Polícia encerra ato do MPL com agressão, lançamento de bombas e detenções

Polícia encerra ato do MPL com agressão, lançamento de bombas e detenções

em 26 out

O momento mais tenso do protesto iniciou após a entrada no Terminal Parque Dom Pedro, onde a manifestação seria encerrada. Por Passa Palavra.

O último ato da semana de lutas pelo Passe Livre realizado no município de São Paulo terminou com uma das ações mais truculentas da polícia na repressão aos manifestantes registrado desde as jornadas de junho. Cerca de 100 pessoas foram encaminhadas para diversas Delegacias de Polícia da Capital. Até o momento foram registrados manifestantes nas 1ª, 4ª, 8ª e 78ª DP. Mulheres e homens seguem separados e na ala feminina foi feita revista em corpos nus. Os advogados do Movimento Passe Livre foram impedidos de entrar nas delegacias e só conseguiram liberação após 1 hora da manhã.

A caminhada para lembrar o dia nacional do Passe Livre – comemorado no dia 26 de outubro – iniciou com cerca de mil pessoas em direção ao Terminal Parque Dom Pedro às seis da tarde. Desde a concentração marcada nas escadarias do Theatro Municipal, policiais já cercavam todo o ato.

O ritmo da Fanfarra do Mal animava os manifestantes, levou moradores das ocupações do centro para a janela em demonstração de apoio e surpreendia um grupo de professoras. “Essa moçada é muito animada. Já não tenho mais tanto pique, estou aproveitando para desabafar sobre o diretor autoritário que temos na escola”, contou uma delas.

Aos poucos o número de manifestantes foi crescendo, assim como o número de carros da polícia. Depois de avançarem pela avenida São João, os manifestantes tomaram outra via arterial da capital paulistana, a avenida 23 de maio. Nesse momento, os cerca de quatro mil manifestantes fecharam a via por dois minutos.

A maior tensão ocorreu após a entrada dos participantes do ato no Terminal Parque Dom Pedro, onde a manifestação seria encerrada após a tradicional queima do Catracão e da conversa em jogral. A partir desse momento manifestantes foram agredidos com cacetes, balas de borracha, bombas de efeito moral, gás lacrimogênio. A onda de repressão seguiu pelas ruas do centro quando a manifestação seria encerrada. Parte dos manifestantes foi encaminhada para as delegacias da cidade, onde continua detida.

Os leitores portugueses que não percebam certas expressões usadas no Brasil
e os leitores brasileiros que não entendam algumas expressões correntes em Portugal
dispõem aqui de um Glossário de gíria e termos idiomáticos.

Fotos: Centro de Mídia Independente (CMI)


Comentários 2

    • Ana Paula Desenzi

      |

      out 26, 2013

      |

      Nos vivemos numa demoracia velada. Que isso? As pessoas tiveram que tirar suas roupas para serem revistadas, e antes foram presas. Em paises realmente democraticos a manifestacao e um ato livre.

    • Matheus

      |

      out 29, 2013

      |

      Estado de exceção não declarado.

      E anotem o que eu estou dizendo: a perseguição política e repressão provavelmente é MUITO maior do que aquilo que conseguimos compilar, registrar a divulgar pela mídia alternativa, mesmo incluindo os testemunhos sem fotos e videos para confirmar.

      Essa tática policial de espalhar manifestantes presos arbitrariamente (sequestrados) por várias delegacias talvez acabe deixando vários deles esquecidos aqui e acolá.

      É preciso organizar a autodefesa mais forte o possível para os movimentos populares.

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