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A Onda

29 de novembro de 2009  
Categoria: Cultura

A confusão do político com o afectivo, que ameaça todos os grupos, constitui o grande risco do totalitarismo. A política exercida com a razão é o antídoto do fascismo, que sempre se apresenta como uma política da emoção. Por João Bernardo

onda-7A Onda, Die Welle, é um filme realizado [dirigido] na Alemanha em 2008 por Dennis Gansel. Um professor amante de rock e com simpatia pelo anarquismo − personagem apesar de tudo frequente e revelador dos anseios frustrados de antigos estudantes insubmissos que acabaram por integrar o rebanho − foi encarregado pela directora da escola de dar um curso sobre os regimes autocráticos. Na Alemanha, inevitavelmente, o fascismo iria ser o tema dessas aulas, e como ninguém queria ouvir mais uma vez as banalidades de sempre sobre o Terceiro Reich e a culpabilidade alemã, o professor decidiu romper a barreira do desinteresse procedendo a uma experiência pedagógica. Propô-la aos alunos e eles aceitaram. Durante uns dias, o professor obrigaria os alunos, com o consentimento deles, a cumprirem os rituais físicos da disciplina de massas, esperando que eles aprendessem assim o conteúdo ideológico dessa disciplina.

Ao ver o filme, qualquer português da minha idade encontrará ali as aulas de Educação Física da sua infância. O que nos obrigavam a fazer! Talvez por isso todos nós, os jovens esquerdistas, éramos péssimos em ginástica. Se o taylorismo é a disciplina do corpo para a produção, o fascismo foi a disciplina do corpo para a política. Na experiência pedagógica daquele professor tudo começou com gestos simples, o levantar e o sentar, o estar sentado direito e de pés juntos.

E o professor tinha razão, porque antes de ser uma ideologia ou uma forma de governar, o fascismo fora acima de tudo um ritual colectivo, a encenação diariamente repetida da hierarquia e da submissão, da ordem enquanto anulação do indivíduo na grande colectividade, na pátria ou na raça.

O passo seguinte, não menos decisivo, foi a escolha de um uniforme, porque o uniforme não é apenas um símbolo de identidade do grupo. Muito mais do que isso, no fascismo o uniforme era uma máscara que ocultava as diferenças sociais, aquilo que já não sei que crítico britânico denominou «sartorial socialism», socialismo de alfaiate. E o pior é que foi esta a argumentação empregue por alguns alunos para convencer outros, mais renitentes, a aceitar o uniforme. Ele é democrático, diziam eles, pois reduz todos à mesma condição. E não é a democracia nos dias de hoje o mais insuspeito e incontroverso dos valores? Democrático dentro das paredes da sala de aulas, porque lá fora, apesar de envergarem roupa idêntica, os alunos eram ricos ou pobres ou assim-assim, sem que competisse ao uniforme abolir aquela realidade fundamental. A discussão na turma a propósito da adopção de uniforme foi das mais sugestivas, porque surgiu ainda o argumento de que nas democracias as fardas são comuns e até os executivos das empresas adoptam padrões de vestuário. Precisamente. Será que o fascismo foi democrático? Ou é a democracia que é fascista? E não podia ser mais aterrador o uniforme criado pelo professor e pelos alunos, calças jeans azuis e camisa branca. Na sua inteira banalidade, este uniforme lembrou-me o que John Le Carré descreveu em A Small Town in Germany, onde relatou o desenvolvimento de um fascismo pós-fascista, um movimento cinzento e anónimo de mediania social.

onda-42Adoptado o uniforme, impunha-se naturalmente a escolha de uma saudação, o outro elemento ritual necessário para a identificação do grupo. E como o desporto aquático era a especialidade daquele professor e daquela turma, a saudação acabou por ser um gesto de braço reproduzindo o movimento de uma onda. Aquela tribo adquirira o seu nome e o seu totem. A Onda.

Porém, o que começara como um jogo continuou como um mecanismo inelutável, cujas engrenagens já não puderam ser sustidas e cujos efeitos não puderam ser travados. A sociedade não é um laboratório e as experiências sociais têm efeitos reais. A partir do momento em que se começa a fazer algo como experiência, ela deixa de ser gratuita. Talvez seja esta a maior lição de um filme que tem tantas. Contrariamente ao que imaginam os pós-modernos, a futilidade é uma coisa muito séria.

Uniforme, saudação, rituais, disciplina de massas, este conjunto excluiu tudo o resto. As aulas deixaram de ser − ou de pretender ser − a transmissão ou a partilha de um conhecimento e converteram-se na mera afirmação da identidade do grupo. A vida privada foi eliminada. Não só a vida privada, aliás, mas todos os tipos de existência que ultrapassassem os limites do grupo. A Onda não tinha vias de saída, nem sociais nem mentais. A redução da existência a uma perspectiva única, é isto o totalitarismo, e o apelo aos sentimentos é aqui um dos procedimentos mais eficazes. Lealdade, afecto, devoção, nada disto podia ser gasto com namoradas ou com colegas, mas apenas com o grupo ou com as pessoas enquanto membros do grupo. A confusão do político com o afectivo, que ameaça todos os grupos, constitui o grande risco do totalitarismo, tanto mais perigoso quanto é a sedução da demagogia fácil. A política exercida com a razão é o antídoto do fascismo, que sempre se apresenta como uma política da emoção.

onda-9A Onda deu aos alunos o que lhes faltava, o sentido de uma comunhão colectiva, mas com a condição de eles darem tudo… a quem? Ao grupo? Através da hierarquia instaurada, tudo é dado inevitavelmente ao chefe do grupo, por isso ele pode aparecer como o generoso dispensador de benesses e de conselhos. O autoritarismo não é senão a exploração afectiva dos que se entregam à autoridade. O carisma não emana do chefe, é-lhe dado pelos que acreditam nele e que não têm consciência de que recebem de volta no plano simbólico aquilo que lhe concederam no plano real.

Mas não foi só através da repetição dos gestos da disciplina colectiva que os alunos assimilaram o fascismo, a ponto de o adoptarem. O terreno propício estava criado pelo misto de ignorância e de ressentimento que caracterizava a quase totalidade dos estudantes daquela turma, como caracteriza a sua esmagadora maioria noutras escolas e em outros países. A ignorância não consiste em não se saber mas em não desejar saber. A ignorância é só outro nome que se dá ao desinteresse. O ressentimento é a outra face do mesmo problema. Referindo-se à base popular dos precursores do fascismo francês, Eugen Weber observou que ela se caracterizara por «odiar os ricos e desprezar os pobres», o que constitui a definição do ressentimento. Naquele caso, o ressentimento era antes de mais sentido pelo professor, licenciado com diplomas de segunda ordem, enquanto os colegas tinham vindo de melhores universidades. O ressentimento era sentido também por muitos alunos e alunas, invejosos dos que tinham melhores notas ou melhores carros ou melhores roupas, das que eram mais bonitas e dos que eram mais atléticos. Como ninguém tem tudo, a semeadura do ressentimento encontra campos férteis. E assim os perdedores de sempre, os tímidos, os incapazes sentiram-se fortes em grupo e foram eles quem forneceu à turma a estrutura embrionária das tropas de choque.

Quando o professor fez numa aula um discurso demagógico contra o capitalismo, quem conhecer a história sabe que se tratava de uma colagem de citações fascistas, mas quantos esquerdistas actuais não o aplaudiriam com toda a boa fé? Quantos esquerdistas não descobririam, se lessem os fascistas, que na verdade eles mesmos são fascistas? Há alguns meses este site publicou um artigo meu, Entre a Luta de Classes e o Ressentimento, que foi reproduzido noutros lugares, e num desses blogs um leitor indignado escreveu que «o João Bernardo está à direita de Átila». Com efeito, quando se julga que a extrema-direita é uma esquerda, em que lugar hão-de pôr a extrema-esquerda?

Se bem que tivesse começado a espalhar-se pela cidade, o fascismo de A Onda fora gerado dentro das paredes de uma sala de aula e mantinha na escola a sua base de sustentação. Foi a estrutura escolar que forneceu o quadro daquela experiência. O professor não inventou uma nova relação com os alunos, apenas deu outro rigor e marcou de outro modo a hierarquia subjacente à vida da escola. Normas, submissões e comportamentos que no quotidiano aparecem de maneira dissimulada passaram para o primeiro plano e preencheram toda a cena. Ainda aqui o filme indica um dos mais importantes caminhos para a análise do fascismo, porque entre as duas guerras mundiais o fascismo jamais poderia ter ascendido e imperado sem o quadro prévio que lhe fora fornecido pelo liberalismo burguês. Compreenderemos o mecanismo básico do fascismo se soubermos que ele foi uma revolta no interior da ordem, não contra a ordem − ainda que, nalguns casos, pudesse tê-la derrubado depois. Do mesmo modo, aquele fascismo escolar surgiu no interior da hierarquia docente e contou com a protecção discreta, embora significativa, da directora da escola, numa ocasião em que o barulho dessas estranhas aulas começara a incomodar os professores conservadores que davam aulas ao lado. Mas o que sucederia à directora da escola, conservadora também, se A Onda alastrasse? Não seria ela substituída pelo criador de A Onda, como aconteceu sempre com os aprendizes de feiticeiro que pensaram usar o fascismo para reforçar a sua autoridade e que terminaram vendo a autoridade reforçada, mas não a deles?

E se aquele homem fosse professor na Universidade Bandeirante?

Poderia aquela experiência ocorrer em outro lugar que não numa escola? Ela não poderia ter como quadro uma empresa, pelo menos durante as horas de trabalho, porque o grupo alteraria as relações sociais de produção. Para o fascismo foi intocável o sistema de trabalho, e dentro dos muros das empresas o totalitarismo fascista jamais substituiu o totalitarismo patronal. Quando observamos algumas práticas de controlo da força de trabalho desenvolvidas nas empresas japonesas e a partir daí difundidas por todo o mundo, verificamos uma grande semelhança com os rituais políticos do fascismo. Mas dentro das empresas as manifestações de disciplina colectiva destinam-se a aumentar a produtividade e obedecem às hierarquias internas das empresas, enquanto os rituais fascistas, que vigoram fora das empresas, obedecem à hierarquia política e destinam-se a manter a ordem social global. Estas duas esferas totalitárias justapõem-se sem se interpenetrarem. Tanto assim que o «sartorial socialism», o socialismo de alfaiate que vestia patrões e empregados com os mesmos uniformes nas mesmas milícias, servia para as ruas e para as praças mas era excluído das fábricas ou dos escritórios. Ora, o estudante tem algo em comum com o desempregado. A sua actividade não é considerada, em termos capitalistas, um trabalho, mas apenas uma preparação para o trabalho. É conhecido o papel que os desempregados tiveram na ascensão de algumas formas de fascismo durante a profunda crise económica da década de 1930. Temos no caso daqueles estudantes um fascismo dos tempos livres.

E na perspectiva dos tempos livres vemos que a escola não foi o único quadro constitutivo do fascismo de A Onda. Os pequenos grupos informais existentes entre os alunos, os minúsculos gangs de esquina que alguns deles formavam nos corredores da escola ou nas ruas da cidade, foram mobilizados para confluir no grupo mais vasto, e ao mesmo tempo que perderam a sua identidade contribuíram para dar à Onda uma identidade única e coesa.

onda-2Numa noite em que um pequeno bando de A Onda, enquadrado pelo embrião de tropas de choque, enfrentou outro pequeno bando de anarco-punks, vemos uniformes em ambos os lados, opostos nas suas características estéticas, mas ambos identificadores de uma demarcação de grupo. O fascismo é uma realidade envolvente, cujos sintomas estão dispersos, por isso é sempre possível articulá-los e conjugá-los, criando uma realidade visível onde antes existiam apenas indícios dissimulados. É esta a operação chave do fascismo, e posso pensar que se algum daqueles anarco-punks que se bateram na rua contra A Onda tivesse decidido seguir o curso sobre a autocracia teria com facilidade sido engolido pelo colectivo fascista, como outros alunos com aspecto igualmente punk haviam sido absorvidos também.

Não foi nesta refrega entre milícias uniformizadas, apesar de rivais, que A Onda foi posta em causa, mas na competição de desporto aquático realizada com os alunos de outra instituição, que curiosamente se chamava Escola Ernst Barlach, em homenagem a um dos grandes escultores do expressionismo, vilipendiado pelos nazis como «artista degenerado». Barlach não fora só um grande escultor e conseguira imprimir a algumas das suas obras um antimilitarismo que não vinha dos bons sentimentos mas do horror intrínseco da guerra. Foi ali, no confronto entre a realidade do fascismo e a memória do antimilitarismo, que a violência e o autoritarismo de A Onda começaram a ultrapassar os limites do que era internamente aceitável pelo próprio grupo, precipitando-o para a implosão final.

Antes do mais, foi porque no resto da sociedade não houve quem necessitasse de um grupo com aquelas características que a violência sistemática de A Onda, em vez de continuar a expandir-se contra o inimigo exterior, se virou contra si mesma. Mas o filme deixa em suspenso a grande questão. O que teria sucedido se alguém, se alguma força política, se a própria polícia, naquele momento, naquela cidade, estivesse interessado num grupo assim? Parece tão fácil chegar ao fascismo, que em vez de explicar o fascismo talvez o que devesse ser explicado fosse o não-fascismo.

A última cena do filme fixa o rosto do professor, já dentro do carro da polícia que o leva preso, transfigurado pela descoberta, tal como o sr. Kurz na novela de Joseph Conrad, quando murmurou, no momento de morrer, «O horror! O horror!». Aquilo que o professor sentiu dentro dele, indizível porque não há palavras que o expressem num instante menor do que um segundo, foi a compreensão dos mecanismos da história. Mas a história é assimétrica, como o tempo que a sustenta, e flui só num sentido. Podemos compreender a prática, mas só depois de a termos praticado, e lançamo-nos na história sem garantias prévias. A Onda é um filme precisamente sobre isto, sobre o fascismo difuso no quotidiano e que só entendemos como fascismo depois de ele já estar instalado.

«O horror! O horror!»

«O horror! O horror!»

Comentários

49 Comentários on "A Onda"

  1. Tereza Cristina P. Favaro em 30 de novembro de 2009 13:56 

    Muito interessante o artigo assinado por João Bernardo. …”O fascismo é uma realidade envolvente”, e demonstra que cotidianamente podemos reproduzir o fascismo nas pequenas atitudes e gestos.

    Tereza Cristina P. Favaro. Goiânia/Goias

  2. Thiago Oliveira Martins em 1 de dezembro de 2009 20:28 

    Assisti a primeira versao do filme em questao, no primeiro ano de Historia em 2005 na UFG, na oportunidade nao tinha alguns dos conhecimentos que tenho hoje sobre o Fascismo, principalmente conhecimentos adquiridos no Curso Labirintos do Fascismo e no livro que recebe o mesmo nome que tive a oportunidade de conhecer atraves de seu autor, Joao Bernardo. O filme e realmente muito instigador, quem tiver oportunidade de assisti-lo vera. Em relacao ao Remake no inicio do filme o professor vai trabalhar ouvindo Ramones,indico o Documentario sobre Punk Rock chamado Botinadas que e uma otima fonte para quem se interessa pelo estudo de grupos e pelo fascismo contemporaneo. Thiago Oliveira Martins

  3. dokonal em 2 de dezembro de 2009 02:01 

    Faz já alguns meses que assisti ao filme. Lembro da forte impressão que me provocou e que me fez recordar da primeira vez que li 1984. Mas ao contrário da angústia que à época tive naquela leitura, da impotência do indivíduo, foi essa “realidade envolvente” e dispersa do fascismo que me afligiu ao ver o filme. Quantos esquerdistas conhecidos meus não desejam exatamente essa disciplina cega de A Onda a seus agrupamentos? Desde então tenho recomendado o filme a muitos desses conhecidos. Um deles assistira também ao filme e respondeu-me mais ou menos assim:

    “O filme é irreal quanto à concepção e por isso tem um fim trágico, que facilmente poderia ter sido evitado. É irreal porque A Onda era um movimento vazio, sem conteúdo, e todos os movimentos reais têm conteúdo. Da mesma forma o fim trágico da cena do auditório só ocorreu porque era um anarquista quem dirigia os estudantes. Fosse ele um dirigente de esquerda, saberia como catalisar toda aquela vontade combativa num movimento com conteúdo — mas esse tipo de história o cinema não conta, nem pode contar”.

    Além de não perceber na própria forma de organização de A Onda o conteúdo ideológico implícito, esse conhecido meu, um militante burocrata dum desses agrupamentos leninistas que pipocam por aí, viu no olhar do professor ao sair preso não o horror, mas o fracasso do dirigente. Não duvido que tenha pensado consigo ao ver o filme: “Fosse eu o professor, a história seria outra, seria revolucionária!”.

    Por fim, um comentário sobre o filme: logo no início da experiência pedagógica, durante os primeiros rituais físicos ordenados por Herr Wenger, é simbólico o momento no qual primeiro ocorre a “anulação do indivíduo na grande coletividade”. Estão os estudantes marchando, descompassadamente desinteressados. Eis que Herr Wenger lhes diz estarem marchando sobre o inimigo — no caso o antiquado professor que se havia antecipado e tomado o curso sobre anarquismo das mãos do atlético Wenger. Com o inimigo comum inventado, ali na sala abaixo, os estudantes passam a marchar em uníssono. As nações plutocráticas, o povo erva-daninha, o professor antiquado. Não importa o inimigo, mas ele precisa existir, nem que seja virtualmente, para unir a massa numa mística identidade comum.

  4. Paolo em 2 de dezembro de 2009 16:24 

    Mto bom texto!

    Seguem apenas alguns informes sobre o filme (original):

    “Feito para a televisão, ‘A onda’ [The wave], foi baseado em um incidente real ocorrido em uma escola secundária norte-americana em 1967, em Palo Alto, Califórnia. Antes de virar filme, foi romanceado em livro. A idéia do filme, com 45 minutos, era para fazer parte do currículo da escola, para estudar, refletir e se prevenir contra a onda nazi-fascista que começou no final da década de 30.”

    Filme: “A onda” [ The wave] – Dur.: 45 minutos – Direção: Alex Grasshof – País: EUA – Ano: 1981 Elenco: Bruce Davison, Lori Lethins, John Putch, Jonny Doran,Pasha Gray, Valery Ann Pfening. Obs: o filme foi exibido uma única vez no início da década de 1980 (1981 ou 1982). Depois, a TV Educativa-Rio também o exibiu, realizando um excelente debate com convidados de diferentes áreas do conhecimento.

    http://www.espacoacademico.com.br/065/65lima.htm

  5. Alex em 2 de dezembro de 2009 16:46 

    Interessante perceber como existem diversos grupos, associações e coletivos espalhados pela sociedade com tais características “envolventes”, ditos apolíticos, que não professam uma ideologia. Neles, os indivíduos se sentem, de alguma forma, intimamente ou explicitamente, superiores, melhores, mais evoluídos ou mais sábios, acreditam que percebem e entendem coisas que os não iniciados não são capazes. E ainda que não tenham um inimigo declarado, tomando atitudes e fazendo coisas com o objetivo “altruísta” da construção de um mundo melhor, curiosamente as pessoas para quem esse mundo melhor é supostamente construído não participam ativamente destas atitudes. Um desses slogans propaga: “Quando estiver preparado, uma força maior o trará para cá!” É como se o universo conspirasse a favor destes grupos que, invariavelmente, possuem algumas figuras fundadoras que são mais iluminadas. O perigo está na pergunta levantada pelo João, e se alguma força política necessitar de um grupo assim? Destes que se reproduzem cada vez mais, em suas diversas nuances, na sociedade atual, que busca a qualquer custo uma abstrata felicidade alicerçada numa força superior e fecham os olhos para as causas fundamentais de produção e reprodução da realidade que querem, supostamente, modificar.

  6. Fábio Vargas em 3 de dezembro de 2009 15:40 

    “O perigo está na pergunta levantada pelo João, e se alguma força política necessitar de um grupo assim? ”

    Acredito que esse é um dos pontos essenciais do texto. O Neoliberalismo tem uma tendencia global de controle a partir da coerção social daquilo que não é interessante para o sistema capitalista. Ouso dizer ainda que o Brasil já tem uma forte tendencia a esse processo, visto que sua própria bandeira já expõe “valores” essenciais ao positivismo: “ordem e progresso”. Em que só se é possivel a ordem para se chegar ao progesso. A partir daí os aparelhos privados de Hegemonia trabalham arduamente para a legitimação social de movimentos fascistas como o caveirão, a criminalização dos movimentos sociais, a repulsa a modelos políticos alternativos e a qualquer grupo que levante essa bandeira, seja ele qual for; de cultura urbana ou rural.

    O pior de tudo é que já se é possivel observar em vários lugares públicos pessoas, de todas as classes, declarando com maior naturalidade frases como “Ladrão bom é ladrão morto”, “esses vagabundos querem terra e não querem trabalhar, tem que dar tiro nessas pessoas”, “ser empresário no Brasil é ser herói”…
    Entre outros chavões, um tanto quanto perigosos…

    “Parece tão fácil chegar ao fascismo, que em vez de explicar o fascismo talvez o que devesse ser explicado fosse o não-fascismo.”

    Esta é outra colocação que eu considero essencial a ser refletida. Acredito que a própria formação do pensamento social está formando pessoas que, mesmo se dizendo contrárias ao capitalismo, mesmo tendo todo o conhecimento de que é capitalismo e quais são e como funcionam outros sistemas, ainda assim ao se depararem com certas situações parecem agir pos instinto, não tem a grandeza de identificar erros e tomam ações que mais são conveniente a sí mesmo ou ao grupo qual pertecem, e não a favor de um coletivo.

    Acredito que a formação de valores e princípios democráticos são melhores assimilados na formação do indivíduo durante sua infância. A mídia, a política institucional, a precarização dos espaços públicos e a família possuem muita influencia na essencia dos indíviduos. Um filme interessante para se pensar sobre isso é ” A culpa é de Fidel”.

  7. Alex em 6 de dezembro de 2009 19:37 

    Quando sai do cinema fiquei com a sensação do que ocorreria com aqueles alunos e com aquela escola após tal experiência aterrorizante. Voltariam aos antigos rituais, as antigas hierarquias e submissões? Senão na Onda, mas nas possibilidades financeiras e no padrão estético, valendo mais os que tinham os melhores carros, as melhores roupas, a aparência considerada mais bonita? O ressentimento continuaria a ter campos férteis para semear? Os elementos difusos do fascismo, presentes na prática cotidiana, continuariam, naquela escola e naqueles alunos, obscurecidos pelo véu democrático das sociedades “livres”?

  8. Rogério Marcos em 6 de dezembro de 2009 21:15 

    Parabéns ao Sr. João Bernardo pela forma como comentou o filme, nos dando uma abertura a compreensão mais ampla da experiência do professor, com isso vejo que existem muitos grupos no brasil praticando o fascismo involuntariamente em todos os níveis da sociedade, sejam grupos políticos, empresariais, religiosos, etc.
    É esclarecedor e gostaria de agradecer a todos os comentários dos nobres colegas, que me ajudou a formar minha opinião sobre o assunto e como devemos nos cuidar para não sermos assediados pelo sentimento do fascismo que tanto nos rodeia onde quer que estejamos.
    Resumo a solução para tudo isso em dois mandamentos de Jesus para esse problema porque Ele já sabia que tais coisas aconteceriam na humanidade.
    “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo com a ti mesmo ”

    Abração a todos os comentaristas.

  9. Pedro em 12 de dezembro de 2009 15:53 

    João, o que você quis dizer com “compreendeu os mecanismo das história”?

    Queria entender melhor isso também: “o fascismo difuso no quotidiano e que só entendemos como fascismo depois de ele já estar instalado”. Poderia dar uns exemplos?

  10. João Bernardo em 12 de dezembro de 2009 19:10 

    Caro Pedro,
    Após a segunda guerra mundial, uma das figuras mais representativas do fascismo não só francês como europeu, Maurice Bardèche, que era aliás um intelectual de mérito, especializado na obra de Balzac, escreveu que existem hoje «milhares de homens que são fascistas sem o saber» (Qu’Est-ce que le Fascisme?, Paris: Les Sept Couleurs, 1961, pág. 12), acrescentando que «desde que a palavra fascismo não seja pronunciada, não faltam os candidatos ao fascismo» (pág. 160). Com efeito, salvo grupúsculos insignificantes de lunáticos, quem hoje se intitula seriamente fascista? Esta constatação explica o que eu pretendi dizer quando mencionei «o fascismo difuso no quotidiano e que só entendemos como fascismo depois de ele já estar instalado».
    Pode escrever-se uma história da esquerda marxista ou uma história da democracia representativa e do liberalismo centradas no assunto principal, mas este procedimento é impossível para o fascismo, porque o fascismo resulta sempre e em todos os casos da articulação entre elementos de correntes políticas originariamente opostas. O fascismo defende as tradições, o que é um tema da direita conservadora, e no entanto pretende provocar uma substituição violenta das elites, apelando para isso a métodos afins da esquerda revolucionária. O fascismo constitui, dentro da classe trabalhadora, uma câmara de eco dos temas do nacionalismo, que são temas de direita, e ao mesmo tempo cria, dentro das classes dominantes, um câmara de eco dos temas da luta contra a exclusão social e económica, que emanam da esquerda. É neste jogo entre polaridades que o fascismo se forma, e quem pode dizer exactamente quando é que ele já está formado?
    Na minha opinião, a base mais sólida do fascismo é a difusão do nacionalismo no movimento de contestação dos trabalhadores. Mas onde se desenha a linha de fronteira? Você pede-me exemplos, dou-lhe um, fundamental para a compreensão da América Latina e sobretudo do Brasil − a CEPAL. Na origem das ideias de Raúl Prebisch e de Celso Furtado estão as teorias corporativistas defendidas na década de 1930 pelo romeno Mihail Manoilescu, talvez o mais importante teórico do corporativismo fascista. Através da CEPAL essas ideias permearam, com raras excepções, a esquerda brasileira, a tal ponto que teses que entre as duas guerras mundiais serviram para caracterizar especificamente o fascismo fazem hoje parte dos dogmas de fé de toda a extrema-esquerda. Outro exemplo − a assimilação entre democracia representativa e corrupção. Esta assimilação foi o lugar-comum da extrema-direita francesa no período entre as duas guerras mundiais, e aliás continua hoje a alimentar a imprensa da extrema-direita. Ela resulta de uma das operações constitutivas do fascismo, a conversão do espírito de classe em ressentimento, que é o mesmo que dizer, a conversão da luta de classes em confronto entre elites, e apesar disso o tema da corrupção mobiliza hoje toda a extrema-esquerda brasileira. Um ensaísta norte-americano, Mencken, escreveu um dia que pretender resolver o problema da corrupção elegendo políticos honestos é o mesmo que pretender resolver o problema da prostituição enchendo os bordéis de virgens. A transformação de uma questão de estrutura numa questão moral é uma das operações típicas do fascismo, mas a extrema-esquerda deixa-se levar alegremente no mesmo barco.
    Quero eu dizer com isto que a extrema-esquerda existente hoje é fascista? Não, de modo nenhum. Mas ela contém, sem o saber, elementos de fascismo que, se se articularem com outros elementos existentes de maneira igualmente dispersa e inconsciente, darão origem ao fascismo, chame-se ele como se chamar, talvez sétima internacional, quem sabe? No fundo, o que eu quis dizer com a minha análise do filme foi o seguinte. O que nós vemos em A Onda é o que existe debaixo dos nossos olhos, só que sem aquele nome. E se esperarmos que se dê nome à coisa, então é tarde demais, porque a partir desse momento a coisa já existe. Foi esta a «compreensão dos mecanismos da história» que atingiu o professor. Naquele instante ele entendeu o nome da coisa.

  11. Pedro em 12 de dezembro de 2009 19:25 

    Ver o filme me fez lembrar disso:

    http://www.youtube.com/watch?v=lPOiYw8iBRk

    E pensar na canção nova e outras linhagens da Igreja católica – Renovação Carismática – e de algumas evangélicas.

  12. Rosivaldo Pereira de Almeida em 22 de dezembro de 2009 14:55 

    Gostei muito do artigo e acho que a análise bernardiana acerca do facismo na história comtemporânea poderia ser utilizada para compreensão – além da educação escolar e dos processos produtivos no interior das fábricas – das artes, cultura, e principalmente, das idéias teológicas e pedagógicas (formais e não-formais). Trata-se, pois, de situações que estão muito além das relações historicamente determinadas pela questão do poder. Diz respeito a um mosaico de instituições interrelacionadas que cumprem – a partir dos gestos e símbolos – cultura e educação – a reprodução e a não superação de um tipo humano e social marcado pela subserviência e submissão. Entre as instituições guardiãs das formas mais facistas que conservam esse labitinto estão a família, a escola e as organizações religiosas.

  13. neto em 28 de dezembro de 2009 21:54 

    Belo ensaio.

    sobre a questão da “coisa” que ainda não tem nome, e quando passa a ter já é tarde pois esta mais estruturada do que antes, lembrei de um trecho do livro de Ella Shohat e Robert Stam, “Crítica da imagem eurocêntrica”, quando dizem que o nazismo alemão não criou nada, somente se apropriou e coroalizou manifestações que já existiam na população e as pôs em prática de maneira sistemática através do Estado.

    abraços!

  14. Cláudio Jerke em 26 de janeiro de 2010 17:34 

    Talvez o mais impactante no filme não seja o tema propriamente dito, mas seu desenvolvimento ocorrer na Alemanha (como filme, pois os fatos reais ocorreram nos Estados Unidos). Note-se que a imposição eterna da culpa determina que jovens, cujos pais talvez nem fossem nascidos na época da guerra, evitem qualquer discussão acerca do Terceiro Reich, do Nazismo, de Adolf Hitler e, talvez, até mesmo de toda história da criação da Alemanha como nação, pois flagrante sua natureza militar.
    Aos que assistiram o filme, lembre-se a cena em que uma das jovens critica a Copa do Mundo de 2006, quando os alemães saíram às ruas para torcer com bandeiras, camisetas, cantando o hino nacional, etc.
    Muitos viram naquela manifestação o renascimento do nacionalismo, como que afirmando: Os alemães não podem ter essa paixão, pois isso é perigoso!
    Não se negam fatos. Ponto. Mas a pergunta que faço é essa: A condenação alemã é eterna e transmissível por hereditariedade?
    O próprio filme invoca essa questão quando o professor pergunta se ainda há espaço para que movimentos fascistas ou de cunho totalitário se criem, principalmente dentro da Alemanha.
    Outra questão: O que me parece crível é que todo e qualquer ser humano tem a necessidade de convivência em grupo e, tal qual os animais, procura nele a figura de uma liderança. Isso pode ser num grupo de escoteiros, num clube esportivo, num conselho paroquial, etc. Isso não é perigoso ou de cunho totalitário. A diferença para chegar nesse estágio é a planificação e a pseudo-igualdade dos integrantes do grupo e o excessivo poder do líder, transformando-o em um ser superior.
    O maior mérito de um líder é sua capacidade de criar novas lideranças e não simplesmente dominar.
    E, convenhamos, o filme demonstrou que a juventude ali retratada era órfã de valores e referenciais. Todavia, necessitava disso. Ocorre que, pela ausência de base (cultural, familiar), todos os desdobramentos culminaram com ações destrutivas do coletivo. Veja-se que os desdobramentos (nome, símbolos e ações) partiram do próprio grupo e não do líder (o professor).
    Portanto, creio ser perigoso rotularmos determinadas coisas, quando sabedores da necessidade de uma boa base do indivíduo. Ela permite que ele se torne terreno fértil para coisas boas e não más. Diversamente ao que afirmado em um comentário supra, família, escola e igreja (não confundir com instituições nominais) não são fascistas, mas mecanismos de humanidade, solidariedade e respeito. E possivelmente seja isso que mais nos falte nos dias atuais, independentemente a sermos de esquerda, de direita; crentes ou agnósticos.

  15. Tereza em 28 de janeiro de 2010 21:51 

    Caro João Bernardo,
    Diante desse texto e de todos esses comentários, fiquei espantada em pensar que nossas práticas enquanto profissionais de saúde podem ser descaradamente fascistas. O desejo de se alcançar o padrão de saúde definido pela Organização Mundial de Saúde “estado de completo bem-estar físico, mental e social, não somente ausência de uma doença ou enfermidade”, me soa fascista.
    Será que esse raciocínio está certo?
    Parabéns pelo texto!

  16. João Bernardo em 29 de janeiro de 2010 20:35 

    Cara Tereza,
    O seu comentário levanta questões muito complexas, que não estou preparado para abordar devidamente. No entanto, creio que o caminho consistiria em estudar a relação entre, por um lado, a eugenia e a medicina higienista da primeira metade do século XX e, por outro lado, a medicina tal como é entendida hoje. Se você, ou mais alguém, estiver interessada nesta perspectiva, indico três autores que estudaram a relação entre a eugenia, o mundo científico da época e o fascismo. O mais profundo é André Pichot (La Société Pure. De Darwin à Hitler, Paris: Flammarion, 2000). Edwin Black é bastante informativo (War Against the Weak. Eugenics and America’s Campaign to Create a Master Race, Nova Iorque e Londres: Four Walls Eight Windows, 2003; existe tradução em português) e também vale a pena ler Stephan Kühl (The Nazi Connection. Eugenics, American Racism, and German National Socialism, Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press, 1994).

  17. Tereza em 29 de janeiro de 2010 21:55 

    Obrigada pela orientação, João Bernardo.

    Encontrei uma tradução para o português do André Pichot, tomo a liberdade de compartilhar a resenha do livro:

    “De que forma as noções de “raça”, de “grupo étnico”, de “correcção genética” são utilizadas, sob a capa da legitimidade científica, para fins políticos? Esta obra relata a história das concepções biológicas da sociedade e das suas aplicações racistas e eugenistas desde finais do século xix até aos nossos dias. andré pichot analisa as relações entre ciência, política e ideologia e baseia-se em exemplos concretos: o nazismo, mas também os programas de investigação eugenistas, lançados ou subsidiados por eminentes organizações científicas desde princípios do século xx. E hoje, que a genética molecular domina a biologia, adverte-nos contra outros avatares do sonho de uma sociedade “pura”.”

    Encontrei também o site do Edwin Black, nele é possivel ler alguns trechos do livro, no entanto somente em inglês.

    http://www.waragainsttheweak.com/index.php

  18. Jackllyne em 22 de abril de 2010 15:28 

    Adorei o filme pois ele mostra a realidade dos jovens de hoje em dia …..

  19. lloooki em 11 de agosto de 2010 02:37 

    qual o nome da musica q tocava na festa q eles faziam na praia????????

  20. TALITA ALMEIDA em 8 de setembro de 2010 17:49 

    adorei o filme, é uma coisa que acontece no nosso dia-á-dia em nosso redor na escola em que estudo ocorre isso direto então o filme mostra para a gente tomar muito cuidado e ñ deixar subir pra mente “!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
    e nem ir pela cabeça dos outros

  21. Dinha em 1 de novembro de 2010 17:57 

    Quero saber os pontos negativos e positivos do filme ”A onda”

  22. João Bernardo em 11 de novembro de 2010 13:48 

    Apelo aos estudantes leitores!
    Se quiserem ver o fascismo que já aí está, agora, entre vocês, por favor leiam:
    http://passapalavra.info/?p=31570
    Será que entendemos melhor estas coisas quando as vemos no cinema do que quando as vemos entre nós?

  23. cesar sdantos em 21 de novembro de 2010 19:01 

    Toda forma de opressão é maldita e ao contrario de muitos , quando o professor levantou os olhos e depois arregalou,deveria de ter no minimo uma multidão de camisas brancas parada evitando o proceguimento do carro da polícia.Vejam- primeiro saiu na primeira folha do jornal, lembran-se! E depois o comentário na aula ” a onda ja se espalhou”.

  24. pedro castro em 9 de janeiro de 2011 18:22 

    Eu vi o filme na aula de Filosofia, e gostava de pedir ajuda a alguém pois tenho que relacionar o filme com a materia. Ando no 11º ano se alguém podesse dar uma ajuda agradecia!

    Obrigado

  25. João Bernardo em 9 de janeiro de 2011 22:38 

    Caro Pedro Castro,
    A filosofia não é uma colecção de conceitos, mas uma reflexão ordenada sobre as coisas da vida. O que o preocupa em especial? Quais exactamente as suas dúvidas? Fico aguardando.

  26. Yuri em 22 de janeiro de 2011 03:45 

    Assisti ao filme por recomendação da professora de historia (logico) hehehe…o filme é realmente interessante, inteligente e severamente critico.Não venho a procura de discussões pois acho que cada um de acordo com suas experiencias de vida e conhecimentos adquiridos ao decorrer da mesma deve tirar suas conclusões.Gostaria de saber se alguem sabe o que aconteceu com o professor na vida real, pois é uma sacanagem ele ser preso e talvez condenado por um cara que já era doente antes mesmo de o conhecer, que só se matou por ter uma fraca personalidade e um péssimo ambiente familiar, sem apoio nem estrutura necessaria.Bom, se alguem souber ficaria grato.A todos um bom filme ;D

  27. Diana Sousa em 22 de janeiro de 2011 16:22 

    Assisti ontem este filme na aula de filosofia-11º ano.
    É uma realidade bastante envolvente que nos leva a pensar muito de como em muitos grupos os limites sao ultrapassados quando se pensa que a uniao faz a força, e que juntos como grupo podemos mover o mundo.
    Foi me proposto pela minha professora de filosofia que realizasse um pequeno relatorio em que desse a minha opiniao sobre o filme , sobre a mensagem que ele quer transmitir, etc. Necessitava de alguma ajuda, em termos de organizaçao de ideias. Agradecia a sua ajuda, na medida em que me facultasse algumas ideais que fossem relevantes apresentar no meu relatorio, Obrigada!

  28. OlindaGil em 24 de fevereiro de 2011 12:11 

    As Ditaduras na Europa -A ONDA, um filme para o 9º ano…

    Balizas para comentar e explorar pedagogicamente o filme: A análise do filme "A onda"…

  29. Alexandra Aníbal em 4 de abril de 2011 22:16 

    Parabéns pela imensa lucidez deste artigo. Subscrevo-o na íntegra.

  30. Annalu em 18 de maio de 2011 21:28 

    Assisti esse filme na aula de DIREITO, na disciplina de teoria geral do Estado, e achei incrível, realmente mostra uma realidade que pensamos que nem poderia existir mais! E pensamos que há alguns facismos no nosso dia a dia, lutar por um ideal.

  31. Ana Clara Mendes em 19 de maio de 2011 12:14 

    Bom, meu professor de histroia resolveu apresentar este filme sensasional,para nossa sala (oitava serie);Muitos de nos souberam representar o filme, e ate se identificaram com os personagens!mais o fasismo realmente é uma teoria de grande fasinio, comunismo,totalitarismo,tudo isso faz parte do nosso dia a dia bazeando-se no filme encontramos o nazismo,o pixe no predio representa a torre eifeel na fraça(paris) torre eiffel
    e muito mais este filme realmente meche com nossa cabeças de modo facinante!!!!!

  32. Tamara Porto Rodrigues em 6 de junho de 2011 16:33 

    Eu tbm adorei o filme mas gostaria que vcs e ajudassem a relaciona-lo com o tema ideologia e utopia.

  33. Elisangella em 3 de agosto de 2011 20:36 

    Gente,vi o filme hoje pela prmeira vez,e estou impressionada com o teor do mesmo.Muito bom mesmo!É uma realidade que pode está pertinho de nós,mesmo que encarnado de outras maneiras…
    Mecheu de verdade com minha cabeça,é pra refletir muito…

  34. ramonique em 4 de agosto de 2011 22:52 

    muito interesante o ruim e q nao deu certo

  35. andriele em 10 de agosto de 2011 00:07 

    o filme eu vi na escola, ele explica muito sobre a agressão dps dela ja estar instalada, mas oque ele mesmo quis dizer foi que quando agente coloca alguma coisa na cabeça temos que ir ate o fim…

  36. calebe em 23 de agosto de 2011 18:44 

    show adorei muito massa interessante tem sempre seu moral e enscinamento ♥♥ passei esse filme aos meus alunos eles adoraram tem muito aver com eles…rsrsr

  37. Andrews em 28 de agosto de 2011 15:57 

    Qual o objetivo do prof ao realizar tal expêriencia deixe filme A Onda ???

  38. Paulo Amparo - BRASIL em 20 de setembro de 2011 00:10 

    Excelente texto! Filme genial.

  39. victor em 23 de setembro de 2011 01:10 

    Pra voocs verem que pode tem nazismo ainda :/

  40. iniquo em 1 de outubro de 2011 20:23 

    pq o aluno Tim coloca fogo nas suas roupas de marca?

  41. Rogério Floripa em 11 de novembro de 2011 10:39 

    Baixar o Filme – A Onda – Dublado – http://tinyw.in/fkLD

  42. Mariana Sales em 31 de março de 2012 03:14 

    Nossa, eu fiquei horrorizada com esse filme, não dá para acreditar que isso foi verdade!

  43. João Bernardo em 31 de março de 2012 03:14 

    Mariana,
    E você nunca fica horrorizada com a realidade? Será que por isso a realidade é menos verdadeira?

  44. alana cristine bastos em 16 de abril de 2012 03:45 

    nossa esse filme e muitoo zika eu e meus amigos e professora vimos esse filme na escola foiii muitooo LOKO todoss gostaram e eu tbm srrs

  45. Cleber em 20 de agosto de 2012 16:02 

    Algo que também achei bem interessante no filme é a desestrutura familiar de todos os personagens principais: O professor ressentido que vivia um simulacro de casamento perfeito com alguém de quem possuía uma forte inveja por achá-la parte do “grupo de bons pedagogos da escola”; O rapaz atlético,cuja mãe alcoólatra trazia sempre alguém diferente (e mais jovem) para sua cama; a menina cujos pais, sob o pretexto de uma educação liberal, encontravam justificativa para sua ausência no núcleo familiar; o rapaz cujo seio familiar era apenas formal, pois, como mostrado no filme, ao apontar que o professor esperava respostas curtas e concisas recebeu de seu pai o conselho: “Então porque você não faz o mesmo?”. Isso mostra como a mitigação de valores abre caminhos para que ideologias perniciosas acabem por se instalar de maneira inconsciente em nosso meio. E quando se verifica que essas novas ideologias também se encontram desprovidas de conteúdo, acaba-se por ouvir o mesmo que esse último personagem disse em seus últimos momentos: “Você mentiu para nós…. “A Onda” era a minha vida”.

  46. Rennan em 15 de março de 2013 00:10 

    PESSOAL, ESTOU PRECISANDO SABER AONDE É ARTICULADO NO FILME UMA ”CLASSE SOCIAL” E UM ”SUJEITO”. POIS ESTOU PRECISANDO TERMINAR UM TRABALHO DE SOCIOLOGIA. OBRIGADO!

  47. meire em 6 de maio de 2014 14:23 

    Estou sem saber responder essas perguntas, sobre o filme “A ONDA” podem me ajudar ?
    quais as etapas que identifica a formação das lideranças do grupo de alunos no filme a onda?
    quais situações as lideranças foram positivas (produtivas) e em quais situações foram negativas (representou perigo)?
    quais foram os fatores que contribuíram para a formação da liderança do professor? e dos outros lideres, no filme a onda ?

  48. Exílio Mondrian em 6 de maio de 2014 20:48 

    Não acho nada de errado em professores e que tais de passarem o filme “A Onda” para os seus alunos. Triste, triste mesmo, é perceber que um estudante aí acima prefere que alguém suas dúvidas – como se a leitura do que acontece em um filme fosse uma só, e com resposta certa.

    Talvez, apenas talvez, fosse mais interessante que o comentarista acima assistisse o filme novamente (ou pela primeira vez?), com toda a boa vontade e interesse que a película realmente merece, e respondesse ao trabalho (ou ao professor, que seja) com novas perguntas. Novas e melhores perguntas – de um filme que nos coloca diante de perplexidades que perpassam as nossas relações sociais.

  49. Fagner Enrique em 6 de maio de 2014 21:25 

    Uma dica, para os estudantes afoitos acima: assistam o filme.