movimento em luta

Por Favela do Moinho

400 DIAS PRESA. EM PLENA DEMOCRACIA. ALÊ LIVRE!

Todo mundo está preocupado com a possibilidade de o Brasil voltar a viver uma ditadura. Mas o que estamos fazendo diante da criminalização das lutas sociais que já acontece dentro da democracia?

Esse cenário tende a piorar e precisamos fortalecer os nossos e nossas lutas AGORA!

O que aconteceu com a Alê, da Favela do Moinho, deveria preocupar qualquer pessoa que participa de um movimento social.

Em 2025, a Favela do Moinho, uma das últimas comunidades populares do centro de São Paulo, foi desmontada em meio a operações policiais, demolições e promessas de reassentamento feitas pelos governos federal e estadual.

Alessandra Moja Cunha, a Alê, liderança histórica da comunidade e da luta por moradia, foi presa em 8 de setembro de 2025. A defesa contesta as acusações, denuncia graves violações de direitos e sustenta que sua atuação comunitária está sendo criminalizada.

Hoje, Alê completa 400 dias presa. Mais de um ano. Sem que sua situação deixe de exigir uma resposta pública.

Quantas lideranças mais poderão passar por isso? O que acontece com uma comunidade quando suas principais referências são retiradas de circulação? E como impedir que situações semelhantes se repitam em outros movimentos?

Tentaram nos calar. Mas a história do Moinho continua circulando.

Acabamos de conquistar o 48º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria Multimídia, com “Moinho de Gente: a expulsão da última favela do centro de São Paulo”.

Esse reconhecimento precisa se transformar em mais debate, mais informação e mais solidariedade.

Precisamos que essa história saia das telas e entre nas assembleias, nas associações, nos sindicatos, nas universidades, nas ocupações e nas ruas.

– Falem sobre o caso nas redes sociais e façam informes nas assembleias dos seus movimentos.
– Publiquem notas de solidariedade, cobrem esclarecimentos e providências das autoridades e dos representantes políticos.
– Organizem exibições do documentário e cine-debates. Chamem a gente para participar!

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