Na noite de ontem, 50 mil pessoas se reuniram no Centro do Rio em mais um protesto em apoio à greve dos educadores do estado e do município. A manifestação no dia do mestre foi marcada por cenas de extrema violência policial, incluindo o uso de bombas de gás lacrimogêneo com data de validade expirada e disparos de tiros de munição letal que deixaram um manifestante baleado no ombro. Os manifestantes resistiram bravamente e enfrentaram as tropas de repressão do velho Estado. Enquanto PMs disparavam a esmo tiros de munição letal, bombas de gás e efeito moral e até pedras, manifestantes se defendiam com escudos de alumínio e madeira, pedras, paus e morteiros.

Ao fim da manifestação, 175 que pessoas que estavam sentadas nas escadarias da Câmara Municipal foram presas arbitrariamente e amontoadas em cinco ônibus. Ao menos 39 permanecem presas em penitenciárias estaduais. A ocupação da câmara foi desfeita sem nenhuma ordem judicial, barracas foram quebradas e pertences de manifestantes foram confiscados pelos agentes de repressão. Entre os presos, estavam fotógrafos — entre eles, Ruy Barros do Jornal Zona de Conflito — professores, moradores de ruas e pessoas que passavam pelo local. Todos foram levados para ao menos sete delegacias diferentes e enquadrados em diversas tipificações penais. Na tarde de hoje, eles conversaram com a colaboradora de AND, Vik Birkbeck conversou com alguns deles no Instituto Médico Legal.

A Nova Democracia traz agora entrevista exclusiva com a estudante Gabriela Leone, presa no cerco arbitrário à Câmara de Vereadores e solta na noite de ontem. Ela contou a maneira desumana como os presos foram mantidos, submetidos a todo tipo de humilhação por parte dos agentes de repressão do Estado fascista. “Estava tudo planejado”, disse a estudante, que no fim da entrevista, enfatizou: “Temos que continuar ocupando as ruas!”.

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