Por Marcelo Phintener

O sintoma tomado como explicação

A Parte I desta série demonstrou a emergência de uma gramática totalitária que atravessa o bolsonarismo e atinge, por homologia formal, as vertentes identitárias que se pretendem sua antítese. Resta enfrentar a questão central: por que o trabalhador precarizado adere à gramática que o subjuga? Recorrer aos clichês da “alienação” ou do “pobre de direita” é apenas a recusa da esquerda em olhar para a própria omissão. Esta Parte II toma a reação do eleitorado periférico não como um desvio moral, mas como um fato social a ser explicado.

A análise cruza três fontes de dados: os registros eleitorais por zona do TSE (2024), os microdados de mobilidade da Pesquisa Origem-Destino (2023) e os setores censitários do Censo 2022. A cartografia que emerge desse mapeamento desmorona as ficções confortáveis da esquerda de Estado sobre o território que julgava dominar.

I. A disputa — três candidatos, 57 zonas, nenhuma vitória fácil

A eleição municipal de São Paulo em 2024 produziu, no primeiro turno, um resultado que contrariou as expectativas de todos os campos. Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB) chegaram ao resultado final separados por menos de dois pontos percentuais entre si — uma diferença estatisticamente estreita para uma cidade com mais de seis milhões de eleitores.

Gráfico 1 — Participação dos três principais candidatos no total de votos válidos (1º turno). Fonte: TSE, Votação nominal por município e zona, 2024.

O equilíbrio agregado, no entanto, oculta uma geografia interna profundamente assimétrica. Das 57 zonas eleitorais da capital, Boulos e Marçal venceram 20 cada; Nunes venceu apenas 17 — apesar de ter obtido a maior votação nominal total. A distribuição territorial, e não os números brutos, é onde o argumento da Parte II começa.

Gráfico 2 — Zonas eleitorais vencidas por cada candidato. Fonte: TSE, 2024. Elaboração do autor.

II. O paradoxo da Zona Leste: espoliação material e captura gramatical

Mais do que os totais agregados, é a cartografia do voto de Marçal que revela o nó analítico deste trabalho. Das 20 zonas eleitorais que conquistou, a esmagadora maioria concentra-se na Zona Leste histórica: Vila Formosa, Vila Matilde, Tatuapé, Sapopemba, Penha de França, Cangaíba, São Miguel Paulista, Itaquera, Ermelino Matarazzo e Vila Prudente. Falamos do tradicional cinturão produtivo paulistano — uma geografia ligada por contiguidade física e social ao ABC Paulista, matriz do sindicalismo combativo que gestou o PT e a CUT entre o fim dos anos 1970 e o início dos 1980. Com uma média de 31,2% de votos no quadrante leste — superando seu índice geral na capital —, a campanha de Marçal penetrou na medula desse território de trabalhadores. A escolha da Zona Leste como laboratório analítico central justifica-se precisamente por isso: ela condensa em estado puro o curto-circuito em tela — o mesmo tecido operário que Kowarick (1994) consagrou como epicentro das lutas urbanas da metrópole agora sob o domínio da teologia do empreendedor individual.

Gráfico 3 — Percentual médio de votos em Marçal por perfil territorial. A Zona Leste e a Zona Norte apresentam os maiores índices. Fonte: TSE, 2024. Elaboração do autor.

O Censo 2022 permite dimensionar o peso demográfico desse território. A Zona Leste concentra 3,57 milhões de habitantes — o segundo maior contingente entre as regiões da cidade, atrás apenas da Zona Sul — e registra a maior média de moradores por domicílio: 2,42 pessoas, contra 1,75 no Centro Expandido e 1,90 na Zona Oeste. Famílias maiores em domicílios menores, com renda familiar mediana de R$ 4.600 mensais: é a combinação que amplifica o impacto de qualquer confisco do rendimento real — cada real a menos no salário divide-se por 2,42 pessoas.

Gráfico 4 — Perfil territorial de São Paulo: população e moradores por domicílio por região. Fonte: Censo IBGE 2022. Elaboração do autor.

A Pesquisa Origem-Destino do Metrô de São Paulo (2023) confirma e detalha esse quadro. Com renda familiar mediana de apenas 3,5 salários mínimos por família, a Zona Leste fica muito abaixo da Zona Oeste (R$ 9.433) e do Centro Expandido (R$ 7.646) — e 42,7% de seus domicílios vivem com menos de R$ 4.000 mensais. Para uma família mediana de 2,42 pessoas, o valor per capita é de R$ 1.901 — um rendimento de subsistência frente ao estrangulamento do custo de vida paulistano. O dado mais revelador não reside nas médias agregadas por região, mas no estrangulamento por faixa de renda: trabalhadores com renda per capita de até 1 salário mínimo despendem em média de 85 a 88 minutos por deslocamento, contra 61 minutos gastos por aqueles posicionados acima de 3 salários mínimos — uma assimetria do tempo de 40%. A distância percorrida expõe a mesma fratura territorial: são 17,1 km de percurso para a fração de menor rendimento contra 10,1 km para as faixas de maior renda, uma disparidade de 70%. Na Zona Leste, essa desigualdade materializa-se no fato de que mais de 83% das viagens de trabalho dependem exclusivamente do transporte coletivo, sem qualquer flexibilidade modal. A dependência estrita do ônibus não é apenas uma métrica de tempo — é a expressão territorial da ausência de margem: não há automóvel próprio, não há orçamento para transporte por aplicativo, tampouco folga na renda que autorize outra escolha.

Gráfico 5 — Tempo e distância de deslocamento ao trabalho por faixa de renda per capita. Trabalhadores com renda de até 1 SM percorrem trajetos 70% mais longos e despendem 40% mais tempo do que trabalhadores com renda acima de 3 SM. Fonte: Pesquisa Origem-Destino Metrô SP 2023. Elaboração do autor.

O gráfico abaixo sintetiza as quatro dimensões do território cruzadas nesta análise: população, renda, voto em Marçal e composição domiciliar. O padrão é inequívoco — as regiões de maior votação em Marçal são exatamente as de menor renda e maior densidade familiar.

Gráfico 6 — Síntese: quatro dimensões do território e do voto por região (renda: mediana familiar). Fontes: Censo IBGE 2022, Pesquisa OD Metrô SP 2023 e TSE 2024. Elaboração do autor.

Os dados da RAIS 2024 esmiúçam a natureza do vínculo de trabalho que serviu de alicerce histórico à região. Na capital paulista, o setor industrial lidera o índice de formalização com 95,3% de empregos celetistas. Contudo, essa cobertura contratual traduz-se em um salário mediano de escassos R$ 2.950 (2,09 salários mínimos), sendo que 48,3% dos operários não atingem a faixa de 2 mínimos.

Estrutura análoga verifica-se no setor de transportes, engrenagem vital da Zona Leste: com 94,4% de vínculos formais sob a CLT, o setor registra remuneração mediana de R$ 3.350 (2,37 SM), acumulando 41,4% de seus profissionais situados abaixo de 2 salários mínimos. O quadro expõe o drama do trabalhador de carteira assinada cuja remuneração sequer cobre os custos de reprodução da sua própria força de trabalho frente ao encarecimento da habitação e da mobilidade metropolitana. Longe de mitigar a espoliação material, a formalidade do contrato apenas a quantifica com precisão matemática no contracheque[1].

É precisamente nesse chão material que a gramática do coaching encontra seu solo mais fértil. Sob a lógica da economia narrativa, prevalecem as linguagens capazes de oferecer a estrutura mais eficaz para processar as angústias da experiência vivida. O coach entrega ao trabalhador da Zona Leste a arquitetura clássica da gramática autoritária: o arco de decadência e redenção, a identificação nítida do inimigo (o ‘sistema’, o Estado, a burocracia), a promessa de um protagonismo individual imediato e a completa dispensa de mediações corporativas. Trata-se de uma sintaxe que opera abaixo da consciência reflexiva do sujeito — não é necessário dominar suas regras formais para reproduzi-la no cotidiano da sobrevivência.

Gráfico 7 — Top 10 zonas de Marçal: comparativo com Boulos e Nunes. Destacam-se as zonas da Zona Leste histórica. Fonte: TSE, 2024. Elaboração do autor.

III. Do chão batido aos gabinetes: a retração da esquerda ao Centro e a tutela na periferia

A distribuição territorial do eleitorado de Guilherme Boulos projeta o espelho inverso daquilo que a narrativa progressista tradicional esperava. O candidato do PSOL não fincou suas maiores estacas na Zona Leste histórica, mas em dois polos sociologicamente antagônicos: o Centro Expandido (Pinheiros, Vila Mariana, Perdizes, Bela Vista) e a franja periférica de formação mais recente (Capão Redondo, Guaianases, Cidade Tiradentes, São Mateus e Campo Limpo).

Gráfico 8 — Percentual médio de votos em Boulos por perfil territorial. Desempenho mais forte no Centro Expandido e na periferia distante. Fonte: TSE, 2024. Elaboração do autor.

Essa periferia distante — onde Boulos registrou seu melhor desempenho popular — caracteriza-se pela urbanização recente, pela baixa densidade de postos de trabalho e pela ausência de uma tradição fabril territorializada. [2] Ocorre que esse isolamento não constitui um mero detalhe geográfico, mas o resultado direto da metamorfose da esquerda combativa em esquerda de Estado: encerradas no formalismo corporativo dos setores organizados, as estruturas sindicais deram as costas aos trabalhadores informais, enquanto os quadros partidários de esquerda, convertidos em técnicos e gestores do Estado, desativaram a presença no território por considerarem a mobilização popular incompatível com a sua nova função de administradores da ordem.

Diante desse duplo deslocamento — corporativo e partidário —, a presença da esquerda nesses territórios deu-se quase exclusivamente pela via das lutas por moradia, das redes de solidariedade comunitária e da cobertura da assistência social, e não pelo enfrentamento direto do conflito entre patrão e trabalhador no local de produção ou de moradia. Nesses bairros, portanto, a atuação da esquerda governista estruturou-se na chave da tutela institucional, substituindo a solidariedade autônoma de classe pela intermediação burocrática junto às próprias instâncias do aparato público. Em contrapartida, a força de Boulos no Centro Expandido — cujo ápice registrou-se na Bela Vista, com 43,65% dos votos válidos — revela que seu núcleo eleitoral mais denso advém das zonas de alta renda e elevada escolaridade. Trata-se da geografia de reprodução das novas elites intelectuais e tecnocráticas, onde o discurso identitário e a pauta da gestão progressista da cidade encontram ressonância imediata — operando em um plano abstrato, blindado das agruras materiais e do confisco do tempo que martirizam o cotidiano do trabalhador no trecho metropolitano.

Gráfico 9 — Dispersão por zona eleitoral: Marçal × Boulos. Zonas acima da linha diagonal = Boulos à frente; abaixo = Marçal à frente. Fonte: TSE, 2024. Elaboração do autor.

IV. O voto como escolha gramatical racional

A reação habitual da esquerda a estes números insiste no diagnóstico que a Parte I caracterizou como sintoma: o recurso preguiçoso à ideia de que o trabalhador periférico ‘não sabe votar’ ou é refém de ‘alienação’. Trata-se de uma manobra típica da moralidade identitária — transmutar o estrangulamento material do sujeito em defeito de sua consciência. Se Faye explica a circulação da gramática do coaching, falta decifrar por que a linguagem de classe atrofiou. A gramática totalitária reproduz-se sem necessidade de regência central: ganha escala porque cada indivíduo, ao utilizá-la, a ratifica no espaço social. O inverso é verdadeiro: a gramática de classe não exige aparatos burocráticos para pulsar — exige enraizamento no chão do bairro, da fábrica, do escritório – das relações sociais de trabalho. E foi precisamente esse chão que a esquerda evacuou.

O nó do problema é claro: a gramática totalitária não triunfou por superioridade teórica na Zona Leste, mas por ter herdado o vazio deixado pela retirada das lutas sociais. O operário da Vila Matilde não se tornou um convertido; ficou desprovido de linguagem de classe. Esse deserto gramatical constitui o desfecho inescapável do acoplamento do sindicalismo e dos partidos de esquerda às engrenagens do Estado Amplo. Trata-se de um longo processo de assimilação no qual os órgãos de combate, ao se converterem em burocracias, abandonaram a organização autônoma do trabalho.

Quando a entidade sindical assume o controle de fundos de investimento, o trabalhador que a rejeita não está alienado: está formulando um diagnóstico lúcido sobre uma estrutura que se virou contra ele. O problema é que essa recusa justa é tragada por uma narrativa que perpetua a sua espoliação.

A derrocada do sindicalismo tradicional não gerou um vácuo inerte, mas uma zona gramatical desprotegida. A gramática totalitária — leve, descentralizada e viral — move-se com desenvoltura nesses espaços abandonados. O coach não derrotou a burocracia sindical na arena das ideias; simplesmente ocupou o espaço que esta desocupou ao se metamorfosear em capital.

O trabalhador que reage contra esse ecossistema exerce uma leitura precisa da sua estagnação — ainda que o seu voto acabe prisioneiro de uma gramática autoritária. O rótulo de ‘pobre de direita’ serve apenas para blindar a esquerda governista de sua própria falência territorial, recusando-se a enxergar a razão material do protesto. Com isso, cumpre-se rigorosamente a máxima de Faye: quando a linguagem de libertação deixa de habitar o cotidiano, a gramática totalitária não precisa vencer o debate de ideias — basta-lhe a posse do terreno vago.

A narrativa do coach-empreendedor converteu-se na única gramática de agência que o sistema manteve aberta para quem vive sob o confisco do rendimento real, a expulsão do mercado formal e a desregulamentação absoluta. Diante do cinismo das linguagens institucionais herdeiras do iluminismo gerencial, a teologia do empreendedorismo de si performa uma falsa liberdade — mas entrega o único simulacro de protagonismo disponível no ecossistema criado pela própria gramática totalitária.

V. A acusação moral como escudo da burocracia

O insulto revela a estrutura. Ao rotular o espoliado periférico de “alienado” ou “pobre de direita”, a esquerda identitária reproduz o exato dispositivo que a Parte I identificou como marca do pós-fascismo: a essencialização do sujeito, a substituição da análise materialista pelo veredicto moral, a recusa da mediação em favor da condenação. O que torna esse dispositivo particularmente revelador é que ele opera nos dois polos do campo de esquerda — e de formas simétricas. A esquerda governista, assimilada pelo Estado Amplo, converte a crítica de classe em gestão identitária de conflitos: administra as diferenças sem tocar nas relações de exploração que as produzem. A extrema-esquerda, encastelada em sua pureza doutrinária, recusa o contato com a classe real porque a classe real não corresponde ao sujeito histórico que seus textos prescrevem. Ambas produzem o mesmo resultado prático: o terreno vago. Uma o produz por integração ao capital; a outra, por horror ao chão.

Reed Jr. e Michaels dissecaram o mecanismo nos Estados Unidos: a centralidade identitária desloca o conflito de classe para um terreno perfeitamente palatável às elites corporativas. No caso brasileiro, o deslocamento tem uma especificidade: foi operado em parte pelas mesmas estruturas que deveriam ser seu antídoto. A burocracia sindical que gere fundos de pensão e senta em conselhos de administração não apenas deixou de representar o trabalhador — tornou-se parte do sistema que o explora. O rótulo de “pobre de direita” é a última linha de defesa dessa burocracia: enquanto o trabalhador da Zona Leste for visto como problema cognitivo, não será necessário enfrentar a ruptura estrutural que a própria esquerda produziu.

VI. A gramática e o território

A eleição de 2024 em São Paulo traduz no território o que a análise teórica demonstrou no plano discursivo: a gramática totalitária encontrou no antigo cinturão operário o seu solo mais fértil precisamente porque as instâncias de mediação de classe se retiraram do chão da fábrica e do bairro.

O que a evidência empírica confirma não é uma mera correlação estatística entre espoliação e voto — isso qualquer regressão linear produziria. O que os dados escancaram é um paradoxo histórico: a Zona Leste, berço da maior densidade de organização trabalhadora desta metrópole, tornou-se o epicentro de adesão a uma narrativa que dissolve a consciência de classe no empreendedorismo de si. Não se trata de coincidência, mas de causalidade funcional: a gramática totalitária não penetrou apesar da tradição operária, mas através da casca em que essa tradição se converteu ao integrar-se às funções gerenciais do capital.

O contradiscurso possível não virá da tutela moral de uma burocracia partidária. Virá da reconstrução de uma linguagem enraizada no chão da vida cotidiana — no tempo espoliado no transporte, na conta que não fecha, no rendimento real confiscado pela metrópole. Somente uma gramática que coloque a exploração material no centro, oferecendo pertencimento sem exigir submissão à etiqueta gerencial, poderá romper os labirintos digitais do capital. A disputa decisiva não é pela conversão moral do indivíduo, mas pela posse das palavras que dão sentido à dor do trabalho.

E aqui está o verdadeiro paradoxo que os dados revelam: a Zona Leste não foi capturada pela gramática do coach apesar de ter sido o berço do sindicalismo combativo. Foi capturada por causa do que esse sindicalismo se tornou. O fascismo pós-fascista não precisou vencer a tradição operária da Vila Matilde — bastou-lhe aguardar que ela se desintegrasse por dentro. O triunfo da gramática totalitária no antigo cinturão operário de São Paulo não é uma vitória ideológica: é o resultado de uma vacância. Enquanto essa vacância não for preenchida por uma gramática que nomeie a exploração com a precisão com que os dados a revelam, o ônibus das cinco da manhã continuará sendo o veículo em que a gramática sem dono faz seus recrutamentos. Até quando os gabinetes continuarão culpando os trabalhadores pelo deserto que eles próprios produziram?

Notas

[1] Nota metodológica: Os dados setoriais da RAIS referem-se ao município de São Paulo como um todo. O geocruzamento RAIS × distrito — que estabelece a densidade de postos de trabalho por unidade territorial e sua correlação com o resultado eleitoral por zona.

[2] A assimetria entre distritos-polo e distritos-dormitório constitui o dado estrutural que ancora empiricamente o argumento desta seção. Enquanto Itaim Bibi registra densidade de emprego formal equivalente a 420% de sua PEA residente — absorvendo, portanto, força de trabalho de outros territórios —, Itaim Paulista e Cidade Tiradentes, distritos nucleares da Zona Leste, operam com densidades de 15% e 16%, respectivamente. O trabalhador residente nesses distritos não apenas recebe menos: trabalha em outro território, percorrendo diariamente a distância entre o dormitório periférico e o polo atrator, o que explica de forma estrutural, e não apenas estatística, os 83% de dependência exclusiva do transporte coletivo registrados pela OD 2023.

Referências

BERNARDO, João. Capital, gestores, sindicato. São Paulo: Vértice, 1987.
BERNARDO, João. Labirintos do Fascismo. Porto: Afrontamento, 2015.
BERNARDO, João. Do sindicalismo de negócios ao negócio sindical. Passa Palavra, 3 jul. 2019. Disponível em: https://passapalavra.info/2019/07/127156.
BERNARDO, João; PEREIRA, Luciano. Capitalismo Sindical. São Paulo: Xamã, 2008.
COMPANHIA DO METROPOLITANO DE SÃO PAULO. Pesquisa Origem e Destino 2023. São Paulo: Metrô, 2025.
FAYE, Jean-Pierre. Langages Totalitaires: critique de la raison, l’économie narrative. Paris: Hermann, 1972.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2022: Agregados por Setores Censitários. Rio de Janeiro: IBGE, 2025.
KOWARICK, Lúcio (org.). As lutas sociais e a cidade: São Paulo, passado e presente. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1994.
REED JR., Adolph; MICHAELS, Walter Benn. No Politics but Class Politics. Londres: ERIS, 2023.
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. Votação nominal por município e zona — Eleições 2024. Disponível em: <https://dadosabertos.tse.jus.br>. Acesso em: jul. 2026.

A obra que ilustra o artigo é da autoria de Paulo Ito (1978-).

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