Colegas trabalhadores de outros ramos entrevistam ex-funcionários da livraria

Ao longo dos últimos anos, assistimos à crise do mercado do livro no Brasil. A quebra de grandes redes de livrarias – como a Fnac, que fechou todas as lojas, ou a Cultura e a Saraiva, que estão em processo de recuperação judicial – abalou toda cadeia de produção, deixando editoras com dívidas milionárias e levando gráficas à falência. Pelos noticiários, conhecemos apenas o ponto de vista dos patrões: uns tentando se salvar, outros enxergando oportunidades para lucrar. Quem passa despercebido nessa história são os milhares de trabalhadores que pagam o pato com sobretrabalho, dupla função, horas extras não-pagas, perseguições, assédio moral e a ameaça de perder o emprego. Que formas de resistência estão sendo travadas no chão das livrarias?

Nessa entrevista, três ex-funcionários remontam uma história subterrânea dos conflitos na Livraria Cultura. Entre 2013 e 2016, trabalhadores de diferentes lojas travaram uma verdadeira guerra silenciosa contra os abusos dos seus patrões. Com o “pacto de mediocridade”, transformaram o processo de trabalho num terreno de disputa. Hoje, anos depois, essa experiência é um exemplo importante para inspirar novas gerações de trabalhadores a resistir, num momento em que essas empresas se encontram muito mais fragilizadas.

Entrevistador: Como foi a história dessa treta na livraria?

Colega 1: A Livraria Cultura tem muitos anos e, durante muito tempo, foi gerenciada por uma mesma família. O filho do fundador herdou a empresa e ficou como presidente. Em 2012, parece que o Itaú entrou como acionista da livraria. Ninguém sabe muito bem – porque eles nunca deram detalhes –, mas especula-se que foi isso: o Itaú entrou como acionista e tinha direito a uma parte da empresa.[1] E, a partir disso, o Itaú começou a implementar mudanças. Na primeira delas, ele falou: “olha, não faz sentido pagar pra um vendedor 5 mil reais por mês” – na época os vendedores ganhavam muito bem – “não faz sentido você pagar um salário de bancário pra um vendedor, e a primeira coisa que vocês vão fazer é dar um jeito de mudar isso.”

Colega 2: Aí em 2012 teve o primeiro grande corte da livraria. Na época, eles mandaram embora todos os vendedores, toda a equipe que existia na loja matriz, em São Paulo… E ficaram só com doze pessoas. A gente brincava que eram os doze apóstolos, que essas doze pessoas foram escolhidas a dedo para continuar lá. Foram as únicas que permaneceram, todos os outros foram cortados. Na leva que entrou depois, o salário já era menos da metade, eles cortaram, sei lá… um salário de 5 mil e quinhentos foi pra 2 mil. Pois bem, mas àquela época, apesar de tudo, a Livraria ainda era um lugar interessante pra trabalhar. Você tinha benefícios, condições interessantes… enfim, apesar de tudo fazia sentido estar lá.[2]

A treta na loja de Curitiba em 2013

Colega 1: Mais ou menos um ano depois, em abril de 2013, teve uma demissão em massa numa loja específica, a loja de Curitiba. O que aconteceu? Uma menina, cansada de algumas condições de trabalho… Ela não tava de acordo com a maneira como a gente era pago, com a maneira como o nosso salário era calculado…

Colega 3: A gente, na época, não tinha acesso ao cálculo do nosso salário. A comissão nunca foi individual, ela sempre foi uma comissão coletiva, então você precisava saber o faturamento, precisava saber o cálculo base, sei lá. Eles nunca abriram esses dados pra gente.

Colega 1: E, bom, essa menina de Curitiba escreveu um texto falando sobre essas questões, e ela mandou pro correio interno, pra toda a empresa.[3] Na época, você tinha essa ferramenta, né, como se fosse um e-mail, um correio interno que você conseguia selecionar a empresa inteira se você quisesse, de todos os setores, e mandar pra todo mundo. Hoje em dia não, né?

Colega 3: Depois que aconteceu isso, eles restringiram essa ferramenta, mas na época dava.

Colega 1: Cara, quando disparou esse e-mail pra empresa… cinco minutos depois, ela foi chamada na sala e tomou uma justa causa. Isso lá em Curitiba. Mas engraçado foi o que aconteceu depois. Todas as pessoas que responderam esse e-mail, independente de qual tenha sido a resposta, foram mandadas embora na sequência. Foi um efeito dominó. A loja de Curitiba praticamente ficou sem funcionário aquele dia, porque quase todo mundo foi mandado embora. Quase todo mundo tinha respondido o correio, sem saber, né?

Colega 3: E pessoas daqui de São Paulo também. Várias pessoas foram mandadas embora também, porque responderam desavisadas.

Colega 1: Eu acho que isso foi uma das primeiras situações de que eu me lembro de ter acompanhado, que foi assim: “meu, tem alguma coisa errada com essa empresa”. E depois a gente começa a perceber nas reuniões. Eu tive poucas reuniões onde o dono tava presente, mas as que eu tive foram suficientes. Teve uma reunião que uma pessoa perguntou: “Olha, mas eu quero saber como que o meu salário é calculado.” E ele virou e falou, “faz regra de três”. A pessoa, em seguida, foi mandada embora. Era assim, se você levantava a mão na reunião, pra interromper ele, para questionar ele, você podia já pegar as suas coisas, levantar e passar no RH. Isso criou uma cultura de medo na empresa. A gente sabia que tinha coisas que podia perguntar e outras que não podia.

A guerra subterrânea na loja matriz

Colega 2: A história realmente começou no Natal de 2015. Em 2015, no dia 23 de dezembro, eles mandaram embora metade da equipe, de novo. Mandaram embora muita gente da equipe de vendas na véspera de Natal, porque não precisava mais. O Natal já tava ali… já tinha vendido o que tinha pra vender, não precisava mais… dispensou. Só que, quando passou o Ano Novo, começou o “Volta às Aulas”. O “Volta às Aulas” começa com um fluxo de trabalho muito absurdo, muito grande, você começa a receber muito livro, muito produto, muita lista de material, cliente ligando, cliente na loja… e a gente não tinha equipe pra fazer esse atendimento. Pra você ter uma ideia, no setor em que eu fico, no piso em que eu fico, tem cerca de sete linhas de telefone e a gente ficava em duas pessoas no piso. Eram duas pessoas pra atender sete linhas de telefone. Fora os clientes que vinham, presenciais… A gente não conseguia dar conta. Então, o que aconteceu? A gente começou a priorizar os atendimentos telefônicos, em primeiro lugar; os atendimentos presenciais, em segundo lugar; e, por último, a arrumação da loja… quase nunca dava tempo. Só que os produtos continuavam chegando.

Colega 1: Chegou num ponto – isso já em final de janeiro, sei lá, metade de fevereiro… – que as pilhas de livro tavam chegando quase no teto. Porque tava chegando e acumulando, você ia jogando pra lá, chegando e acumulando, e as pilhas iam até o teto! A gente não conseguia atender os clientes na loja, porque a gente não achava o livro, porque tava no meio das pilhas… a gente praticamente nadava nas pilhas, mas não tinha o que fazer!

Colega 2: E aí, quando foi no dia 21 de fevereiro de 2016, aconteceu que um funcionário do administrativo passou pela loja, viu o estado da loja, tirou foto e mandou pro presidente. Algumas horas depois, todo o prédio do administrativo – todo mundo, RH, faxineiro, segurança, todo mundo que vocês imaginarem – foi obrigado a descer, ir pra loja e começar a arrumar. Eles fizeram um mutirão pra arrumar a loja que foi mais ou menos das 16h, 17h, até às 9h da manhã do outro dia. Eles vararam direto a madrugada. E aí a gente chega ao fatídico dia, se eu não me engano, é 22 de fevereiro. Quando eu cheguei pra trabalhar, tava todo aquele povo lá do administrativo que tinha varado a noite…

Entrevistador: Até as terceirizadas?

Colega 1: Meu, terceirizado, da empresa, ficou todo mundo! Acho que entrou como banco de horas. (Eles nunca pagaram hora extra pra ninguém…)

Colega 2: Bom, quando eu cheguei lá de manhã, o dono da empresa tava fazendo um discurso. Ele é que estava fazendo a reunião. A reunião de manhã, geralmente quem faz é o gerente, né? É tipo uma reunião de aquecimento, que tem todo dia. Nesse dia, quem tava fazendo essa reunião era o dono. E aí começou a merda: ele humilhou muita gente, ele elogiou muito o administrativo, por ter ficado trabalhando a madrugada toda, e ele humilhou muito o pessoal do piso de loja – os vendedores, os auxiliares de venda, os gerentes da loja… ele humilhou muito. Ele falou que não sabia o que a gente tava fazendo ali, que a gente também não sabia o que a gente tava fazendo ali, e que já que a gente não sabia, ele podia escolher por nós… Ele falou que a loja era um chiqueiro e que nós éramos porcos e que, já que a gente não tomava uma decisão, ele ia tomar uma decisão por nós: “Quem não estiver de acordo com o que estou dizendo, pode passar agora no RH, eu vou pagar todos os direitos, eu faço questão de mandar embora!”. Ele repetiu três vezes isso. Só que isso era uma blefe, e ele não contava que quase a empresa inteira ia passar no RH.

Colega 3: Ele já tinha feito isso em outras lojas, esse blefe não era novo, mas as pessoas têm muito medo dele… ninguém vai levantar e falar “então beleza, eu vou passar no RH”. Ninguém faz isso.

Colega 1: Só que dessa vez ele caiu do cavalo… A loja toda foi.

Colega 2: Bom, eu sei que, assim, fez uma fila na porta do RH. Só que o RH não tava pronto pra receber essa demanda. Não tinha sido acordado nada com o RH, ele não tinha sido avisado disso, né… O que é que o RH fez? Ele não sabia o que fazer, e falou “olha, a gente vai fazer uma lista, vai anotar o nome de vocês aqui, e vai ver que porra que é pra fazer, porque a gente também não sabe”, então começou a anotar os nomes.

Colega 1: Eles começaram a tentar restringir o máximo possível. Falavam: “ó, cara, não põe seu nome na lista não que isso vai dar merda!”, “não põe o nome não porque você vai ser mandado [embora], vai ser difícil depois de arranjar outro emprego, pensa bem!”, ou “ô, você nem tava na reunião, você não pode pôr o nome na lista”.

Colega 2: Por fim, mais ou menos 30, 32 conseguiram colocar o nome na lista. Muita gente eles barraram. Teve gente que ligou – gente que tava de férias, gente que tava na puta que pariu – que ligou dizendo “ah, eu quero colocar o meu nome na lista também!”, mas eles não permitiram. Tá, ficaram esses 30 nomes aí. Passou uns dois dias, e eles começam a chamar um por um numa salinha pra conversar. E aí o discurso era o seguinte: você chegava na salinha, eles elogiavam você, colocavam o seu ego lá em cima, que você era foda, que você era um funcionário exemplo etc, etc, e que eles não queriam perder você, se você realmente tinha certeza do que estava fazendo. “Então vai ser o seguinte, as regras para a sua demissão vão ser as seguintes: a gente vai dar um prazo, estamos em fevereiro, vamos dar um prazo até o final do ano, até dezembro pra mandar todos vocês embora, conforme a vontade e a disponibilidade da empresa. A gente manda quando a gente quiser, se a gente quiser, a hora que a gente quiser, porque a empresa está dando uma oportunidade para vocês, então a gente não tem obrigação nenhuma. Segundo, pra que você faça parte disso, você não pode em hipótese alguma ter nenhum tipo de problema, treta, advertência, suspensão com a livraria. Se você ganhar uma advertência, automaticamente seu nome não estará mais na lista. Você perde o direito a essa oportunidade“.

Perseguições

Colega 1: Foi aí que começou a perseguição. Passou uma semana e aconteceram as primeiras justas causas. Tem algumas justas causas que foram muito tristes, muito bizarras, e que vale a pena contar. As duas primeiras foram o seguinte: chegou uma caixa de lápis de desenhar, lápis de cor, sei lá… Lápis legal, importado. Chegou com um valor muito barato, em promoção. E aí duas colegas, depois do expediente, passaram no caixa e compraram esse produto. No outro dia, elas tomaram uma justa causa. A livraria alegou que elas agiram de má-fé porque compraram um produto abaixo do valor que custava. Só que esse valor… primeiro que a gente não tem acesso, segundo que não é a gente que precifica. E a gente tinha direito. Se tá custando aquele valor, qualquer um tem direito de comprar, como qualquer consumidor ali, mas elas tomaram uma justa causa por má-fé. E o melhor foi o comentário da diretora do RH: “É, vocês queriam ser mandadas embora, agora vocês vão, mas não do jeito que vocês queriam”.

Colega 2: E aí foi uma sequência de justas causas sem fim. Eu contabilizei mais ou menos umas, sei lá, 11 justas causas que aconteceram dessa lista. Num período muito curto de tempo, seis meses no máximo! É muita justa causa pra uma empresa só. E todo mundo era gente que tinha o nome na lista.

Colega 3: Essa lista virou tipo uma lista negra. Era como se fosse uma lista de pessoas que tavam a fim de sacanear a empresa, e a empresa queria sacanear elas.

Colega 1: Isso criou uma situação de pânico e as pessoas começaram a adoecer. Várias pessoas tinham medo de estar sendo vigiadas – lá tem câmera em todo canto, em todo lugar… O pessoal do RH nunca frequentou a loja, agora não saíam da loja. Eles não saíam da loja. Era o tempo inteiro… eles trabalhavam do seu lado, pra ver o que você tava fazendo. Isso criou uma sensação de pânico tão grande nas pessoas, que elas começaram a adoecer e pedir as contas, porque elas não iam aguentar esperar até dezembro para alguma coisa acontecer. Elas começaram a pedir as contas.

Colega 2: Quando chegou em maio, dia 4 ou 5, houve uma segunda reunião. Nisso, eles já tinham conseguido eliminar muita gente da lista, né? E aí, nessa segunda reunião, o dono virou e falou assim: “É o seguinte, eu não vou mais mandar embora ninguém, porque eu não sou obrigado. Eu não acho que vocês merecem esse benefício, essa oportunidade. Quem quiser, que peça as contas, foda-se, eu não vou. Voltei atrás, não quero mais mandar, foda-se… tá achando ruim? Vai lá no Sindicato reclamar! Eu janto com o dono (sic) do Sindicato dos Comerciários, ele é meu amigo, eu sei até que ele gosta de sushi. Vai lá! Vai me processar? Eu não tenho medo de processo, não, pode processar! Não tem problema.”

O Manifesto Livreiro

Colega 1: A partir daí, a gente pensou “bom, alguma coisa precisa ser feita. Isso não pode ficar barato. Todo mundo que se fudeu nesses últimos meses, as justas causas que tiveram, o pessoal que saiu doente, pra agora o cara virar e falar que não vai cumprir a palavra dele? Ele blefou porque ele quis. Se ele tinha se arrependido do blefe, ele podia muito bem ter pedido desculpas. Não só pelo blefe, mas pelas humilhações também. Mas ele não quis pedir desculpas. Então a gente também não pode desculpar isso.” Aí a gente começou a pensar no que fazer. E foi aí que, um dia, caiu na tela de vários vendedores um e-mail com um tal “Manifesto Livreiro”. Era um texto que falava sobre tudo que tava acontecendo. Contava da reunião, contava que o cara tinha voltado atrás, falava sobre acúmulo de função, desvio de função, do salário que a gente não sabia como que eles calculavam… falava sobre os podres, todas as merdas que tavam acontecendo. E tudo usando uma linguagem bem jurídica, então você tinha aparentemente um respaldo da lei ali, da (antiga) lei trabalhista – então, “olha, isso pode, isso não pode, isso confere, isso não confere”… e todo o manifesto ia falando sobre essas coisas e, no final, ele dava a entender que “olha, vocês podem usar isso pra se movimentar, vocês precisam usar isso pra se movimentar”, né?

Colega 3: Mas engraçado é que, quando isso caiu na tela, começou a cair na tela, foi bem aleatório, não foi todo mundo que recebeu…

Entrevistador: Mas vocês abrem e-mail de vocês no trabalho?

Colega 1: Não. Eles chamam de linha direta. É uma espécie de um e-mail, ele passa por um filtro, e ele cai no nosso sistema. Então não é exatamente um e-mail, mas é quase como um. Só que é muito engraçado, porque a pessoa que fez isso… ela burlou todo o sistema pra isso poder cair na nossa tela. Por exemplo, o título do e-mail, o título do e-mail se referia a uma encomenda de livros com a livraria, entendeu? A pessoa usou um e-mail não rastreável, um daqueles e-mails que você usa e depois de 1h, sei lá, ele se destrói sozinho. Eles tentaram de todo o jeito rastrear quem tinha enviado o e-mail, tentaram rastrear IP, colocaram todo o pessoal da informática atrás e não conseguiram rastrear!

Entrevistador: Vocês nunca descobriram quem mandou essa mensagem?

Colega 1: Não. Porque era anônimo, não tinha como rastrear. Caiu na tela de um monte de gente. E aí a gente abria e tinha aquele texto. E assim, quando eles descobriram, eles tentaram apagar o mais rápido da tela de todo mundo. Só que caiu em várias lojas, não foi só em São Paulo. Caiu em várias lojas… E até eles apagarem tudo, a gente já tinha impresso. Então não adiantava eles apagarem, que a gente já tinha a versão no papel. Todo mundo pensou “pô, faz sentido o que tá escrito aqui. Vamo procurar um advogado”. Aí conseguiram uma advogada, e boa parte das pessoas abriu processo com ela. Teve gente que abriu com outros. Foram mais ou menos vinte processos dessa leva.

Colega 2: A gente pensou que quando eles recebessem as notificações e os processos, eles iam mandar todo mundo embora, mas não foi isso que aconteceu. Eles ficaram com mais ódio ainda, com mais raiva dos funcionários terem aberto processo contra eles, trabalhando lá. E aí a guerra tava declarada. Eles colocaram o pior gerente que eles podiam colocar, o mais maldito, o mais filha da puta pra gerenciar a loja. E aí ok, a gente não ia deixar barato também! A gente começou a bolar jeitos de provocar esse gerente, de provocar o pessoal da gestão, enfim, era a única coisa que a gente podia fazer.

Leia aqui a Parte 2 da entrevista.

Aconselhamos os interessados nesse relato que leiam também este RELATO e essa DENÚNCIA.

Viveu algo parecido em seu trabalho? Veja nesta página aqui como você pode enviar um relato para o Passa Palavra.

Notas

[1] Segundo reportagem da época, a Livraria Cultura vendeu 25% de suas ações para o fundo Capital Mezanino, da gestora Neo Investimentos, em 2009. A associação ao Itaú acontece porque uma empresa que pertence ao banco presta serviços de administração para a Neo Investimentos.

[2] Aquilo que os trabalhadores descrevem como “interessante” era, aos olhos dos patrões, “desesperador”. A declaração de um dos proprietários da empresa aparece numa coluna de Gilberto Dimenstein na Folha em 2007.

[3] Em 2013, a denúncia feita por essa funcionária de Curitiba gerou intensa repercussão nas redes sociais, blogs e jornais. Entre outros links, vale conferir esse esse, esse, a página do movimento e a resposta da livraria.


Correção de 25/04/2019, às 09:59: a nota 2 dizia que a coluna de Gilberto Dimenstein aparecia no Estadão, quando na verdade aparecia na Folha. O texto já foi corrigido.

234 COMENTÁRIOS

  1. Muito bom texto! O cotidiano de trabalho pode ser sangrento, aviltante, humilhante.

  2. Olá! Onde está a continuação do texto? Não consigo achar no site. Obrigado.

  3. Só eu sei o que eu passei naquele lugar, fiz o serviço de 10 pessoas enquanto eles contestavam, quando contrataram os 10 me demitiram.

  4. Cadê o restante da matéria sobre a livraria Cultura?

  5. Olá. Apesar de ser horrível os relatos gostaria muito de saber o desfecho dessa treta toda. Onde tem a continuação???? Te como mandar um aviso no e-mail? Haha

  6. Aguardo a continuação da entrevista e acho que isso tem um potencial cinematográfico.

  7. Eu bem que compreendo isso, está acontecendo o mesmo com os Correios. Estão mandando um monte de gente aposentada embora e quem fica está trabalhando atualmente (isso vem desde 2009) por 4 ou 5 pessoas. Esse tipo de caos que está o país. Querem ficar ricos às custas dos trabalhadores.

  8. Que nojo, que nojo, que ser humano podre esse Herz. Solidariedade a esses trabalhadores.

  9. Colegas de trabalho alcagoetes – e treinados pra isso pelos seus superiores ou seus próprios comparsas. Uma panelinha dos diabos, onde quem tem caráter não entra. Gerentes/compradores odiosos. Um dos piores pesadelos pelos quais passei na minha vida. Nas regras finais, n podíamos nem nos escorar nos móveis, movidos pelo cansaço físico de ficarmos tantas horas em pé. Tudo um veto, uma vigilância desregrada, sempre uma nuvem negra pairando no ar. Clima de conspiração/tensão permanente. Terrível!! Uma atmosfera que n combina em nada com a da literatura e do mundo onírico.

  10. Eu gostava muito da livraria Cultura. Hoje não compro mais nada lá. Nunca mais. Não entro e ainda faço propaganda negativa. A relação patrão e empregado é sempre exploradora. Somente nas cooperativas reais esse abuso não acontece. Enquanto houver burguesia não haverá poesia.

  11. Bom, algumas coisas ditas aí não estão 100% corretas, mas quase. O que rolou em 2015: com a crise da empresa, eles tiveram que fechar algumas lojas do CN (chamávamos de lojinhas) e ai, os setores das lojinha foram passados pra loja principal, mas onde? Tivemos dificuldades pra poder organizar tudo, pois ainda tinham as mudanças setoriais da própria loja principal. E nessa, todos os produtos do setor de teoria e crítica literária estava numa espécie de “carrinho” estacionado em frente ao elevador, na parte da bilheteria do teatro (era um carrinho bem grande que usávamos pra receber material da recepção, que ficava no subsolo do shopping). Isso no último piso; no andar inferior, tinhamos um local que chamávamos de “monta-cargas” – onde recebíamos material da recepcao, e lá estava lotado com mais produto. Estava uma bagunça mesmo, mas a gente fazia o que dava. E outra, prioridade era cliente em loja, não telefone (telefone tu pega o nome e o telefone da pessoa e retorna quando da, cliente fica felizinho igual). Foi essa bagunça que gerou a tal reuniao, e aí sim rolou a tal lista (meu nome estava nela), rolou perseguição sim a determinadas pessoas e teve demissão com e sem justa causa.
    Houve demissão antes dessa mudança das lojas? Sim, mas foi por conta de alguns cargos que deixaram de existir e que foram unificados como “auxiliar de loja” (selecionador, reserva, caixa… Tudo virou auxiliar de loja) e as pessoas que não concordaram com o novo contrato foram demitidas. Existia muita demissão? Sempre! Turn over do comércio é alto galera, não é exclusividade da LC nao.

    Mas existiam coisas que não faziam sentido. Éramos muito cobrados pela gestão? Sim! Gestão no qual andava pela loja e passava direto quando via um telefone tocar; que passava por um colaborador com 3/4 clientes em fila em um balcão e não ajudava. Essa era a gestão de 2015. Reclamar na reunião de aquecimento era fácil, agora colocar crachá e procurar livro ngm queria.
    Enfim, foi meu primeiro emprego, aprendi tudo o que sei hoje de trabalho em equipe, liderança e atendimento ao cliente. A “cultura é minha casa” não pelos donos e ambiente, e sim pelas pessoas e amizades. 2015 eu só tento esquecer.

  12. Trabalhei por quase 3 anos na loja do Shopping RioMar, em Recife, de 2013 até meados de 2015, quando precisei sair por questões de adoecimento mental em decorrência da perseguição que sofria dos meus gerentes. Um deles falava que faria da minha vida um.inferno até que eu pedisse demissão. Movimente a loja e depois de um email para o presidente os dois gerentes foram demitidos, mas não tinha mais clima para que eu continuasse na loja. Ainda tenho os emails que troquei com o presidente que sem duvida alguma foi uma das piores pessoas que tive o desprazer de conhecer.

  13. Sugiro entrevistaram tb funcionários e ex funcionários das lojas Riachuelo. O que temos de relato não cabe numa reportagem.

  14. Engraçado que eu trabalhei, exatamente nesse período, na Livraria Martins Fontes, e era EXATAMENTE IGUAL. Só que em proporções menores, por se tratar de uma livraria menor. Gerente incompetente, administração medíocre, dono ameaçador. Mesmo clima de pânico, demissões em massa por qualquer motivo. Eu durei 3 meses lá, e ví umas 12 pessoas sendo demitidas de um dia para o outro. Parece ser mal desse mercado mesmo.

  15. Quando sairá a continuação?
    Parabens aos envolvidos pela coragem de expor os atos de exploração do proletariado no submundo do subemprego.

  16. Que absurdo! Ninguém merece trabalhar em um ambiente desse. Assim que li o texto fui falar com um amigo que trabalhou por seis anos em uma das lojas, tendo entrado no final de 2011, e ele confirmou quase tudo. Livraria Cultura nunca mais!

  17. Putz esse “continua…” sem uma data específica pra botar no ar a parte 2 dessa matéria é ridícula demais. Como que fica sabendo quando sai?

  18. PQP, o gerente ainda teve a pachorra de dizer que os empregados poderiam perder a “oportunidade” de serem demitidos. Santo Cristo

  19. Eu trabalhei lá em 2016 e passei exatamente por isso. Tive um falecimento na família e eles me ameaçaram dizendo que se eu faltasse para ir ao funeral (que era em outro estado) eles me demitiriam, não podia me dar ao luxo de perder o emprego então não fui (tenho traumas até hoje por conta disso). Após o ocorrido comecei a ficar muito ansioso e cada vez mais doente, tirei um atestado médico de 7 dias, 3 dias depois que voltei eles me demitiram alegando o fim do meu período de experiência.

  20. O acesso anarquista às redes intranet ou de e-mail das empresas é um dos melhores conhecimentos que podemos ter. Muito bacana.

  21. Cara, fico com muita raiva disso. Já trabalhei numa empresa assim e é uma droga! Não suporto chefes assim, sempre fui contra e lutei contra nas empresas, já fui demitido e outra vez promovido por brigar com o chefe. Mas não dá pra ficar quieto!

  22. Gostei muito dessa reportagem, tanto que peço encarecidamente para colher relatos de funcionários e ex-funcionários da Alma Viva em Aracaju, há uma numerosa quantidade de JC’s (Injustas causas) por motivos pífios, como exemplo: Não seguir pausa de acordo com o sistema, tendo em vista que as ligações não param de cair, e em muitos momentos no horário da pausa o funcionário esta em atendimento. Geralmente este tipo de demissão decorre pelo simples motivo de perseguição dos gestores. Necessitamos sermos ouvidos!

  23. Onde está a segunda parte? Isso é um roteiro para uma séria produzida pelo Netflix…tipo “Subterrâneos de uma livraria”

  24. Já trabalhei como operadora de caixa na cultura em e era exatamente assim. Muitas vezes eu ficava sozinha no caixa e não podia sair nem pra ir ao banheiro durante o turno da noite inteiro porque não tinha quem ficasse no caixa. Nunca pagaram minhas horas extras, que eram muitas. Me deram “folga” pra pagar essas horas extras e me demitiram quando voltei porquê reclamei disso.

  25. Livraria da Travessa não fica atrás não. Dono escroto, gerencias que precisam de tratamento psiquiatrico e um RH pelego e incompetente. Demissoes em massa, perseguiçao, racismo, abuso de poder é rotina lá.

  26. Essa situação e generalizada digo,o comércio em geral varejista na maioria deles tratam os funcionários como lixo.

  27. Ja foi uma boa livraria trabalhei la durante 7 anos no admistrativo….. quando me mandaram embora a fulana da chefe nem sabia o que eu fazia… Infelizmente muitas coisas relatadas aconteceram…e nao duvido que continuem acontecendo.. por isso essa crise enorme pela ganancia dos proprietarios..

  28. Vocês também estão acompanhando o caso dos trabalhadores das Organizações Sociais de Cultura do Estado de SP?
    Desde os cortes e demissões ocorridas pela primeira vez em 2015, o clima em algumas instituições ficou cada vez pior e a toada é praticamente a mesma (trabalhava em uma dessas instituições). A “necessidade” de cortes de funcionários fomentou um clima de caça às bruxas (assédio moral, demissões para rebaixamento de salários, falta de transparência orçamentária, etc.) tudo isso com a conivência do Sindicato (como sempre).

  29. Cacetada! Quero saber o desfecho. Quando eu trabalhei na Saraiva como vendedora lá em 2009 a minha chefe me pediu a nota fiscal da caneta que estava usando, “porque tinham roubado no caixa e ela ia descobrir olhando as câmeras”. Assédio moral todo dia.

  30. Com esses patraozinhos tem que jogar sujo. Cade o nome dele? CPF? Endereço?
    Provavelmente tem bastante dinheiro e por conta da crise pode ter alguém precisando de dinheiro e ir visita-lo.

  31. A prova de que nenhuma empresa sólida quebra por motivo nenhum. A Cultura já estava moralmente falida. E para o acéfalo que comentou que isso é “vida adulta”, não: ser tratado com desrespeito não é vida adulta. Toda a equipe tem seus conflitos, mas o que está sendo descrito aqui é abuso.

    Por favor, continuem a matéria!

  32. Livraria da Vila também não fica atrás. Faz uma super propaganda de empresa parceira do colaborador mas depois o chicote estrala. Colocavam um funcionário pra fazer várias funções, quando batíamos a meta do mês o gerente dizia que não merecíamos, que éramos preguiçosos por bater a meta só no último dia do mês…valor do VR ridículo considerando que as lojas são todas nas áreas mais caras da cidade…Gerente conivente com racismo por parte de cliente milionário e humilhando funcionário que foi reclamar…
    entre inúmeras outras coisas. Se possível, fujam dessas empresas, é desumano o que fazem com o trabalhador.

  33. obrigada pelo serviço de utilidade pública. Povo precisa saber disso aí, até porque tem muito empregador fazendo parecido. Agora… quando sai a parte 2? Per amore!

  34. Relato revoltante e necessário! Me inspira muito a escrever minhas experiencias e lutas pessoaias para desviar dos abusos que a gestão da empresa que eu trabalho impõem. As características de chefes abusivos se repetem independente do ramo estabelecido, o uso da influência em conhecer fulano, sicrano e beltrano, os blefes e as ameaças de uma possível luta que perdida na justiça, caso se corra atrás dos próprios direitos e a busca idiota de meter justa causa em todo mundo por motivos esdrúxulos talvez são as mais presentes. Aguardo ansioso pela segunda parte e parabenizo a iniciativa. Que mais relatos assim venham à tona.

  35. Texto estarrecedor. Quero muito ler a continuação. Quando sai? Onde encontro?

  36. Quero a continuação! Eu trabalhei para o Pedro Herz nos anos 90 e gostaria bastante de contar a história de como se deu a minha demissão. Acho que ela pode mostrar qu esse modus operandi é bem mais antigo do que isso…

  37. triste.
    parei algumas vezes reconhecendo coisas aí que já passei, mesmo que a situação dessa da reportagem seja muito mais grave.

  38. Revoltante a ditadura a que nós, trabalhadores, estamos metidos. Um bando de burguês vagabundos, que possuem dotes intelectuais baixíssimos, acham que são melhor porque herdaram uma merdinha. Pau neles!

  39. Para o pessoal aqui que se sentiu compelido a contar suas histórias: façam! Como leitor do Passa Palavra faz alguns anos, esse tipo de relato é sempre bem vindo.

  40. Nunca mais compro nada na Cultura. Que absurdo!!!
    Lembro de quando me mudei para São Paulo, era um dos lugares que eu mais gostava de frequentar. Até pensei em trabalhar lá, adoro ler e conhecer livros novos, conversei com funcionários ( 2006 ) e parecia o emprego dos sonhos pra mim. Que fim triste de um lugar maravilhoso.
    E para o babaca que disse “bem vindo a vida adulta…”, Vai se fo***. Ninguém deve passar por isso. Ninguém merece isso.
    Parabéns pela coragem! Quem fez o manifesto é um herói.

  41. Esse Pedro Herz sempre foi um tipo escroque e tosco… Destes que queriam se apresentar como “curador literário” mas é só um burro chucro q faz este tipo de coisas com funcionários e quem mais trabalha com ele, de uma mentalidade medieval. Como todos os leitores, aguardo a segunda parte desta história deste ambiente aviltante pra quem sai de casa para trabalhar.

  42. Eu fui mandada embora – ainda bem que não foi por justa causa -, mas foi porque não consegui atender o telefone (eram 4 telefones na escada, eu estava em uma ligação, atendendo o cliente no telefone), outro telefone começou a tocar, tocar, tocar e, quando cheguei ao terminal, a ligação parou. Fui mandada embora no dia seguinte.

  43. Tá na hora de rolar um desse aí sobre agências de publicidade…

  44. Pra isso serviria uma Justiça do Trabalho forte. Mas não: deram um jeito de destrui-la, priorizando acordos injustos (a parte mais fraca sempre perde mais). E agora querem acabar de vez com ela, estadualizando as varas e jogando tudo na vala comum do Judiciário estadual não especializado. Triste país…

  45. Sérgio Herz visitava as lojas só pra falar grosso e expressar autoridade. Era incapaz de se articular como chefe com as equipes, não conseguia manter proximidade com a rotina de vendedor e vez ou outra aparecia só para cobrar resultados e reclamar de tudo e de todos. Não sabia sequer atender um cliente, a pessoa que na ponta do processo enchia os bolsos dele. Já vi esse sujeito sendo abordado por cliente em uma das unidades de Brasília, onde eu trabalhava. Não tinha tato, não tinha postura, não tinha o mínimo de cordialidade. Não hesito em dizer que talvez seja uma das pessoas mais incompetentes que já passou naquele livraria. Precisava mandar, seco e arrogante, alguém atender a cliente por não sabia dizer nem ao menos um boa tarde. Ou seja, o processo mais básico da empresa, o de atendimento ao cliente de loja, ele desconhecia. Dizem os boatos que em São Paulo ele recebeu uma reclamação formal de uma cliente pois foi grosseiro com ela, mas isso eu não posso afirmar como verdade. Karma não falha. É muito triste ver o mercado editorial indo pro buraco junto com algumas livrarias, e dói perceber que um lugar que me ofereceu experiência, amigos e a grande paixão da minha vida tenha se tornando isso. Mas é prazeroso imaginar que Sérgio e companhia tenham perdido algumas horas de sono e paz na vida deles. A eles nada, a gente tudo. Pau no cu da Livraria Cultura.

  46. Mano, que bizarro. Ja ouvi historias sobre a Saraiva e Leitura aqui de brasilia, mas nada tão absurdo

  47. Nossa! Meu estômago embrulhou. Precisei dar uma pausa na leitura.
    Perdeu mais um cliente, eternamente.

  48. Podemos pensar que existem leis prá resolver essas coisas, mas…ops… teve a tal reforma trabalhista que retirou um tanto de direitos.
    Mas aí poderíamos querer que uma fiscalização fosse feita, sei lá, um fiscal do trabalho… mas… ops… não tem mais Ministério do Trabalho nesse país.
    Bom… o jeito é ir ao Ministério Público do Trabalho prá fazer uma denúncia… mas… ops… ouvi dizer que querem acabar com a Justiça do Trabalho.
    Parece que o nome desse país é Brasil. Não era assim antes… fizeram de tudo prá tirar uma presidente honesta, prá prender um ex-presidente que elevou o país ao maior lugar que já esteve na história, botaram uma turma da pior espécie no poder, e agora? Faz arminha com a mão, faz…quem sabe resolve…

  49. Peço desculpa por ter pensado mal do atendimento dos funcionários de uns tempos pra cá. Frequento a loja da Paulista. Infelizmente o empresário brasileiro pensa que é Senhor de Engenho. No chão de fábrica do Brasil inteiro é assim tb. Já fui chão de fábrica e hj graças ao Lula e a Deus sou Advogado, mão de obra livre e rezo pra que a situação dos trabalhadores brasileiros mude.

  50. Na vdd a cultur do conflito dentro da LC sempore existiu. O ‘dedo-durismo’ sempre foi premiado, a ‘puxa-saquice’ tb. Ou você fazia parte da panela ou não teria oportunidades. O dono sempre foi um rinoceronte sem freios, cercado de fadinhas estúpidas e desconectadas da realidade, que ocupam cargos chave lá dentro, sem novidades. Até aí, quando voce ganha 5, 6, 7 mil por mês, com colegas da equipe de vendas competentes ao lado, ok, releva, engolhe o choro e toca o barco. Mas quando você passa a ganhar 1.3 mil, brutos, nível aquém da equipe, afinal o salário não permite nada melhor, daí meu amigo, ninguém consegue segurar essa onda. Mas resumindo: vários tiros no pé, dados pelo próprio dono, levaram a LC a falencia!

  51. Que absurdo. Frequentava a loja do Conjunto Nacional semanalmente, há anos. Nunca mais coloco meus pés lá e espero que todos os funcionários encontrem bons caminhos profissionais, longe desses dementadores.

  52. Livraria Cultura acabou com a FNAC BR , não entregava lançamentos, só chegava livro sujo do déposito , tiraram o banheiro dos clientes de um dia pro outro, incentivavam os atendentes a dedurar o colega e não a incentivar o trabalho em equipe, humilhação com os atendentes , pessoal dos caixas e pessoal da limpeza todo dia , no quesito de arrumação e padronização a cada dia aparecia algum superior mandando os atendentes refazerem seu trabalho, ambiente de medo e assédio moral todo dia.

  53. Trabalhei em hotel, em atacadista… e adivinhem, era bem semelhantes. Mal do capitalismo?

  54. Quero a segunda parte. Tô achando essa história maravilhosa. Uma delícia de se ler. PARABÉNS aos responsáveis pela reportagem.

  55. Trabalhei na empresa de 2010 há 2015 e foi exatamente isso q aconteceu. Em 2012 cortaram todos os vendedores com os maiores salários e colocaram pessoas despreparadas, na pressa, sem treinamento adequado, até pq os poucos vendedores que sobraram, eram responsáveis por treinar um mundaréu de gente além de ter que dar conta de todo o serviço. O vendedor não era responsável apenas pela venda dos produtos, nunca foi. Sempre tinhamos que nos desdobrar em mil para das conta de mtas funções: atendimento por email, telefone e presencial, contato com fornecedor para checar disponibilidade de produtos para encomenda, organização do setor, monitorar os pedidos feitos pelos clientes presenciais, via email ou telefone, enfim….a comissão na loja matriz era a melhorzinha pq no restante das lojas dificilmente batiamos as metas mirabolantes de faturamento e qndo batiamos, ganhavamos 0,001% do valor.
    Na loja que eu trabalhava, no começo de 2015, um colega de trabalho morreu de forma trágica, recebemos a notícia na reunião antes do turno e eles queriam que trabalhassemos o restante do dia como se nada tivesse acontecido. Todo mundo abalado, sem condição alguma para aquela rotina puxada, mas a prioridade era manter a loja aberta, foda-se quem e como morreu. Um desrespeito sem igual.
    Mas acho que o que mais maltratava os vendedores, ao menos, é que a empresa vendia uma imagem cool de contratar pessoas tatuadas, com cabelos diferentes, piercings, enfim, pessoas fora do padrão de contratações em outros locais e isso no final nos aprisionava. Mtos vendedores graduados, com ótima qualificação profissional, eles exigiam que nos atualizassemos mais e mais para atender a demanda de clientes, mas pagavam cerca de 1.500 reais e a comissão que quase ninguém via. Desumano.

  56. Estou aguardando o documentário “A Falência da Cultura”, sobre o caso. Vai ser digno de premiação em festivais de cinema. No mais, cadê o link da Parte 2 do texto???

  57. Excelente matéria, quem dera todo empregado tivesse acesso a este conteúdo. Indiferentemente da área de atuação, é muito fácil se identificar com a narrativa dos empregados, em um ponto ou outro. Aguardo a continuação! : )

  58. Eu trabalhei nesse inferno. Conheci o Porcão (apelido que os funcionários deram ao dono da espelunca) e ele é uma coisa desprezível. Nojenta mesmo. Nem gente aquele lixo é. Tinha um gerente na loja do market place que era um labe-botas capacho que fazia questão de humilhar as pessoas de todas as formas. Fiquei sabendo depois que foi mandado embora como um cão sarnento. Karma né, mores?

  59. Trabalhei por quase dois anos na Cultura de Curitiba, logo após uma grande demissão em massa de funcionários antigos (que a gestão da época disse ter sido demitido porque não faziam seu trabalho). O acúmulo de função é enorme sim, aqueles que iam para a parte gerencial e administrativa eram pedidos que não batessem ponto. Quando eu era da área de eventos chegava a abrir e fechar a loja, juntando mais de 100 horas de banco, era exaustivo, era um inferno. Estou como testemunha em um segundo processo contra a empresa, e sei que muitos colegas já processaram também. Saí de lá pra não ficar doente.
    Agora quem cuida da gerência de Curitiba é uma homofóbica, que na minha época, a loja INTEIRA parou pra reclamar dela, mas como o puxa-saquismo vence, foi promovida.

  60. Impressionante como parecia estar lendo um relato da minha experiência como vendedora da livraria Leitura, em João Pessoa.

    Eu e tantos outros vendedores passamos pelas mesmíssimas situações: livros empilhados, clientes estressados se apinhando ao nosso redor para conseguir atendimento, pois não havia funcionários suficientes para atendê-los, arrumar a loja, atender telefone e ainda o pequeno detalhe de garantir que o cliente cadastre seu nome e infos com você antes de ir ao caixa, porque senão você perdia a comissão daquela venda.
    Era um tal de correr – literalmente- atrás do cliente antes que ele chegasse ao caixa, convencê-lo a ir até o terminal com você e preencher esses dados para garantir a comissão ( de 0,76%, diga-se de passagem), do contrário você ficava só com o salário comercial mesmo. Não importa se você tivesse passado três horas e meia atendendo o cliente, não importa se ele dissesse seu nome no caixa, nada disso. Se o vendedor não fizesse esse procedimento, perdia a comissão e ponto final. O que é uma forma muito escrota de não ter que pagar comissão pro funcionário.

    Também aconteceram inúmeras demissões arbitrárias, perseguições (tinha um fiscal que ficava grudado na gente, e relatava ao gerente quantas vezes íamos ao banheiro ou se sentavamos durante 5min na sala de descanso – era uma jornada de 8h em pé-, se lanchavamos ou íamos beber água, etc). Nossos saúde física em mental estava em frangalhos.
    Sem contar que a loja estava podre de mofo e ficávamos trancados respirando aquilo o expediente inteiro, muita gente adoeceu.

    As reuniões eram no mesmo estilo: coordenadores e gerente reclamando da arrumação, muito dedo apontado pra vendedor, acusações, uma pressão enorme para aumentar as vendas, porque as vendas estavam baixas, pediam até para economizar no material de limpeza, que tava caro demais.

    Problemas psicológicos, funcionários chorando corriqueiramente, ansiosos, com medo de se impor para não perder o sustento.
    Um péssimo ambiente de trabalho e os donos sempre visando o lucro e nada mais.

    Muitos clientes nos culpavam, achavam que era culpa dos funcionários, mas não conseguiam enxergar a verdade por trás da loja desarrumada e com mal atendimento.

    Ah, e era uma loja de shopping, então era sábado, domingo e feriado estávamos lá, nesse ritmo frenético.
    Quando vocês forem atendidos por vendedores, de shopping principalmente, pensem nisso, tenham mais empatia. Muito provavelmente eles estão a um passo de ter uma crise de estafa.

    E de pensar que ainda pode – e vai – piorar é de dar arrepios.

  61. Que textasso!!! Gostei demais. Chega a ser motivacional do tipo “Trabalhadores do livro, uni-vos”. Gostaria muito de ler a segunda parte dessa historia. Gostaria também de ler que começa a circular ao público o “MANIFESTO LIVREIRO”. Enfim… fiquei orgulhoso da iniciativa dos trabalhadores.

  62. Sugiro aos leitores interessados que mandem e-mail pro coletivo pra que os relatos sejam publicados de forma pública e anônima. É a melhor forma de pressionar a empresa e ao mesmo tempo nos resguardarmos.

  63. Vejam a importância da organização trabalhista! Eles não precisavam ter passado por tudo isso. Os trabalhadores precisam se unir. Aí os patrões vão ver quem realmente manda!
    Aguardo a continuação da matéria! Parabéns!

  64. Nossa, fiquei horrorizada com os relatos. Trabalhei 10 anos em livraria (foi vendida em 2007), mas nunca passei por isso. Nunca mais compro uma revista nessa livraria, ano passado comprei 3 livros, se eu soubesse não teria comprado.

  65. Fui da primeira turma da livraria Cultura em Campinas. E desde aquela época assédio moral, acúmulo de função, tortura psicológica.
    Tem que expor mesmo esses fodidos

  66. Bem eu amo ir a Cultura, mas agora já terei um outro olhar sobre ela. Aqui no RJ sempre fui muito bem atendida.
    Quero muito continuar a ler o artigo. O que aconteceu? como terminou essa treta?

  67. Tomara que milhares de clientes leiam e deixem de ser clientes. Eu acabo de abrir mão. E olha que sempre gostei dessa loja. Torcendo mesmo pra se darem muito mal. Destruiram os livreiros pequenos no seu trajeto de subida. Boa queda pra eles, sem rede de proteção.

  68. Cadê o resto do texto carai?
    Libera o resto do folhetim aí logo que tá bacana a história rs

  69. Gostaria de compartilhar essa história mas sem a conclusão não é possível.

  70. Eu trabalhei lá, fiz um processo seletivo Pesado e a altura do que eu achava que valia meu sonho.
    Eu como cliente eu amava aquele lugar.
    Quando eu entrei, descobri que era um pesadelo.
    Conheci pessoas maravilhosas, que levarei pra vida, porém, foi um dos piores empregos que eu já tive.
    Ganhei: Crises de ansiedade, gastrite s vivia no hospital.
    Já passei mal em loja e o sub gerente, mesmo vendo o meu Estado disse que eu precisava ficar pq a loja estava cheia.
    Já me levaram no hospital APÊ E ME FIZERAM PEGAR ÔNIBUS, só não fui sozinha, pq meus amigos fizem barraco e mandaram o vendedor líder me levar (nas condições citadas acima).
    Eu já tive que buscar ajuda para funcionária passando mal, tive que eu mesma ir atrás de bombeiros e a liderança não deu a mínima.

    Já passei por cada coisa, que sinceramente uma página é pouco.

    Como cliente é um paraíso, como funcionário? Só Deus na causa….e olha que eu amava aquele lugar.

  71. Muito interessante. Infelizmente são inúmeras as empresas que focam em uma atmosfera tóxica de medo e desgaste para manter os funcionários calados e ganhando pouco. As universidades de esquina também tem sistema bem parecido. Infelizmente é pedir a conta para manter sanidade mental.

  72. Depois de ler todas esses relatos…
    Tchau livraria Cultura!
    Tenha o meu desprezo.

  73. Será que todas as livrarias são assim? Trabalhei na Livraria Leitura do shopping Dom Pedro em Campinas, e fui ROUBADA por algum dos funcionários, pegaram meu celular, não tive assistência alguma deles, e ainda fui mandada embora pois os acusei “injustamente”

  74. O negócio é boicotar, é uma forma de resistência ainda não proibida. Passei muitas tardes de domingo nessa loja, na Paulista . Não compro mais um calendário lá.

  75. Acho que não vai ter continuação da Matéria. Passo a achar que a Livraria Cultura está interferindo no editorial desse veículo de comunicação…

  76. Muita coisa se encaixa. Sou de Salvador e em 2006-2010 aqui não tinha Livraria Cultura, mas eu conhecia pq eu frequentava a de Recife, cidade que visitava com frequência. E eu passava a tarde na livraria, pois o ambiente era incrível e os vendedores conheciam de tudo: quadrinhos, biografias, romances, rock (na época ainda se vendia CDs e DVDs). Então, com o tempo, vi essa qualidade ir caindo sistematicamente, dia após dia. Agora entendi tudo.

  77. Cadê a continuação? Netflix já tem material para um seriado só com a primeira parte!

  78. Já quero a parte 2. E eu tinha um certo apreço pela cultura, agora prefiro comprar mais caro que comprar lá.

  79. Pelos comentários que li, acredito que o “sistema” é igual em todas as livrarias. Trabalhei em uma filial da Livraria Leitura, uma das primeiras no estado de SP e lá era uma bosta tal e qual.
    Apenas um pequeno episódio: no último dia da experiência de todos os funcionários que foram contratados para a abertura da loja, o forro de gesso caiu por causa de um vazamento no encanamento do shopping. Fizeram as pessoas trabalharem limpando a loja o dia inteiro, para mandar embora próximo do horário de saída. Para quem ficou, no dia seguinte, um prêmio de consolação: livrinhos de colorir (daqueles que vendem no farol) molhados com a água do vazamento, afinal eramos funcionários muito especiais pois permanecemos na equipe e limpamos a loja.

    Tenho problemas nos dois joelhos até hoje por conta de subir e descer escada o dia todo carregando peso com os livros que chegavam, pois os livros eram entregues no piso superior e os vendedores que tinham que descer tudo nos braços para o piso da loja.

  80. Essa garota de Curitiba, que puxou a rebelião de 2013, sofreu inúmeros processos por parte da Cultura, isso era divulgado internamente (não sei se é terrorismo psicológico), mas conhecendo a filosofia do dono, tenho ctz que sofreu processos sim! Seria interessante ouvir o lado dela nessa história toda, o quanto de stress tudo isso pode ter causado na sua vida, perseguições, prejuízos, etc.

  81. Trabalhei na cultura também, ouvi uma pessoa da gerência me rebaixando bastante, falando para varios outros funcionários que eu era uma pessoa incapaz de aprender, etc etc. Fingi que não tinha entendido, como a pessoa burra que sou e não falei com a gerência fui direto ao canal de reclamação que afirmavam ser anônimo para fazer minha denúncia. Alguns dias depois me chamaram pra uma desculpa mequetrefe, alegando que quem tinha me ofendido estava com distúrbios e era pra eu desconsiderar aquele comportamento pois não era do feitio deles. Depois de muitos jogos mentais pra fazer eu me sentir incompetente e inútil, me demitiram. Não foi por justa causa mas eles fizeram umas contas tão mirabolantes que minha recisão deu exatamente R$0,00.

  82. Que depoimentos!! Que matéria!! Quanto à história, triste saber o quanto ainda precisamos evoluir em relação à gestão e ao respeito e profissionalismo no trato a todo trabalhador. Esperando a postagem da continuação.

  83. Trabalho em uma outra rede de Livrarias e graças a Deus as coisas são bem diferentes.
    Todos tem acesso aos relatórios de venda e podem fazer o cálculo de suas comissões. Conseguimos contato com qualquer setor por e-mail ou telefone. Diretoria e gerencia respeitosa com os funcionários.

  84. LIVRARIA CULTURA É UMA BOSTA !!!
    NUNCA COMPREM LÁ
    LIVREIRO UNIDO JAMAIS SERÃO VENCIDOS !!
    LUTE COMO UM LIVREIRO !!!
    SÓ EXISTE UMA LIVRARIA QUE VALORIZA SEUS TRABALHADORES, VENDEDORES E AUXILIARES E ESSA É A SARAIVA

  85. Trabalhei no período 2008-2009 numa loja menor (onde não tínhamos comissões gordas e recebíamos em torno de 900 reais ao final do mês, uma antecipação do que aconteceu depois, segundo conta o excelente relato, na livraria da Paulista). Tive de tudo. Chefe olavista ‘avant la lettre’ que enfiava pilhas de ‘a verdade silenciada’ do lixo do Ulstra pra vender, mesmo não tendo quem comprasse, que perseguia eu e alguns outros vendedores porque já tinha ‘sacado que você era comunista’, que falava absurdos homofóbicos na cara de um querido colega, do qual sou amigo até hoje, que era homossexual, só pra pressionar… Figura que era, na época, louvado pelos superiores.

    Certa feita, tentando prestar um concurso para sair dali, pedi um sábado de folga, tendo 7 feriados acumulados no banco de horas (que nunca foi discutido com a equipe). Ofensas, ameaças (apesar de ser um funcionário bem eficaz) e gritos. Foi quando acabei pedindo as contas.
    Presenciei uma livraria que, como uma seita, promovia a ruptura de laços familiares e amorosos fora de lá (brincavam, dentro da loja, sobre a ‘reprodução em cativeiro’, que era o bom – funcionários se relacionando com funcionários, porque afinal só assim pra aguentar turnos e rotinas tão caóticas). Presenciei perseguição ideológica de mais de um trabalhador, presenciei a chefia chamando funcionários (eu incluso) para reuniões individuais que eram verdadeiros interrogatórios, seguidas de reuniões de turno extremamente constrangedoras, apenas porque alguns se indignaram quando a empresa tentou passar das 42h semanais para 44, incluindo mais duas horas no expediente de domingo (plano que só foi por água a baixo pois a gerência do shopping center onde essa loja estava disse que, por regulamentações sindicais dos trabalhadores de shopping, isso seria impossível). Presenciei recusas a divulgar cálculos de lucros (necessários para o cálculo da miserável comissão), presenciei pressão de gestores sobre jovens funcionárias com fins sexuais, presenciei ameaças a funcionários que punham as mãos no bolso (contra o código da livraria), presenciei comentários racistas que fariam um colonialista britânico do século 19 corar de vergonha, presenciei orientações de perseguição a jovens com ‘certo perfil’ (dreadlocks, ou apenas negros, ou apenas não tão bem-vestidos) pelos seguranças (orientações vindas de cima), presenciei amenização de crimes graves (como assédio sexual) cometidos por clientes ‘de bom perfil’…

    Isso sem falar na seleção de certos títulos, inaceitáveis para a LC. Para eles, tudo bem comprar Lenin ou Zizek na livraria, mas inaceitável que a mesma venda títulos sobre a luta palestina.
    Isso sem falar nos maus tratos aos faxineiros e faxineiras, no geral negros, às equipes das recepções, no desprezo às normas de segurança no trabalho (que geraram diversas lesões aos funcionários), à (agora exinta, graças a um processo) política da ‘doação’ (em que, no caso de atraso ou extravio de um livro, o vendedor encarregado, mesmo que não responsável, era forçado a cobrir o valor do material, que então era ofertado ‘gratuitamente’ ao cliente ofendido. Pouco importava se a culpa do equívoco era do mesmo (sob pressão, seja nas pequenas lojas com poucos funcionários, seja nas grandes, com uma quantidade absurda de clientes).

    Em resumo, sempre foi uma espelunca que maltratou seus funcionários. E nem comentei nada do ‘porcão’ Herz, sujeito sem tato para tratar com humanos, de extrema incompetência inclusive administrativa, que berrava imprompérios e ordens de um lado a outro da livraria, mas que gosta de se apresentar como um ‘homme de lettres’.

    Que os colegas em luta consigam o que é a mínima e justa reparação por seus sofrimentos, e que essa livraria caia na desgraça que merece.

    Meus mais sinceros abraços e total apoio, como ex-funcionário e colega de classe.

  86. Trabalhei na $araiva nos anos 2000, a comissão da loja Eldorado era de 0.025 -sério. Meu salário despencou de 800 para 400, e com a comissão, mal chegava em 600. Trabalhei na Disal no o inicio de 2010, várias vezes tive que limpar a loja de água de enchente na Barra Funda sem proteção NENHUMA, entre muitos outros casos escrotos. Trabalhei na Queen Books recentemente, e, por Deus, para resumir, cheguei a pensar em suicídio. Zenaide, Antonio Medeiros, homofobicos, assediadores, manipuladores mentais, racistas, ladrões, que vocês sejam atropelados pelo bonde chamado Karma.
    Hoje sei que tudo oque passei foi assédio, hj consigo me valorizar.
    Galera, JAMAIS ABAIXEM A CABEÇA. VOCES SÃO MUITO MELHORES DO QUE ESSA CORJA!!!
    E boicotem Saraiva, boicotem Disal, boicotem Queen Books!

  87. De cara com essa reportagem! Aguardo a segunda parte. Também li os comentários e é muito triste ver o quanto essas pessoas sofrem. Sempre freqüentei livrarias em geral e nunca me passou pela cabeça as situações aqui expostas. Lamentável.

  88. Trabalhei na Livraria Cultura durante um ano, de 2016 a 2017, e tive o desprazer de responder diretamente ao Herz. Grosseiro, agressivo e extremamente intimidador, espero que esse filho da puta perca toda a dignidade, a riqueza e o que considera de mais valioso (que, por certo, não é a família!). As rixas com o pai e o irmão são conhecidas por todos, e a prática de levantar a voz com os funcionários era corriqueira.

  89. Nós, trabalhadores, precisamos de organização, empatia e solidariedade uns com os outros.

  90. ANA fez esse comentário acima: “Podemos pensar que existem leis prá resolver essas coisas, mas…ops… teve a tal reforma trabalhista que retirou um tanto de direitos.
    Mas aí poderíamos querer que uma fiscalização fosse feita, sei lá, um fiscal do trabalho… mas… ops… não tem mais Ministério do Trabalho nesse país.
    Bom… o jeito é ir ao Ministério Público do Trabalho prá fazer uma denúncia… mas… ops… ouvi dizer que querem acabar com a Justiça do Trabalho.
    Parece que o nome desse país é Brasil. Não era assim antes… fizeram de tudo prá tirar uma presidente honesta, prá prender um ex-presidente que elevou o país ao maior lugar que já esteve na história, botaram uma turma da pior espécie no poder, e agora? Faz arminha com a mão, faz…quem sabe resolve…”

    ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
    Mas todo o relato NÃO OCORREU NO ANO DE 2019, ocorreu quando os órgãos citados estavam a pleno vapor! Sério, não entendi o comentário…

  91. Será que esse gerente assediador ainda está trabalhando na Cultura? Que absurdo!

  92. Caramba…voltei para 2010, no começo da minha graduação em cinema em curitiba…eu arranjei um trampo de final de ano na loja da saraiva ….peguei parte dessas tretas da cultura e muitas tretas na saraiva….. desde que saí só compro em livraria pequena. O nível de desvalorização é muito alto, não deixo meu dinheiro com livraria gigante que vai pagar 0,0003 % de comissão pro vendedor, que é a alma do lugar. Aliás,esse número cheio de zero era a minha porcentagem na comissão na livraria saraiva. Dava uns 100 pila por mês.

  93. Trabalhei vários anos na livraria de que se fala nessa matéria e ainda tem coisas piores do que aqui se relata. Bem piores mesmo.

    Opino, pergunto e comento: …e ainda se orgulham de ter um “código ético” que não cumprem? Não se pode dirigir uma empresa cultural desconhecendo a cultura que vendem e considerando ela apenas um “produto” ou gerir uma empresa com práticas abusivas ou lesivas para os funcionários.
    O Brasil não se merece mercenários da cultura nem os tratos ruins a funcionários que costumam ter mais conhecimento do “produto” e respeito por este do que seus superiores administrativos.
    Eu tenho vergonha pela que a gestão ruim pode fazer com uma empresa como essa e com os funcionarios dela.

  94. Agora sem ministério do trabalho? Fica bom demais.. Eita Brazilzao.

  95. Que ideia é essa de dividir uma matéria como essa em duas partes?? Eu vim aqui atrás de informação não de suspense.

  96. Surreal. Que podridão. Livraria Cultura, nunca mais, nem pra comprar uma caneta.

  97. Eu depois do episodio com o Suplicy , nao comprei mais nada nessa livraria e nem la fui mais , por ultimo qd fiquei sabendo que eles compraram a Estante Virtual , reduzi em muito minhas compras no site. Eu sempre comprei no Estante Virtual desde sua fundaçao, agora tenho evitado. Todo empresario brasilieiro sao escrotos, gente mau carater… Todas a empresas que apioaram o golpe de forma aberta eu nunca mais comprei nada deles…

  98. Alguns casos ocorridos na Disal – no tempo que era na Barra Fundo, no início da década de 2010:

    – Gerente roubando o caixa com cancelamento de cupom fiscal. Funcionários foram reclamar com o filho do dono, e ele os ignorou sumariamente.
    – O mesmo gerente ameaçou a moça do caixa de morte caso ela contasse algo.
    – O mesmo gerente assediou sexualmente outra funcionária.
    – O chefe do RH usava o vale alimentação dos funcionários – que estava atrasado – para pagar almoços em uma churrascaria próxima para uma moça da livraria que era sua amante – e ele era casado, católico, tudo mais.
    – O gerente supracitado um belo dia saiu algemado da livraria, porque finalmente o filho do dono resolveu investigar.
    – Um novo gerente foi nomeado. Assediador moral, gritava com as funcionáriAS, chantageava.
    – Certa vez, um pallet INTEIRO de livros recém chegados da Espanha desapareceu, assim, no ar. PUF! Necessário dizer que o chefe do estoque disse que não sabia de nada. Ah, ele também era casado com a chefe da Tesouraria. O sumiço do pallet ficou por isso mesmo. Tiveram que comprar os livros (porque era época de volta às aulas) na concorrente SBS.
    – Ao mudar a direção entre famílias (dos Guazzeli para os Canato), um clima de PURO TERROR foi instaurado na empresa. Tínhamos medo de ter câmera escondida até nas plantas.
    – Francisco Canato humilhava os funcionários com gritos, palavrões, assédio moral. Tudo era passível de justa causa.
    – A empresa mudou-se da Barra Funda para a Marginal Pinheiros. teoricamente, um fretado pega os funcionários da Barra Funda e os leva até o novo local. Mas todo mundo conhece o trânsito da Marginal nos horários de pico. Ou seja, quem fazia faculdade, teve de trancar.
    – A parte de limpar livros encharcados com água de enchente aconteceu mesmo. E OS LIVROS FORAM VENDIDOS NORMALMENTE. Cuidado: você tem o costume de lamber as páginas do livro para mudar? Já assistiu o filme “O Nome da Rosa”? Ao lamber o seu Interchange, você está ingerindo o puro néctar de enchente da Barra Funda. E os funcionários eram obrigados a ajudar na limpeza, sem proteção nenhuma. Se não ajudasse? Reunião com o Francisco Canato, e mais terrorismo.

  99. Uma listinha do que já passei na Saraiva do Shopping Eldorado, no final da década de 2000.

    – A loja tinha deixado de ter segurança, porque, segundo Ricardo Carvalhal, era desnecessário.
    – Os funcionários tiveram de acumular a função de Segurança também.
    – No mezanino tinha um café cujo esgoto vivia vazando em cima dos livros de Humanas. Nada era feito com o café, porque o dono da joça era Ricardo Carvalhal, pai do Ricardo Carvalhal Jr citado acima.
    – Certa vez, fiquei para trabalhar até as 2 da manhã – precisava da grana, no tempo compensava fazer isso. A supervisora Andrea Luzio me garantiu que o cara da perua da Saraiva.Com me deixaria na minha casa – morava na zona leste, o Eldorado fica na zona sudoeste. Acabou que o cara da perua se recusou a me levar pra casa (já eram 3 da manhã do dia 24/12, no dia seguinte teria de estar na loja às 09 para trabalhar até as 18h). Discuti com ele, ai ele disse que só me levaria se eu pagasse a gasolina. O grupo de funcionários que estava comigo pagou, e depois ficamos sabendo que a Saraiva.com também pagou essa gasolina. Tentei ligar diversas vezes para a senhorita Andrea Luzio mas, claro, ela não atendeu.
    – Funcionários puxa-saco e dedo-duro crescem vertiginosamente na livraria.
    – O negócio de comissão foi uma palhaçada tão absurda, que para resumir, o salário de todos teve uma queda de pelo menos R$ 200,00.
    – Tinha um negócio chamado de O.S (ordem de serviço) da Saraiva.com. Os pedidos no site eram enviados para as lojas, as lojas separavam os produtos e mandavam para a Saraiva.com finalizar a compra. As lojas que não batessem a meta de cumprimento das O.S tinham sua PLR canceladas. Com a bagunça que era a loja e seu sistema, obviamente o Eldorado nunca batia a meta.
    – Funcionários amiguinhos dos Encarregados tomavam café com 2 horas de duração. Eu fiquei sozinha no corredor de 4 setores atendendo muitas vezes até que, um dia, desmaiei de exaustão.
    – Me obrigaram a acumular a função de cadastrar clientes para fazer o cartão de crédito da loja também (disseram que iam aumentar meu salário, tsc tsc, e eu acreditei). Nessa época, precisei ser internada por 1 semana no HC. Quando voltei, fui xingada porque meu serviço acumulara.

  100. Ah, esqueci da melhor parte da Saraiva. Certa vez fui assediada por um cliente chinês que me perseguia pelos corredores do Shopping. Na época, eu trabalhava de noite, saia sozinha e ficava sozinha no ponto de ônibus da Rebouças. Reclamei com a gerente, ela riu e disse que não era nada. Todo santo dia o chinês ia na loja me assediar- e não tínhamos segurança, lembra disso?
    Um dia, no meu aniversário, saí as 18h. O Chinês estava do lado de fora da loja, me esperando. Quando eu saí, ele me agarrou pelo braço. Eu dei um soco nele e comecei a gritar. Amigos me levaram para dentro da loja de novo. A Saraiva e o Shopping Eldorado disseram que não poderiam impedir que o Chinês entrasse na loja, eu estava sozinha, com 18 anos e aterrorizada. Pedi transferência para o turno da manhã, que me foi negado. O Shopping me disponibilizou uma segurança a paisana, que me seguia fielmente por todo o shopping. Mas, ela só pode ficar comigo por 1 mês, e ela me aconselhou a pedir demissão, porque ela viu o chinês me seguindo e percebeu o perigo.
    Ah, o chinês continuou frequentando a loja, no dia seguinte mesmo que eu bati nele, ele estava lá novamente, escondido no café me observando. TODOS OS DIAS.
    Por fim, consegui ser transferida para o período da manhã, não por causa do meu assediador, mas porque 4 funcionários da manhã pediram demissão e não tinha ninguém pra colocar no lugar.

    Saraiva Eldorado, onde TUDO DAVA ERRADO.

  101. Estou aqui chocada.
    Pq sou cliente fiel da Cultura (ou era – sob revisão agora).
    Pq sou Psicóloga e atuo há mais de 15 anos com Recursos Humanos… quanta lambança, não dá nem comentar. Tem tanta merda nesse relato. Não consigo nem raciocinar.
    Decepcionada.

  102. O futuro do livro no Brasil será um grande desafio para as editoras e leitores, pois trabalhar em livrarias se tornou um grande desgaste, infelizmente. Eu já trabalhei na Cultura e na Curitiba.
    Sobre a Cultura: Os colegas faziam aposta para ver se o “filhinho de papai” dava um mísero OI. Ele calculava bem os corredores que passava enquanto estava na loja para não se obrigar a olhar na cara de um funcionário, e digo mais, se ele de deparasse frente a frente com um funcionário ele escondia o rosto das prateleiras.
    Sobre a Curitiba: Sempre vi a venda do livro como um ideal. Enquanto as pessoas estão lendo há esperança, mas, fui mandado embora por vender livros do Tolstói, por exemplo, ao invés de livros vazios. O mais engraçado é que os clientes estavam adorando, eu tinha em média três elogios por mês por conta de fazer a literatura clássica valer. Me disponibilizava a encontrar uma obra sensacional para a demanda do cliente. Minha gerente falou: -Não venda livros tão complexos, surfe nas ondas. No dia da minha demissão ela disse eu tinha que dar aulas por saber muito, e não vender livros.

    Concluindo, a CULTURA e a Saraiva vão encolher e a fatia de mercado vai para Curitiba e o resto para a Amazon e as editoras herdarão as dívidas.

  103. Eu sou ex funcionária e vi com meus próprios olhos toda essa situação, de toda essa escravidão, pessoas adoecendo por conta de perseguição de chefes, eu trabalhava no RH de uma loja X e fiquei careca de fazer desligamento por justa causa por motivos idiotas totalmente sem lógica, gente entrando na caixa porque entrava em depressão até mesmo síndrome do pânico pela situação vivida, isso foi me assustando a cada dia mais que até medo de ir ao banheiro eu tinha, medo de alegarem que eu enrolava muito e iam me dar uma JC, porque lá ou você pedia demissão ou era mandado por justa causa, as chances de te mandarem embora normal eram quase nulas.
    Outra coisa que vale a pena falar, não importa o seu cargo, se você é do RH do financiamento da contabilidade da puta que pariu, você tem que ajudar na loja quando precisa. Entre outras coisas pesadas que eu presenciei que não dá pra relatar aqui pois ficarei o dia todo. Fico me perguntando como foi aceita essa recuperação judicial diante de tudo que aconteceu.

  104. Olha, seria legal se rolasse uma divulgação dos nomes dos envolvidos por parte da empresa, a tal galera do RH, os gerentes filhas das putas… Claro que não aqui, mas em alguma torrent ou em algum e-mail, pra ser guardado para serem identificados no futuro como pessoas boas de se trabalhar, né?

  105. Eu daria alguma credibilidade a esse texto se não fosse escrito desse ponto de vista marxista. Difícil saber a verdade quando se trata seu empregador como um inimigo a ser combatido.

  106. Digo novamente: É a única empresa do porte que já teve que promove exclusivamente no olho e na amizade. A diretoria de compras tem uma pessoa que não é nem graduada. Não que isso torne alguém melhor mas pra cuidar de uma área tão importante a gente espera no mínimo um curso técnico. Enquanto isso funcionários com doutorado trabalhando na loja e ralando todo dia. Pra galera do escritório Festinhas, cerveja toda sexta, pode levar o cachorro, pode usar rede social e tudo mais. Podre.

  107. Meu marido trabalhou lá, teve um ótimo gerente, mas a situação é de abuso de poder mesmo. E não é só na Cultura, é em todos os lugares. Já passei por isso também, de ser humilhada, ter medo de ir trabalhar.

  108. Tive um cargo administrativo entre 2012 e 2015 na LC, eu tinha contato com algumas áreas, internet, comercial, marketing, gerencia de lojas, etc e participava de algumas reuniões com o Sergio Herz e Fabio Herz (eu achava o Fabio gente boa, tb foi chutado da livraria pelo irmão). Esse caso que vou relatar é uma dos mais notórios na Cultura: gerente do Market Place, 2015, o cara – muitos anos de livraria, acredito que 10 anos de casa na época – um dos gerentes da linha ‘humanista’, assim como os gerentes do Villa e do Conjunto Nacional na época (devidamente escorraçados depois de muita luta para melhorar as relações internas), pois bem, esse gerente do Mkt Place, devido ao stress total foi afastado por motivos de saúde, acredito que ficou 1 mês ou 2 meses fora, com os devidos atestados, etc. A volta dele estava marcada para uma segunda-feira. Na sexta anterior, 3 dias antes do retorno ao trabalho, ele postou uma foto no Facebook, em uma mesa, com vários amigos jantando em um restaurante. Na segunda-feira, dia do retorno, foi chamado diretamente ao RH: JUSTA CAUSA. Motivo: se estava doente não poderia ter saído para jantar (o atestado de afastamento ainda era válido) ordens diretas de Sergio Herz, que ainda complementou internamente: pode processar, sem problemas, se perder eu pago, mas vai que eu pego um juiz bonzinho no dia da audiência.
    Na época, em reuniões com as lideranças, a ordem do Sergio era para os gerentes e lideres adicionarem os membros de suas respectivas equipes em suas páginas particulares, para monitorar principalmente situações de falta ao trabalho (mesmo com apresentação posterior de atestado válido). Vários se prestavam a esse papel, se mostravam amigos para depois espiarem os funcionários. O vendedor faltou, está doente? Entra no Face dele e veja se tem alguma foto na praia, no clube, na balada e informe ao RH: JUSTA CAUSA! Enquanto isso o Sergio tb monitorava essas lideranças via rede social.
    Aliás, sobre as inúmeras demissões por justa causa, ele sempre repetia em reuniões essa frase: ‘pode processar, talvez eu perca e pague os direitos, mas talvez eu pegue um juiz bonzinho no dia da audiência’, isso era corriqueiro e eu mesma já ouvi isso da boca dele algumas vezes.
    O gerente em questão hoje é dono de uma livraria muito legal em Pinheiros com outros ex-funcionários da LC, não sei que fim deu o caso dele, deve ter levado para a justiça obviamente, mas hoje está feliz e toca um barco inovador no varejo de livros. Que vergona, hein Sr Sergio Herz!!!

  109. Infelizmente essa situação não é exclusividade da Livraria Cultura! E seremos cada vez mais submetidos a maus tratos, sobrecarga e precariedade no trabalho!… E no Brasil a crise do emprego somada às mudanças na legislação trabalhista visam justamente fragilizar ainda mais os trabalhadores para que assim aceitem qualquer condição de trabalho. Muito triste, mas precisamos lutar contra isso, não só individualmente, via Justiça Trabalhista, mas sobretudo coletivamente.

  110. É ótimo sabermos os dois lados , sempre achei que 2+ 2 é quatro ,para alguns não existe esta referência de ética , caráter, todos ganharem não havera injustiça .
    Só que as pessoas precisam ter educação , com isto as pessoas terão saúde e consciência para serem responsáveis pelos seus atos .
    Nós da livraria Aurora de Porto Alegre existimos desde 1956 e continuamos não sei até quando pois resistimos a várias crises , as pessoas sem ética e tambem por amor ao livro …
    A esperança de Um Brasil melhor…..

  111. Com ctz o Sergio Herz já está em contato com seus advogados para processar esse site e retirar essa matéria do ar. Fiquem espertos, ele irá atrás de vocês. Conheço a peça, vide o caso da loja de Curitiba e a garota que acendeu o estopim, essa foi duramente perseguida mesmo depois de ser demitida (rebelião 2013).

  112. Trabalhei lá como vendedor, de 2008 a 2010, equipe que abriu a loja da pompeia. Pessoas e gerência ótima na loja, ainda tinha uma política e relação mais humana; mas a direção sempre foi escrota mesmo, ainda mais quando o Itaú entrou de sócio. Aí começaram cortes, fim de benefícios… lembro de uma reunião que o Sergio Herz comparou os vendedores com sanduíche do McDonalds para justificar que nunca ia pagar mais do que já paga porque sabe o “valor” de um vendedor no mercado, e quem quisesse que pedisse as contas. Disse que se o produto não está bom ele simplesmente joga fora e “faz outro pedido”. Teve uma vez que queriam cobrar dos operadores(as) de caixa pelos encalhes daquelas revistas gratuitas promocionais. Uma menina, acho que da unidade de Porto Alegre, mandou um correio interno pra rede toda arrebentando com argumentos legais e morais sobre a cobrança além da sustentabilidade(a empresa adorava pagar de corretinha). Um monte de gente respondeu concordando e elogiando. Virou heroína. Foi mandada embora no dia seguinte. O público nem imagina as histórias escabrosas da LC.

  113. Todas essas covardias aconteceram também na filial da livraria Cultura no Cine Vitória no Rio de Janeiro.
    Os funcionários foram mal tratados e subjugados com a anuência da familia Herz e seus diretores e gerentes.

    Quem é o responsável pela parte administrativa e operacional?
    O Gerente de operações esse é o capitão do mato a ser pego primeiro ….

  114. Gente, disponibiliza a segunda parte!! Faz muito tempo que eu não fico sem dormir esperando a continuação de uma história.

  115. O curioso é que depois de entrar em recuperação judicial, em vez de contratar uma empresa especializada para operacionalizar todo o processo – como geralmente se faz, para evitar apegos emocionais que dificultariam mudanças na organização -, a LC substituiu o Herz pela Juliana Brandão, que não tem nenhuma noção de como se gerencia pessoas dentro de uma empresa, e que já tem mil anos de casa, sendo pau mandado do Herz. Em 2015 a Época (se não me engano) publicou uma matéria dizendo que a família Herz estava com planos de profissionalizar a empresa, para que deixasse de ser uma organização familiar. Só que, como vimos, isso não aconteceu. O Sérgio Herz se locomove de helicóptero, acha que práticas terapêuticas como constelação sistêmica e algumas frases motivacionais vão melhorar os negócios – inclusive buscando isso para os diretores, num processo que só acaba culpabilizando os indivíduos e não a organização pelo desempenho risível – e maltrata os funcionários, passando essa cultura organizacional adiante, segundo a qual o dono da empresa é uma criatura divina que deve absorver grande parte dos ganhos da organização e não se procura enxergar a responsabilidade social da empresa. Uma amiga que trabalhou na LC de Ribeirão Preto disse que, certo dia, o gerente estava super nervoso com a visita planejada da Brandão e do Herz, porque caso algum deles não recebesse um cumprimento de um funcionário no trajeto da porta da loja até a sala de reuniões, toda a loja seria reprimida de alguma forma; mas a loja estava praticamente sem funcionários para atender o público, quanto mais procurar pessoas na loja para darem oi.
    É muito triste e chocante que esta livraria, que tem tanta história e tantas histórias lindas, esteja sendo desmantelada pelo herdeiro por pura ganância e falta de competência ou vontade de aprender. Espero que a LC reduza seus gastos administrativos, seja devidamente profissionalizada, acabe com o nepotismo e as contratações e promoções arbitrárias, demita os dirigentes incompetentes e reduza suas operações em loja, se necessário; mas também espero que ela se renove, volte a ser a livraria exemplar de antes, e que perpetue. Porque não é simples chegar ao tamanho, complexidade e influência atuais da LC, e seu fim vai exercer um impacto enorme no setor livreiro e editorial, talvez não benéfico.

  116. Não pensem que isso só aconteceu/acontece na livraria Cultura. Isso é sintomático do capitalismo. Um sistema de merda que estimula acúmulo de capital, egoísmo e lucro acima do bem estar humano. Meu consolo é que esse sistema irá desmoronar em breve infelizmente através de uma guerra mundial.

  117. Vixi!! e eu que trabalhei ai de 2001 a 2007, pra terem ideia foi o único período da minha vida onde tomei calmante.. as lojas são lindas, porem os Herz são terríveis como patrão, péssimos como Administradores, e pior ainda como gente..principalmente o Sr Sergio que em 2001 tive o desprazer de conhecer e na primeira semana de loja o cara demitiu sumariamente um funcionário no meio da loja, e na mesma semana demitiu uma vendedora com mais de 9 anos de casa em plena reunião.. sem contar o fato de estar sumindo produtos na loja em uma determina época e na reunião ele chamou a gente de ladrão! pq ele disse: se vc sabe quem esta roubando e fica quieto vc é ladrão, são todos ladrão aqui.. (o cara é sem noção de tudo).. ai depois de uns dias a segurança da loja pegou os verdadeiros ladrões, que era uns bolivianos ou coisa assim, ai eu te pergunto ele se retratou? p.. nenhuma

  118. Eu trabalhei no Paço Alfândega, em Recife, por 5 anos. O meu último ano foi terrível! Eu tive várias discussões com Sérgio Herz. Eles ficavam no pé sonhavam em conseguir me demitir por justa causa. Felizmente, consegui ser demitida na leva de 2015.

  119. Não podemos deixar de citar um nome importante nesse jogo sujo: Juliana Brandão, diretora de RH há muitos anos. Conivente, nefasta, uma pessoa que deu apoio a todos esses absurdos, puxa-saca feroz, escudo e cabeça da tropa de Sergio Herz. Alpinista sem escrúpulos, falsa e dissimulada. Agente numero 1 de SH, muito se fala do Sergio,mas ela tem tanta culpa quanto ele dentro desse contexto escatológico que muitos citaram aqui. Por isso está tocando o RH há tantos anos, pois não tem caráter e nem vergonha na cara!

  120. Porque não junta um grupo e processa gente? Bota logo a Cultura pra falir de vez.

  121. Se mais alguém aqui, assim como eu, se indignou com o tratamento absurdo que essa livraria dá aos seus funcionários, compartilhe esse texto com outras pessoas, façam reclamação sobre isso no Reclame Aqui (eu fiz isso), divulguem nas redes sociais, etc. Essa é uma ótima oportunidade para nos unirmos contra aqueles que se acham superiores e desrespeitam os outros por puro prazer. Não dou mais dinheiro para os donos dessa livraria. Acho um absurdo em pleno 2019 ainda sermos obrigados a engolir esse tipo de emprego abusivo.

  122. Trabalhei por oito anos na loja do Villa-Lobos e posso afirmar com todas as letras que esses relatos não são nem metade das coisas horríveis que aconteciam lá. Vou contar uma para ilustrar, um dia um bendito livro que nunca vou esquecer o título, Reminiscências do sol quadrado, do Mário lago, livro este que conta os anos de detenção do autor durante a ditadura (seria engraçado se não fosse trágico), enfim o livro sumiu e por isso todos os vendedores foram proibidos de ir embora e obrigados a procurar o mesmo. Depois de umas duas ou três horas descobriram que o livro tinha sido vendido mas não dado baixa no sistema, fomos humilhados por causa disso e nunca pagaram as horas extras desse dia e nem mesmo pediram desculpas pela falha que não fora humana e sim do sistema. Outra coisa que essa maldita família adora fazer, principalmente o demônio filho mais velho, era fazer reuniões para dizer que os vendedores eram medíocres e incompetentes, entre outras ofensas. Perguntar sobre os números das vendas era o mesmo que pedir para ser demitido. Acredito em karma e espero que essa família ainda sofra muito por tudo que fizeram com seus funcionários e que nunca mais consigam se reerguer.

  123. Pacto de mediocridade é carallllll……, os donos são sacanas, contratam sacanas para sacanear e o trabalhadores por se defenderem são medíocres, quem escreve precisa ter cuidado com a interpretação.

  124. Clamamos pela segunda parte do texto! Creio que não podemos esquecer as ações dos gerentes e dos profissionais de RH que se dispuseram e ainda se dispõem a achacar os próprios colegas. Esse gerente do CN, pelos relatos, parecia ser extremamente inescrupuloso!

  125. Nunca imaginei que o ambiente de trabalho na Livraira Cultura fosse desta forma; deploravel, triste.

  126. Só achei esquisito o questionamento sobre o salário.. R$ 5.500 para um vendedor de livros me parece exagerado (a não ser que seja um vendedor que conheça profundamente muitas obras de literatura, a ponto de poder indicar livros para clientes na dependência de cada demanda… mas nunca me pareceu o caso na livraria cultura)

    Mas de resto, realmente, esse clima de briguinha/disputa de poder/medição de tamanho de pinto no trabalho é uma bosta…o respeito para com o ser humano é soberano, independente de cargo… tá todo mundo na luta…. ansioso pela continuação.

  127. Minha gente, e essa parte 2 sai ou não sai????? Queremos a continuação dessa história!

  128. Tô achando que vão arregar de soltar a segunda parte, muita repercussão, certamente o jurídico da Cultura já acionou o site.

  129. Fui fornecedor da Cultura e acredito em tudo, mas o “desesperador” da coluna do Dimenstein não se refere a mesma coisa que os funcionários achavam “interessante”, não.

  130. O mesmo aconteceu quando trabalhei como tercerzada para caixa economica federal…muitos funcionario foram demitidos e nao receberam nada …so recebi depois de leva los a justiça … vergonhoso

  131. Uma dúvida: o que nós, pobres mortais consumidores revoltados com a situação, podemos fazer pra ajudar a piorar a Cultura? Digo, tem algo que prejudique a empresa e não o funcionário? Além, é óbvio do “não comprar na loja” e coisas do tipo?

    Eu realmente fiquei interessado em ir até a loja e, sei lá, quebrar lápis, material escolar, bobagens do tipo, ou então rasgar páginas de livros, etc. Alguém sabe me dizer?

  132. faltou dar nome aos bois, não dos funcionários, mas do tal dono que mentiu e no fundo é o único culpado.

  133. Gente, cadê o pedido de exibir notificação? Cadê o lugar pra se inscrever na listinha da newsletter? Como faz pra ser avisado quando sair a parte 2? É a primeira vez na minha vida que eu quero dizer “Permitir” pra aquele trocinho de receber notificação e não tem!

  134. Essas histórias me lembram uma ONG muito famosa que é linda aos olhos do mundo, mas que faz cada atrocidade com os contratados e voluntários… Também daria uma ótima reportagem sobre gestão de pessoas e ambiente interno.

  135. gente, que história! tô chocada com tanto autoritarismo e assédio moral. essa livraria precisa pagar por tanto dando emocional e fisico que causou nos funcionários. ansiosa pela parte dois.

  136. Isso porque só falaram da cultura, se procurar os da Saraiva também tem muito pra contar

  137. Tantas histórias. Tantas histórias que só esquiando mesmo para desfiar.

    E as entrevistas do Livreiro? Disse pra Folha que o Brasil é um país de ladrões. Não os dele, é claro. Ministério da Cultura no Brasil, para quê. Ele, o rei dos livros, resolve a cultura doando livros com defeito os meninos de rua. Marco paulistano, tão bem educado o garoto. Balbuciou pro Estadão – mas quando mínimo melhor – que é um absurdo um empregado tirar férias de 30 dias. Empregado vende mão de obra seis dias na semana, oito horas por dia, em pé, vivendo a rotina cruel varejista, trinta dias? Não, não, não. Do alto da arrogância, falta visão – impedidas pelas janelas de Niemeyer, talvez – para “o” livreiro. Onde andará o irmão perdido?

    O filho 01 demiti empregados aos gritos no adm da empresa, e suas fies escudeiras – trabalham até doentes ou em pós cirúrgico – tentam sempre amenizar as situações, ou impedir que certas quebras de decoro cheguem nos ouvidos do príncipe herdeiro. Se eles não têm pão… O mesmo príncipe que – ao que consta – fez uma manobra para deixar de pagar fornecedores afim de comprar o grupo conselheiro que o queria fora da presidência da empresa. “Pedro, se o Brasil se separar de Portugal, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros”. Família Imperial. Ah, a vida no castelo penhorado na beira do rio poluído. Tantas histórias que por vezes a conta nem fecha, igual a conta de didáticos que esqueceram de colocar na folha de pagamento. Haja doação para manter as aparências da loja linda. Habemus histórias que transformam, habemus ácaros nos carpetes!

    E na catedral sagrada dos livros as palavras não tem força. Camões, perdoe Saramago, ele não sabia o que dizia. Onde se fala A na segunda se confirma Z na terça. Inclusive para clientes, sim, senhora, a promoção vai durar o mês inteiro; não, senhora, a promoção não existe mais; não senhor, o livro não chegou porque não fizeram pedido ainda, sim está atrasado, mas posso perguntar onde seus filhos estudam, dependendo da cor do uniforme, em um passe de mágica, abracadabra, livro na mão. Fazemos mágica sim, conseguimos segurar as colunas da loja em três, assim o rei gasta menos, o gado não pasta, o cavalo hipista salta. E se questionar a ética, por favor, a deixem de lado, não houve estudo ou pensamento de achar que algo vai dar errado, lemos pelo kobo as regras.

    Vestimos a camisa – menos aquele que foi demitido por recusá-la – e seguimos a vida nas ruínas do Império, mas sem descer para o chão de loja da vassalagem, São Luiz Gonzaga nos proteja! Festejemos com pão – que os 15 reais compra -, e cerveja. Mas não aguentamos inventário a noite inteira, quem cuidará de nossos cachorros nos corredores brancos?!

    Mas se o cachorro tiver morto deem ao capitão para chutar. O capitão do mato, um certo capitão… O capitão com suas unhas de violeiro, te arranca o fígado de tão cruel. Mas que belo coração possui o capitão, tantas amadas traz em seu peito, Capitão Romeu. O mato, tão vasto, plantamos em Salvador, cultivamos em São Paulo, escondemos em Porto Alegre – terra de Érico Veríssimo, por sinal.

    Mas ai Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus, Se é loucura, se é verdade. Tanto horror perante os céus?! Ó mar, por que não apagas teus correios, fecha a porta de teus armários? Quando a República de Curitiba queira a Queda da Bastilha, cravamos nosso crachá nas redes.

    O quê? Um certo alguém alto e belo nas redes? Confisquem suas fotos!
    Alexandre, o Grande, fofo demais, humano demais. Fora todos, seus bárbaros!
    Suprimir Suplicy? Não o café, já temos o nosso. Mas ele Sim, suprimir!
    Agimos assim, somos assim, feito para você!

    No mais, xingamos de porcos porque não podemos comê-los. Já o sushi… Shalom!

  138. UAU !

    Também trabalho em livraria, mais precisamente, na Saraiva.

    Muito do que já foi relatado, nós passamos, de maneira não tão direta, pq eles insistem em passar uma ” falsa liderança”, mas indico fazer entrevista tb a funcionários e/ou ex-funcionários, para que mais pessoas saibam o que rola por trás dos bastidores.

    Esse negócio de “parar de chorar e procurar outro emprego”, é coisa de gente que não tá nem aí pras inúmeras injustiças que acontecem nesse meio, que, tecnicamente, era pra ser o mais agradável possível.

    Como algo vai mudar, se tudo e todos silenciar ?
    Uma frase que adorei, aqui nos comentários foi
    ” Enquanto houver burguesia, não haverá poesia. “,
    Sempre focando em números e esquecendo de focar/valorizar/motivar quem gera esses números,
    no caso, livreiros/vendedores/auxiliares de loja .

    Nós é que fazemos TUDO acontecer,
    vamos nos unir e lutar contra essa DITADURA cultural !

    ” MANIFESTO LIVREIRO ” JÁ!

  139. A diretora do RH não pode ficar de fora dessa historia! A conivência dessa pessoa é algo espantoso!

  140. Trabalhei na Mooney Books, o ambiente era muito mórbido, o Joe que era o gerente era bem bipolar,e tinha uma sala embaixo que parecia um calabouço, no qual falavam que tinham livros raros, mas tinha um cheiro estranho, sem contar que o dono do lugar e o gerente tinham uma relação super estranha, ele nunca aparecia, e o gerente usava o carro dele. Sem contar a Rebeca namorada do gerente, que era péssima no trabalho e ficou lá uma época e depois encontraram morta, muito bizarro.

  141. Cara, que reportagem assustador e ao mesmo tempo incrível! Muito bem feita e a gente sente na pele o que essa galera viveu lá dentro, é muito triste! Torcendo pra que dê tudo certo no final e os culpados sejam penalizados severamente.

  142. A hotelaria tem MUITO disso tb!
    Fiquei impressionada com a semelhança do que já vi acontecer!

  143. O nome da diretora de RH é Juliana Brandão! Uma das responsáveis por esses absurdos. Braço direito do Sérgio herz! Adora perseguir e assediar …

  144. Fiquei realmente chocada com tantos comentários de pessoas que passaram por situações tão horríveis. Eu não conheci a livraria de SP, ganhei o livro que conta a história da família e do dono da livraria e fiquei na época encantada e com anseios de conhecer a livraria de SP pessoalmente…depois disso TUDO ?! sinceramente já não sei mais…triste demais esse emaranhado todo !! Para quem curti livrarias como Eu uma decepção TOTAL!

  145. Esse texto serve para os trabalhadores filhas da puta que acham que “negociar direto com o patrão” é algo legal.
    Sindicato é corrupto, safado etc. Mas é a única barreira entre você e o o cara que quer te estuprar o dia inteiro (seu patrão).

  146. Gostei demais dessa oportunidade, de estar junto com vcs, relatanfo uma luta desumana e sangrenta dos grandes empresários e “nós os pequenos funcionários”. Fui de uma rede de Supermercados francesa e passamos isso agora, em 2018. Assédio Moral total. Essa história é a “nossa história”!!!!

  147. Dicas pro atual CEO da LC:
    – contratar 1 relações públicas
    – cancelar palestras agendadas
    – sair das redes sociais
    – vender seus puros-sangues
    – atualizar o currículo vitae.

  148. Enquanto o chão de loja denuncia os abusos, o escritório desesperadamente encobre. Será que tão sendo remunerados por hora ou por post?

  149. Previsões pra 2019: Netflix compra o relato, entrevistados ficam ricos, livraria Cultura fecha às portas, engordo 5kg de pipoca.

  150. “O Sindicato dos Comerciários de São Paulo, procurado por EXAME, disse desconhecer os casos relatados. Segundo a assessoria de imprensa do sindicato, os únicos processos trabalhistas abertos pela entidade sindical contra a Livraria Cultura dizem respeito à falta de pagamento de rescisões trabalhistas após as demissões do ano passado.”
    É muita cara de pau, fui inúmeras vezes nessa merda que se auto-intitula Sindicato dos Trabalhadores denunciar as perseguições que rolavam comigo e com outros colegas, nunca fizeram porra nenhuma a respeito. Todo mundo sabe que o Sr Sérgio Herz tem uma relação íntima com eles, e contatos na esfera do judiciário também.

  151. A parte dois tá ao final do texto, onde diz “Parte dois”. Da muita dor, ler este tipo de relatos. O trabalho já se transformou em novas formas de sometimento e escravidão moderna.

  152. Me impressiona como nenhum desses funcionários que já haviam sido desligados por justa-causa deu uma surra, furou os olhos ou decapitou nenhum filho-da-puta do RH, da gerência ou os próprios donos.

  153. Este é mais um sintoma degradação civilizacional que o Brasil está passando, estamos numa situação desesperadora, infelizmente demoraremos muitos anos para voltarmos aos níveis de 2012…

  154. No adm era um inferno também. Éramos coagidos, humilhados, chamados de medíocres pelo Sérgio e, em cada reunião ele nos humilhava mais. E era bizarro como as pessoas ficavam “putas da vida”, mas acatavam o que ele falava. Acredito que por medo de perderem o emprego, pois o clima era de uma possível demissão o tempo todo.
    A demanda de trabalho era insana!
    De um lado tinha um adm que não conseguia abastecer a loja (na maioria das vezes por conta de inadimplência com oa fornecedores) e, de outro lado a loja sendo massacrada pelos gestores, e tendo que lidar com insatisfações dos clientes e com o não auxílio do adm.
    Enfim, não é um lugar que eu indicaria para alguém trabalhar
    Acho que o clima de assédio moral era fato em todos os setores, o que contribuiu para a falência que eles vivem hoje.

  155. NO final da matéria tem um link para a parte do 2 .
    Vocês estão cegos ?? Rsrsrs

  156. O pior disso tudo é o sindicato, absolutamente conivente, o Sergio tem ótimo transito lá dentro, não escondia isso de ninguém internamente. Vergonha, deveriam fechar esse sindicato maldito!

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