Cabeças vão rolar
Em seu livro Folclore político brasileiro, Sebastião Nery conta instrutiva história que afirma ter ocorrido nos quartéis da Polícia Militar baiana em 1954. Antonio Balbino venceu a eleição ao governo estadual, derrotando Pedro Calmon, candidato apoiado pelo então governador Régis Pacheco. Antes de deixar o cargo, Pacheco deu aumento salarial de 25% para a PM; o comando da corporação, reunido, decidia como homenageá-lo. O coronel Filadelfo Neto teria então sentenciado: “O Régis nos merece muito, mas temos que pensar no futuro. Virão outros governadores e outros aumentos”. Alguém teria perguntado: o que fazer, então? O coronel teria apresentado solução genial, para o riso de todos no recinto: “A gente bota um busto com pescoço de rôsca. Em caso de necessidade é só trocar a cabeça.” Passa Palavra
Mas é isso
Nos EUA, a âncora da CNN fala da contagem dos votos de brasileiros no estrangeiro para a presidência do Brasil. Afirma em um momento que houve princípio de tumulto entre bolsonaristas e lulistas. Esse atrito teria sido coibido pela polícia. “Mas é isso” — disse a âncora — “essa é a festa da democracia!” Passa Palavra
Make Burma Great Again
Em março foi publicado um artigo em língua birmanesa, em que um pseudônimo identificado como pertencente à Junta Militar, órgão que governa Mianmar desde...
Toalhas
Três pessoas conversam em um grupo de WhatsApp para brasileiros em Paris: 1- “Procuro alguém ou algum site que venda camiseta ou toalha do...
Questão de princípios
Ambos são professores universitários, conhecidos naquela instituição pelas aulas sobre decrescimento econômico, ecologia e pelas críticas ao consumismo. Fazem tudo isso com o mesmo...
Matizes
Lê-se numa notícia da Folha de S.Paulo: “em mais um movimento ao centro, a equipe de comunicação apresentou os primeiros materiais da...
Tratar como gente
Na faculdade de Direito, aula de sociologia, a conversa era sobre as péssimas condições de trabalho e de vida das empregadas domésticas no Brasil. Alguém chegou a dizer que elas não eram tratadas como gente. Foi então que uma das alunas indignou-se e falou alto: “Não é bem assim não! A minha eu trato como gente. Inclusive quando vamos à praia, eu levo ela.” Passa Palavra
Fazendo as honras
Em uma reunião organizada por indígenas de diversos povos, um deles, ao se apresentar no início da reunião, aproveitou para apontar com a mão um não indígena e disse: “Esse aqui é o meu antropólogo.” Passa Palavra
Terceiro-mundismo africano
Enquanto a Rússia, em julho deste ano, colecionava crimes de guerra na Ucrânia e provocava uma crise mundial no abastecimento de grãos, agravando a...
Astucioso
A editora Expressão Popular publicou, da autoria de John D. French, o livro Lula e a Política da Astúcia. De Metalúrgico a Presidente do Brasil. Com efeito… Passa Palavra
Tudo incluso
Os dois eram jovens, recém-casados. Ele cursava antropologia; ela acompanhava-o entusiasticamente naquela grande cidade em rituais neo-xamânicos pagos. A paixão pelos indígenas cresceu nos dois. Resolveram escolher um povo na Amazônia para com eles viver durante um ou dois anos. Escolheram um que tinha página na internet. Mandaram e-mail falando de suas intenções. Receberam longa resposta positiva: era possível, sim, morar lá por um ou dois anos. Casa e comida para os dois, além de uma pessoa da aldeia que os acompanharia sempre. Valor da anuidade: cerca de 30 mil reais, com bom desconto na compra do pacote de dois anos. Ele, indignado, contou isso a um colega, que respondeu: “30 mil, por tudo isso, está barato”. Passa Palavra
Observar
Num Centro de Pe$qui$a e Cirurgia de Pescoço e Cabeça:
— Doutor, como trata isso?
— Não trata.
— Como assim, doutor? Não trata?
— Para essa patologia...
