Por Mister smoka lot

Esse Achado & Perdido faz parte do dossiê “Causos de trabalho”: uma seleção, feita pelo Passa Palavra, de threads relatando o cotidiano e curiosidades de diferentes trabalhadores.

Relato de um ex-trabalhador da Livraria Cultura, motivado pela entrevista Pacto de Mediocridade, reforçando a denúncia dos constantes abusos sofridos pelos trabalhadores aí empregados:

1. Uma funcionária tomou advertência logo ao entrar no chão da loja. Motivo: um gerente a viu com a parte debaixo da camiseta de uniforme da Livraria amarrada. Detalhe que a funcionária usava um uniforme umas 3 vezes maior que o seu tamanho.

2. Me deram uma advertência uma vez por ter apresentado um atestado médico com atraso. Isso mesmo, como não podiam dar advertência pela falta, pois ela foi justificada, inventaram esse motivo.

3. Agrediram Eduardo Suplicy dentro da loja. Os seguranças nada fizeram e a livraria não se posicionou. Suplicy foi agredido por reacionários que invadiram a loja pra acusá-lo de comunista.

4. A segurança do Conjunto Nacional um dia agrediu duas funcionárias da livraria pois elas não apresentaram o crachá pra entrar na porta de funcionários. Se não fosse eu e outro cara empurrar o segurança, ele teria espancado elas. A Livraria se omitiu e não fez absolutamente nada.

5. Devido a fila gigante pro atendimento, já que a demissão em massa reduziu a equipe, um cliente estressado agrediu uma vendedora, deu um soco em seu ombro, culpando-a pela demora e foi embora na maior tranquilidade. A Livraria mais uma vez nada fez.

6. Sérgio Herz [CEO da Livraria Cultura] aparecia quinzenalmente pra colocar terror nos funcionários. Parava na frente do caixa central e ficava encarando panoramicamente o setor de literatura da loja, sempre mal encarado. Todo mundo se sentia péssimo pois sabia que o chefão estava sedento por demissões.

7. O gerente contratado com a missão de demitir o máximo possível de pessoas por justa causa andava de fininho, na encolha, espionando funcionários com muitas advertências pra tentar flagrar algo irregular que justificasse uma posterior demissão por justa causa.

8. Deixaram de depositar o meu Vale Transporte (uma semana de atraso). Eu morava em Diadema, usava ônibus e metrô. Obviamente não pude ir trabalhar nesses dias. Resultado: Tomei uma SUSPENSÃO.

9. Por falta de pessoal, um dia me fizeram levar pilhas e pilhas de livros do subterrâneo até a loja, sozinho. No outro dia, o gerente veio me cobrar dizendo que eu não levei todos os livros e me acusando de ter tirado pausas irregulares pra descansar.

10. A família Herz é inteira muito mal educada com os funcionários. Tanto o pai, exCEO, quanto os filhos, encarregados da atual administração. Já atendi todos e em todas as vezes fui tratado feito lixo.

11. Você que frequenta a livraria, vai perceber que pouquíssimos dos vendedores antigos ainda estão lá. O que acontece é que, como o salário na época deles era mais alto, a empresa preferiu mandar todos embora pra trazer mão de obra mais barata.

12. Colocavam todo dia metas impossíveis de alcançar (coisa de 100 mil em vendas pra cima), pra depois a meta obviamente não ser batida. Nós tínhamos que ouvir, todo dia 20 minutos antes do expediente, o gerente nos culpando por não bater a meta inalcançável.

13. Um funcionário assediava quase todas as vendedoras da loja. Situação foi repassada a gerência que resolveu se omitir de fazer algo, já que o funcionário em questão era totalmente subserviente a gerência e acabou pouco depois inclusive sendo promovido.

14. O antigo gerente da loja começou a ter problemas de saúde devido a toda a pressão da chefia. Como era um gerente mais humano, não queria cumprir as ordens de advertir funcionários por qualquer motivo possível. Da última vez que soube, realocaram o cara pra outra loja.

15. Cheguei na loja no dia que Sérgio Herz prometeu mandar embora com todos os direitos quem colocasse o nome numa lista e tudo que eu vi foram vendedores que estavam há 5 ou mais anos na loja regozijando de alegria. Ser demitido de lá em 2016 era visto como vitória.

16. Cansada de tudo isso, a única funcionária que havia sobrado no RH abandonou o emprego, não aguentava mais ter que lidar com tantas demissões injustas. Por uma semana, a loja não tinha mais ninguém pra realizar as demissões.

17. Em determinado domingo, a loja ficou muito desorganizada pois a demanda do atendimento era alta e a equipe pequena. Herz foi a loja, não gostou do que viu e pediu pra que a subgerente responsável pela loja no dia fosse demitida. Ela saiu chorando copiosamente.

18. Em determinado momento, trocaram o nome do cargo “operador de caixa” pra “auxiliar de vendas”. O motivo foi poder atribuir ao operador qualquer função que quisessem dentro da loja, e de quebra pagar menos, já que um auxiliar não ganha o extra da quebra de caixa.

19. O auxiliar de vendas era cobrado por diversas funções, a cada dia era escalado em um trampo diferente. No fim das contas, em média o auxiliar exercia de 3 a 4 funções no mesmo dia.

20. A sala da segurança ficava do lado da sala da gerência. O boato é que os seguranças eram orientados a buscar nas câmeras irregularidades de determinados funcionários. Proteger as mercadorias teria virado função secundaria, a prioridade era conseguir motivos pra demissões.

21. Preferiam jogar fora os comes e bebes que sobravam de eventos de lançamento do que deixar os funcionários comerem.

22. Um colega me contou que chegou atrasado um dia pois teve que acompanhar a namorada gravida no ultrassom. Não apenas teriam descontado as horas, ainda teriam lhe aplicado uma advertência sob a justificativa de que “esse atestado não conta”.

23. Um colega meu certo dia foi trabalhar muito doente, no sacrifício. Pediu a gerência pra exercer nesse dia uma função menos exaustiva, que não envolvesse atendimento, e colocaram o cara pra subir e descer carrinhos cheios de livros o dia inteiro.

24. A Livraria havia se tornado famosa pelos calotes em editoras. Em meados de 2016, certos ex parceiros de negócios cortaram relações, o que acabou fazendo com que determinados produtos de alta demanda ficassem em falta.

25. Num parêntese pessoal, afirmo que foi com certeza o lugar onde vi mais colegas de trabalho desenvolvendo serias doenças em decorrência da insalubridade do local de trabalho que havia se tornado hostil.

26. Todas as histórias que eu descrevi são da unidade “matriz”, a megaloja da Paulista onde eu trabalhei. Porém, conhecidos nos relatavam historias igualmente absurdas em todas as outras unidades de São Paulo.

27. Certa feita, em uma reunião diária, o gerente da loja disse a todos os funcionários que se as metas não fossem batidas “não vai ser só eu que vou pagar o pato, vocês também vão”, em tom ameaçador.

28. No começo de 2016, instituíram uma regra que determinava que os operadores de caixa não mais poderiam trabalhar sentados, implicando que isso configurava em falta de profissionalismo. As cadeiras nos caixas se tornaram decorativas.

29. Minha primeira advertência verbal foi porque, no chão de loja, um gerente viu o realce do celular no bolso da minha bermuda. Quando argumentei que eu nem ao menos cheguei a tirar o aparelho do bolso, a resposta foi que não tem porque eu estar com ele se eu não posso usar.

30. O gerente, culpando os vendedores pelas baixas vendas, disse que a loja ia mal pois nós não atendíamos mais com um sorriso no rosto, com o “jeito Cultura de ser”. Difícil atender feliz estando sobrecarregado e atendendo até 5 clientes simultaneamente.

31. Em momento algum foi de nosso conhecimento como a comissão funcionava, quais métricas eram calculadas. O valor parecia arbitrário. Tudo que sabíamos era que, se a loja não batesse a meta do mês, ninguém ganhava nada de comissão.

32. Em uma época de promoções, a empresa intensificou as regras de conduta pra ter motivo pra aplicar medida disciplinar nos funcionários, tornando-os inelegíveis pra promoção. Dobrar a manga da camisa passou a ser motivo de medida disciplinar.

33. Soube a época de 5 funcionários que entraram na justiça contra a Livraria enquanto ainda trabalhavam lá. Essas pessoas eram em geral mal vistas e perseguidas pela administração da loja.

34. Eu levava uma hora e 20 minutos no trajeto Diadema/SP, mas a empresa traçou uma nova rota mais barata, na qual eu levaria 3h no trajeto casa/trabalho. Sairia de casa as 11h pra voltar a 1h da manhã. Pra mim foi a gota d’água.

54 COMENTÁRIOS

  1. Inacreditavel, então tudo era “fachada” na cultura? Como existem pessoas desse nipe dos Herz?. Se tudo isso for verdade, essa empresa já era pra ser extinta

  2. O pensamento de: é real, eu vi essas coisas acontecerem. Implorei por ajuda quando um cliente da loja começou a me seguir na saída da loja e ele passava horas lá dentro me olhando. Foi horrível. O desespero de atender qualquer dos Herz e não oferecer a sacolinha retornável – que obviamente tinha meta diária. Ou sei lá, simplesmente sentar (sim, os caixas não podiam mesmo sentar). Depois que eu saí eu demorei dois anos pra assinar a rescisão – não queria pisar lá nunca mais.

  3. Infelizmente, não é só a cultura o clima da livraria Saraiva também não é dos melhores, funcionários fazendo três e até quatro funções.encarregado fica de olho 24 horas nas câmeras pra achar um motivo pra levar dar uma advertência.a insatisfação está na cara dos funcionários e creio que a maioria reza pra fechar loja a empresa.

  4. Trabalhei na segurança da fnac barra shopping sul,porto Alegre rs, pois a cultura havia comprado a fnac,enfim,tudo que foste contado realmente é verídico,eramos obrigados a cuidar os funcionários nas câmeras,desvio de função,esses herz são do demônio esta familia,fomos demitidos em massa eu em 7 meses de cultura o resto dos funcionários menos ou mais de anos,fora que para recebermos tudo direitinho funcionários tiveram que desmontar a loja inteira para destruição da mesma,local insalubre,desvio das funções,e a advogada deles,mais burra e podre não tem,tinha uma loira que é a cadelinha dos herz,não recordo o nome,meteu o horror nos funcionários,iiiii apareceu nos jornais os escandalos em porto alegre na fnac cultura

  5. O QUE MAI VEM PELA FRENTE????
    UMA EMPRESA ANTIGA E DESTE PORTE CHEGAR A ESTE PONTO?????

    QUE VERGONHAAAAAAA!!!!!
    OS PROPRIETÁRIOS NÃO PREZAM NEM O NOME DELES????
    QUE VERGONHA BRASIL!!!!!

  6. Eu como uma leitora.
    Estou completamente sem palavras para tais condutas .

  7. Nunca gostei dessa livraria. Sempre achei os funcionários tensos. Eu tive a Livro 7 como modelo positivo. Cotidianamente eu estava lá. Um ambiente agregador, bem diferente dessa.

  8. Frequentei muito a da Av Paulista, até os shows de jazz da hora do almoço assistia, e me dá tristeza ler todos esses depoimentos dos trabalhadores E pensar ainda que isso acontecia até antes da reforma trabalhista. Imagino como deve estar a situação hoje. Não vou conseguir entrar mais nessa livraria. Não pelos funcionários, mas pelas atitudes desses empresários.

  9. eu trabalhei como “”auxiliar administrativo”” em uma das lojas e já levei advertência por não rir da piada de um cliente.

  10. Herz foi escolhido melhor CEO do Brasil algumas vezes, que ironia.

    O cara é patético, arruinou a empresa da familia. Trabalhei lá na TI da Cultura por 2 anos, na sede administrativa, dava pra ver no dia a dia o quanto a diretoria era incompetente em tudo.

  11. Posso garantir que isso também acontecia nas lojas do Rio de Janeiro.
    Administração horrível dessa livraria CUltura.

  12. Eu trabalhei 4 anos em brasilia. E antes de 2016 ja haviam brigas e demissoes. Ocorreu uma briga feia em uma das lojas devido a promocao indevida de uma pessoa e que acabou na demissao de mais de 10 pessoas por lutarem por reparacao

    Se quiser mais detalhes por favor me envie um email

  13. Esqueceu de informar sobre as regras de remuneração. O comissionamento dos vendedores podia ser anulado se os mesmos levassem uma advertência. Em certo ponto percebemos que todos os meses pelo menos 3 a 4 funcionários levavam advertências mensalmente. Oq nos fez suspeitar que o gerente devia ter algum tipo de meta “advertência” para bater.

    As metas para o comissionamento tb não faziam o menor sentido. Se por algum motivo algum tipo de meta fosse batida, no mês seguinte a mesma era triplicada, mesmo q nos anos anteriores as vendas do produto ou a sazonalidade indicassem o contrário.

    Na minha loja, depois de um tempo os vendedores começaram a se organizar. Guerra psicológica começou a ser exercida contra os gestores e os seus capatazes.

  14. Que horror , bons vendedores sendo maltratados , vou agora agora meus produtos pela internet.

  15. Isso é um absurdo! Chocada demais!

    Hoje em dia o que mais acontece é gente adoecendo por causa de chefe, trabalho etc. Inclusive, na minha empresa presenciei isso acontecendo com uma colega. Mas nada se compara a esses relatos! É desumano.

    Nós, como trabalhadores, precisamos nos unir, não aceitar essas coisas!

    Só de pensar que essa situação toda pode piorar por causa do governo e suas alterações nas leis, eu fico com medo.

  16. Não compro mais nada da Cultura!

    Nossas ideologias e lutas precisam estar de acordo com as empresas que damos o nosso dinheiro.

  17. Só piora. Trabalhei um ano na Livraria da Vila e também nao é nada diferente dessa zona… fui contratado pra ser Vendedor… fiquei registrado com auxiliar de vendas por todo o periodo. Quando comecei a bater o pe, me tiraram da venda e me obrigaram a ser caixa. Vale refeição era de 10,00. Sem contar as ameaças do dono, do filho e dos supervisores gerais… não olham na sua cara e pedem até pra servir café na reunião.

  18. Estou e fico chocada por toda a situação desses profissionais. Gosto demais de ir à Livraria Cultura, mas a partir dessa matéria, vou pensar duas vezes antes de pisar lá. Desumano e covarde toda essa merda que os donos tem feito.
    Faço questão de conpartilhar isso com meus amigos no Facebook.

  19. Gente, é impossível isso ser mentira, muitos relatos de muitas fontes, a Cultura já foi um dos meu lugares preferidos em São Paulo, mas faz uns 3 anos que não pisso lá, desde que comecei a ouvir essas histórias, o que a gente como leitor pode fazer é nunca mais comprar nada la… boicoitar essa empresa e essa familia Herz que se acha dona do Mundo e acima da lei…

  20. Divulguem, compartilhem, espalhem contem a todos mundo o que acontece nessa empresa, nos temos a opção de NUNCA MAIS comprar nada da Cultura ou da família Herz, lembrem-se deles…

  21. Relembrar tudo isso me fez muito mal.
    As lojas de SP tem muita história, mas as outras lojas pelo Brasil tem bastante absurdo também. Trabalhei no interior e só de relembrar me faz muito mal.

  22. Sobre o item 30: em certa feita tentei uma promoção para vendas na Paulista. Sempre trabalhei sorridente e solicito. A promoção foi negada pois eu “tinha um atendimento excelente, mas não tinha ritmo nem perfil para a loja” (a despeito do meu rendimento nas estatísticas da loja ser comparável ou melhor que os meus colegas) Valorizados eram os funcionários mal humorados e mal educados. E as promoções, dedicadas aos puxa-sacos e caguetas.

  23. Amo a LIVRARIA CULTURA onde sou cliente há mais de 30 anos. Tenho acompanhado a contínua decadência nos últimos anos e não me surpreende que a origem de tudo esteja em má gestão e na filosofia equivocada de uma empresa que não valoriza seu capital humano. Lamentável!!!

  24. Canalhas. Boicotem essa livraria! Essa porcaria tem que ir à falência mesmo. Que família horrorosa essa família Herz. O dono também apoiou a reforma trabalhista do Temer.

  25. Fui funcionário da loja de salvador, isso tudo que foi relatado e um pouco mais acontece mesmo. E soube que a administração atual não tem preparo algum, está acabando com a motivação de trabalho dos funcionários. Ameaça e dúvida dos atestados.

  26. Só li verdade nesses relatos! trabalhei ai de 2001 até 2007, em SP presenciei funcionário sendo demitido no meio da loja como se estivesse tocando um cachorro, os Herz parece que faz pra se aparecer para os clientes.. revoltante! quando o alarme de algum cliente acionava na saída da loja já sabíamos que um caixa seria demitido.. não importava se tirou o alarme ou não.. era demitido.. na minha primeira semana presenciei 2 demissões sumaria! e olha que a pessoa tinha tempo de casa e eram bons vendedores.. nos matavam de tanto trabalhar e vinham cobrar sorriso no rosto.. um monte de puxa sacos perseguindo quem realmente trabalha e fazendo de tudo pra vc pedir demissão, mas eles não conseguiram, não comigo.. cheguei a trabalhar a base de calmante pra não voar no pescoço de uns e outros, rsrsrsrs terrível!!!

  27. Estou estarrecida com esses relatos. Sempre considerei essa Livraria como modelo, mas agora quero mesmo que vá a falência. Não merece respeito quem trata os funcionários dessa forma

  28. trabalhei 5 anos em Porto Alegre. fui advertida verbalmente por ter batido o ponto, ter guardado minha bolsa dentro do armário (o que demorou 10 segundos) e entrar pra loja. a contagem de minutos em intervalinhos era motivo de briga. eu entrei como caixa (nunca ganhei quebra) e fui promovida a vendedora. TODO santo natal me colocavam para operar o caixa. outros vendedores com a mesma trajetória não eram chamados, apenas eu e uma ou outra. além de carregar livros, atender telefone, presencial, arrumação de loja, operava caixa. achavam normal, não era desvio de função….

  29. Uma dúvida: o que nós, pobres mortais consumidores revoltados com a situação, podemos fazer pra ajudar a piorar a Cultura? Digo, tem algo que prejudique a empresa e não o funcionário? Além, é óbvio do “não comprar na loja” e coisas do tipo?

    Eu realmente fiquei interessado em ir até a loja e, sei lá, quebrar lápis, material escolar, bobagens do tipo, ou então rasgar páginas de livros, etc. Alguém sabe me dizer?

  30. Nossa era uma das minhas livrarias favoritas, não tenho vontade de pisar mais lá. O dono da Cultura merecia perder tudo , pra saber como é sobreviver com um salário merreca.

  31. João Abelhon, não faça isso. É capaz de ainda colocarem a culpa nos funcionários.
    Acredito que o melhor meio de prejudicar a empresa, é boicotar ela e compartilhar estes relatos. Quanto mais pessoas souberem o que os funcionários passam e o quão “baixo” é a alta administração, melhor.

  32. Também fui funcionaria desta livraria em Salvador . Realmente o presidente é um ignorante, mau educado , só faz visitas nas lojas para fazer reclamações dos funcionários. Tenho colegas que trabalham na empresa ainda e diz que a gestão atual da loja não tem preparo , perseguem alguns funcionários, e deixa a administração dos problemas nas mãos de terceiros. Na minha época era a mesma coisa. Não mudou em nada então.

  33. João Abelhon faça isso e tudo o mais que você conseguir pensar. Se possível, junte-se com amigos, assim é mais seguro e podem bolar formas mais sofisticadas de fuder com quem nos fode cotidianamente. Pegue livros ruins, esses de auto-ajuda, esses de coaching, finja que está lendo e rasgue algumas páginas no meio sem que te vejam. Ou solte um enorme cuspe no meio do livro, melhor, vários cuspes. Isso não recairá sobre os e as trabalhadoras e ainda fará um bem à tua alma, pois é preciso passar da raiva à ação, e toda pequena ação soma (especialmente quando é coletiva!)

  34. Isso é um absurdo, espero que chegue a falência o mais rápido possível!
    Seria melhor ainda se o Hertz passasse a trabalhar recebendo salário mínimo, mas eu sei que isso nunca vai acontecer…

  35. Que horror!!!
    Trabalho em uma escola particular em que o diretor e o RH têm esse mesmo comportamento de perseguição, de aplicação de advertências – mesmo justificando as faltas, e os discursos são sempre em tom de ameaça.
    É preciso nos unirmos contra esses carrascos que se acham empregadores, como se nós – funcionários mal remunerados – estivéssemos fazendo favores por trocar a nossa vida e saúde por empresas que não merecem a “mística” do que são. Os setores privados da Cultura e Educação estão recheados de pessoas terríveis.
    A empresa onde eu trabalho, por exemplo, tem o RH como representante sindical. Estamos sem reajuste do dissídio há dois anos, sem o PLR, férias atrasadas, o FGTS demora sempre a cair, e a pressão no trabalho só aumenta.
    Força aos funcionários e ex-funcionários da Cultura, vocês têm o meu apoio e respeito nessa luta. Não vão nos calar! Firmes, sempre!

  36. Em pensar que mandei milhares de currículos pra essa livraria, pois sonhava em trabalhar lá. Esses Herz que sobreviveram ao Holocausto, pelo que seus ancestrais passaram, deveriam ter aprendido alguma coisa sobre empatia. Lamentável.

  37. No administrativo não era tão diferente apesar das falsas aparências, o Sergio demitiu o diretor comercial (que ia contra as vontades dele e estava de fato querendo realizar mudanças no setor) e disse que ele mesmo assumiria a posição (CEO e diretor), depois disso começou a aparecer diariamente no escritório logo cedo berrando com os funcionários da área, questionando números absurdos (impossível alguém decorar o faturamento de todas as lojas, por exemplo), mal dormíamos com medo do que nos esperava na próxima manhã. Várias pessoas ao meu redor desenvolveram depressão e síndromes de ansiedade e pânico por conta dessas e outras. Além disso, na mesma época nos fez imprimir e colar em TODAS as mesas “a lei das sete tábuas”, baseado na cultura judaica que ele segue e fez leis, segundo ele mesmo, que tínhamos que decorar porque podia cair na “provinha” diária.

  38. Trabalho no comércio a anos e posso garantir que não é do a Cultura que é assim. Trabalhei 7 anos em uma loja de moda muito conhecida, e já cheguei a trabalhar 50 dias seguidos sem folgas sendo que 30 desses dias foi das 10:00 às 22:00 com alguns dias tendo que ficar até de madrugada para reforma de provadores.
    É um absurdo o que empresas fazem com funcionários.
    Sai de lá depois que fiquei doente com síndrome do pânico, e tomo remédios até hoje.

  39. Trabalhei na loja de Campinas e os relatos são bem reais, de todo o país. Quando o trocou o gerente, a equipe tinha certa que ia ser o subgerente, pq o cara era bom dms. Subiu pra gerente o cara com cargo menor e mais despreparado por ser amigo do ex gerente. Depois disso ele protegia a colegagem e demitiu quem ele teve atrito.
    Pra subir de cargo na cultura você tinha que ser puxa saco de verdade. Se não fosse assim, você só ficava no chão da loja mesmo.

  40. Eu trabalhei em uma unidade da Livraria Cultura, uma loja onde o Sérgio ia bem pouco, mas quando visitava, era tensão total.
    Ele é uma pessoa extremamente arrogante, grosso e mal educado, não dava um bom dia. Quando visitava essa unidade, sentava na poltrona na loja e ficava com seu notebook aberto olhando ao redor da loja e analisando todo e qualquer movimento dos funcionários.

  41. E isso porque o público não sabe o que se passa com as centenas de empresas do ramo livreiro (editoras e graficas principalmente) e outros fornecedores da rede, em sua maioria de pequeno e medio porte, que foram fortemente prejudicados pelo gigantesco e hipócrita CALOTE da gestão Sergio Herz. Não se iludam, não tem coitadinhos que sofreram com a crise financeira na gestão da Cultura. Muitas pequenas empresas que se relacionavam com eles fecharam as portas, outras vão levar muuuiiito tempo para se recomporem, se conseguirem. Os descontos expressivos que são oferecidos por estas grandes redes corta na carne dos editores, especialmente os menores, o que no final das contas só faz encarecer ainda mais a cadeia produtiva do livro e reduzir a ofertas de títulos interessantes. Neste cenário, que editora vai arriscar produzir bons títulos que vendem para perfis específicos de público, e portanto não vendem centenas de milhares? Milagre não existe. Livrarias como Cultura e Saraiva podem ser muito agradáveis para estar fisicamente, passear e talvez até comprar um livro, mas são um câncer silencioso destruindo por dentro a oferta de livros e tudo de bom que eles trazem para um país. A única coisa boa nisso tudo é que as máscaras estão caindo…

  42. Vemos isso acontecer em diversas empresas, eu já tive chefe que mesmo não tendo o que fazer na empresa, e por eu ir embora mais cedo em um sábado de trabalho, e este me disse que tenho que cumprir ordem e sair no meu horário nem que seja para contar os carros que passam na rua, devido a crise econômica, e poucas ofertas de trabalho, faz com que a maioria do patrão explore seu funcionário, já vi relatos de proletários que são expostos a insalubridade e mesmo assim não receber por isso, um descaso, a lei do mais forte, cada um de nós temos que denunciar tais explorações do trabalho, como diz o sociólogo Ricardo Antunes “Na escravidão o trabalhador era vendido, na terceirização, é alugado”. Somos vitimas, viramos máquinas, somos obrigados a engolir seco desaforos e ignorância, por um salário precário e desumano, parabéns a atitude destes funcionários, estamos a deriva de um governo que apoia os patrões e acaba com o sindicato dos trabalhadores.

  43. Galera de São Paulo, vamos protestar?

    Sei que o boicote, compartilhar matérias e a porra toda é vital. Mas cacete, precisamos fazer BARULHO! Vamos se unir, pegar megafone, gritar na porta deles. Tudo isso na hora do PICO.

    Não podemos ficar em silêncio, e os funcionários são os que mais se forem tanto quietos quando protestando.

    Não tenho Face, mas vou ficar de olho por aqui e nas repercussões online na esperança de que a gente se organize.

  44. Vamos se unir, criar um evento e protestar como a Carmela e o Marcelo falaram, pessoal! Não podemos deixar esse tipo de coisa continuar

  45. Barbara Cristina, a matéria sobre seu amigo e ocaso de saúde é de 2007, vc sabe que fim levou essa história? Que horror!!!

  46. Trabalhei na Carvoaria Tortura de 2005 a 2009 no Conjunto Nacional. Os casos de assedio eram diarios… Nao me espanta nenhum dos relatos descritos. Faço de tudo para comprar apenas em pequenas livrarias de bairro. Apoio total ao boicote!

  47. Barbara Cristina 26/04/2019 at 09:37
    Procurem saber o caso do funcionário Leonardo Cuisse Araújo. Uma luta travada com os Herz em favor do direito à saúde.
    Dipinível em: http://www.matogrossoonline.com.br/artigo.php?id=6938122

    Sobre esse caso, li em um forum que o Leonardo faleceu depois de uns 5 anos de luta. A LC se pronunciou na época alegando que “pagou” o tratamento, Não se sabe se realmente foi verdade ou não, mas a doença se agravou e ele não resistiu, deixando esposa e filha. Que ele descanse em paz.

  48. Trabalhei como terceirizado pela empresa BK no Aeroporto de Guarulhos para a PF e já presenciei tanta coisa errada. Supervisora que dava menos trabalho para certas pessoas porque era seus amigos e os outros se matavam de tanto trabalhar. Essa mesma supervisora protegia uma funcionária só porque as duas faziam faculdades juntas. Relevava quando ela não chegava na hora ou batia o ponto do almoço mais tarde…

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