Por 01010001

O aparelho mais usado hoje no Brasil para acessar a internet é o celular. O computador e o laptop ainda são importantes, mas é pelo celular que a internet chega a quem não tem como comprar um computador, ou não precisa dele.

O telefone celular tem este nome por causa da sua técnica de comunicação. Para resumir uma explicação bastante complexa, basta dizer que a rede telefônica usada pelos celulares é praticamente a mesma que a dos telefones fixos até chegar naquelas torres enormes de celular, chamadas de estação rádio base (ERB); cada ERB cobre uma área, e quanto mais ERB houver, maior será a quantidade de células (a área coberta por cada ERB). O telefone se comunica com a ERB igual a um rádio, mas com um canal especial só para telefones. O uso do rádio como parte integrante da técnica de comunicação dos celulares é tão importante que os walkie-talkies são considerados um antecessor bem primitivo dos celulares.

Na periferia de uma cidade e nas zonas rurais, as células são grandes, com quilômetros de diâmetro. Na cidade, elas são bem menores – chegando a poucas dezenas de metros nos centros mais movimentados. Isso porque obstáculos como prédios altos bloqueiam as ondas de rádio, limitando seu alcance. Além disso, quanto mais pessoas circulam por um local, mais células ele precisa ter, senão corre-se o risco de não haver frequências para todos.

Dos primeiros celulares até os smartphones passaram-se mais de quarenta anos. O smartphone já não é mais apenas um telefone: é um computador de bolso que, entre outras coisas, funciona como um telefone. Compare um smartphone com um celular simples: o smartphone permite ler e-mails, escrever textos, acessar internet, um monte de funções que, antes, precisavam de um computador.

Os smartphones, que antes eram caríssimos, são hoje tão populares que os dois nomes se confundem, e daqui em diante os dois serão chamados de celulares, exceto quando for preciso falar dos celulares que só ligam e recebem.

A melhor forma de entender como um celular se comunica é comparando-o com o corpo humano. Vamos então ver quais são os olhos, os ouvidos, a boca, a pele e o cérebro do celular. Veremos também alguma coisa sobre a antena, a bateria e o chip do celular, duas partes essenciais para seu funcionamento.

O celular “enxerga” pela câmera. A potência de uma câmera é medida em megapixels: quanto maior for este número, mais detalhada poderá ser a imagem, maior poderá ser a foto, e melhor será sua qualidade. Basta olhar os anúncios de celulares e ver como os mais caros sempre têm uma câmera com um número de megapixels bem maior

Modelos mais recentes de celular têm câmera frontal dupla ou tripla, câmera de selfie e podem inclusive receber capas com lentes especiais para zoom.

Pouca gente sabe: o zoom da câmera do celular (ou seja, aquela aproximação da imagem que acontece quando você “abre” os dedos na tela da câmera antes de tirar uma foto), na verdade, não é um zoom, mas um recorte dentro de uma foto que continua com o mesmo tamanho. O “truque” é simples: imagine que a imagem no tamanho original está sendo “recortada” pelo zoom, em vez de acontecer uma aproximação da imagem. A foto com o zoom do celular, na verdade, é a ampliação de um pedacinho da foto no tamanho original. É por isso que toda foto com zoom fica feia, borrada, cheia de pontinhos.

Se você precisa tirar fotos com mais detalhes, só existem três soluções: chegar mais perto antes de bater a foto, comprar a lente separada (porque aí o zoom passa a ser de verdade) ou arranjar um celular com câmera de definição maior. Como saber qual é a definição da câmera? Basta procurar saber quantos megapixels (MP) ela tem.

O celular “ouve” pelo microfone. Na verdade, pelos microfones, porque os aparelhos mais modernos são fabricados com, pelo menos, dois microfones. Assim é possível falar bem no viva voz e também gravar vídeos com som estéreo.

Achar os microfones do celular é fácil: basta examinar o aparelho bem atentamente e procurar por “buraquinhos”. É por aí que o som chega aos microfones. Faça o teste: depois de achar os “buraquinhos” grave um vídeo com o celular, falando primeiro perto de um “buraquinho” e depois perto do outro. Depois ligue o fone de ouvido e passe o vídeo. O som de sua voz sairá mais forte de um lado, depois mais forte do outro.

O celular “fala” pelo alto-falante. Na verdade, pelos alto-falantes, porque desde a invenção do viva voz os celulares passaram a ter, pelo menos, dois alto-falantes: um menor, para encostar no ouvido, e outro maior, para que o viva voz possa ser ouvido. Este último é também o alto-falante usado para tocar música, passar o som dos vídeos etc.

É fácil localizar os alto-falantes. Atenda uma ligação e preste atenção por onde o som sai: em geral este alto-falante é um “tracinho” na parte de cima do aparelho. O outro, o maior, fica atrás do aparelho.

Ainda hoje se fabrica celulares com fones de ouvido. Não é difícil achar onde se coloca o plugue do fone: é um buraco grande instalado na borda do celular, geralmente na parte de cima, com alguns aparelhos tendo este buraco instalado na parte de baixo. Celulares mais antigos ainda têm o buraco do fone de ouvido nas laterais, mas isto é cada dia mais raro. Aparelhos mais recentes não têm mais o buraco de fone, que agora é conectado ao celular pelo bluetooth.

Vamos continuar esta explicação num próximo artigo, quando falaremos sobre tela e processador.

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