A PEC do fim da 6×1 passou, mas ameaças à redução de jornada de trabalho permanecem!

Falam sobre alterações na PEC aprovada e inclusive, a proposta da PEC das horas, que retira muitos direitos já conquistados. No serviço público federal, além da PEC existe a Instrução Normativa (IN) SEGES/MGI nº 148/2026 a qual determina a redução para 40 horas da jornada de trabalho. Juntando tudo isso, as administrações das universidades e outros espaços públicos federais podem determinar IMEDIATAMENTE a redução de carga horária e fim da 6×1. Ninguém precisa esperar 14 meses com o risco de perder tudo neste tempo. Enquanto em alguns lugares do Brasil isso já foi efetivado por meio de mobilizações de trabalhadores e estudantes, em outros ninguém nunca ouviu falar da IN!

Mobilize-se! Quem trabalha limpando, servindo comida e fazendo vários serviços gerais também quer descansar AGORA!

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7 COMENTÁRIOS

  1. Excelente. Existe luta concreta e existe falatório. Viva a luta da classe trabalhadora!

  2. Existe a luta concreta e existem pessoas no Instagram com camisa verde fazendo o “L” com as mãos enquanto se orgulham de sua classe intelectual – “sou professor, e a luta concreta é dessa forma aqui”! O detergente é neutro, mas e o óleo de peroba?

  3. Se não é pra virar voto, não vale nada uma proposta dessas nesse momento! É Lulalá ou NADA!

  4. “É Lulalá ou NADA!”. A Batalha de Stalingrado começou. Tá bom então.

  5. “Petistas se comportam como gado de Janones”

    Um dos estereótipos que os bolsonaristas receberam nos últimos anos foi a associação com o termo “gado”. Bastava uma frase ou um comando do ex-presidente Jair Bolsonaro para que todos passassem a repetir ou se comportar da mesma forma, sem qualquer tipo de ponderação ou reflexão.
    Eis que, com o risco de Flávio Bolsonaro vencer as eleições no segundo turno, parte dos petistas de todo o Brasil, de maneira voluntária, começou a se comportar como rebanho do deputado André Janones, ironicamente a quem pesa a prática de rachadinha, que admitiu e foi alvo de uma medida de proteção restritiva com base na Lei Maria da Penha, devido à violência psicológica contra sua ex-esposa, a ex-prefeita de Ituiutaba, Leandra Guedes.

    A contradição está posta. Para vencer um candidato que, em tese, representa a corrupção e a misoginia, a militância resolve obedecer cegamente a um líder a quem pesa suspeita de desvio de dinheiro público e a quem uma mulher lhe acusou de machismo.

    Aos fatos: para intimidar a ex-companheira, Janones enviou, sem o consentimento dela, fotos íntimas a terceiros. Com relação à rachadinha, no ano passado, o parlamentar assinou um acordo de não persecução penal com a Procuradoria-Geral da República, para devolver R$ 131 mil aos cofres públicos, após ex-assessores denunciarem à Polícia Federal que eram obrigados a repassar parte do salário a ele.
    Janones não esconde que trata o petismo como gado. Em seus vídeos histriônicos, em que dá ordens de cima para baixo, exige não ser questionado. Alegremente, pela causa que consideram justa, muitos baixam a cabeça e comemoram o número de cinco milhões de seguidores do grupo de WhatsApp do deputado, denominado “Exército de Lula”.
    Ontem, seguindo o comando de Janones, milhões se colocaram nas redes vestindo camisas amarelas da seleção brasileira de futebol. Anteontem, bateram panelas quando Flávio Bolsonaro dava entrevista no Jornal Nacional. Se Lula vencer, Janones limpa a biografia e se sagra como herói.

    Se imaginarmos a política como substituta da guerra, se pensarmos na guerra como reveladora de caráter, temos alguns elementos a analisar. Para vencer as eleições, o petismo abraçou símbolos religiosos, como no caso de Nossa Senhora Aparecida, e fez o presidente Lula abandonar um dogma da esquerda e abraçar a diminuição da maioridade penal.
    Agora, a militância, que deve ter o antimachismo como bandeira, faz de alguém que desviou recursos e perseguiu uma mulher um comandante a quem se deve a cega submissão. Na prática, estão virando um genérico do que há de pior do bolsonarismo. Tudo para vencer “a milícia e o fascismo”, porque não podemos falar mais contra rachadinhas ou o machismo.

    Link: https://archive.ph/0IW8B#selection-1306.0-1324.0

  6. Se Lula e Bolsonaro são idênticos, como dizem os inúmeros comentadores do Moveout (ou sabe-se lá qual outro grupúsculo), por que a burguesia e a clase política americana tanto se empenham em extirpar o PT da presidência, com direito a manipulação do algoritmo da Meta e alteração do local de votos de centenas de milhares de eleitores sobretudo dos interiores mais pobres do Nordeste? Não é a mesma coisa? Então, não deveria fazer diferença para eles se é Lula ou Bolsonaro.

  7. Eu não acho que Lula e Bolsonaro são iguais. Aliás, isso foi dito diversas vezes ao longo de diversos comentários. Mas se João Bernardo está certo – e eu acho que está – de que o fascismo mais que a criação da extrema direita é feita pela relação e influência entre a esquerda e a direita, então os últimos acontecimentos ilustram bem um processo de fascistização social da qual a esquerda não está a salvo.

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