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	Comentários sobre: Marx e a nação. Um abraço pela frente e uma facada por trás &#8211; I. O nacionalismo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/85889/#comment-147498</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2013 02:22:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Andre,

já respondi à questão dos Estados nacionais noutro comentário. Existem dois artigos meus que abordam directamente o assunto: http://passapalavra.info/2013/05/77152
http://passapalavra.info/2013/05/77590

Sobre o jovem Marx. Lamento desiludi-lo mas neste ponto em específico acho que o Althusser tinha alguma razão. Os tempos do jovem Marx são importantes e ajudam a estabelecer os rudimentos de um novo modo de pensar o capitalismo e a vida social mas a orientação da maioria dos textos até 1845 é fundamentalmente especulativa e claramente normativa. Por exemplo, os Manuscritos de 1844 são algo de fenomenal para quem os escreveu com 26 anos de idade. São sem dúvida um esforço analítico espantoso para alguém que está a sair da reflexão filosófica e busca um novo terreno racional de compreensão do mundo social.

Todavia, achar que nos escritos do jovem Marx se encontra uma teoria do capitalismo é uma ilusão. Em última instância, não há até 1845 uma concepção sólida da sociedade mas fundamentalmente uma crítica aos vícios e aos efeitos políticos do capitalismo. Não existe ali uma crítica aos seus fundamentos.

Em Portugal, uma certa onda de gente ligada à filosofia conhece de trás para diante os textos desse período. Curiosamente nada dominam da obra posterior. E esse é o maior problema. Congelar a obra do Marx naquele período, recortar o Marx apenas até 1845 leva a uma abordagem estritamente moralista e voluntarista ao capitalismo. O mesmo fazem muitos outros que estudam o capitalismo a partir única e exclusivamente, sublinho única e exclusivamente, da leitura do Zizek, do Badiou, do Ranciére, etc. Ora, conhecer e criticar o capitalismo é tudo menos especulação e condenação moral dos seus efeitos. Esse é o ponto de chegada, nunca o de partida. O próprio Marx avançou muitíssimo após 1845 precisamente porque, correctamente, foi cada vez mais alicerçando os seus estudos na compreensão da materialidade do capitalismo e não nas obras especulativas e filosofantes do seu tempo. Veja quais foram os autores que mais influenciaram o Marx e a sua teoria económica e veja quantas pessoas de esquerda estão lá no meio.

Para terminar esta parte da «crítica do jovem Marx ao Estado». A esmagadora maioria das obras do jovem Marx teve pouca influência directa na formação da esquerda dos gestores. Teve influência intelectual (e mesmo aí boa parte dela só teve larga difusão a partir dos anos 30) mas directamente organizativa, isso não se pode afirmar. Daí que eu tenho escolhido propositadamente textos políticos do Marx com largo impacto na esquerda, nomeadamente o &quot;Manifesto&quot; e &quot;A guerra civil em França&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Andre,</p>
<p>já respondi à questão dos Estados nacionais noutro comentário. Existem dois artigos meus que abordam directamente o assunto: <a href="http://passapalavra.info/2013/05/77152" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/05/77152</a><br />
<a href="http://passapalavra.info/2013/05/77590" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/05/77590</a></p>
<p>Sobre o jovem Marx. Lamento desiludi-lo mas neste ponto em específico acho que o Althusser tinha alguma razão. Os tempos do jovem Marx são importantes e ajudam a estabelecer os rudimentos de um novo modo de pensar o capitalismo e a vida social mas a orientação da maioria dos textos até 1845 é fundamentalmente especulativa e claramente normativa. Por exemplo, os Manuscritos de 1844 são algo de fenomenal para quem os escreveu com 26 anos de idade. São sem dúvida um esforço analítico espantoso para alguém que está a sair da reflexão filosófica e busca um novo terreno racional de compreensão do mundo social.</p>
<p>Todavia, achar que nos escritos do jovem Marx se encontra uma teoria do capitalismo é uma ilusão. Em última instância, não há até 1845 uma concepção sólida da sociedade mas fundamentalmente uma crítica aos vícios e aos efeitos políticos do capitalismo. Não existe ali uma crítica aos seus fundamentos.</p>
<p>Em Portugal, uma certa onda de gente ligada à filosofia conhece de trás para diante os textos desse período. Curiosamente nada dominam da obra posterior. E esse é o maior problema. Congelar a obra do Marx naquele período, recortar o Marx apenas até 1845 leva a uma abordagem estritamente moralista e voluntarista ao capitalismo. O mesmo fazem muitos outros que estudam o capitalismo a partir única e exclusivamente, sublinho única e exclusivamente, da leitura do Zizek, do Badiou, do Ranciére, etc. Ora, conhecer e criticar o capitalismo é tudo menos especulação e condenação moral dos seus efeitos. Esse é o ponto de chegada, nunca o de partida. O próprio Marx avançou muitíssimo após 1845 precisamente porque, correctamente, foi cada vez mais alicerçando os seus estudos na compreensão da materialidade do capitalismo e não nas obras especulativas e filosofantes do seu tempo. Veja quais foram os autores que mais influenciaram o Marx e a sua teoria económica e veja quantas pessoas de esquerda estão lá no meio.</p>
<p>Para terminar esta parte da «crítica do jovem Marx ao Estado». A esmagadora maioria das obras do jovem Marx teve pouca influência directa na formação da esquerda dos gestores. Teve influência intelectual (e mesmo aí boa parte dela só teve larga difusão a partir dos anos 30) mas directamente organizativa, isso não se pode afirmar. Daí que eu tenho escolhido propositadamente textos políticos do Marx com largo impacto na esquerda, nomeadamente o &#8220;Manifesto&#8221; e &#8220;A guerra civil em França&#8221;.</p>
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		Por: Andre		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/85889/#comment-147465</link>

		<dc:creator><![CDATA[Andre]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2013 23:07:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[burguesia nacional existe porque o capital só existe por meio da concorrencia e como ele precisa de agentes subjetivos e estes estão inseridos em Estados Nacionais, existem burguesias nacionais. Ademais o capital se desenvolve de forma desigual, não é homogeneo. A contradição aqui é do capital e não da teoria.
Não li os outros textos, mas me causa espanto em um texto com o título &quot;Marx e a Nação&quot; que a crítica do &#039;jovem Marx&#039; ao Estado não esteja presente no artigo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>burguesia nacional existe porque o capital só existe por meio da concorrencia e como ele precisa de agentes subjetivos e estes estão inseridos em Estados Nacionais, existem burguesias nacionais. Ademais o capital se desenvolve de forma desigual, não é homogeneo. A contradição aqui é do capital e não da teoria.<br />
Não li os outros textos, mas me causa espanto em um texto com o título &#8220;Marx e a Nação&#8221; que a crítica do &#8216;jovem Marx&#8217; ao Estado não esteja presente no artigo.</p>
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