Por Arnon Manhães Ceolin

Leia aqui a primeira parte deste artigo.

Você precisa ter homens que são morais… e ao mesmo tempo capazes de utilizar seus instintos primordiais para matar sem sentir… sem paixão… sem julgamento… sem julgamento! Porque é o julgamento que nos derrota — Coronel Kurtz, em Apocalypse Now (1979).

Suspender o julgamento e desenvolver o estado de ser curioso é uma das grandes capacidades do ser humano (…) Um dos maiores poderes do ser humano é a capacidade de não julgar — Coach José Roberto Marques, em A Incrível Arte de Suspender o Julgamento.

A linha que separa o horror do que há de mais comum na vida social sob o capital é tênue, mas nem sempre aparece como tal. No sentido que adotamos na primeira parte, vemos que todo e qualquer limite deste caráter é implodido pelo reconhecimento da barbárie enquanto parte constitutiva do curso da história do capital, logo, em se tratando de uma concepção dialética da história, a barbárie se revela como fundamento da base social que sustenta o agora. Todavia, como foi dito, o capital formula seus fetiches e escapa ao reconhecimento desta sua dimensão negativa, convertendo a barbárie em certas formas de consciência que a mitigam, que a ofuscam e, acima de tudo, que a internalizam e a naturalizam.

A força mistificadora da barbárie e o alargamento da fronteira que a desvincula da reprodução banal da vida social, assim, residem no fato de ela se ocultar por dentre as entrelinhas do cotidiano, da rotina, do incessante e massacrante agora. Ou seja, a barbárie parece desaparecer quando se reproduz sob as máscaras daquilo que há de mais natural na vida social, no interior daquilo que reproduzimos cega e automaticamente por força de tradições, hábitos e costumes. Algo em que o capital, movido pela pulsão totalizante, pela autopreservação fetichizante e pelo ensejo de se apropriar do passado e, sucessivamente, do presente e do futuro, parece alcançar relevante êxito na contemporaneidade do neoliberalismo e das formas de representação a ele vinculadas.

Assim como tudo que dá movimento à história, o neoliberalismo é produto de uma escolha dentre alternativas. Neste caso, trata-se de uma alternativa mobilizada a todo vapor pelo capital, visando desembaraçar a acumulação de um travamento acometido pela forte queda da taxa de lucro, situada nos meados da década de 1970 [1]. Muito se discute acerca das transformações por que passou a sociedade capitalista durante esse período, o que nos serviria para uma caracterização do conceito de neoliberalismo. Fala-se muito acerca do inchaço do Estado e das políticas keynesianas, que abocanhavam e aplicavam de forma improdutiva uma parcela significante de riqueza abstrata, dos altos salários que haviam se tornado inflexíveis, dos sindicatos que podiam mais do que deveriam e dos direitos que eram demais. O salto neoliberal, portanto, é o que nos traz o Estado enxuto no que tange aos gastos com políticas sociais, a desregulamentação da economia, as extensas privatizações, os salários retraídos, o trabalho flexível, os sindicatos enfraquecidos e os direitos reduzidos. Com o neoliberalismo, o capitalismo não deixa de ser capitalismo, mas atinge um grau de desenvolvimento inaudito, que parece cavar com mais profundidade as raízes das formas sociais capitalistas no terreno das sociedades contemporâneas, alterando radicalmente a relação mútua entre as esferas do capital, do trabalho e do Estado e acentuando a gestão e o controle destas últimas por aquela.

John Keane, “The Conspirators”, 1984.

O prognóstico, certamente, era — e continua sendo a cada episódio desta tragédia — de calamidade, medo e disrupção social. Entretanto, a “grande novidade” do neoliberalismo, a que precisamos nos ater, reside na força expansiva de sua forma de representação própria, que adorna uma forma específica de consciência ao introjetar símbolos e papéis sociais e atribuir aos indivíduos as “capacidades” e as “habilidades” de suportarem e de reproduzirem por si próprios as condições que lhes são impostas pelo trator neoliberal desenfreado.

A novidade consiste no tipo de sujeito que emerge junto do neoliberalismo, assentando uma consciência que lhe adere, que o positiva e lhe dá movimento, apesar de toda a barbárie que suporta e que, por esse motivo, acaba por ocultar. O neoliberalismo, portanto, é mais do que uma transformação conjuntural das bases materiais de reprodução capitalista; é uma revolução sobre a concepção de indivíduo, de sujeito e de ser humano que introduz uma época. Numa versão superior à da revolução do século passado que assentou o tipo de “homem fordista”, o neoliberalismo introduz o “homem-empresa”, o “empreendedor” e o “capital humano”, reivindicando uma natureza humana outra e mais bem acabada. O que enseja positivar é um aprimoramento do homem econômico clássico, negando a abstração homeostática de um mercado que tende ao equilíbrio e à concorrência perfeita e a suprassumindo pela revalidação da concorrência capitalista como forma imprecisa e instável.

O homem econômico de hoje não deixa de ser calculista, mas deve saber que seus meios são incertos e, acima de tudo, desmedidos. A abstração, agora, é o próprio capital que mira o além sem freios nem métricas, por isso, a fórmula desta representação neoliberal nos induz a “produzir o desequilíbrio, romper sempre a rotina, gerar inovação, mantendo sempre a capacidade de se adaptar ao movimento perpétuo do capital” [2].

A produção de excedente e a internalização da concorrência capitalista, portanto, são os pontos centrais que definem o grau de distinção no interior desta forma que converte as formas abstratas do capital em modo de vida geral. Não deve haver brechas para desperdícios de toda ordem: todo movimento do sujeito deve ser muito bem calculado para que nada escape à sua invariável finalidade, a autovalorização [3]. Comprometimento, disciplina, força de vontade, mindset; todos esses elementos movem a máquina que produz o “além de si mesmo” desta forma de subjetivação “contábil” ou “financeira”. A reprodução simples não basta e é contraintuitiva. A forma imputa a reposição incessante e contínua, isto é, a acumulação desenfreada, aquilo que desdobra o sujeito numa espiral sem fim movida pelo “excesso de si em si, ou, ainda, pela superação indefinida de si” [4].

A desmedida invade todos os setores da vida social e estabelece o crivo de que nada escapa. O princípio da valorização, que define e descreve a forma de sociabilidade sob o capital no que diz respeito à produção de riqueza abstrata, agora transborda para todos os lados, subsumindo tudo aquilo que julgávamos como improdutivo, externo e até avesso à lógica capitalista. “Lazer? Consumo? Viajem? Hobby? Amizade? Sonho? Tudo pode, e deve, ser meio para nossa própria valorização” [5]. Como nunca antes, o capital manifesta seu espírito totalizante e converte todo o tempo possível em forma abstrata redutível à produção de “valor”, sem pretensão de deixar restos para qualquer outra forma de aproveitamento.

A imagem do mercado de trabalho flexível, o terreno por excelência em que atua essa representação neoliberal do sujeito é, ao mesmo tempo, permissiva e destrutiva. O mercado se diz de braços abertos para todos, desde que não haja limites quanto a rebaixamentos e precarizações, mas ao abraçar aqueles que escolhe, aproveita para lhes pôr a corda no pescoço, que os próprios empregados são induzidos a apertar ou afrouxar. Enquanto o verdadeiro carrasco permanece oculto, os “parceiros” e “colaboradores” flexíveis vivem dia-a-dia esse ritual que transmuta todo seu esforço, na melhor das hipóteses, em mera manutenção do posto. A finalidade não é a ascensão, seja de qual ordem for, mas a permanência. “Tem que estar sempre correndo atrás. É uma escada rolante que desce: para você ficar no degrau, você tem que andar, senão ela te puxa” [6]. Todos sabem da existência de tantos outros que se dispõem a apertar a mesma corda e a assumir o mesmo ritual sacrificial, por isso é preciso correr para se garantir no lugar. O “bafo” que sopra pelas costas e que espreita todos, sem distinção, nunca cessa. Esta é a expressão mortífera do capitalismo que se agudiza nesta era e, ao mesmo tempo, seu princípio motor, aquilo que tantos atestam com orgulho e convicção como estatuto geral desta forma em que inclusão e exclusão são faces da mesma moeda que acoberta a barbárie: seja “além de si mesmo” ou não seja.

Pieter Bruegel, “O Triunfo da Morte”, 1562. Olhar para trás não é uma opção.

Aqui, mais do que nunca, “a comunidade não é comunidade, mas um mero agregado de indivíduos racionais que buscam o auto-interesse” [7]. A máxima benthamiana adquire uma força nunca antes vista e a vida se torna uma corrida alucinada sem horizonte definido, uma disputa cabal por um lugar ao sol no incessante e massacrante agora que relampeja e não admite deslizes, um “cada um por si desprovido do Deus por todos” [8].

Cada um deve ser produtor de si mesmo e nada lhe pode escapar; tudo provém de si e todos os caminhos — cujos horizontes são, sem meios termos, a glória ou a agonia — são traçados por seu próprio esforço individual. Aquela figura que verdadeiramente impõe as regras do jogo e que manipula desvairadamente as condições do sucesso e do insucesso se encontra agora diluída e internalizada por dentre os bilhões de pequenas partes espelhadas em si mesmo. Ao fundar uma representação que define o mais precário trabalhador enquanto “capital humano” ou “empreendedor”, identificando-o a si próprio numa fantasia peculiar, o capital não apenas dá luz a uma consciência narcisista e alucinada à sua imagem e semelhança, como também acaba por, convenientemente, despejar todo o fundo de responsabilidade que carrega sobre a reprodução da sociabilidade capitalista nas costas daqueles que ele próprio subsume. Por meio de um mero esforço de identificação, o capital funda uma ilusão de benevolência e empoderamento que não apenas sustenta e legitima as precárias e destrutivas bases econômicas de reprodução capitalista desta época neoliberal, como também projeta, sobre aqueles a quem é prometido o tão esperado paraíso na Terra, toda a culpa e a responsabilidade pela desgraça que ele próprio reproduz em escala ampliada. O cenário é arrebatador: enquanto o carrasco permanece oculto nas encostas, uma multidão se flagela e se corrói ao longo da infinita “via crucis sem redenção” [9], que é oferecida como a única alternativa possível.

Das suas formas deslocadas, aqui também emerge, com extremada força, esta forma capitalista tão cara ao fascismo: a inversão fetichista da responsabilidade e da culpa. O quadro de sua dinâmica social é bem ilustrado por João Bernardo numa passagem que diz:

O poder dos gestores é anónimo (…) Hoje, mundialmente, o totalitarismo pode ser democrático, o que significa que se apagou na supremacia anónima dos gestores. E o tiranicídio perdeu qualquer razão prática, num sistema em que a tirania deixou de ser pessoalizada. Enquanto não for considerada coletivamente responsável a classe dominante dorme descansada, mas fá-lo porque o fascismo ficou muito mais longe ou porque ela o incorporou? [10]

As figuras que usualmente assumiam o posto de autoridade e de responsabilidade pelo ranço social e pelos malogros da vida, como os gerentes, os chefes, os patrões, os empregadores, enfim, todas essas figuras hoje habitam o interior de cada um; sendo assim, o ódio e a aversão que aparecem perante as desgraças da vida não têm outro destino senão a sua própria origem, isto é, o próprio sujeito. A consciência, desta forma, regurgita sobre si mesma, numa espiral que conduz às mais variadas formas de alienação e de adoecimento psíquico do sujeito que habita nesta era capitalista, o que nos leva a concluir que o “diagnóstico clínico da subjetividade neoliberal nunca deve perder de vista que o patológico é parte da mesma normatividade que o normal[11].

Além disso, já que tudo cabe ao indivíduo e ele é a única peça efetivamente real e palpável do jogo, todo tipo de conflito social se reduz a uma determinação individual, e nunca estrutural. O capital mais uma vez mostra a força desta forma de representação que a todo tempo joga a bomba para o outro lado e que, nesta altura, obscurece mais do que nunca a imagem do caráter determinante da “luta de classes”, que hoje vira poeira ou mera fantasia na mente de manipuladores esquerdistas.

*   *   *

A especificidade da representação neoliberal, portanto, está tanto em seu alcance global e totalizante quanto em seu poder de convencimento e adesão. O canto da sereia é atrativo e ninguém quer ficar fora da festa prometida. A forma da concorrência capitalista tresloucada é internalizada, passando pelo filtro da mais pura representação harmônica: todos somos colaboradores, parceiros e empreendedores que almejam um interesse comum e que miram o pódio já alcançado por tantos outros; por conseguinte, o começar do zero não assusta, pois há exemplos que comprovam que chegar lá é sempre possível [12].

Pelo fato de tudo ser possível sob as condições mais improváveis e inesperadas, em que a sorte e a especulação são fatores a se considerar, o capital consegue projetar suas formas alucinantes enquanto formas sociais positivas, ainda que perante a contraprova das precárias condições materiais de reprodução da vida que se apresentam, de completo desalento e desgraça social. Do céu ao inferno, do inferno ao céu, com a rapidez e a volatilidade de um mercado de ações, assim se define a potência desta representação em que tudo é possível rumo ao infinito a todo custo, independente do que for arrastado consigo.

Para chegar lá, é preciso atenção e disposição para superar toda e qualquer zona de conforto. O risco é seu amigo, o movimento é de fagocitose para abocanhar tudo aquilo que valoriza a si mesmo: qualificações, capacitações, experiências, currículo. Todo algoritmo deve ser familiar, pois não basta saber, é preciso se antecipar e antever, fazer projeções e planilhas, qualificar novamente para se preparar para outra qualificação que se aproxima. Criar, inovar, participar, colaborar, mentir, burlar, trapaçear, mas nunca, em hipótese alguma, julgar.

John Keane, “Jaded and Faded”, 1984. Não é o passado que relampeja, mas o instante que passa veloz.

De fato, o julgamento é avesso a esta forma social. A começar porque julgar toma energia, tempo e espaço. Ao julgar, o sujeito necessariamente cessa o movimento, paralisa-se e olha ao seu redor, ainda com a corda sob o pescoço. O julgamento rompe com o automatismo daquele que “faz, não importando o que, como ou para que” [13], e converte o que é tautológico em força estranha, incômoda. Ao fazer isso, o incessante e massacrante agora já cobra seu preço: o “bafo” esquenta e a escada rolante o joga para baixo. Em um piscar de olhos, a oportunidade se esvai, o posto se perde, o imprevisível acontece. Novamente, a adesão é máxima ou não é: a ordem do dia é sempre ser o “além de si mesmo” ou simplesmente não ser.

Por isso, a imagem do sujeito que se constrói por esta forma de representação neoliberal é o inverso da figura clássica do anjo da história benjaminiano. Enquanto este nutria de certa sensibilidade e de juízo crítico, por insistir em ater seu olhar para as catástrofes de um passado que se distancia cada vez mais, aquele, por outro lado, também é fortemente impelido à frente pelo sopro do “progresso”; mas não há outra possibilidade que não seja o olhar vidrado e obcecado, que aponta para o sentido do vento que o move, para frente, para o imediato, para o agora.

Olhar para trás não é uma opção. Não à toa os temas da história, do passado e da memória não terem aparecido nesta discussão, pois são apropriados, relegados e abstraídos desta forma social. A história é insumo contraintuitivo e improdutivo para a máquina que cospe sujeitos concorrentes, incessantes e desmedidos. Mais do que isso, a história é mera abstração, ou melhor, mera fantasia ou manipulação intelectual. A relação é estanque: o passado passou, é velharia, peça de antiquário, pois o movimento é daqui para a frente. Assim, todo raiar de sol se converte no ponto zero desta sociedade que não para um segundo sequer e que a cada dia supõe se revolucionar por inteira.

No lugar da história, tem-se fundamentalmente os relampejos e os assombros do agora, do incessante agora que faz exigências a todo tempo — tempo esse que não é mais tempo, ora, mas valor, dinheiro, capital. O agora é quem dita o ritmo e acompanha o afrouxar ou o apertar da corda que envolve o pescoço, por isso, é para ele que a figura desta era, o anjo caído da história, olha sem deslizes, sob o risco do “bafo” se acentuar e da escada rolá-lo abaixo. Não o faz por instinto ou pretensão natural, como se pretende convencer por aí, mas por força da forma que o aliena e constrange, delineando a traços bárbaros e grotescos a imagem do sujeito que carrega um potencial que não se permite desenvolver.

Arnon Manhães Ceolin é mestrando em Política Social pela UFES. Graduado em Ciências Sociais pela UFES. E-mail: [email protected].

Referências

[1] PRADO, Eleutério F. S. Sociedade rotweiler: criação histórica do neoliberalismo. Disponível aqui.
[2] DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2016, p. 329.
[3] “Trata-se agora de governar um ser cuja subjetividade deve estar inteiramente envolvida na atividade que se exige que ele cumpra (…) As novas técnicas da ’empresa pessoal’ chegam ao cúmulo da alienação ao pretender suprimir qualquer sentimento de alienação: obedecer ao próprio desejo ou ao Outro que fala em voz baixa dentro de nós dá no mesmo. Nesse sentido, a gestão moderna é um governo ‘lacaniano’: o desejo do sujeito é o desejo do Outro” (DARDOT; LAVAL, 2016, p. 327). Logo, não se deve confundir de forma alguma o sentido da expressão “autovalorização” como resultado daquilo que se produz e que se apropria de forma autônoma, como produto da atividade livre na qual o sujeito se reconhece enquanto Sujeito. O “Sujeito” ou o “Outro” que deseja pelo sujeito é força alheia, o capital, aquele que define o espectro desta “autovalorização” assim como define o caráter das relações de propriedade que a conduzem.
[4] DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2016, p. 356.
[5] VIANA, Silvia. Jaula de vidro. Rev. Inst. Estud. Bras. 2015, n. 60, p. 94.
[6] Ibidem.
[7] PRADO, Eleutério F. S. A formação do modo de ser neoliberal. Disponível aqui.
[8] VIANA, Silvia. Jaula de vidro. Rev. Inst. Estud. Bras. 2015, n. 60, p. 106.
[9] Ibidem, p. 102.
[10] BERNARDO, João. Labirintos do fascismo: na encruzilhada da ordem e da revolta, 2018, p. 1357, grifo nosso.
[11] DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2016, p. 374.
[12] Este elemento é característico das representações capitalistas, na medida em que “tornam-se ‘representações’ ao apresentar uma dimensão da realidade social como sendo a realidade inteira. Com isso, a exclusão do trabalho se inverte em inclusão pelo emprego; a produção de valor excedente, em circulação de equivalentes; a alienação, em ‘liberdade’”. GRESPAN, J. Marx e a crítica do modo de representação capitalista. São Paulo: Boitempo, 2019, p. 145, grifo nosso.
[13] VIANA, Silvia. Jaula de vidro. Rev. Inst. Estud. Bras. 2015, n. 60, p. 95, grifo nosso.

Ilustrando o destaque, “Who Shot the Plane Down/Flat Earth Series #6”, de John Keane, 2019.

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