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	Comentários sobre: Respire!	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: giovani		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132375/#comment-624343</link>

		<dc:creator><![CDATA[giovani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 21:42:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fagner Enrique : não foi ao passa palavra o comentário ! foi genérico aos comentários que aqui estão e vemos nas discussões por ai ! ao que eu entenda esse site é um coletivo e textos não necessariamente mostram a intenção o coletivo . é um debate e existem pontos discordantes ; 

voce escreveu &quot; “[…] o fato de que tais mobilizações foram facilmente sujeitas a uma rápida pulverização de suas reivindicações, a meu ver exatamente pelo fato de as ocupações de espaços públicos, as manifestações, etc., não terem sido capazes — quando a isto se propuseram — de articular as lutas nas ruas com lutas no âmbito das relações de trabalho: na verdade, as lutas nos locais de trabalho eram o terreno soberano das burocracias sindicais, em sua generalidade hostis a movimentos que buscavam construir lutas autônomas, os quais, por sua vez, lhes eram igualmente hostis e lhes fugiam ao controle. &quot; 

acho que a classe trabalhadora não é só uma ! existe aquela parcela sob tutela dos sindicatos oficiais , e existe uma parcela gigante de outra parcela que se encontra &quot; sem organizações consolidadas &quot; a tal da uberização.... o questão urbana como o trasnporte publico era central no inicio, ligada diretamente a relações de trabalho . 
concordo com o restante que foi analisado aqui no passa palavra ja em outras ocasiões .....mais temos que lançar a autocritica sobre a esquerda institucional e a esquerda que se diz anticapitalista mesmo !

e se vai ser essa gigante tragédia desenhada ao Brasil , o que restara depois ? teremos forças , pessoas para lutar . a opinião publica que se acostumou a ter tantas mortes por dia , não vai se acostumar quando mandarem matar algumas dezenas ???]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fagner Enrique : não foi ao passa palavra o comentário ! foi genérico aos comentários que aqui estão e vemos nas discussões por ai ! ao que eu entenda esse site é um coletivo e textos não necessariamente mostram a intenção o coletivo . é um debate e existem pontos discordantes ; </p>
<p>voce escreveu &#8221; “[…] o fato de que tais mobilizações foram facilmente sujeitas a uma rápida pulverização de suas reivindicações, a meu ver exatamente pelo fato de as ocupações de espaços públicos, as manifestações, etc., não terem sido capazes — quando a isto se propuseram — de articular as lutas nas ruas com lutas no âmbito das relações de trabalho: na verdade, as lutas nos locais de trabalho eram o terreno soberano das burocracias sindicais, em sua generalidade hostis a movimentos que buscavam construir lutas autônomas, os quais, por sua vez, lhes eram igualmente hostis e lhes fugiam ao controle. &#8221; </p>
<p>acho que a classe trabalhadora não é só uma ! existe aquela parcela sob tutela dos sindicatos oficiais , e existe uma parcela gigante de outra parcela que se encontra &#8221; sem organizações consolidadas &#8221; a tal da uberização&#8230;. o questão urbana como o trasnporte publico era central no inicio, ligada diretamente a relações de trabalho .<br />
concordo com o restante que foi analisado aqui no passa palavra ja em outras ocasiões &#8230;..mais temos que lançar a autocritica sobre a esquerda institucional e a esquerda que se diz anticapitalista mesmo !</p>
<p>e se vai ser essa gigante tragédia desenhada ao Brasil , o que restara depois ? teremos forças , pessoas para lutar . a opinião publica que se acostumou a ter tantas mortes por dia , não vai se acostumar quando mandarem matar algumas dezenas ???</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132375/#comment-624313</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 20:29:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A maior parte da classe trabalhadora no Brasil não deixou de trabalhar fora de casa desde o início da quarentena flexível. Por isso, todos dias lota os ônibus e o transporte coletivo em geral, convive nos locais de trabalho sem o distanciamento e fazendo aglomerações, muitas vezes faltando equipamento ou sem nenhum.  Além disso, os governos e as classes dominantes não tem nenhum comprometimento em assegurar a saúde, a renda e a moradia necessária para uma quarentena eficaz. 
Agora, em pleno agravamento da pandemia, as classes dominantes estão flexibilizando ainda mais a quarentena,  que na prática não existirá mais. Isso tudo vai muito além de consciência e disciplina individual.

Por esses e muitos outros problemas, não são protestos nas ruas que estão determinando o agravamento da pandemia. Para tentar mudar a situação atual, além de lutas nos locais de trabalho, se faz necessário também os protestos e a revolta popular na ruas, mesmo causando aglomerações. Então, cabe lutar tomando cuidado na medida possível, mas sem deixar todos meios possíveis e necessários para a organização e a luta popular combativa.

Aqui tem um contraponto a este posicionamento do Passa Palavra:

Do Negacionismo de Esquerda às Falsas Polêmicas Contra os Protestos de Rua

https://kaosenlared.net/do-negacionismo-de-esquerda-as-falsas-polemicas-contra-os-protestos-de-rua/?fbclid=IwAR1iZQWgLJXVl1sCkgv1YOGdvgprNkmnB8Y3Acud48CiDPFQ0sl-Un9efvw]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A maior parte da classe trabalhadora no Brasil não deixou de trabalhar fora de casa desde o início da quarentena flexível. Por isso, todos dias lota os ônibus e o transporte coletivo em geral, convive nos locais de trabalho sem o distanciamento e fazendo aglomerações, muitas vezes faltando equipamento ou sem nenhum.  Além disso, os governos e as classes dominantes não tem nenhum comprometimento em assegurar a saúde, a renda e a moradia necessária para uma quarentena eficaz.<br />
Agora, em pleno agravamento da pandemia, as classes dominantes estão flexibilizando ainda mais a quarentena,  que na prática não existirá mais. Isso tudo vai muito além de consciência e disciplina individual.</p>
<p>Por esses e muitos outros problemas, não são protestos nas ruas que estão determinando o agravamento da pandemia. Para tentar mudar a situação atual, além de lutas nos locais de trabalho, se faz necessário também os protestos e a revolta popular na ruas, mesmo causando aglomerações. Então, cabe lutar tomando cuidado na medida possível, mas sem deixar todos meios possíveis e necessários para a organização e a luta popular combativa.</p>
<p>Aqui tem um contraponto a este posicionamento do Passa Palavra:</p>
<p>Do Negacionismo de Esquerda às Falsas Polêmicas Contra os Protestos de Rua</p>
<p><a href="https://kaosenlared.net/do-negacionismo-de-esquerda-as-falsas-polemicas-contra-os-protestos-de-rua/?fbclid=IwAR1iZQWgLJXVl1sCkgv1YOGdvgprNkmnB8Y3Acud48CiDPFQ0sl-Un9efvw" rel="nofollow ugc">https://kaosenlared.net/do-negacionismo-de-esquerda-as-falsas-polemicas-contra-os-protestos-de-rua/?fbclid=IwAR1iZQWgLJXVl1sCkgv1YOGdvgprNkmnB8Y3Acud48CiDPFQ0sl-Un9efvw</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: anti-herói		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132375/#comment-624290</link>

		<dc:creator><![CDATA[anti-herói]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 19:36:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Giovanni escreve: &quot; *Solidariedade é também correr riscos pelo outro!*

ficar é casa é fácil para quem pode, quem faz seu homeoffice , ai dizem que estão se sacrificando . Ou só estão preocupados com a sua própria sobrevivência? Mais ai sejamos sinceros, não há nada de errado nisso! Eu me preocupo com minha individualidade. mas não vamos se gabar de que ficar em casa é somente por solidariedade. &quot;

Não deixem passar Este Flagrante Delito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Giovanni escreve: &#8221; *Solidariedade é também correr riscos pelo outro!*</p>
<p>ficar é casa é fácil para quem pode, quem faz seu homeoffice , ai dizem que estão se sacrificando . Ou só estão preocupados com a sua própria sobrevivência? Mais ai sejamos sinceros, não há nada de errado nisso! Eu me preocupo com minha individualidade. mas não vamos se gabar de que ficar em casa é somente por solidariedade. &#8221;</p>
<p>Não deixem passar Este Flagrante Delito.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132375/#comment-624261</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 18:32:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Giovanni escreve que:

“A cidade é diversa e é ali na rua aonde as diversidades se encontram , é ali que se da o verdadeiro xadrez ….é entre a rua e depois suas reflexões e teorias e depois ruas que o processo ocorre …..Vamos lembrar de 2013 . Vemos os mesmos comentários ….não é o momento , nao tem organização , é midiatico …..e a rua , a massa , o povo que ve a midia foi levado para o lado da direita !”.

Mas, na verdade, é justamente o oposto. Como eu escrevi num artigo publicado neste site (https://passapalavra.info/2020/03/130222/), o conjunto de mobilizações ao redor do mundo do qual fizeram parte as Jornadas de Junho tinha, entre suas limitações:

“[...] o fato de que tais mobilizações foram facilmente sujeitas a uma rápida pulverização de suas reivindicações, a meu ver exatamente pelo fato de as ocupações de espaços públicos, as manifestações, etc., não terem sido capazes — quando a isto se propuseram — de articular as lutas nas ruas com lutas no âmbito das relações de trabalho: na verdade, as lutas nos locais de trabalho eram o terreno soberano das burocracias sindicais, em sua generalidade hostis a movimentos que buscavam construir lutas autônomas, os quais, por sua vez, lhes eram igualmente hostis e lhes fugiam ao controle. Daí a facilidade com que a direita e a extrema-direita no Brasil se apropriaram de mobilizações, formas de luta e palavras de ordem dos trabalhadores e grupos de esquerda; e daí também o fato de no Brasil as lutas de uma parcela muito expressiva de trabalhadores seguirem tuteladas e subordinadas às burocracias sindicais e por aí ao PT e a Lula”.

Agora, por outro lado, é interessante como Giovanni atribui ao Passa Palavra - que noticiou, apoiou e refletiu sobre as lutas não apenas em 2013 como em muitas outras ocasiões - um suposto papel desmobilizador, quando, na verdade, foi exatamente o contrário naquela época e é exatamente o contrário agora: o Passa Palavra, mantendo uma preocupação fundamental com a grave crise de saúde pública em curso e levando em conta os motivos que nos pressionam a sair às ruas, defende que “ser revolucionário é ser, fundamentalmente, criativo: trata-se de inventar formas de luta adequadas à situação presente”.

Analisar criticamente um processo de luta em curso, buscando contribuir para o seu aperfeiçoamento, não é o mesmo que desmobilizar, embora a maior parte da esquerda seja - o que é lamentável - muito avessa a críticas feitas à esquerda e as confunda com ataques objetivando anular a combatividade deste ou daquele movimento, deste ou daquele grupo. É, pelo contrário, levantar problemas, dilemas, e pensar soluções.

Sobre a gravidade da crise sanitária, por exemplo, foi noticiado ontem que: “[a] Universidade de Washington, prevê um total de 165.960 mortes ocasionadas pela Covid-19 no Brasil até o dia 4 de agosto. [...] As previsões atuais apontam que o Brasil está entre as piores lugares da epidemia de Covid-19. Os EUA têm o próximo número mais alto de mortes projetadas para a Covid-19 até agosto, com 140.496 mortes cumulativas; no entanto, os EUA têm cerca de 100 milhões a mais de pessoas do que o Brasil. Isso significa que, em relação ao tamanho da população de cada país, a epidemia de Covid-19 no Brasil pode ser a maior e mais letal do mundo (https://veja.abril.com.br/blog/matheus-leitao/instituto-eleva-previsao-de-mortes-por-covid-19-no-brasil-ate-agosto/)”. Ou seja, é preciso levar a sério tais estimativas e debater a melhor de enfrentar a situação.

Por fim, não devemos ser apenas criativos: devemos também pensar para além da “massa” ocupando as ruas... Devemos pensar em termos de trabalhadores enfrentando, com autonomia e preocupando-se com a segurança e a saúde de quem luta e por quem se luta, a exploração. Enquanto a classe trabalhadora, em sua maioria, não se reformular nesse sentido (pois as experiências positivas mencionadas por outros comentadores ainda são muito minoritárias e isoladas), ela continuará podendo ser absorvida por uma massa manipulável, na qual as diferenças de classe vão sendo turvadas e a revolta que une vários grupos socais antagônicos assume o protagonismo; continuará podendo ser absorvida, portanto, por uma massa manipulável à direita.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Giovanni escreve que:</p>
<p>“A cidade é diversa e é ali na rua aonde as diversidades se encontram , é ali que se da o verdadeiro xadrez ….é entre a rua e depois suas reflexões e teorias e depois ruas que o processo ocorre …..Vamos lembrar de 2013 . Vemos os mesmos comentários ….não é o momento , nao tem organização , é midiatico …..e a rua , a massa , o povo que ve a midia foi levado para o lado da direita !”.</p>
<p>Mas, na verdade, é justamente o oposto. Como eu escrevi num artigo publicado neste site (<a href="https://passapalavra.info/2020/03/130222/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2020/03/130222/</a>), o conjunto de mobilizações ao redor do mundo do qual fizeram parte as Jornadas de Junho tinha, entre suas limitações:</p>
<p>“[&#8230;] o fato de que tais mobilizações foram facilmente sujeitas a uma rápida pulverização de suas reivindicações, a meu ver exatamente pelo fato de as ocupações de espaços públicos, as manifestações, etc., não terem sido capazes — quando a isto se propuseram — de articular as lutas nas ruas com lutas no âmbito das relações de trabalho: na verdade, as lutas nos locais de trabalho eram o terreno soberano das burocracias sindicais, em sua generalidade hostis a movimentos que buscavam construir lutas autônomas, os quais, por sua vez, lhes eram igualmente hostis e lhes fugiam ao controle. Daí a facilidade com que a direita e a extrema-direita no Brasil se apropriaram de mobilizações, formas de luta e palavras de ordem dos trabalhadores e grupos de esquerda; e daí também o fato de no Brasil as lutas de uma parcela muito expressiva de trabalhadores seguirem tuteladas e subordinadas às burocracias sindicais e por aí ao PT e a Lula”.</p>
<p>Agora, por outro lado, é interessante como Giovanni atribui ao Passa Palavra &#8211; que noticiou, apoiou e refletiu sobre as lutas não apenas em 2013 como em muitas outras ocasiões &#8211; um suposto papel desmobilizador, quando, na verdade, foi exatamente o contrário naquela época e é exatamente o contrário agora: o Passa Palavra, mantendo uma preocupação fundamental com a grave crise de saúde pública em curso e levando em conta os motivos que nos pressionam a sair às ruas, defende que “ser revolucionário é ser, fundamentalmente, criativo: trata-se de inventar formas de luta adequadas à situação presente”.</p>
<p>Analisar criticamente um processo de luta em curso, buscando contribuir para o seu aperfeiçoamento, não é o mesmo que desmobilizar, embora a maior parte da esquerda seja &#8211; o que é lamentável &#8211; muito avessa a críticas feitas à esquerda e as confunda com ataques objetivando anular a combatividade deste ou daquele movimento, deste ou daquele grupo. É, pelo contrário, levantar problemas, dilemas, e pensar soluções.</p>
<p>Sobre a gravidade da crise sanitária, por exemplo, foi noticiado ontem que: “[a] Universidade de Washington, prevê um total de 165.960 mortes ocasionadas pela Covid-19 no Brasil até o dia 4 de agosto. [&#8230;] As previsões atuais apontam que o Brasil está entre as piores lugares da epidemia de Covid-19. Os EUA têm o próximo número mais alto de mortes projetadas para a Covid-19 até agosto, com 140.496 mortes cumulativas; no entanto, os EUA têm cerca de 100 milhões a mais de pessoas do que o Brasil. Isso significa que, em relação ao tamanho da população de cada país, a epidemia de Covid-19 no Brasil pode ser a maior e mais letal do mundo (<a href="https://veja.abril.com.br/blog/matheus-leitao/instituto-eleva-previsao-de-mortes-por-covid-19-no-brasil-ate-agosto/" rel="nofollow ugc">https://veja.abril.com.br/blog/matheus-leitao/instituto-eleva-previsao-de-mortes-por-covid-19-no-brasil-ate-agosto/</a>)”. Ou seja, é preciso levar a sério tais estimativas e debater a melhor de enfrentar a situação.</p>
<p>Por fim, não devemos ser apenas criativos: devemos também pensar para além da “massa” ocupando as ruas&#8230; Devemos pensar em termos de trabalhadores enfrentando, com autonomia e preocupando-se com a segurança e a saúde de quem luta e por quem se luta, a exploração. Enquanto a classe trabalhadora, em sua maioria, não se reformular nesse sentido (pois as experiências positivas mencionadas por outros comentadores ainda são muito minoritárias e isoladas), ela continuará podendo ser absorvida por uma massa manipulável, na qual as diferenças de classe vão sendo turvadas e a revolta que une vários grupos socais antagônicos assume o protagonismo; continuará podendo ser absorvida, portanto, por uma massa manipulável à direita.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Giovanni		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132375/#comment-624168</link>

		<dc:creator><![CDATA[Giovanni]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 13:41:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A questão não dizer que a única saída é a rua ! a rua é um balaio de gato . vocês acham que de um dia para outro vai ter uma manifestação coerente, com pessoas organizadas pelo mesmos ideias e objetivos ? isso é ilusão . A cidade é diversa e é ali na rua aonde as diversidades se encontram , é ali que se da o verdadeiro xadrez ....é entre a rua e depois suas reflexões e teorias e depois ruas que o processo ocorre .....Vamos lembrar de 2013 . Vemos os mesmos comentários ....não é o momento , nao tem organização , é midiatico .....e a rua , a massa , o povo que ve a midia foi levado para o lado da direita ! 

Sim , a luta local nos lugares de trabalho é essencial , é a base , é aonde existem criatividades , mais são locais , aos poucos precisam ganhar massa ! essas lutas dependem de pessoas que estejam la e não pessoas de fora . Eu posso atuar na minha base , nas bases dos outros preciso de alguma especie de organização , e as ruas acabam por ser a união dessas lutas ou ainda servem de exemplo e motivação para aqueles que estao na base , no local de trabalho .....se eles não vem ninguém fazendo isso ,terão mais receio de romper .! A rua serve como propaganda ...divisões de comentarios devem ter repercutido entre todos ..aqueles que pensarem , gente louca , essa esquerda é burra , suicida ....mas aposto e ouvi ( trabalho cm educação e eletricidade ) que legal , isso mesmo , tem que lutar ....! 

Avaliar riscos e agir . Se as pessoas acharem que não é valido se arriscar , beleza . Se acham que da para se arriscar , sair as ruas . !

Solidariedade é também correr riscos pelo outro !
ficar é casa é fácil para quem pode, que faz seu home oficce , ai dizem que estão se sacrificando . Ou só estão preocupados com a sua própria sobrevivência ? Mais ai sejamos sinceros , não a nada de errado nisso , ! eu me preocupo com minha individualidade. mas não vamos se gabar de que ficar em casa é somente por solidariedade .]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A questão não dizer que a única saída é a rua ! a rua é um balaio de gato . vocês acham que de um dia para outro vai ter uma manifestação coerente, com pessoas organizadas pelo mesmos ideias e objetivos ? isso é ilusão . A cidade é diversa e é ali na rua aonde as diversidades se encontram , é ali que se da o verdadeiro xadrez &#8230;.é entre a rua e depois suas reflexões e teorias e depois ruas que o processo ocorre &#8230;..Vamos lembrar de 2013 . Vemos os mesmos comentários &#8230;.não é o momento , nao tem organização , é midiatico &#8230;..e a rua , a massa , o povo que ve a midia foi levado para o lado da direita ! </p>
<p>Sim , a luta local nos lugares de trabalho é essencial , é a base , é aonde existem criatividades , mais são locais , aos poucos precisam ganhar massa ! essas lutas dependem de pessoas que estejam la e não pessoas de fora . Eu posso atuar na minha base , nas bases dos outros preciso de alguma especie de organização , e as ruas acabam por ser a união dessas lutas ou ainda servem de exemplo e motivação para aqueles que estao na base , no local de trabalho &#8230;..se eles não vem ninguém fazendo isso ,terão mais receio de romper .! A rua serve como propaganda &#8230;divisões de comentarios devem ter repercutido entre todos ..aqueles que pensarem , gente louca , essa esquerda é burra , suicida &#8230;.mas aposto e ouvi ( trabalho cm educação e eletricidade ) que legal , isso mesmo , tem que lutar &#8230;.! </p>
<p>Avaliar riscos e agir . Se as pessoas acharem que não é valido se arriscar , beleza . Se acham que da para se arriscar , sair as ruas . !</p>
<p>Solidariedade é também correr riscos pelo outro !<br />
ficar é casa é fácil para quem pode, que faz seu home oficce , ai dizem que estão se sacrificando . Ou só estão preocupados com a sua própria sobrevivência ? Mais ai sejamos sinceros , não a nada de errado nisso , ! eu me preocupo com minha individualidade. mas não vamos se gabar de que ficar em casa é somente por solidariedade .</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gabriel M A Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132375/#comment-624134</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel M A Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 12:22:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132375#comment-624134</guid>

					<description><![CDATA[Acho que o que Leo e João Bernardo comentaram tem que ser destacado.
Precisamos olhar para as formas reais que as lutas têm assumido, as iniciativas locais, organizadas pelos próprios trabalhadores em conjunto.. essas iniciativas não ganham volume midiático justamente porque são locais, são práticas e muitas vezes têm objetivos imediatamente opostos ao de forças dominantes. Não são espetáculos promovidos por &#039;&#039;lideranças&#039;&#039; 

Quando um evento como esse, de grandes manifestações, movimentos que ganham essa repercussão na mídia, nas redes sociais, nos grupos de &#039;&#039;esquerda&#039;&#039;.. esse evento é justamente em prol de um tema nobre como a &#039;&#039;democracia&#039;&#039;. Será a toa? Por que é que não vemos esse tipo de entusiasmo, vigor, repercussão, etc, agindo sobre os locais de trabalho? 

Ao mesmo tempo, entendo o conflito. É uma situação urgente, a pandemia, o desespero com emprego, comida, contas, em ficar vivo. E não é negativo que exista vontade de se mexer, pelo contrário. Mas o como se mexer e quando também são questões importantes. Talvez nessa hora fique clara a importância dessas &#039;&#039;lideranças&#039;&#039; porque têm tanto a capacidade de puxar um movimento para cima quanto para afundá-lo em si mesmo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que o que Leo e João Bernardo comentaram tem que ser destacado.<br />
Precisamos olhar para as formas reais que as lutas têm assumido, as iniciativas locais, organizadas pelos próprios trabalhadores em conjunto.. essas iniciativas não ganham volume midiático justamente porque são locais, são práticas e muitas vezes têm objetivos imediatamente opostos ao de forças dominantes. Não são espetáculos promovidos por &#8221;lideranças&#8221; </p>
<p>Quando um evento como esse, de grandes manifestações, movimentos que ganham essa repercussão na mídia, nas redes sociais, nos grupos de &#8221;esquerda&#8221;.. esse evento é justamente em prol de um tema nobre como a &#8221;democracia&#8221;. Será a toa? Por que é que não vemos esse tipo de entusiasmo, vigor, repercussão, etc, agindo sobre os locais de trabalho? </p>
<p>Ao mesmo tempo, entendo o conflito. É uma situação urgente, a pandemia, o desespero com emprego, comida, contas, em ficar vivo. E não é negativo que exista vontade de se mexer, pelo contrário. Mas o como se mexer e quando também são questões importantes. Talvez nessa hora fique clara a importância dessas &#8221;lideranças&#8221; porque têm tanto a capacidade de puxar um movimento para cima quanto para afundá-lo em si mesmo</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Victor Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132375/#comment-623782</link>

		<dc:creator><![CDATA[Victor Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 23:02:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132375#comment-623782</guid>

					<description><![CDATA[&quot;A direita nos roubou nossa única arma - ocupar as ruas - e agora a estamos tomando de volta&quot;.

Quantas vezes ouvi essa frase do mais recuado liberal-democrático-popular PCdoB ao extrema-esquerda-crítica-da-crítica-crítica de camaradas nem tão camaradas assim entre si.

Rudá Ricci também fala que essas manifestações de agora são a possível renovação da esquerda: https://revistaforum.com.br/rede/a-renovacao-da-esquerda-brasileira-pode-ter-iniciado-neste-domingo/

&quot;São jovens, saíram às ruas porque saem todos os dias. E continuarão saindo. Eles enfrentam a PM há tempos, nos seus bairros, no morro, nos jogos de futebol. Conhecem esta violência institucional desde crianças. Parte deles está chegando na política por esses dias. Começaram a perceber que os ataques ao bolsonarismo não eram discurso despeitado de quem perdeu as eleições. Nem gente que quer a ter uma boquinha. Começaram a perguntar o que é ditadura. (...) Esta possível renovação das esquerdas é mais ousada, mais curtida pela vida, menos classe média, menos branca, menos masculina. Aprenderá a lidar com o jogo de xadrez, mas, agora, prefere boxe&quot;.

O que me parece comum em todas essas manifestações é o quanto abriram mão ou recusam qualquer discussão que relacione o individual ao social. São indivíduos que operam sobre si mesmos. Se aglomeram durante uma pandemia, preferem o contato ao xadrez, às emoções às responsabilidades e ao jogo político frio de interesses. Se mover, até que se move, mas pra onde? E enquanto se move vai formando que tipo de gente? Porque me parece um amontoado de gente desesperada, disposta a sacrificar os outros pelos seus interesses individuais, até mãe e pai e avô e avó e especialmente os mais vulneráveis se o desespero for suficiente. Se essa for a renovação da esquerda, se for essa manifestação, acho que podemos entender que a sua cara explícita tem um nome: EUGENIA. 

Militância que deixa pra morrer e descarta quem &quot;fica pra trás&quot; e &quot;vai morrer de qualquer jeito&quot; pra mim é indiferenciável da extrema direita que está no poder. Prefiro ficar com essa gente apolítica e mesquinha que não enfrenta os &quot;grandes debates sobre a quarentena&quot;, mas arrisca o emprego e o conforto pra não ter que arriscar a morte dos mais vulneráveis. Essas pessoas não estão desesperadas, ainda, mas por mérito próprio delas. E a esquerda que tem medo demais deu mais uma arma pro patrão delas, afinal de contas, que argumento vão falar se o próprio sindicato de suas categorias ou seus militantes mais combativos estão falando que está ok ir pras ruas desde que para propósitos tais e quais - sem levar a pandemia como determinante do qual se parte?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A direita nos roubou nossa única arma &#8211; ocupar as ruas &#8211; e agora a estamos tomando de volta&#8221;.</p>
<p>Quantas vezes ouvi essa frase do mais recuado liberal-democrático-popular PCdoB ao extrema-esquerda-crítica-da-crítica-crítica de camaradas nem tão camaradas assim entre si.</p>
<p>Rudá Ricci também fala que essas manifestações de agora são a possível renovação da esquerda: <a href="https://revistaforum.com.br/rede/a-renovacao-da-esquerda-brasileira-pode-ter-iniciado-neste-domingo/" rel="nofollow ugc">https://revistaforum.com.br/rede/a-renovacao-da-esquerda-brasileira-pode-ter-iniciado-neste-domingo/</a></p>
<p>&#8220;São jovens, saíram às ruas porque saem todos os dias. E continuarão saindo. Eles enfrentam a PM há tempos, nos seus bairros, no morro, nos jogos de futebol. Conhecem esta violência institucional desde crianças. Parte deles está chegando na política por esses dias. Começaram a perceber que os ataques ao bolsonarismo não eram discurso despeitado de quem perdeu as eleições. Nem gente que quer a ter uma boquinha. Começaram a perguntar o que é ditadura. (&#8230;) Esta possível renovação das esquerdas é mais ousada, mais curtida pela vida, menos classe média, menos branca, menos masculina. Aprenderá a lidar com o jogo de xadrez, mas, agora, prefere boxe&#8221;.</p>
<p>O que me parece comum em todas essas manifestações é o quanto abriram mão ou recusam qualquer discussão que relacione o individual ao social. São indivíduos que operam sobre si mesmos. Se aglomeram durante uma pandemia, preferem o contato ao xadrez, às emoções às responsabilidades e ao jogo político frio de interesses. Se mover, até que se move, mas pra onde? E enquanto se move vai formando que tipo de gente? Porque me parece um amontoado de gente desesperada, disposta a sacrificar os outros pelos seus interesses individuais, até mãe e pai e avô e avó e especialmente os mais vulneráveis se o desespero for suficiente. Se essa for a renovação da esquerda, se for essa manifestação, acho que podemos entender que a sua cara explícita tem um nome: EUGENIA. </p>
<p>Militância que deixa pra morrer e descarta quem &#8220;fica pra trás&#8221; e &#8220;vai morrer de qualquer jeito&#8221; pra mim é indiferenciável da extrema direita que está no poder. Prefiro ficar com essa gente apolítica e mesquinha que não enfrenta os &#8220;grandes debates sobre a quarentena&#8221;, mas arrisca o emprego e o conforto pra não ter que arriscar a morte dos mais vulneráveis. Essas pessoas não estão desesperadas, ainda, mas por mérito próprio delas. E a esquerda que tem medo demais deu mais uma arma pro patrão delas, afinal de contas, que argumento vão falar se o próprio sindicato de suas categorias ou seus militantes mais combativos estão falando que está ok ir pras ruas desde que para propósitos tais e quais &#8211; sem levar a pandemia como determinante do qual se parte?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132375/#comment-623677</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 20:19:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132375#comment-623677</guid>

					<description><![CDATA[A esquerda — aquela que agora se chama esquerda — perdeu a tal ponto a noção da luta de classes, da luta contra a exploração, que já não sabe que o terreno dos trabalhadores é nas empresas. Enquanto os militantes (com muitas aspas) se divertirem a brincar na rua, os capitalistas continuam sossegados onde lhes interessa, nas empresas. Os múltiplos conflitos quotidianos nos locais de trabalho permanecem anónimos, sem apoio nem divulgação, para os jornais e a televisão e as redes sociais se ocuparem com o barulho nas avenidas. É esta uma das formas como o capitalismo se protege.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A esquerda — aquela que agora se chama esquerda — perdeu a tal ponto a noção da luta de classes, da luta contra a exploração, que já não sabe que o terreno dos trabalhadores é nas empresas. Enquanto os militantes (com muitas aspas) se divertirem a brincar na rua, os capitalistas continuam sossegados onde lhes interessa, nas empresas. Os múltiplos conflitos quotidianos nos locais de trabalho permanecem anónimos, sem apoio nem divulgação, para os jornais e a televisão e as redes sociais se ocuparem com o barulho nas avenidas. É esta uma das formas como o capitalismo se protege.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Texto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132375/#comment-623669</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Texto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 20:07:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132375#comment-623669</guid>

					<description><![CDATA[Há inúmeros relatos de lutas cotidianas publicados neste site que expressam a criatividade daqueles que se indignam contra os patrões, e a baixa audiência desses relatos diz muito sobre o que se tornou a esquerda. Mesmo o relato que &quot;hitou&quot;, o dos trabalhadores da Livraria Cultura, na segunda parte do texto, quando foram mostradas as estratégias daqueles trabalhadores, o interesse se dissipou. É por isso que quando dizemos “não vá para as manifestações DURANTE UMA PANDEMIA” soa para essa esquerda como se estivéssemos dizendo “não façam nada, fiquem nas suas casas se puderem”. Para além do momento do espetáculo, nada mais existe.

Outro dia me mandaram um relato de uma expropriação em Portugal que ficou famosa por causa dos seus novos clientes, a “Revolta dos Garçons” da Cervejaria Galiza: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/revolta-dos-garcons/. Respondi de volta, após elogiar a ação dos trabalhadores portugueses, com o exemplo da luta completamente ignorada dos trabalhadores da Seta Atacadista: https://passapalavra.info/2020/02/129972/. O fato é que poucas dessas lutas cotidianas e radicais, cheias de criatividade, nos interessam. Os garçons da Cervejaria Galiza romperam a bolha, que é como falamos atualmente, mas é uma exceção. Os trabalhadores da Livraria Cultura, idem. Mas por quais motivos? Será que não estamos mais preocupados em perder o produto oferecido pelos patrões desses empreendimentos do que na luta desses trabalhadores?

Enquanto não olharmos para essas experiências, jamais perceberemos a capacidade dos trabalhadores não só de reinventarem as formas de luta, mas também de criar um mundo novo. Ficaremos sempre a espera de um novo MPL, de torcidas antifas ou de coisas que até ontem nem sabíamos da existência, para segui-los nas ruas e logo a frente jogá-los fora, quando não ajudando na criminalização desses movimentos, culpando-os pelas nossa impotência e falta de criatividade. Não vai demorar muito para esses coletivos e movimentos migarem para o IFood, assim poderemos consumi-los com menos culpa e mais pressa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há inúmeros relatos de lutas cotidianas publicados neste site que expressam a criatividade daqueles que se indignam contra os patrões, e a baixa audiência desses relatos diz muito sobre o que se tornou a esquerda. Mesmo o relato que &#8220;hitou&#8221;, o dos trabalhadores da Livraria Cultura, na segunda parte do texto, quando foram mostradas as estratégias daqueles trabalhadores, o interesse se dissipou. É por isso que quando dizemos “não vá para as manifestações DURANTE UMA PANDEMIA” soa para essa esquerda como se estivéssemos dizendo “não façam nada, fiquem nas suas casas se puderem”. Para além do momento do espetáculo, nada mais existe.</p>
<p>Outro dia me mandaram um relato de uma expropriação em Portugal que ficou famosa por causa dos seus novos clientes, a “Revolta dos Garçons” da Cervejaria Galiza: <a href="https://piaui.folha.uol.com.br/materia/revolta-dos-garcons/" rel="nofollow ugc">https://piaui.folha.uol.com.br/materia/revolta-dos-garcons/</a>. Respondi de volta, após elogiar a ação dos trabalhadores portugueses, com o exemplo da luta completamente ignorada dos trabalhadores da Seta Atacadista: <a href="https://passapalavra.info/2020/02/129972/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2020/02/129972/</a>. O fato é que poucas dessas lutas cotidianas e radicais, cheias de criatividade, nos interessam. Os garçons da Cervejaria Galiza romperam a bolha, que é como falamos atualmente, mas é uma exceção. Os trabalhadores da Livraria Cultura, idem. Mas por quais motivos? Será que não estamos mais preocupados em perder o produto oferecido pelos patrões desses empreendimentos do que na luta desses trabalhadores?</p>
<p>Enquanto não olharmos para essas experiências, jamais perceberemos a capacidade dos trabalhadores não só de reinventarem as formas de luta, mas também de criar um mundo novo. Ficaremos sempre a espera de um novo MPL, de torcidas antifas ou de coisas que até ontem nem sabíamos da existência, para segui-los nas ruas e logo a frente jogá-los fora, quando não ajudando na criminalização desses movimentos, culpando-os pelas nossa impotência e falta de criatividade. Não vai demorar muito para esses coletivos e movimentos migarem para o IFood, assim poderemos consumi-los com menos culpa e mais pressa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132375/#comment-623622</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 18:31:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132375#comment-623622</guid>

					<description><![CDATA[Me solidarizo com LL, que aparentemente teve seu comentário ignorado pelo Marcelo e pelo Giovanni. É cômodo dizer que os que estão em casa não estão fazendo nada, já que ir às ruas parece ser a única coisa que se pode fazer na luta de classes. Mas eu não me surpreendo, é um reflexo de como os trabalhadores e suas resistências permanecem invisíveis, e só deixam de o ser quando estão sob a direção de suas bandeiras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me solidarizo com LL, que aparentemente teve seu comentário ignorado pelo Marcelo e pelo Giovanni. É cômodo dizer que os que estão em casa não estão fazendo nada, já que ir às ruas parece ser a única coisa que se pode fazer na luta de classes. Mas eu não me surpreendo, é um reflexo de como os trabalhadores e suas resistências permanecem invisíveis, e só deixam de o ser quando estão sob a direção de suas bandeiras.</p>
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