Por Jorge Luiz

Em meio ao inventário de perdas que o ano de 2020 trouxe, não seria ocioso acrescentar uma: a que dá título a este texto. As cenas de aglomeração em festas privadas e praias durante o fim do ano congraçaram todo tipo de cidadãos. Um corte transversal às classes sociais mostrou o desejo de morte ou diversão, palavras tornadas intercambiáveis em tempo de pandemia. Me tocou em particular a aglomeração gay na praia de Ipanema, à altura da rua Farme de Amoedo, e as festas gays, em especial cenas de uma festa na piscina (pool party), lotada de jovens rapazes de sunga e adornada por bóias de flamingos rosas.

No Brasil choca especialmente ver aglomerações gays durante a pandemia, porque o presidente do país ganhou visibilidade como político e enfim se elegeu em 2018 com uma plataforma abertamente antigay. Os gays que se juntam na borda da piscina ou nas areias de Ipanema colaboram com a política de Bolsonaro. São, para usar uma expressão antiga, mas precisa, seus aliados objetivos. Por que eles fazem isso?

Bolsonaro age autorizando seus partidários a ceder a seus desejos, esquecer preocupações e “curtir”. Como na propaganda da Nike, o lema dele poderia ser “Just do it”. Para construir uma resistência efetiva é preciso admitir que essa disposição de espírito “despreocupada” vai muito além das bases bolsonaristas. Tem raízes na fase atual do capitalismo, na sua falsa ênfase no consumidor como um rei, sua lógica de ganhos a curto a prazo, sua apologia ao risco.

O espírito despreocupado do capitalismo foi sintetizado magistralmente pela atriz Regina Duarte ao dizer para a CNN: “sou leve, estou viva!” Quantos gays, tendo votado ou não Bolsonaro, não assinariam embaixo dessa frase: “estamos vivos, vamos ficar vivos. Por que olhar para trás? Não vive quem fica arrastando cordéis de caixões”. Precisamos lidar politicamente com essa correspondência objetiva.

Podem argumentar que, se há festas gays aglomerando, há também muitas festas ‘hetero’. Para mim, enquanto homem gay, é esse mesmo o problema. Fomos assimilados tão perfeitamente num país que nos odeia, que conseguimos nos comportar igual a nossos agressores. Nosso individualismo atomístico, nossa busca de um retorno a curto prazo são iguais às do assassino malandro que nos governa. Soa exagerado dizer isso? O exagero pode ajudar a entender o problema mais que o silêncio.

Resistir ao bolsonarismo implica desfazer o ambiente cultural onde ele é possível. Há um trabalho político que, para a comunidade gay — e aqui falo especificamente aos homens gays, porque são eles que estão dando um show de colaboracionismo e aglomeração — implica construir espaços de solidariedade, sociabilidade e educação política para além do mercado e do “fervo”. O fervo é político, como passamos a década anterior dizendo, mas o fervo também dá nisso que vimos.

Precisamos de um conceito de liberdade à altura do nosso desejo de um mundo melhor. A liberdade que buscamos não pode ser a liberdade débil mental de buscar um frenesi de prazer enquanto os outros se ferram. Esse é o conceito de liberdade ensinado pelo capitalismo que, mesmo quando com suas mediações “amigáveis” (gay friendly) nos assimila, continua a nos oprimir.

A promessa de que a diferença (homo)sexual traria uma contribuição para a transformação do mundo, algo que animou as lutas pela libertação das minorias sexuais desde os anos 1960, essa promessa há tempos se esgotou. Cabe olhar para essa história em busca das possibilidades que já existiram, e que foram submersas até chegarmos ao fracasso político em que a vida gay está imersa.

Um dos “iludidos” por essa promessa gay foi o filósofo Michel Foucault, que via na homossexualidade a possibilidade de “aceder a uma vida criativa”, de inventar uma nova maneira de ser. Em suas palavras: “Nós devemos compreender que, com nossos desejos, através deles, se instauram novas formas de relações, novas formas de amor e novas formas de criação” [1]. Ele ainda podia afirmar, com a maior empolgação:

A homossexualidade é uma ocasião histórica de reabrir virtualidades relacionais e afetivas (…) Penso que é isto o que torna “perturbadora” a homossexualidade: o modo de vida homossexual muito mais que o ato sexual mesmo. Imaginar um ato sexual que não esteja conforme à lei ou à natureza, não é isso que inquieta as pessoas. Mas que indivíduos comecem a se amar, e aí está o problema [2].

Que comece o problema.

Notas

[1] Michel Foucault em entrevista a B. Galagher, “Sexo, poder e política de identidade”.
[2] Michel Foucault em entrevista a R. de Ceccaty, J. Danet e J. le Bitoux, “Da amizade como modo de vida”.

44 COMENTÁRIOS

  1. Apesar de beijar rapazes e moças, eu ainda não peguei covid. Calculo então que eu tenha 50% do local de fala esperado para opinar sobre este artigo: gostei bastante e assino embaixo dele.

  2. Ao ler o seu excelente artigo — e as minhas felicitações pela coragem que teve ao escrevê-lo — recordei algo que li há bastantes anos numa obra marcante (Arthur Herman, The Idea of Decline in Western History, Nova Iorque: The Free Press, 1997, pág. 357): «Quando Foucault soube que tinha contraído a Aids devido à sua busca da transgressão sexual, também converteu isso noutra experiência-limite: o sexo como uma forma de morte, tal como o poder de infligir a morte aos outros através do sexo. Durante pelo menos dois anos depois de ter contraído a Aids (de 1982 até 1984), Michel Foucault continuou a frequentar vários locais de orgias gay, passando deliberadamente a doença aos seus parceiros anónimos».

  3. A CONFERIR
    Jean-Marc Mandosio – Longévité d’une imposture: Michel Foucault

  4. Ao ler o artigo, que gostei bastante, lembrei de um panfleto marcante do movimento gay brasileiro, escrito por Herbert Daniel em 1979. Em um primeiro momento ele coloca:
    “O ‘homossexual’ só deve lutar pelo direito de viver plenamente a sua sexualidade, sem que ela seja ‘aceita por ninguém – o que só pode acontecer quando a forem criadas condições para que a recusa já não seja uma alternativa. Não há sentido em falar de aceitação ou de recusa da homossexualidade. Lutar pela aceitação é, também, lutar pela contrapartida, a recusa” O que me parece interessante pensando na assimilação que o artigo cita, uma vez que ela me parece fruto da luta por aceitação, que permite que sejam aceitos e recusados simultaneamente.
    Em um trecho posterior Daniel afirma:
    “a ‘minoria’ homossexual, o hossexual-entidade é uma ação modeladora do Poder. Ou seja, do Poder de uma Classe – a burguesia. O poder não deve ser entendido como ação de um grupo, indivíduo ou casta. O Poder é sempre o poder de uma classe exploradora, que precisa exercer a dominação para manter a exploração.”
    Quando li isso, anos atrás, pensei o quanto se tinha perdido das discussões que permearam os anos 1970.

    Tomara que artigos como o de Jorge Luiz façam ela reaparecer.

  5. Obrigado pelos comentários! Em relação ao Herbert Daniel, é um bom exemplo, há muito para ser redescoberto

  6. Interessante, e muito revelador, é que o autor do texto panfletário e anti-gay, embora diga que pessoas de todos os grupos sociais tenham feito festas e aglomerações antes, durante e depois da pandemia coloca a culpa das aglomerações e em grande parte da pandemia, sobre gays. Interessante que ele não fala das festas de Swing de trans em São Paulo, nem da festa badalada lgbt de Brasília, criada por uma trans.

    O “fracasso político” da militância gay que o autor gayfóbico se refere não tem culpa de gays, em parte sim porque muitos gays deixaram que ele acontecesse priorizando falas de outros grupos, mas quem causou esse fracasso e estado anti-gay geral dentro das militâncias do acrônimo lgbtqi…xyz e outros movimentos sociais foram outros grupos e militantes, como feministas, trans, lésbicas, movimento racialistas e políticos. Afinal, é fácil eleger um grupo historicamente discriminado, violentado, talvez o grupo social mais violentado em toda a História, como bode expiatório, ou a Jenir.

    E quanto ao autor do texto, provavelmente mais um cara bissexual ou gay gayfóbico, sendo capacho de feministas anti-homens e heterossexuais gayfóbicos, no geral.

  7. Acho que o autor do texto peca por não visualizar e elencar como parâmetro comparativo, a importância que a cultura da boate (casa noturna, festas e encontros) tem como gueto, como refúgio de socialização LGBTQI+ e portanto, a falta que ela faz para essas pessoas durante a pandemia. Enquanto heterossexuais podem se socializar de N formas durante a pandemia, seja em ambiente de trabalho presencial, seja na igreja, com a família, seja publica e abertamente num parque ou na rua, boa parte de nós homossexuais, por exemplo, só encontra tranquilidade para exercer plenamente a expressão de gênero e sexualidade, ou seja, o simples viver, apenas em ambientes de cultura club. E sei exatamente sobre isso, pois aos 41 anos, há mais de 10 não frequento boates e hoje, observando à distância o que também já foi meu lugar sagrado de socialização, sei como para tantos homossexuais é só numa festa, numa boate onde é possível soltar a respiração presa a maior parte do tempo, por causa de uma sociedade heteronormativa, que olha feio o tempo todo, quando não agride, dois homens demonstrando afeto em público ou qualquer um afeminado./desconstruíde. Há zilhões de homossexuais nas periferias, especialmente os afeminados/desconstruídes, massacrados por suas famílias evangélicas, pela vizinhança, por colegas de trabalho e que contavam ansiosamente os dias da semana para chegar um sábado ou um domingo para irem à uma festa/boate LGBTQI+ encontrar pessoas que minimamente os aceitem, por serem iguais. Portanto, faltou ao autor do texto crítico, sensibilidade para compreender que no balaio de gato de tanta gente que está furando o isolamento em festas, sejam heterossexuais ou não, há uma diferença no contexto da importância desses encontros, sob o ponto de vista do alívio que sempre foi para a população LGBTQI+ estar numa festa ou boate. Para uma comunidade, massacrada pela cultura do consumo do outro, trazida pelo capetalismo e adaptada a nós como uma luva, como forma de minimizar rombos na autoestima, causados pela LGBTfobia dos heterossexuais e que, através da objetificação do outro em boates, como um troféu de completude da metade faltante momentânea, enfim, para uma população em que boa parte desenvolveu um comportamento muitas vezes compulsivo de consumo e descarte do corpo do outro e portanto, que vive à sombra das ISTs há tanto tempo, pegar corona é o menor dos problemas. Não compreender essas variáveis realistas e específicas, que porventura acompanham a decisão de tantos homossexuais e pessoas LGBTQI+ a furarem o isolamento pra sentirem de volta o alívio da buatchy, é um erro grosseiro de análise. E mais grosseiro ainda, para não escrever leviano, tentar embutir a velha culpa cristã nessas pessoas, fazendo uma analogia infantil entre elas e o Covid-17, ou pior, a um fracasso político. Enfim, texto insensível, escrito por alguém provavelmente magoado, projetando sua frustração pessoal com o gueto. Para mim esse texto é isso, além, é claro, de um desserviço neste momento.

  8. O comentário de Chico Tchello é de grande importância porque confirma a urgência deste texto. Ora, o autor deve se sensibilizar com o vir-a-ser gay e deve transgredir não a moral cristã, mas as orientações sanitárias! Aliás, se este é o imperativo para a militância LGBTQI+ — , e não as lutas por condições de moradia e emprego, num país que empurra estes para marginalidade — então não tenho duvidas de que o autor acerta em descrever essas práticas como fracassos políticos.

  9. gostei muito dos comentários negativos. Teria sido mais fácil falar “em geral” dos efeitos do capitalismo nas subjetividades, escrever endereçando a todos e a ninguém. Falar de uma identidade específica é mexer num vespeiro. Fiz isso porque justamente por o texto está endereçado a alguém que ele encontra interlocução. Se eu falei só de homens gays é pela presença massiva deles nas cenas que eu vi, nas quais podiam estar presente alguns bissexuais, mas praticamente zero lésbicas e trans. Não fiz uma pesquisa, nem acho que a culpa de tudo é das outras letrinhas como crê o Uerlei, cujo viés “radgay” se evidencia.
    Acho em especial que os comentários do Chico Tchello complementam o texto. A importância das festas como locais de sociabilidade, de expressão e de troca, num contexto geral homofóbico, não pode ser menosprezada. Acho justamente que o fato de nossos “lugares sagrados de socialização” estarem tão restritos a estes espaços é parte do que chamo de forma polêmica de “fracasso político”. Com certeza a pandemia aumentou os problemas de violência doméstica, depressão, suicídio que acometem gays e população lgbt em geral, assunto sobre o qual eu silenciei em nome da concisão do texto. Acho que o Tchello escreveria um bom artigo de réplica.

  10. “Homens gays”? Rs A generalização e distorção sobre escritos de Foucault tornaram o texto distante de alguma reflexão.

  11. Máximo respeito Jorge Luiz! A importância do seu texto é proporcionar o debate! Estamos todos no mesmo barco. Abraços!

  12. Alguns comentários (especialmente o de Mateus Uerlei, que coloca grupos minoritários uns contra os outros*) só confirmam o TANTO que é urgente a construção de espaços de solidariedade, sociabilidade e – principalmente – educação política para além do mercado e do “fervo”. Pois mercado e fervo (há fervos e fervos) também educam politicamente. Fico aqui pensando em qual mensagem política alguns fervos pra gays cis de classe média (alta) como a The Week ou a Farme de Amoedo proporcionam. Me parece a mesmíssima do mercado. A reflexão do Chico Tchello coloca as coisas como se todos os corpos gays tivessem como único espaço de socialização o fervo. Se isso foi verdade nos anos 80 e 90, a assimilação capetalista que veio junto com a aceitação do gay cis de classe média pra cima deu mais opções de socialização e integração social a esses privilegiados. Logo, o argumento do fervo como única possibilidade hoje em dia só vale pra bixa poc e pobre. As aglomerações de que tivemos notícia foram as dos gays privilegiados, portanto completamente desnecessárias.

    * se isso não é justamente o que os podres poderes querem, não sei o que mais seria. A luta é JUNTO, meu amigo: gay e trans e sapatão e bi e pretx e queer e indígena e aliadxs. JUNTES, como o Emicida chamando a Pablo e a Majur pra ahazar. Quem não viu o filme dele no Netflix por favor dê-se essa aula de educação política de presente.

  13. Acho que faltou à articulista problematizar sobre outras formas de combater a pandemia, não adequando indiscutivelmente com o Lockdown como única alternativa para enfrentamento da dela e deixar essa responsabilidade só pros “inconsequentes” da Amoêdo.
    Porque uma coisa é certa: com este método, entre a “familia tradicional” e as novas organizações de pessoas, os gays foram um dos que mais sofreram com o isolamento porque repentinamente não tinha Parada, Virada Cultural (caso de SP), cinemas, teatros, carnaval. Isso sem falar na quantidade de gays enfermeiros que devem ter morrido trabalhando.
    Por fim, corre o risco da articulista repetir algo que tem sido tendência sobre a Covid: culpar as pessoas

  14. Sabia que a organizadora de uma festa gay no Rio é lésbica? Sabia que no DF uma trans organiza festas para LGBT foi exposta na mídia local e defendeu abertura de bares e realizações de festas? E um ponto muito curioso: um grupo de algumas centenas de gays no Rio representa a totalidade de gays para você? Num país com 210 milhões de habitantes e, com, possivelmente, milhões de gays? E ainda: você só ignora que há gays, por exemplo, no serviço e saúde enfrentando a pandemia?
    No mais, seus argumentos são tão frouxos e suas conclusões, consequentemente, tão erradas que você mesmo fala que são exagerados. E diz que é melhor isso que o silêncio. Estar errado é melhor do que se calar se não tem argumentos? Sério?

  15. Lamentamos as mortes, mas tirar o direito do nosso rolê? Jamais! Dorival disse bem, a culpa é do capitalismo e por isso lavamos nossas mãos. Os países que melhor estão combatendo a pandemia inclusive estão fazendo isso, incentivando aglomerações de (re)existência. Falar em autodisciplina é uma afronta para nós, que só aceitamos um senhor: o nosso gozo.

  16. O “nosso gozo” tá bem relacionado a aglomeração. Também porque fugimos do modelo de familia tradicional. Por exemplo: somos relativamente um dos maiores públicos dos transportes públicos.
    O “A vida continua” além da ironia poderia citar exemplos dos diversos países asiáticos e no lado Ocidental da Alemanha que lidaram melhor com a pandemia não creditando toda estratégia no, tb individualista, isolamento para manter o mínimo do nosso gozo.

    Observação: países asiáticos também são capitalistas e lidaram melhom com pandemia

  17. Concordo sim com o texto. Infelizmente existem muitos gays bolsonaristas. Existem gays que não podem resguardar o momento, a necessidade deles é tamanha de libertação numa boate onde eles fogem das frustrações do dia a dia. Seria até compreensível se não desse para esperar mais um pouco. A vacina está chegando, calma, bibas!!!

  18. Parem de tratar a “comunidade gay” como se esta fosse uma grande assembleia na qual se delibera as diretrizes de comportamento dos “sectários”, obrigado!

  19. “Um grupo de umas centenas de gays” é de fato um número muito mais expressivo quando comparado a “uma lésbica”, “uma trans”. Não dá pra forçar a barra! Admitir que somos nós homens gays que aglomeramos e caminhamos como manada nas águas do capitalismo é importante. Nossa masculinidade precisa ser avaliada, sim. Nós, expressivamente, somos os maiores aglomeradores de toda a sigla. Essas justificativas que tentam culpar o outro pra se safar das responsabilidades são infantis. Isso não ajuda em nada a nós enquanto grupo. Quem está aglomerado são homens gays cis brancos privilegiados em sua maioria, sim. Andam na contramão do existir homossexual no sistema socioeconômico que vivemos. É preciso parar de particularizar e olhar para o conjunto.

  20. O texto é muito bom, só odiei a foto. Ares xenofóbicos e não representa a aglomeração das festas gays e nem mesmo representa o público dos gays sarados e de barba em sua maioria ocidentais, comuns nas aglomerações de Ipanema ou na The Week.

  21. Leiam a matéria de capa do O Globo de hoje (10/01/21).
    “Inconsciência Coletiva”

  22. Parabéns pela coragem ao autor do texto, porque noção não tem, perece só mais um comentário postado por bolsonaristas no twitter sobre a aglomeração de Ipanema, só que dessa vez em versão extendida.
    Espero que o autor como o gay que ele diz ser, crie vergonha na cara e aprenda que gays não são e nunca vão ser um grupo de pessoas homogêneas, temos nossa individualidade e não somos responsáveis por aglomerações seja lá qual for, e muito menos responsáveis por decepcionar os “intelectuais” supostamente anti capitalistas por não favorecer suas ideias e pretensões políticas.

    E da próxima vez que for fazer textão sobre como algum grupo social minoritário está se aglomerando e precisa parar eu sugiro fazer com os “periféricos” que foram no show do Djonga mês passado ou estão nos pancadões por aí, depois aproveita e posta em algum ambiente virtual de militância comunista e vá ser feliz com as críticas mais que merecidas.

  23. Que texto desonesto.
    Assim como toda a sociedade, todos os que fazem parte da sigla tiverem sua culpa. Ygona segue postando vídeos em festas, debochando de quem está em isolamento e Danny Bond segue fazendo shows, por exemplo.
    A gente não passa um dia sem que alguém culpe os gays de fazerem sozinhos algo que todo mundo, dentro e fora da comunidade, está fazendo. Parece que tudo o que a gente faz é mais grave, merece mais repúdio. Quando gays fazem algo de bom, falam que foi a comunidade inteira que fez, mas quando gays fazem algo de ruim, todo mundo nos abandona, mesmo que estejam fazendo as mesmas coisas.

  24. Não sou dos leitores mais assíduos do Passa Palavra, mesmo assim dúvido que os mais assíduos discordarão que aqui não é um espaço que tem “ares xenofóbicos”; desde 2009 não tem sido, e está muito, mas muito longe de vir a ser. Bom, além de ter aprendido a reconhecer que aqui é um espaço aberto ao internacionalismo anticapitalista, e não à xenofobia e ao nacionalismo, bem como outras coisas úteis ao capitalismo, me acostumei a prestar atenção nas imagens que ilustram as publicações e, mais que isto, buscar as possíveis relações entre o conteúdo escrito e o dessas imagens. Algo que eu não fazia, e continuo a não fazer por várias razões, com tanta frequência e entusiasmo lendo as publicações de outros veículos. Sendo assim, eu já estava com a imagem que ilustra este artigo na cabeça quando cheguei no sétimo parágrafo do texto e, por um instante, concluí que a escolha da imagem havia sido acertada. Segui com a leitura e nada me fez mudar de ideia. Depois de ser surpreendido por um comentário acima, voltei a ler o texto por mais duas vezes, e gastei mais um tempo vendo a referida imagem novamente. E não mudei de ideia. Também não encontrei nenhum ar xenófobo. Não sei se se trata apenas do meu modo de ver, quem sabe outros comentários também abordem esse assunto, mesmo não sendo isso a questão central da publicação e do debate que se segue, mas para mim a relação entre as partes da publicação, imagem e texto, é evidente quando se considera, principalmente, o conteúdo do sétimo parágrafo e o conteúdo da referida imagem.

  25. Mais um comentário que confirma a necessidade de o Jorge Luiz ter escrito este texto! Espero que o Anderson entenda que não só os gays, como também essa massa que se denomina “periféricos” não representam uma massa homogênea. Um Flagrante Delito publicado há poucas semanas (https://passapalavra.info/2020/12/135447/) fala justamente do caso do show que você menciona acima. Aliás, enquanto uns periféricos se aglomeram, porque, segundo eles, “favelado se tá trabalhando tem que ter lazer”, outros estão tirando de onde não tem, se doando quando não podem, para fazer ações que minimizem os impactos da Covid-19 nas favelas em que vivem. Dentre esses grupos destaco alguns do Rio: Frente Cavalcanti, Atitude Dendê, Coletivo Fala Acari, etc. Sobre os gays, a mesma coisa, enquanto uns estão pautando a aglomeração enquanto “resistência”, outros estão sob ameaça de despejo em seus abrigos LGBT, outros pegando transporte público sob eternos olhares de desaprovação, outros ainda, e aqui falo sobretudo das travestis e transsexuais, devem estar sentindo na pele a perda de renda decorrente dos poucos trabalhos informais que raramente conseguem. A comunidade gay — aliás, como toda a classe trabalhadora — está em luta constante pela vida. Convém a estes abraçar o descuido como uma pauta de luta?

    Você está certo em apenas uma coisa: precisa ter coragem, como o Jorge teve, pra tocar em um tema sem ceder às pressões do cancelamento e a cultura da despolitização.

  26. O texto do Jorge Luiz é necessário e urgente. Não vejo motivos para atacar o autor quando ele aponta para um problema sério no meio gay. Aliás, a cultura neoliberal(será que refletem sobre isso?) há muito aprisiona, escraviza e impera no meio. O tal do “eu tenho, eu posso”, direciona o comportamento gay branco, classe média alta, musculoso, escravo das academias, anabolizantes, vazio de cultura geral e de pensamento político crítico. As festas e aglomerações gays, críticas pelo autor, tem endereços, cor, classe social, exige poder aquisitivo, tipo de corpo e comportamento. A aceitabilidade no sistema capitalista e na sociedade brasileira impõe aos gays que podem um preço alto: a escravidão do corpo “perfeito”, artigo de compra, venda e sedução, de estar vivo, né Regina Duarte? Os outros que se lasquem. A começar pelos iguais que não se enquadram, os gays negros,
    os pobres, gordos, os velhos, etc. Essa aceitabilidade pautada no vazio de sentidos políticos é a escravidão mais perversa imposta ao mundo gay. O resultado dessa vivência oca e despreocupada, irresponsável e intolerante, não liberta. Cria novas camadas de controle e sofrimento ao corpo e a alma. Acordem humanos, a vida é muito rápida para vivermos nos drogando por um “fervo” anual. Por fim, perguntem as bonitas que frequentam essas festas em quem votaram pra presidente?

  27. Seria desejável (?!) que os agenciadores da caosmose perobibalhal tomassem intimidade com Néstor Perlongher – vida&obra.

  28. O artigo é irrepreensível. Bem escrito, cita fontes e emite opinião.
    E eu concordo com a opinião: sim, gays estão cada vez mais hedonistas – “quero o meu prazer e ponto”.
    Afinal, estes tais hedonistas parecem corroborar a frase “é só uma gripezinha”.
    Parabéns pela coragem de mexer no vespeiro da vaidade e do narcisismo. Abraços de São Paulo.

  29. Exatamente bissexual sem covid, ainda bem que vc percebeu que eles não representam uma massa hegemônica, assim como os gays de Ipanema também não representam, então já tá na hora de pararmos de dar palco pra texto de militante sem noção que vive de generalizar gays com desculpinha de “crítica social”, mas não espero que vc entenda essa problemática, já que se bissexual se aglomerar por aí, a culpa cai na conta dos gays também.

    O único fracasso político que vemos aqui é a normalização da homofobia nas redes por quem jura que está nos representando.

  30. O texto é tão certeiro, mas tão certeiro, que basta reparar no tipo de crítica que aqui foi feita para confirmar esse acerto.

  31. A gay autora achando que gay é super herói 🤣 artigo tosco, gezus kk

    O desafio que os homossexuais enfrentam na sociedade não faz deles seres perfeitos, e pode ter certeza que Foucault sabia disso, de tal forma que a citação de Foucault foi caricatural nesse artigo. Chega a ser engraçado esse povo que acredita num mundo atrás do arco íris.

  32. Anderson, “Hegemônico” e “Homogêneo” não são exatamente sinônimos, se quer saber. Além disso, uma hora você fala para não generalizar, e em outra justifica a aglomeração de periféricos. Suas colocações são sintoma de imaturidade política. O Jorge Luiz aponta para o fato de que é possível ser diferente. Que ser gay não implica numa reciprocidade objetiva com o “way of life” neoliberal. Ao contrário do bolsonarismo, esse sim, que faz coro com alguns dos comentadores acima de que homossexualidade e fervo são sinônimos. No começo da pandemia recebi um vídeo no grupo de WhatsApp da família de uma travesti gritando na rua que estava “pouco se fudendo” pra quarentena porque precisava “ser vista”. Depois aquele vídeo circulou dentre muitos verdadeiros “gayfóbicos” pra dizer que a comunidade LGBT não está se importando com os outros. O Jorge Luiz faz o oposto: se recusa a dar razão a estes, e propõe um debate franco com a comunidade LGBT. É muito desanimador ser taxado de gayfóbico por isso. Eu estou junto do Jorge, dentre aqueles que tocam no vespeiro e não temem as ferroadas.

  33. O texto parte de uma dose imensa de boa vontade para com os gays, não? Pressupor alguma coisa de seres humanos por conta de sua condição é esquecer que, antes de tudo o mais, temos a humanidade a nos marcar a todos. Não é “o fracasso político da existência gay”, mas sim o “fracasso político da existência humana face a uma situação que exige de si mais que do outro”.

    Eu não espero do homem gay branco que ele se comporte moralmente superior aos demais, não. É mais um exercício narcísico que qualquer outra coisa esse texto.

    Nessas horas eu descubro que eu não sou nada existencialista. Há uma natureza humana, e ela se revela, sempre

    PS: viado agora não tem direito a ser escroto, direitista, liberal ou qualquer outra coisa que você condene, Jorge? Viados são escrotos. Lamento informar, mas não somos o segundo Sol, não.

  34. Passei os olhos pelo artigo e primeiro achei um texto divertido, pelo tom setentista e pela utopia homossexual, porque não sei se faz muito sentido se dirigir aos gays, como um grupo. Mas tem um efeito meio estranho da pandemia, 2018 agora parece um ano distante e o coronavírus concentra boa parte da atenção da imprensa e do governo, mesmo que seja para negá-lá. Realmemte, o Bolsonaro foi eleito enormemente pela homofobia. E não era uma plataforma. Era puro pânico homofóbico (e transfóbico). Vote no Bolsonaro ou o PT e a conspiração internacional homossexual-transexual-feminista… vai comer o cu do seu filho e fazer ele virar travesti. Quem não votou primariamente por essa razão, se absteve e/ou fez o trabalho de relativização, considerou que a instrumentalização infernal da violência homofóbica não tem importância. Bolsonaro é uma expressão direta da violência que forma as nossas vidas. Mesmo para os gays brancos e ricos, porque nem a branquitude e o dinheiro oferecem proteção para a homofobia que se sofre na vida familiar, particularmente na infância e na adolescência. Nesse sentido, sim, a questão do artigo faz sentido. A politização não é nem uma opção aos gays, mesmo que não se reconheçam como um ator político, os conservadores já nos transformaram em um grupo, dos mais perigosos. Se a homofobia não vem sendo mobilizada pelo governo nos últimos meses, é apenas porque agora existe um problema real que não pode ser contornado gritando “olha os viados”. Mas tão logo as coisas voltem ao “normal”, a homofobia vai estar de novo disponível para esse ou para os próximos como instrumento político. A nossa vida ainda é um problema enorme para os nossos pais e para o país.

    De toda forma, também, 2020 mostrou que nem a ameaça biológica consegue atravessar o realismo capitalista e a devoção ao consumo, não é surpresa que os gays se comportem como seus algozes e que os fortaleçam. É só pagar por um pouco de reconhecimento, um pouco de prazer, um pouco de segurança. O mercado nos salvará.

  35. Que bom que nem.todos tem um.pensamento tão quadrado qto essa postagem. Ainda bem que todo gay ou não tem sua individualidade é não precisa ficar fazendo showzinho estético político. Graças a Deus nem todos se prestam de palanque político, ou que nem todos torcem por política da mesma forma que se torce prata times e clubes. Acima de tudo está o que acreditamos individualmente, e não temos que ficar de teatrinho obrigatório por coisas que vão contra nossas crenças…
    Essa postagem “indignada” com seus colegas gays é a prova que um oceanos de MIMIMI são puros teatros. Para de forçar a barra. Critique o que é realmente preciso criticar. Luta por justiça, luta pela volta da prisão em segunda instância. É anti bolsonarista? Lute para que todos os políticos envolvidos com rachadinha sejam investigados e punidos. Lute contra os governadores que so usaram as fortunas dadas pelo governo apenas para enriquecer a eles e companheiros, e nunca estiveram nem aí pras pessoas com suas imposições contraditórias e hipócritas. Tanta coisa pra lutar e vc fica ofendendo o direito dos gays, ou qqr outro gênero a fazerem teatrinho. Toma vergonha nessa cara.

  36. Teatrinho é o caralho! MIMIMI é querer fazer punhetação coletiva em meio à 200 mortes por Covid-19. Esse texto é direcionado àqueles que como Fabrício acham que o direito ao gozo está além do interesse coletivo, como colocam os bolsonaristas anti-máscara e anti-vacina. Eu respeito muito o passapalavra e os debates sérios que aqui são colocados, mas não pude conter meus xingamentos lendo um absurdo que é o comentário desse imbecil acima.

  37. “Na primeira vez que fiz o Enem, o tema da minha redação foi uma crítica a ideia de que a grande corrupção nasce nos pequenos atos de não devolver o troco, furar fila etc.
    Creio que ninguém, ao menos na turma marxista, vá discordar disso.
    Então eu queria entender como é que se Zé ir na praia e dona Maria no bar tem o mesmo peso, importância e dimensão que a porra do presidente, ministros e outros membros do poder público boicotar a quarentena.
    Então o Seu Zé da esquina agora tem o mesmo peso na organização social que a classe dominante e seus gerentes?
    É sério que vocês estão entrando nessa?
    Aliás, por qual motivo mesmo vocês acham que o Brasil, na situação que vive, com a classe dominante e o sistema político que temos, iria fazer uma quarentena padrão chinês? E no caso, o Seu Zé tá sim errado em ir no bar tomar uma cerveja, mas por causa disso, ele não pode mais criticar o presidente?
    Tomem juízo.
    E cuidado com a consciência pequeno-burguesa que sempre se olha como superior ao povo trabalhador.”

    Texto escrito por Jones Manoel em 2 de Janeiro de 2021 (https://www.facebook.com/jones.makaveli/posts/3465051313603202)

  38. Marlon Douglas, o texto de Jorge Luiz, — que aliás, eu assino embaixo — não diz que gays “não podem criticar Bolsonaro”, muito menos que os dois são equivalentes em intenções. Mas infelizmente a política não funciona à base de intenções, mas de ações concretas. O exemplo do estrume do Jones Manoel não é bom porque o cidadão que fura ou respeita a fila não tem o menor interesse em gerir a fila, mas livrar-se dela. É por isso que aqueles que almejam um mundo novo precisam interromper a fila para o abate. Isto é, colocar o combate à politica de extermínio em primeiro lugar.

  39. ué, se esses gays a quem vc se refere foram completamente assimilados pela norma heterossexual, não faz sentido referir-se a eles de uma perspectiva identitária, né?

    o resultado dessa contradição é que vc perde tempo culpabilizando pela pandemia aqueles – e aquelas, pq a palavra gay tb pode ser usava por mulheres – que sempre foram culpabilizados por tudo. E isso é um erro gravíssimo, se a gente colocar o Bolsonaro na fila do pão seu argumento perde não só a relevância, mas o chão.

    mas tem um efeito positivo, isso que vc escreveu, positivo no sentido de propositivo: vc construiu mais um motivinho pra algum ht “justificar” a homofobia dele e ainda tecer paralelos entre gays e bolsonaristas. mais cuidado com aquilo que vc representa, de boas intenções o inferno tá como? ;)

  40. Oi Cleber, incrível como o medo de que qualquer crítica seja usada pelos homofóbicos é algo que paralisa o pensamento né? O medo da culpa também. Culpa, uma palavra que eu não usei, mas que aparece dez vezes nesse comentários. Uma tentativa de nomear a reação de vários gays a essa crise como algo sobre o qual devíamos conversar – propositivamente, isto é, qual é a melhor coisa a fazer? qual o significado político de nossas ações e dos que compartilham dessa “identidade”? – essa proposta de conversa virou, pra várias pessoas, uma enfadonha discussão sobre culpa, de quem é a culpa, e a tentativa reiterada de tirar “a culpa” do próprio colo. Acho patético e tem relação com a paralisia mental provocada pelo medo a que me referi na primeira frase. Eu não vou te dizer o que fazer, mas posso dizer que também acho que você está fazendo errado. Abraços.

  41. Jorge, vou começar sendo sincero dizendo que estou achando o debate mais enriquecedor que o conteúdo do seu texto em si. Eu não acredito profundamente que exista um coletivo consciente politicamente e sexualmente para ser exemplo de pessoas que não fazem questão alguma da presença desse. Aprendi com erros que minha empatia tem limite e tirei o peso das costas de ser herói para alguém. Isso não é o fracasso da existência gay, é o Cuidado de Si.
    Eu achei sua crítica generalizante sabe? e por isso gratuita. Então, acho que não é medo da culpa, apenas não contribui, só ataca. Você se desloca do apedrejamento pra jogar brita no restante das pessoas, pingando sangue. Me alcança um rojão meu amigo, ajuda mais se quer salvar alguém. A crítica é valida, mas precisa construir.
    Espero que o debate continue, porque acho que esse é o grande ganho dessa publicação. Tempos eu não encontro lugar para debater a superficialidade narcisística de nós, homens gays.
    **
    Gosto de lembrar o que disse Paco Vidarte: “em todas as minorias tem sempre uma maioria de idiotas”, amém.

  42. Prezado Ricardo, acho que a polêmica pode ser uma forma de construção de conhecimento: escrever uma coisa, mesmo parcial, ser respondido, e por aí vai. Só nesse sentido mesmo o texto tem algum valor. Destapou algumas coisas que alguns gostaram de discutir – a tal “superficialidade narcísica” entre elas. Mas muitas respostas, aqui e fora desse site, foram no sentido de “preciso tirar a culpa do meu colo, rápido” – acho que minha retórica provocou esse tipo de resposta, por um lado. Por outro lado, as pessoas só querem é se sentir seguras, atacar quando se sentem atacadas, e toca-se o barco pra frente. Mesmo essas escaramuças retóricas acho que valem a pena. Sim, é preciso construir. Recebi, em grupos de facebook, dois tipos de respostas a esse respeito, contraditórios: 1) as pessoas que disseram que tem muitos gays fazendo coisas politicamente muito importantes que eu ignorei, e por isso é errado falar em um “fracasso” – mas eu continuei ignorando, porque ninguém exemplificou 2) outras pessoas me disseram, reiteradamente e também nesse fórum que “o ser humano é assim mesmo”, portanto não se deve esperar nada além do pior – não concordo. O que seria uma resposta gay e lgbt, ou uma contribuição gay, lgbt a crise da pandemia? uma contribuição que fosse nossa e trouxesse outro tipo de visibilidade, para além das imagens que ganharam a tv a internet? Não sei, nem posso dizer que contribuí com isso. Escrevi o texto porque estava indignado com a atitude de alguns e os interpelei enquanto “classe”, sujeitos que tem algo em comum. Mas sim, é preciso construir. Não sou fanfarrão de dizer que eu sei o que fazer, mas quis, com minha crítica, dizer: sim, esse é o percurso, esse é o resultado, essa é a situação atual e precisamos redirecionar nossa energia porque esse caminho deu nisso.
    Aproveito essa mensagem pra dizer a você e a todos que tenham se sentido interpelados pelo texto e queiram discutir essas e outras coisas que meu facebook é:
    https://www.facebook.com/joregia.eliwellton

    abraço,

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