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	Comentários sobre: Enquete operária: o feitiço e o fetiche	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131228/#comment-602087</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 02:52:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esses dias vi um debate com Marcia Castro, graduada em Estatística, mas chamada de demógrafa por ter feito pós-graduação em Demografia. Ela é professora de Demografia e Chefe do Departamento de Saúde Global e População da Escola de Saúde Pública de Harvard.
Pesquisa doenças no Brasil pelo que entendi da sua fala. Mas o mais destacável é que ela frisou que vai a campo, tem necessidade disso para entender as pessoas, a vida delas... enfim, na prática, faz o papel do sociólogo qualitativo ou do antropólogo. Ela, que é estatística, percebe a insuficiência do olhar distante e dos números para entender certos fenômenos com os quais trabalho na transdisciplinaridade entre demografia e saúde.
O vídeo é este: https://www.youtube.com/watch?v=NkR1Qcvd6CA]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias vi um debate com Marcia Castro, graduada em Estatística, mas chamada de demógrafa por ter feito pós-graduação em Demografia. Ela é professora de Demografia e Chefe do Departamento de Saúde Global e População da Escola de Saúde Pública de Harvard.<br />
Pesquisa doenças no Brasil pelo que entendi da sua fala. Mas o mais destacável é que ela frisou que vai a campo, tem necessidade disso para entender as pessoas, a vida delas&#8230; enfim, na prática, faz o papel do sociólogo qualitativo ou do antropólogo. Ela, que é estatística, percebe a insuficiência do olhar distante e dos números para entender certos fenômenos com os quais trabalho na transdisciplinaridade entre demografia e saúde.<br />
O vídeo é este: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=NkR1Qcvd6CA" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=NkR1Qcvd6CA</a></p>
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		<title>
		Por: j		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131228/#comment-591043</link>

		<dc:creator><![CDATA[j]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2020 11:17:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[z, nossa divergência passa pela palavra “operária”. Uma enquete organizada pela classe trabalhadora pode fazer uso das técnicas mais avançadas da sociologia, das ciências sociais e da estatística. Uma enquete organizada na academia não pode encampar a reivindicação mais avançada dos trabalhadores, a superação do capital. Não dá para confundir academia com classe social. 

Por trás da enquete operária não está o “desejo modesto de aprender a partir dos próprios trabalhadores”, como você citou. É aqui que a enquete acadêmica se separa da enquete operária. A primeira para neste ponto, a segunda avança. Não se trata de interpretar o mundo, a questão é transformá-lo – diria Marx. Por trás da enquete operária está a necessidade revolucionar o modo de produção. Era assim para Marx e para os operaístas italianos.       

Como coloquei desde o começo, a enquete operária não é panaceia universal; mas, por outro lado, transformá-la em método de pesquisa sociológica empregado na academia é esterilizar suas possibilidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>z, nossa divergência passa pela palavra “operária”. Uma enquete organizada pela classe trabalhadora pode fazer uso das técnicas mais avançadas da sociologia, das ciências sociais e da estatística. Uma enquete organizada na academia não pode encampar a reivindicação mais avançada dos trabalhadores, a superação do capital. Não dá para confundir academia com classe social. </p>
<p>Por trás da enquete operária não está o “desejo modesto de aprender a partir dos próprios trabalhadores”, como você citou. É aqui que a enquete acadêmica se separa da enquete operária. A primeira para neste ponto, a segunda avança. Não se trata de interpretar o mundo, a questão é transformá-lo – diria Marx. Por trás da enquete operária está a necessidade revolucionar o modo de produção. Era assim para Marx e para os operaístas italianos.       </p>
<p>Como coloquei desde o começo, a enquete operária não é panaceia universal; mas, por outro lado, transformá-la em método de pesquisa sociológica empregado na academia é esterilizar suas possibilidades.</p>
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		<title>
		Por: z		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131228/#comment-590616</link>

		<dc:creator><![CDATA[z]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2020 23:34:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[j,
A enquete operária pode ser e é pensada como um método de pesquisa sociológica, não raramente utilizado na academia. No início da série &quot;Enquete Operária: Uma Genealogia&quot;, Asad Haider e Salar Mohandesi comentam a primeira tentativa de Marx e analisam o caráter da enquete operária:  &quot;Somente a classe trabalhadora poderia prover informação significativa sobre sua própria existência, assim como somente a própria classe trabalhadora poderia construir o novo mundo. Mas por trás desse simples chamado está uma série de motivações complexas, objetivos e intenções, fazendo a enquete operária — esse aparente desejo modesto de aprender a partir dos próprios trabalhadores — um projeto altamente ambíguo, multifacetado e indeterminado desde o princípio&quot;. Esse comentário parece corroborar o que os autores militantes deste artigo concluem sobre a enquete: &quot;a enquete operária é um método de pesquisa sociológica. Um entre tantos. Só isso. Não é pacífica sua aplicação, não é pacífica sua concepção, não é pacífica sua destinação. Como qualquer pesquisa, a enquete operária está sujeita a disputas de método, de conteúdo, de sentido, de finalidade, de resultados e de efeitos esperados&quot;.

No artigo que me referi da série que discorre sobre a história da enquete operária, há a constatação de que os debates sobre a sociologia e métodos de pesquisa sociológica tiveram grande importância na formação dos Quaderni Rossi, dividindo alas no interior do grupo. Alquati era um sociólogo, Negri se tornou um e Panzieri defendeu um estudo aprofundado da sociologia antes de tomar uma posição política frente à revolta contra os sindicatos na Piazza Statutto, levando o grupo a uma ruptura. Vejo que você está englobando o trabalho de organização política na prática de investigação da enquete, o que me parece ser uma extrapolação indevida, pois então a enquete operária corresponderia à atividade militante por completo e perderia o sentido explicativo de pesquisa empírica em forma de questionário, relato ou entrevista. Isso, e o que comentei no parágrafo acima, me fazem refletir sobre o que os tais velhos militantes dizem sobre a enquete enquanto &quot;panaceia&quot;. Uma definição muito ampla de enquete, sem contextualização histórica, pode servir mesmo para explicar e sustentar qualquer coisa.  

José,
Não se trata de &quot;disputa das narrativas&quot;, mas de reflexões e debate político e histórico, algo que o artigo trouxe e que os comentários prosseguiram. E este é um dos objetivos do Passa Palavra, já alertando quem porventura incomodar-se.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>j,<br />
A enquete operária pode ser e é pensada como um método de pesquisa sociológica, não raramente utilizado na academia. No início da série &#8220;Enquete Operária: Uma Genealogia&#8221;, Asad Haider e Salar Mohandesi comentam a primeira tentativa de Marx e analisam o caráter da enquete operária:  &#8220;Somente a classe trabalhadora poderia prover informação significativa sobre sua própria existência, assim como somente a própria classe trabalhadora poderia construir o novo mundo. Mas por trás desse simples chamado está uma série de motivações complexas, objetivos e intenções, fazendo a enquete operária — esse aparente desejo modesto de aprender a partir dos próprios trabalhadores — um projeto altamente ambíguo, multifacetado e indeterminado desde o princípio&#8221;. Esse comentário parece corroborar o que os autores militantes deste artigo concluem sobre a enquete: &#8220;a enquete operária é um método de pesquisa sociológica. Um entre tantos. Só isso. Não é pacífica sua aplicação, não é pacífica sua concepção, não é pacífica sua destinação. Como qualquer pesquisa, a enquete operária está sujeita a disputas de método, de conteúdo, de sentido, de finalidade, de resultados e de efeitos esperados&#8221;.</p>
<p>No artigo que me referi da série que discorre sobre a história da enquete operária, há a constatação de que os debates sobre a sociologia e métodos de pesquisa sociológica tiveram grande importância na formação dos Quaderni Rossi, dividindo alas no interior do grupo. Alquati era um sociólogo, Negri se tornou um e Panzieri defendeu um estudo aprofundado da sociologia antes de tomar uma posição política frente à revolta contra os sindicatos na Piazza Statutto, levando o grupo a uma ruptura. Vejo que você está englobando o trabalho de organização política na prática de investigação da enquete, o que me parece ser uma extrapolação indevida, pois então a enquete operária corresponderia à atividade militante por completo e perderia o sentido explicativo de pesquisa empírica em forma de questionário, relato ou entrevista. Isso, e o que comentei no parágrafo acima, me fazem refletir sobre o que os tais velhos militantes dizem sobre a enquete enquanto &#8220;panaceia&#8221;. Uma definição muito ampla de enquete, sem contextualização histórica, pode servir mesmo para explicar e sustentar qualquer coisa.  </p>
<p>José,<br />
Não se trata de &#8220;disputa das narrativas&#8221;, mas de reflexões e debate político e histórico, algo que o artigo trouxe e que os comentários prosseguiram. E este é um dos objetivos do Passa Palavra, já alertando quem porventura incomodar-se.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: k		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131228/#comment-590583</link>

		<dc:creator><![CDATA[k]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2020 23:00:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[j, a “genealogia” recentemente publicada pelo Passa Palavra afirma que “Marx morreu alguns anos após essa primeira tentativa de enquete, sem receber uma única resposta”, mas de fato nada impede que algumas tenham chegado à revista.

Seja como for, num número subsequente da Revue Socialiste (publicado em julho de 1880), encontramos o seguinte apelo: 

“Um certo número dos nossos amigos já enviou uma resposta ao questionário para a Enquete Operária; lhes agradecemos por isso e incentivamos nossos amigos e leitores que ainda não responderam a se apressarem. Só queremos começar nosso trabalho quando tivermos o maior número possível de respostas, para que ele seja mais completo. Pedimos aos nossos amigos proletários que considerem que a elaboração desses ‘Cadernos de Trabalho’ é da maior importância e que, contribuindo para o difícil trabalho que empreendemos, eles trabalham diretamente para sua emancipação.” (https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k58174319/f32.item.r=Revue+Socialiste+1880)

Mesmo no seu fracasso – e qual enquete dessas chega hoje a uma centena de respostas? –, aquela primeira enquete é certamente uma herança a ser disputada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>j, a “genealogia” recentemente publicada pelo Passa Palavra afirma que “Marx morreu alguns anos após essa primeira tentativa de enquete, sem receber uma única resposta”, mas de fato nada impede que algumas tenham chegado à revista.</p>
<p>Seja como for, num número subsequente da Revue Socialiste (publicado em julho de 1880), encontramos o seguinte apelo: </p>
<p>“Um certo número dos nossos amigos já enviou uma resposta ao questionário para a Enquete Operária; lhes agradecemos por isso e incentivamos nossos amigos e leitores que ainda não responderam a se apressarem. Só queremos começar nosso trabalho quando tivermos o maior número possível de respostas, para que ele seja mais completo. Pedimos aos nossos amigos proletários que considerem que a elaboração desses ‘Cadernos de Trabalho’ é da maior importância e que, contribuindo para o difícil trabalho que empreendemos, eles trabalham diretamente para sua emancipação.” (<a href="https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k58174319/f32.item.r=Revue+Socialiste+1880" rel="nofollow ugc">https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k58174319/f32.item.r=Revue+Socialiste+1880</a>)</p>
<p>Mesmo no seu fracasso – e qual enquete dessas chega hoje a uma centena de respostas? –, aquela primeira enquete é certamente uma herança a ser disputada.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131228/#comment-590453</link>

		<dc:creator><![CDATA[José]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2020 20:15:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na disputa das narrativas, teremos aqui um alfabeto inteiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na disputa das narrativas, teremos aqui um alfabeto inteiro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: j		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131228/#comment-590440</link>

		<dc:creator><![CDATA[j]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2020 20:04:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[k,  foram distribuídas 25.000 cópias do questionário elaborado por Marx, 100 retornaram preenchidos. O dado é do operaísta Dario Lanzardo.

z, as Enquetes Operárias não podem ser pensadas como um método de pesquisa sociológica porque elas não se limitam à produção de conhecimento. As enquetes operárias são mecanismos de formação e politização da classe trabalhadora. A questão não era conhecer a classe em si, era forjar a classe para si. Isso valia para Marx e para os operaístas italianos. No caso destes, tratava-se de usar as enquetes operárias para entender e superar o reformismo do PCI e do PSI. Em geral, os operaístas eram ex-militantes do PCI e do PSI, usaram as enquetes como uma das vias de retorno a Marx e de construção revolucionária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>k,  foram distribuídas 25.000 cópias do questionário elaborado por Marx, 100 retornaram preenchidos. O dado é do operaísta Dario Lanzardo.</p>
<p>z, as Enquetes Operárias não podem ser pensadas como um método de pesquisa sociológica porque elas não se limitam à produção de conhecimento. As enquetes operárias são mecanismos de formação e politização da classe trabalhadora. A questão não era conhecer a classe em si, era forjar a classe para si. Isso valia para Marx e para os operaístas italianos. No caso destes, tratava-se de usar as enquetes operárias para entender e superar o reformismo do PCI e do PSI. Em geral, os operaístas eram ex-militantes do PCI e do PSI, usaram as enquetes como uma das vias de retorno a Marx e de construção revolucionária.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: z		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131228/#comment-590284</link>

		<dc:creator><![CDATA[z]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2020 15:40:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há que se compreender, como está no texto, que os militantes autores partem da concepção de Enquete Operária forjada pelos operaístas. E sim, ela começou e se desenvolveu com um debate sobre a sociologia e seus métodos:

&quot;Os Quaderni Rossi começaram com um debate sobre a sociologia, cujo uso pelos patrões tinha produzido novas formas de gestão do trabalho e disciplina, mas também tinha gerado informações incalculáveis sobre o processo de trabalho. Enquanto uma apropriação marxista crítica da sociologia estava na agenda, sua relação com a enquete operária de Montaldi não era inteiramente clara. Alguns nos Quaderni Rossi — a facção &#039;sociologista&#039; em torno de Vittorio Rieser — acreditavam que essa nova ciência, apesar de associada com a acadêmicos burgueses, poderia ser usado como uma base para a renovação das instituições do movimento operário. Outros, incluindo Alquati, achavam que a sociologia apenas poderia ser, na melhor das hipóteses, um passo inicial para uma colaboração militante entre pesquisadores e trabalhadores, uma nova forma de conhecimento que seria caracterizada como &#039;copesquisa&#039;&quot;

Fonte: https://passapalavra.info/2020/03/130322/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há que se compreender, como está no texto, que os militantes autores partem da concepção de Enquete Operária forjada pelos operaístas. E sim, ela começou e se desenvolveu com um debate sobre a sociologia e seus métodos:</p>
<p>&#8220;Os Quaderni Rossi começaram com um debate sobre a sociologia, cujo uso pelos patrões tinha produzido novas formas de gestão do trabalho e disciplina, mas também tinha gerado informações incalculáveis sobre o processo de trabalho. Enquanto uma apropriação marxista crítica da sociologia estava na agenda, sua relação com a enquete operária de Montaldi não era inteiramente clara. Alguns nos Quaderni Rossi — a facção &#8216;sociologista&#8217; em torno de Vittorio Rieser — acreditavam que essa nova ciência, apesar de associada com a acadêmicos burgueses, poderia ser usado como uma base para a renovação das instituições do movimento operário. Outros, incluindo Alquati, achavam que a sociologia apenas poderia ser, na melhor das hipóteses, um passo inicial para uma colaboração militante entre pesquisadores e trabalhadores, uma nova forma de conhecimento que seria caracterizada como &#8216;copesquisa'&#8221;</p>
<p>Fonte: <a href="https://passapalavra.info/2020/03/130322/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2020/03/130322/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131228/#comment-590274</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2020 15:14:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Inúmeros dossiês - todos valiosos, enquete e autonomia operária inclusos - podem ser baixados aqui:

http://www.oocities.org/autonomiabvr/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Inúmeros dossiês &#8211; todos valiosos, enquete e autonomia operária inclusos &#8211; podem ser baixados aqui:</p>
<p><a href="http://www.oocities.org/autonomiabvr/" rel="nofollow ugc">http://www.oocities.org/autonomiabvr/</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131228/#comment-590249</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2020 13:49:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se alguém for jogar fora o livro A Sociedade do Consumo - obra prima da sociologia - , do Jean Baudrillard, peço para que me envie. Tenho ele só xerocado, e com o tempo a tinta do xerox desaparece.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se alguém for jogar fora o livro A Sociedade do Consumo &#8211; obra prima da sociologia &#8211; , do Jean Baudrillard, peço para que me envie. Tenho ele só xerocado, e com o tempo a tinta do xerox desaparece.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: k		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131228/#comment-589908</link>

		<dc:creator><![CDATA[k]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2020 04:01:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[j só esqueceu de duas coisas:

(1) A primeira e talvez mais importante contribuição deste site sobre a enquete operária apareceu faz algum tempo e pode ser lida aqui: https://passapalavra.info/2015/08/105627/ e

(2) Nenhum trabalhador respondeu ao imenso questionário do velho barbudo, apesar de todas as questões que o gesto antecipa ou coloca, bem pontuadas no comentário acima.

No mais, suas ponderações são um adendo essencial ao artigo, que termina por esterilizar o rico relato das idas e vindas de militantes há mais de duas décadas e por condenar, com ele, uma proposta provocadora forjada nos anos 1960 por uma parte da esquerda italiana. (Proposta que alguns sociólogos tratariam de desfigurar ao tentar transplantá-la para a academia.)

Como nosso JB não cansa de repetir, estamos precisando nos livrar da sociologia, e não adotar mais um método de pesquisa sociológica. Mas o abandono das certezas confortáveis sobre os trabalhadores e a atitude investigativa (para muito além dos questionários e das estatísticas) que estavam no cerne daquela inusitada retomada da enquete de Marx, isso sim tem feito muita falta, inclusive por aqui.

Pode ser que de fato só se encontre algo do tipo nos romances que acabam de ser escritos, e olhe lá. Um deles (cuja publicação na realidade já tem uma década) é Passageiro do fim do dia, de Rubens Figueiredo, que pode ser baixado aqui: https://joaocamillopenna.files.wordpress.com/2015/11/figueiredo-passageiro-do-fim-do-dia.pdf]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>j só esqueceu de duas coisas:</p>
<p>(1) A primeira e talvez mais importante contribuição deste site sobre a enquete operária apareceu faz algum tempo e pode ser lida aqui: <a href="https://passapalavra.info/2015/08/105627/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2015/08/105627/</a> e</p>
<p>(2) Nenhum trabalhador respondeu ao imenso questionário do velho barbudo, apesar de todas as questões que o gesto antecipa ou coloca, bem pontuadas no comentário acima.</p>
<p>No mais, suas ponderações são um adendo essencial ao artigo, que termina por esterilizar o rico relato das idas e vindas de militantes há mais de duas décadas e por condenar, com ele, uma proposta provocadora forjada nos anos 1960 por uma parte da esquerda italiana. (Proposta que alguns sociólogos tratariam de desfigurar ao tentar transplantá-la para a academia.)</p>
<p>Como nosso JB não cansa de repetir, estamos precisando nos livrar da sociologia, e não adotar mais um método de pesquisa sociológica. Mas o abandono das certezas confortáveis sobre os trabalhadores e a atitude investigativa (para muito além dos questionários e das estatísticas) que estavam no cerne daquela inusitada retomada da enquete de Marx, isso sim tem feito muita falta, inclusive por aqui.</p>
<p>Pode ser que de fato só se encontre algo do tipo nos romances que acabam de ser escritos, e olhe lá. Um deles (cuja publicação na realidade já tem uma década) é Passageiro do fim do dia, de Rubens Figueiredo, que pode ser baixado aqui: <a href="https://joaocamillopenna.files.wordpress.com/2015/11/figueiredo-passageiro-do-fim-do-dia.pdf" rel="nofollow ugc">https://joaocamillopenna.files.wordpress.com/2015/11/figueiredo-passageiro-do-fim-do-dia.pdf</a></p>
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