Existe consenso em SP? Reflexões sobre a questão da cultura (2ª parte)

Existe consenso em SP? Reflexões sobre a questão da cultura (2ª parte)

em 24 fev

Os novos empreendimentos culturais em São Paulo atuam em simbiose com as obras dos velhos agentes do capital imobiliário, conferindo uma roupagem colorida a um processo que é segregador e violentoPor Passa Palavra

Os novos capitalistas da cultura e a velha especulação imobiliária

As cidades brasileiras permitiram uma degradação dos seus centros. Agora nós fazemos o esforço inverso, de valorizá-lo. A saída para isso é gerar um programa de eventos durante todo o ano. A cidade tem mais de 10 milhões de habitantes, é hoje o maior destino turístico do Brasil. (Juca Ferreira, novo secretário de Cultura de São Paulo, aqui)

Há um momento em que os interesses do novo empresariado da cultura entram em sintonia com os interesses dos bons e velhos capitalistas de sempre.

Na dia-a-dia da cidade, isso se faz sentir pela escolha que parte de novo empresariado da cultura faz por atuar em localidades em vias de gentrificação. Para quem não sabe, gentrificação designa um processo de modificações urbanas que se destinam a banir a população pobre que tradicionalmente ocupa uma região da cidade e, assim, valorizar o seu entorno. Sobre isso, mais uma vez, os últimos acontecimentos na Praça Roosevelt, em São Paulo, são bastante significativos.

Desde 2004, pelo menos, agentes do velho capital imobiliário (incorporadoras, construtoras, imobiliárias e poder público) atuam em conjunto para promover a valorização daquela área, que compreende a região também chamada de Baixo Augusta. Nesse sentido, a própria reforma da praça, inaugurada pela Prefeitura no final do ano passado, foi um primeiro passo importante. Para tanto, precisou usar de diversos expedientes violentos, como a expulsão dos moradores de rua e a retirada de uma tradicional feira que acontecia há 60 anos no local. Apesar de alguns protestos, o projeto mostrou-se bem sucedido e já começa a produzir os efeitos desejados. A reforma promoveu uma elevação geral do preço dos aluguéis, de forma que pequenos comerciantes e antigos moradores vêem-se obrigados a sair do local por não suportarem os novos custos. (ver aqui)

“A Augusta está mudando de perfil. Daqui a um tempo, com essas obras entregues, terá o seu entorno valorizado. A boate vai melhorar a fachada, o bar vai virar restaurante e a padaria, uma butique de pães”, disse a diretora de atendimento da imobiliária Lopes a uma reportagem da Folha de S. Paulo, poucos dias após a realização do festival Existe Amor em SP. O curioso é que atuam também em favor do processo de gentrificação justamente estas novas empresas do ramo cultural alternativo — dentre elas, o próprio Studio SP, que se afirma como uma atração noturna que “se transformou em um dos pontos de referência mais importantes da revitalização da área que ficou conhecida como Baixo Augusta”. (ver aqui)

É que a consolidação do local enquanto referência de balada [noitada] e atrações culturais alternativas introduz na região uma espécie de aura cult que pressiona pela elevação geral dos preços não só dos aluguéis, mas de todo e qualquer serviço ou mercadoria oferecidos na região; repelindo, agora por via pacífica, aquela parcela da população da cidade que não possui condições de arcar com este padrão de consumo.

Em sentido muito parecido apontam as ações do Festival Baixo Centro, realizado pela Casa da Cultura Digital (outra agremiação empresarial mais voltada para área da comunicação e cujas parcerias são muito esclarecedoras (ver aqui), que diz pretender ocupar com festa os espaços públicos e “ressignificar” outros bairros da região central da cidade, por sinal, também em vias de gentrificação.

Como a fala do novo secretário de Cultura de São Paulo deixa entrever, no conjunto, existe uma corrida para marcar posição na nova setorização que está em curso na cidade, uma vez que a realização da Copa de 2014 deverá consolidar o lugar de São Paulo no circuito de capitais turísticas mundiais. Por trás destas ações com nuances um pouco diferentes, mas sobretudo complementares, está em jogo uma verdadeira transformação urbanística que tende a fazer de todo o centro da cidade um polo empresarial especializado em cultura e entretenimento; tal como o concebido pelo inaugurador de museus Andrea Matarazzo. Assim, por mais irônico que pareça ser, os novos empreendimentos culturais paulistanos atuam em simbiose com as obras dos velhos agentes do capital imobiliário, conferindo uma roupagem colorida a um processo que é, como sabemos, segregador e violento.

Bruno Torturra (Revista Trip) e Pablo Capilé (FdE) dialogam com Juca Ferreira (secretario municipal de Cultura) e Haddad, novo prefeito de São Paulo.

O interesse do Fora do Eixo nos movimentos sociais

Se coletivos como o Fora do Eixo atuam como organizações empresariais que fazem uso da produção simbólica alheia para barganhar com governos e empresas financiadoras o mapeamento, a articulação e a mobilização de grupos e pessoas, ora, nada mais vantajoso do que irem buscar a matéria-prima de seus negócios diretamente na fonte, ou seja, no universo dos movimentos sociais. Afinal, sejam pequenos, médios ou grandes, estes “territórios em rede”, no linguajar de Capilé, constituem plataformas prontas ou semiprontas para a exploração de todos aqueles elementos essenciais para a sua atividade.

Em primeiro lugar, porque, apesar de todos os seus problemas e limites, a esquerda (principalmente a sua juventude) se caracteriza por ser um meio social bastante profícuo para a geração de símbolos, expressões e anseios de mudança. Como para o Fora do Eixo pouco importa a base concreta de surgimento destes símbolos, estes podem ser apropriados abundantemente. Seja Che Guevara, maconha, ecologia, Maradona, amor livre, causa indígena, MST, Hugo Chávez, cineclubismo, Jimi Hendrix, periferia ou carnaval de ruas — tanto faz.

Só que, tão importante quanto este agregado confuso de significantes, interessa aos expropriadores de cultura apoderarem-se também do conjunto de saberes operacionais, mapeamentos, informações sobre o terreno de atuação, redes de relações políticas e contatos acumulados pelas mais variadas experiências de movimentos sociais. É isso que, novamente na linguagem dos nossos novos empreendedores culturais, chama-se “tecnologia social”.

Fora do Eixo dialoga sobre “tecnologia social” com a Fundação Vale.

Não é à toa, portanto, que, tão logo tenha aportado nesta capital, a militância empreendedora do Fora do Eixo tenha já percorrido uma variedade de movimentos sociais, populares e/ou de cultura com o intuito de colocá-los sob o seu guarda-chuva; fazendo o mesmo em âmbito nacional. E, dessas experiências, não são poucos os relatos de que sua aproximação tenha sido problemática; mas também não são poucos os casos em que parecem ter obtido bastante sucesso.

Tendo em mãos essa riqueza simbólica aliada à “tecnologia social” extraída das iniciativas de luta, o Fora do Eixo pode, então, oferecer seus serviços a empresas e governos em troca dos editais de financiamento.

Um parêntesis: a atração dos movimentos sociais, coletivos e pessoas pelo Fora do Eixo

Nem todos os grupos e pessoas que aderem aos projetos dos novos empresários da cultura o fazem por convicção ou clareza política — e aqui referimo-nos apenas às pequenas organizações de esquerda, pois as demais sabem muito bem os caminhos que optaram por trilhar.

Pablo Capilé dialoga com João Pedro Stédile (à esquerda[?]), da direção nacional do MST.

O Fora do Eixo e seus congêneres encontram um terreno bastante fértil de reprodução entre aquela juventude que carrega consigo algum sentido de indignação, crítica e protesto contra o atual estado de coisas, mas não encontra um projeto político-estético no qual possa se empenhar. Pesa também a carência de grande parte dos coletivos e pessoas ligados à cultura, que dependem materialmente da sua atividade para a própria sobrevivência.

Paralelamente, há já algum tempo que as organizações de esquerda não conseguem construir canais de diálogo eficientes e duradouros para viabilizar estruturas para este feito, tampouco comunicar e exprimir o seu ideário através deles. E isso não acontece só porque tenhamos perdido o senso de humor (e ainda bem que nem todos perdemos, veja aqui). Ao contrário, esta situação é reflexo do fato de grande parte de nós, à esquerda, termos abandonado a capacidade de ler as transformações políticas, sociais, econômicas e tecnológicas que acontecem diante de nossos olhos, e então expressá-las artisticamente. E se considerarmos o significativo grau de crescimento por que passa a economia brasileira (em que pesem os usos políticos que são feitos deste dado, vide o mito da nova classe C), mais agravante se torna a questão. Com sua visão empreendedora, Capilé fala para “o jovem brasileiro” que “está tão animado que está gastando o que não tem”; nós, se não nos repensarmos profundamente, corremos o risco de continuar batendo cabeças.

Com quem dialogar em São Paulo?

Papagaio de pirata: Capilé se esforça para colar sua imagem às da Ministra da Cultura Marta Suplicy e da Presidenta Dilma Rousseff, após dialogar com outros ilustres da velha indústria cultural, em Brasília.

É neste quadro que deve ser pensada a realização do evento intitulado Existe diálogo em SP, (que não por acaso parafraseava o slogan do evento da Praça Roosevelt), convocado pelo novo secretário municipal de Cultura da cidade de São Paulo, Juca Ferreira, nomeado pelo recém-empossado prefeito, Fernando Haddad. Juca e sua equipe convidaram artistas, produtores, realizadores, ativistas e articuladores culturais para uma reunião aberta em que seriam apresentadas propostas para a construção de políticas públicas para a área.

Para quem não sabe, Juca Ferreira foi secretário-executivo do ministério de Gilberto Gil (2003-2008) e, em seguida, ele mesmo ministro da Cultura do governo Lula (2008-2010). Durante o tempo que ficaram no comando do MinC estimularam, sobretudo, as políticas em torno da cultura digital e dos Pontos de Cultura. Tais foram as bases que alimentaram o crescimento e a expansão dos empreendimentos do Fora do Eixo.

Uma rápida olhada na movimentação das redes sociais à véspera do encontro, e pesquisando um pouco quem são as pessoas que foram chamadas a compor o atual gabinete, é suficiente para sacar que os membros do Fora do Eixo terão papel importante nesta nova gestão, e com eles a constelação de novos empresários culturais que atuam na cidade.

Juca Ferreira dialoga com artistas e agentes culturais paulistanos; ao fundo, Rodrigo Savazoni, um dos fundadores da Casa da Cultura Digital e, hoje, chefe de gabinete da secretaria de cultura.

Um dos objetivos anunciados do diálogo foi o de abrir um primeiro contato para mapear demandas e sugestões dos grupos culturais paulistanos com vistas a constituir um Conselho Municipal de Cultura, que ajude a formular um Plano Municipal de Cultura e a rever diretrizes do Plano Diretor da cidade.

Eis que pesa sobre os fazedores de cultura da cidade, neste momento, o desafio de bem avaliar o significado político desta convocatória e definir seu posicionamento perante ela; ressaltando que definir um posicionamento não implica necessariamente optar pela participação ou pela não participação. Mais relevante do que isso é ter clareza do que se tem por objetivo e de como se relacionar com o assunto.

Algumas questões e uma opinião

Uma primeira questão que se coloca diz respeito às condições e à concepção dos próprios coletivos e agentes culturais. Acreditam eles que os entraves da cultura estão ligados apenas a problemas de gestão e financiamento ou se relacionam a embates políticos mais amplos?

Para aqueles que têm como horizonte único tomar posição mais vantajosa no repasse das verbas destinadas à cultura, parece-nos que lhes será favorável participar destes espaços conciliatórios sem maiores reflexões. Afinal, uma Prefeitura do PT em São Paulo tende a ser “a menina dos olhos” do governo federal e, certamente, com a pasta da Cultura, cuidará de distribuir verbas suficientes ao ponto de reduzir bem os níveis de queixa. Porém, não é a estes que nos dirigimos.

Para aqueles que privilegiam o caráter político e assumem os desafios mais profundos da cultura, que englobam inclusive a luta pelas condições materiais de sobrevivência, é importante ter em conta que, da parte das grandes empresas capitalistas e dos governos, há enorme interesse em usufruir dos serviços prestados pelos novos empreendedores da cultura. Ainda que muitas vezes se posicionem contra setores mais conservadores da sociedade, empresas-coletivos como o Fora do Eixo fornecem às instâncias de poder elementos importantes para que estes aperfeiçoem sua engenharia de controle social.

Desde há muito que o capitalismo não se reafirma como forma social unicamente através da repressão. De tempos em tempos, as técnicas de poder precisam ser renovadas. E, ao contrário do que se poderia supor, a principal característica destas novas (ou não tão novas) engenharias de controle consiste não em manter os dominados imóveis e apáticos frentes aos problemas sociais. Ao contrário, tanto mais ela funcionará quanto mais mantiver os de baixo engajados e participativos, contanto que isto aconteça dentro de espaços políticos pré-estabelecidos. É trazendo para a luz iniciativas que antes ocorriam à sombra que as empresas e os governos asseguram a manutenção de seus privilégios. E, em se tratando de forças renovadoras, a atuação sobre a juventude ganha especial importância.

Isso talvez explique a utilidade que empresas como a Vale, por exemplo, enxergam em patrocinar projetos do Fora do Eixo e compartilhar com o coletivo “tecnologias sociais”. E talvez explique também por que órgãos governamentais progressistas têm recebido de bom grado a intermediação do Fora do Eixo e similares para a proposição de políticas públicas voltadas para a área da cultura.

Para os que, sem ignorar estas contradições, ainda assim acreditam que a participação nestes espaços abrirá possibilidade para que trabalhadores e fazedores de cultura em geral ao menos ampliem o seu poder decisório sobre assuntos mais abrangentes do planejamento da cidade, convém lembrar que estão sendo chamados a opinar sobre apenas 0,9% do orçamento total do município, talvez 2%, na melhor das hipóteses. Dentro dos quais, boa parte já está amarrada a gastos regulares no setor e ao pagamento de dívidas. Ou seja, são chamados a decidir sobre uma parcela irrisória; simbólica, se preferirem. Lembremos ainda que outras pastas decisivas no que diz respeito ao destino da cidade, como a da Habitação, por exemplo, foram deixadas aos cuidados dos tradicionais grupos políticos que há décadas determinam e se beneficiam dos investimentos imobiliários e turísticos — e não há indícios de que por aí ocorram inovações ou aberturas participativas efetivas.

A estes, cabe refletir seriamente se a eventual participação representará avanços na luta para pôr em xeque as engrenagens que criticam ou apenas um convite a celebrar o casamento entre o velho cinzento capital e o novo multicolorido empresariado da cultura.

Finalmente, uma questão-chave: o que as experiências passadas nos dizem sobre isso?

Dialogado.

Leia aqui a 1ª parte deste artigo

A partir de algumas questões que foram levantadas nos comentários e discussões a estes artigos, publicaremos uma 3ª parte na semana que vem.


Comentários 84

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      fev 24, 2013

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      Muito mais importante que os sempiternos debates sobre o que é ou deixa de ser a dita “cultura 2.0”, este que se coloca com a segunda parte do artigo é que é o debate central: de que maneira a “cultura 2.0” se articula com os velhos capitalistas de sempre?

      A meu ver, e concordando com o artigo, não importa se a exploração se dá usando a escravidão ou o binômio “autonomia + criatividade”, ou se se força alguém ao trabalho com chicote ou com “choque pesadelo”; o que importa é identificar onde a exploração existe, e como ela funciona. É um primeiro passo para superá-la.

      No que diz respeito à confluência entre Fora do Eixo e especulação imobiliária, não há nada de novo nisto. É a velha gentrificação (http://pt.wikipedia.org/wiki/Gentrifica%C3%A7%C3%A3o) funcionando, e neste caso em seu modelo mais clássico: apropriação paulatina do espaço por produtores de cultura em paralelo com a também paulatina expulsão da população de baixa renda que produzia aquele mesmo espaço. A intervenção estatal só se dá quando um novo tecido social já foi construído naquele mesmo espaço, tecido social este apto a permitir relações capitalistas outras além daquelas ligadas aos circuitos popular e criminal da economia.

      No que diz respeito à aproximação com os movimentos sociais, trata-se de cool hunting em estado puro. Ou melhor, não tão puro assim: os cool hunters em geral ganham bem para fazê-lo e não vivem dividindo sapatos. Para os que acham que o modo de vida de um coletivo que “paga todas as despesas” de seus integrantes para que eles se dediquem integralmente à militância é coisa da “mais avançada esquerda” europeia e ligam isto à “renda mínima”, recomendo lerem um texto já antigo sobre o assunto: http://libcom.org/library/dole-autonomy-aufheben . Está em inglês, mas não é nada que um tradutor automatizado não resolva. Afinal, negrianos e demais pós-operaístas, ou ao menos seus epígonos e tresleitores, são os atrasados em dez anos quanto a este assunto.

    • Leo Vinicius

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      fev 24, 2013

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      Manolo,

      vendo de longe, acho que a tal aproximação aos movimentos sociais tem mais de uma função, e não vejo nela tanto um cool hunting, mas sim um branding. Foi até o que se levantou nos comentários da primeira pate do artigo. Colam nos movimentos sociais para associar a imagem a eles, para transferirem o significado deles para cnstrução da marca.

    • xavier

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      fev 24, 2013

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      Não é exatamente o centro do excelente comentário escrito pelo Manolo, mas – para os que se interessarem – eis aqui um bom artigo sobre a questão dos cool hunters:

      Os caçadores do cool (The coolhunters)” – de Isleide A. Fontenele – http://www.scielo.br/pdf/ln/n63/a07n63.pdf

      Tão interessante, ou mais, do que esse artigo que acabei de destacar, o último link assinalado pelo comentário acima apresenta um debate fundamental – e que já é realizado há um bom tempo por alguns setores da esquerda autônoma européia.

    • alex

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      fev 24, 2013

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      Se coletivos empresariais, como o fora do eixo, colam nos movimentos sociais para rentabilizar o capital simbólico, posteriormente transformado em $, qual seria o interesse de movimentos consolidados, como o MST, em se associar a estes grupos capitalistas?

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      fev 24, 2013

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      Leo, na verdade as duas práticas se complementam neste caso. O branding que me esqueci de mencionar, é bastante evidente nas práticas do FdE, mas o cool hunting também aparece, pois os integrantes dos coletivos FdE, ao construírem seu repertório de práticas, fazem uma ponte entre produtores de cultura cool, ministérios e empresas.

      Embora, por exemplo, a Vale não busque neste cool hunting o mesmo tipo de resultados que, digamos, uma Adidas ou Nike, ganham pelo incorporarem em suas práticas empresariais o vocabulário e práticas “ambientalistas” de uma juventude que tem na ecologia um dos principais campos de lutas. E aquele vocabulário e aquelas práticas que eram restritos ao âmbito dos projetos executados pelo FdE com financiamento da Vale passam a ser incorporados pela Vale, resultando em ganhos de marketing.

      Da mesma forma no caso de ministérios e secretarias. Toda a operação de mudança de matriz produtiva da cultura durante a gestão Gil-Juca no MinC residiu em trazer para o proscênio uma produção cultural que se fazia ou nos circuitos da economia informal, sem gerar impostos para o Estado portanto, ou nas margens da indústria cultural, através da ação de produtores culturais que, na prática econômica, equivalem aos microempresários. (Com a diferença de que neste caso, a depender do setor e graças às inovações tecnológicas mais recentes, estes produtores culturais não dependem tão virulentamente das economias de escala típicas das grandes empresas da indústria cultural.)

      (Business as usual. Na verdade isto é uma política econômica para a cultura bastante próxima de uma política econômica inicialmente ligada ao setor de habitação, proposta décadas atrás por um economista peruano chamado Hernando de Soto (http://pt.wikipedia.org/wiki/Hernando_de_Soto_Polar): (a) a chamada “economia informal” movimenta vastas quantias, embora delas não se possa tirar um centavo de imposto e pouco se possa absorver dela para a “economia formal”; (b) traga para o “setor formal” através de modificações legislativas toda a economia que funciona no “setor informal”, e o capitalismo funcionará muito bem, mesmo nos chamados “países subdesenvolvidos”. O que foi a política do MinC na gestão Gil-Juca além desta enorme operação no setor da cultura?)

      Mas é claro que o setor da cultura tem suas particularidades, e a inserção de produtores locais num mercado nacional antes tomado pelas grandes empresas da cultura e pelos tradicionais rentistas da cultura (artistas, grupos e produtores consolidados que vivem de direitos autorais ou de acesso facilitado a fundos públicos) terminaria sendo chamada de outra coisa. “Estímulo à cultura local”, “inserção cultural”, “cultura 2.0”, todos estes campos foram misturados na operação.

      E onde entra o cool hunting aí? No fato de trazer para dentro do MinC uma cara “moderna”, “antenada”, “cool” em resumo; de trazer para o campo do MinC não apenas caçadores de editais ou executores de projetos, mas também gente intelectualizada, capaz de teorizar sobre esta simples — embora profunda — mudança econômica nos termos do capitalismo cognitivo, da autonomia, da imanência, da multidão. Nada contra, pois em muitos pontos a teorização corresponde à prática; mas, e é isto que aqueles envolvidos neste processo dificilmente assumem, tudo isto é a expressão ideológica de uma mudança na matriz da produção cultural no Brasil, e da inserção da produção cultural brasileira no mercado cultural capitalista. E pouco tem de “emancipatório”.

    • Taiguara

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      fev 25, 2013

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      Alex, digamos que eu nem imagine o que se passa na cabeça dos dirigentes do MST ao firmar acordos com o FdE, mas me ocorreu uma coisa.

      Não teria sido o MST a maior expressão daquilo que o FdE e partidários chamam de “esquerda rancorosa”?

      Estaríamos vivenciando um momento de “desrancorização do MST” ou é o FdE que vai sendo “rancorizado”? Complicada a conjuntura.

    • Caio

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      fev 25, 2013

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      Aqui na Baixada Santista mais precisamente em Itanhaém o FDE vai realizar o Grito do Rock em parceria com a Igreja Evangélica Bola de Neve. Inaugura assim o “ativismo cultural ambiental religioso” e o ” o militante ovelha do pós-rancor”.

    • EXSIET UMA CARENCIA NA TRANASPARENCIA DOS CONVENIOS REDIREM CONTAS PUBLICAS DETALHADAS NOS MESMO SIETES DAS REDES SOCAIES OU NAS PAGINAS DE CADA SUBPREFEITURA TER O VALOR ,NOME,LOCAL E DATA DO INCIO E TERMINO DE CADA PROYETO BENEFICADO COM LEI DE DONATIVOS E DA RENUNCIA FISCAL QUE SON OS APIOS,PATROCINIOS E REPASSE DE DINHERO PÚBLICO , TODOS DEVERIAM DIVULGAR A SUA CONTABILIDADE DE FORMA EXPONTANEA E FACLITADA,, EVITANDO QUE SE REPTÃO PRATO OS PROEFSIONAES EM FORMATAR PROYECTOSE SOBREVIVER DOS RECUSRSO PÚBLICOS QUE DEVRIAM SER USADOS EM CREAR CASA DE CULTURA NOS BAIRROS DA PERIFERIA E NÃO EM SUSTEMNTAR PROEFSIONAES DE CLASE MEDIA ALTA COM FORMAÇÃO UNIVERSITARIA EN MENDIGAR RECURSOS PÚBLICOS ATE CUANDO NOSSO PARTIDO VAI SER DE TRABALHADORES E OBREIROS DA CULTTURA E ARTE VIR A PRODUCIR AQUILO QUE DESEJA SEU GANHA PAÕ DEIXANDO DE SER UM PROBLEMA PARA OS RECURSOS PÚBLICOS SER USADOS EM CREAR UMA CULTURA DO DESARROLHO DE BASE CULTURAL NAS REGIÕES MAIS POBRES E CARENTES ,, EVITANDO A INDUSTRIA DOS PACOTES ANALGESICOS DE BATUCADAS E MAMULENGO DO CIRCO DE RUA SER O PRODUTO DAS EMPRESSA SOCIAES DO RIO QUE CHEGAM A SE APODERAR DOS ESPAÇO QUE DEVERIAM SER OCUPADOS POR ENTIDADES DE SÃO PAULO E NÃO POR FRAQUIAS QUE COMO AS IGREJAS NUMCA REDIRÃO CONTAS PÚBLICAS COMO PRINCIPÍO ETICO .,MORAL E DE EXCELENCIA DOS VOLUNTARIADO DO 3º SETOR SEM FINS LUCRATIVOS?/ E NÃO AQUILO QUE VEMOS DIERGIENTES DESTAS INDUSTRIAS SOCIAES EXIBINDO ANEIS DE ORO ,CORRENTES E UM LUXO IMCOMPATIVEL A UM SERVIDOR VOLUNTARUIO DE UMA ENTIDADE SEM FINS LUCRATIVOS O SEJA VERDADEIROS EMPRESSARIOS DA MISERIA SOCIAL?

    • Mosca Espacial

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      fev 25, 2013

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      PÓS-RANCOR X BANCO FDE X CAIXA COLETIVO

      1) Vários dissidentes como eu perderam muita coisa nessa brincadeira de caixa coletivo. A gente se doa ao máximo, empresta nossos nomes limpos, nossos cpf’s sem máculas, coloca toda a grana que tem na brincadeira e na hora de ir embora, independente do motivo, os caras não se preocupam com o que vai ser do sujeito. Nessa hora todo mundo faz cara de paisagem e o dssidente vira pó. O curioso é que nem grandes ex-líderes do FDE recebem benefício algum e são largados à pura sorte. Até a empresa mais capitalista do mundo é mais justa que esses FDE do pós-rancor.

      2) Em Minas Gerais existe uma parada que chama Circuito Mineiro de Festivais. Ano passado os caras aprovaram e captaram uma grana preta, que bancariam por volta de vinte festivais. No papel é tudo lindo e maravilhoso e perfeito. A força da rede foi propagada aos quatro cantos do facebook (rsrsrsrs) mas as informações que chegam é que na verdade teve coletivo que não viu a cor do dinheiro e a maioria da grana foi pro festival Goma e pra Casa FDE Belo Horizonte. Quem está assinando esses recibos de quanto é o valor, se o projeto contemplava 20 festivais mas a grana não foi distribuída e não tem recibo de fornecedor? Onde está o caixa coletivo na hora de os coletivos que engrossam o caldo das ações do FDE serem pagos pelas ações que eles realizam em nome do FDE? Pablo Capilé e Tales Lopes sabem a resposta mas nunca virão aqui dar a real. Se vierem, vão vir com discurso ensaiado, cheio de frufru mas sem objetividade. É bem típico deles. Assim como é típico deixar que sub-alternos façam a linha de frente pra levar porrada enquanto eles mandam recadinho pelo Face. O Capilé já conseguiu comprar um escudinho de adamantium pra ele, mas a maioria desses 2000 iludidos ainda estão com o escudinho de papelão que ele adora falar pra contar a história dos primórdios do Cubo Mágico.

      3) Quando um casal deu uma trepadinha e fez o primeiro filho dentro do FDE, nos idos finais de 2010, antes de abrirem a Casa Fora do Eixo São Paulo, a primeira atitude foi dar um choque pesadelo nos dois. Não era prioridade da rede sustentar criança produzida sem o consentimento do caixa coletivo às vésperas de alugarem uma casa de 4000 reais em sampa. A segunda foi expulsar da Casa Fora do Eixo São Paulo (quando descobriram eles já estavam morando lá). A terceira foi realocá-los num casebre na área serrana do RJ. Até esse pessoal entender que as pessoas se apaixonam e fazem filhos é algo normal! Só que como discurso ensaiado fica sendo ressignificado todo dia e massificado dentro da própria rede, é como se novas verdades substituíssem as velhas, e todo mundo faz vista grossa. Agora a gurizada fde é discurso pronto e ensaiado. O muleque é coletivo, filho de todo mundo. Coitadinha da criança sendo usada como instrumento de publicidade institucional.

      Muitos podem dizer iludidos dos discursos inflamados e apaixonados de Pablo Capilé que “só entende quem tá dentro”, que o pós-rancor vai além disso tudo. Vocês são ovelhas. Um dia a verdade aparece, como foi comigo, e só de saber disso me dá ainda mais nojo dos que sabem da pilantragem e nada fazem. É mais confortável do que levar um choque pesadelo, do que ficar sem o carro que a mamãe deu e que agora faz parte do caixa coletivo e que já era, não vão devolver.

    • tabita

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      fev 25, 2013

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      fdE gospel?… Pra mim faz todo o sentido. A Bola de Neve é um racha (como outros por aí) da Renascer em Cristo, igreja-empresa muito inovadora no que diz respeito à disputa por um mercado dinâmico de produtos e marcas. Na verdade foram eles que dinamizaram esse setor, a partir dos anos 80: foram pioneiros na coisa das grandes gravadoras e das grandes bandas de rock comerciais do “ramo” gospel; também lançaram os primeiros grupos de reggae, rap e outros estilos gospel; organizaram os primeiros grandes festivais como o S.O.S. da Vida etc etc. São milionários. Lembremos os donos da Renascer, “barrados no baile” nos EUA, cheios de dólares não-declarados escondidinhos na Bíblia.

    • Cansei de Bate-Boca com laranja do FdE

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      fev 25, 2013

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      Pós-rancor????
      Peraí!!!
      Existe rancor sim. E existe sim rancor em São Paulo e existe rancor no Rio, em Cuiabá, em Belo Horizonte, em Recife, em Salvador, em Porto Alegre e no país inteiro.
      Os caras já lesaram até os hermanos da América Latina.
      Existe rancor sim, porque aqui ninguém é palhaço!
      Porque essa falcatrua só é defendida por produtor cultural bandido, por artista refém, por político corrupto, por empresa sonegadora de impostos e por máquinas públicas despreparadas.
      Existe muito rancor!
      Existe rancor de uma classe artística explorada e difamada.
      De um mercado inteiro de contra-cultura destruído.
      De movimentos sociais legítimos sendo usurpados e dissolvidos.
      De agentes digitais empregados (sem remuneração) para panfletagem e bandeira política no sequestro da verba pública.
      Existe muito rancor.
      Rancor de ataques pessoais, de difamação moral e até de ameaça de morte.
      Existe rancor a saltar os olhos.
      Do playboy ambicioso que perdeu todo dinheiro, ao mano da periferia que já nasceu esperto.
      Do artista de 30 anos de palco, ao carinha com o primeiro disco na mão.
      Rancor, meus senhores, não falta.
      Não falta rancor na música independente e não falta rancor dos movimentos políticos culturais legítimos.

      O troco do Cubo Card é RANCOR. O saldo dessa triste história, também.

      Também não falta denúncia.
      Denúncias feitas pelo mercado musical independente da apropriação da máquina pública em seu nome para o sequestro de editais de incentivo público e privado. E denúncia dos movimentos sociais, de Pontos de Cultura, de Comunidade Digital, de Imprensa Alternativa, do mesmo grau de gravidade, também não faltam.
      Tem a sociedade civil aqui organizada em diversas frentes pra denunciar o escândalo.
      Tem tráfico de influência, tem aparelhamento político com verba pública e tem apropriação de máquina pública em benefício do mercado privado.
      Tem a representatividade do setor privado lá dentro da máquina do Estado, desviando toda a verba para benefício próprio e para a colocação de políticos selecionados nas câmaras municipais, estaduais e federais que facilitam e legitimam o esquema de desvio auto-sustentável.

      Dos 2.000 colaboradores, meus senhores, podemos apostar que 1900 não existem. São virtuais e virulentos.
      É uma máquina fantasma operada por um salafrário chamado Capilé.
      O cara não é só covarde, quando se esconde atrás das donzelas da casa, ou de dois ou três gatos-pingados bem pagos pra isso. Ele é sabonete como qualquer rato.
      Se cerca de gente alinhada, rica, ambiciosa e mal-intencionada.
      Paga em cash jornalistas, articuladores de campanha e veículos de grande porte do país.
      Mas é difícil agarrar esse sabonete no rancor.
      Desde 2010, já se sabia que se a grana faltasse pro combustível do grupo, a casa caia e a gente varria essa sujeira pra lata de lixo, sem reciclagem – tudo o que veio com essa história porca de circuito teria que ir pro lixo. Os cabeças, bom se fossem pra cadeia.
      Acontece, manos, que sabemos que muito inocente vai ter que pagar de indiciado nessa lama.
      Vão pegar os CNPJotados. E o sabonete vai escorregar de novo.
      O que mais esse bando teme?
      PERDER A BOLADA!!!
      Grudar no Haddad agora é urgência. Manda esse Juca pros quinto porque é ele quem tá trazendo a quadrilha pra dentro. Ele tá legitimando esse sequestro da Sec. de Cultura de São Paulo. Fez o mesmo quando tava no MinC. Manda o Juca pastar #foraJuca.
      Tenho certeza que os descontentes, os lesados, os rancorosos todos daqui, são muito mais numerosos que os colaboradores fictícios do esquema.
      Ué, não conseguiram infernizar ministro no início de Governo Dilma? Tirar Sec. de Cultura de São Paulo é fichinha…

      O povo do PT que tá deixando isso correr é um bando de idiota.
      Como não tem assessor que diga pra Dilma fugir daquela foto?
      O PT tá muito mal servido de assessoria. A Marta, como é que não percebeu que vai cortar dobrado com Juca em São Paulo?
      O grosso dessa quadrilha vem das verbas públicas de Cultura. Então, fechem a torneira, minha gente…
      Mas não adianta. Pra fechar tem que correr com o Juca dai.
      A outra parte gorda da grana vem do empresariado. Empresa adora NF. Empresa adora sonegar… E só tá podendo fazer essa trapaça porque as Leis de Incentivo permitem. Tem a contra-partida que é mais fictícia que cubo card, tem os abatimentos fiscais por iniciativas em projetos sócio-ambientais… agora tão metendo a mão na mina. Vão salvar índios, a floresta, os rios… Mas esse é problema dos ambientalistas… que venha também o rancor dos ambientalistas que já tão acordando pro desastre ambiental e fiscal.

      Rancor não falta, denúncia não falta e prioridade não falta.
      Abrir uma CPI do FdE vai levar até ex-presidente da UNE pro cadeião. Vai levar senador, deputado, vereador e agentes culturais laranjas.
      Vai pressionar patrocinadores como Vale e Petrobras a cancelarem os contratos de patrocínio com o esquema. O que uma boa CPI não faz? O resto, a campanha, deixa com nóis na rede.
      Uma classe inteira que não aguenta mais tanto rancor que sente, vai saber agir com todo ele, sem dó.

      Avisar a cúpula do PT em São Paulo que a chapa vai esquentar é boa tática pra fazer malandro escorrer pelo ladrão.

      Os caras ganharam até hoje de todo mundo, de lavada, com malícia e ‘choque-pesadelo’. Hora da galera aqui juntar rancor e malícia e arregaçar as mangas.
      Dar bola nem gramática pra esses laranjas.
      Vambora fazer um belo manifesto que rode a web e que chegue na grande mídia. Assim se alcança o MP.
      O manifesto deve exigir do poder público respostas para estas 3 perguntas fundamentais:
      Quais classes artísticas legitimam a ação desse grupo?
      (Eu não legitimei Capilé nenhum pra falar por mim).
      Quem são esses caras?
      Onde foi parar a verba pública para cultura nos últimos 5 anos?

      Não é segredo pra ninguém, porque os cabeças do esquema não querem vir aqui no PP falar. Responder às perguntas ‘básicas’… mas o poder público agora, tem a obrigação de responder.

      A hora é essa.
      Botar o PT na parede e perguntar: que p#rra é essa?

      Garanto que a resposta vai chegar rapidinho.

      Nem todos os artistas tem experiência na política para fazer valer estas denúncias e estas ações urgentes. A gente entende de arranjo, de afinação, de projeto pessoal e olhe lá…
      O PP ajudou a reunir aqui artistas e movimentos com essa legitimidade. E isso é uma coisa que não deve ser menosprezada. Matérias distribuídas em vários veículos digitais nos últimos 2 anos, acabaram trazendo todos para estes artigos do PP. Hora de aproveitarmos disso.

      Quando o Capilé pediu arrego e pediu pra todo mundo ajudar a construir o ‘sonho’ dele, todo mundo embarcou.
      Com o mesmo entusiasmo, é hora da galera toda se reunir pra acordar desse pesadelo.

      Peço desculpas por usar de pseudônimo, mas é que não tô afim de começar o ano com essa pressão que bem conheço dos caras. Não vou ficar aqui pagando de bate-boca que só desvia o assunto do sério. Coragem nunca me faltou, mas já me fartei dessa baixaria com o FdE.
      Quero providência e me coloco à disposição no que puder fazer para que essas denúncias cheguem aonde precisam chegar. Pago minha passagem/estadia/alimentação pra isso. Quando vir as providências legais sendo encaminhadas, garanto que vou estar numa das primeiras linhas de assinatura.
      Então, hora da gente começar nossa articulação.
      No mais, parabéns pelos artigos e, principalmente, pela coragem dos depoimentos nos espaços de comentários. Alguma coisa começou a mudar com isso.
      Os caras fazem cara de terrorista, mas não têm escudo que valha. Quem banca não quer ficar queimado e tá saindo fora. Quem tá ligado já sacou que os caras tão correndo que nem galinha do abate, estes dias. Hora da canja, pessoal.
      Jogar fora o rancor e trazer pra articulação, atitude – tô dentro.

    • Marconi

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      fev 25, 2013

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      Pessoal

      vcs perceberam uma coisa? O Juca Ferreira fala que “não acredita em política pública feita em gabinete”, mas a gente só vê foto do Capilé em gabinete com gente importante, festinhas com bacanas.
      To achando que a política pública já ta decidida, e nós só estmos indo lá pra referendar.

    • Spider

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      fev 25, 2013

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      Acho que todo mundo tá boiando no assunto, como se o Fora do Eixo fosse a “REDE”. Isso é apenas a ponta do iceberg.

    • João Bolaum

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      fev 26, 2013

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      Para o propósito de uma terceira parte, por favor, não deixem de ler essa entrevista:

      http://www.rockemgeral.com.br/2011/04/26/nos-eixos/

      O sujeito (Talles Lopes) é um dos “cabeças” do FdE. Seleciono um trecho para aguçar o interesse:

      “O movimento Fora do Eixo nasce junto com a ABRAFIN, por entender que era necessário construir um movimento mais amplo na música e cultura brasileira, já que uma entidade focada nos interesses dos festivais, até por uma questão estatutária, não poderia e não conseguiria dar conta de todo o espectro da música e da cultura no Brasil. Contudo, o Fora do Eixo sempre esteve presente na ABRAFIN, num primeiro momento com produtores de festivais filiados, e num segundo momento ocupando cargos na gestão da entidade. (…) o Fora do Eixo é um processo de formação de gestores não apenas para a ABRAFIN, mas para qualquer associação ou entidade que tenha um fim público e não privado, e esta ocupação de espaço vem acontecendo em diferentes campos. Hoje diversos quadros que passaram pelo processo de formação do Fora do Eixo ocupam espaço no poder público e em outras associações. (…) Temos dezenas de quadros do Fora do Eixo em conselhos municipais e estaduais de Cultura e de Economia Solidária, em cargos em associações municipais e estaduais, em Programas Públicos como o Música Minas, ou seja, o trabalho de formação política do Fora do Eixo capacita as pessoas a entenderem melhor o setor público e a iniciativa associativa.”

      “TERCEIRO SETOR” – GESTORES – POLITICAS “PÚBLICAS”…

    • Fernando Henrique

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      fev 26, 2013

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      Alguns fatos tem chamado minha atenção neste debate, e principalmente nos comentários. Debater transparência e alternativas tanto para a cultura quanto para a sociedade brasileira são fundamentais, mas não acredito que a forma que o Passa Palavra encontrou pra fazer seja a mais apropriada.

      1) Questionar transparencia de um grupo, quando nem ao menos se assina os textos e deixa claro quem está acusando é muito complicado. Pior ainda, quando as fontes também não são reveladas. Aqui tem se falado muito em pessoas que sairam do Fora do Eixo e apontam a fundamentação para as criticas. Mas quem são estas pessoas? Pq elas não estão aqui comentando e assinando seus posts? Será que o FDE é uma força tão grande ao ponto de deixar estas pessoas inseguras para se posicionar.

      2) Apontar denuncias serias de mal uso de recurso público, sem também apresentar provas e fatos é bastante complicado. Quais são os projetos a que se referem? Qual o valor destes recursos? Como eles são utilizados? Pelo que acompanho do meio cultural, editais publicos e leis de incentivo são a forma adotada por quase todos os produtores, e com resultados muito menos transparentes e efetivos do que o FDE apresenta. Aposto que só o Rock in Rio utilizou mais recurso público do que todos os coletivos do FDE até hoje, e não vejo ninguém questionar isso, da mesma forma que não vejo ninguem questionar com veemência os artistas consagrados que fazem uso do recurso público via Lei Rouanet.

      Me preocupa muito quando um site, ou grupo de pessoas, em nome da defesa de uma esquerda revolucionária passa a perseguir um grupo de pessoas que simplesmente começaram a fazer algo, e ampliar suas ações e resultados. Isso aqui tá mais parecendo uma luta pelo rotulo de revolucionario do que efetivamente uma luta pela transformação da sociedade. Ou onde estão as alternativas e outras experiências que podem servir como referencia para este ideal de esquerda que o Passa Palavra aqui se coloca como bastião?

      As pessoas não precisam concordar com a forma do FDE fazer as coisas, da mesma forma que não precisamos concordar com a forma que as comunidades indigenas vivem, mas este tipo de ataque sem consistencia ou provas me parece mais fruto da incapacidade de fazer algo, ou da indisposição em construir coisas coletivamente do que qualquer outra coisa. E isso fica mais evidente, quando se critica a aproximação do FDE com outros movimentos sociais. Será que isso não está acontecendo justamente pq o FDE não fica nesta luta sectaria e tem disposição a dialogar, e mais do que isso, a colocar sua força de trabalho a serviço dos demais?

      A prova deste absurdo aqui colocado, é que conquistas comemoradas no Brasil todo por pessoas progressistas e ligadas a cultura, como a nomeação de Juca Ferreira para Secretaria de Cultura de São Paulo, passam a ser questionadas simplesmente para tentar desqualificar um movimento, que até agora só fez trabalhar, ser propositivo, ocupar o seu espaço e ser extremamente transparente em expor cotidianamente suas ações. Todas as fotos, e citações do texto só existem pq são buscadas nas próprias fontes do FDE, até mesmo pq, se os textos nem são assinados, não pode se dizer que existe uma pesquisa ou reportagem aqui. Enquanto todo mundo que trabalha com cultura no Brasil, gostaria de ver Juca Ferreira a frente da secretaria de cultura de sua cidade, os grandes esquerdistas do mundo, aqui presentes apenas sobre o nome de Passa Palavra apontam seu dedo em riste para que possa no silencio de suas casas, ostentar o titulo de unicos revolucionarios de plantão. Na boa, acho que tá na hora desta esquerda deixar de ficar olhando para o companheiro ao lado como inimigo e criar formas mais efetivas de mudar esta realidade, ou assumir definitivamente que prefere uma cidade governada por Kassabs e Serras, ou ao menos terem a dignidade de mostrarem seus rostos, como todos os dias a galera do Fora do Eixo tem feito Brasil afora!!!

    • Leo Vinicius

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      fev 26, 2013

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      Fernando Henrique,

      Em qual texto do Passa palavra você leu uma cobrança de transparência?

      Não li isso em nenhum dos textos. Os textos não discutem moralidade com verbas públicas ou privadas. O texto discute que o FdE é uma empresa ou empreendimento capitalista. E tenta desfazer justamente aquilo que você, com seu comentário, também tenta fazer crer: que o FdE seria um movimento social ou algo de esquerda.

      Não existe empresa capitalista de esquerda!

      Você acha que se deve ficar calado quando um empreendimento capitalista veste roupa de movimento social de esquerda?

    • |

      fev 26, 2013

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      Fernando Henrique, acho que sua avaliação parte da mesma premissa de outros comentadores pró-FDE: a de que o Passa Palavra estaria cobrando transparência. E querem ver entre esta cobrança de transparência e o material usado para a preparação destes artigos uma contradição.

      Bom, quanto a alguns aspectos o FDE é transparente, ao ponto de permitir acesso a dados e mídias fundamentais para que o coletivo do PP preparasse e publicasse este artigo e outros anteriores. Isto é um primeiro fato.

      Um segundo fato é que, pelo que li nas duas partes deste artigo, não há cobranças de falta de transparência, nem sequer acusações quanto a qualquer opacidade. Basta ler. Ou insistir em se defender de uma acusação que não foi feita para depois usá-la como desculpa para “retribuir” com acusações, estas sim, baixas.

      Um terceiro fato é que os dois artigos não criticam o FDE por “fazer” alguma coisa. Ainda não inventaram qualquer proibição jurídica para que o FDE faça o que faz. (Se o que é juridicamente permitido é ou não criticável sob os pontos de vista ético e moral, isto é outra questão.)

      Agora, há um outro fato que nenhum dos comentadores pró-FDE conseguiu contestar.

      Todo o “poder-fazer” do FDE tem consequências. É assim com qualquer ação: se estou no trabalho, não estou com meus filhos; se estou trabalhando na rua e não no escritório, não posso atender telefonemas feitos para o escritório; e por aí vai. Se escolho, privilegio uma ação em detrimento de outras, privilegio minha presença num espaço em detrimento de outros, privilegio um determinado uso de meu tempo em detrimento de outros, privilegio me relacionar com tais ou quais pessoas em detrimento de outras. E dentro daquilo que escolhi, tudo o que faço tem também suas consequências.

      Pelo que entendi, o artigo do PP foca nas consequências das ações do FDE, e não em qualquer “intransparência”, “corrupção” ou coisas do tipo. E as consequências apontadas, pelo que entendi, são as que comentei acima: branding e cool hunting, duas formas de ação bastante características de uma forma renovada de ação de empresas capitalistas.

      Sem falar no fato, este também incontestável, que as ações do FDE têm sido fundamentais para o processo de gentrificação do centro de São Paulo, resultado este muito bem aproveitado pelos especuladores imobiliários de plantão.

      Aí, dentro das escolhas do FDE, é de se perguntar, esperando respostas:

      (a) Em quê a ação cultural — e, por consequência, política — do FDE e seus parceiros têm contribuído para as lutas pela permanência de moradores de rua e de movimentos de luta por moradia nas regiões centrais da cidade?

      (b) Se é verdade que o FDE tem capacidade para colocar gente em conselhos de cultura pelo país inteiro — e não duvido disso, pois não são poucas as empresas que têm representação em conselhos de políticas públicas — estes conselheiros têm feito alguma coisa para contrariar as práticas corporativistas tradicionais nestes espaços? (Dei exemplos desta prática, em outro setor, aqui: http://passapalavra.info/?p=54173)

      Estes são alguns dos fatos que incomodam, entre outros tantos. E que exigem atenção por parte de toda a esquerda, inclusive daquela que apoia o FDE.

    • Mosca

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      fev 26, 2013

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      Fernando Henrique, sobre sua pergunta:

      “Será que o FDE é uma força tão grande ao ponto de deixar estas pessoas inseguras para se posicionar.”

      A resposta é sim.

      Obrigada.

    • Rodrigo Fonseca

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      fev 26, 2013

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      Minha dúvida é se na Lapa, e no Centro do Rio de Janeiro, de um modo geral, este mesmo processo de “gentrificação” – facilitado antes por um sucesso de espaços de entretenimento mais descolado, que chamam a atenção pra áreas urbanas decadentes – acontece apenas pelas vias de ação dos velhos capitalistas de sempre ou contam, como em São Paulo, com esse novo empresariado 2.0 e ativista. Se eles existem (desconfio que não), quem seriam esses capitalistas “mais legais” atuantes no Centro do Rio? O Perfeito Fortuna e a Maria Juçá?

    • Marta

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      fev 26, 2013

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      mostrar o rosto ? Meu caro FErnando Henrique… tenho certeza absoluta que vc já ouviu muito sobre tudo o que esta sendo debatido aqui. Tenho certeza que já participou de muitas discussões sobre o modelo do Fora do Eixo, e que já ouviu vários relatos… Acreditamos sim que podemos ter uma força revolucionária neste país. Agora, lutaremos também para que esta força não seja ressignificada para encher o bolso e o ego de meia duzia de playboys… que se autointitularam gestores de redes dos movimentos dos movimentos.

      2- E se voce realmente leu o que foi posto aqui muitas pessoas não se identificam porque choque e pesadelo é pratica de tortura.Porque isto invalidaria o debate ? O que invalida o debate na minha opinião é consentir que esta nova ditadura das narrativas continue surrupiando mentes, bolsos e corações. E ainda dizer -se movimento em prol da revolução…

      3- Nao sou do Passa Palavra, não sou grande esquerdista, muito menos a unica revolucionaria de plantão. Sou mais uma que sonha e luta. E de verdade. Apenas, não preciso e nem faço disso uma campanha de mkt. E muito menos batizo de revolucao a minha campanha usurpadora

      4- É justamente sobre isto que estamos berrando: o FDE não é o companheiro ao lado. Não nos interessa sequer o dialogo. Não tem esse papinho de dar a mao ao companheiro. E impressionante justamente esta postura de uma moçada boa que é bastante conivente com a moçada choque e pesadelo… e tão lá, militando pela comissão da verdade. ESTE É NOSSO TEMPO, ESTA É NOSSA COMISSÃO DA VERDADE

      5- quando vc cita o “ABSURDO aqui colocado”. Saia nas ruas, saia do eixo… enfrente a realidade e você vai ver que não tem nenhum absurdo aqui colocado. Quando vi a notícia sobre a Secretaria de cultura de SP pensei, “nossa vai ser a secretaria do Capilé”. Achei muito sagaz o Passa Palavra fazer justamente a mesma leitura !

      6 – O que mais me orgulha é que aqui neste blog tanto nos textos como entre comentaristas percebo a integridade, sede de justiça, dignidade, … querer desqualificar o Passa Palavra porque não se identificam,não só é improcedente como lhe dou as boas-vindas a era Anynomous

      7- Me impressiona que a maioria das pessoas que consideram normal a picaretagem que é o fora do Eixo seja playboy travestido de gestor cultural, bla bla bla… E me impressiona que relatos, dados (dezenas de milhoes captados, informados na propria pagina no FDE, portanto sim isto é uma reportagem) sejam insignificantes, ou que vocês apoiadores vanguardistas do Capilé não leiam os dados do próprio FDE…

    • Ricardo

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      fev 26, 2013

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      Fernando Henrique,

      Fico aqui pensando quantos “Fernandos Henriques” existem… quantos “Ricardos”, quantas “Martas”, quantos “Manolos”… o ponto de ser anonimo ou não é o ponto aqui. O ponto é: não dá para ser anarco-socialista no discurso, e capitalista pós-fordista e pós-moderno na prática. Esta é, grosso modo, a relevante crítica do Passa Palavra.

      O texto do Passa Palavra não falou em transparência, mas eu e outros comentaristas falamos em transparência e parece ser este um ponto que muito incomoda a FDE e seus defensores, a ponto de vocês virem aqui martelar isto. Pois bem, continuarei falando em transparência por que quero entender a matemática da FDE. Não há mal nenhum em se ter e querer transparência.

      Repito: os textos do Passa Palavra não falaram em transparência, mas a proposta minha e de alguns comentaristas – de que a FDE seja mais transparente – decorre justamente dos pertinentes questionamentos levantados pelos textos do Passa Palavra. Não há provas de nenhum tipo de corrupção, mas há indícios. Desfaçam então esses indícios. Sejam claros. Se não há com o que se preocuparem, por que os líderes da FDE não aparecem aqui para serem transparentes em suas respostas às perguntas feitas? E, por favor, sem falácias!

    • Fernando Henrique

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      fev 26, 2013

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      A Patrulha Passa Palavra tá forte mesmo por aqui. Um monte de anonimo, que adora fazer criticas, que adora se defender defensores de movimentos sociais de esquerda e que nem ao menos tem coragem de se identificar. Até parece que vivemos num periodo de ditadura onde não podemos mostrar quem somos, e tem um mosca que diz que o FDE tem força pra impedir as pessoas insatisfeitas com a rede de se posicionarem. Na boa, parece piada isso aqui, mas vou dar mais força a este roteiro de ficção esquerdista, que daqui a pouco vai ligar o FDE as forças sombrias da CIA, pra deixar tudo mais emocionante ainda.

      1) A questão da transparência foi fortemente colocado nos comentarios, inclusive por estes que vem aqui agora dizer que a questão não é essa. Mosca mesmo fez acusações sérias com base em informações sobre projetos, inclusive citando nomes. Fica facil fazer isso atras de pseudônimo de Mosca, sem nenhuma obrigação em apresentar provas. Os editais são publicos, as prestações de contas também e acho que se realmente vcs sabem de alguma coisa levam a público, procurem o MP e denunciem. Mas isso é complicado né, afinal de contas tem que provar e arcar com as consequencias e o mundo de verdade não é este rancho da pamonha aqui.

      2) Sobre a argumentação de não ser um movimento social, e sim uma empresa capitalista, vejo ai dois probleminhas básicos: Primeiro, a distorção conceitual sobre o que é empresa capitalista e movimento social. Uma empresa trabalha com lucro e divisão destes lucros entre sócios. Inclusive sendo uma caracteristica juridica especifica. Pelo que acompanho do modelo do FDE, não parece ser esta a forma de trabalho deles, que inclusive tem caixa coletivo aberto e transparente, coisa que nenhum movimento de esquerda tem conseguido fazer. Taí talvez o que mais pega para os pseudo revolucionarios daqui. Como não conseguem ter uma vidinha alem do mundo capitalista, como não dividem seu salario no dia a dia, como não sabem o real sentido de uma vida comunitaria, preferem atacar quem assim vive pra que seu posto de revolucionario de escritorio, escondido atras de blogs e assembleias esvaziadas não deixe de existir. Então, já que não consigo abrir mão de minha vidinha burguesa para uma real atividade revolucionaria, melhor atacar aqueles que conseguem para não ter que perder meu status revolucionario, com boina do Che Guevara e camiseta do MST. Quanto a movimento social, não trata-se simplesmente do Fora do Eixo ser um Movimento Social, trata-se de ter nascido no Brasil, nos ultimos 10 anos, a partir de experiencias que linkam FDE, Pontos de Cultura, Midialivristas, Hackers, Cineclubistas, Povos de terreiros, indigenas, coletivos de música e artes visuais, e uma série de outros agentes culturais, uma nova possibilidade de se pensar as transformações sociais a partir da cultura. É disso que se trata quando se fala de movimento social das culturas, e não ter uma pesquisa consistente e coerente sobre o atual momento da cultura brasileira é o que faz com que esta distorção surja aqui. Ao atacar o FDE, sem perceber ou não, o Passa Palavra questiona toda a nova cultura brasileira e sua capacidade de se organizar e atuar coletiva e colaborativamente. Para tentar se manter no posto de revolucionario, o Passa Palavra assume uma visão completamente conservadora e atrasada sobre o papel da Cultura no Século XXI, e isso fica claro nos dois textos. Não perceber o papel fundamental e a centralidade da cultura nos processos de mudança social hoje é um erro drastico para quem quer pensar o século XXI e suas mudanças. Mas o que fazer agora que não temos mais um mundo só de fabricas dividido entre patrões e operarios? Reclamar de quem luta pra desenvolver alternativas fora do modelo polarizado do século XX, ou buscar novas alternativas. Parece que aqui as pessoas preferem a primeira opção, reclamar dos outros. No interior, isso pode ser chamado de olho gordo, e acha espada de são jorge pra proteger os jovens do FDE!

      Gostaria muito de ver aqui outras experiencias de caixa coletivo, outras experiencias de ativismo digital e mobilização de ruas, que pudessem fazer este debate sair de um mimimi danado de pessoas que somente se afetam e se movem pelo trabalho dos outros. Isso sim seria bom!!!

    • Fernando Henrique

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      fev 26, 2013

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      Marta, na boa, entender a indicação do Juca Ferreira, um grande militante da cultura brasileira, que participou de luta armada na ditadura, fundou o PV no Brasil, foi vereador em Salvador, secretario executivo do Gilberto Gil no Minc e depois Ministro da Cultura, como a Secretaria de Cultura do Capilé, mostra como vcs entendem e estão lendo de forma racional a situação. Capilé nem tinha nascido e Juca já tava exilado pela ditadura. É muita teoria da conspiração pra pouco problema. São Paulo devia se orgulhar de ter Juca Ferreira na secretaria de cultura, e de tudo que está acontecendo em SP, onde o FDE é um agente importante mas não o único. Mas não, o FDE é o inimigo a ser combatido pelos grandes revolucionarios brasileiros, q nem sabe ao menos o que fazer já que hoje a revolução não é mais apenas fazer uma greve geral. Ah, mas eu tenho uma idéia: que tal vcs criarem um verdadeiro movimento revolucionario: Fora do Fora do Eixo! Só tem uma coisa, para mudar o mundo tem q trabalhar viu, tem que sair de casa, tem que dialogar, tem que conseguir adeptos para suas ideias, colaboradores e tem que disputar o poder real, e infelizmente não dá pra mudar o mundo só reclamando e criminalizando quem tem feito um bom trabalho, e a prova disso é o tempo que vocês estão dedicando a eles!

    • Danilo

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      fev 26, 2013

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      Sobre os perigos e as (con)fusões entre “Arte” e gentrificação, outro exemplo que nos chega agorinha mesmo do Rio de Janeiro. Vejam só:

      COMO SE SE LEGITIMA A GENTRIFICAÇÃO ATRAVÉS DA ARTE?!

      O Museu de Arte do Rio integra o projeto de especulação imobiliária e apagamento de memória do porto, com sabemos.
      Nesse museu, no dia 1 de março, sera lançada a exposição “O abrigo e o terreno” – “Nesta, Herkenhoff dividiu a curadoria com a jovem Clarissa Diniz, para selecionar trabalhos de arte que abordem a questão da moradia. Estão lá obras do grupo Dulcineia Catadora, instalações de Ernesto Neto e até um carro alegórico do coletivo Opavivará! ” Olhem que interessante…artistas que circulam pelos movimentos de moradia, fotografam, gravam em video e depois vão expor em um museu que é um dos simbolos da gentrificação da zona portuária. Para analisarmos como o proprio estado violador de direitos vai construindo sua legitimação com o apoio da jovem elite cultural e artística para planificar a real luta pela moradia. Dizem que a Dilma e uns ministros estarão presentes. (via Rio Distopico)

      http://oglobo.globo.com/cultura/museu-de-arte-do-rio-abre-as-portas-na-proxima-sexta-feira-com-quatro-exposicoes-simultaneas-7659224

    • Leo Vinicius

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      fev 26, 2013

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      O penúltimo comentário do Fernando Henrique (das 22:19) contém uma ilustração perfeita de algo central na primeira parte do texto do PP. A seguinte afirmação de Fernando Henrique reforça da forma mais explícita possível o que foi dito na primeira parte:

      “Ao atacar o FDE, sem perceber ou não, o Passa Palavra questiona toda a nova cultura brasileira e sua capacidade de se organizar e atuar coletiva e colaborativamente.”

      É disso que se trata, se passar como representante de toda uma nova cultura brasielira, capitalizar o fazer de inúmeros grupos e atores: “Pontos de Cultura, Midialivristas, Hackers, Cineclubistas, Povos de terreiros, indigenas, coletivos de música e artes visuais, e uma série de outros agentes culturais”, citando aqueles apontados pelo próprio Fernando Henrique. Como procura mostrar a primeira parte do texto, o FdE extrai valor do fazer de indivíduos e movimentos. Com base nesse capital simbólico, ganha os editais. Uma exploração pos-fordista, que captura fluxos pré-consttuídos.

      E pouco importa como os gestores vão distribuir entre si essa mais-valia, se vão viver em comunidade ou não (“comunismo dos patrões”), pois isso em nada muda a exploração que ocorre. Quando eu tabalhava num banco estatal, minha exploração não era menor pela mais-valia extorquida ir para cofres públicos, assim como não era dos trabalhadores na URSS.

      Por fim, no século XIX está aquele que acha que exploração só se dá nas fábricas. A análise feita nesses dois textos tem como base justamente as formas de exploração pós-fordista, e a cultura e toda atividade humana tendo imediatamente um caráter econômico.

    • Ricardo

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      fev 26, 2013

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      O “demônio” está nos detalhes… Tá bom, os editais são públicos e as prestações de contas também. Que tal então mostrar todos os textos de todos os editais ganhos pela FDE, os valores recebidos ou permitidos para captação, o que foi preenchido nas requisições desses editais, os valores que foram colocados como sendo referentes aos valores a serem pagos aos artistas e, para compararmos, os valores de fato pagos aos artistas X e Y? Que tal?

      Quanto a ser empresa capitalista ou não, um comentarista do primeiro texto do Passa Palavra deu uma bela sugestão: vamos chamar a FDE daqui por diante de Fora do Eixo Corp. ! É mais real e honesto, não acham? Não há mal em ser uma corporação capitalista, afinal esse é o sistema, concorde ou não com ele, lute-se ou não contra ele. O problema aqui é se maquiar de anarco-socialista e ser capitalista ao extremo! Essa é a hipocrisia.

      P.S. Não há essa nova cultura brasileira ao qual o defensor da FDE se referiu. Essa cultura sempre existiu, e passou a set matizada e organizada durante a gestão de Lula. O que ocorre é que a FDE se coloca como a inventora da roda, quando a roda já existia. E agora quer a patente, os lucros e os louros. Só que aqui não há bobos.

      A visão conservadora de cultura na verdade é da FDE, que reproduz o sistema capitalista dentro de suas próprias fronteiras de trabalho, retirando dos indivíduos suas próprias individualidades (coisa que faz o capitalistmo com sucesso, ao transformar-nos todos em consumidores), explorando gratuito e semi gratuito o trabalho de artistas, jornalistas etc, para divulgar a marca FDE e assim expandir suas ações sobre diversas áreas já existentes da cultura, colando sua imagem naquilo que já existia antes mesmo da FDE.

    • Marta

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      fev 27, 2013

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      E só mais uma coisa sobre as ponderações do Fernando Henrique, tem no seu discurso algo de heroismo, de voces “grandes esquerdistas” … poderíamos avançar nisso ? Nesta síndrome de celebridades, nesta urgencia de um “Che”… isto diz um bocado do seu lugar de fala. Parece que o poder é central ai no seu discurso, necessidade de clssificar como o grande, o mais, os supers… nós estamos fora deste eixo. E ai que, mais uma vez,freamos: poder que se apropria de [email protected] pra emponderar a [email protected] é no mínimo injusto.Portanto, combateremos.

    • João Bernardo

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      fev 27, 2013

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      Caro Leo,
      Você diz que está no século XIX quem «acha que exploração só se dá nas fábricas», mas olhe que há excepções, porque Karl Marx, ao enunciar vários exemplos de trabalhadores produtivos, ou seja, produtores de mais-valia, incluiu no elenco os actores, tanto de teatro como de ópera, cantores portanto.

    • |

      fev 27, 2013

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      Notem como Fernando Henrique volta ao mesmo artifício retórico: (a) criar uma acusação que não existe no texto original e acusar os autores do texto por algo que não escreveram; (b) centrar fogo neste ponto e, com base nisto, fazer uma série de acusações aos autores do texto original para desqualificá-los pelo que não disseram. Ele está respondendo aos comentaristas dizendo que responde ao Passa Palavra.

      Sem contar a autoproclamação sectarista, pois para Fernando Henrique qualquer forma de agir no campo da esquerda que não seja aquela pautada pelos métodos do FDE é coisa de “revolucionario de escritorio” vivendo uma “vidinha burguesa”. Devia usar melhor estas capacidades de fazer abrindo uma banquinha de cartomante, pois dizer que todo mundo que escreve aqui é isto ou aquilo é bem coisa de vidente mesmo. Ou de gente que teve os calos pisados e não viu quem pisou.

      Nos únicos pontos em que Fernando Henrique se dedica a falar de alguma coisa que está realmente no texto, ele só confirma as análises. Um exemplo é quando ele, novamente em tom acusatório, diz que “Não perceber o papel fundamental e a centralidade da cultura nos processos de mudança social hoje é um erro drastico para quem quer pensar o século XXI e suas mudanças”.

      Acho que o que acontece aqui é exatamente o contrário: os autores do texto, cuja visão compartilho, tanto percebem com clareza este papel que se dedicaram a entender como ele se integra ao capitalismo e à exploração nele vigente. E identificaram com clareza lapidar processos concretos da apropriação capitalista da cultura por parte do FDE e parceiros.

      Leo Vinícius está certo: tudo isto de que o FDE e seus parceiros se aproveitam já existia antes, e agora jogam a marca por cima e capitalizam em cima disso. Para Fernando Henrique, é como se a cultura brasileira só houvesse começado a sair da “pré-história” dez anos atrás, como se nada houvesse existido antes da gestão Gil-Juca no MinC, como se nunca produtores independentes de cultura houvessem vencido trocentas dificuldades para vencer o bloqueio imposto pela indústria cultural. Sequer a humildade de reconhecer que o FDE não é outra coisa além de um fruto deste processo — fruto degenerado, a meu ver — Fernando Henrique mostra ter. Isto é o branding em seu estado mais puro — um nome mais fashion para um verdadeiro sequestro da história.

      Pode-se até dizer que isto que o FDE e seus parceiros fazem seja promover/produzir cultura. Até aí nada contra, porque é mesmo. Mas daí a dizer que isto é “de esquerda”, “revolucionário”, como Fernando Henrique tentou dizer várias vezes, há uma diferença enorme. Ao contrário do que Fernando Henrique tenta fazer passar, não é preciso ser sociedade por ações, sociedade limitada, empresa individual ou coisa do tipo para tirar lucro, basta ver a carrada de cooperativas de fachada que existem por aí e toda hora são denunciadas ao Ministério Público do Trabalho. Com isto, dá para entender rapidinho que nem sempre empresas precisam ter “cara de empresa” para explorar. E isto é outra das características das novas formas de exploração econômica que o texto original aponta bem.

      Em resumo: Fernando Henrique tenta defender o FDE, mas a cada nova palavra dá mais razão ao texto do Passa Palavra e aos que, como eu, concordam com a análise exposta. Sem contar que Fernando Henrique não disse uma palavra sobre as consequências das ações do FDE e parceiros na gentrificação do centro de SP e sobre um possível “diferencial” da atuação dos integrantes do FDE/parceiros em conselhos de políticas públicas. Indo as coisas deste jeito, no dia em que a CIA virar parceira do FDE estamos fodidos.

    • |

      fev 27, 2013

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      Fica cada vez mais claro e evidente o caráter político-partidário do movimento iniciado em Cuiabá. Acho inclusive muito provável uma articulação com a Rede nos próximos meses, a fome com a vontade de poder. E não conseguiram pouca coisa, acho louvável o caráter simbólico dessa conquista. Mas o ponto forte e, ao mesmo tempo, o calcanhar de Aquiles do movimento é exatamente aquilo que de tão óbvio passou batido pelo departamento de marketing de imagem: a ultrapersonalização. Para além do caráter messiânico, centralizador e verticalizado, apesar do discurso da autogestão, o movimento acentua cada vez mais a tendência à intervenção no tecido político social da juventude e fica patente a incapacidade de aprofundamento estético como ensaiaram no início. Uma pena. A relativização absoluta chancelada pelo discurso sociológico da cultura exclui a possibilidade de adensamento estético. De fato nenhum artista foi posicionado na plataforma, nenhuma banda se autosustentou no circuito, nenhuma promessa foi além da auto-projeção, apesar do pragmatismo publicitário com verniz ideológico libertário.
      Mas a imagem que me parece mais próxima para descrever o movimento é a de uma colméia. A dissolução da individualidade no coletivo, onde todos trabalham para sua manutenção, como operários, venerando a abelha rainha, que produz com sua saliva os novos operários na linha de montagem. Somente a abelha rainha se destaca na colméia, premiada pela sua produtividade, pela disseminação da idéia, pela perpetuação do dogma. Messianismo 2.0!

    • Mariana Dias

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      fev 27, 2013

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      É muita falta de informação falar de messianismo 2.0 ao se referir ao FDE, são poucos os movimentos no Brasil com tantas lideranças posicionadas nos mais diversos estados.

      São varias as lideranças nacionais da rede, que são muito fortes em seus estados e que rodam o Brasil trocando repertórios com os mais variados parceiros, cito vários aqui: Otto Ramos, Heluana Quintas, Alexandre Avelar, Karen Cunha, Caio Motta, Michele Andrews, Juca Culatra , Ivan Ferraro, Valeria Cordeiro, Uirá Porã, , Talles Lopes, Debora Bernardes, Lenissa Lenza, Carol Tokuyo, Marielle Ramires, Thiago Dezan, Driade Aguiar, Rafael Vilela, Felipe Altenfelder, Claudia Schulz, Atilio Alencar, Ney Hugo, Daniel Zen, Karla, Ricardo brasileiro, Felipe Carioca, Bianca Lima, Isis Maria, Benjamim =), Atlas Voltan, Marcos nobre Jr, Linha Dura, Michelle Parron, Gabriel Zambon, Luiza Guedes, Daniel Domingues, Nina Magalhães, Gabriel Ruiz, Caiubi Mani, Fernanda Quevedo, Marco ninni, Bruno Torturra, Rayan Lins, Julia Albertoni, Tassio Lopes, Lucas Grilli, Maira Ferrari, João Lucas, Gabriel murilo, Ynaiã Benthroldo, Nando Magalhães, Caique, Gilmar Dantas, Rodolfo Goulart, Leo Santiago, Quique Brown, Fred Maia, Alex Antunes, Claudio Prado, Fred Fiurtado, Bernardo macondo, Cacau, Ana Pessoa, Fabricio Noronha, Kenya Lira, Carol Ruas, Gabriel Cardoso, Manoel Rolla, Laura Morgado, Jessica Miranda, Alejandro, Thais Andrade, Clayton nOBRE, sarah Rodriguez etc etc etc

      Só ai tem uns 100, e posso escrever mais uns mil aqui se quiserem, é so ir no google, ou no facebook e pesquisar sobre cada um deles, o que representam em suas cidades, qual a idade de cada um e qual o trabalho que cada um deles desenvolve.

      Ai pergunta pros povos de terreiro, pra povos indigenas, pros pontos de cultura, pra cineclubes, pra musicos, cineastas, artiss plasticos, jornalistas, pro MST, pros ambientalistas, etc sobre cada um deles. E vai tambem no Amapa, em Porto velho, emMato Grosso, em Manaus, em Belem, em Serrana, em São Carlos, em Porto Alegre, Fortaleza, Joao Pessoa, Minas Gerais, Vitoria, Pernambuco, Goias, Brasilia, Itabirito, Roraima, e todos os outros estados do brasil quem são esses caras.

      Sao pouquíssimos movimentos de cultura que tem conseguido auxiliar na formação de tantas novas lideranças por todo país e vem aqui o Makely, um cidadão que aqui em Minas nao consegue mobilizar nem uma mosca, que é queimado em todo brasil, que só desagrega e não tem nenhuma liderança por perto querer falar em mesianismo 2.0, é muita ignorancia.

      Cita ai as lideranças do Forum de Musica que te respeitam makely, quantas e onde estão? Cita ai quantas lideranças tem a Comum pelo brasil e que se posicionam?

      Desmerecer jovens de todo Brasil, que estão fortalecendo coletivos em todos os estados e sendo liderancas cada vez mais legitimas é uma canalhice, e Makely é PHD nisso, é só vir aqui em minas perguntar.

      Desculpe focar nesse ponto galera, mas sou de minas, acompanho os movimentos e não podia deixar de me posicionar.

    • Passa Palavra

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      fev 27, 2013

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      O coletivo Passa Palavra vê-se de novo obrigado a recordar que, de acordo com nossos princípios de organização interna (http://passapalavra.info/?p=200 ), não publicamos comentários insultuosos.

    • Emanoel Conceição

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      fev 27, 2013

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      É impressão minha ou Mariana Dias está usando os comentários para aplicar um “choque pesadelo” em Makely? Ele (ou ela, sei lá, “Makely” não é um nome com “cara” de homem ou “cara” de mulher) falou que “não conseguiram pouca coisa”, que acha “louvável o caráter simbólico dessa conquista”, mas bastou fazer críticas para ser chamado(a) de desinformado, de PhD em canalhice, que “não consegue mobilizar nem uma mosca”, que “é queimado em todo brasil”, que “só desagrega”, que “não tem nenhuma liderança por perto”. É isso mesmo, produção?

    • Breilla

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      fev 27, 2013

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      Mariana,

      também sou de Minas e destes aí que vc citou, conheço mais da metade, e SÉRIO que vc acha q eles tem o “caráter” de líder que o Pablo faz questão de passar??? SÉRIO?! Cara, já vi vários desses caras, fazendo e dando PÃO COM PRESUNTO E MUSSARELA pro Pablo enquanto este estava sentado em meio a um círculo de jovens ávidos por ouvir suas estratégias. Ovelhas, cada uma com sua carência e interesse chucro.

      Além desse, poderia contar INÚMEROS casos de abuso moral. E aos que batem na tecla do anonimato, revelo meu nome sem medo algum. Inclusive, o Pablo me conhece e acredito se vcs perguntarem a ele sobre mim, tecerá vários “elogios” HAUHAUHAUHUAHUA. Mas tudo bem, referencial de integridade sempre muda de pessoa pra pessoa, né, Mundo?!

      Enfim, não gostaria de recorrer a esses relatos pois envolvem outras pessoas, que talvez, ao contrário de mim, tenha receio de revelar o nome. Mas uma coisa eu pergunto: que que essa molecada pode fazer, gente?!! NOS MATAR???? hauhauhuahuahuhahah ou processar?!

      Se for esse último, o caso, seria um prazer rebater. Com certeza, estaria MUITO BEM servida. :D

      P.S: citar uma criança de menos de 06 meses como “líder” é no mínimo FOFO!

    • Pablo Castro

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      fev 27, 2013

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      Impressionante a virulência da tropa-de-choque FDE na desqualificação agressiva de qualquer um que bote a cara pra fazer alguma crítica consistente. O Makely tem um currículo que dispensa comentários : além de sua militância política, fundador do Fórum da Música Minas, do Fórum Nacional da Música, do cooperativismo como alternativa à organização do setor, é , pra quem não conhece seu trabalho, um dos maiores, se não o maior letrista de sua geração, não apenas em Minas, onde tem papel central na revigoração da cena cancional, mas no país, com mais de 70 músicas gravadas entre seus trabalhos fonográficos e parcerias. Além disso é poeta de alta extirpe, já tendo publicado dois livros, editor da revista de Antropofagia, lançou , ao meu lado, o disco A Outra Cidade que é referência do que se faz de realmente novo em música popular nesse início de século, e , dentre suas últimas realizações, está o trajeto que fez de bicicleta no caminho do Grande Sertão Veredas.

      Agora, se alguém conseguir apresentar um trabalho, apenas um trabalho estético dentro do campo musical que chegue aos pés de suas realizações dentro do F-D-E, juro que faço uma estátua do Pablo Capilé na minha varanda.

      A FDE não se preocupa com Cultura, que é apenas um trampolim para ambições menos confessáveis. Além do engodo vendido a bandas de rock espalhadas pelo país afora, em troca de um espaço mínimo não-remunerado em festivais que não têm, via de regra, nenhum conceito ou recorte específico que seja algo mais do que um ” Grito Rock” ( ícone de uma música que nem é brasileira) , a discussão “cultural” do F_D_E resume-se a um proselitismo esponteneísta não muito distante de religiões evangélicas, um culto à personalidade de um messias, uma completa indiferença a qualquer conteúdo cultural que seja , de alguma forma, realmente transformador, antes usando toda essa pulsão cultural como instrumento de poder e “hackeamento” de fundos de financiamento, sobretudo públicos, para um eterno crescimento dessa empresa-partido-seita em direção a sabe-se lá o que .

      Qualquer idéia de contestação ao Eixo já vai imediatamente por terra na estratégia de fincar bandeira em São Paulo ( onde tem muito dinheiro) , ou na própria campanha patética pela indicação ao Oscar de um filme logo do ícone do cinema brasileiro Globo Filmes Selton Mello. Daqui a pouco vão citar o Selton Mello como quadro posicionado do FDE.

      Além do desvendamento do real funcionamento capitalista do “movimento”, bem descrito pelo texto do Passa Palavra, cabe ressaltar que ao FDE interessa manter uma miríade de manifestações culturais , sejam ela em música ou não, perdidas nesse culto à personalidade , sem nenhum impacto maior ou acesso maior a um público maior… pelo contrário, as bandas são as abelhas da colméia, cuja única função é alimentar a abelha-rainha.

    • Fernando Henrique

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      fev 27, 2013

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      Já que a conversa caminhou para o legado artistico e os resultados conseguidos pelo Fora do Eixo neste sentido, como colocaram Makely e Pablo Castro, sugiro a leitura de um texto que saiu ontem, de Anderson Foca: http://dosol.com.br/artigo-o-ouro-acabou-a-criacao-artistica-esta-se-popularizando-ainda-bem/

      Acho que ele fala muito sobre a produção artistica em nosso tempo. Além disso, sugiro aos demais defensores da ineficácia do FDE e seu messianismo que busquem analisar o mercado musical brasileiro nos dias de hoje, sem o olhar contaminado pelo mainstream. Tem muita banda sobrevivendo, discos sendo lançados, festivais nascendo e somos um dos mercados independentes em ascendência em todo o mundo. Isso é real!!!

      Quanto aos argumentos colocados sobre a exploração que o FDE faz das narrativas, eu percebo mais uma vez um conservadorismo imenso na avaliação. Primeiro: que mundo é este que os capitais simbolicos são fixos e proprietários? Esta lógica de que o FDE se apropria reproduz uma visão de Copyright, como se não fosse um processo dinamico e que numa nova lógica os movimentos se hackeam e trocam capital simbólico para ganharem força. Acreditar que todos os movimentos são explorados é um equivoco enorme que não leva em consideração um ponto central:

      O Fora do Eixo é uma rede distribuida em todo o territorio nacional e tem muito o que oferecer aos movimentos. Disponibilizar sua força de trabalho para a troca é o que faz que os Movimentos se aproximem, e não o contrário. Ter duas mil pessoas no Brasil todo, com um poderoso arsenal de comunicação, é um ativo que interessa a todos as bandeiras, e podem ter certeza que estes movimentos tem consciência disso e que assim, não trata-se de exploração mas de uma troca justa entre ativos que juntos podem potencializar mais as bandeiras de lutas colocadas por estes movimentos. Por isso, o argumento de expropriação não cabe e não se justifica.

      O grande erro em muitas observações feitas aqui, é que elas normalmente partem de conceitos e modelos que não conseguem explicar uma nova realidade cultural, que o FDE é hoje uma de suas maiores expressões. A personalização que tenta ser feita, assim como o argumento da exploração não se sustentam quando você vai conhecer de perto o que o FDE faz, e as pessoas que formam a rede. Quando vc faz isso, como os supostos movimentos impiedosamente explorados pelo FDE buscam fazer, eles encontram pessoas abertas, conscientes e dispostas a contribuir com sua luta, sem que isso seja feito pelo principio do mercado, e por isso todos eles se abrem também para uma construção narrativa mais abrangente, e não se sentem lezados, pq sabem que a troca é justa e baseada em valores que são compartilhados. Ou vcs acham que os Povos de Terreiro e suas lideranças são pobre coitados que ingenuamente estão sendo enganados pelo FDE. Ou os povos indigenas? Ou os pontos de cultura? Ou o MST? Esta visão na verdade expõe o preconceito e a visão conservadora daqueles que não acreditam na possibilidade de empoderamento e tomada de decisões de grupos que até pouco tempo atras eram marginalizados. Não tem mais coitadinho explorado e tem muita gente se ajudando e trocando seus capitais simbólicos sem protecionismo! Eu acho que olhar assim é mais justo com todos os citados.

      Já disse acima, e vou repetir: Tá na hora de sairmos de um mimimi generalizado, onde um monte de sabe tudo sobre os outros, julga e critica, mas não apresenta alternativa, não traz outras formas de agir, nem novas experiências pra somar. Tenho certeza que todos os coitados movimentos explorados, e inclusive o FDE, teriam muita disposição a trocar experiências com estas outras ações. Entender que estamos na era do Dialogo, do E, ao invés do OU, é uma das diferenças do FDE, que inclusive não vê problema algum com a utilização por parte dos outros movimentos de sua narrativa. Avaliar práticas de codigo aberto a partir da lógica copyright não funciona amigos. O Windowns não roda no Ubuntu!!!

    • Marina Silva

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      fev 27, 2013

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      Anotem aí, Fernando Henrique é Pablo Capilé.

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      fev 27, 2013

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      Mais uma vez:

      “Em resumo: Fernando Henrique tenta defender o FDE, mas a cada nova palavra dá mais razão ao texto do Passa Palavra e aos que, como eu, concordam com a análise exposta. Sem contar que Fernando Henrique não disse uma palavra sobre as consequências das ações do FDE e parceiros na gentrificação do centro de SP e sobre um possível “diferencial” da atuação dos integrantes do FDE/parceiros em conselhos de políticas públicas.”

      E a propósito, Windows roda no Ubuntu sim. Faço isso o tempo inteiro. Nem na metáfora as ligações entre as novas formas de exploração no setor cognitivo do capitalismo conseguem se separar das antigas.

    • Breilla

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      fev 28, 2013

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      “Fernando Henrique”,

      Mas é justamente isso que eu não entendo no discurso do FDE. Como submeter uma ação (e avaliação) tendo como base o capital simbólico sem compreender a IMENSA GAMA DE VARIÁVEIS que estão embricadas antes de sua construção, PAI?!!!!

      Vamos lá. Capital simbólico é basicamente semelhante ao capital social, ou seja, não se faz por fichas monetárias e sim simbólicas. Nesse caso, o capital simbólico, tendo como característica fundante àquelas do capital social se baseia em informação (e consecutivamente na confiança de sua troca). A informação se dá também mediante um monte de variáveis, mas as principais delas são as liberdades políticas e substantivas (essa última tange à subsistência do homem). Dá pra entender que essas liberdades são VARIÁVEIS de indivíduo para indivíduo ou de grupo social para grupo social devido ao seu contexto (que neste caso é formado basicamente pelos “instrumentos” que os cercam)??? Por mais lindo que seria, não vivemos em um mundo de iguais acessos, por isso não garantimos por igual a recepção de informação, consequentemente não podemos trocar por igual nesse circulozinho de “capital simbólico”. Isto é uma falácia! Capital simbólico funciona dentro de círculos de interesse privado, onde as pessoas têm igualmente as capacidades, instrumentos e interesses orientados para fazer essa troca, compreende?

      Usar o discurso do capital simbólico do jeito que o FDE nada mais é que a resignificação (já que vcs adoram esse termo, lá vai) de um discurso neoliberal, que se pauta na flexibilidade, ou seja, no YES, WE CAN! Mas pelo que eu vejo NÃO, NÓS NÃO PODEMOS! Pelo menos não mediante a discrepância de condições e recursos em que vive o ser humano hoje. Esse tipo de discurso é só a prática 2.0 de uma “esquerda chula” para angariar massa de manobra e simpatizantes institucionais que visam valorizar sua marca à iniciativas como esta, do “VAMO QUE VAMO”, ao invés do “PERA AÍ, QUE MERDA É ESSA?”. Política motivacional faz sucesso nas corporações hoje, sabia?

      O capital simbólico, como é por vcs declarado, nada mais é que instrumento persuasivo. A merda da meritocracia ainda impera. Pode ser a porra da “distribuição” que for, em nossa situação, ainda sim haverá desigualdade nos comandos. Infelizmente, líderes toscos surgem nessa.

    • Pedro

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      fev 28, 2013

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      Tô aki fazendo o que a Mariana Dias sugeriu num dos comentários lá de cima e pesquisando sobre cada um dos nomes que ela citou. Tirando os arroz de festa do amor em sp, consigo enxergar pelo menos uns 5 nomes que são de rolê totalmente diferente do FDE. Meu palpite: nem na hora de se defender esse pessoal consegue parar de se apropriar da produção alheia. Tô aki pensando em escrever pra cada um deles perguntando o que eles acham de ser citados na lista de militância 2.0 do dentro do eixo.

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      fev 28, 2013

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      Mariana minha cara, você somente confirma o que eu disse. Não me diga que você é da opinião que qualquer discordância deve ser considerada uma afronta e qualquer crítica transforma o opositor em inimigo automaticamente? Pelas manifestações sua e dos seus parceiros a impressão é que ao invés de refletir vocês estão é recrudescendo ainda mais. Será que é por aí mesmo? Tenho a impressão que você foi programada, neurolinguisticamente falando, para bloquear qualquer voz dissonante, mas talvez seja interessante as pessoas aqui saberem de algumas informações. É óbvio que a COMUM tem uma ação localizada e um foco na música brasileira, ao contrário da sua organização, que anda atirando pra todo lado. A Cooperativa da Música de Minas busca a profissionalização da cena, luta por reconhecimento dos direitos trabalhistas dos músicos e técnicos envolvidos nessa cena e trabalha efetivamente na construção de políticas públicas para a cultura. Não vou me estender além do necessário, mas só pra dar uma idéia da atuação, a cooperativa foi uma das articuladoras do projeto de Lei 11.769/08, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas, atuou no congresso pela aprovação da PEC 98/2007, mais conhecida como PEC da Música, lutou pela reforma da Lei 9.610/98, que trata do Direito Autoral e propôs, junto com outras entidades a revisão da Lei 3.857/60, buscando a regulamentação da profissão de músico e a democratização da OMB. Colaborou também na elaboração do Plano Setorial da Música, na realização da Feira Música Brasil e na elaboração de vários editais para o setor, como o Prêmio Procultura de Festivais e Mostras de Música e o edital para as Bandas de Música da FUNARTE. Além disso é uma das entidades criadoras do Fórum da Música de Minas e uma das idealizadoras do Programa Música Minas, que depois se abriu pra receber o Fora do Eixo e foi por ele emparelhado. Além disso, só aqui em Minas foram mais 80 artistas e grupos beneficiados pelas diversas ações só nesse ano. Pode parecer pouco diante dos números superlativos do Fora do Eixo, mas o detalhe é que todos receberam cachês, tiveram seus impostos recolhidos e foram tratados com respeito e dignidade.

      Mas veja bem, estou falando só de uma das cooperativas de música, se quiser procure mais informação sobre as outras, peça aos seus parceiros no Acre, no Amazonas, no Pará, no Piauí, em Alagoas, no Rio Grande do Norte, no Espírito Santo, em São Paulo, no Paraná, em Goiás e outros estados com cooperativas de música. Use sua rede!

      A diferença básica de uma cooperativa de música para os coletivos é que essas entidades atuam dentro das regras do estado democrático, tem eleições periódicas e um sistema de rotatividade na diretoria. Mas olha só, para ficar só nos lugares que você cita, apesar da falta de critério misturando estados e municípios, vamos fazer uma an;alise aleatória de alguns nomes. Conheço o trabalho do Otto e da Heluana por exemplo, já estive em Macapá. Você já foi lá ou só ouviu falar? Pois bem, é muito interessante a atuação deles e acho que o Otto poderia ter assumido uma posição de destaque nacional há alguns anos, mas a estrutura está engessada. Conheço também o Daniel Zen e seu trabalho exemplar na SEC de Cultura e depois na Educação em Rio Branco, também estive lá algumas vezes pra ajudar a fundar a cooperativa de música do Acre. Você já foi ou só as lideranças viajam? Conheço o Atílio e sei do trabalho sério que ele faz, e que já fazia no Sul, antes do advento do Fora do Eixo. Goiás já estive diversas vezes, participei do Goiânia Noise, do Festival de Pirinópolis, conheço o Fabrício e os parceiros integrados. Conheço o Foca e admiro o trabalho dele como produtor e agitador da cena potiguar. (A propósito, o texto dele indicado pelo Fernando Henrique é muito raso e pretensioso como análise conjuntural. Chove no molhado, afirma algumas obviedades e não aprofunda a questão da gestão da carreira numa perspectiva de autosustentabilidade dentro de um outro paradigma de mercado. Eu sei que vocês são mais capazes do que isso.) Cuiabá também estive, sei exatamente como foi a saída do Cubo da cidade e a migração mais do que conveniente para São Paulo, as seqüelas que ficaram. Ficaram também alguns batalhadores como o Linha Dura. Gosto do trabalho dele, mas a chapa é quente. Vai vendo! Poderia te falar das lideranças – e da falta delas – nos mais de vinte estados que visitei para falar de cooperativismo e contra-indústria cultural. Vamos continuar com sua lista, que foi o único ponto de argumentação relevante que você apresentou. Alguns dos nomes que você levanta não são nem nunca foram lideranças do Fora do Eixo ou nem estão mais ligados ao movimento. Alex Antunes por exemplo nunca foi quadro do Fora do Eixo. Leia esse artigo dele aqui pra você entender a posição lúcida e autônoma dele diante de uma polêmica (mais uma) envolvendo o Fora do Eixo alguns meses atrás: http://dedodomeio.lexlilith.org/000094.html#more
      Vocês tem que entender, de uma vez por todas, que nem todo mundo que elogia é parceiro integrado e nem todo mundo que critica é inimigo figadal. Seja como for nenhum deles tem metade da projeção nacional do grande líder. Esse é o problema que eu apontei. A colméia!

      Quanta à suposta falta de respeito das lideranças do Fórum da Música de Minas, você só pode estar brincando não é? Solta aí a gravação que vocês fizeram da última assembléia que aconteceu em janeiro pra todo mundo ver. Vocês gravaram! Aquela em que a principal liderança do Fora do Eixo Minas amarelou e não foi pra mesa de debates. Vocês sabem porque ele correu do pau? Quem quiser saber do caso leia esse abaixo-assinado: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N33763

      Com relação à participação dos representantes do Fora do Eixo nos conselhos de política pública, vamos lá, eu tenho algumas informações sobre o assunto. No âmbito municipal, aqui em Belo Horizonte eles elegeram um suplente para o conselho, mas ele se desligou do movimento e hoje atua de forma independente. No conselho estadual eles se candidataram, mas não elegeram representante. A cooperativa elegeu o titular e a filarmônica elegeu o suplente. Além disso, quando o conselho foi criado, eles esvaziaram e boicotaram o movimento social que reivindicava a ampliação do número de conselheiros do interior. Na época o movimento de reivindicação de um conselho mais democrático elaborou uma carta e embora alguns coletivos tenham assinado isoladamente, o Fora do Eixo Minas ficou de fora. Agora me digam, como um movimento que levanta a bandeira de movimento social da cultura pode se recusar a assinar um documento que reivindica a democratização de um conselho estadual de cultura como esse? Vejam aqui o documento e verifiquem as assinaturas. A cooperativa da Música de Minas por acaso é a segunda da lista: http://outroconselho.org

      Na esfera nacional eles elegeram apenas um suplente para a gestão 2013-2014 do Colegiado Setorial da Música. As cooperativas elegeram quatro titulares, inclusive o representante do setor para o Conselho Nacional de Política Cultural. São esses os dados.

      Agora eu vou colocar aqui alguns documentos para vocês conhecerem, estudarem, e depois quem sabe a gente continua esse debate em espaço público. Mas só se vocês prometerem que vão se preparar e parar de reproduzir cartilha de comportamento em massa com esse arrivismo de zangão teleguiado. Combinado?
      Plano Setorial de Música: http://www.cultura.gov.br/cnpc/wp-content/uploads/2011/07/plano-setorial-de-musica.pdf
      Carta Aberta do Fórum Nacional da Música: http://www.brasilcultura.com.br/cultura/carta-aberta-dos-musicos/
      Carta das Cooperativas de Música reunidas em Rio Branco: http://www.portalcomum.com.br/blog/?p=251

      Acho necessário também dizer que o movimento dos sindicatos de música vem se fortalecendo em todo o país, estabelecendo uma rede profissional (eu disse profissional), definindo pisos salariais e contribuindo para a construção de políticas públicas em conselhos, fóruns e conferências municipais, estaduais e nacionais de cultura.

      Numa boa, acho que o Fora do Eixo não participa de muitos dos debates fundamentais sobre a música brasileira. Esse é um erro de autoavaliação que demonstra o ego dos seus integrantes. E não participa por motivos simples: o tema é muito mais amplo que o escopo de atuação da rede e por mais que ela seja capilarizada está encerrada num nicho muito específico. A música brasileira é muito maior e mais complexa que a cena indie. Não participa ainda porque perde muito tempo rebatendo críticas e quer abraças muitas causas ao mesmo tempo, se distanciando cada vez mais de seu lastro original.
      E já que a questão é política e vocês falharam miseravelmente na tentativa de estabelecer alguma discussão estética, vamos lá, essa é simples, quero saber qual a posição oficial do Fora do Eixo sobre o reconhecimento da cultura como atividade econômica pelo Ministério do Trabalho com seu respectivo CNAE?
      Diz aí!

      E uma dúvida que me ocorreu agora. Se eu não consigo mobilizar nem uma mosca em Minas, porque diabos fui eleito pela classe como representante titular do Conselho Estadual de Política Cultural e o Fora do Eixo, com todo seu poder de articulação, não conseguiu eleger nem o meu suplente?

      Vou aproveitar sua dica e fazer urgente uma busca aqui no Google para me certificar que estou queimado no Brasil inteiro. Talvez encontre vídeos me parodiando com milhares de views, artigos pipocando por todo lado, blogues humorísticos, denúncias de corrupção e por aí afora.

      E para finalizar minha cara Mariana, da próxima vez por favor coloque um link para sua página ou seu perfil. Ou pelo menos se apresente, se identifique nas assembléias e encontros. Eu gosto mesmo é de discussão olho no olho!

    • Malu Aires

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      fev 28, 2013

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      Claro que estou acompanhando… como não?

      A questão em BH é séria…
      O racha está em todas as esferas, desde que se deixou a aproximação do FdE tomar liderança.

      A apropriação dos departamentos de marketing cultural privado nas políticas do setor, foi o erro mais grave da classe. Erro que São Paulo tá sentindo hoje na pele.
      Minas deu o mapa da mina de como o grupo poderia se apropriar das políticas e das verbas públicas de cultura.
      Em BH os caras foram tratados como reis. E por todos (menos por mim que nasci independente).
      Vi produtor cultural rei se fazendo de súdito e vestindo camiseta de coletivo escravo pra fazer campanha.
      Tudo porque a grana tava rolando solta aqui nas leis de Incentivo Fiscal, mas não se tinha CNPJ suficiente pra captação desse porte.
      Triste, amigos. Imagina um produtor de enormes eventos de música do estado, ajoelhado pra dois carinhas de Goiás e Uberlândia que todo mundo já dizia que era fria. Vi um Palácio das Artes lotado de amador aplaudindo o feito. Isso, em 2009.
      Moleque de coletivo, com história de 3 meses de banda tosca virando representante setorial disso e daquilo… lidando com verba de milhão…
      Por que se demora tanto tempo pra tanta denúncia?
      O que me parece é que ‘foi bom enquanto durou’ e agora que o bicho tá pegando, ninguém quer fazer papel de otário ou desavisado…

      Outro fato que me desagrada profundamente é que vão-se as alianças e fincam-se as bandeiras. Há uma série de ‘lutas’ que são de comum acordo entre os FdE e recém-chegados anti-FdE como o CC. Eu sou contra. Tem uma pá de artista contra, mas parece que pra nenhuma das lideranças, conta.

      Enquanto tiver jogo de interesses aqui em Minas, não vai rolar diálogo.
      Enquanto o FdE for mantido no trono por medo de retaliação 2.0, não tem conversa entre a classe e quem quer que seja o ‘representante’ dela. Qualquer representante que permita essa aliança descabida não tem peito pra falar por classe alguma.
      Isso já tá decidido. E nem falo só por mim, falo por muita gente que já tá farta desse teatro de liderança setorial.
      A gente já se ligou que essas lideranças querem é levar todo mundo mais fácil pro abate. Quer calar debate urgente. Quer trocar bate-boca por ação. Quer trocar simpatia do empresariado por facilidade em captação e aprovação de projeto de edital.
      As lideranças estão se vendendo ao contento dos empresários patrocinadores. Vendendo artista pra propaganda de celular… pô!
      O que é urgente em Minas, BH, é a classe se alinhar de verdade. Sem máscara. E, de preferência, com currículo artístico na mão.
      Juntar produtor de evento em reunião pro cara ditar que artista é bem vindo se não reclamar de cachê, estrutura, divulgação e direitos é como chamar pra presidência do sindicato dos metalúrgicos o alemão dono da Volks. Cês tão maluco?

    • Mariana Dias

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      fev 28, 2013

      |

      Makely,

      Todo o seu primeiro post tentava provar por a mais b que no FDE só tinham abelhas que trabalhavam pra promover uma Abelha Rainha, ou seja, a sua propria resposta aqui agora prova que mais uma vez você se utiliza de artificios retóricos pra tentar criar um factoide que não existe, que é mentiroso e que desrespeita a construção de milhares de pessoas em todo país.

      Como só a abelha rainha ta se promovendo se você conhece muito bem o trabalho de Otto Ramos, Anderson Foca, Atilio Alencar, Heluana Quintas, Daniel Zen entre outros? Então pra começar, reconheça a besteira e a mentira que você escreveu, pra que tenha créditos para continuar fazendo as suas “denuncias”. Então são mais abelhas rainhas e de fato existem outras lideranças dentro do FDE? Ou todos esses que vc citou são peões escravizados pela grande abela rainha malzona da rede?

      E quem mente, distorce e deturpa, não é digno de credibilidade.

      Pegando os que você citou podemos falar do Otto Ramos, que hoje é presidente do Conselho Estadual de Cultura do Amapá e uma das principais lideranças da cultura do Estado, é um peão?

      E o Daniel Zen depois de 4 anos como secretário de cultura do acre hoje é o secretário de Educacão do Estado, é também um peão?

      E o Anderson Foca e Ana Morena, que são uma das principais lideranças da musica do nordeste, reconhecidas nacionalmente também são peões?

      O Atilio Alencar que você cita ai, pergunte a ele o que é a vida dele antes e depois do FDE, ja que você o conhece a tanto tempo, e traga aqui a opinião do peão, pra avaliarmos se o que vc disse tem coerencia.

      E o Ivan Ferraro e o Uirá Porã em Fortaleza, você ja pesquisou sobre o trabalho deles na música, tem coragem de assumir publicamente aqui que são peões que só promovem a abelha rainha?

      E o Marcelo Damaso e a Ana Garcia que organizam o Se rasgum e o Coquetel Molotov e participam da Rede Brasil de festivais são peões?

      O Linha Dura de Cuiabá é mais um peão que promove a abelha rainha? Assume isso publicamente? O Rayan Lins de João Pessoa? A Nina Magalhães de Alagoas? Claudia Shulz de Porto Alegre? Ynaia Bentrholdo e Ney Hugo? Tudo Peão que promove a abelha rainha?

      E a Ivana Bentes, Claudio Prado, João Brant, Helder Quiroga, Vitor Santana, Kuru Lima, DANIEL ganjaman, Criolo, Emicida, Gaby Amarantos, Marcel Arede, Priscila Brasil, Savazoni, Vania Catani, Israel do Valle, Antonio Martins, Renato Rovai, Pedro Alexandre Sanches, Aderbal Ashogun, Thiago Vinicius, Jeferson Assunção, Pena Schimidt, Edson Natale, Baixo Ribeiro, Alexandre Santini, Marcelo das Historias, Camilo Rocha, Gabriel Thomaz, Preto Zeze, Celso Athayde, Jose junior, Junior Perim, Evandro Fiotti, Alex Antunes, Sergio Amadeo, Lino Bochinni, Criolina, Moveis Coloniais de Acaju, Thalma de Freitas, Sergio Cohn, Decio Coutinho, Fabio MALINI, Miranda, entre centenas de outros parceiros do fde que posso citar aqui são todos uns tapados, sem noção, iludidos, que estão perto de um movimento só pra bombar a abelha rainha? Ou são estupidos de não sacar isso e você é o gênio de alerta-los?

      Se liga makely, seu argumento não se sustenta em pé, como disse acima é um exercicio de retórica mentiroso, equivocado, distorcido, e tambem, como disse no post anterior, canalha. Esse é vc makely, subestima os outros, se enrola no argumento, masduvido que assuma publicamente que todos os nomes ai citados são capachos de uma abelha rainha.

      Assume ai, sustenta, que ai debato o resto contigo, pra sabermos se seu argumento no primeiro post ta de pé ainda. Ou reconhece que falou merda, pede desculpas e continuamos o debate.

      beijos!

    • Passa Palavra

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      fev 28, 2013

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      Já ontem e em outros dias o dissemos, repetimos hoje. O coletivo Passa Palavra vê-se obrigado a recordar que, de acordo com nossos princípios de organização interna (http://passapalavra.info/?p=200 ), não publicamos comentários insultuosos. Esta norma aplica-se tanto aos defensores quanto aos críticos do Fora do Eixo. E assim pode suceder que alguns comentários, embora interessantes, não sejam publicados por conterem insultos.

    • Fernando Henrique

      |

      fev 28, 2013

      |

      Makely, já que a COMUM é tão importante para a música brasileira (até hoje não tinha ouvido falar desta instituição) aponte ai quais são as suas lideranças e quais são as lideranças das outras cooperativas de música no Brasil. Avaliei as conquistas que vc citou, e em nenhuma delas vi o nome desta entidade envolvida, assim como nunca vi uma ação da suposta Federação das cooperativas de música que nasceu neste ato de Rio Branco que vc cita. Como está está historia?

      Como vc adora falar das coisas que vc fez e suas conquistas, descreve pra gente o trabalho desta federação ai. Fiz uma pesquisa no Google sobre esta Comum, e curiosamente só aparecia materias que citava a sua pessoa. Olhei seu perfil no facebook e todos os seus posts, inclusive um balanço de 2012 só citam as coisas que vc faz. Acho engraçado uma pessoa que se coloca de forma tão egocentrica e não apresenta sequer uma continuidade de trabalho com empoderamento de novas lideranças vir aqui pra chamar centenas de pessoas que diariamente se dedicam a trabalhar pelo outro de peões que sustentam uma abelha rainha! Pelo pouco que percebi de você nos seus comentarios e perfil, tá claro quem gostaria de ser Abelha Rainha nesta história.

      E ai, acho que isso cabe pra todo mundo que coloca a questão da personalização, como Breila, que deve ser uma grande cientista social, que tem feito muito pelo conhecimento e ativismo brasileiro, vale uma reflexão: Se colocar como pessoas informadas e conscientes tendo para isso que julgar as demais pessoas e coloca-las como conduzidas e sem consciência é o maior ato de arrogancia que pode existir. E tem mais, se grandes lideranças tem surgido deste movimento é porque ele dialoga, ele articula, e ele tem incidência para além dos debates retoricos em blogs e redes sociais. Listar atos como fez Makely, sem rastro e lastro social é facil. Isso sim é querer forjar uma liderança e uma importancia na música brasileira, que pelo pouco que pesquisei não se sustenta. Se quisermos avançar nesta história aqui, o EGO e a pretensão de conhecimento devem ser deixados de lado. Vcs podem não aceitar, mas o FDE é uma realidade, que segue firme nas suas atividades, por mais que os “criticos” não queiram. E ai amigos, fica uma critica: tentem balizar estas criticas a partir do que vcs realizam, pq senão vai ser dificil mesmo pra uma galera que faz coisa pra caramba ouvir!

    • Cartógrafa

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      fev 28, 2013

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      Obrigada Mariana Dias.

    • Peter Pan

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      fev 28, 2013

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      Mariana, você não respondeu a uma questão:
      o Benjamin (6 meses de idade) é ou não é liderança do FdE?
      KKKKKKKKKKKK

    • “FORA DO EIXO” É ESTAR DENTRO DO EIXO – VELHOS PADRÕES DA INDÚSTRIA DO ENTRETENIMENTO.

      http://mingaudeaco.blogspot.com.br/2012/01/fora-do-eixo-e-estar-dentro-do-eixo.html

      “O moderno discurso do FdE, que em parte é o discurso de Pedro Alexandre Sanches, é defasado em duas décadas. Isso porque evoca perspectivas de caráter tecnológico e sócio-político que ainda põem em pauta uma visão por demais utópica em relação à globalização e à informática. E além disso o FdE não parece romper com os velhos padrões de indústria do entretenimento, antes o “renovasse” apenas com alguns aparatos mais “progressistas”, que com o tempo serão facilmente digeridos pelo mercadão.

      Juntando isso tudo com o estilo Fukuyama de Pedro Sanches analisar a cultura brasileira, classificando de “higienistas” e “preconceituosos” quem tem o senso crítico mais apurado, o entusiasmo diante de uma inciativa destas dá lugar a uma apreensão crítica e analítica.

      Para Sanches, e provavelmente seus pares na entidade, a “cultura popular” é um prato feito no qual não cabem avaliações críticas. Não cabem avaliações estéticas, vistas como “preconceituosas” por intelectuais “sem preconceitos” que, eles sim, mostram-se radicalmente preconceituosos: qualquer crítica ao establishment “popular” é visto como “racista”, “higienista”, “moralista”, “elitista”, “saudosista” e outros adjetivos lamentáveis.

      Se tem mosca na sopa, criticá-la seria um ato “discriminatório” contra a mosca nela presente. Se tem fezes no churrasco, temos que aceitá-lo como material orgânico a este integrado. Se alguém vomitou numa muqueca, devemos ver nisso um tempero adicional “benéfico” ao prato servido.”

    • Lopes

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      fev 28, 2013

      |

      Não tenho suficiente conhecimento de causa pra tomar partido de nenhum dos dois lados. Ainda assim, reconhecendo essa fragilidade, acho relevante tecer dois comentários:

      1) Não posso concordar com a postura daqueles que dizem que não se deve “sequer dialogar” com quem quer que seja. Não acredito, mesmo, que nenhuma proposta melhor possa surgir do isolamento.

      2) Como a teoria vai tirar a gente dessa enrascada? Acho de suma importância que surjam novas propostas, novos caminhos, que sejam propostas alternativas concretas. Não acredito que nada se crie do vazio. Criação, despida do seu caráter teológico, é reformulação, remix.

    • Lucas

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      fev 28, 2013

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      Lopes,
      desfazer a crítica pela falta de uma alternativa é colocar a carroça a frente dos bois.
      A teoria tira a gente da enrascada fazendo a gente pensar ao invés de reproduzir o que nos é gritado na orelha.

      Dialogar? Com movimentos sociais sim, com empresas capitalistas não. (acho que este ponto, que até agora não tentou ser rebatido pelos defensores do FdE, é, como também o repetem os que defendem o testo, o busílis da questão).

      Existem miríades de pequenas, médias e grandes empresas no Brasil. De industria cultural há diversas. Mas o Passa Palavra não escreve uma crítica à Warner, ou à Sony, escrever sobre aquilo que se transveste de movimento social, de mobilização de esquerda (e inclusive adotando seus modos totalitários, como fazer a vida do indivíduo ser toda dependente da organização, como em uma instituição total goffmanniana!), para propagar a exploração da mais-valia em meios antes resistentes à prática, como a música e a cultura independentes, atrelando o que antes era prática “independente” aos aparatos governamentais, além de extrair de todo este processo um acumulo de capital nas modalidades já também mencionadas de branding e cool hunting, além de fornecer formação em “tecnologias socias” para grandes empresas, na forma de consultoria, patrocinadoras desta cultura incriticável (assim como todo o empreendimento), que aparentemente só passou a existir com o FdE e que deixa de existir se deles se desvincula.

    • Lopes

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      fev 28, 2013

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      Lucas,

      Não sou defensor do FdE.
      Não desqualifiquei a crítica.
      Não to aqui pra bater e desqualificar nada.

      Só estou escrevendo neste espaço por acreditar que exista interesse em dialogar, em construir conhecimento coletivamente, através da troca de ideias divergentes. Sem dissenso, não tem papo. Tem pregação, imposição de ideias, e isso não me interessa.

      Na verdade, o que me incomoda por aqui é justamente isso: há um embate bem binário de dois posicionamentos. Não parece nem que o coletivo PassaPalavra e os comentaristas pró, nem que os comentaristas pró-FdE se julguem dispostos a reconhecer qualquer possibilidade de aperfeiçoamento nas suas práticas e discursos através da troca.

      Acredito em conhecimento empírico, em construção de alternativas através da experimentação.

      Acredito que conhecimento empírico se constrói em processos complexos, orgânicos, muitas vezes indomáveis (ufa!), cheios de fragilidades, cheios de escolhas que podem se mostrar equivocadas durante o percurso. E, por esse motivo, não confio em ninguém que se feche ao diálogo. Não confio em nenhum coletivo que queira falar em unissom.

      Acho uma abstração muito grande falar em dialogar com movimentos e não dialogar com empresas, porque ambos são feitos por pessoas, e com elas que se deve dialogar. E, em ambos, existem pessoas mais e pessoas menos abertas ao diálogo.

      Acreditem que existem pessoas até mesmo na Fundação Vale (sim!), citada no texto, bastante abertas ao diálogo, bastante empenhadas em buscar alternativas por dentro da instituição. Se acreditamos que o trabalho dessas pessoas é totalmente inócuo, pois o capital se apropria de qualquer discurso, me parece que sofremos de um complexo de inferioridade insanável.

      E desqualificar qualquer tentativa de se construir alternativas porque isso ou aquilo se assemelha à práticas capitalistas me parece essa vontade divina de construção de uma alternativa através da Criação, com maiúscula. É dar um peso grande demais, a meu ver, à forma, em detrimento do conteúdo.

    • Mosca Espacial

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      fev 28, 2013

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      Podemos muito bem concluir que os FDE são adeptos do rouba mas faz. Ninguém questiona o avanço que o FDE trouxe para as relações artístico-políticas da cena independente até 2011 (pré-Casa FDE SP). Porém, agora o que se tem é uma hipocrisia travestida de militância político-cultural. Vocês que estão vindo aqui defender a rede estão mais do que certos em fazê-lo. Se eu tivesse casa, comida e roupa lavada bancada pelo Estado eu também colocaria essa venda de vocês. Mas bem que alguém com LASTRO pra falar de grana, dos assédios morais, da apropriação de bens pessoais, das notas frias, dos desvios de verba e afins poderia vir aqui se posicionar. Cadê?

      Não importa se posicionaram e fizeram a diferença na vida de várias pessoas, se essas pessoas chegaram lá por meios escusos. Em minha passagem pelo FDE eu vi isso e muito mais. E antes que questionem a veracidade do que falo por usar um perfil fake, repito o que algum gênio (sem irônia) disse alguns posts atrás: “bem vindos à era Anonymous”.

      E o que dizer de grandes líderes do FDE que sumiram do mapa? Rafael Rolim, Leonardo Rossato e as Danis que moravam na Casa FDE São Paulo seriam um bom começo. Por que saíram? Excederam em seus lastros? Abriram os olhos pra maracutaia? Se sentiram traídos em algum momento? É a política do FDE não ser transparente quando alguns de seus principais quadros simplesmente somem do mapa?

      E assim como fazem mau uso da verba pública (nota fria é crime, logo, mau uso), a apropriação de capital simbólico alheio prossegue. Para os leitores mais desavisados pode até passar por verdade, mas pra quem sabe do que está falando, que já viveu essa realidade, que já teve seu egocard abastecido, sua #FIB estimulada mas que, em algum momento enxergou além dessas tags vazias e reificantes, a verdade vai muito além do que vocês colocam aqui. Cuidado para não excederem os Cards aí também. O próximo a sumir do mapa podem ser vocês, e vão sair sem ver de volta a cor do dinheiro investido e sem todo o resto que podem ter colocado na rede.

      Abz!

    • AnonimAs

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      mar 1, 2013

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      Fenomenal: Malu Aires, Lucas, Mosca e tantas outras que passaram a palavra, somos de territórios diferentes, nunca nos vimos e convergirmos: ao Fora do Eixo, nem sequer diálogo ! Um brinde a quem sobrevive e suas cicatrizes…

    • levantamento

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      mar 1, 2013

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      cá trabalhando em cima dos nomes citados pr Mariana Dias e já me deparo com a primeira bomba: um dos Fora do Eixo citado pela própria a esta altura já foi dos mais rápidos a fechar contrato relevante na nova administração municipal.

      o Sergio Amadeo que ela fala, na ealidade é Sergio Amadeu Vieira, e postou essa semana no face:

      http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151878656445274&set=a.10150726252645274.716182.752385273
      Na conversa, hoje, com Luiza Erundina que vai ajudar a montarmos um programa de descentralização, transparência do poder municipal a partir da reunião das tecnologias de rede com a abertura de canais para a participação popular. Vamos montar um grande encontro dos ativistas digitais da nossa cidade.

      observem que é o mesmo personagem e o mesmo sorriso na capa da univerdidade Fora do Eixo:

      http://universidade.foradoeixo.org.br/

      *obs – já está gravada aqui, não adianta tirar do ar

      esse levantamento promete.

    • Adriano Araújo

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      mar 1, 2013

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      O sempre bom e necessário debate sobre cultura!
      O texto instiga e deve possibilitar um debate equilibrado, qualificado.
      É essa a regra que deve nortear a conversa por aqui.
      Gostei das observações do Manolo, do Léo Vinicius e do Makely Ka.
      Legal a iniciativa do Passa Palavra.
      Vou aprofundar a leitura para poder contribuir com o debate.
      Saudações, Adriano Araújo

    • Breilla Zanon

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      mar 1, 2013

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      Fernando Henrique,

      o engraçado é que vcs, tão críticos ao Looping, estão se valendo do mesmo.

      Porque diabos uma pessoa tem que FAZER para estar credenciada a realizar algum tipo de diálogo com o FDE??? Todo tipo de comentário pró-fde se baseou basicamente nisso!!!

      Fazendo uso desse lema, meu caro, vc mais uma cai na brutalidade e sectarismo da Meritocracia. Se por acaso o seu comentário quis insinuar arrogância da minha parte, eu te digo que acredito justamente no contrário. Arrogante eu seria se retivesse tudo o que me foi passado apenas para mim. Agora vai do interesse do interlocutor absorver, filtrar, digerir como quiser. Não imponho minha opinião, não “contamino” ninguém, e principalmente, não realizo nenhum tipo de “choque pesadelo” para colocar minhas observações em pauta. Acho que o ser humano já vive em um pesadelo enorme, político e social, então acho que para o que eu quero expor, esse tipo de tática não surte efeito (a não ser para aqueles que vivem no mundo paralelo, aí tudo é passível de susto).

      Acredito no conhecimento e na reflexão, SIM! Acredito nas experiências que a história nos conta. E o mais importante: acredito ainda que muita prática que são feitas sem esses componentes dão merda. O “FAZER” sem “REFLETIR”, para mim, beira ao estado de MÁQUINA. E me desculpe, não dou valor à engrenagem e sim ao sangue verdadeiramente e livremente circulando, e este último, (in)felizmente, causa muitas inquietações.

      “Ah, se vc não faz não pode falar nada!” -> compreende que este tipo de afirmação é um tanto quanto preconceituosa, e esse preconceito se responde pelo post anterior do capital social.

      Você acha realmente que TODAS as PESSOAS do mundo são capazes de fazer, viver sonhos da vida, embrenhar-se nos grandes feitos, a hora que BEM ENTENDEREM??? Vc realmente acha que não existe pesos ordinariamente materiais que às puxam até mesmo contra suas vontades para a tensa e cruel realidade dessa vida mundana?!!! Vc acha que só não vive na dinâmica 2.0 quem não quer?!! Em que mundo vc vive, pois definitivamente, não é no meu. Oras, então quem vive num ambiente denso, que não tem tempo nem instrumento para transformar seus anseios em capital simbólico, simplesmente deve ser EXECRADO do processo de REFLETIR E EXPOR IDÉIAS?!! Ou seja, se a capacidade de realizar é tolhida pela vida, deve-se deixar também de lado a CAPACIDADE DE PENSAR E EXPRESSAR-SE?!!

      Como eu já disse, Fernando Henrique, o discurso “Só não faz/pode quem não quer”, foi o primeiro grande marketing do neoliberalismo, já está se desgastando. É a velha tática de responsabilizar o próprio indivíduo pela merda em que vive. A sua rede de “esquerda” (ou anarquista, como preferem dizer hauhauhauah) tá fazendo o pior, pegando sucata velha neoliberal pra expor pra quem até então tava banido do sistema.

      Dá a voltinha 360º, vai, e pra melhor: sai do #paraíso e entra na Babilônia.

    • Advogado Mario Darius

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      mar 1, 2013

      |

      O que o Fernando Henrique quis dizer com “Dá a voltinha 360º, vai, e pra melhor: sai do #paraíso e entra na Babilônia.”?

      O mesmo que Pablo Capilé neste vídeo feito pelos amigos de Pernambuco?http://www.youtube.com/watch?v=Qg23SybkxJ4

    • Marina Silva

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      mar 1, 2013

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      A questão central de Pablo Capilé e, consequentemente, do Fora do Eixo, é a falta de práxis.

    • Marina Silva

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      mar 1, 2013

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      E pelo jeito Fernando Henrique é ele mesmo, como disseram. Depois os outros são anônimos…

    • Lucas

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      mar 1, 2013

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      Lopes,

      Ninguém aqui está falando que o Fora do Eixo de assemelha a uma prática capitalista. Se está defendendo que o Fora do Eixo É uma prática capitalista, ou em melhores termos, é uma organização que reproduz a lógica da expropriação da mais valia dos trabalhadores através de novos esquemas e novas práticas, mais atinadas ao contexto atual do dinamismo do capital.

      A forma é essencial aqui, pois é justamente o grande engodo: diz-se fazer uma revolução (democráticas, de esquerda, etc), quando na verdade não passa de um sistema coorporativista que visa benificiar os trabalhadores que se submetem a um regime específico de regras, estilo de vida e produção.

      Inferioridade insanável é se adaptar ao sistema que se combate e dizer que aqueles que não o fazem são loucos rancorosos. Diálogo se faz com quem quer construir junto movimentação social de contestação, crítica, resistência; não com quem está fazendo negócio. E pior de tudo é quando quem faz negócio gosta de dizer que não, que está fazendo militância, isso é ruim pois pode confundir, pode convencer, além de já ser em si uma prática do negócio contemporâneo.

    • |

      mar 1, 2013

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      Como era óbvio, nenhuma resposta, só a velha e desgastada tática de tentar desqualificar o interlocutor com o mesmo lenga-lenga. Eu chamo isso de dialética da desconversa. E se for para citar nomes sem critério nem coerência, melhor pegar logo o catálogo telefônico, ele pelo menos vem em ordem alfabética.

      Como eu disse Mariana, programação neurolinguística pesada. Zangão não pensa, só ataca para resguardar a colméia. Você simplesmente não conseguiu entender o que escrevi. Mas tudo bem, a resposta aqui também não foi para você, é serviço de utilidade pública. Minha proposta aqui foi apresentar uma alternativa ao modelo. Não é o que vocês queriam? As cartas estão na mesa e cada um segue o que achar mais adequado.

      Fernando Henrique, já que você não conseguiu encontrar nada, vou facilitar sua pesquisa. As referências estão todas aí:

      Essa é a segunda edição do Circuito Música da Cidade que a COMUM realizou em parceria com a FUNALFA em Juiz de Fora: http://www.circuitomusicadacidade.com.br

      Essa aqui é a 4ª Mostra de Música Contemporânea que a COMUM realizou em parceria com a Fundação de Educação Artística: http://www.facebook.com/EuGostariaDeOuvir

      Esse aqui é o site do Programa Música Minas, que a COMUM ajudou a idealizar e desenvolver: http://musicaminas.com

      Esse aqui é o site da COMUM, dá uma lida nos boletins:
      http://www.portalcomum.com.br/blog/?page_id=31

      Entra lá e escreve pro Fred Fonseka, o atual presidente e uma das principais lideranças musicais do estado hoje. Peça informação sobre como está o processo de desenvolvimento do cooperativismo musical no país.

      Você pode procurar também a Ellen Mendonça, da Tipiti, a Cooperativa de Música do Amazonas. Ela é uma das lideranças na região norte e pode inclusive te convidar para o próximo encontro das cooperativas de música que vai acontecer em Manaus no próximo mês de abril.

      Como você não se apresentou nem indicou um link de referência, imagino que more em São Paulo, então vou te passar o site da Cooperativa de Música do seu estado:
      http://www.cooperativademusica.com.br/blog/?page_id=2

      Se você mora em São Paulo e nunca ouviu falar deve ser porque você não atua na área da música. Mas você pode marcar uma reunião com o Luis Felipe Gama ou com o Carlos Zimbher, duas das lideranças do movimento. Tenho certeza que eles vão te receber com toda gentileza e mostrar o funcionamento da cooperativa.

      Como hoje estou de bom humor, vou aproveitar e indicar também alguns artigos.

      Esse é sobre o processo de produção contra-industrial na música brasileira: http://makelyka.com.br/textos/Artigos2.pdf

      Aqui um artigo sobre o processo de politização da cultura durante o Período da gestão Gil/Juca: http://www.overmundo.com.br/overblog/politica-da-cultura-e-cultura-na-politica

      E aqui um texto sobre o cooperativismo musical pra você entender melhor já que ficou tão interessado: http://makelyka.com.br/textos/2012_CoopCriativa.pdf

      Vou indicar também a leitura de uma das edições da Revista de Autofagia. Nela você vai encontrar uma entrevista que fizemos com o núcleo duro do Cubo em 2006. Bom pra você entender melhor o histórico da sua entidade. Mas aproveite e leia os poemas e artigos da revista também, vale a pena: http://makelyka.com.br/publicacoes/Autofagia_2.pdf

      E já que você está tão curioso sobre mim a ponto de vasculhar meu perfil (na verdade você entrou na fanpage) no Facebook, indico um livro de poemas que (não) por acaso se chama Ego Excêntrico, olha que coincidência: http://makelyka.com.br/?page_id=189

      Minha atuação é independente, não sou candidato a nenhum cargo, não estou na diretoria da cooperativa, não participo do núcleo gestor do Fórum da Música e nem estou mais nas representações do Colegiado Setorial do Ministério da Cultura. O espaço para outras lideranças que estão se formando aqui está aberto. A representação no Conselho Estadual eu só aceitei disputar porque a liderança do Fora do Eixo Minas tentou esvaziar o processo. Daqui a dois anos vocês podem disputar novamente, prometo não atrapalhar!

      Mas mais importante que minha atuação é a construção de um processo orgânico, cooperativo e, claro, cheio de fragilidades e imperfeições, mas que vem possibilitando a centenas de profissionais viverem do seu trabalho com dignidade no país todo.

      Talvez você não saiba meu caro FH, mas 90% dos músicos brasileiros ainda trabalham na informalidade alimentando o mercado negro de notas frias. Não recolhe impostos, não têm nenhum tipo de seguridade social, não têm direito a aposentadoria, não consegue nem alugar um imóvel em seu nome porque não tem comprovante de renda. Condições mínimas garantidas pela maioria dos trabalhadores mesmo dentro do sistema de exploração capitalista. A situação portanto é bastante aguda e soluções milagrosas não resolvem. É muito fácil alimentar esse círculo vicioso com iniciativas inconsistentes que espalham palcos precários e circuitos insustentáveis pelo país afora. Me diz o que o Fora do Eixo faz para reverter esse quadro?

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      mar 1, 2013

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      para saber mais sobre as pessoas que estão pesquisando, sugiro procurar no Linkedin. mas cuidado, deixa rastro (perfil visitou tal perfil)

    • paulo sarkis

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      mar 1, 2013

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      O FDE é um modelo sanguessuga sim, modelo de pirâmide, de corrente. Claro que há uma abelha rainha e mais uma porção de abelhas princesas querendo seus tronos também. Mas está claro que não tem como sustentar arte. Não há como incentivar sustento, só fomento. Por isso um monte de jovens alienados se amontoam na porta dos festivais em busca de uma beira de palco pra mostrar seus dotes artísticos enquanto o dinheiro público com contas mal prestadas é usado pra sustentar a pirâmide.

      O ouro não é só um metal reluzente e raro. É precioso, não oxida. E não acabou como diz o Foca. Ouro nunca será encontrado em cada esquina, felizmente! Pra mim é gratificante saber que nesse modelo pérfido capitalista, travestido de democrático, não aparecerá nenhum grande nome, senão os dos articuladores políticos. Artista de lastro que é bom, não vi nenhum nesse movimento.

      Vão dominar as lacunas deixadas por esse tempo negro de transição e depois a ordem se restabelece. Querem nos botar goela adentro latão por ouro. Querem se afirmar os medíocres em meio ao caos. Arte é diferente. Exige estudo, dedicação e principalmente conceito.

    • Eu digo não

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      mar 2, 2013

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      Essa Mariana aí tem razão de esculachá o tal Makeli. Uma vez vi ele cala a boca do Capilé e do Tales num debate que assisti lá no conexão vivo no teatro do parque municipal. Tem uns 3 anos isso e se fizerem isso com meu chefe eu também faço que nem ela. Mas num sô puxa-saco so acho desaforo e vou defender o meu né? So porque eles tinham aprovado um projeto de um edital com um laranja aqui na lei municipal. O Terence do altofalante que fez a denuncia no jornal na época e os cara tava fritando ele lá no debate até o Makeli chegar lá e defender o cara enfrentando todo mundo do FdE que tava lá reunido. Meu o cara é petulante. Tem de reconhecer, mas nao se faz esse tipo de coisa com liderança nacional. Tem de respeitar os caras. Eles tavam errados sim, mas tavam até convencendo quem tava lá que estavam certos ou que nem tinham culpa e que o culpado era o jornalista. Depois que o cara chegou lá e explicou tudo timtim por timtim eu nao vou saber explicar todo mundo entendeu que tinha treta do FdE com o coletivo Pegada que depois até soube que foi expulso da casa. A Mariana ta certa de servir cafe pro chefe e defender ele. Nao importa se o argumento dela é ruim, o Capilé e o superintendente dele aqui vão reconhecer o esforço dela e promover. Isso ai Mariana, to contigo e num abro. O Makeli é um canalha oportunista.
      (Mariana depois me passa seu msn em privado que curti sua coragem e sinceridade depois queria trocar uma idéia contigo beleza?

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      mar 2, 2013

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      É isso o que tenho percebido, mesmo…

      O debate fica nessa linguagem mercadológica capitalista neoglobal de nova ordem de mercado de práxis conceituais de filosofias do barco furado.
      Artista, que de besta não tem nada, surfa.
      Tá deixando a galera no bate boca e surfa no lero. Só que é importante que todo artista aqui saiba que essa marola não é onda.
      Bora trocar de praia…

      O PP levantou uma realidade que está além das políticas públicas para a música. Claro que matéria dessa parece mais um bonde lotado esbarando nas curvas.
      O FdE perdeu o controle desse bonde. E a música não faz mais parte dessa viagem, desse debate novilinguístico, de lero-lero anarco-bandidista. Não vou ter dedos pra falar sobre isso, num país onde milhões podem protestar contra Renan. Política é e sempre será pública e passível de crítica. O indivíduo ser passivo de abate crítico por interesse político, não, né minha gente? Ninguém é louco de sustentar a pança de perseguidor hoje em dia.
      Acho que temos bem mais de 2000 músicos e artistas modernos e contemporâneos bem mais incomodados com as políticas públicas do setor pra engrossar essa denúncia de improbidade pública.
      Paixões não faltam para mapear genealogia crítica que fazem deles todos filhos de uma mesma mãe vulgar. Mas tempo pra isso é desperdício.

      Sobre artistas (porque não posso falar como midialivrista), posso dizer que conheço pessoas do audiovisual, da arte digital, da poesia e literatura, do teatro, da dança, dos quadrinhos, da música, da performance que reclamam não só exploração como dizem não encontrar diálogo com o FdE. Isso já faz anos e é em todo o Brasil.
      Não há contrato, não há mercado, não há capital mesmo com tanto investimento e não há credibilidade psico-gestora da liderança. Mas como nossa democracia assegura doido e igreja pra todos os cargos… deixamos.

      Não preciso falar da agonia da cadeia produtiva de música independente que só encolhe desde que essa novilíngua passou a falar por nós.
      Selos fecharam, difusores fecharam, gravadoras, casas, jornais e até o ambiente digital se fechou aos artistas nos últimos anos (salvo para a meia dúzia que o grupo pseudo-produziu).
      Se não há diálogo com o lado de lá, por que insistir?
      Quem imaginou um ambiente democrático comprando espaço por campanha forçada, não imaginou que não daria em nada?

      É importante aqui no PP essa discussão. Vale pra galera da arte, os criativos, a camada produtiva do mercado de economia criativa saber onde foi parar o problema. Agora, meus irmãos, é resolvê-lo.
      Aqui em Minas, já estamos falando pelas esquinas. O cerco de providências estratégicas legais já está sendo tomado. Os artistas estão se reunindo e logo farão coro forte pra organização independente do setor.

      Quero aproveitar pra falar em nome de todos os artistas de Minas que como eu trabalham e constroem a produtividade artística do Estado, que rechaçamos perseguição e ataque moral – esse assédio violento. Atividade vil tão bem construída em rede, não é exemplo do respeito que os artistas daqui se propõem por educação uns aos outros. Educação que só a arte é capaz de ensinar.
      Mais que a modesta educação como mote moral, sabemos valorizar o que é nosso e temos aqui obrigação profissional disto.
      Acho que quem faz arte e quem trabalha por humanidade vai concordar que não devemos brigar com nós mesmos, criadores.
      Fora a classe artística brasileira, não poupo culpa aos demais envolvidos na criação desse problema que já chegou ao escândalo.

      Dedo na cara é política de cala boca. “Quero ver olho no olho” é prova pra ver que ninguém é bicho e artista que não vive de ego, não morde.
      Aqui em BH já tô sentindo movimentação.
      Galera da música independente do Brasil, vou contar uma coisa…
      aqui o bicho pega…
      A galera é muito articulada em Minas. Tô falando de artista, não de picareta… Racha, como em qualquer lugar, racha… Racha quando um bobo confunde estilo com setor. Racha porque tem ego besta pra isso em qualquer lugar. Mas é articulada quando senta pra falar de política. Quer melhor que nós?
      Aqui, a articulação já tá fazendo picareta se esconder que nem barata, essa semana…

      Acho que o país deveria centrar nessa ideia: parar de criar guerra de banda. Desistir de diálogo com quem só insiste em monólogo e que, definitivamente, não serve pra acordo de mercado do setor.
      Falei ontem numa esquina: organizar sem trela pra produtor. Produtor, aquele sujeito sócio do artista é bicho em extinção. Não rola mais agora centrar em enrolação de explorador que é a explícita maioria que se espalha nesse mercado de música.
      Discussão sobre política pública para o mercado criativo nacional, valorizando o artista criador para fomento da produção criativa do país, é motivo suficiente pros tios e sobrinhos tirarem as bundas da poltrona e conversarem que nem gente grande.
      E o burburinho tá aumentando pro lado da classe aqui e em todo o país… já tô ouvindo daqui. Bom…

      Roupa suja… a galera guardou trouxas… lava… mas lava na delegacia… lavra auto de exploração mediante lavagem cerebral.
      Artista nessa nóia não tem roupa suja… não assinou contrato…

      Bora reunir à portas bem fechadas, moçada. Tomar pra si o que pertence só à classe criadora. Parar de gastar tempo com bate boca mole.

      Explorador a gente chama na hora que tiver com contrato na mão e bem revisado.
      Sacou?
      Já rolou do setor aprender que não se chama lobo pra festa de Chapeuzinho na casa da Vovozinha, né?
      Vamos faxinar essa zona que deixaram, que a casa é nossa.
      Quem disse que ia ser fácil?

      Eu também não queria me meter em política, mas dobrei uma esquina ontem e já me voluntariei também.
      Logo a música independente organizada vai dar notícias pelo Brasil. É só essa a realidade que a gente aceita. O resto, a gente já aprendeu: é ilusionismo sacana.

      Faz cara de desânimo besta, não…
      A gente tem competência suficiente pra traçar diálogo decente com o mercado que não quer FdE nem pintado de ouro.
      Bora aproveitar quem não é bobo e nem se faz de.

      Fazer mais, tagarelar menos e mostrar pra essa turma com quantos paus se faz canoa pra navegarem bem longe daqui. Tirar holofote desse bando pra que não atrapalhem mais a cena de ninguém.
      Bora?

    • Luciano de Souza

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      mar 3, 2013

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      O debate sempre e importante.

      Vejo com preocupação um modelo que não se preocupa com o fazer musical como uma profissão, que não se preocupa com o sujeito músico, com o indivíduo, como um ser social que tem as mesmas necessidades como qualquer outro profissional.
      Depois dos 25, 30, 40 anos a ilusão e a vontade de querer subir em Palco apenas para mostrar o talento e buscar um lugar de destaque no cenário musical perde espaço para as necessidades do dia a dia, da sobrevivência, porque feliz ou infelizmente vivemos num mundo capitalista em que o vil metal nos é cobrado em todas as nossas necessidades de sobrevivência básica. Outro problema bem mais complicado é reconhecer depois de alguns anos seguindo uma doutrina de que tudo não passou de um engodo de um equivoco, de um placebo. muitas vezes é difícil encarar familiares, amigos, as renuncias que foram feitas em nome de um ideologia que não reconhecemos mais como legítima. A impressão que passa é que alguns estão tirando proveito financeiro da juventude, outros estão tirando proveito político da situação. Mas enfim é apenas uma opinião.

    • Luca Martins

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      mar 3, 2013

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      Em que pese pontos interessantíssimos de crítica e auto-crítica, por que isso me pareceu em grande parte uma dor de cotovelo com o Fora do Eixo?

      Acho divertido esse discurso de esquerda radical: “fazem uso da produção simbólica alheia para barganhar com governos e empresas financiadoras o mapeamento, a articulação e a mobilização de grupos e pessoas”. Por que alheia? Há outros modos de se fazer política pra quem viveu e vive a tal segregação.

      Usando o mesmo argumento generalizante e desconhecedor de trajetórias, garotos de classe média, dos seus palacetes uspianos ou unicampianos, paladinos de movimentos sociais, criticam gente que surgiu dos guetos e anda fazendo o que pode pra manisfestar sua expressão cultural.

      Se eles podem se apropriar de certa leitura de Marx, e desses tais movimentos sociais como se fossem seus, por que outros que estão dentro e fora deles não podem?

      Não acredito nesse povo que fica de fora sem fazer nada, ou se aproveitando vampirescamente dos outros também, sem ter coragem de assumir isso sequer pra si mesmo, tacando pedra em quem está dando o sangue pra fazer alguma mudança acontecer. Quer canais de diálogos sem precisar se esforçar pra dialogar? Sem ter que lidar com sua própria inveja e inativismo? Tentando ficar nos números, discutir e ocupar 0,05% é melhor do que ficar no 0,00…

      Já vivi o bastante pra ter certeza que certos discursos só querem substituir o imperialismo que criticam pelo seu próprio imperialismo; só querem substituir uma “engenharia de controle social” por outra, elite de “bem-esclarecidos” que não hora de comer o bolo, querem mais o seu e que os outros se fodam, manipulando outros servis e colonizados. Que assumam isso publicamente também.

      A mudança só se faz, fazendo. Não vamos esperar a revolução acontecer, pra participarmos da mudança em e com nossas próprias contradições, acertando e errando, mas fazendo e pensando no processo mesmo de fazer e pensar.

    • Leo Vinicius

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      mar 3, 2013

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      Luca Martins,

      Não sou do Passa Palavra, mas você tocou num ponto importante.

      “A mundaça só se faz, fazendo”, você diz. Mas por que ninguém que defende o FdE procurou responder as reiteradas perguntas sensatas do Manolo: quais sao as consequências das escolhas e das ações do FdE?

      Você diz que estão “dando o sangue para alguma mudança acontecer”.

      Eu só vejo as pessoas que defendem o FdE falaram em ‘mudança’, usarem esses desejos asbtratos das pessoas, como a Nike ou uma marca de cigarro fala de ‘liberdade’ e de ‘just do it’. Mas afinal, qual mudança o FdE pretende? Qual o objetivo de transformação social? Quais os métodos, as táticas para chegar a esse objetivo?

      É bastante sintomático de como essa ‘mudança’ é um significante sem significado e assim pode ser usado ao bel prazer.

      Bastante sintomático este video gravado de um debate cujo o mote era “Distraídos Venceremos?” http://www.ustream.tv/recorded/26971348.

      Ali percebe-se qual é o público do FdE. O incrivel do debate que linkei é que ele começa sem se colocar quais são os objetivos que se quer alcançar (para se falar em vitória deve-se ter claro o que se quer). É o fazer pelo fazer. Em nenhum momento do debate se discute o que se pretende. É o fazer alçado a fim. Baudrillard chamaria isso de simulacro, o fazer descolado e ualquer fim, de qualquer referente. Se tivesse fascistas no debate em nenhuma momento saberíamos, porque discute-se “ativismo” e o “fazer”, isso é o que parece importar, onde se quer chegar mostra-se irrelevante.

    • |

      mar 4, 2013

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      Leo Vinicius, acho que estamos malhando em ferro frio. Veja por quê:

      1) Repare nas palavras carinhosas dedicadas pelos comentaristas pró-FDE a seus adversários: “luta pelo rotulo de revolucionario”, “sair do sectarismo”, ” deixar de ficar olhando para o companheiro ao lado como inimigo”, “defensores de movimentos sociais de esquerda”, “ficção esquerdista”, “posto de revolucionario”, “um monte de sabe tudo sobre os outros”, “esquerda uspiana ou unicampiana”, “assembleias esvaziadas”, “paladinos de movimentos sociais”, “palacetes uspianos ou unicampianos”, “fica de fora sem fazer nada”, “elite de bem esclarecidos”… Em tudo parece uma crítica ao movimento estudantil universitário. Me parece que os pró-FDE deduzem que todos os comentariastas restantes são do movimento estudantil paulista. O que, a meu ver, é uma curiosa homenagem à própria origem dos pró-FDE: os eternos descontentes com o movimento estudantil universitário tradicional. Teria o FDE surgido daí?

      2) Se a crítica aos adversários se faz neste nível, é sinal de que a UniFDE forma todo mundo direitinho para reproduzir estas críticas. Falam mal, mas lêem direitinho as cartilhas do “falar mal”, do “imobilismo” etc.. E não o reconhecem. Muito provavelmente porque nas universidades de onde saem os intelectuais que lhes dão um verniz pós-moderno tudo isto parece “superado”.

      3) Repare como outra estratégia dos pró-FDE nos comentários é sair listando nomes. Ganha mais quem tem mais “nomes”. Isso não lembra um pouco aquela história de arrumar um “nome” para uma mesa de debate, ou um “nome” para chamar público pra um show, ou um “nome” praquela vaga num conselho? Essa lógica do “nome” é bem a lógica do capital simbólico. E se ganha o debate quem tem mais “nomes”, ganha desta forma o debate quem tem mais capital simbólico acumulado, e portanto mais status social.

      4) Vou usar o apoio a um grupo quilombola como exemplo hipotético para falar da “troca simbólica” feita pelo FDE. (Preciso dizer desde já que o exemplo é hipotético para os pró-FDE não começarem um trololó sobre transparência & etc..) O grupo quilombola está lá isolado e ameaçado, aparece alguém do FDE que dá uma força botando a cara deles na tela através de algum tipo de produto cultural (audiovisual, música, fotografia etc.) e dá visibilidade à luta deles, o que os ajuda. Há uma troca aí, os quilombolas acolhem o FDE e o FDE visibiliza a luta quilombola. São as tais duas mil pessoas que metem a mão na massa, em ação. Até aí beleza, mas tem caroço nesse angu. Essa troca simbólica não funciona sem uma relação material, porque símbolos não existem no vazio, remetem a alguma coisa material. A imagem dos quilombolas é veiculada por um produto cultural que, por maior copyleft, é de autoria de alguém, que leva os créditos. Aparentemente ninguém levou grana nenhuma, mas graças a este produto o FDE colocou mais um tijolinho na construção de seu portfólio, legitimando-o a vôos mais altos. E o combustível destes vôos são, em grande parte, os recursos públicos e privados que são captados exatamente por este crescimento do portfólio. Enquanto um prestador de serviços tradicional ganharia ali no ato da prestação do serviço e pronto, esta progressiva expansão do portfólio — mais bens culturais produzidos, mais “lideranças” contabilizadas, mais realizações etc. — cacifa para captar mais recursos. E os quilombolas ficam lá com o produto cultural deles, um capital simbólico que pouco lhes serve para além de sua finalidade inicial (divulgação da luta). O quilombola não é nenhum coitado nesta relação, mas o FDE também não é nenhum santinho. Dá pra ver a defasagem na troca entre a comunidade quilombola hipotética e o FDE? Não é isto uma acumulação de capital — simbólico, mas capital?

      5) Por último, repare como até o momento nenhum pró-FDE falou sobre as consequências da ação do FDE sobre a gentrificação no centro de SP ou sobre a qualidade, o diferencial da participação do FDE em conselhos de políticas públicas. Começo a achar que não vão falar sobre isto nunca.

    • Thaís Aragão

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      mar 4, 2013

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      “…busquem analisar o mercado musical brasileiro nos dias de hoje, sem o olhar contaminado pelo mainstream. Tem muita banda sobrevivendo, discos sendo lançados, festivais nascendo e somos um dos mercados independentes em ascendência em todo o mundo. Isso é real!!!”

      Parece os anos 1990, não é?

    • Luiz Ramos

      |

      mar 5, 2013

      |

      Malu Aires, não me dei ao trabalho de ler seus devaneios em sua mais épica completude, mas me responde:

      como vc SEMPRE foi independente se já teve contrato com Marcus Viana/Sagrado Coração da Terra, quando era vocalista da banda que gravou o tema de abertura da novela O Clone?

      E mais uma coisa: você tem como provar que o Transborda 2010 foi aprovado por conta de laranjas? Você foi ao festival? Participou em algum momento das reuniões de pré-produção? Trabalhou ao longo da semana? Porque isso aí se chama calúnia e difamação e pode render um belo processo em cima de você. A internet não é terra de ninguém não, viu?

      Que tal conferir a prestação de contas do festival? Ou você está colocando em dúvida a Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, a mesma que premiou o Matriz, da qual a festa de 10 anos foi bancada com o mesmo fundo, e na qual você se apresentou?

      Até o Rodrigo James, do mesmo Alto Falante, já reconheceu que naquela ocasião eles se equivocaram e meteram os pés pelas mãos. Vira o disco, vai…

    • |

      mar 8, 2013

      |

      Feliz Dia Internacional das Mulheres!

      Sr. Luiz Ramos Veste Carapuça Sozinho…

      Me desculpe, mas não tenho o que debater com você. Você não tem capacidade intelectual, nem legitimidade profissional pra discutir comigo (presta atenção no currículo)…
      Calunia e difamação é você usar tantos nomes pro seu comentário e só me dou trabalho de responder aqui por este teu crime.
      Por isso grito mesmo contigo, só cita gente do bem porque vocês são covardes… caluniadores… moleques… aqui em BH uns 2 ou 3 que só fazem isso toda a semana…
      Vou contar pros citados a molecagem que andam fazendo…

      Se viesse da classe, de tão intolerável, mereceria um cala-boca público… Você? Não entendo nem porque abre a boca aqui…
      Troca de música, arruma outra Geni, que vestir carapuça e trazer nomes na rede, só cria mais confusão pra rede de vocês.
      Pra te poupar do esculacho do paizinho, tô bloqueando você e quem vier daí. Nada pra falar com vocês… quero nem chegar perto.
      Quer mostrar planilha? à vontade… manda o linkLeaks pra galera…

      Brigar com os FdE, desculpa, gente… mas vou me dar ao direito de me poupar disso aqui no PP. Ainda que esse ódio deles, só derrube mais rápido a casinha… e com os três porquinhos dentro… não tô afim de exposição dessa que, da última vez, me trouxe até ameaça de morte partida dos ‘colaboradores’.
      Pra quem tá curioso pra saber o motivo da bronca comigo…
      http://dynamite.com.br/jukebox/2012/12/como-eu-vi-surgir-e-morrer-o-fora-do-eixo/
      Nessa aí tive o ‘cala boca ameaçador de morte” e um bullying na rede de f#der contrato… ameaça de processo, pra cima de mim? Me poupe da piada…

      Mudando de porta, sem fugir do assunto, volto a pensar:
      “As empresas não fazem ideia do erro que é contratar ‘atacadores virtuais’ pra relações públicas e comerciais… Será que a Petrobras tem noção da encrenca política que tá comprando?… A Vale não vale nada mesmo…
      O mercado já sacou que é fria… mercados artístico, fonográfico… o mercado cultural é isso mesmo… lento lentíssimo de entender arte…
      … Esperto o artista que já sacou isso…”

      Alguém esperto, anima de discutir mercado de música?
      Não acho que esse espaço que o PP abriu seja lugar pra isso, mas tem os inBox pra começar e aproximar os papos.

      Aqui, parei.
      Duvido que parem…
      Sobre música, mercado de música, mercado fonográfico independente, vambora conversar com quem sabe conversar que nem gente – quem realmente interessa, estimula e valoriza.
      Abraço a todos os lúcidos que colaboraram com a matéria!

    • Luiz Ramos

      |

      mar 10, 2013

      |

      Isso aí Malu Aires, me bloqueia mesmo pois asism vvocê me poupa dos seus devaneios.

      Nem pra responder minhas dúvidas legítimas você teve as caras. Só me resta agradecer pelo favor que você me faz em não mais dirigir a palavra a mim :)

      Valeu mesmo!

      PS: vc tá atrasada, eu já saí do FdE, mas ao contrário de você, busco sempre o caminho do bom entendimento.

      PS2: já apagou os comentários caluniosos sobre as bandas que vão contra sua política também ou ainda estão lá no seu blog pra todo mundo ver o tipo de gente que você é?

    • |

      mar 11, 2013

      |

      Manolo, outro caminho de migalhas que pode ser feito para entender como a apropriação simbólica encontra lastro material é entender como se dá a prestação de contas de um projeto que tem como objetivo “gerar buzz” por exemplo. No caso dos quilombolas o resultado apresentado aos patrocinadores da conta pode ter sido “exposição na mídia” “presença em clipping”, ou ainda “repercussão nas redes sociais”. Temo que os técnicos do TCU e afins nada entendam de redes sociais, e temo mais ainda que “curtirs”, “compartilhar” e “comentar” tenha virado uma medida contábil a ser apresentada em prestação de conta. Por exemplo se um projeto prevê a construção de uma rede de informação sobre midiativismo indígena. Como medir ao final do projeto se isso ocorreu ou não? Apresenta-se de uma maneira bem bacana que o número de seguidores do @indiolivre (hipotético) aumentou, gerando uma rede de trocentas mil pessoas envolvidas, que o vídeo do IndioLivre foi visto por trocentas outras pessoas também ampliando a rede, e por ai vai…

    • PAblão

      |

      mar 14, 2013

      |

      Pablo Capilé diz (13.03.2013):

      “Anunciada a Curadoria Colegiada da Virada Cultural! Os novos curadores são: Poeta Sérgio Vaz, Alex Guarani-Kaiwoá Antunes, Pena Schmidt, Giselle Beiguelman, Alê Youssef, Tião Soares, Marcus Preto, Maria Tendlau e Zé Mauro. Parabéns aos escolhidos e parabéns a secretaria pela ampliação do processo participativo.”

      Olha o consensão aí, gente!

    • Caio

      |

      abr 3, 2013

      |

      O que era visto pela gestão como inimigo, nesta descarademente um instrumento da especulação imobiliária. Vai bem no sentido do que o texto comenta sobre a Baixa Augusta:

      “Prefeitura de SP quer usar skatistas para recuperar áreas degradadas do centro –
      Prefeitura de SP quer usar skatistas para recuperar áreas degradadas do centro. Conflito na Praça Roosevelt, em janeiro, motivou diálogo com a administração. Conversas já mapearam três áreas na região da Sé que devem ser adaptadas à prática do skate ainda em 2013. Gestão Haddad promete ainda complexo de esportes radicais no Parque Dom Pedro II” http://bit.ly/10woZJU

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