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	Comentários sobre: Olhos na África	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135096/#comment-731214</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Apr 2021 21:39:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais sobre a África:

1) Militares etíopes filmaram a si mesmos matando civis de Tigray e jogando-os de um penhasco: https://edition.cnn.com/2021/04/01/africa/tigray-mahibere-dego-massacre-video-cmd-intl/index.html. Essa reportagem da CNN diz que “o massacre [...] é um dos vários que têm sido noticiados ao longo dos cinco meses de conflito na Etiópia, durante os quais acredita-se que milhares de civis foram mortos, estuprados ou maltratados”. Esses crimes têm sido cometidos também, segundo a notícia, por soldados da Eritreia.

2) E no norte de Moçambique, na vila de Palma, as pessoas não têm alternativa senão fugir para o mato e caminhar quilômetros para fugir dos jihadistas que aterrorizam a região: https://observador.pt/2021/03/29/ataques-em-mocambique-fuga-de-palma-leva-centenas-para-fronteira-com-a-tanzania/. No despacho da agência Lusa acima, publicado pelo Observador, lê-se que “os grupos [de sobreviventes] incluem muitas crianças e estão todos a caminhar desde quarta-feira pelo mato, depois de deixarem tudo para trás quando grupos armados entraram na vila”.

Mais do que nunca é preciso ter os olhos na África.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais sobre a África:</p>
<p>1) Militares etíopes filmaram a si mesmos matando civis de Tigray e jogando-os de um penhasco: <a href="https://edition.cnn.com/2021/04/01/africa/tigray-mahibere-dego-massacre-video-cmd-intl/index.html" rel="nofollow ugc">https://edition.cnn.com/2021/04/01/africa/tigray-mahibere-dego-massacre-video-cmd-intl/index.html</a>. Essa reportagem da CNN diz que “o massacre [&#8230;] é um dos vários que têm sido noticiados ao longo dos cinco meses de conflito na Etiópia, durante os quais acredita-se que milhares de civis foram mortos, estuprados ou maltratados”. Esses crimes têm sido cometidos também, segundo a notícia, por soldados da Eritreia.</p>
<p>2) E no norte de Moçambique, na vila de Palma, as pessoas não têm alternativa senão fugir para o mato e caminhar quilômetros para fugir dos jihadistas que aterrorizam a região: <a href="https://observador.pt/2021/03/29/ataques-em-mocambique-fuga-de-palma-leva-centenas-para-fronteira-com-a-tanzania/" rel="nofollow ugc">https://observador.pt/2021/03/29/ataques-em-mocambique-fuga-de-palma-leva-centenas-para-fronteira-com-a-tanzania/</a>. No despacho da agência Lusa acima, publicado pelo Observador, lê-se que “os grupos [de sobreviventes] incluem muitas crianças e estão todos a caminhar desde quarta-feira pelo mato, depois de deixarem tudo para trás quando grupos armados entraram na vila”.</p>
<p>Mais do que nunca é preciso ter os olhos na África.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135096/#comment-699178</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2020 21:45:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;A campanha chegou a tentar se aproveitar do movimento Black Lives Matter para limpar sua imagem por meio de estratégias de marketing evocando questões de justiça racial. Assim, as companhias propuseram reformular a lei para eliminar o piso salarial de uma mão de obra majoritariamente composta por minorias e imigrantes. A campanha buscou se apropriar da linguagem do ativismo de minorias para tentar persuadir o eleitorado a crer que a aprovação da Proposta 22 seria uma conquista para as comunidades não-brancas.&quot;

https://revistaopera.com.br/2020/12/14/a-campanha-da-uber-e-da-lyft-contra-os-direitos-trabalhistas-de-motoristas-de-aplicativos/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A campanha chegou a tentar se aproveitar do movimento Black Lives Matter para limpar sua imagem por meio de estratégias de marketing evocando questões de justiça racial. Assim, as companhias propuseram reformular a lei para eliminar o piso salarial de uma mão de obra majoritariamente composta por minorias e imigrantes. A campanha buscou se apropriar da linguagem do ativismo de minorias para tentar persuadir o eleitorado a crer que a aprovação da Proposta 22 seria uma conquista para as comunidades não-brancas.&#8221;</p>
<p><a href="https://revistaopera.com.br/2020/12/14/a-campanha-da-uber-e-da-lyft-contra-os-direitos-trabalhistas-de-motoristas-de-aplicativos/" rel="nofollow ugc">https://revistaopera.com.br/2020/12/14/a-campanha-da-uber-e-da-lyft-contra-os-direitos-trabalhistas-de-motoristas-de-aplicativos/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: LL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135096/#comment-698774</link>

		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2020 21:04:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Além dos olhos que precisamos ter na África também precisamos olhar como esse mecanismo de formação das novas elites tem se dados no Brasil. Aqui, além da uso da identidade negra, tem se valido de uma &quot;identidade da favela&quot;. O incentivo ao empreendedorismo periférico que já vinha em uma crescente, deu um salto com pandemia. Assim se desfaz discursivamente as clivagens de classe para adotar uma prática de avanço das relações de exploração no interior das favelas. Isso feito, como não poderia deixar de ser, em parceria com grandes empresas que vem ali tanto um público consumidor, como trabalhadores.
Vejam aqui: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/08/20/celso-athayde-da-favela-holding-pessoas-sao-maior-potencia-das-favelas.htm e aqui: https://economia.uol.com.br/reportagens-especiais/favela-s/a/?fbclid=IwAR2utDUfHmluecCo7TIKot9c48v1jC-EJ7HUi_6jQ0dV8MpTetNvdRJjOio#page4]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Além dos olhos que precisamos ter na África também precisamos olhar como esse mecanismo de formação das novas elites tem se dados no Brasil. Aqui, além da uso da identidade negra, tem se valido de uma &#8220;identidade da favela&#8221;. O incentivo ao empreendedorismo periférico que já vinha em uma crescente, deu um salto com pandemia. Assim se desfaz discursivamente as clivagens de classe para adotar uma prática de avanço das relações de exploração no interior das favelas. Isso feito, como não poderia deixar de ser, em parceria com grandes empresas que vem ali tanto um público consumidor, como trabalhadores.<br />
Vejam aqui: <a href="https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/08/20/celso-athayde-da-favela-holding-pessoas-sao-maior-potencia-das-favelas.htm" rel="nofollow ugc">https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/08/20/celso-athayde-da-favela-holding-pessoas-sao-maior-potencia-das-favelas.htm</a> e aqui: <a href="https://economia.uol.com.br/reportagens-especiais/favela-s/a/?fbclid=IwAR2utDUfHmluecCo7TIKot9c48v1jC-EJ7HUi_6jQ0dV8MpTetNvdRJjOio#page4" rel="nofollow ugc">https://economia.uol.com.br/reportagens-especiais/favela-s/a/?fbclid=IwAR2utDUfHmluecCo7TIKot9c48v1jC-EJ7HUi_6jQ0dV8MpTetNvdRJjOio#page4</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135096/#comment-690468</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2020 18:04:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Carrefour cria Comitê de Diversidade e Inclusão.

&quot;Fazem parte do grupo que irá assessorar a empresa em diretrizes e ações contra o racismo em todas as unidades da rede: Rachel Maia, Adriana Barbosa, Celso Athayde, Silvio Almeida, Anna Karla da Silva Pereira, Mariana Ferreira dos Santos, Maurício Pestana, Renato Meirelles e Ricardo Sales.&quot;

&quot;A seguir, a lista de medidas elaboradas pelo Comitê e que serão colocadas em prática pelo Grupo Carrefour no Brasil, que afirmou que voltar a público em 15 dias, com ações mais detalhadas sobre o tema:

1. Adotar uma política de tolerância zero ao racismo e à discriminação por razões de raça e etnia, origem, condição social, identidade de gênero, orientação sexual, idade, deficiência e religião no Carrefour e em toda sua cadeia de valor, conforme estabelecida na Constituição Federal e em diferentes leis brasileiras e em acordos internacionais reconhecidos e firmados pelo país. Uma cláusula de combate ao racismo será inserida em todos os contratos com fornecedores e, se comprovado o fato, seu descumprimento implicará em rompimento do contrato. Fornecedores que já têm essa cláusula em contrato serão valorizados.
2. Iniciar imediatamente a transformação radical do modelo de segurança do Carrefour, internalizando as equipes das três lojas da cidade de Porto Alegre com apoio da ICTS Brasil, empresa especializada em transformação da segurança privada, e estabelecendo regras rigorosas de recrutamento e treinamento para transformar profundamente o time de segurança, com orientação e apoio e em parceria com organizações reconhecidas do movimento negro no combate a todo tipo de discriminação e de violência aos direitos humanos e fundamentalmente ao racismo estrutural. O Carrefour manterá ações estruturantes e regulares de educação para os direitos humanos para todos os seus funcionários e demandará que seus fornecedores, sobretudo na área de segurança e vigilância, também o façam, sempre em parceria com organizações reconhecidas do movimento negro. Pesquisas regulares vão permitir o monitoramento dessa educação para os direitos humanos, identificação de oportunidades e correções de rumo, quando e onde se fizerem necessários. Revisão do modelo de validação das empresas de segurança terceirizadas e dos procedimentos junto com as associações de segurança privada e de transporte. A prática de treinamento, seleção e recrutamento a partir de valores de respeito e direitos humanos será aplicada e monitorada em toda a cadeia de valor do Carrefour.
3. Divulgar de forma clara, ostensiva e permanente uma Política de Tolerância Zero a todo tipo de discriminação, com treinamento de todos os colaboradores em todas as unidades do Carrefour.
4. Oferecer qualificação diferenciada para 100 negros e negras por ano para aceleração na carreira no Carrefour, permitindo que cheguem mais rapidamente a cargos de liderança. Haverá metas anuais para a formação e ascensão em carreiras dentro do Carrefour, em diferentes áreas, de pessoas negras. Haverá metas específicas para ocupação de cargos de liderança por pessoas negras. Haverá medidas específicas de engajamento de profissionais negros da área de Saúde e Psicologia para apoiar o desenvolvimento de pessoas negras em cargos de liderança, estagiários e trainees.
5. Apoio a instituições de ensino distribuídas pelo país para formação profissional de jovens negros e negras. Investimento em três áreas de impacto para a população negra, sobretudo mulheres e jovens: Educação, Mercado de trabalho e Empreendedorismo.
6. Contratação aproximada de 20 mil novos colaboradores por ano respeitando a representatividade racial da população de cada estado do país, mas com percentual mínimo de 50% de negros entre os novos contratados. Apoiar o processo de letramento racial para o correto desenvolvimento do Censo Demográfico Brasileiro.
7. Implementação de um dispositivo digital para denúncias domésticas, raciais e de violência contra a mulher no site e aplicativos do Carrefour, garantindo anonimato, para posterior encaminhamento aos órgãos competentes.
8. Criação de uma Aceleradora voltada ao desenvolvimento do empreendedorismo negro nas comunidades no entorno das lojas de Porto Alegre.

https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2020/11/26/carrefour-cria-comite-de-diversidade-e-inclusao.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carrefour cria Comitê de Diversidade e Inclusão.</p>
<p>&#8220;Fazem parte do grupo que irá assessorar a empresa em diretrizes e ações contra o racismo em todas as unidades da rede: Rachel Maia, Adriana Barbosa, Celso Athayde, Silvio Almeida, Anna Karla da Silva Pereira, Mariana Ferreira dos Santos, Maurício Pestana, Renato Meirelles e Ricardo Sales.&#8221;</p>
<p>&#8220;A seguir, a lista de medidas elaboradas pelo Comitê e que serão colocadas em prática pelo Grupo Carrefour no Brasil, que afirmou que voltar a público em 15 dias, com ações mais detalhadas sobre o tema:</p>
<p>1. Adotar uma política de tolerância zero ao racismo e à discriminação por razões de raça e etnia, origem, condição social, identidade de gênero, orientação sexual, idade, deficiência e religião no Carrefour e em toda sua cadeia de valor, conforme estabelecida na Constituição Federal e em diferentes leis brasileiras e em acordos internacionais reconhecidos e firmados pelo país. Uma cláusula de combate ao racismo será inserida em todos os contratos com fornecedores e, se comprovado o fato, seu descumprimento implicará em rompimento do contrato. Fornecedores que já têm essa cláusula em contrato serão valorizados.<br />
2. Iniciar imediatamente a transformação radical do modelo de segurança do Carrefour, internalizando as equipes das três lojas da cidade de Porto Alegre com apoio da ICTS Brasil, empresa especializada em transformação da segurança privada, e estabelecendo regras rigorosas de recrutamento e treinamento para transformar profundamente o time de segurança, com orientação e apoio e em parceria com organizações reconhecidas do movimento negro no combate a todo tipo de discriminação e de violência aos direitos humanos e fundamentalmente ao racismo estrutural. O Carrefour manterá ações estruturantes e regulares de educação para os direitos humanos para todos os seus funcionários e demandará que seus fornecedores, sobretudo na área de segurança e vigilância, também o façam, sempre em parceria com organizações reconhecidas do movimento negro. Pesquisas regulares vão permitir o monitoramento dessa educação para os direitos humanos, identificação de oportunidades e correções de rumo, quando e onde se fizerem necessários. Revisão do modelo de validação das empresas de segurança terceirizadas e dos procedimentos junto com as associações de segurança privada e de transporte. A prática de treinamento, seleção e recrutamento a partir de valores de respeito e direitos humanos será aplicada e monitorada em toda a cadeia de valor do Carrefour.<br />
3. Divulgar de forma clara, ostensiva e permanente uma Política de Tolerância Zero a todo tipo de discriminação, com treinamento de todos os colaboradores em todas as unidades do Carrefour.<br />
4. Oferecer qualificação diferenciada para 100 negros e negras por ano para aceleração na carreira no Carrefour, permitindo que cheguem mais rapidamente a cargos de liderança. Haverá metas anuais para a formação e ascensão em carreiras dentro do Carrefour, em diferentes áreas, de pessoas negras. Haverá metas específicas para ocupação de cargos de liderança por pessoas negras. Haverá medidas específicas de engajamento de profissionais negros da área de Saúde e Psicologia para apoiar o desenvolvimento de pessoas negras em cargos de liderança, estagiários e trainees.<br />
5. Apoio a instituições de ensino distribuídas pelo país para formação profissional de jovens negros e negras. Investimento em três áreas de impacto para a população negra, sobretudo mulheres e jovens: Educação, Mercado de trabalho e Empreendedorismo.<br />
6. Contratação aproximada de 20 mil novos colaboradores por ano respeitando a representatividade racial da população de cada estado do país, mas com percentual mínimo de 50% de negros entre os novos contratados. Apoiar o processo de letramento racial para o correto desenvolvimento do Censo Demográfico Brasileiro.<br />
7. Implementação de um dispositivo digital para denúncias domésticas, raciais e de violência contra a mulher no site e aplicativos do Carrefour, garantindo anonimato, para posterior encaminhamento aos órgãos competentes.<br />
8. Criação de uma Aceleradora voltada ao desenvolvimento do empreendedorismo negro nas comunidades no entorno das lojas de Porto Alegre.</p>
<p><a href="https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2020/11/26/carrefour-cria-comite-de-diversidade-e-inclusao.html" rel="nofollow ugc">https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2020/11/26/carrefour-cria-comite-de-diversidade-e-inclusao.html</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135096/#comment-690117</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2020 16:24:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O que poderia ter sido e o que foi, à luz mortiça do que é: &quot;This is the way the world ends / not with a bang but with a whimper&quot; (T. S. Eliot).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que poderia ter sido e o que foi, à luz mortiça do que é: &#8220;This is the way the world ends / not with a bang but with a whimper&#8221; (T. S. Eliot).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135096/#comment-690092</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2020 13:51:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O nacionalismo brasileiro olhando a África:
https://jornalggn.com.br/coluna-economica/445672/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O nacionalismo brasileiro olhando a África:<br />
<a href="https://jornalggn.com.br/coluna-economica/445672/" rel="nofollow ugc">https://jornalggn.com.br/coluna-economica/445672/</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135096/#comment-689883</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Nov 2020 18:29:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=135096#comment-689883</guid>

					<description><![CDATA[Breno,

Eu não tenho uma resposta para o que você pergunta, o tempo dirá. E acho, na verdade, que ninguém tem. Mas o que me parece é que esses dois campos, ou melhor, essas duas faces de um mesmo campo têm sido capazes de fragmentar politicamente a classe trabalhadora e até os capitalistas, aproveitando e aprofundando a grave crise por que passam as suas instituições mais tradicionais e tentando fazer com que a prática política em ambas as classes, sujeita a essa fragmentação, seja ao mesmo tempo afunilada, convergindo para um projeto marcadamente racista e sexista e virtualmente totalitário de poder. É claro que essa fragmentação tem também outras raízes: a ampliação da soberania das companhias transnacionais, a fragmentação das cadeias produtivas, a desmoralização e o esgotamento dos principais partidos à esquerda e à direita, a diminuição da relevância dos sindicatos enquanto mecanismos de contenção das lutas e a sua conversão em verdadeiras empresas, a rápida conversão dos movimentos sociais em mecanismos de ascensão de novos gestores, a difusão da informalidade e da subcontratação, o fracionamento dos processos de trabalho em modalidades materiais e imateriais... Enfim, existem vários outros fatores. O importante é que essas duas faces do fascismo têm contribuído para essa fragmentação e para esse afunilamento, é claro que competindo entre si. E em vez de buscar soluções para esses problemas e pretender refundar uma política que articule anticapitalismo, internacionalismo, antirracismo, antimachismo e anti-imperialismo, pessoas que já estiveram na linha de frente das lutas anticapitalistas têm contribuído para a formação de um populismo identitário racista e sexista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Breno,</p>
<p>Eu não tenho uma resposta para o que você pergunta, o tempo dirá. E acho, na verdade, que ninguém tem. Mas o que me parece é que esses dois campos, ou melhor, essas duas faces de um mesmo campo têm sido capazes de fragmentar politicamente a classe trabalhadora e até os capitalistas, aproveitando e aprofundando a grave crise por que passam as suas instituições mais tradicionais e tentando fazer com que a prática política em ambas as classes, sujeita a essa fragmentação, seja ao mesmo tempo afunilada, convergindo para um projeto marcadamente racista e sexista e virtualmente totalitário de poder. É claro que essa fragmentação tem também outras raízes: a ampliação da soberania das companhias transnacionais, a fragmentação das cadeias produtivas, a desmoralização e o esgotamento dos principais partidos à esquerda e à direita, a diminuição da relevância dos sindicatos enquanto mecanismos de contenção das lutas e a sua conversão em verdadeiras empresas, a rápida conversão dos movimentos sociais em mecanismos de ascensão de novos gestores, a difusão da informalidade e da subcontratação, o fracionamento dos processos de trabalho em modalidades materiais e imateriais&#8230; Enfim, existem vários outros fatores. O importante é que essas duas faces do fascismo têm contribuído para essa fragmentação e para esse afunilamento, é claro que competindo entre si. E em vez de buscar soluções para esses problemas e pretender refundar uma política que articule anticapitalismo, internacionalismo, antirracismo, antimachismo e anti-imperialismo, pessoas que já estiveram na linha de frente das lutas anticapitalistas têm contribuído para a formação de um populismo identitário racista e sexista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Breno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135096/#comment-689705</link>

		<dc:creator><![CDATA[Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2020 14:03:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=135096#comment-689705</guid>

					<description><![CDATA[Caras e Caros do Passa Palavra e comentadores.

Como sempre, excelentes as reflexões e provocações trazidas pelo texto em um momento que os agrupamentos que (pelos mais variados motivos) se intitulam de esquerda comemoram a Revolução (feita nas urnas) consubstanciada pela eleição de mulheres negras e trans nas mais diversas cidades do país, inclusive na minha.

Uma questão que trago, especialmente para os 3 quesitos levantados por Fagner Enrique em seu comentário, é se (dentro do quesito 2) poderá ocorrer um acirramento ideológico mais violento entre, de um lado, o identitarismo negro representado pelos mais variados grupos ditos &#039;progressistas&#039; (sem aprofundar nos problemas dessa nomenclatura) e de outro o identitarismo branco e heterossexual representado pelos tradicionais reacionários e em especial pelo Presidente da Rep.

A segunda questão que levanto, dialogando com o comentador que falou a respeito da renovação das elites, é a seguinte: até que ponto o  discurso estético/cosmético e representativo será capaz de capturar as populações negras super exploradas do país que, mesmo votando em seus irmãos para os mais variados cargos das adm. pública, não perceberão melhoras efetivas nas condições gerais de vida (excetuando-se é claro as burocracias desse movimentos cataputadas às elites políticas de suas cidades).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caras e Caros do Passa Palavra e comentadores.</p>
<p>Como sempre, excelentes as reflexões e provocações trazidas pelo texto em um momento que os agrupamentos que (pelos mais variados motivos) se intitulam de esquerda comemoram a Revolução (feita nas urnas) consubstanciada pela eleição de mulheres negras e trans nas mais diversas cidades do país, inclusive na minha.</p>
<p>Uma questão que trago, especialmente para os 3 quesitos levantados por Fagner Enrique em seu comentário, é se (dentro do quesito 2) poderá ocorrer um acirramento ideológico mais violento entre, de um lado, o identitarismo negro representado pelos mais variados grupos ditos &#8216;progressistas&#8217; (sem aprofundar nos problemas dessa nomenclatura) e de outro o identitarismo branco e heterossexual representado pelos tradicionais reacionários e em especial pelo Presidente da Rep.</p>
<p>A segunda questão que levanto, dialogando com o comentador que falou a respeito da renovação das elites, é a seguinte: até que ponto o  discurso estético/cosmético e representativo será capaz de capturar as populações negras super exploradas do país que, mesmo votando em seus irmãos para os mais variados cargos das adm. pública, não perceberão melhoras efetivas nas condições gerais de vida (excetuando-se é claro as burocracias desse movimentos cataputadas às elites políticas de suas cidades).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135096/#comment-689646</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2020 06:35:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=135096#comment-689646</guid>

					<description><![CDATA[Quanto a quererem se tornar uma nova elite, também faz parte de correntes da esquerda &quot;classista&quot;. Leninismo, social-democracia e as correntes que buscam virar governo, ir para &quot;o centro da política&quot; estatal. Colocar (ex) operários no governo, entre os gestores, como se isso resultasse a libertação do proletariado.
No final a grande praga são esses mascates da liberdade, usando o desejo das massas para sua própria mobilidade social. A grande questão é como quebrar esse ciclo da energia dos movimentos sociais ser dissipada na ascensão de uma nova classe de gestores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto a quererem se tornar uma nova elite, também faz parte de correntes da esquerda &#8220;classista&#8221;. Leninismo, social-democracia e as correntes que buscam virar governo, ir para &#8220;o centro da política&#8221; estatal. Colocar (ex) operários no governo, entre os gestores, como se isso resultasse a libertação do proletariado.<br />
No final a grande praga são esses mascates da liberdade, usando o desejo das massas para sua própria mobilidade social. A grande questão é como quebrar esse ciclo da energia dos movimentos sociais ser dissipada na ascensão de uma nova classe de gestores.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135096/#comment-689482</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2020 12:27:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caros Leo e Fagner,

Nós — o Passa Palavra e aqueles que aqui fazem a crítica aos identitarismos — não inventamos nada, respondemos a situações existentes. Quando o Passa Palavra, no artigo &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2019/09/128220/&quot; rel=&quot;noopener noreferrer&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Racismo negro antinegro na África&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, mostrou que «racismo e xenofobia não têm cor» ou quando eu, no ensaio &lt;em&gt;Outra face do racismo&lt;/em&gt; (&lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2020/08/133549/&quot; rel=&quot;noopener noreferrer&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; a primeira parte, as partes seguintes estão linkadas) critico a biologização da cultura operada pelo movimento negro, não estamos a inventar nada, porque são os próprios racistas negros, africanos ou não, que o afirmam.

Vou citar mais extensamente Thiago Amparo, cuja coluna na &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt; Fagner referiu no seu comentário: «A esquerda está viva nos corpos pretos e trans que elegeu. Erika Hilton, a co-vereadora Carolina Iara em SP, Duda Salabert em Belo Horizonte, Benny Briolly em Niterói, Linda Brasil em Aracaju. Foram 25 candidaturas trans eleitas em 2020, segundo a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais). Vitórias também foram vistas em cidades médias como Bom Repouso, Uberlândia (MG), Batatais, Araraquara, Limeira (SP), Natividade (RJ), Rio Grande (RS) e Canauba do Dantas (RN). Os ventos que a esperança sopra levam corpos pretos, trans para o centro do poder. O que para os outros é identidade para nós é existência. Negras quebraram o teto de vidro em Curitiba, com a eleição da primeira vereadora negra, Carol Dartora, pelo PT. Viúva de Marielle Franco, Monica Benício se elegeu no Rio, junto com as potências negras de Tainá de Paula e Thais Ferreira. Quilombo periférico em São Paulo, o que é lindo demais. Diversas candidatas apoiadas pelo Instituto Marielle Franco se elegeram Brasil afora. São as Marielles e Dandaras presentes, eleitas que encarnam as vozes de multidões por uma política radical, porque genuína. A revolução começa preta e trans. E é só o começo. Quando esses corpos se movem para o centro da política, todos nós nos movemos. Nos movemos, sabendo que à espreita está o bolsonarismo, enfraquecido, e o centrão e direita tradicionais, fortalecidos».

Mas Thiago Amparo fingiu esquecer a situação dos e das homossexuais em África e a prática da mutilação genital feminina. Há dois dias o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou a Suíça por ter extraditado para a Gâmbia um cidadão desse país que em 2008 pedira asilo pelo facto de ser homossexual; as autoridades suíças haviam rejeitado o pedido, com o argumento de que a situação dos homossexuais melhorara na Gâmbia (ver &lt;a href=&quot;https://observador.pt/2020/11/17/tribunal-europeu-dos-direitos-humanos-condena-suica-por-devolver-homossexual-a-gambia/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener noreferrer nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;). O problema não é só da Gâmbia, é de praticamente todos os países africanos. Dizer que a «a revolução começa preta e trans» é uma falsidade, porque o facto de a África ser negra não impede aquelas sociedades de perseguirem os homossexuais e os transgéneros.

Porquê, então, tanta hipocrisia? É que ela serve de instrumento para aqueles que — qualquer que seja a cor de pele que tenham e quaisquer que sejam as preferências sexuais que tiverem — pretendem convencer os seus congéneres que basta isso para os defenderem a todos. Não, não basta, como a África o demonstra.

Assim, o silêncio do movimento negro perante o que se passa em África revela que ele se encontra do lado dos dirigentes africanos e não do das suas vítimas. No meu artigo &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2019/03/125676/&quot; rel=&quot;noopener noreferrer&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Classe / identidades&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; um comentador, que se pretendia irónico, escreveu: «Parabéns ao autor, ao Holiday e ao Passa Palavra por jogarem luz nesse processo tão ruim que é ter negros nas elites!» Há casos em que se trata de diálogos de surdos. Aqui não é isso. Aqui trata-se de sintonia. Nós acusamo-los de pretenderem ser novas elites. E eles reivindicam-se de pretenderem ser novas elites. O confronto político não podia ser mais claro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros Leo e Fagner,</p>
<p>Nós — o Passa Palavra e aqueles que aqui fazem a crítica aos identitarismos — não inventamos nada, respondemos a situações existentes. Quando o Passa Palavra, no artigo <em><a href="https://passapalavra.info/2019/09/128220/" rel="noopener noreferrer" target="_blank">Racismo negro antinegro na África</a></em>, mostrou que «racismo e xenofobia não têm cor» ou quando eu, no ensaio <em>Outra face do racismo</em> (<a href="https://passapalavra.info/2020/08/133549/" rel="noopener noreferrer" target="_blank">aqui</a> a primeira parte, as partes seguintes estão linkadas) critico a biologização da cultura operada pelo movimento negro, não estamos a inventar nada, porque são os próprios racistas negros, africanos ou não, que o afirmam.</p>
<p>Vou citar mais extensamente Thiago Amparo, cuja coluna na <em>Folha de S. Paulo</em> Fagner referiu no seu comentário: «A esquerda está viva nos corpos pretos e trans que elegeu. Erika Hilton, a co-vereadora Carolina Iara em SP, Duda Salabert em Belo Horizonte, Benny Briolly em Niterói, Linda Brasil em Aracaju. Foram 25 candidaturas trans eleitas em 2020, segundo a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais). Vitórias também foram vistas em cidades médias como Bom Repouso, Uberlândia (MG), Batatais, Araraquara, Limeira (SP), Natividade (RJ), Rio Grande (RS) e Canauba do Dantas (RN). Os ventos que a esperança sopra levam corpos pretos, trans para o centro do poder. O que para os outros é identidade para nós é existência. Negras quebraram o teto de vidro em Curitiba, com a eleição da primeira vereadora negra, Carol Dartora, pelo PT. Viúva de Marielle Franco, Monica Benício se elegeu no Rio, junto com as potências negras de Tainá de Paula e Thais Ferreira. Quilombo periférico em São Paulo, o que é lindo demais. Diversas candidatas apoiadas pelo Instituto Marielle Franco se elegeram Brasil afora. São as Marielles e Dandaras presentes, eleitas que encarnam as vozes de multidões por uma política radical, porque genuína. A revolução começa preta e trans. E é só o começo. Quando esses corpos se movem para o centro da política, todos nós nos movemos. Nos movemos, sabendo que à espreita está o bolsonarismo, enfraquecido, e o centrão e direita tradicionais, fortalecidos».</p>
<p>Mas Thiago Amparo fingiu esquecer a situação dos e das homossexuais em África e a prática da mutilação genital feminina. Há dois dias o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou a Suíça por ter extraditado para a Gâmbia um cidadão desse país que em 2008 pedira asilo pelo facto de ser homossexual; as autoridades suíças haviam rejeitado o pedido, com o argumento de que a situação dos homossexuais melhorara na Gâmbia (ver <a href="https://observador.pt/2020/11/17/tribunal-europeu-dos-direitos-humanos-condena-suica-por-devolver-homossexual-a-gambia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc">aqui</a>). O problema não é só da Gâmbia, é de praticamente todos os países africanos. Dizer que a «a revolução começa preta e trans» é uma falsidade, porque o facto de a África ser negra não impede aquelas sociedades de perseguirem os homossexuais e os transgéneros.</p>
<p>Porquê, então, tanta hipocrisia? É que ela serve de instrumento para aqueles que — qualquer que seja a cor de pele que tenham e quaisquer que sejam as preferências sexuais que tiverem — pretendem convencer os seus congéneres que basta isso para os defenderem a todos. Não, não basta, como a África o demonstra.</p>
<p>Assim, o silêncio do movimento negro perante o que se passa em África revela que ele se encontra do lado dos dirigentes africanos e não do das suas vítimas. No meu artigo <em><a href="https://passapalavra.info/2019/03/125676/" rel="noopener noreferrer" target="_blank">Classe / identidades</a></em> um comentador, que se pretendia irónico, escreveu: «Parabéns ao autor, ao Holiday e ao Passa Palavra por jogarem luz nesse processo tão ruim que é ter negros nas elites!» Há casos em que se trata de diálogos de surdos. Aqui não é isso. Aqui trata-se de sintonia. Nós acusamo-los de pretenderem ser novas elites. E eles reivindicam-se de pretenderem ser novas elites. O confronto político não podia ser mais claro.</p>
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