Salvar condenados à morte no Irão!

Delara Darabi foi executada no dia 1 de Maio de 2009 pelas autoridades iranianas por um crime de que foi acusada quando tinha 17 anos

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A Amnistia Internacional considera que se tratou de um julgamento injusto e que os tribunais se negaram a considerar novas provas que, segundo o seu advogado, teriam provado que ela estava inocente desse delito.

A Amnistia Internacional manifesta a sua indignação por esta execução e, em particular, por o seu advogado não ter sido informado, apesar da exigência legal de o fazerem com 48 horas de antecedência. Trata-se de uma cínica estratégia por parte das autoridades do Irão para evitar os protestos nacionais e internacionais que poderiam ter salvo a vida de Delara Darabi.

Mas não vão conseguir calar-nos. A Amnistia Internacional lutou para salvar a sua vida logo que se soube do seu caso. E continua a fazê-lo por todos os menores que, no Irão, correm o perigo de execução iminente.

É preciso continuar a agir pelos casos de Benhoud Shojaee, Mohammad Feda’i, Bahman Salimian, Naser Qasemi, Mohammad Reza Haddadi, Abbas Hosseini, e tantas outras pessoas que se encontram em perigo de serem executadas no Irão, acusados de crimes alegadamente cometidos quando eram menores.

Por isso, pedimos a todos:

AJUDEM A PARAR ESSAS EXECUÇÕES
assinando a PETIÇÃO às autoridades iranianas.

AQUI.

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Outros Eventos de Maio 2009

☛ 01 MAI (sex), 12h00, PT Lisboa Parada MayDay: Manifestação contra o trabalho precário, org. MayDay Lisboa.

Local: Às 12h no Largo Camões. Às 14h30 partida em direcção ao Martim Moniz e desfile com a manifestação da CGTP.

ev090501_maydayO MayDay é uma parada contra a precariedade, que vem marcando o 1º de Maio em várias cidades por esse mundo fora, desde da estreia em 2001, em Milão. Chegou há dois anos a Lisboa e este ano acontece também no Porto (encontro às 12h na Praça dos Poveiros).

Conscientes de que a mudança das nossas vidas exige muito mais, recusamos a espera e a resignação. O MayDay é uma força comum que, cansada de carregar o peso de todo um sistema económico que lhe usurpa a vida, quer criar autonomamente e decidir livremente. Por isso nos juntamos a 1 de Maio. Somos “recibos verdes” e trabalhadores de empresas de trabalho temporário, estagiários e pensionistas, imigrantes e endividados perante o banco, estudantes – (já/ainda/quase) – trabalhadores e operadores de call-center, bolseiros e intermitentes do espectáculo, contratados a prazo e desempregados ou simplesmente pessoas que não aceitam a chantagem da precariedade.

:: Concentração no Largo Camões (metro Baixa / Chiado), a partir das 12 horas, onde haverá pic-nic*, música e onde construiremos a Monstra Precariedade ::

:: Partida às 14h30 em direcção ao Martim Moniz :: :: Desfile com a Manifestação do Dia do Trabalhador (CGTP) :: Passa a palavra do precariado em luta! É urgente! A 1 de Maio soamos o alarme! Traz o teu instrumento musical MayDay!! MayDay!! O precariado dá luta! * podes trazer a tua merenda ou comer o almoço vegetariano que estará lá à venda.

☛ 01 MAI (sex), 12h00, PT Porto “O MayDay é contigo!”, org. MayDay Porto.

Local: Praça dos Poveiros, no Porto.

O MayDay é contigo!!

Se estás farta de estar desempregada, o MayDay é contigo.

ev090501_maydayportoSe és estagiário “não remunerado” e te fazem a chantagem do currículo e não te pagam apesar de trabalhares, mesmo que produzas a riqueza do escritório ou da empresa ou da escola onde trabalhas, o MayDay é contigo.

Se ganhas mal, se te vês à rasca para sobreviver com o que te pagam, se não sabes mais que equilibrismo inventar para pagar a casa e a luz e os transportes e a comida e tudo o resto de que precisas, então o MayDay é contigo.

Se trabalhas a recibo verde, não tens direitos nem protecção social e te dizem que tens de pagar à segurança social uma quantia que não tens, em troca de protecção quase nenhuma, o MayDay é contigo.

Se és estudante e não tens como pagar as propinas ou te falta acção social escolar e até fazes um part-time para ajudar a pagar os estudos, então o MayDay é contigo.

Se trabalhas para uma empresa de trabalho temporário e tens dois patrões para o mesmo trabalho, se te roubam uma parte do que é teu quando te alugam a uma empresa, a um call-centre ou a uma obra, então o MayDay é contigo.

Se és imigrante e não tens papeis, ou se tens papeis e mesmo assim não tens direitos, se te usam contra o teu colega de trabalho e se servem da tua dificuldade, então o MayDay é contigo.

Se tens um contrato a prazo para teres menos direitos e vais vivendo a prazo mesmo se a empresa precisa sempre de ti, então o MayDay é contigo.

Se te sentes preso à precariedade e congelado nos teus projectos e ainda não saíste da casa dos teus pais porque não tens um trabalho que te permita fazer planos, então o MayDay é contigo.

Se estás farto de tanto abuso, se estás farto do silêncio, se estás farto da injustiça e estás farto de não ter voz, se achas que já basta de exploração, então o MayDay é contigo.

Se és um pouco disto tudo, ou se conheces quem é, ou se já foste ou se vais ser ou se és amigo de quem seja, então o MayDay é contigo.

Traz merenda, traz a voz, traz palavras, traz ideias… No dia 1 de Maio, 12h, nos Poveiros, é contigo. www.maydayporto.blogspot.com

☛ 01 MAI (sex), a partir das 16h, BR São Paulo/Mogi das Cruzes Sarau do Trinca: “1º de Maio: Uma classe, muitas lutas”, Coletivo Trinca.

Local: APEOESP Mogi das Cruzes Rua Hamilton Silva Costa, 427, Mogilar, Mogi das Cruzes (Rua que desce da estação Mogi da CPTM). Coletivo Trinca os convida para o

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1º de Maio: Uma classe, muitas lutas

Por um 1º de Maio Autônomo, Anticapitalista e Antiburocrático!

Quando e onde: Dia 1º de Maio, a partir das 16 horas, na APEOESP Mogi das Cruzes Rua Hamilton Silva Costa, 427, Mogilar, Mogi das Cruzes (Rua que desce da estação Mogi da CPTM)

Programação:

16 horas – Exibição de vídeo – Debate – O sentido do primeiro de Maio: uma classe, muitas lutas – com presença da educadora popular Simone Maria Magalhães e integrantes de diversos movimentos sociais em roda – Lançamento do Jornal Popular Passa Palavra!

18 horas em diante: – Sarau – Bar – Teatro – Poesia – Exposição – Discotecagem – Banda e músicos – intervenções artísticas – Comida árabe

Trata-se da iniciativa de coletivos autônomos e movimentos sociais de promover um 1º de Maio alternativo, resgatando o verdadeiro sentido da data como luta dos trabalhadores contra a exploração e opressão, e fazendo um contraponto às festas de 1º de Maio espetaculosas e vazias que ocorrem todos os anos, onde a luta de classes é substituída por shows com sorteios de apartamentos e carros e sem a participação efetiva dos trabalhadores. Neste momento de crise, unificar as lutas sociais!

Participação e iniciativa:

Coletivo Trinca – Oposição APEOESP – Oposição Bancária – Coletivo Crítica – professores, artistas e estudantes e demais movimentos sociais e coletivos

http://coletivotrinca.wordpress.com

☛ 01 a 30 MAI, sextas e sábados, 19h, BR Joinville Ciclos de Cinema da Fundação Cultural de Joinville.

Local: Cidadela Cultural Antarctica, Rua 15 de novembro, 1383, bairro América, em Joinville.

CICLOS DE CINEMA DEDICAM MAIO AOS TRABALHADORES
Stachka (A greve), de Eisenstein (1925)
abre a programação de maio

Em maio, os Ciclos de Cinema da Fundação Cultural de Joinville homenageiam o mundo do trabalho. Sob o tema “Trabalhadores – Sonhos e lutas”, a programação do mês destaca filmes de diretores nacionais e internacionais que abordam os conflitos de classe, as disputas de poder e as dimensões simbólicas do trabalho em diferentes contextos históricos. Os filmes escolhidos para abertura do ciclo são Stachka (A greve), dirigido por Sergei Eisenstein, e Tempos Modernos, de Charles Chaplin, apresentados respectivamente nos dias 1º e 2 de maio.

Todas as sessões do ciclo têm entrada gratuita e acontecem nas sextas-feiras e sábados, às 19 horas, na Cidadela Cultural Antarctica.

Confira, abaixo, a programação completa do
ciclo “Trabalhadores – Sonhos e lutas”:

8 de maio:
Spartacus, de Stanley Kubrick (EUA, 1960)
9 de maio:
A classe operária vai ao paraíso, de Elio Petri (ITA, 1971)
15 de maio:
Gaijin – Caminhos da liberdade, de Tizuka Yamasaki (BRA, 1980)
16 de maio:
Eles não usam black-tie, de Leon Hirszmann (BRA, 1981)
22 de maio:
Germinal, de Claude Berri (FRA, 1993)
23 de maio:
Terra e liberdade, de Ken Loach (ING/ESP/ALE, 1995)
29 de maio:
Pão e flores, de Ken Loach (ING, 2000)
30 de maio:
Às segundas ao sol, de Fernando León de Aranoa (ESP, 2002)

http://redebonja.cbj.g12.br/ielusc/revi_2005/index_ie.html

☛ 02 MAI (sáb), a partir das 18h, PT Lisboa Hip Hop.

Local: Lisboa, no Martim Moniz. 1º Grupo de dança da escola Nilma Matias: 18h-18h20 2º KSP: 18h30-18h50 2º Ritchaz e Kéke: 19h-20h 3º OPP Squad, Soldado Revolucionário: 20h05-21h 4º Mac 10, Mas Ki As, Black MC’s: 21h05-22h05 5º Mentisafro: 22h10-23h10 6º Nós Ki Nasci Ómi Ki Tamóri Ómi

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☛ 04 MAI (seg), 18h-19h30-22h, PT Lisboa “Arte & Mercadoria”: mesa-redonda, conversa e documentário, org. Unipop / Teatro Maria Matos.

Local: Teatro Maria Matos, em Lisboa

ARTE & MERCADORIA com António Guerreiro, Francisco Frazão, Marco Martins, Maurizio Lazzarato e Pedro Boléo entrada livre

Organização

TEATRO MARIA MATOS

unipop

PROGRAMA

18h | O AUTOR ENQUANTO PRODUTOR.

Mesa-redonda acerca de um texto de Walter Benjamin. Com António Guerreiro, Francisco Frazão, Pedro Boléo e Marco Martins. “O autor enquanto produtor” é o título de uma comunicação de Walter Benjamin datada de 1934. Precedendo o conhecido ensaio “A obra de arte na era da reprodutibilidade mecânica”, este texto coloca em debate a relação entre a tendência política de uma obra, a sua técnica de escrita e o posicionamento do autor no processo de produção da obra. A partir deste texto de Benjamin, mas extravasando-o, convidámos António Guerreiro (crítico do jornal Expresso), Francisco Frazão (programador de teatro da Culturgest), Marco Martins (cineasta) e Pedro Boléo (crítico musical do jornal Público) para uma conversa informal sobre aqueles temas.

19h30 | CONVERSA COM MAURIZIO LAZZARATO ACERCA DE CULTURA, TRABALHO, LIBERALISMO, SUBJECTVIDADE. Paralelamente à pobreza económica, o liberalismo produz uma pobreza da subjectividade. E se, em resultado do forte desnível de rendimentos, o empobrecimento económico atinge a população diferenciadamente, já o empobrecimento da subjectividade é transversal à generalidade das pessoas, uma vez que as sociedades securitárias, sejam elas ricas ou pobres, estão expostas às mesmas semióticas da informação, da publicidade, da televisão, da arte e da cultura. A produção deste “mundo semiótico” partilhado por todos é um elemento específico da administração e governo dos artistas/técnicos e dos públicos que poderá ser melhor analisada à luz das transformações da arte no último século e à luz dos regimes laborais dos intermitentes do espectáculo – artistas e técnicos que trabalham no teatro, na música, na dança, no cinema, na televisão, no circo, etc.

Maurizio Lazzarato é sociólogo e filósofo, membro do Labaratoire Matisse-Isys (Universidade Paris 1) e da direcção da revista Multitudes. Entre as suas áreas de interesse estão a relação entre trabalho e arte, o pós-fordismo e o trabalho imaterial, a ontologia do trabalho e os movimentos pós-socialistas. Tem também trabalhado a obra de autores como Gabriel Tarde, Gilles Deleuze e Felix Guattari. Escreve igualmente acerca de cinema, vídeo e novas tecnologias de produção de imagens. Recentemente, publicou Intermittents et Précaires (com Antonella Corsani) e Puissances de l’invention. La psychologie économique de Gabriel Tarde contre l’économie politique. Nesta sua passagem por Lisboa, Lazzarato participará igualmente no seminário «a economia para além da economia» (mais info: www.u-ni-pop.blogspot.com) [o bar do teatro está aberto e servirá jantares]

22h | FORA DE ÁGUA, de Catarina Mourão (1997, 47′). Em Maio de 1997 e com o apoio do programa Europeu Interreg II, dez artistas plásticos foram convidados para realizar várias intervenções de arte pública no distrito de Beja. Este documentário conta a história do encontro entre estas obras, os seus autores e a população local, dando a conhecer os vários pontos de vista nesta experiência que, por ser pública, obrigatoriamente envolveu a população como receptora. No entanto, neste episódio muitos disseram que em vez de arte pública, houve antes arte contra o público – culminando esta experiência na destruição de uma das obras pela população. Pergunta-se quem eram afinal os destinatários destas obras? Através do registo deste confronto “Fora de Água” procura questionar o impacto e percepção da “arte pública” por aqueles que à partida são os seus beneficiários, abrindo a discussão sobre a responsabilidade do artista nas questões inerentes à recepção da sua obra.

☛ 04 a 08 MAI, BR São Paulo/Guarulhos Semana Zapatista, UNIFESP, Campus de Guarulhos.

Local: Galpão da UNIFESP, Campus Guarulhos, Estrada do Caminho Velho, 333 – Bairro dos Pimentas – Guarulhos (próximo CEAG – Central de Abastecimento de Guarulhos), São Paulo.

Como chegar:

De Onibus – pegar lotação na frente da estação de trem de Sao Miguel Paulista – Bom Sucesso e descer na esquina do CEAG;

ou na estação Metro Armenia – onibus: Angélica-via Dutra, descer na mesma esquina, 2º ponto após o Shoping Bom Sucesso.

“A nossa arma é a nossa palavra”

A Semana Zapatista tem como proposta expor uma alternativa viva e atuante no processo de resistência que se arrasta pela história da humanidade. Durante toda a semana haverão debates, exposição de filmes, documentários, fotos, livros e documentos sobre o movimento zapatista. Convidamos todos a ouvir, ver e discutir o movimento zapatista e a luta de resistência dos índios e camponeses mexicanos e latino- americanos. “Não morrerá a flor da palavra. Poderá morrer o rosto oculto de quem a nomeia hoje, mas a palavra que veio do fundo da história e da terra já não poderá ser arrancada pela soberba do poder. (…) Nosso sangue e a palavra nossa acenderam um fogo pequenino na montanha e o caminhamos rumo à casa do poder e do dinheiro. Irmãos e irmãs de outras raças e outras línguas, de outra cor e mesmo coração, protegeram nossa luz e nela beberam seus respectivos fogos. Veio o poderoso a nos apagar com seu forte sopro, mas nossa luz cresceu em outras luzes. Sonha o rico em apagar a luz primeira. É inútil, há já muitas luzes e todas são primeiras”

Programação da Semana:

Segunda 04/05

18h – “Abertura – Semana Zapatista – Unifesp” Exposição de livros, filmes, zines, foto/imagens, sobre os movimentos de resistência: zapatista, indígena, popular, etc. Duração: se estende por toda programação da semana.

18h30 – Exibição do Filme: Viva Zapata!

20h – Debate Cronologia do Movimento Zapatista: Emiliano Zapata e a (Revolução Mexicana de 1910), à Insurreição Zapatista de 1994. Debatedores: Alejandro Buenrostro (Sociólogo ? zapatista)

Terça 05/05

18h30 – “Levante de 1994 à Insurreição Zapatista”: Exibição do Filme/Documentário: Zapatistas: Crónica de una Rebelión

Quarta 06/05

18h – “Festival Intergaláctico” – Solidariedade ao Caracol Caratateua Exibição de Filmes/Documentários, Fotos, Imagens, Materiais sobre o Movimento Filmes/Documentários:

18h3020 y 10, El fuego y la palabra

21h – Entrevista al Subcomandante Marcos en El loco de la Colina Exposição: Foto/Imagem “La Digna Rabia”

22h30 – Música ao vivo – Rap Nacional Festa em solidariedade ao caracol de Caratateua

Quinta 07/05

18h30 – Exibição do Filme/Documentário: El color de la Tierra

19h30 – Debate: La Otra Campaña: “Autonomia e transformação social”. Uma reflexão a partir da experiência do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN). Autonomia, Juntas do Bom, Igualdade/Diferença, Partidos Politicos e os Zapatistas. Debatedores: Guga Dorea e Waldo Lao Fuentes.

Sexta 08/05

18h – “Solidariedade e Inspirações Zapatistas” – “El Otro México, Otro Mundo” e a “Resistência Indígena no Brasil”

18h30 – Debate com Waldo Lao Fuentes Massacre de Acteal, ocorrido em 22 de Dezembro de 1997, consistiu na chacina de 45 indígenas. A Militarialização e o Narcotráfico no México. Insurreição popular e anti-governamental em Oaxaca – APPO (Associação Popular dos Povos de Oaxaca). Resurgimento do EPR (Exército Popular Revolucionário). Os zapatistas e o PRD (Partido da Revolução Democrática). Edson Kaiapó Resistência indígena no Brasil e a relação insurrecional Zapatista iniciada em Chiapas (México). Guga A visão da natureza entre os zapatistas e os indígenas brasileiros. Zapatistas, partidos políticos e a mídia no Brasil. Encerramento Festa de confraternização e em solidariedade a luta pelo Transporte Público em Guarulhos. – Musica ao vivo – Exposição Obs. Temos também como proposta com a “Semana Zapatista”, convidar as pessoas interessadas pelo movimento zapatista e pela luta da resistência, a construirmos um Centro de Documentação Zapatista – em conjunto com o Projeto Xojobil, Guarulhos, mais um Grupo de Estudos Libertários, e um Observatório da América Latina e do Movimento Zapatista.

☛ 05 a 30 MAI (sab), 16h, BR São Paulo Atividades culturais do Centro de Cultura Social.

Local: Rua Gal. Jardim, 253, sala 22 (metrô República), em São Paulo.

09/05/2009, sábado, 16h

O Feudalismo Acadêmico com Nildo Avelino (Doutor em Ciências Políticas pela PUC-SP, pesquisador no Mo.Dy.S das Universités Lumière-Lyon 2 e Jean Monnet, autor de Anarquistas: ética e antologia de existências – Rio de Janeiro: Achiamé, 2004 –, associado ao CCS).

16/05/2009, sábado, 16h

Cine-debate: Comer, beber, viver de Ang Lee. com debate após a projeção do filme.

23/05/2009, sábado, 16h

O problema da hipótese de Deus com Natalia Montebello (Doutoranda em Ciências Políticas pela PUC-SP, pesquisadora no Nu-Sol, associada ao CCS). 30/05/2009, sábado, 16h Cine-debate: O cheiro do Papaya Verde de Anh Hung Tran. com debate após a projeção do filme.

☛ 07 MAI a 11 JUN, PT Lisboa Seminário “Pensamento Crítico Contemporâneo”, org. CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia.

Local: ISCTE, Auditório B203 (Edifício II), Cidade Universitária, em Lisboa (metro Entrecampos).

Às segundas e quintas-feiras, das 19h às 20h30. Inscrição necessária, lugares limitados! A presente crise convida a um debate acerca do económico que convoque diferentes tradições teóricas das ciências sociais e do pensamento político. A Unipop, no seguimento dos seminários de introdução ao pensamento crítico contemporâneo, e o CRIA, Centro em Rede de Investigação em Antropologia, promovem um encontro mais demorado com a economia, interrogando os próprios limites da divisão entre económico, político, social e cultural. Através do percurso de vários autores e tradições, o seminário procurará debater a economia a partir de um lugar onde teoria social, pensamento económico, filosofia, antropologia e história dos movimentos sociais se revelem indissociáveis. O seminário está aberto à frequência de todas e todos que por ele se interessem, não sendo necessário qualquer tipo de qualificação académica ou profissional. A fim de um melhor aproveitamento das sessões, será distribuído material de leitura aos inscritos.

Programa

7 de Maio: A produção em Deleuze e Guattari (sessão de abertura, entrada excepcionalmente livre) com Maurizio Lazzarato

11 de Maio: A dádiva em Marcel Mauss com Filipe Reis

14 de Maio: A grande transformação de Karl Polanyi com Francisco Louçã

18 de Maio: Ben Fine e os mundos do consumo com Emília Margarida Marques

21 de Maio: Foucault, governamentalidade e liberalismo com José Luís Câmara Leme

25 de Maio: A economia política alemã em Georg Simmel e Max Weber com José Luís Garcia

28 de Maio: A moeda viva de Pierre Klossowski com José Bragança de Miranda

1 de Junho: Harold Innis e a economia política dos media com Filipa Subtil

4 de Junho: Operários e capital de Mario Tronti com Ricardo Noronha

8 de Junho: David Harvey, economia e espaço com Hugo Dias

11 de Junho: Karl Marx crítico de Friedrich List com José Neves

Inscrições: [email protected]

Preço: 15€ Os 15€ dão direito a entrada em todas as sessões, assim como acesso a material de leitura. Será emitido certificado de participação. A possibilidade de inscrição em sessão avulsa está limitada ao número de lugares disponíveis em cada sessão e não é susceptível de reserva prévia. Neste caso, o custo é de 4€ por sessão.

Apoios: NúMENA | AEFCSH | AEISCTE | ATTAC-PORTUGAL | Antígona

Apresentação dos conferencistas:

Maurizio Lazzarato é sociólogo e filósofo, membro do Labaratoire Matisse-Isys (Universidade Paris 1) e da direcção da revista Multitudes. Entre as suas áreas de interesse estão os movimentos precários, a relação entre trabalho e arte, Gilles Deleuze, Gabriel Tarde. Recentemente publicou Intermittents et Précaires (com Antonella Corsani) e Puissances de l’invention. La psychologie économique de Gabriel Tarde contre l’économie politique.

Filipe Reis é antropólogo, investigador do CRIA e professor no ISCTE, onde lecciona disciplinas na área da antropologia económica e da antropologia dos media, áreas nas quais tem publicado vários trabalhos. Realizou uma tese de doutoramento intitulada Comunidades Radiofónicas. Um estudo etnográfico sobre a rádio local em Portugal.

Francisco Louçã é economista, professor no ISEG-UTL, deputado ao parlamento português e coordenador do Bloco de Esquerda. Tem desenvolvido investigação a nível da história da economia e da teoria dos ciclos. Entre outros, publicou Das Revoluções Industriais à Revolução da Informação (com Chris Freeman) e Turbulência na Economia.

Emília Margarida Marques é antropóloga, investigadora do CRIA. Realizou o seu doutoramento em 2003, com uma tese intitulada Conduzir a máquina, construir o trabalho. Sobre usos sociais da matéria. Tem vários trabalhos publicados acerca de trabalho, indústria e técnicas, cultura material e consumos.

José Luís Câmara Leme é filósofo, professor na Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Técnica de Lisboa, onde lecciona disciplinas nas áreas da Filosofia da Técnica e da Filosofia da Ciência. Doutorou-se em filosofia com uma tese acerca de Michel Foucault, sobre o qual tem vários trabalhos publicados. Tem igualmente trabalhado a obra de Hannah Arendt.

José Luís Garcia sociólogo e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, tem-se dedicado, entre outras matérias, ao estudo da ciência e tecnologia contemporâneas. Entre outras publicações, co-editou recentemente o livro Razão, Tempo e Tecnologia – Estudos em Homenagem a Hermínio Martins.

José Bragança de Miranda é sociólogo, professor na FCSH-UNL e professor convidado na Universidade Lusófona. As suas principais áreas da investigação são cibercultura, cultura, comunicação e media. Entre outros, publicou Queda sem fim, Teoria da Cultura e, mais recentemente, Corpo e Imagem.

Filipa Subtil é socióloga e professora na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa. A sua principal área de investigação é a sociologia dos media e a teoria da comunicação. Tem trabalhado a obra de Harold Innis e publicou recentemente Compreender os media. As extensões de Marshall McLuhan.

Ricardo Noronha é historiador, investigador do Instituto de História Contemporânea da FCSH-UNL. Realiza actualmente uma investigação de doutoramento acerca da nacionalização da banca em Portugal durante o período revolucionário.

Hugo Dias é sociólogo, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, onde realiza actualmente o seu doutoramento sobre sindicalismo e movimentos sociais, área onde tem publicado os seus trabalhos.

José Neves é historiador, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde realiza actualmente pós-doutoramento. Tem-se dedicado ao estudo dos nacionalismos e à história do comunismo. Publicou recentemente Comunismo e Nacionalismo em Portugal – Política, Cultura e História no Século XX.

☛ 07 a 13 MAI, 19h15 e 21h45, PT Lisboa Filme As Operações SAAL, de João Dias, no Cinema City Classic – Alvalade.

Local: CINEMA CITY CLASSIC ALVALADE, Avenida de Roma, 100, em LISBOA.

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AS OPERAÇÕES SAAL, um filme de João Dias, distribuído pela Midas Filmes, estreia a 7 de Maio e estará uma semana em exibição no Cinema City Classic Alvalade (Av. de Roma, 100). AS OPERAÇÕES SAAL é o mais completo, abrangente e emocionalmente rico documento, de um período crítico do Pais e da sua história recente. Em 1974/75, um projecto de habitação envolveu arquitectos e população numa iniciativa única e revolucionária. Os pobres conquistavam casas, que eles próprios construíam, e a arquitectura portuguesa dava um passo ímpar na sua afirmação dentro e fora de portas.

Antestreado na Trienal de Arquitectura e no DocLisboa, onde ganhou o Prémio Midas/Distribuição para Melhor Documentário Português, AS OPERAÇÕES SAAL reuniu o aplauso de arquitectos, público e críticos.

Trinta anos depois, as memórias filmadas dos actores destes processos ajudam a entender as repercussões sociais e culturais das Operações SAAL, ao mesmo tempo que um extenso acervo documental inédito ajudará a reflectir sobre os caminhos que a arquitectura e o urbanismo têm percorrido desde essa altura.

Mas o alcance do filme abrange a problemática mais lata da participação democrática e cidadã nos destinos da sociedade. Quer enquanto dispositivo de recolha de informação, quer como registo fílmico documental, AS OPERAÇÕES SAAL é um exemplo de documentário crítico, porque os sucessivos avanços na acção – e no território – resultam de um obsessivo desejo de intromissão na verdade, contaminado de um sentido de urgência perante factos em risco de desaparecimento.

EM EXIBIÇÃO: de 7 a 13 de Maio
no
CINEMA CITY CLASSIC ALVALADE
AV. DE ROMA 100 – LISBOA

HORÁRIOS: diariamente às 19h15 e 21h45, de 2ª a 6ª também às 17h00
Descontos para grupos : 4,5 euros por pessoa
Para marcações contactar Marta Fernandes/Midas Filmes – [email protected]

☛ 08 MAI (sex), 19h, PT Seixal/Arrentela Filme “Some Kind of Funny Porto Rican” (sobre a emigração caboverdiana nos EUA), na Sociedade Khapaz (Projecto Rualidades).

Local: Khapaz Associação Cultural de Jovens Afro-descendentes, Projecto Rualidades, Rua João Martins Bandeira 7-A, na Arrentela (Seixal).

ev090508_filmekhapazSome Kind of Funny Porto Rican (clique no link para aceder no nosso Blog ao trailer do filme)

um filme de Claire Andrade-Watkins sobre a emigração caboverdiana para a América

Some Kind of Funny Porto Rican, documentário de Claire Andrade-Watkins, é o primeiro grande filme sobre a emigração cabo-verdiana para a América. O destino secular de berdianos empurrados para a terra de todos os sonhos. Em solo estranho, agregam-se em comunidade e reconstroem suas vidas em Fox Point, na zona da Grande Inglaterra. Quando a comunidade chega à terceira geração de emigrantes, é forçada a abandonar as suas casas para dar passagem a uma rodovia. O documentário de Claire aborda, de forma contundente, esse processo doloroso que destrói laços mas que simultanemente resconstroi as memórias colectivas desta comunidade.

Contamos com a vossa presença! Até lá! Contactos Khapaz Associação Cultural de Jovens Afro-descendentes Projecto Rualidades Rua João Martins Bandeira 7-A Arrentela 2840-372 Seixal Telefone: 309988665 E-mail [email protected] www.projectorualidades.blogspot.com http://rualidades.programaescolhas.pt/

☛ 09 MAI (sab), a partir das 13h, BR São Paulo MST: Festa da Conquista, na Comuna da Terra Irmã Alberta.

Local: Assentamento Irmã Alberta, Rodovia Anhamguera, km 27,5 (entrada após o pedágio). FESTA DA CONQUISTA DA COMUNA DA TERRA IRMÃ ALBERTA “Reforma Agrária se faz na luta” ev090509_mstfestaconquista Barracas de comidas e bebidas Atividades Culturais Convidados especiais:

João Pedro Stédile
Coordenação Nacional do MST

Dom Tomás Balduíno
Bispo Emérito de Goiás e fundados da CPT

Dom Odilo P. Scherer
Cardeal Arcebispo de São Paulo

Dom José B. Simão
Bispo auxiliar região Brasilândia

Dom Tarcísio Scaramussa
Bispo auxiliar de São Paulo

Pastora Haidi Jarschel
Ig. Ev. da Conf. Luterana no Brasil

Eduardo Suplicy
Senador, PT/SP

Simão Pedro
Deputado Estadual, PT/SP

Ivan Valente
Deputado Federal, PSOL/SP

Plínio Arruda Sampaio
direção nacional do PSOL

Raimundo Pires da Silva superitendente do INCRA regional

☛ 09, 16 e 23 MAI, PT Lisboa Cursos de Economia do CES: (I) “Afinal o que é a Economia? O que nos ensina a sua história”, Le Monde Diplomatique – Portugal.

Local: Livraria Ler Devagar, na LX Factory, Rua Rodrigues de Faria, 103, Edifício G 0.3, Alcântara, em Lisboa.

Os cursos são pagos (ver ao fundo).

Organização: CES (Centro de Estudos Sociais), da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, e LE MONDE DIPLOMATIQUE-PORTUGAL.

(CURSO I – 9 sessões)

Afinal o que é a Economia? O que nos ensina a sua história

Coordenação: José Castro Caldas

Apresentação: A Economia não é o saber monolítico que muitas vezes parece ser. Pelo contrário é, e sempre foi, campo de controvérsias, muitas vezes acaloradas, que reflectem diferentes perspectivas acerca do que é, ou deve ser, a sociedade. Para compreender o que é hoje a Economia precisamos de olhar para a sua história. Isso mesmo é o que este curso de formação avançada propõe.

Programa:

9 Maio 2009 10.00
Outras economias
* O regresso da Economia Política
* Depois do império da finança, a economia sustentável
com  Francisco Louçã, ISEG

14.00
Economia, moral e política
* A Economia moral de Aristóteles
* O pensamento económico medieval
* A Economia e Política: mercantilismos
com José Castro Caldas, CES

16.30
O Iluminismo e a Economia Política Clássica
* A Economia e a filosofia moral de Adam Smith
* A Economia Política Clássica
com Maria de Fátima Ferreiro, ISCTE

16 Maio 2009 10.00
Romantismo, Historicismo e a Economia Política
* A crítica “romântica” da Economia Política
* A(s) Escola(s) Históricas
com Luis Francisco Carvalho, ISCTE

14.00
Socialismos
* Os socialismos antes de Marx
* A crítica da Economia Política de Marx
com  José Castro Caldas, CES

17.00
Origem e consolidação da corrente neoclássica
* A ‘revolução’ marginalista
* O mundo dos economistas neoclássicos
com Vitor Neves, CES, FEUC

23 Maio 2009 10.00
Instituições e mudança
* O institucionalismo
* O evolucionismo de Schumpeter
com  José Reis e João Tolda, CES, FEUC

14.00
A crise de 1929 e o Keynesianismo
* Afinal o que aconteceu em 1929?
* A Economia e a Política em Keynes
com  José Castro Caldas, CES

16.30
Neoliberalismo: apogeu e colapso?
* A sociedade de Mont Pelerin
* Do colapso de Bretton Woods ao consenso de Washington
* A Economia depois do colapso financeiro
com  João Rodrigues, Univ. Manchester

Inscrição: Preço – 100€ por cada curso completo ou 25€ por duas sessões avulsas. Métodos de pagamento – transferência para o NIB 003 601 859 910 001 195 592, do Montepio, ou envio de cheque ou vale postal à ordem de Outro Modo Cooperativa Cultural, CRL para R. Rodrigues Sampaio, n.º 19 – 2.º A, 1150-278 Lisboa. Dados para inscrição – nome, morada completa e n.º de contribuinte (para emissão de recibo), bem como com a indicação das sessões em que se inscreve (no caso de inscrições em apenas duas sessões). Se optar pela hipótese transferência, agradecemos que nos envie o respectivo comprovativo para o e-mail [email protected], juntamente com os seus dados e a indicação das sessões em que se inscreve (no caso de inscrições em apenas duas sessões). Número limitado de inscrições. Serão distribuídos materiais de apoio à formação.

Organização: Centro de Estudos Sociais / Le Monde diplomatique – edição portuguesa

Formadores:

José Castro Caldas, doutorado em Economia, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde integra o Observatório do Risco (OSIRIS) e o Núcleo de Estudos sobre Governação e Instituições da Economia. Anteriormente foi professor auxiliar no Departamento de Economia do ISCTE.

Luís Francisco Carvalho, doutorado em Economia pelo ISCTE, onde é actualmente professor auxiliar. Investigador do DINÂMIA-ISCTE e do Centro de Estudos Africanos do ISCTE. Os seus interesses de investigação incluem a história do pensamento económico, as relações entre ética e economia, e as teorias e políticas de desenvolvimento económico e social.

Maria de Fátima Ferreiro, doutorada em Economia pelo ISCTE, é actualmente Professora Auxiliar deste instituto e é investigadora do Dinâmia (Centro de Estudos Sobre a Mudança Socioeconómica) e do CETRAD (Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento). Os seus interesses de investigação são o Pensamento Económico, a Economia Agrária e Rural, o Direito de Propriedade, a Ética e Economia e a Ética e Ambiente.

Francisco Louçã, doutorado em Economia, professor catedrático no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa. Membro fundador da Unidade de Estudos sobre a Complexidade em Economia do ISEG.

Vítor Neves é doutorado em Economia pela Universidade de Coimbra, sendo actualmente Professor Auxiliar da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e Investigador do Centro de Estudos Sociais (CES), onde integra o Núcleo de Estudos sobre Governação e Instituições da Economia.

José Reis é Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e Investigador do Centro de Estudos Sociais (CES), onde coordena o Núcleo de Governação e Instituições da Economia. É co-coordenador do Programa de Doutoramento em Governação, Conhecimento e Inovação. Os seus temas de investigação em economia compreendem três áreas principais: Economia dos Territórios, Institucionalismo, Estado e Governação e Economia Portuguesa.

João Rodrigues é doutorando em economia política na Universidade de Manchester e investigador no DINÂMIA-ISCTE e no Political Economy Institute da Universidade de Manchester. Os seus actuais interesses de investigação estão centrados na análise das relações entre as instituições económicas, o comportamento humano e a moralidade e no escrutínio dos principais contributos teóricos por detrás do chamado projecto neoliberal.

João Tolda é doutorado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), onde é Professor Auxiliar. Investigador do Centro de Estudos Sociais (CES), onde integra o Núcleo de Estudos sobre Governação e Instituições da Economia.

09 MAI (sab), 14h30, BR Rio de Janeiro Debate sobre questão zapatista, no SINDPDRJ .

Local: SINDPDRJ (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas e Serviços Públicos e Privados de Informática e Internet e Similares do Estado do Rio de Janeiro)

Av. Pres Vargas, 502, 13º andar. Centro (Metrô Uruguaiana)

Rio de Janeiro – RJ

A FESISBDDPP[i]

Convida para o debate:

“Autonomia, anticapitalismo e emancipação: o zapatismo como (meta)teoria política e a experiência comunal de autogoverno em Chiapas”

Com Alex Hilsenbeck[ii] e Cassio Brancaleone[iii]

Exibição do Documentário:

La Guerra de Chiapas (Canal 6 de Julio, 40min, 1994)

Lançamento do livro:

?Nem centro nem periferia? ? Subcomandante Insurgente Marcos

Data: 09/05/09 ? sábado

Hora:14:30
[i] Federação das entidades somáticas imaginárias sem base em diáspora pela difusão do paleolitismo psíquico.

[ii] Doutorando em ciência política pela UNICAMP, membro do corpo editorial do jornal online Passa-Palavra e da rede zapatista Flor da Palavra.

[iii] Doutorando em sociologia pelo IUPERJ e sociólogo andante.

10 MAI (dom), 16h, BR São Paulo Colóquio “Reformas Urbanas e Lutas Sociais”, com João Bernardo, organização passapalavra.info.

Local: Espaço Ay Carmela!, Rua das Carmelitas, 140, Sé,  São Paulo. Telefone: 3104 4330.

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Reformas Urbanas e Lutas Sociais

As cidades são habitadas por grupos sociais diferentes, que se ignoram ou se hostilizam.

Nas cidades as pessoas convivem ou combatem-se; têm de viver juntas, mesmo que se detestem; arranjam espaços próprios, mas dispõem também de espaços comuns.

Será que podemos traçar na história das cidades uma geografia das lutas sociais?

Abrindo a conversação o escritor português e ativista anticapitalista João Bernardo.

Dia 10/05 (DOM) no Espaço Ay Carmela! – às 16h.

Rua das Carmelitas, 140. Sé  São Paulo / telefone: 3104 4330 / https://ay-carmela.birosca.org

Iniciativa: Jornal PASSA PALAVRA – www.passapalavra.info

O Espaço Ay Carmela! é um centro político-cultural autogestionário mantido por grupos, movimentos e indivíduos autônomos da cidade de São Paulo. Um lugar de construção de ações e conhecimentos coletivos, além de um pólo de produção, reunião e dispersão de informações, saberes e transformações.

10 MAI (dom), 13h, BR Rio de Janeiro Inauguração da Biblioteca da Ocupação “Guerreiros do 510”.

Local: Rua Gomes Freire, 510 (próximo à Rua do Ouvidor e da Relação), Centro, Rio de Janeiro.

Mães e moradoras da Ocupação “Guerreiros do 510″ inauguram biblioteca neste domingo.

Em pleno dia das mães, data comemorativa que como outras é fortemente bombardeada pelos apelos mercadológicos do comércio, as moradoras da ocupação “Guerreiros do 510″ resolveram percorrer o caminho inverso, e decidiram presentear seus filhos e filhas com uma biblioteca na ocupação, que servirá de local de leitura e estudo.

A idéia já tinha sido discutida por um grupo de moradores após os sucessivos mutirões de limpeza, e ganhou força com o incentivo de alguns companheiros, traduzidos em estantes e livros.

O ambiente da biblioteca e também local das reuniões semanais, foi limpo e adequado pelas sucessivas “benfeitorias” realizadas no prédio, que a cada dia recebe além de elogios, alguns olhares de surpresa com as melhoras visíveis que dominam o espaço.

A inauguração será neste domingo, dia 10/05, à 13h da tarde, acompanhada de um almoço feito na ocupação.

A ocupação fica na Rua Gomes Freire, 510, Centro da Cidade (próximo à Rua do Ouvidor e da Relação).

Estão todos/as convidados/as!

Leve sua solidariedade e livros claro!!!

Comissão de Comunicação e Cultura do Movimento dos Trabalhadores Desempregados

Luta! Trabalho! Dignidade!

Contato: http://mtdrio.wordpress.com/

☛ 10 MAI (dom), 21h, PT RTP 2 Filme Bartolomeu Cid dos Santos / Por Terras Devastadas, de Jorge Silva Melo.

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BARTOLOMEU CID DOS SANTOS / POR TERRAS DEVASTADAS
argumento e realização Jorge Silva Melo
depoimentos Alan Sillitoe, Hélder Macedo, João Cutileiro, John Aiken, Manuel Augusto Araújo, Paula Rego, Valter Vinagre
imagem José Luís Carvalhosa
som Armanda Carvalho
montagem Vítor Alves
assistente de montagem Miguel Aguiar
mistura de som Tiago Matos
assistência de realização Maria do Mar Fazenda, Andreia Bento
produção João Matos, Joana Cunha Ferreira, Alexandra Caiano
produtor Pedro Borges
apoio Câmara Municipal de Tavira, Instituto Camões
Produtor associado Artistas Unidos
uma produção Midas Filmes © 2009 RTP 2
Domingo, 10, às 21h, na RTP 2

☛ 10 MAI (dom), 23h, PT Rádio Zero Programa MIGRASONS emitido todos os domingos a esta hora, com repetição às terças-feiras às 10h.

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A rádio Migrasons é um projecto da Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes.
É emitido aos domingos às 23h00, com repetição às terças 10h00 da manhã no site da Rádio Zero. ou também disponivel no blog do projecto.
É um programa apresentado por pessoas de várias origens e pretende ser um espaço de discussão e partilha especialmente acerca de questões ligadas à temática das migrações.

☛ 14 MAI (qui), 19h, BR São Paulo Manifestação pela Liberdade na Internet

Ato contra o Projeto de Lei 89/03 às 19 horas na Assembléia Legislativa de SP (próximo ao Ibirapuera).

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Segue na Câmara dos Deputados um projeto de lei que pretende tornar crime baixar músicas da internet e que impedirá a existência de redes como o Emule e o Soulseek.

Ele também irá transformar os provedores de acesso em vigilantes da polícia (que guardariam informações de todos os sites que você visita e todas as coisas que você baixa).

www.midiaindependente.org

☛ 11 a 15 MAI, BR São Paulo Seminário Internacional “A luta pela Anistia: 30 anos”, org. Arquivo Público do Estado-SP e Estação Pinacoteca-SP.

Local: Auditório da Estação Pinacoteca, Largo General Osório, 66 – Luz – São Paulo/SP. Fone: (11) 3337-0185.

O Arquivo Público do Estado-SP e a Estação Pinacoteca-SP promovem o

Seminário Internacional “A luta pela Anistia: 30 anos”

ev090511_seminanistia30Evento discute a punição aos torturadores e a abertura dos arquivos da repressão

O Arquivo Público do Estado de São Paulo, a Pinacoteca do Estado e a Associação de Amigos do Arquivo realizam de 11 a 15 de maio o Seminário Internacional “A luta pela Anistia: 30 anos”. O evento irá ocorrer no auditório da Estação Pinacoteca, antiga sede do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS/SP), órgão da repressão política no Brasil, e que hoje abriga o Memorial da Resistência.

Ao completar 30 anos, a lei da Anistia, assinada em 28 de agosto de 1979, tornou-se centro de uma polêmica acerca da sua abrangência. As marcas da repressão e suas conseqüências, bem como a luta pela democracia, têm incentivado sucessivos debates em universidades, meios de comunicação, tribunais e centros culturais.

O Seminário Internacional “A luta pela Anistia: 30 anos” propõe discutir, entre outras questões, a punição aos torturadores, as reparações aos anistiados políticos, a abertura dos arquivos da repressão e o acesso às suas informações, que atualmente esbarram em leis de sigilo e classificação de documentos.  Também irá abordar temas menos explorados no debate público como a história da campanha da anistia, a experiência dos países latino-americanos e a participação das mulheres no processo de democratização. A proposta do evento é discutir a lei da Anistia e refletir o legado que os anos da ditadura militar e suas práticas deixaram para o presente.

Participam do evento Aloysio Nunes Ferreira, Secretário da Casa Civil do Governo de São Paulo, Luis Antonio Marrey, Secretário da Justiça de São Paulo, Paulo Vannuchi, Secretário Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Abrão, Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e representantes do poder público, militantes políticos, ativistas e pesquisadores. A conferência de abertura será proferid por Pedro Nikken, ex-presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Apoio:
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
Ministério Público Federal – Procuradoria Regional da República na 3ª região
Fórum Permanente de Ex-presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo
Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR)
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

Instituições Parceiras:
Centro de Documentação e Memória (CEDEM) da UNESP:  www.cedem.unesp.br
Fundação e Editora UNESP
Arquivo Edgard Leuenroth (AEL/UNICAMP)
Centro de Documentação e Informação Científica (CEDIC/PUC-SP)
Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro (CPV), Cinemateca Brasileira

Programação e inscrições no site
www.arquivoestado.sp.gov.br/30_anistia.php
*** A inscrição é necessária somente aos interessados em retirar o certificado de participação

Data: 11 a 15 de maio
Local: Auditório da Estação Pinacoteca
Endereço: Largo General Osório, 66 – Luz – São Paulo/SP.
Informações: Núcleo de Ação Educativa do Arquivo Público do Estado de São Paulo

Telefone: (11) 2221-4785 ramal 2023

E-mail: [email protected]

☛ 14 MAI (qui), 22h, PT Porto Cinema comunitário: Vida sob ocupação (1ª parte), filme Batalha por Haditha, de Nick Broomfield. Na Casa Viva.

Local: Casa Viva, Praça Marquês de Pombal, 167, no Porto.

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Batalha por Haditha, de Nick Broomfield (92′ | Inglês). Iraque como pano de fundo.

A 19 de Setembro de 2005 explode uma bomba à beira de uma estrada em Haditha, no Iraque, matando um soldado dos EUA e ferindo gravemente outros dois. Em jeito de vingança, as tropas invasoras atacam um quarteirão inteiro, matando 24 homens, mulheres e crianças. O caso mereceu apenas uma tímida atenção nos media e nenhum dos soldados que participaram no massacre foi condenado. Nick Broomfield realizou Battle for Haditha em 2008, uma reconstituição do massacre da perspectiva das tropas e das vítimas.

☛ 14 a 17 MAI, PT Lisboa A Leitura Furiosa de novo em Lisboa, na Casa da Achada.

Local: Casa da Achada, Rua da Achada, 11, em Lisboa (à Rua da Madalena).

A LEITURA FURIOSA de novo em Lisboa

ESCRITORES ESCREVEM COM E PARA GENTE ZANGADA COM A LEITURA

Filomena Marona Beja, Jacinto Lucas Pires e Miguel Castro Caldas vão escrever três pequenos textos a partir de um dia de convívio com três grupos de pessoas “zangadas” com a leitura: uns são frequentadores do Centro de Dia do Socorro, outros do Conselho Português para os Refugiados e outros alunos da escola do 1º ciclo do Castelo.

f090514_leiturafuriosaTrata-se de uma iniciativa intitulada Leitura Furiosa, que decorre nos dias 14, 15, 16 e 17 de Maio próximos. É a sexta vez que acontece em Lisboa, este ano organizada pela Associação Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Decorrerá simultaneamente no Porto (Serralves), em Kinshasa e em Amiens, cidade francesa ao norte de Paris, organizada pela associação Cardan.

A Leitura Furiosa é uma realização imaginada por esta associação francesa, que há largos anos trabalha no combate à iliteracia, e tem lugar anualmente há quinze anos em Amiens, destinando-se àqueles que estão “zangados” com a leitura. Nasceu como alternativa ao «Furor de Ler» de Jack Lang que, segundo o Cardan, não tinha em conta os que não liam, não por não quererem, mas por não saberem ou não poderem.

f090514_casaachadalogoNo dia 17 de Maio, domingo, pelas 15 horas, os textos escritos por Filomena Marona Beja, Jacinto Lucas Pires e Miguel Castro Caldas e ilustrados por Bárbara Assis Pacheco, José Smith Vargas e Nadine Jacinto Rodrigues, assim como os textos que serão escritos no Porto por Regina Guimarães, Valter Hugo Mãe e Pedro Eiras, e os textos franceses, escritos em Amiens e em Kinshasa e traduzidos para português, serão distribuídos aos participantes e ao público, e lidos por um conjunto de actores, na presença dos escritores, dos grupos que contribuíram para a elaboração dos textos e de quem quiser aparecer na sede da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio (Rua da Achada, 11).

Pedro e Diana musicarão alguns dos textos que serão, além de lidos, cantados nesta sessão de entrada livre.

☛ 16 a 26 MAI, BR Futebol Contra o Racismo – Easton Cowboys&Cowgirls (Bristol, UK) Brasil Tour 2009.

easton_futebolA convite do Autônomos FC, equipe de várzea autogestionada da Grande São Paulo, estará no Brasil entre 16 e 26 de maio de 2009 o Easton Cowboys&Cowgirls, equipe de futebol de Bristol, Inglaterra, que desde 1992 joga e viaja pelo mundo divulgando os ideais anti-fronteiras, anti-racismo, anti-fascismo.

Entre suas viagens, está todo ano a ida ao Mundial Anti-Racista que acontece em julho na Itália, uma visita aos zapatistas em Chiapas e outra à Palestina, lugar onde foram a primeira equipe inglesa em toda a história a jogar.

Para saber mais sobre a história e as atividades do clube, visite a página oficial dos ingleses: http://eastoncowboys.org.uk/

Aqui no Brasil, Easton e Autônomos terão agenda cheia durante os 12 dias de estada dos ingleses. Veja no cartaz ao lado a relação das atividades de que o Easton participará – atualizações e relatos serão postados diariamente no blog do Autônomos FC: http://vamoauto.wordpress.com

☛ 17 MAI (dom), 15h, PT Lisboa Jornada Europeia pelos direitos dos/das migrantes: “NÃO À EUROPA DA VERGONHA”, manifestação no Martim Moniz.

Local: Largo do Martim Moniz, em Lisboa.

Foi lançada há poucos dias uma Carta Aberta sobre Políticas de Imigração, com o objectivo “promover um debate sério e construtivo, que envolva uma ampla participação da sociedade civil” em torno das políticas de imigração. Preocupados com o actual rumo e opções tomadas em matéria de imigração e comprometidos com a defesa dos direitos humanos e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, dezenas de personalidades públicas dos mais variados sectores da sociedade portuguesa, ligadas a movimentos cívicos/sociais, ao meio académico, às artes, líderes religiosos, defendem a “necessidade de equacionar políticas que assentem no respeito da dignidade humana e que promovam a igualdade de direitos entre as pessoas, independentemente do lugar onde tenham nascido”.

O documento (ver aqui), lançado há dias em conferência de imprensa por alguns dos seus subscritores, entre os quais Alípio de Freitas (jornalista e professor universitário), Carlos Trindade (dirigente da CGTP), Chullage (músico), Frei Francisco Sales (Director da Obra Católica Portuguesa para as Migrações) e Paula Teixeira da Cruz (advogada), refere alguns dos os principais problemas que actualmente enfrentam os imigrantes. Em Portugal, várias dezenas de milhares de pessoas mantêm-se à espera da regularização, sujeitas ao carácter excepcional e oficioso dalguns dispositivos da actual legislação. Em toda a Europa, a Directiva de Retorno (popularmente conhecida como da Vergonha) e o Pacto Sarkozy visam criminalizar os imigrantes e minar inclusivamente os seus direitos fundamentais.

Alguns dos primeiros subscritores da CARTA ABERTA: Adelino Gomes (jornalista); Ana Paula Beja Horta (prof. Universitária); António Avelãs (sindicalista); Fernando Nobre (médico); Francisco Keil Amaral (arquitecto); Helena Roseta (arquitecta); Heloísa Perista, (prof. Universitária); D. Ilídio Leandro (Bisbo de Viseu); Irene Pimentel (historiadora); D. Januário Torgal Ferreira (Bispo das Forças Armadas); Jorge Malheiros (prof. Universitário); José Bracinha Vieira (consultor jurídico); José Eduardo Agualusa (escritor); José Mário Branco (músico); Carvalho da Silva (dirigente da CGTP); Manuel Freire (Soc. Port de Autores); Pedro Bacelar Vasconcelos (Prof. Universitário); Rui Tavares (Historiador); Sergio Trefaut (Realizador); Tito Paris (músico); Xana (cantora); Zé Pedro (músico). A subscrição da carta aberta poderá ser feita para o email: [email protected]

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Foi também anunciada a realização, no próximo dia 17 de Maio, uma JORNADA EUROPEIA PELOS DIREITOS DOS/AS MIGRANTES, sob o lema NÃO À EUROPA DA VERGONHA (anexamos alguns materiais da campanha), a decorrer em vários países europeus. Em Portugal, a realizar-se-á uma concentração, a ter lugar pelas 15h, no Martim Moniz.

☛ 17 MAI (dom), 16h, PT Porto “A Leitura Furiosa” no Porto, na Biblioteca do Museu de Serralves.

Local: Biblioteca da Fundação de Serralves, Rua D. João de Castro, 210, no Porto. Telefone: 22 615 6540.

ev090517_leiturafuriosaportoDomingo, dia 17 de Maio, pelas 16 horas, aqueles* que, nos dias anteriores, cometeram a Leitura Furiosa** – um encontro de gente que escreve com gente zangada com a leitura – vão estar na Biblioteca do Museu de Serralves para ouvir, da boca de Ana Deus e seus convidados, os resultados desse convívio insólito. Seria um prazer ter-te connosco.

* Fundação de Serralves, Serviço Educativo do Museu de Serralves, Centro Educativo Santo António, Qualificar Para Incluir, Comunidade Terapêutica de Ponte da Pedra, Jornal «O Primeiro de Janeiro», Regina Guimarães Paulo Eduardo Monteiro, Valter Hugo Mãe, Catarina Falcão, Pedro Eiras, João Alves.

** Projecto da Associação Cardan, trazido a Portugal pela mão de Luiz Rosas. Este ano a Leitura Furiosa decorre, em simultâneo nas cidades de Amiens, Porto, Lisboa e Kinshasa.

☛ 19-20-21 MAI, BR Goiânia II Ciclo de debates: Temas e Documentos do Marxismo no século XX, na Faculdade de História da UFG.

Local: Auditório Lauro Vasconcelos (Prédio da antiga FCHF – Campus II da UFG).

II CICLO DE DEBATES:

TEMAS E DOCUMENTOS DO MARXISMO NO SÉCULO XX 19, 20 e 21 de maio de 2009

PROGRAMAÇÃO

terça-feira, 19.05.09

[08h30 – 11h30m] O MARXISMO DE LUCIEN GOLDMANN

Prof. Dr. João Alberto da Costa Pinto (Faculdade de História da UFG)

[14h00m – 17h00m] QUESTÃO AGRÁRIA E MARXISMO: UMA LEITURA CRÍTICA DO LIVRO ‘QUATRO SÉCULOS DE LATIFÚNDIO’ DE ALBERTO PASSOS GUIMARÃES

Prof. Dr. Cláudio Maia (UFG – Catalão)

quarta-feira, 20.05.09

[14h00m – 17h00m] VIGOTSKY, MARXISMO E PSICOLOGIA

Prof. Dr. Nildo Viana (Faculdade de Ciências Sociais da UFG)

[19h00m – 22h00m] ANDRÉ GORZ: CAMINHOS DO PARAÍSO ATRAVÉS DA AUTONOMIA E DA ECOLOGIA

Prof. Dr. Revalino Freitas (Faculdade de Ciências Sociais da UFG)

quinta-feira, 21.05.09

[08h30m – 11h30m] FLORESTAN FERNANDES E A ‘REVOLUÇÃO BURGUESA NO BRASIL’

Prof. Dr. David Maciel (Faculdade de História da UFG)

[19h00 – 22h00m] A GUERRA CIVIL ESPANHOLA (1936 – 1939) – DAS LUTAS LIBERTÁRIAS AO FASCISMO

Prof. Dr. Nildo Viana (Faculdade de Ciências Sociais da UFG)

Prof. Dr. João Alberto da Costa Pinto (Faculdade de História da UFG)

Inscrições: 10,00 (Dez reais)

(As inscrições serão realizadas com os monitores do NEPHC no auditório Lauro Vasconcelos a partir das 07h00m do dia 19 de maio.) Serão fornecidos certificados (30 h/a) de participação no evento (disponíveis na secretaria da Faculdade de História a partir das 14 horas do dia 22 de maio de 2009) a todos os inscritos que freqüentarem no mínimo cinco das seis palestras.

Coordenador do Evento: Professor Doutor João Alberto da Costa Pinto (Faculdade de História e Coordenador do NEPHC/FH)

☛ 20 MAI, 21h, PT Lisboa Debate Público contra o racismo, o machismo, a homofobia e a violência doméstica. Pelos Direitos Humanos!

Local: Biblioteca Museu República e Resistência, Rua Alberto de Souza, 10 A – Bº do Rêgo

debate_20_maioCom a presença de

MOISÉS ESPÍRITO SANTO (Sociólogo, Professor Unuiversitário)

ANTÓNIO ALTE PINHO (Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento – ACED)

ANTÓNIO ALVES (Colectivo Mumia Abu-Jamal – CMA-J)

ANTÓNIO SERZEDELO (OPUS GAY Associação)

CHULLAGE (Músico, Sociólogo)

NÍDIA ABREU (Cooperativa PELO SONHO É QUE VAMOS)

☛ 20, 25, 26, 27 e 28 MAI, 19h-22h, BR Salvador Curso: A Crise Capitalista, org. Consulta Popular.

Local: Faculdade de Educação da UFBA (Vale do Canela), Face D, Auditório 1 (1º andar, à esquerda), em Salvador da Bahia.

CURSO: A CRISE CAPITALISTA

O Curso: A Crise Capitalista está inserida num contexto determinado. Trata-se de uma iniciativa da Consulta Popular com apoio a Escola Nacional Florestan Fernandes e Assembléia Popular, no sentido de enfrentar os desafios da classe trabalhadora frente à crise do capital. Neste sentido algumas reflexões se fazem oportunas: “Não estamos diante de apenas uma crise do modelo neoliberal ou de uma mera crise financeira, mas de uma crise global, prolongada, com características depressivas e recessivas, cuja intensidade encerra um período histórico de ofensiva do capital ao abrir a possibilidade de um reascenso da luta de massas, com distintas tarefas políticas, ideológicas e organizativas” (p. 23, Resoluções Sobre a Tática, Consulta Popular). Decerto a atual crise inaugura a abertura de um novo ciclo, o que dependerá da capacidade organizativa, de reflexão e ação da classe trabalhadora e do conjunto das suas organizações. Isto nos impõe a construção de lutas unitárias, capazes de re-colocar, na ordem do dia, uma alternativa de poder e projeto, sem isto, passaremos despercebidos, a burguesia facilmente recompor-se-á com as suas saídas clássicas para as crises. Neste contexto insere-se o esforço coletivo de diversas organizações de esquerda na construção de uma Jornada Nacional de Lutas, proposta da Via Campesina e da Assembléia Popular que culminará com a ação integrada de organizações partidárias, centrais sindicais, movimentos populares e diversas entidades. Esta ação está programada para a primeira semana de junho e visa propagandear os reflexos da crise para a classe trabalhadora. Acreditamos que para isso faz-se necessário um grande processo preparatório. É imprescindível que iniciemos um intenso trabalho de base e formação (cursos, palestras, oficinas) que pautem a questão da crise capitalista nas escolas, universidades, fábricas, associações, sindicatos, movimentos, etc, que sejam capazes de armar os trabalhadores e trabalhadoras para o enfrentamento. Portanto, o presente curso somente tem sentido como um chamado para a ação. Cada participante deve ter em mente a necessidade de multiplicarmos o debate, para que possamos enfrentar os próximos períodos com grandes mobilizações e lutas, que contribuam com a elevação da consciência de classe dos trabalhadores e trabalhadoras e que coloque em cima da mesa o debate sobre o Projeto Popular Para o Brasil. Um bom estudo a todas/os, saudações socialistas! Consulta Popular – Bahia

PROGRAMA

20 de maio (quarta-feira)

1. O referencial teórico para compreender a crise.

Assessor: Sérgio Lessa

Conteúdo: Serão abordados conceitos fundamentais do referencial teórico marxista e relacionados com propósito de desenvolver a análise das contradições do capitalismo.

25 de maio (segunda-feira)

2. As crises do capitalismo

Assessor: Luiz Filgueiras

Conteúdo: Antecedentes históricos para compreender a crise; natureza das crises capitalistas; crise financeira e crise de superprodução. Análise crítica das evidências de crise do sistema capitalista desde a crise do fim do século XIX à crise do século XXI, dando ênfase à crise de 1929 e a financeirização pós Bretton Woods 1971.

26 de maio (terça-feira)

3. A crise atual e os trabalhadores

Assessor: Graça Druck

Conteúdo: Análise crítica problematizando os acontecimentos de agosto de 2007 até os dias atuais.

27 de maio (quarta-feira)

4. Estado, poder e mídia na crise do capitalismo

Assessores: Antonio Câmara, Muniz Ferreira e Jorge Almeida

Conteúdo: Diante da crise do capitalismo as respostas do capital: o fascismo, repressão e criminalização. Problematizar a relação do Estado e mídia, principalmente na perspectiva de como a crise atinge o Brasil e quais as medidas que vêm sendo adotadas.

28 de maio (quinta-feira)

5. Desafios dos trabalhadores diante da crise

Assessor: Ademar Bogo

Conteúdo: Reflexões sobre como a crise está sendo compreendida na perspectiva dos movimentos sociais do Brasil e da América Latina.

INSCRIÇÕES

•     As inscrições são feitas por email. Para solicitar a inscrição, preencha a ficha em anexo e envie para o e-mail do curso: [email protected] As vagas são limitadas, e apenas o envio da ficha não garante a efetivação da inscrição.

•     Quando recebermos sua ficha, enviaremos um número de conta para depósito da contribuição e outras orientações.

•     Quem comparecer a pelo menos três sessões terá o certificado assinado pela ENFF.

•     Em caso de outras dúvidas, entrar em contato com Victor: (71) 8763-8081.

FINANCIAMENTO

•     Os recursos das contribuições destinam-se majoritariamente ao pagamento dos custos de deslocamento dos palestrantes de fora.

•     Aqueles que não estiverem em condições de contribuir financeiramente com a construção do curso devem solicitar isenção, indicando na ficha de inscrição. Obs.: Ninguém ficará impedido de participar do curso pelo fato de não ter condições de contribuir financeiramente.

•     Aos que podem colaborar, indicamos um valor de R$ 20,00, podendo ser um valor maior caso tenha disponibilidade. Podendo, ainda ser um valor inferior ao indicado.

OUTRAS ATIVIDADES DO CURSO

· No período do curso serão realizadas assinaturas do Jornal Brasil de Fato para quem tiver interesse;

· Serão vendidos livros da Expressão Popular;

· No dia 28 de maio ocorrerá o Lançamento do Livro do Ademar Bogo: “Identidade e Luta de Classes”.

PÚBLICO ALVO

•     Militantes dos movimentos sociais e sindicatos;

•     Universitárias/os professoras/es, servidoras/es e estudantes;

•     Trabalhadoras e trabalhadores em geral.

REALIZAÇÃO

·         Consulta Popular

APOIO

·         Escola Nacional Florestan Fernandes

·         Assembléia Popular

☛ 23 MAI, 10h e 14h, BR São Paulo Panfletagem no Bom Retiro e música na Gaviões da Fiel.

Local:

10h – Panfletagem no Bom Retiro: na Rua Júlio Conceição, esquina com a Rua dos Italianos, em São Paulo.

14h – Música na Quadra da Gaviões da Fiel: na Rua Cristina Tomaz, 183, Bom Retiro, em São Paulo.

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☛ 24 MAI (dom), 15h, PT Lisboa Manifestação “Mar Livre!”, promovida por: Movimento Cidadãos do Sudoeste, Movimento Mar Público e Pescadores Lúdicos de Portugal.

Local: Concentração no Marquês de Pombal. Desfile até à Assembleia da República (São Bento), em Lisboa. ev090524_manifmarlivre

☛ 30 MAI, 21h, PT Lisboa Exibição do filme “As Colheitas da Revolta (utopia e posse da terra)”.

Local: Cooperativa “A Padaria do Povo”, Rua Luís Derouet, 20, Campo de Ourique (entrada livre).

colheitas_da_revoltaNo dia 30 de Maio, sábado, a Tertúlia Liberdade fará a exibição do filme inédito em Portugal, “As Colheitas da Revolta”, de Richard Hamon e Alexandre Stella. Neste filme relata-se a luta dos camponeses andaluzes, desde os anos 30 do século passado, com o episódio trágico de Casas Viejas, até à actualidade. Hoje o sindicato dos camponeses, o SOC, autónomo, com muito mais de 20.000 membros e uma estrutura leve e assemblária, onde as marcas libertárias são nítidas, promove uma luta directa pelos direitos dos seus membros, autêmticos servos  das terras, de que resultam não só vitórias nas suas condições de vida, mas também a ocupação de terras onde novas formas de organização, como cooperativas agrícolas e de habitação, tentam uma outra organização social.

☛ 30 MAI, 6 e 20 JUN, PT Lisboa Cursos de Economia do CES: (II) “Assuntos privados e serviço público: o que nos faz correr”, Le Monde Diplomatique – Portugal.

Local: Livraria Ler Devagar, na LX Factory, Rua Rodrigues de Faria, 103, Edifício G 0.3, Alcântara, em Lisboa.

Os cursos são pagos (ver ao fundo).

Organização: CES (Centro de Estudos Sociais), da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, e LE MONDE DIPLOMATIQUE-PORTUGAL.

(CURSO II – 9 sessões)

Assuntos privados e serviço público: o que nos faz correr

Coordenação: Ana Cordeiro Santos

Apresentação: A provisão de bens e serviços públicos tem sido crescentemente marcada por um ‘mimetismo mercantil’. O tipo de práticas organizacionais e de estruturas de incentivos típicas do sector privado é cada vez mais adoptado no sector público. Bens e serviços públicos são reconfigurados e convertidos em mercadorias, e, por esta via, sujeitos à lógica do lucro e à disciplina do mercado. A lógica do ganho individual, por outro lado, substitui o sentido de dever e a ética do serviço público. Este curso de formação propõe-se reflectir sobre o impacto deste processo mimético sobre as motivações e o comportamento de todos aqueles que trabalham nestas áreas.

Programa:

30 Maio 2009 10.00

A (pretensa) superioridade moral e económica dos incentivos

* A justificação económica: harmonia de interesses individuais

* A justificação ética: liberdade de escolha

com Ana Cordeiro Santos, CES

14.00

Nem tudo tem um preço, mas pode vir a tê-lo

* O gosto pelo trabalho bem feito e em autonomia

* Quando a recompensa e a punição se transformam em preços

com Ana Costa, ISCTE

16.30

A ilusão da liberdade de escolha: Somos mesmo livres de escolher no mercado?

* Instituições, formação das alternativas de escolha e resultados sociais

* Liberdades promovidas e liberdades ameaçadas em espaços mercantis e não-mercantis

com João Rodrigues, Univ. de Manchester

6 Junho 2009 10.00

Definir colectivamente o bem comum

* A racionalidade da escolha colectiva

* O que significa deliberar na esfera pública?

com Ana Costa, ISCTE

14.00

Agir pelo bem comum: Visões rivais

* Cada um por si para o abismo, ou a tragédia dos comuns

* (Quase) todos por um: a importância das normas e dos valores partilhados

com  José Castro Caldas, CES

16.30

Experiências de acção colectiva: agir colectivamente contra riscos públicos

* As respostas públicas à gestão do risco: problemas ambientais como externalidades e a criação dos ‘cidadãos responsáveis’

* A falácia da universalidade dos riscos públicos: conflitos distributivos e justiça ambiental

* Vulnerabilidades diferenciais de populações e territórios

com Marisa Matias, CES

20 Junho 2009 10.00

Os incentivos na crise financeira

* A perversidade dos incentivos dos gestores do sector financeiro

* O caso do crédito às famílias

com  Ana Cordeiro Santos, CES

14.00

Gestão pública de qualidade significa gestão empresarial?

* A Nova Gestão Pública em serviços do Estado: resultados escassos, efeitos perversos

* Outros caminhos para uma gestão pública de qualidade

com  Jorge Bateira, Univ. de Manchester

16.30

Incentivos e acção colectiva nas empresas

* A imprevisibilidade do futuro e a incompletude dos contratos

* Para além das trocas: as normas e os compromissos

com  Ricardo Paes Mamede, ISCTE

Inscrição: Preço – 100€ por cada curso completo ou 25€ por duas sessões avulsas. Métodos de pagamento – transferência para o NIB 003 601 859 910 001 195 592, do Montepio, ou envio de cheque ou vale postal à ordem de Outro Modo Cooperativa Cultural, CRL para R. Rodrigues Sampaio, n.º 19 – 2.º A, 1150-278 Lisboa. Dados para inscrição – nome, morada completa e n.º de contribuinte (para emissão de recibo), bem como com a indicação das sessões em que se inscreve (no caso de inscrições em apenas duas sessões). Se optar pela hipótese transferência, agradecemos que nos envie o respectivo comprovativo para o e-mail [email protected], juntamente com os seus dados e a indicação das sessões em que se inscreve (no caso de inscrições em apenas duas sessões). Número limitado de inscrições. Serão distribuídos materiais de apoio à formação.

Organização: Centro de Estudos Sociais / Le Monde diplomatique – edição portuguesa

Formadores:

Jorge Bateira é economista. Leccionou na Faculdade de Economia da Universidade do Porto e na Universidade Católica/Porto. Foi gestor do Programa IC PME no QCA II. Actualmente é doutorando na Universidade de Manchester.

José Castro Caldas, doutorado em Economia, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde integra o Observatório do Risco (OSIRIS) e o Núcleo de Estudos sobre Governação e Instituições da Economia. Anteriormente foi professor auxiliar no Departamento de Economia do ISCTE.

Ana Narciso Costa é doutorada em Economia pelo ISCTE, onde é actualmente professora auxiliar. Investigadora do DINÂMIA (Centro de Estudos Sobre a Mudança Socioeconómica). Tem-se interessado pela tomada de decisão individual e colectiva, relevância dos dilemas morais na escolha e acção económica e por certas correntes teóricas da Economia como o institucionalismo.

Ricardo Paes Mamede é doutorado em Economia pela Universidade Bocconi (Milão). Professor Auxiliar do Departamento de Economia do ISCTE e Investigador do Dinâmia (Centro de Estudos Sobre a Mudança Socioeconómica).

Marisa Matias é Investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) e doutoranda da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). As suas áreas de interesse incluem as relações entre ambiente e saúde pública, ciência e conhecimentos e democracia e cidadania.

João Rodrigues é doutorando em economia política na Universidade de Manchester e investigador no DINÂMIA-ISCTE e no Political Economy Institute da Universidade de Manchester. Os seus actuais interesses de investigação estão centrados na análise das relações entre as instituições económicas, o comportamento humano e a moralidade e no escrutínio dos principais contributos teóricos por detrás do chamado projecto neoliberal.

Ana Cordeiro dos Santos é doutorada em Economia e Filosofia pela Universidade Erasmus de Roterdão (Holanda). É investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, onde integra o Núcleo de Estudos sobre Governação e Instituições da Economia. Os seus actuais interesses de investigação incidem sobre o processo de construção de mercados e o seu impacto sobre as motivações e o comportamento humano.

Loretta Capeheart: uma professora norte-americana vítima de perseguições

f090306_lorettaA professora Loretta Capeheart, da Northeastern Illinois University (NEIU, Universidade do Nordeste do Illinois), nos Estados Unidos, é uma defensora dos direitos dos trabalhadores e adversária declarada da guerra no Iraque, além de lutar pela democratização da instituição universitária. Em 2004 a prof ª Capeheart foi uma das dirigentes da greve organizada na sua faculdade e em 2007 defendeu publicamente os estudantes que haviam sido detidos por se oporem à actividade de recrutamento militar organizada pela CIA no interior do campus universitário. Tudo isto tornou Loretta Capeheart pouco simpática para as autoridades académicas, que em 2007 se recusaram a nomeá-la para a chefia do departamento, apesar de ela ter sido eleita com os votos de 2/3 dos colegas, e que lançaram contra ela uma campanha de ameaças e calúnias, acusando-a de assédio sexual de um estudante. A profª Capeheart recorreu aos tribunais para restabelecer a verdade e reclamar os seus direitos, mas as autoridades académicas procuram vedar-lhe o acesso à Justiça, argumentando que, enquanto funcionária da Universidade, ela não teria o direito de pôr em causa as decisões da reitoria.

Nesta situação, é especialmente importante a solidariedade internacional com Loretta Capeheart, por isso apelamos para que assinem aqui a petição on line.

NENHUM CENTAVO A MAIS! RESISTIR ATÉ A TARIFA CAIR!

Nenhum Centavo A MaisTodos os anos, em todo Brasil, as tarifas do transporte público vão sendo progressivamente aumentadas. Isso faz com que cada vez menos a população pobre tenha acesso a esse serviço, ficando confinada nas periferias, sem direito ao acesso à cidade.

Segundo o próprio governo federal, em 2005 cerca de 40 milhões de brasileiros encontravam-se impossibilitados de utilizar o transporte coletivo por não possuírem condições financeiras de pagar as elevadas tarifas. Hoje, certamente, esse número deve ser ainda maior.

Mesmo aqueles que conseguem utilizar o transporte público, sacrificam grande parte de seus orçamentos pagando por um serviço que deveria ser garantido a todos. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) demonstram que hoje o transporte coletivo é o terceiro maior gasto da família brasileira ou mesmo, dependendo do número de filhos, o segundo.

Se o transporte coletivo continuar sendo visto como uma mercadoria e não como um direito, os aumentos vão continuar acontecendo todos os anos, aumentando a exclusão social!

Transporte coletivo é serviço público essencial e deve ser tratado como política pública. Chega de entregar o controle do sistema público de transporte para empresas, que só querem lucrar explorando nosso direito de ir e vir!

Se o transporte é direito, que seja verdadeiramente público, de qualidade e de acesso total e irrestrito a toda a população, financiado pelos setores mais ricos da sociedade. Ou seja: chega de tarifa! Queremos Tarifa Zero no transporte público ou aquilo que chamamos de Passe Livre para toda a população, garantindo a completa liberdade para que todos possam circular pela cidade.

Junte-se a nós nessa luta contra os aumentos das tarifas e por um novo projeto de mobilidade, pois se mantivermos o atual modelo, continuaremos com ônibus caros e lotados, aumento de tarifa todo ano, poucas linhas, poucos horários e um serviço cada vez mais excludente e de pior qualidade.

Debata esse assunto com seus amigos e colegas, participe das discussões e das manifestações em sua cidade!

CONTATOS NAS CIDADES

  • Curitiba: [email protected] / http://fureotubo.blogspot.com
  • Guarulhos: [email protected] / http://www.valordatarifa.blogspot.com
  • Florianópolis: [email protected] / http://mplfloripa.blogspot.com
  • São Paulo: [email protected]

AGENDA DE MOBILIZAÇÃO NAS CIDADES

  • Curitiba: 19 de Fevereiro – ato na Praça Santos de Andrade às 10 horas.
  • Florianópolis: 19 de Março – Grande Ato com concentração em frente ao TICEN a partir das 17 horas.
  • Guarulhos: 1º de março a 1º de Abril – Plebiscito Popular Sobre o Transporte / 1º de abril – Manifestação na Câmara de Guarulhos às 18 horas.
  • São Paulo: 28 de fevereiro – Para socializar batidas, batuques, sons e estéticas, a Bateria do MPL-SP convida a todas e todos para sua Oficina de Bateria, às 15 horas no Largo do Arouche (procure pelo batuque!).

Para divulgar a luta em sua cidade, entre em contato conosco através do e-mail: contato[a]passapalavra.info

AGIR É PRECISO ! (a campanha em curso)

Israel deve ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional !

(abaixo-assinado universal)

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Cerca de 300 ONG e associações vão solicitar ao Procurador do Tribunal Penal Internacional que investigue os crimes de guerra cometidos por Israel em Gaza. O apoio da cidadania é indispensável. Assinem e façam circular este «abaixo assinado universal». É urgente.

Ao Senhor Procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI):

O Direito é a marca da civilização humana. Cada progresso da humanidade coincidiu com a consolidação do Direito. O desafio que nos impõe a agressão de Israel contra Gaza consiste em afirmar, no meio do sofrimento, que à violência deve responder a justiça.

Crimes de guerra? Apenas os tribunais os podem condenar. Mas todos devemos dar testemunho, pois o ser humano só existe na sua relação com os outros. As circunstâncias dão toda a sua dimensão ao artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos: «Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e consciência, devem agir uns para com os outrosem espírito de fraternidades».

A protecção dos povos, não a dos Estados, é a razão de ser do TPI. Um povo sem Estado é o mais indefeso de todos e, perante a História, encontra-se sob a protecção das instâncias internacionais. O povo mais vulnerável deve ser o mais protegido. Ao assassinar a população civil palestina, os carros de combate israelitas fazem sangrar a humanidade. Lutámos para que o poder do Procurador Geral esteja ao serviço de todas as vítimas e esta competência deve permitir que o mundo inteiro receba uma mensagem de esperança, a da construção de um Direito Internacional baseado no direito das pessoas. E, juntos, um dia poderemos prestar homenagem ao povo palestino por tudo aquilo com que contribuiu para a defesa das liberdades humanas.

Campanha iniciada em 19/01/2009

Subscrever aqui!