Morreu um anarquista, ou…

Morreu um anarquista, ou…

em 23 out

Não dá para acreditar na versão da polícia e da imprensa. Temos plena convicção de que eles próprios atiraram nele. Não acreditamos que o professor Chrystian Paiva tenha cometido suicídio. Por Moésio Rebouças e Adriana Gomes

“Nem o governo, nem pistoleiros, nem esses bandidos todos não vão conseguir acabar com a gente. Nosso povo nasceu índio, nasceu cheio de coragem, nasceu guerreiro!” (Tumbalalá)

chrys-2De coração partido informamos que o companheiro e amigo Chrystian Paiva, que tive a oportunidade de conhecer em Santos (SP), em meados da década de 90, de conviver, trocar idéias, compartilhar sonhos e lutas, morreu neste domingo (18), aos 34 anos, sob circunstâncias mui suspeitas, num balneário na cidade de Boa Vista, em Roraima, estado onde a taxa de mortalidade por homicídio é uma das mais altas do Brasil. Deixou dois filhos, Lennon e Gaia. E vários companheiros e companheiras, amigos e amigas. Foi enterrado ontem (20) em São Paulo, na capital.

Segundo a versão da polícia divulgada nos jornais locais ele se suicidou. Mas sua companheira, Adriana Gomes, diz que não acredita na versão oficial de que Chrystian tenha cometido suicídio.

Hoje (21) pela manhã, por telefone, ela disse indignada e aos prantos: “Nós simplesmente saímos para nos divertir com uma amiga dele que havia vindo de São Paulo nos visitar. Saímos todos juntos (Chrystian, sua amiga e eu). Nenhuma de nós duas estávamos próximas dele [na hora da morte uma estava dormindo e a outra estava tomando banho no rio]. Entramos em estado de choque, fomos maltratadas [moralmente] pela polícia, ela mais do que eu, pois ela chegou antes de mim e ficou detida. Não dá para acreditar na versão da polícia e da imprensa. Tenho plena convicção de que eles próprios atiraram nele, ele estava machucado no rosto, a mão esquerda estava machucada também. As testemunhas falam coisa com coisa e ninguém diz o que aconteceu, outros falam que os policiais atiraram nele. Não sei direito o que fazer, eu morri junto com ele, tudo um grande desastre, mas queria que me ajudassem. Estou meio transtornada”.

Em 15 de fevereiro de 2009, Chrystian comentou no blog do Movimento de Organização dos Trabalhadores em Educação (MOTE): “Componho e apoio o MOTE. Apesar de afastado por motivo de saúde, e não poder participar ativamente da luta. Tenho sofrido perseguição, desconto de salário indevido, humilhações, enfim, tudo aquilo que sofre um professor nesse estado. E tudo depois de ter lutado com unhas e dentes em uma greve que resultou nesse aumentozinho miserável e não mudou a estrutura do sistema em nada… Sinto vergonha quando encontro colegas do interior que me informam que a situação está pior, muito pior… Alguns me cobram, confundindo minha figura com a do sindicato… cansei de ouvir “vocês esqueceram-se da gente… e aquele monte de coisa, ar condicionado, melhoria das escolas, etc, etc…”. Um companheiro de Mucajaí recentemente afirmou que as escolas que fotografamos continuam na mesma, acrescido, agora, da infestação por ratos… Pois bem, as escolas de ficção continuam, a merenda ruim ou inexistente continua, o assédio moral continua, a ditadura dos diretores e sua incompetência continuam, as doenças do trabalho continuam, as salas com 45 graus continuam, as progressões mal pagas continuam. Até quando agüentaremos calados todo esse inferno? Será que lutar por mais 10 ou 15% é o que basta?”.

Além da luta na educação, dos professores, eles também estavam envolvidos no movimento contra a implantação da indústria da cana-de-açúcar em Roraima, pela Biocapital, empresa paulista recém-instalada naquele estado e que deseja montar a maior usina de etanol da região amazônica. Esta empresa possui uma grande usina de biodiesel em Charqueada (SP), no interior paulista, que funciona exclusivamente com sebo bovino e tem sua cadeia produtiva manchada por crimes trabalhistas e ambientais.

Na floresta amazônica, terra cobiçada por grandes interesses obscuros e inescrupulosos – um conluio de fazendeiros, empresas e políticos -, há anos o poder promove a violência, reprime e assassina, indígenas, populares, trabalhadores sem terra, ecologistas, todos e todas que lutam incansavelmente pela Vida Plena. Há anos o capital explora e destrói a Natureza, a diversidade da Vida naquela região. São anos de ganância, arrogância, humilhações, imposições, impunidades, injustiças… São tantos anos de “terrorismo” democráticodemercadomidiático!

Não tenho mais palavras, só dor. Até mais, companheiro!

Passe a voz… selvagem e afiada… no fazer e no andar.

Moésio Rebouças

* * *

Não acreditamos que o professor Chrystian Paiva tenha cometido suicídio. Meu nome é Adriana Gomes, sou Professora efetiva do Estado de Roraima, e era companheira do historiador formado pela Universidade de São Paulo (USP), professor, poeta, escritor, musico, compositor e anarquista Chrystian Paiva. Desde fevereiro de 2009, durante os quase dois anos que esteve no Estado de Roraima lutamos juntos no Sindicato dos Professores (SINTERR).

No dia 17 de outubro, sábado, saímos com uma amiga libertária que veio do estado de São Paulo nos visitar, e fomos ao balneário Caçarí que fica um pouco isolado na cidade de Boa Vista, capital do Estado de Roraima. Tínhamos uma arma utilizada para nos defendermos, levamos para o passeio dentro de uma mochila, o estado é isolado e o poder está nas mãos dos latifundiários, as relações são coronelistas, e esses coronéis fazem suas próprias leis, eles são a lei, então usávamos a arma como precaução e auto-defesa. Passamos a noite do dia 17 e quando amanheceu, domingo (18), percebemos que havíamos trancado a chave dentro do carro e começamos a pedir ajuda. Enquanto esperávamos ajuda conversávamos com várias pessoas e o Chrystian estava bem, aproximadamente às 10h me afastei alguns metros do local e deitei embaixo de uma árvore a fim de descansar e dormi.

chrys-1Aproximadamente às 11h, o Chrystian foi bruscamente abordado por uma guarnição da Polícia Militar, sob o comando do Subtenente Machado, e sem nenhum indício anterior que tivesse intenção de cometer suicídio em um balneário movimentado, em plena luz do dia. A polícia em sua versão disse que o mesmo cometeu suicídio. As testemunhas são controversas, Chrystian era destro e a bala que perfurou a sua cabeça entrou do lado esquerdo, a mão esquerda estava machucada, assim como estava com hematomas e arranhões no rosto. Tudo leva a crer que não teve como se defender, e se tivesse como se defender com uma arma de fogo não atiraria na própria cabeça na frente de policiais militares. Não acreditamos na versão oficial da imprensa e da polícia de que Chrystian tenha cometido suicídio.

O Professor Chrystian era anarquista aguerrido, com quase dois anos residindo em Roraima mobilizou os professores do Estado para lutar contra as más condições da Educação, o coronelismo autoritário implantado pelo Estado nas escolas e a política pelega do Sindicato dos Professores.

Passávamos noites juntos com ele enviando e-mails, criamos o MOTE, e como todo bom anarquista era apaixonado pelos seus ideais e ação direta. Colecionava um grande histórico de lutas de repercussão nacional e internacional empreendida no estado onde nasceu, São Paulo, e era punk desde os 12 anos. Ficamos indignados em saber que um companheiro de luta tão importante para o movimento tenha sido vítima de uma ação de policiais truculentos, e queremos vingança.

Vamos lutar o mais que pudermos para responsabilizar os verdadeiros culpados, pedimos a ajuda de todos os amigos e companheiros de luta para divulgação regional, nacional e internacional do ocorrido.

Adriana Gomes (Professora formada na Universidade Federal de Roraima (UFRR), especialista em História Regional)

Quarta-feira, 21 de outubro de 2009, Boa Vista, Roraima, Brasil

* * *

Quando morre um anarquista
Se quebra uma lança
Uma flor seca
Choram os homens íntegros

Quando morre um anarquista
Algo se apaga
O ar desaparece
Se reúnem as estrelas
E o acompanham
Na última viagem

Quando morre um anarquista
A liberdade perde força
A justiça se afasta
A poesia se quebra
Adoece a esperança.

Quando morre um anarquista
Todos os párias do mundo
Morrem um pouco

A. Jimenez
agência de notícias anarquistas

Rosas
Umas rosas distantes
Nasciam pelo concreto
E como erva – dano se perdiam
A um tempo em que se esbanjavam os dias

Estas flores, mortas de há muito
Cuidam de estar vivas, moribundas
Em determinado lugar defunto
Que nada sabe sobre tempo

Ontem apaguei certas luzes,
Definitivamente,
E elas vieram atrás de mim,
Ignorantes,
Não sabiam que eu não mais era jovem

As luzes se apagaram de vez
As rosas se retorceram secas
O tempo tornou ao seu lugar
E busco incrédulo crer
Que rosas defuntas não vivem
Assim como luzes queimadas
Não se acendem

Chrystian Paiva (2007)


Comentários 17

    • M.

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      out 23, 2009

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      Todos os companheiros que acessarem, faço o seguinte apelo: difundam essa denúncia por email, e encaminhem para a imprensa, para advogados de direitos humanos, movimentos sociais, para todos os meios que puderem, com urgência.
      Porque isso é um ataque político contra os trabalhadores, um assassinato político. Isso é fascismo mesmo, e qualquer lutador social está agora vulnerável de ser atingido.
      Se vocês não se pronunciarem, não fizerem nada, amanhã podem ser vítimas também do fascismo, sem que ninguém os defenda!

    • José Ninguem

      |

      out 23, 2009

      |

      Esses caras do agro-combustível destroem a natureza, usam trabalho escravo e ainda matam quem protesta! Bandidos!!!
      Justiça Já!!!
      Bela democracia de merda essa…

    • Luciana Calia

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      out 23, 2009

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      A ditadura econômica impõe-se cada vez mais. E ela – a dominadora, fornece dinheiro aos “prepostos” dos Direitos Humanos. Usam, como forma de vitimização o holocausto e o Gandhi, que não deixou nenhuma procuração para esse fim. As vítimas e o heróis! Uma sociedade política, econômica-imperialista com a veia latente do fascismo. Tomam nossas casas, tiram nossas vidas e ainda querem a nossa rendição! Hoje eu entendo o Povo Palestino!
      A nossa solidariedade à todos que resistem! O nosso lamento beduíno à todos que são injustiçados e incriminados! covardemente!

    • A. Nônimo

      |

      out 23, 2009

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      Bela democracia! Belo país!

      500 anos de latifúndio, escravidão, mortes, exterminio de indios e camponeses!

      Latifundiários são criminosos, assassinos de índio e sem-terra, ladrões de terra de camponês, falsificadores de titulo de propriedade, destruidores da natureza e exploradores de trabalho escravo.

      Depois, quando o MST tenta lutar e mudar tudo isso, são chamados de bandidos e baderneiros.

      Quem são os bandidos afinal? Os latifundiários, essa grande quadrilha de empresas.

      Fascistas, a justiça histórica os aguarda. O companheiro não será esquecido!

      Mais uma estrela que brilha no céu, com Margarida Alves, Chico Mendes, o sapateiro Martinez, Marighella, Durruti…

    • Rafael

      |

      out 23, 2009

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      Como podemos fazer pressão de outros estados para que o caso se esclareça o mais rápido possível?

      Tem algum email de contato?

    • Rafael

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      out 24, 2009

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      O Brasil cada vez mais se assemelha à Itália dos anos 60-70: criminalização dos movimentos sociais; a violencia urbana vira pretexto para a criminalização da pobreza; e os assassinatos políticos. Chrystian é mais um caso como os de Pinelli, Feltrinelli, Pasolini, etc.
      A direita aprendeu que ter milico no poder e fazer prisão política dá muito nas caras, fica muito evidente. Hoje tem a fachada de democracia, mas se prende dissidentes politicos por crimes comuns. Não se tem morte politica declarada, mas suicidam o sujeito, ou alguem rouba a casa dele, etc.

    • Poema de Chrystian Paiva

      |

      out 25, 2009

      |

      A seguir um dos últimos poemas feito pelo companheiro Chrystian Paiva:

      Nem todos foram embora

      Nem todos os amigos estão mortos

      Mas quase todos se foram sem importar-se

      Com sonhos e outras bobagens

      Deram um jeito em suas culpas

      Empregos, filhos, namoradas

      E condescendência pura

      A negação do último reduto de fé

      A poesia e seus demônios

      Então que vão aos infernos!

      E procurem suas mortes simples

      Suas respostas simples

      Como estímulo:

      A morte é certa!

      Chrystian Paiva – 2009

    • Lúcia Skromov

      |

      out 25, 2009

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      Você nos contou muitas histórias de encantar,
      histórias bonitas, humanas, de luta e de puro prazer,
      Por isto, não vale agora partir, dizer adeus,
      porque eu não vou acreditar.

    • Anarquista

      |

      out 25, 2009

      |

      O movimento libertario e autonomo de hoje carece de caras como o Chrystian, que se comprometem de vida e alma no que acreditam, se entregando inteiramente.
      Que sintam vergonha os esquerdinhas festivas, que pensam que ser libertário é ser descomprometido ou individualista ou se limitar a estilos de vida alternativos e vivencia isolados em guetos alternativos.
      O Companheiro Chrystian fez exatamente o oposto – buscou se inserir socialmente e lutar. Ele é o autêntico anarquista e merecerá ser sempre lembrado – mais um trabalhador combatente, que caiu em combate, pela ação criminosa dos latifundiários e burguesia.

    • |

      out 26, 2009

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      Triste e revoltante. Que Chrystian viva em nossos corações.. Abraços solidários a [email protected].

    • hugo

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      out 26, 2009

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      Me fez chorar…

      Morre um conterraneo meu,
      morre mais um filho da barcelona dos tropicos!

    • CARTA DE APOIO AOS PROFESSORES DE LUTA DO ESTADO DE RORAIMA E A FAMÍLIA DE CHRYSTIAN PAIVA

      A violência como prática repressiva é utilizada pelo Estado, pela a iniciativa privada e qualquer outra força que deseja manter a atual ordem econômica, política, cultural e social. Exemplos em nossa história presente ainda circulam em nossas memórias de militantes sociais e políticos. A triste notícia da vez saiu de Boa Vista, Roraima.

      Chrystian Paiva, professor, anarquista e militante social, no dia 18 de Outubro de 2009, foi encontrando morto, segundo as autoridades policiais, a razão da morte foi suicídio.

      O nosso entendimento, amparado no envolvimento da militância sindical do Chrystian Paiva, a falta das mínimas condições de realização dos direitos humanos, acompanhados dos relatos da companheira de Chrystian deixa claro que foi um crime político.

      No presente momento, o Pró – Coletivo Anarquista Organizado de Joinville envia para todos os/as familiares e companheiros de luta de Chrystian Paiva a nossa total solidariedade e deixamos claro, que todo o suor, o sangue e as vidas perdidas na trajetória de destruição do Estado e do Capitalismo não serão em vão. Chrystian Paiva, PRESENTE!!!

      Outubro de 2009

    • Jorge

      |

      out 30, 2009

      |

      Na verdade… completando o título, com algo que parece muito óbvio: mataram um anarquista!!!!

      Chrystian, PRESENTE!

    • J.

      |

      nov 16, 2009

      |

      É evidente que o Chrystian não se suicidou. Acreditar nessa versão é acreditar que os presos políticos dos anos de chumbo (aqui mesmo no Brasil, não precisa ir muito longe) suicidaram-se, sentados, como nas fotos divulgadas pelo Doi-Codi e órgãos de repressão dos militares.

      Eu conheci o Chrystian. Era um cara leal e íntegro. Era desses caras que falava pouco e fazia muito, mas muito mesmo. (Ao contrário de muitos tagarelas). Inteligentíssimo, se eu me lembro bem, ficou em primeiro lugar no concurso para professor em Santos. Enfim, sobrava qualidades no Chystian.

      O Chrystian é mais um mártir…. não apenas um mártir anarquista mas um mártir da humanidade, como Durrurti, Ascaso, Zapata, Marighella, Che e tanto outros que caíram, vítimas dos poderosos, por lutarem em defesa do povo pobre e humilde, dos mais fracos.

      Gostaria de acreditar que esse crime não ficasse em impune. Mas se de fato essa justiça fizesse justiça, e não fosse um instrumento da classe dos assassinos, o Chrystian estaria conosco agora. Por isso acredito na justiça revolucionária. Só nela.

      Adeus Camarada….

      Chystian! PRESENTE!

    • Wilson Dias

      |

      dez 2, 2009

      |

      Fui contemporâneo do Chystian Na Universidade Católica de Santos antes dele conseguir sua transferência para USP. Fui comunicado do ocorrido hoje (01/12) à noite na escola onde leciono por outro colega. O Chystian era uma pessoa íntegra. Vou divulgar o ocorrido para todos os conhecidos. Adeus companheiro!!!

    • marcos smith

      |

      out 14, 2010

      |

      Em roraima,aqui mesmo em belém,a repressão estado-justiça-policia está tomando uma dimensão assustadora e cada vez mais maquiavelica…OBVIAMENTE QUE NOSSO COMPANHEIRO ACRATA JAMAIS TERIA COMETIDO SUICIDIO,MAS SIM ARMAÇÃO DA POLICIA,IMPRENSSA,ESTADO…ESTAMOS VOLTANDO A ÉPOCA DO DOI-CODI,POIS NÓS ANARQUISTAS REPRESENTAMOS MAIS PERIGO AO PODER DO QUE QUALQUER OUTRO MOVIMENTO PELEGO QUE SE TRAVESTE DE SOCIAL SÓ PRA FICAR MAMANDO NA TETA DO ESTADO COMO ESSES MERDAS DA ESQUERDA OU DIREITOS HUMANOS,AQUI EM BELÉM EU ESTOU SENTINDO NA PELE O QUÊ É SER PERSEGUIDO IDEOLOGICAMENTE E MONITORADO PELA POLICIA,POIS JÁ MONTARAM 2 PROCESSOS CONTRA MIM E QUEM NÃO GARANTE QUE AMANHÃ SEJA EU O PRÔXIMO?!AFINAL,EU INVADI UM IMOVEL ABANDONADO ATRÁS DA O.A.B.(BELÉM0PRA TENTAR TRANSFORMAR NUM ESPAÇO CULTURAL E DESDE DE LÁ POR VOLTA DE 3 ANOS PRA CÁ,TENHO SIDO COAGIDO POR ESSE GOVERNO BOLSHEVIC QUE QUER FAZER UMA REFORMA NO JUDICIARIO PRA METER SUBVERSIVOS NA CADEIA E DAR FIM…E ESTOU CANSADO DE SENTIR TANTO ÓDIO DESSES FASCISTAS QUE JÁ ME SINTO PREPARADO PRA UMA GUERRA CIVIL…ADEUS COMPANHEIRO CRYSTIAN PAIVA-SAIBA QUE VAMOS CONTINUAR SUA LUTA E DENUNCIAR PELOS 4 CANTOS DO MUNDO SEU ASSASSINATO.FORÇA AOS QUE LUTAM.

      CRYSTIAN PAIVA PRESENTE!!!!!!!!

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