólogos, estatísticos, cientistas de dados, geógrafos, etc, estão de acordo com o consenso. </p>
<p>Não sou conhecedor do assunto, ainda estou, aos poucos, me familiarizando com o assunto. Não afirmei nada, posso ter me equivocado ao reduzir os cientistas do clima a ideologos ecologistas, mas o conceito negacionismo dentro de uma ciência delicada que tem por finalidade projetar um futuro que não sabem o que irá acontecer, tem um efeito reducionista no debate científico. Incerteza não é ignorância e nem má fé, a questão não é camuflar mas tensionar o debate, que nas fileiras da militância é imprescindível. E como vc disse, &#8220;não vamos seguir a manada&#8230;&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158770/#comment-1093199</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 16:40:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=158770#comment-1093199</guid>

					<description><![CDATA[Gogol,

O cientistas que estudam mudanças climáticas estão longe de serem necessariamente &quot;ecologistas&quot;. Clima é o campo de estudo deles, ou algo correlato. Eles apontam o que as pesquisas mostram. E a essa altura se perguntar se as mudanças climáticas atuais são causadas por efeito humano, é sim negacionismo disfarçado de ceticismo. A ciência nesse caso fica seletiva, escolhemos o que delas reforçam nosso desejo, nossa crença, e rejeitamos o que vai contra nosso conforto afetivo ou cognitivo. 

 99,9% dos cientistas especializados concordam que crise climática é causada pelos seres humanos:

 (https://super.abril.com.br/ciencia/99-9-dos-cientistas-concordam-que-humanos-causam-crise-climatica-diz-pesquisa/#:~:text=99%2C9%25%20dos%20cientistas%20concordam%20que%20crise%20clim%C3%A1tica,causada%20por%20humanos%2C%20diz%20pesquisa%20%7C%20Super.)

99,9%. 

100% acreditam que a Terra possui formado próximo a de uma esfera. Mas sabe como é, ciência é feita de questionamento. Não vamos seguir a manada... Cabe perguntar se realmente ela não tem outro formato.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gogol,</p>
<p>O cientistas que estudam mudanças climáticas estão longe de serem necessariamente &#8220;ecologistas&#8221;. Clima é o campo de estudo deles, ou algo correlato. Eles apontam o que as pesquisas mostram. E a essa altura se perguntar se as mudanças climáticas atuais são causadas por efeito humano, é sim negacionismo disfarçado de ceticismo. A ciência nesse caso fica seletiva, escolhemos o que delas reforçam nosso desejo, nossa crença, e rejeitamos o que vai contra nosso conforto afetivo ou cognitivo. </p>
<p> 99,9% dos cientistas especializados concordam que crise climática é causada pelos seres humanos:</p>
<p> (<a href="https://super.abril.com.br/ciencia/99-9-dos-cientistas-concordam-que-humanos-causam-crise-climatica-diz-pesquisa/#:~:text=99%2C9%25%20dos%20cientistas%20concordam%20que%20crise%20clim%C3%A1tica,causada%20por%20humanos%2C%20diz%20pesquisa%20%7C%20Super" rel="nofollow ugc">https://super.abril.com.br/ciencia/99-9-dos-cientistas-concordam-que-humanos-causam-crise-climatica-diz-pesquisa/#:~:text=99%2C9%25%20dos%20cientistas%20concordam%20que%20crise%20clim%C3%A1tica,causada%20por%20humanos%2C%20diz%20pesquisa%20%7C%20Super</a>.)</p>
<p>99,9%. </p>
<p>100% acreditam que a Terra possui formado próximo a de uma esfera. Mas sabe como é, ciência é feita de questionamento. Não vamos seguir a manada&#8230; Cabe perguntar se realmente ela não tem outro formato.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gogol		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158770/#comment-1093112</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gogol]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 21:13:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Algumas questões a serem levatada, são: existe hoje uma crise ecológica? As mudanças climáticas são motivada por interferência humana?(CO²) O que torna o aquecimento global da atualidade diferente dos outros que se deram no passado e não extinguiu a vida na Terra?

O termo &quot;negacionismo climático&quot;, muito utilizado na atualidade, tem mais um peso moralizante do que um zelo científico ao afirmar um consenso, funciona mais para encerrar debates ao invés de estimulá-los e esclarecê-los. O progresso da ciência acontecerá, também, com ceticismo e debates, reduzir o ceticismo ao negacionismo pode criar barreiras para a crítica e o aperfeiçoamento metodológico.  

O conceito de negacionismo surgiu na historiografia para diferenciar, o revisionismo histórico, que é a reinterpretação da história a partir de novas evidências, da negação ideológica de fatos comprovados. O conceito é muito usado para denunciar aqueles que negaram e negam o Holocausto. 

Bom, todos nós sabemos que aqueles que aplicaram a Solução Final eram os mesmo que, no processo do genocídio, adotaram a agricultura biodinâmica/orgânica/agroecologia nos novos assentamentos na Polônia e na Ucrânia. Ao mesmo tempo que se preocupavam com a saúde do solo e a integridade da paisagem, escravizavam a população local e, aqueles que não eram considerados aptos ao trabalho, eram eliminados. Foram justamente aqueles que criaram os primeiros parques de preservação natural na Europa que se utilizaram daquilo de mais moderno no assassinato em massa, a escala industrial, de judeus, deficientes físicos e mentais, homossexuais e qualquer um que estive no arquétipo da sangria. Aqueles que munidos de ciências de fronteira, ciências ocultas e esoterismo implementaram práticas fantasiosas de medicina alternativa sob tratamentos com ervas naturais cultivadas organicamente por trabalho escravo em campos de concentração e extermínio. Foram justamente eles que disseram que o que faziam era pelo respeito às duras leis da natureza e que sua política era biologia aplicada. 

Foi contra aqueles que negavam os fatos praticados pelos ecologistas dos anos 30 e 40, os exemplificados a cima, que foi desenvolvido o conceito de negacionismo pela historiografia. O conceito veio a calhar no combate a desinformação disseminada pelos genosidades ambientais. Um fato curioso, é que hoje, são, exatamente, os ecologistas, que usam o termo negacionismo, não para apontar aqueles que negam as evidências dos fatos passados, comprovados, mas aqueles que se mantém céticos, de um ponto: as evidências de que estamos em um crise ecológica com consequências futuras, que ainda não aconteceram mas irá acontecer; e, de outro: até que ponto deveremos acreditar incondicionalmente na afirmações apocalípticas que faz parte da retorica desde os primórdios do movimento ecológico. Já, que todos aqui, muito bem informados, leram as página dos anos 30 e 40 da história do movimento ecológico. Sabendo o que foram os ecológicos no passado, da sua prática macabras, das suas previsões falsas, não comprovadas, não é de se desperta desconfiança do que falam?
_____
Sobre a passagem em que Marx fala sobre o saque de nutrientes do solo que diminue a sua fertilidade. É bom lembra, que essa afirmativa foi copiada por Marx de Justus von Liebig, que via os métodos arcaicos da agricultura moderna, a merá reposição de fertilizantes naturais, como saques de nutrientes do campo para a cidade sem a sua devida reposição. O que Marx tornou como problema estrutural, von Liebig, via como um problema técnico. Ora, vai ser justamente, Justus, que em seu laboratório de análises, o primeiro laboratório do tipo, que irá desenvolver a sitentização dos principais nutrientes necessários para o desenvolvimento das plantas: nitrogênio, fósforo e potássio. Para retornar ao solo aquele principais nutrientes saqueados, von Liebig e sua equipe, criaram a síntese NPK, o primeiro fertilizante químico da história. De lá pra cá quantas revoluções agrícolas tiveram? Os fertilizantes nitrogenados a base de amônia, que aumentaram a produtividade no pós-guerra é um exemplo dessa evolução da química orgânica.

E para exemplificar uma previsão furada daqueles ecológicosdas antigas, tomemos as afirmações de Rudolf Steiner, que dizia lá nos idos dos anos 20 do século XX, que em quatro decênios a agricultura convencional estaria falida, em outras palavras, a década de 60 a agricultura entraria em decadência.

Nesse sentido, o melhor é seguir o que se desenvolveu nas técnicas de reposição dos nutrientes e na biotecnologia do século XIX pra cá. Vivemos em um momento das relações de produção capitalistas e vai ser mediante essas relações que as técnicas desenvolvidas pela ciência irão se dar, será pela extração da mais-valia absoluta e relativa que aqueles detentores da propiedade extraíram os seus lucros. Isso não significa que, para combatê-las, terêmos que regredir a formas passadas, pré-capitalistas de se produzir.

Analisar de forma crítica a luz de novas evidências as afirmações de Marx em o Capital é uma obrigação do método desenvolvido por Marx e Engels. Transformar em um dogma os seus escritos não esclarecerá os problemas da degradação do solo mediante os problemas atuais. As contradições da exploração capitalista dos trabalhadores e da exaustão do uso do solo através das relações capitalistas, não irá avançar um passo na luta socialista se os revolucionários não se atualizarem cientificamente. E se a denúncia da visão de mundo fascista que penetra as fileiras do proletariado na atualidade, não serem feitas, a fasticização dos espaços de esquerda e extrema-esquerda suprimirá qualquer questionamento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas questões a serem levatada, são: existe hoje uma crise ecológica? As mudanças climáticas são motivada por interferência humana?(CO²) O que torna o aquecimento global da atualidade diferente dos outros que se deram no passado e não extinguiu a vida na Terra?</p>
<p>O termo &#8220;negacionismo climático&#8221;, muito utilizado na atualidade, tem mais um peso moralizante do que um zelo científico ao afirmar um consenso, funciona mais para encerrar debates ao invés de estimulá-los e esclarecê-los. O progresso da ciência acontecerá, também, com ceticismo e debates, reduzir o ceticismo ao negacionismo pode criar barreiras para a crítica e o aperfeiçoamento metodológico.  </p>
<p>O conceito de negacionismo surgiu na historiografia para diferenciar, o revisionismo histórico, que é a reinterpretação da história a partir de novas evidências, da negação ideológica de fatos comprovados. O conceito é muito usado para denunciar aqueles que negaram e negam o Holocausto. </p>
<p>Bom, todos nós sabemos que aqueles que aplicaram a Solução Final eram os mesmo que, no processo do genocídio, adotaram a agricultura biodinâmica/orgânica/agroecologia nos novos assentamentos na Polônia e na Ucrânia. Ao mesmo tempo que se preocupavam com a saúde do solo e a integridade da paisagem, escravizavam a população local e, aqueles que não eram considerados aptos ao trabalho, eram eliminados. Foram justamente aqueles que criaram os primeiros parques de preservação natural na Europa que se utilizaram daquilo de mais moderno no assassinato em massa, a escala industrial, de judeus, deficientes físicos e mentais, homossexuais e qualquer um que estive no arquétipo da sangria. Aqueles que munidos de ciências de fronteira, ciências ocultas e esoterismo implementaram práticas fantasiosas de medicina alternativa sob tratamentos com ervas naturais cultivadas organicamente por trabalho escravo em campos de concentração e extermínio. Foram justamente eles que disseram que o que faziam era pelo respeito às duras leis da natureza e que sua política era biologia aplicada. </p>
<p>Foi contra aqueles que negavam os fatos praticados pelos ecologistas dos anos 30 e 40, os exemplificados a cima, que foi desenvolvido o conceito de negacionismo pela historiografia. O conceito veio a calhar no combate a desinformação disseminada pelos genosidades ambientais. Um fato curioso, é que hoje, são, exatamente, os ecologistas, que usam o termo negacionismo, não para apontar aqueles que negam as evidências dos fatos passados, comprovados, mas aqueles que se mantém céticos, de um ponto: as evidências de que estamos em um crise ecológica com consequências futuras, que ainda não aconteceram mas irá acontecer; e, de outro: até que ponto deveremos acreditar incondicionalmente na afirmações apocalípticas que faz parte da retorica desde os primórdios do movimento ecológico. Já, que todos aqui, muito bem informados, leram as página dos anos 30 e 40 da história do movimento ecológico. Sabendo o que foram os ecológicos no passado, da sua prática macabras, das suas previsões falsas, não comprovadas, não é de se desperta desconfiança do que falam?<br />
_____<br />
Sobre a passagem em que Marx fala sobre o saque de nutrientes do solo que diminue a sua fertilidade. É bom lembra, que essa afirmativa foi copiada por Marx de Justus von Liebig, que via os métodos arcaicos da agricultura moderna, a merá reposição de fertilizantes naturais, como saques de nutrientes do campo para a cidade sem a sua devida reposição. O que Marx tornou como problema estrutural, von Liebig, via como um problema técnico. Ora, vai ser justamente, Justus, que em seu laboratório de análises, o primeiro laboratório do tipo, que irá desenvolver a sitentização dos principais nutrientes necessários para o desenvolvimento das plantas: nitrogênio, fósforo e potássio. Para retornar ao solo aquele principais nutrientes saqueados, von Liebig e sua equipe, criaram a síntese NPK, o primeiro fertilizante químico da história. De lá pra cá quantas revoluções agrícolas tiveram? Os fertilizantes nitrogenados a base de amônia, que aumentaram a produtividade no pós-guerra é um exemplo dessa evolução da química orgânica.</p>
<p>E para exemplificar uma previsão furada daqueles ecológicosdas antigas, tomemos as afirmações de Rudolf Steiner, que dizia lá nos idos dos anos 20 do século XX, que em quatro decênios a agricultura convencional estaria falida, em outras palavras, a década de 60 a agricultura entraria em decadência.</p>
<p>Nesse sentido, o melhor é seguir o que se desenvolveu nas técnicas de reposição dos nutrientes e na biotecnologia do século XIX pra cá. Vivemos em um momento das relações de produção capitalistas e vai ser mediante essas relações que as técnicas desenvolvidas pela ciência irão se dar, será pela extração da mais-valia absoluta e relativa que aqueles detentores da propiedade extraíram os seus lucros. Isso não significa que, para combatê-las, terêmos que regredir a formas passadas, pré-capitalistas de se produzir.</p>
<p>Analisar de forma crítica a luz de novas evidências as afirmações de Marx em o Capital é uma obrigação do método desenvolvido por Marx e Engels. Transformar em um dogma os seus escritos não esclarecerá os problemas da degradação do solo mediante os problemas atuais. As contradições da exploração capitalista dos trabalhadores e da exaustão do uso do solo através das relações capitalistas, não irá avançar um passo na luta socialista se os revolucionários não se atualizarem cientificamente. E se a denúncia da visão de mundo fascista que penetra as fileiras do proletariado na atualidade, não serem feitas, a fasticização dos espaços de esquerda e extrema-esquerda suprimirá qualquer questionamento.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158770/#comment-1092893</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 18:55:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alguns pontos e duvidas .
Arkx, gostei dessa resposta. Peço desculpas se, em outras mensagens suas, eu não tenha conseguido entender bem o que você quer dizer.

Estava aqui lendo alguns textos de geografia ambiental que discutem justamente as diferentes formas de pensar a natureza. Em geral, aparecem duas grandes orientações: uma visão mais biocêntrica, que coloca a natureza no centro, e outra antropocêntrica, que enfatiza a centralidade humana. Nos extremos dessas posições acabam surgindo os radicalismos que Arkx e João mencionaram. De um lado aparece o ecofascismo, que usa o discurso ecológico para justificar hierarquias, exclusões ( migração), reorganização capitalista, dissolver a luta de classes e de outro, uma visão da supremacia humana absoluta, que ignora completamente os limites ecológicos do planeta. É claro que os humanos têm capacidades específicas e que nos diferenciam dos outros seres, mas também não estamos separados da natureza e seus efeitos ( leis e processo geobiofisicos)  — a pandemia da COVID-19 mostrou o quanto somos vulneráveis dentro desses sistema.

Pensando nisso, como se posicionar melhor no debate, no dia a dia de lutas que ocorrem proximos ou distante de nós??
Por exemplo, vemos figuras como Donald Trump associadas fortemente ao negacionismo climático pelo menos na propaganda, enquanto autores como Hervé Juvin influenciam setores da extrema-direita ligados a Marine Le Pen e Jordan Bardella, defendendo ideias que  os caracterizam como ecofascistas. Curiosamente, mesmo quem nega publicamente as mudanças climáticas parece considerar seus efeitos em disputas geopolíticas, como no interesse estratégico pela Groenlândia e na abertura de novas rotas maritimas. Mais nesse sentido concordo com cetismo em cima do tema das mudanças climáticase e o papel do CO2,  porem não da para negar que estamos num periodo onde tem se verificado em curto tempo, alterações mais sigificativas. 

Concordo com João Bernardo quando ele aponta para toda a relação da ecologia com o fascismo e que devemos rejeita-la.  Mas quando falamos do ambiente ou do meio que vivemos, será que existe um caminho do meio nessa discussão? Uma forma de reconhecer os limites ecológicos e a interdependência com a natureza sem cair nem no negacionismo antropocêntrico radical nem em visões misticas e autoritárias que instrumentalizam a ecologia? me parece haver uma ligação entre esses dois extremos também

Andrey Cordeiro Ferreira comenta que existem diferenças na forma como Marx e Bakunin viam a naturza, o conceito de natureza de bakunin seria mais englobante e que nele não existe a ideia de centro ou causa ordenadora, isso vai refletir na critica ao estado , etc..( FELIPE CORRÊA PEDRO
“UNIDADE REAL DE PENSAMENTO E AÇÃO”: TEORIA POLÍTICA E TRAJETÓRIA DE MIKHAIL BAKUNIN)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns pontos e duvidas .<br />
Arkx, gostei dessa resposta. Peço desculpas se, em outras mensagens suas, eu não tenha conseguido entender bem o que você quer dizer.</p>
<p>Estava aqui lendo alguns textos de geografia ambiental que discutem justamente as diferentes formas de pensar a natureza. Em geral, aparecem duas grandes orientações: uma visão mais biocêntrica, que coloca a natureza no centro, e outra antropocêntrica, que enfatiza a centralidade humana. Nos extremos dessas posições acabam surgindo os radicalismos que Arkx e João mencionaram. De um lado aparece o ecofascismo, que usa o discurso ecológico para justificar hierarquias, exclusões ( migração), reorganização capitalista, dissolver a luta de classes e de outro, uma visão da supremacia humana absoluta, que ignora completamente os limites ecológicos do planeta. É claro que os humanos têm capacidades específicas e que nos diferenciam dos outros seres, mas também não estamos separados da natureza e seus efeitos ( leis e processo geobiofisicos)  — a pandemia da COVID-19 mostrou o quanto somos vulneráveis dentro desses sistema.</p>
<p>Pensando nisso, como se posicionar melhor no debate, no dia a dia de lutas que ocorrem proximos ou distante de nós??<br />
Por exemplo, vemos figuras como Donald Trump associadas fortemente ao negacionismo climático pelo menos na propaganda, enquanto autores como Hervé Juvin influenciam setores da extrema-direita ligados a Marine Le Pen e Jordan Bardella, defendendo ideias que  os caracterizam como ecofascistas. Curiosamente, mesmo quem nega publicamente as mudanças climáticas parece considerar seus efeitos em disputas geopolíticas, como no interesse estratégico pela Groenlândia e na abertura de novas rotas maritimas. Mais nesse sentido concordo com cetismo em cima do tema das mudanças climáticase e o papel do CO2,  porem não da para negar que estamos num periodo onde tem se verificado em curto tempo, alterações mais sigificativas. </p>
<p>Concordo com João Bernardo quando ele aponta para toda a relação da ecologia com o fascismo e que devemos rejeita-la.  Mas quando falamos do ambiente ou do meio que vivemos, será que existe um caminho do meio nessa discussão? Uma forma de reconhecer os limites ecológicos e a interdependência com a natureza sem cair nem no negacionismo antropocêntrico radical nem em visões misticas e autoritárias que instrumentalizam a ecologia? me parece haver uma ligação entre esses dois extremos também</p>
<p>Andrey Cordeiro Ferreira comenta que existem diferenças na forma como Marx e Bakunin viam a naturza, o conceito de natureza de bakunin seria mais englobante e que nele não existe a ideia de centro ou causa ordenadora, isso vai refletir na critica ao estado , etc..( FELIPE CORRÊA PEDRO<br />
“UNIDADE REAL DE PENSAMENTO E AÇÃO”: TEORIA POLÍTICA E TRAJETÓRIA DE MIKHAIL BAKUNIN)</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158770/#comment-1092361</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 15:00:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=158770#comment-1092361</guid>

					<description><![CDATA[Entre as várias, e valiosas, contribuições conceituais e metodológicas de João Bernardo temos também &quot;A Historiografia do NÃO&quot;. Embora pouco conhecida, e menos ainda aplicada, consiste numa poderosa ferramenta para análise histórica. 
E não só. É possível usá-la em outros contextos, com resultado surpreendente e elucidativo. Como exemplo, no próprio artigo &quot;Ecologia. 2) Uma resposta desagradável?&quot;.

O que o autor precisou NÃO considerar para estabelecer sua posição SIM generalizada contra a Ecologia?

• NÃO à Agência dos Não-Humanos.
Reduz a natureza a pano de fundo inerte da ação humana. SIM, a humanidade transforma a natureza. Mas a natureza também age, responde, limita e impõe. A crise climática NÃO é apenas uma &quot;construção social&quot; – é um feedback real do planeta às intervenções sofridas.

• O NÃO à Diferença Qualitativa entre &quot;Progresso&quot; Capitalista e Bem Viver.
O argumento central é SIM que o desenvolvimento das forças produtivas capitalistas é inerentemente benéfico, porque aumenta a expectativa de vida e a produção. Todavia o aumento da expectativa de vida veio acompanhado de dependência química, solidão estrutural, destruição de eco-sistemas, ansiedade epidêmica. A produção massiva gerou desperdício massivo. E uma suposta &quot;correção dos efeitos secundários&quot; é, na prática, uma corrida armamentista contra os próprios efeitos deste modelo – sempre atrasada, sempre insuficiente.

• O NÃO à Possibilidade de uma Ecologia Anticapitalista.
O que NÃO é considerado é a diferença entre ecologia como ideologia de gestão (a &quot;economia verde&quot;, o capitalismo de carbono zero) e ecologia como luta dos povos da Terra contra a exploração. Os movimentos indígenas pela floresta em pé, as comunidades que defendem seus rios contra a mineração, os quilombolas que preservam a agrobiodiversidade – esses não são &quot;gestores frustrados&quot;. São lutas concretas que, ao defenderem a natureza, estão defendendo a si mesmos contra o capital. 
Apagar essa diferença é SIM adotar uma tática fascista: unificar o inimigo sob uma mesma etiqueta para poder condená-lo em bloco.

Mas há um NÃO mais perigoso e nefasto.

• O NÃO ao ser humano como um eco-sistema.

Tudo está ligado com tudo e não há vida que não seja coletiva, dependente e integrada com outras formas de vida. Dependemos do equilíbrio entre as bactérias e fungos que habitam nosso corpo. Somente o intestino abriga 100 trilhões deles, como um recife de coral num leito escarpado.
Para cada célula humana compondo o que nos acostumamos a chamar de &quot;meu corpo&quot;, existem em contraparte nove células não-humanas. Os microorganismos vivendo no corpo humano somam 4,4 milhões de genes: o genoma coletivo de nossa microbiota. Esses genes operam em conjunto com nossos 20 mil genes humanos. Segundo esses números, somos apenas 0,5% humano. Um mero fantasma estatístico.
O que nos torna humanos? Uma ilusão supremacista! O excepcionalismo humano é a matriz de todos os supremacismos. Essa é a insidiosa raiz profunda de todas as formas de Fascismo. Não nos basta o combate ao Fascismo político. Desejamos uma vida NÃO fascista!

A revolução, se vier, será ecológica ou não será. Porque se trata fundamentalmente de recompor as relações entre humanos e entre humanos e o resto da vida. Trata-se de aprender, de novo, a coabitar.

• &quot;Para uma historiografia do Não&quot; 
https://passapalavra.info/2022/05/143354/

• &quot;Em busca do NÃO&quot; 
https://passapalavra.info/2022/06/143972/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre as várias, e valiosas, contribuições conceituais e metodológicas de João Bernardo temos também &#8220;A Historiografia do NÃO&#8221;. Embora pouco conhecida, e menos ainda aplicada, consiste numa poderosa ferramenta para análise histórica.<br />
E não só. É possível usá-la em outros contextos, com resultado surpreendente e elucidativo. Como exemplo, no próprio artigo &#8220;Ecologia. 2) Uma resposta desagradável?&#8221;.</p>
<p>O que o autor precisou NÃO considerar para estabelecer sua posição SIM generalizada contra a Ecologia?</p>
<p>• NÃO à Agência dos Não-Humanos.<br />
Reduz a natureza a pano de fundo inerte da ação humana. SIM, a humanidade transforma a natureza. Mas a natureza também age, responde, limita e impõe. A crise climática NÃO é apenas uma &#8220;construção social&#8221; – é um feedback real do planeta às intervenções sofridas.</p>
<p>• O NÃO à Diferença Qualitativa entre &#8220;Progresso&#8221; Capitalista e Bem Viver.<br />
O argumento central é SIM que o desenvolvimento das forças produtivas capitalistas é inerentemente benéfico, porque aumenta a expectativa de vida e a produção. Todavia o aumento da expectativa de vida veio acompanhado de dependência química, solidão estrutural, destruição de eco-sistemas, ansiedade epidêmica. A produção massiva gerou desperdício massivo. E uma suposta &#8220;correção dos efeitos secundários&#8221; é, na prática, uma corrida armamentista contra os próprios efeitos deste modelo – sempre atrasada, sempre insuficiente.</p>
<p>• O NÃO à Possibilidade de uma Ecologia Anticapitalista.<br />
O que NÃO é considerado é a diferença entre ecologia como ideologia de gestão (a &#8220;economia verde&#8221;, o capitalismo de carbono zero) e ecologia como luta dos povos da Terra contra a exploração. Os movimentos indígenas pela floresta em pé, as comunidades que defendem seus rios contra a mineração, os quilombolas que preservam a agrobiodiversidade – esses não são &#8220;gestores frustrados&#8221;. São lutas concretas que, ao defenderem a natureza, estão defendendo a si mesmos contra o capital.<br />
Apagar essa diferença é SIM adotar uma tática fascista: unificar o inimigo sob uma mesma etiqueta para poder condená-lo em bloco.</p>
<p>Mas há um NÃO mais perigoso e nefasto.</p>
<p>• O NÃO ao ser humano como um eco-sistema.</p>
<p>Tudo está ligado com tudo e não há vida que não seja coletiva, dependente e integrada com outras formas de vida. Dependemos do equilíbrio entre as bactérias e fungos que habitam nosso corpo. Somente o intestino abriga 100 trilhões deles, como um recife de coral num leito escarpado.<br />
Para cada célula humana compondo o que nos acostumamos a chamar de &#8220;meu corpo&#8221;, existem em contraparte nove células não-humanas. Os microorganismos vivendo no corpo humano somam 4,4 milhões de genes: o genoma coletivo de nossa microbiota. Esses genes operam em conjunto com nossos 20 mil genes humanos. Segundo esses números, somos apenas 0,5% humano. Um mero fantasma estatístico.<br />
O que nos torna humanos? Uma ilusão supremacista! O excepcionalismo humano é a matriz de todos os supremacismos. Essa é a insidiosa raiz profunda de todas as formas de Fascismo. Não nos basta o combate ao Fascismo político. Desejamos uma vida NÃO fascista!</p>
<p>A revolução, se vier, será ecológica ou não será. Porque se trata fundamentalmente de recompor as relações entre humanos e entre humanos e o resto da vida. Trata-se de aprender, de novo, a coabitar.</p>
<p>• &#8220;Para uma historiografia do Não&#8221;<br />
<a href="https://passapalavra.info/2022/05/143354/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2022/05/143354/</a></p>
<p>• &#8220;Em busca do NÃO&#8221;<br />
<a href="https://passapalavra.info/2022/06/143972/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2022/06/143972/</a></p>
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